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28 de abr de 2013

Amor Não Correspondido





            Fatores Limitantes: Tenho três filhos e descobri há dois meses que meu marido está perdidamente apaixonado por outra. Entreguei-lhe os melhores anos de minha vida. Dei-lhe filhos lindos e sempre mantive nossa casa maravilhosa. Estava constantemente pronta para ir aonde ele quisesse e atender a tudo o que ele desejasse. Possuo uma natureza dócil, por isso acho que fui facilmente explorada e ultrajada. Esta situação me desespera! Tudo acabou para mim! Como devo proceder, pois me disseram que temos fortes laços do passado e muitos compromissos espirituais?

Expandindo nossos horizontes:


Acredita-se que é possível contar nos dedos das mãos as pes­soas a quem se ama de forma verdadeira. Causa compaixão quem aceita essa hipótese, pois estará confinado sentimentalmente.
O amor incondicional é sempre lúcido e abrangente. Jamais exclusivo ou limitado a apenas uma pessoa. Quando o amor induz os seres ao isolamento já se pode ouvir o vento entoar uma triste canção, prenunciando dias longos e noites melancólicas.
Quando, numa relação de amor, não se auxilia o outro a ca­minhar por si mesmo, conduzindo-o a encontrar seu próprio curso existencial, esse amor, mesmo que pareça tranqüilo, não está de fato estabilizado.
O amor verdadeiro é direcionado para a capacidade de guiar o outro ao crescimento pessoal; em outras palavras, para um processo de transformação incessante rumo a um entendimento maior.
Quem delimita sua aptidão para amar assemelha-se à fumaça, que a tudo sufoca em seu derredor. Somente depois, quan­do é dissipada pelo ar, é que se avalia o mal que a asfixia causou.
Há almas que vivem relacionamentos fictícios - baseados em uma imagem que retrata o que gostaria que o outro fosse - sem perceberem que estão dando os primeiros passos em direção à ruína afetiva.
A separação inicia-se no momento em que um dos parcei­ros se relaciona com a imagem criada da pessoa idealizada, e não propriamente com a pessoa. De modo geral, essas irrealidades são notadas depois de ter ocorrido o infortúnio amoroso.
O que acontece, todavia, quando nos dedicamos a alguém que é infiel conosco?
Será que quando amamos incondicionalmente temos que suportar incontáveis deslealdades e permane­cer impassíveis?
Naturalmente, o amor não conduz à tolice ou à ingenuidade, nem induz a uma alegria artificial e a uma credulidade excessiva. Na dependência só se vêem qualidades, nunca se enxergam os defeitos. Isso a humanidade classifica como “amor cego” ou “paixão”.
Jamais você sentiria tão grande solidão e abandono se não vivesse, imprudentemente, dependendo tanto dos outros.
O mundo é cheio de pesares e, na área do afeto, a traição é uma das maiores desventuras. Não há nada pior que recordar mo­mentos felizes em tempos de dor.
Quando tudo é desventura, aparece a verdade. Ela pode machucar, mas, em qualquer tempo, será bem-vinda. Assemelha-se a um remédio amargo, porém salutar.
Vale lembrar: para que exista um relacionamento de fato, é necessário que ambos o desejem.
Apesar da desonestidade, é possível perdoar a quem traiu, pois o amor real não coloca limites à indulgência.
No entanto, você precisa perguntar-se: o que devo fazer para harmonizar o amor por meu marido sem perder meu auto-respeito?
Por certo a vida a dois não é nenhum mar de rosas, e seria bom levar como lembrete que, em se tratando de relacionamen­tos afetivos, nunca há respostas genéricas ou semelhantes para um amor não correspondido.
“Será que posso continuar confiando nele de forma ple­na, depois do ocorrido?
Afinal, o que está me movendo interna­mente? Amor real, apatia ou fraqueza?”
O amor não contabiliza as fragilidades do outro, mas, com toda a certeza, não é abusivo. Por princípio íntimo, não se deve viver de autopiedade.
Diante dessa circunstância, o que de melhor se poderia di­zer a esse alguém é que decida: “ou continua junto de você, since­ramente; ou longe, se quer permanecer na infidelidade”.
Os vínculos entre as pessoas podem ser estabelecidos por amor ou por obrigação. No amor, há ternura, imensa confiança e devoção, e isso por si só basta. Na obrigação, nascem as desaven­ças e recriminações, que dilaceram a alma. Quem se obriga nas questões do amor vive em constante busca de razões ideológi­cas ou de justificativas filosóficas.
O que é o carma senão respostas da vida a seus atos e atitu­des. Não existe fatalidade, uma vez que Deus dá o livre-arbítrio a todas as suas criaturas. Você é livre para escolher - não apenas antes do nascimento corporal, mas igualmente aqui e agora - o que fará de sua existência.
Rosas amarelas significam infidelidade. A procedência dessa lenda remonta à época do profeta Maomé. Ele desconfiou que sua esposa Aisha lhe era infiel. Foi orientado, entretanto, por um arcanjo para que, quando ela o recebesse com rosas vermelhas, ele ordenasse que fossem jogadas no rio. Se as flores mudassem de cor, suas suspeitas teriam fundamento. E estas se confirmaram: as rosas transformaram-se em amarelas.
Vale esperar os terremotos do coração se acalmarem para você refletir melhor e, logo após, abrir as vidraças da alma e deixar o aroma do bom senso entrar.
O diálogo será sempre oportuno entre o casal, desde que não se converta em cobranças e insanas suscetibilidades; antes se alicerce na lealdade e honestidade e concorra para que os dois per­maneçam unidos e equilibrados.
Para cada pessoa sempre existe um momento de decisão, e ela o saberá quando ele chegar. Quando você já tiver feito tudo o que estava a seu alcance, então deverá ficar ou partir. Não se deve esperar dos outros aquilo que unicamente você mesmo pode se dar.


CONVIVER E MELHORAR
ESPIRITO  -  Lourdes Catherine
MEDIUM  - FRANCISCO DO ESPIRITO SANTOS NETO


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