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Delito e Reencarnação





Por ódio trocado, Antônia
Matou Lina do Lagarto.
Hoje, elas são mãe e filha
Doentes no mesmo quarto.

Joaquim arrasou Simão
Para tomar-lhe Ana Vera,
Mas Simão tornou a ele,
É o filho que o não tolera.

Por Téo, Naná largou Juca
Que se matou pela ingrata,
E Juca voltou a ela,
É o filho que a desacata.

Manoel seduziu Percília,
Deixando-a em tombos loucos...
Ela morreu e voltou:
É a filha que o mata aos poucos.

Por Zina, matou-se João...
Um carro fê-lo aos pedaços...
Hoje ele é o filho doente
Que Zina beija nos braços.

Tesouro maior da vida
É a mente tranquila e sã.
Erro que a gente faz hoje
A vida acerta amanhã.

Por: Cornélio Pires
Psicografia: Chico Xavier
Livro: Chico Xavier Pede Licença
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Curso de Atendimento Fraterno em Teresina-PI



Nos dias 11 e 12 de Setembro, haverá na FEPI um CURSO DE ATENDIMENTO FRATERNO ministrado pelo Dr. Roberto Lúcio.
O Dr. Roberto Lúcio Vieira de Souza é médico-psiquiatra, vice-presidente da AME-Brasil, diretor clínico do Hospital Espírita André Luiz (Belo Horizonte-MG) e diretor de publicações da AME-MG.

O curso de Atendimento Fraterno é para todos os trabalhadores das casas espíritas da capital e do interior.

As inscrições devem ser feitas antecipadamente na sede da
FEPI: (86) 3221-2500 / 3221-3021

Informamos também que no dia 11/09 (sábado) às 19:00h o Dr. Roberto Lúcio fará uma palestra na nossa casa espírita Lar da Caridade. A palestra é aberta ao público!


Não percam!!!


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FEPI-Federação Espírita Piauense



A Federação Espírita Piauiense surge como conseqüência natural do processo de unificação do movimento espírita brasileiro, estabelecido através do Pacto Áureo, acordo celebrado em 05 de outubro de 1949 na cidade do Rio de Janeiro entre a Federação Espírita Brasileira e outras entidades espíritas.

Por solicitação de Wantuil de Freitas, então presidente da FEB, Leopoldo Machado e outros colaboradores empreendem uma viagem às regiões Norte e Nordeste do Brasil, iniciada em outubro de 1950. Essa excursão, que ficou conhecida como a Caravana da Fraternidade, embora não tivesse caráter oficial, tinha claros propósitos de integrar as federativas estaduais em torno do Conselho Federativo Nacional.

Os registros históricos indicam que o Piauí possuía naquele período, apenas cinco instituições espíritas. Em Parnaíba, funcionavam o Centro Espírita Perseverança no Bem e o Centro Espírita Vida e Progresso. Na capital Teresina, existiam o Centro Espírita Bezerra de Menezes, o Centro Espírita Irmão Adriano e o Centro Espírita Piauiense, este último, transformado em 1931 a partir do Centro Espírita Amor e Caridade, surgido em 1927. No entanto, ainda não havia um ente de caráter federativo que congregasse todas aquelas casas espíritas.

Antes de iniciada a excursão, porém, Arthur Lins de Vasconcellos (PR), profundo idealista e batalhador pela unificação do movimento espírita brasileiro e que integrou a caravana desde a sua partida até a cidade de Recife (PE), já vinha se correspondendo com o presidente do Centro Espírita Piauiense, João Rodrigues Vieira, mais conhecido como Joca Vieira, que manifestava amplo apoio aos trabalhos de unificação e à FEB.

No Piauí, os caravaneiros chegam primeiro à cidade de Parnaíba, onde realizam visitas, fazem palestras e se reúnem com os trabalhadores espíritas. Em Teresina, no dia 27 de novembro de 1950, após uma palestra proferida por Leopoldo Machado no Centro Espírita Piauiense, realizam uma mesa-redonda, na qual os Centros Espíritas decidem fundar a Federação Espírita Piauiense, na época, abreviada como “F.E.P.”, transformada a partir do próprio Centro Espírita Piauiense. A iniciativa fora apoiada pelo movimento espírita de Parnaíba – o qual já havia manifestado sua vontade na passagem dos caravaneiros por lá.

No dia seguinte, antes da realização de nova palestra por Leopoldo Machado no Centro Espírita Piauiense, é lida a ata de fundação e empossada a primeira Diretoria da Federação, cuja presidência foi exercida por Joca Vieira até o ano de 1969.

Integravam a caravana que chegou ao nosso Estado, Leopoldo Machado (RJ), Francisco Spinelli (RS), Luiz Burgos Filho (PE) e Carlos Jordão da Silva (SP). Dentre os trabalhadores piauienses, ficaram registrados os nomes de Alarico da Cunha, presidente do Centro Espírita Perseverança no Bem, Francisco de Abreu, presidente do Centro Espírita Vida e Progresso e os nomes de Benedito Freire, Raimundo Belém e José Mourão, todos da cidade de Parnaíba. Da capital, ficaram registrados os nomes de Joca Vieira, do Desembargador Odorico Rosa, do Juiz de Direito Pedro de Morais Brito Conde e do Dr. Heli da Rocha Nunes e outros mais que assinaram a ata de fundação, como Raul Dantas Cunha, Cândido Pereira da Cunha, João Soares de Carvalho, Lindolfo Botelho Amarante, João da Rocha Marinho, José Almendra Freitas Filho, Antonio Pereira, Carlos Medeiros de Macedo e João Batista Pilar.

Teresina, 07/05/2010.

Raul Ventura

Publicado originalmente no blog do Centro Espírita Lar da Caridade. Alterado em 25/08/2010.

