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A DIFICIL ARTE DE PERDOAR





"É PERDOANDO QUE SE É PERDOADO..." 


"PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO..."

         PERDOAR é uma arte de exercitar o amor e a caridade  primeiramente conosco, e depois com o próximo, mais precisamente àqueles que nos causam o mal .  Torna-se difícil  o ato de perdoar, porque  ainda temos uma conduta reprochável atrelada ao egoismo, orgulho, inveja, melindre, preguiça, e tantos outros sentimentos mesquinhos que nos impede de amar e seguir a vida na sua plenitude. 
        Diante das adversidades que a vida vem  nos mostrar, muitas vezes em forma de imposições que nem sempre nos são agradáveis. Aprendemos com as transformações de sentimentos, que a nossa a trajetória para evoluir depende muito da nossa convivência com o próximo.  Sendo que nos encontros e desencontros desses espíritos viajores de sucessivas reencarnações, somos fadados a nos envolver direta ou indiretamente em determinadas épocas da existência; com diversos espíritos de caminhada; que somatizam a eclosão dos mais variados  sentimentos e compromissos para o nosso reajuste de experiências evolutivas.
        Em cada situação que é diferente de individuo para individuo,  vai gerando uma problemática com sentimentos emocionais diversificados, culminando quase sempre para outras celeumas que ficam enraizadas em nossos corações, e vão sendo regadas dia a dia pelo nosso desamor.             Utilizamos a dor que nos fere, que nos maltrata, que nos tira a razão de viver, que nos faz questionar a vida e a providencia divina, como desculpa para não enfrentar a realidade. Ficamos trancados em nossa bolha, em nossas lágrimas, em nossos rancores e azedume, com  nossa raiva que nos consome, em nosso mundo intimo e particular, por acreditar que somos vitimas  e  injustiçados. 
         Dificilmente procuramos a razão e a sensatez, não nos guiamos pelo equilíbrio e discernimento, não permitimos opiniões contrarias ao que fortemente moldamos no nosso subconsciente; não alimentamos o espírito com o amor , fé e esperança. Passamos muito tempo  dentro da religião, mas sem a religião está dentro de nós. Porque Deus e o ódio não compartilham o mesmo lugar no coração.
          Na nossa ignorância  e imaturidade espiritual, PERDOAR seria o mesmo que aceitar passivamente a perda de algo sem nossa a permissão, e  para a satisfação pessoal do outro que muitas vezes é o nosso desafeto.
         Passamos a viver, ou melhor, passamos a morrer por não querer perdoar. Adoecemos físico e espiritualmente.   Definhamos na nossa indumentária carnal  por não aceitar que a vida continua independente de nossas fraquezas morais; por  cultivar essas erva daninha em nosso coração, que muita vezes geram dissabores e desequilíbrio em nossos círculos sociais. E por não procurar entender que o elixir de todas as dores, é o  tempo que tudo cura, tudo passa, tudo cicatriza.
        Todavia, relutamos   buscar entender que precisamos nos perdoar primeiramente, buscando através desse auto-perdão o caminho para perdoarmos o próximo . Pois o ato de perdoar o outrem, não consiste em ser amigos novamente, compartilhar os mesmos círculos, as mesmas ideias, reavivar os sentimentos( se conseguirmos  melhor ainda), mas em ter um olhar de compaixão por esse ser que é um "doente"; e que de alguma maneira também  tivemos nossa contribuição no desfecho da situação.
        Cada um tem uma forma diferente e peculiar de avaliar o tamanho da dor que fere, que magoa, que dilacera  o intimo, e posteriormente PERDOAR.  Precisa-se  de um bom tempo para esmoer toda situação de caos, e  pouco a pouco voltar ao mundo real. Quando dispomos o ensejo de trabalhar o perdão, nem sempre é porque somos anjos ou porque o outro precisa de nosso perdão. Mas porque nós precisamos dessa PAZ  intima e pessoal que nos tornará uma pessoa melhor . 
       Lembrando sempre, que em todos os estágios desse processo de perdão e auto-perdão, a oração continua e a caridade ao próximo, se faz necessária para essa cura, para essa renovação e esse novo recomeço de uma nova etapa da vida que segue. 
       Diante das adversidades,

       Oremos com  fé, oremos com  paciência, oremos com resignação.