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Clonagem


Não há dúvida de que a clonagem humana é uma das grandes discussões do momento, intensificada, sobretudo, depois que os pesquisadores Severino Antinori e Panayotis Zavos declararam, em 7 de agosto deste ano, perante a Academia Americana de Ciências, em Washington, que estão prontos para copiar seres humanos.
Aliás, desde 1996, a clonagem humana ficou bem mais próxima, com o nascimento da ovelhinha Dolly, o primeiro clone mamífero, obtido através de técnica desenvolvida pelo Instituto Roslin, na Escócia.
Quando falamos em clonagem humana é preciso ressaltar que estamos nos referindo às duas modalidades: a reprodutiva, que produz bebês que são cópias xerox de seres já existentes, e a clonagem terapêutica, que elabora embriões humanos com a finalidade de fabricar tecidos orgânicos diversos.
Neste último caso, as células-tronco, conhecidas como “sementes da vida”, presentes nos primeiros catorze dias do desenvolvimento embrionário, são empregadas na formação de tecidos – nervoso, pancreático, muscular, etc. – com a finalidade de curar doenças, como, por exemplo, o mal de Parkinson, o diabetes, o músculo enfartado.
Nos últimos meses, milhares de religiosos e especialistas vêm se reunindo, em várias partes do mundo, para discutir esses avanços da ciência e suas complicadas questões éticas.
Para nós, espíritas, as preocupações não são diferentes e precisam ser discutidas . O homem tem o direito de fazer cópias humanas? De manipular embriões? O clone possui alma?
Algumas respostas são mais fáceis, outras nem tanto, exigindo reflexão madura, livre de preconceitos e fanatismo.
Com relação à questão espiritual: Antes de responder se o clone tem ou não alma, é preciso defini-lo e recordar o processo pelo qual se pretende copiar seres humanos.
Clone é um ser vivo que tem a mesma constituição genética de outro.
Clonar, portanto, significa fazer cópias xerox de seres vivos. Há milhares de anos, a natureza brinda-nos com clones humanos autênticos – os gêmeos univitelinos – portadores do mesmo genoma.
Na Clonagem artificial, faz-se a reprodução assexuada de um ser, mantendo a sua carga genética. Para fabricar a Dolly, foram necessárias três ovelhas.
Uma delas, a negra, doou o óvulo ou gameta feminino, do qual retirou-se o núcleo; no lugar deste, introduziu-se o núcleo de uma célula mamária adulta, retirada de uma outra ovelha, a branca, que se desejava clonar. Por procedimentos técnicos especiais, levou-se essa célula recém-formada, ao estágio embrionário inicial, obtendo-se um embrião que foi transplantado para o útero de uma terceira ovelha, que deu à luz a famosa ovelha.
Em linhas gerais, esse mesmo processo, está sendo cogitado para a clonagem humana.
Sem dúvida, a Dolly tem alma, ou melhor, tem princípio inteligente. Se assim não fora não seria um ser vivo. Na clonagem humana, o raciocínio é o mesmo.
Basta recordar o ensinamento básico: “toda criança que vive após o nascimento tem forçosamente encarnado em si um Espírito”, do contrário, “não seria um ser humano”. (O Livro dos Espíritos, questão 356). Assim, se a clonagem humana for sucesso, certamente, não produzirá robôs, mas seres autênticos.
Qual o fator que atrai o Espírito ao processo reencarnatório? O principal deles é a sintonia magnética que funciona tanto na reencarnação normal quanto na clonagem.
“Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao germe que o atrai por uma força irresistível, desde o momento da concepção”, afirma Kardec (A Gênese, capítulo 11). Esta força irresistível é o magnetismo.
Na verdade, para reencarnar, basta o magnetismo dos pais, aliado ao forte desejo do Espírito reencarnante (ver “Entre a Terra e o Céu”, cap. 28). Não se pode esquecer que a “sintonia magnética” não obedece às leis clássicas da Física, mas está relacionada à comunicação não-local, que não depende de espaço e de tempo. Na clonagem, os cientistas levam os genes de uma célula adulta ao estado embrionário, com isso, as moléculas de DNA começam a vibrar em um outro diapasão, repletas de poder magnético, constituindo-se, juntamente com o citoplasma do óvulo, um verdadeiro pólo atrator para o Espírito.
Com respeito aos problemas da clonagem: Vimos que o clone humano pode ter êxito; o Espírito pode reencarnar se as condições forem favoráveis. Isto, no entanto, leva a uma outra questão: a clonagem humana é defensável?
Primeiramente, é preciso ressaltar que a clonagem é uma técnica muito ineficiente, com índice altíssimo de insucesso. Para fabricar-se a Dolly, foram feitas 277 tentativas, com um único êxito. E ainda assim, ela está precocemente envelhecida; apesar de ter cinco anos, suas células são equivalentes às de uma ovelha de 12 anos, exatamente a idade da ovelha cujo DNA foi utilizado na experiência.
Em cinco anos de clonagem de mamíferos, há menos de 50 animais clonados, o que representa muito pouco para a pesquisa científica. Nesse período, têm sido inúmeras as malformações, filhotes que nascem com doenças congênitas ou ficam doentes logo depois; alguns vivem com sérias limitações e muitos são sacrificados.
A única maneira de se chegar à perfeição na clonagem é pela prática, pela repetição, por tentativa e erro; isto vem sendo feito em animais, utilizando-se, largamente, o aborto e a eutanásia. E com embriões humanos, como será?
Severino Antinori diz que praticará o aborto em todos os casos necessários, porque é legal no país onde pretende trabalhar. E a eutanásia, ele aplicará também?
Os especialistas calculam que seriam necessários mil clones de animais, com acompanhamento de 50 anos para podermos afirmar que a clonagem humana é segura.
Do ponto de vista espiritual, a clonagem de animais vem indicando que há problema com o fluido vital, porque os seres clonados envelhecem precocemente. Assim, não são só os problemas biológicos a serem considerados, mas também os relativos aos diversos envoltórios do Espírito, os quais, a rigor, presidem à formação corpórea.
O fato é que a utilização do aborto e da eutanásia, nas experiências de clonagem, demonstra desrespeito à vida . E o cientista espírita deve abster-se de trabalhar sob tais condições.
A realidade é que é muito cedo para clonar humanos, não apenas do ponto de vista da Ciência, mas também da evolução espiritual dos terráqueos, que necessitam, urgentemente, de maiores progressos no campo do sentimento.


Por Marlene Nobre
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Censo IBGE - Recomendação aos Espíritas





Por orientação do presidente Nestor João Masotti, ausente do País em viagem a Nova York, em evento que homenageia Chico Xavier, na sede da ONU, RETIFICAMOS a informação transmitida no dia 2 de agosto, a respeito do Censo demográfico 2010, promovido pelo IBGE.
(Recomendamos a todos os espíritas que, ao serem consultados pelos pesquisadores do IBGE e visando a inclusão de todos na contagem que se realiza, declarem-se Kardecistas, uma vez que no formulário do Censo não foi registrada a palavra Espírita.)
Diante dos novos esclarecimentos, obtidos em consulta direta ao Órgão, pedimos considerar que, aos pesquisadores do IBGE, poderão ser respondidas as alternativas ligadas ao código 610, todas relacionadas a uma mesma opção: Espírita. A exemplo, poderão ser respondidas as opções Allan KardecCardecismoCardecistaKardecismo,KardecistaCentro EspíritaDoutrina EspíritaFederação Espírita Brasileira e Espiritismo, entre outras, como estão relacionadas no documento do IBGE que anexamos. 


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Clique aqui e baixe o anexo do IBGE

João Pinto Rabelo
Diretor de Comunicação Social da FEB
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O Filme dos Espíritos




Após perder a esposa e a caminho do suicídio, um homem se depara com “O Livro dos Espíritos” e começa uma jornada de transformação interior rumo aos mistérios da vida espiritual e suas influências no mundo material. Este é o tema do primeiro filme dos diretores André Marouço e Michel Dubret, que acaba de ser rodado em São Paulo. Intitulado de “O Filme dos Espíritos“, o longa teve boa parte de suas gravações realizadas na  capital paulista, mas outras cidades como Atibaia, Araçoiaba da Serra e Ubatuba também serviram de locação para a história.

Marouço é jornalista, radialista e produtor e está à frente da Mundo Maior Filmes(produtora vinculada à Fundação Espírita Andre Luiz). Dubret é formado em cinema pela Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) e trabalhou por quatro anos no Studio Fatima Toledo, no casting e preparação de atores.

A produção do longa-metragem surgiu a partir do Projeto Mundo Maior de Cinema que, em 2009, recebeu cerca de 100 roteiros de jovens diretores e roteiristas, de diferentes regiões do país; desse grupo, oito foram selecionados e contaram com suporte técnico e profissional da produtora. O resultado foi a realização de oito curtas-metragens com tema espiritualista e transcedental. Eles foram exibidos, em novembro de 2009, e ainda premiados em diversas categorias. A etapa final dessa iniciativa é justamente a realização do longa “O Filme dos Espíritos“. A idéia é lançá-lo comercialmente ainda em 2010.

O longa tem no elenco parte dos atores e atrizes que estiveram nos curtas. Reinaldo Rodrigues é o protagonista. Ao seu lado, estão Nelson Xavier, Etty Fraser, Ênio Gonçalves, Ana Rosa e .

Em linhas gerais, o filme conta a história de Bruno Alves que, por volta dos 40 anos, perde a mulher e se vê completamente abalado. A perda do emprego se soma à sua profunda tristeza e o suicídio lhe parece a única saída. Nesse momento, ele entra em contato com O Livro dos Espíritos, obra basilar da doutrina espírita. Há também uma dedicatória no exemplar: “esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito.” A partir daí, o protagonista da história começa uma jornada de transformação interior rumo aos mistérios da vida espiritual.     Leia o original


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Estudo da Série Psicológica de Joanna de Ângelis na TVCEI











A TVCEI vem desenvolvendo junto com a Mansão do Caminho uma temporada de videoaulas com estudos das obras da benfeitora Joanna de Ângelis. Os cursos são ministrados por Cláudio Sinoti e Íris Sinoti e podem ser acessados a qualquer momento no Acervo de Videos da TVCEI . Para se comunicar com o programa, mande um email para seriepsicologica@tvcei.com.




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As Cartas Psicografadas por Chico Xavier - Filme


Olhar com o devido “distanciamento afetivo” 