Moura Fé

Picos-PI  19-12-2014

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XI SEMESPI - SEMINÁRIO DO MOVIMENTO ESPIRITA DE PICOS



         Agradeço imensamente a Deus e a Jesus Cristo pela realização desse evento maravilhoso, e que após mais um trabalho concluído, fica a certeza e fortalece a motivação de que outros eventos virão de igual ou melhor teor. 
        O XI SEMESPI foi de uma extrema  sensibilidade com temas relevantes do cotidiano, e palestrantes de uma emotividade e desenvoltura nos seus respectivos temas, que permitiram ao publico em geral, uma fácil  assimilação mesmo nos temas mais complexos. Composto de um publico cuja diversificação social mesclava todas as classes, o SEMESPI vem crescendo ao longo dos anos e mostrando para a cidade o que é realmente ESPIRITISMO. Vem desmistificando o comparativo com outras crenças e ao mesmo tempo criando arestas para outros trabalhos a serem desenvolvidos dentro dos preceitos de Jesus e Kardec. 
       Dessa forma, agradeço a todos que contribuíram direta ou indiretamente para realização desse evento, em especial ao meu amigo de ideal religioso César Crispim (Floriano-PI),
Drª Katia Marabuco  ( Ame Piaui) , Vânia Reis , Dr Fernando Sousa (CE) e Nilton Cesar Stuqui (SP)






Dr Fernando Sousa e sua esposa Lucimar





Dr Fernando Sousa - Repercussões Cármicas do Aborto











Drª Kátia Marabuco - Depressão - Uma visão médico Espírita


Vânia Reis - Ame a vida, diga não ao Suicídio















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No Momento Exato



Como é impossível ao corpo manter-se sem o sangue, também a alma não viverá em paz sem o combustível da fé.
A fé constitui o elemento basilar para a sustentação da vida digna e realizadora.
Da mesma forma que o corpo não pode subsistir sem o alimento, o Espírito não consegue manter-se em equilíbrio sem a força da oração.
O alimento é secundário ao organismo, que o prescinde, momentaneamente, a fim de reequilibrar-se e manter a saúde, enquanto que, sem a prece, o ser espiritual se aturde e entorpece.
O homem está predestinado a dominar os instintos, vencendo as paixões que o agrilhoam à infelicidade, colocando-se a serviço do bem que lhe corresponde. Para consegui-lo, faz-se-lhe indispensável a coragem da fé, porquanto a covardia que o impede de tomar as decisões enobrecedoras é mais perigosa e violenta do que outras imperfeições que o assinalam, de certo modo, conseqüências dela.
A oração constitui a força mais eficaz para vencer tal impedimento - o medo - e atirar-se com valor na conquista dos objetivos para os quais se encontra no mundo.
Os grandes homens atingiram as metas a que se propunham, impulsionados pela fé que resultava da sua identificação com o bem. E a comunhão pela prece sempre lhes foi o alimento para sustentá-los nos momentos mais graves e cruciais da existência.
Certamente, outros tantos se arremeteram nas batalhas do crime e da destruição, guindados pelo egoísmo e pelo medo às situações de agressividade e loucura em que se exauriram.
Atormentados, odiaram e foram odiados; perseguiram e terminaram vencidos.
Os homens de fé em Deus sofreram, é certo, porém não impuseram sofrimentos a ninguém; amaram e deixaram rastros luminosos, clareando o roteiro daqueles que também amam e lhes seguem os exemplos e os passos.
E inadiável se eleja, entre o bem e o mal, o que é de melhor para a vida: mais profícuo, salutar, aprazível e pacificador.
Através da oração, será fácil discernir, escolher e adotar qual o caminho mais seguro e feliz.
A prece autêntica, aquela que brota do coração buscando Deus, a Ele se entregando, torna-se um escudo de segurança, de defesa, uma proteção contra os elementos perniciosos que vigem interiormente no homem ou que vêm de fora, tentando agredi-lo.
Só aparentemente se pode vencer um homem de fé, um homem que ora. Nunca, porém, se conseguirá dominá-lo. Ele é sempre livre e está sempre em paz. Nada o perturba, porque não teme a nada, a nada ambiciona, somente anelando por alcançar a perfeição.
A prece é a salvação da vida. Sem ela o homem enlouquece.
Quando estejas cercado de dificuldades e agressões, não vendo possibilidade alguma de chegar-te o socorro a tempo, ora, entregando-te a Deus, e a salvação te alcançará de Cima, no momento exato. 

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Coragem.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1988.
Imagem: Josephine Wall


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MEMÓRIA EXTRA-CEREBRAL: EVIDÊNCIAS A FAVOR DA REENCARNAÇÃO






Memória Extra-Cerebral

É este o termo técnico usado por cientistas e parapsicólogos para as lembranças espontâneas de crianças que, geralmente a partir do começo da fala ao redor dos dois anos, parecem demonstrar recordações referentes a pessoas e fatos existentes ou ocorridas antes de seu nascimento (STEVENSON, 1995; ANDRADE, 1993; SHRONDER, 2001). As crianças não dizem lembrar-se que vêem tais pessoas ou fatos, mas que são estas pessoas e que vivenciaram pessoalmente estes fatos.

A memória extra-cerebral traz o incômodo paradoxo de que as lembranças narradas (e, em vários casos, posteriormente confirmadas através de documentos, etc.) não foram registradas através da aparelhagem neuropsicomotora do sujeito que as detêm, mas, a principio, pelo "cérebro" e demais órgãos sensoriais de uma outra pessoa, impreterivelmente morta à época em que a criança espontaneamente narra suas lembranças, muitas vezes referentes a outras famílias e em outros locais que não estão em relação com a família da criança hoje (STEVENSON, 1995; ANDRADE, 1993; SHRODER, 2001). Este fenômeno faz questionar se o modelo mecanicista da mente dominante na ciência não será limitado demais... Pois o fenômeno parece ter um substrato psíquico não necessariamente associado ao sistema nervoso da criança que recorda.

Hoje, a pesquisa da Memória Extra-Cerebral adentra os corredores das universidades. Entre estas, temos de destacar as pesquisas iniciadas pelo Dr. Ian Stevenson na Universidade de Virgínia, Estados Unidos, onde foi professor de Psiquiatria e Psicologia e, mas recentemente, chefe da Divisão de Estudos da Personalidade. A Psychical Research Foundation, da mesma universidade, possui uma revista própria, científica, dedicada a todos os aspectos metodológicos da pesquisa que sugiram a sobrevivência após a morte do corpo físico, incluindo todos os fenômenos parapsicológicos, além dos estudos de casos de Memória Extra-Cerebral. A revista chama-se THETA, não sem razão o nome dado aos prováveis agentes não-físicos causadores de vários dos fenômenos paranormais ligados à teoria da sobrevivência (Poltergeists, Memória Extra-Cerebral, Aparições, etc.). As pesquisas neste sentido realizadas por pesquisadores da Universidade de Virgínia ganhou o nome de "Projeto THETA".

Diversos fatores diferenciais são utilizados como métodos e técnicas de indícios de Reencarnação. Citemos:

1) Experiências de Regressão de Memória Artificialmente Provocadas quer seja através de hipnose ou de relaxamento profundo. Tem o incoveniente de que a sugestão da regressão possa provocar lembranças fictícias para atender a expectativa do hipnólogo, mas, ao mesmo tempo, pode atingir realmente instâncias profundas do inconsciente (PINCHERLE, 1990);

2) Regressão de Memória Espontânea. Caso raro em que certas pessoas entram em transe espontâneo e recordam de eventos prováveis de vidas passadas;

3) Memórias Espontâneas. Geralmente ocorrem em crianças e adolescentes que, em dado momento, começam a recordar nitidamente reminiscências ligadas a uma personalidade que elas dizem ser em outro tempo e lugar. Em algumas destas lembranças existem marcas de nascença que, de alguma forma, estão ligados a traumas físicos que elas dizem ter causado a morte na sua vida anterior.

Entre os primeiros investigadores europeus a realizar estudos sobre memórias espontâneas ligadas a marcas de nascença, está o Dr. Resart Bayer, psiquiatra e presidente da Sociedade Turca de Parapsicologia. Fala o Dr. Bayer que "Certos sinais ou marcas congênitas, muito evidentes, como cicatrizes, etc., que não têm explicações dentro das leis biológicas mas que obrigatoriamente têm de ter uma causa" geralmente associadas às lembranças espontâneas em sua quase totalidade ligadas a ferimentos e traumas que causaram a morte em outra vida, e obrigam a ciência a ocupar-se com seriedade destes fenômenos. O Dr. Stevenson publicou um livro, em dois volumes, com mais de mil páginas, com casos documentados de memórias espontâneas ligadas a marcas de nascença (STEVENSON, 1997). Estes casos são muito raros, mas o conjunto de casos levantados por Stevenson e colaboradores não podem ser negligenciados como as melhores evidências a favor da hipótese da Reencarnação.