Em outro texto eu falo dos filmes autobiográficos, e este As Cartas Psicografadas por Chico Xavier, forte longa de Cristiana 
Grumbach, bem poderia estar entre eles. Mas essa inclusão seria resultante de uma constatação aérea, entre o que o filme mostra e minha apreensão, tendo ainda a imagem da diretora apresentando seu trabalho no Cine Vila Rica acompanhada de seu marido e filhos – uma postura de mãe e de esposa, mas, antes, de mulher. É essa mulher cineasta quem saiu em busca de algo. “Um sentido da vida”, talvez, pelo que uma das entrevistadas lhe pergunta em certo momento. Ou descobrir, descortinar algo, algo bastante duro, aliás, que é a perda de uma mãe que enfrenta a morte inesperada de um filho. Qual imagem dá e pode dar conta disso? Na ficção, isso é mais fácil, e mais livre para cometer canalhices visuais sem que muitos as percebam assim. Ou mesmo na televisão, seja na teledramaturgia, seja bizarramente na cobertura das tragédias individuais diárias que a mídia industrializa em sua linha de montagem cínica e infernal.
O documentário de cinema também pode caminhar por esses trilhos, mas aí existe o livre arbítrio para que o cineasta não tripudie sobre seu objeto. Grumbach, como uma penca de cineastas (documentaristas ou ficcionistas, tanto faz, porque ambos procuram algo, buscam por uma imagem do mundo, anterior a ele ou de idealismo junto à realização cinematográfica), procura algo. Para tal, vai ao encontro das pessoas e às tais cartas do título. Seu filme organiza-se em depoimentos das mães, às vezes acompanhadas de seus maridos, relatando a perda, informando detalhes a ver com essas perdas, nunca indo ao passado anterior à morte ou dando conteúdos psicológicos de seus filhos – e, antes ou depois de suas vozes, a respectiva carta psicografada é ouvida. São relatos afetivos, doídos, cuja conclusão vai se construindo ao longo das entrevistas: mesmo com o alento das cartas, com as quais essas mães e pais aceitam melhor a perda, a dor e tristeza jamais somem.
É uma conclusão duríssima, e o que é levado em conta, aqui, é justamente o processo pelo qual o filme avança para o encontro de seu corpo, de sua imagem. Um processo estóico, e o filme não entra no mérito da psicografia existir ou não, até porque suas imagens são neutras, mantendo um mesmo registro para captar as depoentes e seus relatos diversos. E, sobretudo, porque a cineasta acredita naquilo que pode servir ao cinema – como as imagens possíveis de coisas que ainda existem, como os vivos e os objetos de uma sala, por exemplo, e as narrativas orais e lidas. O que parece interessar mais é mesmo a busca por algo infilmável, como a dor, a perda e a tristeza – ou seja, é capturar o vazio. Vale lembrar Os Anjos Exterminadores, de Jean-Claude Brisseau, quando este põe em discussão a impossibilidade de se filmar uma invisibilidade (no caso, ali, o orgasmo feminino). Em As Cartas..., Grumbach filma o que vem dessas ausências: nem tanto a reação a essas ausências, e mais quem fala sobre essas reações provocadas pelas ausências. É um procedimento que gera uma complexidade, ainda que o filme seja bastante direto em como registra seu assunto. As tomadas mais alongadas de uma sala vazia, uma poltrona vazia, logo a seguir preenchidas pela presença da mãe, são uma solução formidável, pela essencialidade do visível, do tempo e espaço. O vazio só transmite ausência se ele foi ou será preenchido, e as mães e suas interioridades expressadas acabam por dar “visibilidade” desse vácuo, fazerem, elas mesmas, a imagem de sua tristeza, e não deixar com que seus corpos, faces e falas sirvam à dramaturgia da máquina operada pelo outro.
Grumbach procura algo, talvez alimentar sua curiosidade sobre como é uma mãe se deparar com o avesso da linha temporal natural, que é a juventude pegar o lugar deixado pelos idosos, talvez saber mais sobre essas cartas sem se preocupar se a psicografia de Chico Xavier existe ou não, mas sim como esses escritos alteram o estado das mães e pais. Hoje é até comum o documentarista dar as caras no seu filme, mas o que a diretora se permite, aqui, é algo bastante mais sutil. É sua voz quem lê, em off, as cartas – e, mais à frente, veremos a mesma pegando e lendo alguma delas, como uma pesquisadora faria em sua determinada busca. Mas Grumbach também corresponde às mães, pois, após o insucesso de uma delas em ler a carta, cujo talhe de letra estava mais cifrado, é a cineasta quem conseguirá transmitir seu conteúdo, tanto para a mãe quanto para nós. Não estamos diante de uma jornalista da TV passando algum conteúdo ao espectador, mas sim uma mulher – e é sempre bom, neste filme, levarmos em conta que é uma mulher interagindo com outras mulheres sobre algo a ver com a vida, com algo terrivelmente prosaico, a morte (ainda que a mídia teime em espetacularizar e dramatizá-la) – levando sua câmera sem deixar de, antes, pedir licença. Esse cuidado está na própria organização do filme, que, reiterando o que Cléber Eduardo disse após a sessão, é sobre o luto. Sendo sobre o luto, a montagem e a forma não poderiam ser extrovertidas, exibicionistas. Fazer malabarismos estilísticos é coisa de quem tripudia sobre o material que lhe serve.
Assistir a As Cartas Psicografadas por Chico Xavier pode ser uma experiência árdua em seus 107 min, porém isso não deixa de ser bastante adequado: a morte só é bom acontecimento quando vertida (e traída) em estética, em vermelho em vez de sangue, em reprodução em vez de dado. É muito determinante o modo como Cristiana Grumbach se aproxima dos seus objetos e avança com seu filme. Ao ler uma carta, por exemplo, a cineasta não se coloca sobre a respectiva mãe, mas sim ao seu lado, emprestando sua voz. Uma troca justa, essa da voz pela imagem. Imagem que, antes da cena, é parida por uma câmera que mantém o devido respeito espacial, que é algo que poderia se chamar de “distanciamento afetivo”, ou bons modos, ou, melhor, respeito. Esse respeito, efetivamente, está nos tais planos de salas vazias, naquilo que transmite sobre a ausência com o mínimo de manipulação (plano médio fixo enquadrando um determinado espaço dentro do qual não ocorre ação humana). É um filme que evidencia as limitações do cinema, de suas imagens, quando, por exemplo, se depara com uma situação invisível que só se torna presente na tela por algo que nós damos: o drama, o plano anterior ou posterior, o sentido. Grumbach não faz do documentário um espelho de carne de outrem para que ela encontre o reflexo que procura – o que desafortunadamente é algo corrente em boa parte da produção documental. A diretora, com sua câmera, aproxima-se de um invisível a ver com os seres, nas suas sensações de ausência, tristezas e lembranças... o que, de pronto, é o que chamamos de vida.

Julho de 2010

Por  Paulo Santos Lima

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Astro de 'Nosso lar', novo candidato a blockbuster nacional, faz sucesso em peças de temática espírita



RIO - É difícil pensar em alguém melhor do que um ator visto por 5,5 milhões de pagantes em 12 peças de temática espírita desde 1982 para protagonizar o longa-metragem "Nosso lar", adaptação do best-seller homônimo, psicografado por Chico Xavier, com estreia agendada para 3 de setembro. Esse ator se chama Renato Prieto, um capixaba cinquentão que, há 28 anos ininterruptos, encontra plateias abarrotadas de gente (inclusive leigos e céticos nos assuntos do além) ao subir ao palco.
Neste fim de semana, Prieto chegará ao Teatro América, na Tijuca, onde estrela a peça "A morte é uma piada", às 19h, preparado para encontrar as 276 poltronas do espaço lotadas. Tem sido assim desde 1982, quando ele contracenou com Lúcio Mauro e Felipe Carone em "Além da vida", um fenômeno teatral com quase dois milhões de ingressos vendidos. Em seguida veio "E a vida continua", com 800 mil espectadores. Aos poucos, de espetáculo em espetáculo, Prieto passou a ser visto como o popstar da ala sobrenatural das artes cênicas no Brasil. Não é à toa a sua escalação para um candidato a blockbuster apontado como o filme mais caro do cinema nacional desde a Retomada. Seu orçamento: US$ 10 milhões, o equivalente a R$ 17,5 milhões. E sem um real de dinheiro público. Antes dele, "Lula, o filho do Brasil", orçado em cerca de R$ 16 milhões, era considerado o campeão de custo no país. 