CARLOS ANTONIO FRAGOSO GUIMARÃES


Bibliografia

- Andrade, Hernani Guimarães. Reencarnação no Brasil. Matão, 1993, Casa Editora O Clarim.
- Shroder, Tom. Almas Antigas - A busca de evidências científicas da reencarnação. Rio de Janeiro, Sextante, 2001.
- Pincherle, Livio et al. Terapia de Vida Passada. São Paulo, Summus Editorial, 1990.
- Stevenson, Ian. Twenty Cases Suggestive of Reincarnation. Charlotteville, University Press of Virginia, 1995.
______________ Reincarnation and Biology, vol. 1: Birthmarks; Vol. 2: Birth Defects and Other Anomalies. Esport, Connecticut. Prager, 1997

TÍTULO.: Memória Extra-Cerebral: Evidências a favor da Reencarnação
AUTOR.: Carlos Antonio Fragoso Guimarães



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XI SEMESPI - EM DEFESA DA VIDA


                 Centro Espirita Chico Xavier  juntamente com o CEAE- Centro de Estudos e Assistência Espiritual,  CEFA- Centro Espírita Francisco de Assis e o  LAMANA- Lar Assistencial Maria de Nazaré, promoverão nos dias 22 e 23/11/2014 o XI SEMESPI- Seminario do Movimento Espírita de Picos, que traz o tema central EM DEFESA DA VIDA. O evento terá os palestrantes Drª Kátia Marabuco (PI), Dr Fernando Sousa(CE) e Vânia Reis(TE), que irão abordar os temas: Aborto , Depressão e Suícido; conforme a programação no folder abaixo. 
        O  SEMESPI nessa décima primeira edição, terá a participação  do médium psicografo Nilton César Stuqui(SP), que realizará psicografias de espíritos afins que partiram para o plano espiritual. E as primeiras 50 inscrições para o evento receberão gratuitamente  o romance espirita OS ÚLTIMOS LAGIDIOS.

                 Desde já, contamos com a presença de todos, lembrando que serão vagas limitadas devido o auditório ser de pequeno porte.

Moura Fé





            



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O Amor é para sempre…





(Escrevi esses pensamentos, muito sentidos, há alguns anos. Pretendia publicá-los num livro, mas antes que ficarem guardados, na memória do computador, melhor partilhar com outros que, como eu, estejam amadurecendo essa que é a maior herança divina em nós: a capacidade de amar.)
O amor é o oposto da indiferença. O amor nunca tanto faz, com o que o ser amado faz. Por isso se empenha sempre por um fazer de luz.
O amor pode curar, salvar, elevar, educar, regenerar. Mas tudo a longo prazo, pois para se mostrar, atuar e agir, precisa muito ter paciência, perseverar, persistir, muitas, infinitas vezes perdoar… Tudo devagar.
O amor desgovernado, tumultuado pelas paixões, queima os corações, provoca afastamentos, descontentamentos, dilacerações… Por isso, o amor precisa se asserenar, se suavizar, alimentando-se de eternidade!
Mesmo o amor mais forte, mais viril, mais ativo precisa ser feminino… Cuidadoso, gentil, acolhedor, sabendo se esconder para o outro brilhar!
O amor se muda, se adapta, se transforma, se sublima, mas nunca desiste. O amor pode estar triste, agitado, aflito, cansado com os atritos do dia a dia. Mas se for amor, nunca esfria! O amor tudo sofre – diz Paulo – e nunca se acaba. Mesmo ofegante, prossegue; mesmo ferido, perdoa! Mesmo desacreditado, insiste! E mesmo rejeitado, resiste! O amor tudo pode, tudo alcança! Força divina que nos move e nos transfigura! Mesmo ainda misturado aos cascalhos das paixões, sua fonte profunda é sempre pura! E por isso limpa com o tempo os corações!
O amor é o único motivo, o único estímulo, o único impulso suficientemente forte, elevado e belo para nos levar à superação de nós mesmos! Por amor a quem amamos e por amor a Deus, alcançamos a transcendência!
O amor para bem comunicar-se, precisa aprender sutilezas, precisa fazer recuos, precisa ocultar ímpetos e transfigurar angústias! Precisa calar e falar com sinceridade serena, compreensiva, derramando-se muito mais no olhar, que na palavra; muito mais nos gestos, que nas anunciações!
O amor compreende mais que julga! Não se endurece, antes se enternece! Quer mais se doar do que receber! E o tempo todo tece o carinho, que alimenta!
O amor sempre renova a confiança, refaz a esperança, alimenta o otimismo, porque seu horizonte é a eternidade!
O amor é combativo, mas não agressivo! É ativo, mas pacífico! É enérgico, mas suave!
O amor para ser saudável deve ter dignidade, autoestima. Mas para ser pleno, não pode ter orgulho nenhum!
O amor, por amor a quem ama, busca melhorar-se todos os dias, para elevar-se em altura e grandeza, sendo sempre mais digno do ser amado!
O amor só descansa com a perfeição, por isso está sempre à procura… Só se satisfaz com a felicidade, por isso quer sempre mais!
O amor está sempre perto do coração amado, mesmo que este esteja trancado, mesmo que esteja distante! Está perto, nem que seja por uma prece ardente e por um pensamento constante!
O amor quando nasce é uma flor cheia de perfumes e cor, com ilusões de primavera! Mas quando amadurece, é fruto doce, sem ornamentos, alimento perene!
O amor, quanto mais se asserena, mais conquista; quanto mais se desapega, mais se aproxima do ser amado!
Não há um só dia em que o amor não dedique um serviço, um pensamento, uma prece, um algo, em favor de quem ama! Mesmo à distância, mesmo oculto!
O amor desfaz todas as tragédias, desanuvia todas as angústias, cura todos os desequilíbrios, harmoniza todas as almas… O tempo tudo refaz, regenera, reergue, sublima… Só o que sobra para sempre é o amor!
Nada mais doce que um olhar de amor trocado, nada mais confortador que uma vibração de amor permutada. Nada mais apaziguante que uma comunhão de pensamento elevado, projetado para o infinito!
O amor inventa sempre novos caminhos, não se conforma com obstáculos… Caminhos que chegam ao coração, caminhos que levam ao céu!
O amor sempre encontra um ponto de equilíbrio, um consenso confortável, uma sintonia fina… E o arremate das piores situações será sempre uma costura de bom gosto!
O amor é delicado como uma flor, forte como uma rocha, vasto como o universo! Por isso, não cabe apenas no corpo, não cabe apenas numa vida! É necessário que seja infinito! Lógico que seja eterno!
O amor pode se melhorar, pode se elevar, se transformar, se sublimar… Perder sensualidade e ganhar asas; desfazer-se do feminino e do masculino e ser divino… O amor pode até ficar guardado por um tempo até a próxima esquina da vida… Mas se for amor, nunca termina.