- O cinema é uma frente nova - diz Prieto, escalado pelo cineasta Wagner de Assis para interpretar o médico André Luiz, espírito que teria narrado a trama de "Nosso lar" a Chico Xavier. - Porém, mesmo sem fazer novela, sou parado na rua todo dia por pessoas que me conhecem do teatro. E não são só de salas da Gávea ou do Centro. Há mais de 25 anos estou acostumado a me apresentar para pessoas que não têm acesso aos palcos. Faço peça em lona cultural, em escola pública, onde for. Mesmo se o lugar não tiver estrutura, eu levo equipamento meu para lá. Foi garimpando que criei credibilidade. E é essa credibilidade que me permite viver de teatro.
Diretor de "A cartomante" (2004), Wagner de Assis contou com um time de peso em "Nosso lar", a começar pelo compositor americano Philip Glass. Indicado ao Oscar por "Kundun" (1997), "As horas" (2002) e "Notas sobre um escândalo" (2006), Glass compôs a trilha sonora. A fotografia é do suíço Ueli Steiger ("O dia depois de amanhã"). Os efeitos especiais usados para delinear o mundo dos espíritos para onde André Luiz vai após morrer consumiram cerca de cem técnicos da produtora canadense Intelligent Creatures, que fez "Watchmen" (2009) e "A fonte da vida" (2006). Mas, para o papel central de um elenco que reúne Othon Bastos, Chica Xavier, Paulo Goulart e Werner Schünemann, Wagner preferiu um estreante. Ou quase, já que Prieto, nos anos 80, fez pontas em "Bar Esperança" (1982), filmes dos Trapalhões e curtas. 
- Como essa história, que vem de um best-seller, é muito conhecida, eu precisava de um rosto novo para contá-la. Mas tinha que ser um rosto com experiência no tema. É claro que, para certa fatia do público, a plateia espírita, Renato é um nome forte - diz o diretor, cujo filme estreia com a responsabilidade de manter em alta a bilheteria de um filão aberto por "Bezerra de Menezes - O diário de um espírito", visto por meio milhão de pessoas em 2008, e por "Chico Xavier", recordista nacional do ano, com 3,4 milhões de pagantes.


Como essa história, que vem de um best-seller, é muito conhecida, eu precisava de um rosto novo para contá-la. Mas tinha que ser um rosto com experiência no tema. É claro que, para certa fatia do público, a plateia espírita, Renato é um nome forte - diz o diretor, cujo filme estreia com a responsabilidade de manter em alta a bilheteria de um filão aberto por "Bezerra de Menezes - O diário de um espírito", visto por meio milhão de pessoas em 2008, e por "Chico Xavier", recordista nacional do ano, com 3,4 milhões de pagantes.
Formado na década de 70 pelo Conservatório Nacional de Teatro (atual UniRio), Prieto participou de um workshop ministrado no Rio pelo polonês Jerzy Grotowski (1933-1999), cuja teoria do "teatro pobre" (ou teatro ritual) põe o trabalho psicofísico dos atores acima de adornos de vestuário ou cenografia. Também no Rio, ingressou numa oficina teatral aplicada pelo ator e cineasta americano Robert Lewis (1909-1997), que lecionou para Marlon Brando e Montgomery Clift no The Actors Studio. A disciplina e a aptidão para o improviso desenvolvidas nas aulas de Grotowski e Lewis treinaram Prieto para encarar os desafios de "Nosso lar", como perder 18 quilos em 45 dias ou encarar quase sete horas de maquiagem para as cenas do umbral, dimensão em que espíritos sem evolução purgam seu erros.
- Vou ao cinema duas, três vezes por semana - diz Prieto. - Qualquer coisa do Brian DePalma, eu assisto. Vejo tudo do Ralph Fiennes. No Brasil, dos filmes recentes, destaco "Estômago" e "Cinema, aspirinas e urubus". Se eu tivesse que dizer alguma coisa sobre "Nosso lar" para pessoas sem interesse pela questão espírita, diria: "Se gosta de cinema, veja o filme sem se preocupar com o tema. Veja, e depois a gente discute." O preconceito com a temática é forte. No teatro, mesmo com o público que eu tenho, não consigo captar recursos. Mas o que investimos volta com a venda de ingressos. Sempre - conta o ator, espírita assumido, cujos espetáculos, oriundos da literatura religiosa, são adaptados e encenados por Cyrano Rosalém.
- O Renato tem um apego ao teatro que o torna especial - diz o ator Ary Fontoura, que o conheceu no início da carreira. - Logo que chegou ao Rio, ele fez muito teatro infantil antes de enveredar pelas peças místicas. Desde o início tinha uma vontade férrea de galgar posições criativas no teatro. Perseverança nunca lhe faltou. Espero que trilhe um caminho no cinema para alimentar sua tenacidade. 
A devoção de Prieto ao palco atraiu fãs:
Foi o próprio Chico Xavier quem pediu a Augusto Cesar Vanucci e a mim que iniciássemos o teatro espírita brasileiro. Chico psicografava textos e enviava pra gente - lembra o ator Lúcio Mauro. - Depois que Vanucci morreu (em 1992) e Felipe Carone, nosso colega, adoeceu, Renato, o mais novo entre nós, pediu para dar sequência ao projeto. Ele teve talento para reunir atores, levantar produções e sobreviver de peças espíritas.
- Meu colega no Conservatório Nacional de Teatro, o Renato é ousado ao aplicar ferramentas dramáticas a um trabalho de conscientização - diz Ricardo Schnezter, dublador de Al Pacino há 20 anos. - Com carisma, aborda a doutrina espírita de forma racional.
Há quem considere o trabalho de Prieto uma catequese kardecista. Mas ele discorda:
- Desde menino, por fenômenos que vivi, tenho interesse por assuntos espirituais. Mas, na arte, o que me move é o desafio de tocar num assunto polêmico. Comecei com Tennessee Williams, os clássicos, Nelson Rodrigues, mas persisto numa trajetória por uma arte que oferece respostas. O trabalho em "Nosso lar" não é de incorporação. É composição de ator. Um ator que vê no mundo espírita um meio de falar de redenção. E de ser feliz.