O amor está sempre conectado com o ser amado. Lê seu olhar, percebe sua alma, capta seu coração. O amor é lúcido, desperto, vidente. Não para controlar, tomar posse, mas para estar ao lado, estar dentro, estar em ressonância. A postos para proteger, servir, ajudar e se ofertar.
O amor se entrega inteiro, confia, se abre. Mas sem deixar de ser reto nos princípios, elevado nos propósitos, correto na ação
Podem surgir desavenças, o amor as supera! Podem se erguer ofensas, o amor as perdoa! Podem se formar mágoas, o amor as desfaz! Para o amor, qualquer sombra é tempestade passageira e a bonança volta sempre a brilhar!
Não há dor que o amor não cure! Não há mal que o amor não desmanche! Não há escuridão que o amor não ilumine! Não há queda que o amor não restaure! E seu único aliado é o tempo. Por isso, o amor é infinitamente paciente
O amor tem que tornar melhor quem ama e quem é amado. Se não torna (ou se torna pior) não é ainda amor.
O amor pode se sentir impotente, rejeitado, diante de um coração trancado, ensimesmado numa concha de solidão! Mas então, o amor tem sempre que continuar amando, aguardando brechas de entrada, uma estrada, um clarão… E pouco a pouco se abre o outro coração!
O amor pleno sereno, inteiro, é aquele que percebe cada sutil necessidade, cada mensagem calada, cada aceno do ser amado. Percebe, compreende e age. Mas é preciso caminhar muitos séculos juntos, é preciso se desfazer de muitos egos para que o amor seja assim.
Quando o amor está presente, nenhum dia passa inútil e cada problema revela uma lição!
Quando não é compreendido, o amor compreende mil vezes, até que o outro alcance a compreensão!
O amor nada faz de banal, não fica na superfície, não age com leviandade. Por isso desmancha o mal e lida com a verdade. Por isso não é mesmice e com energia e meiguice se lança na eternidade!
Nem tudo o que sabe, o amor fala, porque não faz falta. Nem tudo o que faz o amor fala, porque não se exalta. Nem tudo o que dói o amor fala, sem mágoa incauta. E quando o amor cala, sua luz brilha mais alta!
Amar, amar, amar é a única maneira de ir se esquecendo de si! E quando se esquece completamente, o amor encontra Deus!
O amor ensina, sem ofuscar e aprende, com gratidão!
Quando se está possuído de amor, os pés andam mais leves, o coração alado e o ar mais rarefeito. Mesmo que às vezes, pesem a caminhada, o coração e o ar, logo tudo se desanuvia e o céu claro logo de novo se anuncia!
Entender como o outro expressa amor e saber fazer chegar ao outro o nosso amor é alcançar o milagre da comunicação.
O amor não precisa ter medo de amar mesmo que o outro não ame, mesmo que o outro ame menos. O amor não precisa ter medo de amar o diferente, o oposto, o desaprovado, o endurecido… Pois o amor transpõe qualquer barreira e um dia alcançará a plena comunhão!
O amor saberá tornar a franqueza tão doce, que não fira… Saberá usar a crítica com tanto acolhimento que não afaste… O amor não faltará jamais à verdade mas não há de buscar seus interesses e não a vestirá como arma, sendo-lhe ao invés uma túnica sutil!
O amor não se deixa aprisionar pela rotina seca do cotidiano! Ao invés, resgata a flor, a poesia, o sorriso e o toque suave das mãos!
Quantos espinhos o amor precisa colher na terra, por breves momentos de sintonia plena! Mas sempre esperando a certeza de uma eternidade de comunhão!
Quando o amor é muito grande e se vê no inferno, não desiste, resiste, insiste, mesmo triste! E de salto em salto (porque se sabe eterno) se faz fraterno e afinal se dilata tanto, regado a pranto, que se alcança materno!
Quando o amor nasce materno, doce, sem nuvens, já nasce eterno, mas não evita a luta, a labuta… Então precisa apenas secar o pranto, aceitar as penas e de alma enxuta, persistir para sempre, como anjo sem desencanto!
O amor restaura pacientemente o que se quebrou. Dá asas aos que se arrastam, fazendo de vermes borboletas, fazendo de homens, anjos.
O amor não se agasta, não se gasta, nunca se afasta e só doar-se já lhe basta.
A colheita do amor é farta, exuberante, ensolarada. Alimenta e conforta. Quando vem, falta nada. Apenas um pleno bem escancara a porta.
Quando não se cobra, o amor dá de sobra. Quando não se apega, o amor transborda pleno, doce e sereno. Quando se respeita e nenhum ciúme à espreita e quando se entrega inteiro, sem medidas, floresce singelo, campestre, como margaridas.