Fonte:
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/08/19/astro-de-nosso-lar-novo-candidato-blockbuster-nacional-faz-sucesso-em-pecas-de-tematica-espirita-917433831.asp

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Programa Fantástico aborda tema de Reencarnação



Embora tenha sido tratado de maneira muito modesta mas que  em nenhum momento perdeu o seu valor. O programa Fantástico da Rede Globo abordou o tema Reencarnação mas sem dar muito enfoque ao Espiritismo ou ao tema proposto. Poderia se ter ganhado mais em qualidade se a reportagem tivesse sido mais extensa e explorasse o caso. Todavia, valeu pela divulgação.(Moura Fé)




Duas brasileiras são parte de um estudo feito por um médico americano, que há 40 anos investiga casos de reencarnação. Uma diz que morreu atropelada por um trem; outra, na 2ª Guerra Mundial.
Apesar de não ter comprovação científica, a teoria da reencarnação é estudada pelo médico psiquiatra Jim Tucker, da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos. Ele dá continuidade à pesquisa iniciada há mais de 30 anos pelo também psiquiatra Ian Stevenson, que morreu em 2007.
Tucker diz que foram estudados 250 casos em todo o mundo. As histórias ganharam projeção internacional ao serem exibidas pela TV inglesa. Os pesquisadores colheram relatos impressionantes, inclusive no Brasil.
“Fizeram alguns testes e perguntaram coisas, bom, até então eu não sabia absolutamente nada da reencarnação da minha tia”, conta Yvone Martha, corretora de imóveis.

2ª Guerra

A tia-avó de Yvone morreu durante a 2ª Guerra Mundial. Ela foi atingida na nuca por estilhaços de uma bomba em Viena, na Áustria. “Morreu com uma bomba, justamente no local que eu tenho a marca”, explica.

Para os estudiosos, a marca de nascença é um sinal de que Yvone seria a reencarnação da tia-avó. E há outras coincidências: as duas nasceram no mesmo dia: 11 de setembro.
“Eu tinha uns 2 anos de idade mais ou menos. Eu dormia com a minha avó e brigava com ela. Eu abria a gaveta e falava: ‘Como você é desordeira e tal’. Aí ela falava: ‘Mas como você fala assim comigo?’. Aí eu falava: ‘Você não me responda, porque eu sou sua irmã mais velha’”, lembra Yvone.
O fato de Yvone, ainda tão pequena, repetir o comportamento da tia-avó, foi mais um indício para os pesquisadores.
Jim Tucker afirma que até os 3 anos as crianças têm uma janela por onde parecem enxergar fatos de vidas passadas.
Vidas passadas são tema da novela ‘Escrito nas Estrelas’. Cássia Kiss é Francisca, uma mulher que já morreu.
A personagem requer uma entrega diferente da atriz. “Todas as vezes que eu vou gravar uma cena, eu me concentro, eu fecho os olhos. Eu não costumo fazer isto em outros personagens, eu não me lembro de nenhuma vez, fechar os olhos, juntar as minhas mãos e pedir para ser conduzida da melhor maneira possível”, conta a atriz.

A busca espiritual sempre foi uma questão para Cássia. “Eu acredito em reencarnação. Eu já passei por várias crenças. Mas o espiritismo é o que mais me traz conforto.”

A ideia de reencarnação é milenar. Presente no hinduísmo e no budismo, ela foi incorporada por Allan Kardec, o francês que difundiu o espiritismo.
“Reencarnação é uma crença antiquíssima na humanidade e que significa a transmigração de uma alma. A pessoa morre e reencarna em outro corpo, mas a identidade do ser permanece a mesma”, explica a Dora Incontri, coordenadora do Congresso Educação e Espiritualidade.

Doença grave

Uma mulher que mora em São Paulo e não quer se identificar diz ter passado por experiências na vida que a fizeram sentir que já morreu e reencarnou. Primeiro, foi uma doença grave que não foi diagnosticada, que teve inicio aos 20 dias de vida.
Sem explicação, ela ficou curada três meses depois, mas a doença deixou marcas que foram estudadas pela equipe do psiquiatra Ian Stevenson. Na época, ela relatou aos pesquisadores pesadelos constantes com trilhos e uma visão: o momento exato em que foi atropelada por um trem, o que justificaria as marcas.
“Veio assim, pronto e acabado, que eu havia sido colhida por um trem e morrido e agora eu estava de novo, aqui na vida reencarnada”, diz ela.
O psicólogo Jayme Roitman, que investiga fenômenos sobrenaturais, avalia que ainda não há provas suficientes da reencarnação. “Como é difícil para o ser humano dizer ‘não sei’, para os cientistas o exercício da ciência costuma ser mais fácil. Enquanto não têm evidências, eles dizem: ‘Não sei, vamos pesquisar mais’”, observa.
Mas as duas brasileiras estão convictas. “Eu acho que entre nós tem muitos reencarnados, creio eu que você seja uma reencarnação também”, acredita Yvone.
“Eu tenho uma convicção de que a reencarnação é uma lei natural que no futuro talvez se transforme na mais importante lei da biologia”, afirma a outra mulher.


http://www.partidaechegada.com/

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Semana Espírita em Valença-Piaui II (Fé, Peserverança e Determinação)

Moura Fé, Lécia e Valentim Neto
O trabalho de divulgação da Doutrina Espírita é de fundamental importância para seus seus adeptos e seguidores. Todavia,  contratempos podem surgir para que não ocorram a sua propagação ou desestimulem os trabalhadores do Espiritismo diante da realização do seus eventos. As trevas atuam sutilmente e com determinação quando trabalham para desestruturar a Doutrina Espírita, e somente uma Fé raciocinada e consolidada no desejo de servir a causa; é capaz de percerber a tenuidade de ações contrarias para desarmonizar os grupos de divulgação e até mesmo desanimar os oradores do evento.
Pude perceber diante de alguns fatos que ocorreram diante da realização da Semana Espírita em Valença-Piaui, que poderiamos chamar de acaso ou coincidências, se as mesma existissem. Na Sexta Feira(20/08), às 17:15hsmin aproximadamente, o Palestrante que iria proferir a oratória as 19:00hs e residia em outra cidade teve cancelar sua participação inesperadamente, devido uma viagem de última hora que surgiu inesperadamente, restando somente procurar auxilio a 100km em outra cidade, com irmãos do mesmo ideal...
No sábado dia (21/08), havia uma comitivas de carros Picos que iriam prestigiar o evento, foram tantos empecilhos que ocasionou a ida somente de uma pessoa,(Excessão para mim que retornava de Teresina). Faltando 30min para o nosso amigo Valentim Neto proferir sua palestra, ocorre um curto circuito levando toda energia do recinto, vale ressaltar que todas as casas do lado direito e esquerdo não haviam sofrido alteração.Chamou-se um eletricista, e nada resolvido pois o problema tinha sido externo. Ligou-se para a Companhia de Energia Elétrica, ia demorar pois estavam em outra cidade. Começaram a se preocupar, beirando a desarmonia. Me mantive em prece na certeza de que o evento aconteceria mesmo que fosse luz de velas ou lampiões.
O tempo se estendia e nada de energia elétrica. Optamos por enfrentarmos as trevas e realizar o evento sob a iluminação de duas pequenas lâmpada de emergência que não iluminavam todo o recinto, muito calor,muriçoca, e torcendo para que as lãmpadas não descarregassem antecipadamente.
Casal de Cantores que interpretaram as canções Paz pela paz e Quanta Luz
Próximo ao término da Palestra "Espiritismo-Divulgá-lo um Ato de Caridade.",  eis que a  CEPISA chega ao local para a resolução do problema; privilegiando a minha pessoa que ira conversar logo em seguida sobre "UM DESAFIO CHAMADO FAMILIA"
Se queremos ser Espíritas e trabalhar na sua divulgação, temos que está preparados para os diversos incidentes que irão surgir como forma de trabalho contrário aos nossos objetivos. Temos que está fortalecido com Evangelho de Jesus orando e vigiando sempre.
Como sempre digo: Quem é Espírita faz acontecer
E não se turba diante das dificuldades, não cria obstáculos ou desculpa para não realizar suas tarefas espíritas; coloca o espiritismo se não em primeiro plano, mais ao lado de suas prioridades, renuncia certos privilégio por apenas 30 ou 60minutos de dedicação a casa  Espírita que nem sempre são diários; mostra que é espírita quando não se melindra facilmente e quando externa seu amor e dedicação em prol  da propagação do Espiritismo e da caridade ao próximo.
Ser Espírita não é fácil, mas quem disse que se evolui rapidamente coma porta larga.
Que venham as provações e expiações, pois a fé em Cristo será o meu alicerce para resignadamente procurar os meios de transpô-la. 

PARABÉNS AMIGOS DE VALENÇA, por essa conquista.

Que o Cristo ilumine a todos!


Moura Fé







D E I X E M     CO M E N T A R I O S
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Estudo e Prática da Mediunidade

Foi pensando na formação teórica e prática dos trabalhodores da área de mediuninidade e outros setores afim, que o Centro Espírita Chico Xavier resolveu criar um Grupo de Estudo e Prática da Mediunidade, visando melhor qualidade e aproveitamento dos colaboradores do seara cristão, que terá início no dia 03/09/2010.
O estudo será realizado seguindo o roteiro de duas  apostilhas da FEB e destina-se a um público-alvo específico: o futuro trabalhador das reuniões mediúnicas, do passe e do atendimento espiritual na Casa Espírita, conforme consta do opúsculo Orientação ao Centro Espírita, capítulos 3, 4, 5, 10 e12...
Divulgue e participe.

Moura Fé

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VOTE NO FILME CHICO XAVIER


A revista Contigo está promovendo uma enquete para premiar o melhor filme Brasileiro, e também as categorias de  melhor ator, melhor ator coadjuvante , melhor atriz e melhor atriz coaddjuvante. o Filme Chico Xavier concorre nas categorias de melhor filme, melhor ator e melhor ator coadjuvante.
Participe divulgando e votando quantas vezes desejar pelo link: http://contigo.abril.com.br/premio/cinema/



Moura Fé
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Roteirista Wagner de Assis fala sobre os bastidores do filme Nosso Lar


A única certeza que temos ao nascer é de que vamos morrer um dia. Quase sempre cercada por temores e curiosidades, essa convicção nos acompanha ao longo da vida. Como será o lado de lá? O que encontraremos? São muitas as perguntas e, justamente por tratar o assunto de forma instigante, o livro Nosso lar, ditado pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier, é destaque na preferência do público leitor, espírita ou não. Desde o lançamento de sua primeira edição (FEB editora), em 1944, já foram vendidos dois milhões de exemplares. A única certeza que temos ao nascer é de que vamos morrer um dia. Quase sempre cercada por temores e curiosidades, essa convicção nos acompanha ao longo da vida. Como será o lado de lá? O que encontraremos? São muitas as perguntas e, justamente por tratar o assunto de forma instigante, o livro Nosso lar, ditado pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier, é destaque na preferência do público leitor, espírita ou não. Desde o lançamento de sua primeira edição (FEB editora), em 1944, já foram vendidos dois milhões de exemplares. O romance que conta a trajetória espiritual do médico foi traduzido para os principais idiomas do mundo e mereceu um honroso primeiro lugar entre os dez melhores livros espíritas publicados no século 20.