Amar sem posse é amar mais. Amar melhor. Amar em paz. Amar sem desejo de nada, recebendo o que se deseja, de mão sobeja.



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MERECER MORRER




Morrer é o momento culminante de uma existência, um momento de libertação, deixaremos de ser lagartas para sermos borboletas. Até lá, estaremos sendo convidados a existir em um corpo adequado as nossas necessidades individuais, que está em constantes transformações, portanto supô-lo uma realidade é um equívoco lógico e, ao mesmo tempo, uma ilusão que colocamos dentro de nós. Nós gostaríamos de não morrer, de não perder a realidade que é uma utopia e acabamos esquecendo de aprender a viver, muitas vezes só lembrando nos momentos derradeiros. Até adquirirmos o merecimento de partir, estaremos sendo convidados a aproveitá-la em plenitude, até, quem sabe, conseguirmos o direito de chegar a velhice. Ah, a velhice, como deve ser belo chegar lá, como nos fala o poeta Cícero, no seu livro “Da Velhice”, “(...) não pode haver nada mais belo do que envelhecer”, o melhor período da existência, não ser mais tentado pelas paixões, egoísmo, ambições e posses, onde amamos a vida e não as coisas da vida, modificando os conceitos dos verdadeiros valores humanos. Nesse período, deveríamos ser chamados de “experientes” e não de velho ou idoso (srsr). Reflexionando na nossa existência, acreditamos que o importante não é como vamos morrer, mas como estamos vivendo, pois a morte não transformará nenhum de nós em anjos ou demônios (Emmanuel), continuaremos a ser o que sempre fomos, por mais maquiado, banhado, vestido ou cirurgia plástica que nos façam para ficarmos com uma expressão sorridente ou que coloquem num caixão de ouro no nosso velório, nada mudará nossa essência. Morreremos como vivemos, com os mesmos conteúdos psicológicos. Quanto tempo ainda lhe resta amigo/a? Ainda lhe restam “x” dias e, por mais longos que sejam, existem apenas duas possibilidades: vivê-los em desespero ou vivê-los completamente, fazendo com que tenham importância. Portanto, que possamos viver intensamente cada segundo, nunca permitindo que um dia se passe sem acrescentar nada de bom no nosso existir, sempre com muita responsabilidade, para fazer da cada segundo uma eternidade, pois a vida vale não pelo número de anos que se vive, mas pela profundidade com que se vive cada momento, em viver plenamente o tempo que temos, com a consciência em paz de termos feito o melhor que poderíamos fazer, partindo em paz, a fim de prestarmos conta da nossa administração, pois ninguém morre, a morte é uma ilusão dos sentidos e um passaporte para a verdadeira vida, como dizia o pensador Dogen em pleno século XIII “(...) certa é a morte de tudo o que nasce, certo é o nascimento de tudo o que morre, mas verdadeira é a vida que emana de Deus! Pensemos nisso! 

César Rocha


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O Essencial




Face ao inevitável processo de crescimento do Eu profundo, a vida assume características variadas, e as oportunidades se deparam convidativas, acenan­do com a libertação, que somente se consegue a pe­nosos esforços.
Na fase inicial da predominância egocêntrica, o ser projeta-se no mundo com o qual se identifica, apri­sionando-se no emaranhado das coisas exteriores, sob conflitos que não tem condições de administrar, qua­se sempre desequilibrando-se e passando a estados neuróticos de insatisfação, ansiedade, medo ou a alu­cinações variadas.
O apego, essa fixação perturbadora à imperma­nência, a que pretende dar perenidade, constitui-lhe a meta existencial.
Mais tarde, em tentativas de desvencilhamento da situação psicológica infantil, avança para a posi­ção egoísta, cultivando os valores pessoais, narcisis­tas, com os quais se engolfa, despertando na amargu­ra, sob os camartelos do tempo degenerador e da frus­tração tormentosa.
O essencial, quase sempre, permanece-lhe em plano secundário na paisagem psicológica das aspi­rações conflitivas.
        À medida que amadurece, transfere-se das coisas e prisões egóicas para a conquista da sua realidade: o desenvolvimento do Eu profundo que deve predominar comandando os anelos e programas de libertação.
Somente a consciência de si propiciar-lhe-á a vi­são diferenciadora dos fenômenos perturbadores, em relação àqueloutros de plenificação.
Buscando interpretar, De Ropp classificou os níveis de consciência em cinco estági­os: consciência de sono sem sonhos; de sono com so­nho; de sono acordado; de transcendência do eu e de consciência cósmica...
Para ele, o homem evolve de maneira inespera­da, às vezes, de um para outro nível, especialmente nos dois primeiros estágios de adormecimento...
Mediante psicoterapia acurada e exercícios cui­dadosos, logra-se o avanço pelos diversos patamares, até a etapa final, que se torna de difícil verbalização face às emoções e descobrimentos conseguidos, nes­se momento de perfeita integração com o que podería­mos chamar o Logos, o pensamento divino.
No primeiro nível — quando se transita no sono sem sonhos — apenas os fenômenos orgânicos automáticos se exteriorizam, assim mesmo sem o conhecimento da consciência, tais: respiração, digestão, reprodução, circulação sanguínea...
Como se estivesse anestesiada, ela não tem ação lúcida sobre os acontecimentos em torno da própria existência, e a ausência de vontade do indivíduo con­tribui para o seu trânsito lento do instinto aos pródro­mos da razão.
No segundo nível, o sono com sonhos, ele libera clichês e lentamente incorpora-os à realidade, pas­sando pelas fases dramáticas — os pesadelos, os pa­vores — para os da libído — ação dos estímulos sexuais — e os reveladores — que dizem respeito à parcial liber­tação do Espírito quando o corpo está em repouso...
O desenvolvimento da consciência atinge o ter­ceiro nível, o de sono acordado, no qual a determina­ção pessoal, aliada à vontade, conduz o ser aos ideais de enobrecimento, à descoberta da finalidade da sua existência, às aspirações do que lhe é essencial, ao auto-encontro, à realização total.
Naturalmente, a partir daí, ascende ao quarto es­tado, que é a descoberta da transcendência do eu, a identificação consigo mesmo, com a conseqüente li­beração do Eu profundo, realizando a harmonia ínti­ma com os ideais superiores, seu real objetivo psico­lógico existencial.
A superação dos conflitos, das angústias, a desi­dentificação dos conteúdos psicológicos afugentes, permitem a iluminação, e a próxima é a meta da vin­culação com a consciência cósmica.
Nem sempre, porém, o homem e a mulher conse­guem alcançar esse nível ideal, fenômeno que, não obstante, será realizado através das reencarnações que lhes facultarão a vitória sobre os carmas negati­vos e, mediante as leis de causa e efeito, passo a pas­so, em esforço contínuo poderão fazê-lo.
Da mesma forma, a reencarnação aclara a carto­grafia da consciência de De Ropp, quando ele analisa os níveis que diferenciam os indivíduos na imensa mole humana.
As experiências acumuladas promovem ou retêm o indivíduo nos fenômenos decorrentes das ações praticadas, beneficiando-os ou afligindo-os com as sombras que lhes permanecem dominadoras, na con­dição de resíduos espirituais. A consciência filtra-os e, por não os poder digerir, transforma-os em conflitos, perturbações, estados psicopatológicos, requerendo terapias especializadas e contínuas.
Em qualquer nível, porém, a partir do sono com sonhos, a vontade desempenha um papel relevante, impulsionando o ser a novas realizações e conquistas completadoras que enriquecem o arsenal psicológico, amadurecendo o essencial à vida e selecionando-o do amontoado egóico do supérfluo.
Psicoterapeuta Excepcional com a Sua visão rea­lista e criativa, Jesus definiu a necessidade de bus­car-se primeiro o reino dos Céus, pois que esse fanal ensejaria a conquista de todas as outras coisas. E ób­vio que, ao se adquirir o essencial, todas as coisas perdem o significado, por se encontrarem destituídas de valor face ao que somente é fundamental. Outros­sim, alertou sobre o imperativo de fazer-se ao próximo o que se gostaria que este lhe fizesse, fixando no amor o processo de libertação, na ação edificante o meio de crescimento e na oração fortalecedora a energia que proporciona o desiderato.
Esse desempenho favorece a perfeita identifica­ção do sentimento com o conhecimento, resultando na conquista do Eu profundo em sintonia com a Cons­ciência Cósmica.