Por ser um best-seller, pode-se imaginar o tamanho do desafio enfrentado pelo cineasta Wagner de Assis para colocar nas telas do cinema a obra com a dimensão doutrinária que possui.
A partir de 3 de setembro, esse trabalho – cujos números da produção cinematográfica parecem seguir a obra escrita – poderá ser conferido em todo o país. Mais de cinco mil pessoas participaram do projeto, com mais de mil figurantes. Os efeitos especiais passaram por 90 profissionais e foram feitos em Toronto, no Canadá, para que a colônia espiritual Nosso lar ganhasse as dimensões descritas no livro.
Espírita, o cineasta Wagner de Assis fala em entrevista exclusiva para o Correio Fraterno sobre os bastidores dessa superprodução que retrata a problemática profunda do destino do ser.
Por que a história de Nosso lar foi escolhida para ir às telas?
Não há quem não leia Nosso lar e não tenha uma experiência única – desde a temática, passando pela força da narrativa, até a visualização de tamanhas novidades. É uma história poderosa em inúmeros aspectos, mas que precisava da hora certa para ser feita no cinema, com a tecnologia correta e viável. Acredito que o cinema reflete muito o seu tempo – entre outras tantas qualidades. Os tempos de hoje são os "chegados", como já anunciado.
Quais os desafios de um filme que trata sobre uma questão de difícil assimilação para a maioria das pessoas, a imortalidade do espírito?
Antes de tudo, sabíamos da importância do livro e respeitamos em todos os momentos a obra. Nunca pensamos em dar voos diferentes do que já estava nas páginas. Mas cinema é uma história contada em menos de duas horas. Há dezenas de histórias diferentes em Nosso lar. Tínhamos que exercitar a síntese, fazer as escolhas certas, em função do protagonista, para a narrativa ser bem contada na tela. Espero que tenhamos acertado. O roteiro buscou a essência do livro – um homem acorda no mundo espiritual. Esse é o plot dramático – descobrir um novo mundo. Mas há inúmeras questões: que mundo é esse? O que acontece com ele? O que fazer a partir dali? Acho que roteirizar é ver o filme antes de todo mundo e colocar no papel. E, dentro dessa jornada de descobertas, vemos que ela se transforma numa jornada de superação e aprendizado. Há pessoas que cruzam o caminho deste homem, há novos paradigmas a serem vividos e questões ainda não respondidas no passado.
Como foi a pós-produção?
Os efeitos são um ponto vital para a história. Precisávamos criar uma cidade no computador e lidar com ela durante as filmagens. Filmamos sempre no limite do cenário construído e do cenário virtual que seria acrescido. Tivemos dias com mil figurantes, equipes de preparação enormes, virando 24 horas por dia para que tudo pudesse ser feito. E isso apenas no mundo encarnado!
Em quanto tempo se deu esse trabalho até a finalização?
Filmamos em oito semanas. Pré-produzimos em doze. E pós-produzimos em quase nove meses. Ao todo, desde que os direitos foram negociados, passaram-se quatro anos. Nem planejávamos estrear em 2010; não tínhamos consciência do grande momento em relação ao Chico Xavier. Mas estava tudo planejado na espiritualidade. Fomos apenas os mecanismos. Não houve um dia sequer durante este trabalho que não senti a magia presente em nossas vidas. Um aprendizado e tanto!or
As questões transcendentais que sempre acompanharam a jornada humana se fazem agora mais presentes?
Acho que o cinema reflete seu tempo. Não sei se é um novo filão. Também não entendo o que são "filmes espíritas" – criando um gênero que não sei muito bem como é. Até agora, houve duas cinebiografias (Bezerra de Menezes e Chico Xavier) e teremos um drama, que é o Nosso lar. O tema espiritualidade certamente veio para ficar, sem medos, sem problemas em celebrar a espiritualidade. Já ouvi que é uma nova "invasão organizada" da realidade da vida espiritual, assim como houve no século XIX com Allan Kardec e as próprias Irmãs Fox na América do Norte.
Para você, qual o ponto alto ao fazer esse filme?
Acho que sair de uma vontade pessoal e encontrar tantas pessoas que tornem essa vontade real é um aprendizado para a vida toda. Aprender a acreditar cada vez mais, entender que somos apenas mecanismos e que cinema é a arte de todos juntos. Também perceber que a espiritualidade permitiu que esse trabalho fosse feito, porque deduzimos que se não fosse para ser feito, certamente não estaríamos aqui. Só isso já é um motivo de agradecimento eterno. Por isso, sempre haverá novas histórias e novos projetos. Afinal, André escreveu 16 livros. Que todos os espíritas sintam-se responsáveis por essa conquista, assistam ao filme e nos ajudem a divulgar. Precisamos que essa "maioria silenciosa" de espíritas e simpatizantes que, acredito, existe no país, se manifeste agora para ir ao cinema. E isso não é só pelo filme. É pela temática – vida espiritual – e pelos novos tempos.
Um estímulo à leitura e à reflexão
O telefone toca. Do outro lado dá para sentir o entusiasmo do ator Renato Prieto quando ouve a proposta de nossa entrevista: falar sobre seu personagem André Luiz, no filme Nosso lar. O capixaba que mora no Rio de Janeiro tem 25 anos de carreira em televisão e teatro. Espírita, foi buscar na obra de Chico Xavier a inspiração para o papel: “À medida que iam se aproximando as filmagens eu a reli diversas vezes. Compor o personagem foi uma grande e amorosa batalha, já que ele é diametralmente diferente de mim. Foi necessário vivenciar cada passo da sua jornada.” Renato emagreceu dezoito quilos em 45 dias para viver a condição de André Luiz em seu despertar. Clima de harmonia e emoção dominava os bastidores do filme e particularmente o ator nas cenas com a atriz Selma Egrei, que faz o papel da mãe do médico. Em reunião no início do ano com a Federação Espírita Brasileira, em Brasília, membros da equipe do filme Nosso lar narraram, segundo o secretário geral do Conselho Federativo Nacional da FEB, Antonio Cesar Perri de Carvalho, interessantes informações sobre a sensação de envolvimento espiritual que ocorreram durante as filmagens.” O risco de que o grande público veja a desencarnação de André Luiz como regra geral e experiência única é questionado. Afinal, dentre as cinco obras básicas que compõem a codificação espírita, está o livro O Céu e o inferno de Allan Kardec, que demonstra, além da imortalidade do espírito, a consequente condição do despertar de cada individualidade, em função do modo como viveu; a cada um segundo suas obras, como disse Jesus. Para Cesar Perri, Nosso lar abrirá portas. Segundo ele, “a desencarnação, atendimentos iniciais e adaptações do espírito André Luiz não foram nada fáceis. Os que tiverem dúvidas poderão buscar a leitura das obras correlatas. Todo o filme provoca estímulo à leitura do livro o que o gerou e de obras similares. Será um bom estímulo à leitura e à reflexão sobre as questões de vida e de morte. Caberá ao Movimento Espírita gerar uma onda de esclarecimentos e de analogias com obras sérias. Infelizmente, a obra O céu e o inferno é bem pouco estudada e divulgada entre os próprios espíritas e, sem dúvida, será um excelente momento de alavancar sua difusão.” O diretor Wagner de Assis concorda com Perri e revela que uma das preocupações foi justamente não deixar que as pessoas “rotulassem” o personagem. “Claro que sempre há riscos, quando se lida com meios de comunicação de massa. Para quem quiser se aprofundar, nada melhor que ler o Nosso lar e, quem sabe, os demais livros da série André Luiz”. Wagner recorre a uma afirmação do próprio André Luiz, que vai mais longe em sua análise: “O simples baixar do pano não resolve transcendentes questões do infinito. Uma existência é um ato. Um corpo, uma veste. Um século, um dia. Um serviço, uma experiência. Um triunfo, uma aquisição. Uma morte, um sopro renovador. Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?” O recado está dado.

Fonte: http://www.correiofraterno.com.br/
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