O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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Tolerância e Politica






          Diante da acerbação de algumas pessoas   ao qual tenho tido a oportunidade de observar, em meios aos devaneios atrelados as suas supostas convicções de verdades; muitas vezes em detrimento do que postam  os outrens.
          Percebo que as pessoas estão muito irritadas e intolerantes.  Não sabem respeitar o direito de democracia de cada um e ao mesmo tempo  não tem a prudência de tecer comentários relevantes. Se irritam fácil, se magoam, se chateiam, não aceitam seus comentários serem questionados sem ter que baixar o nível de educação. Convictos de que estão certos, ficam taquicardícos, hipertensos, e perdem o equilíbrio quando não convencem. Animosidade a flor da pele, ira, e tantos outros sentimentos anti fraterno os levam ao mal humor.
          Na perspicácia  da sutileza das trevas; sim, Trevas mesmo! Porque toda essa energia negativa de baixaria não tem nada haver com Deus. Os tarefeiros  da escuridão, vão aproveitando esses momentos para manipular as pessoas.  E Estamos sendo sutilmente obsidiados, sendo fantoches quando nos desequilibramos ao acreditar defender ideologias politicas. Porque na ânsia  desesperada de mudanças rápidas e extremas, perdemos o foco da razão e tolerância, da sanidade e equilíbrio, discernimento e prudencia, e muitas vezes ao cruzar com essas pessoas, os sentimentos já são outros com energias mais grosseiras. Em alguns casos, ferimos afetos, rompemos amizades ou externamos a violência para fora das redes sociais.
            Direitos, deveres e livre arbítrio andam paralelos. Todos temos o  direito a livre expressão, e o dever de ser tolerante  , de não ofender e de respeitar a opinião do outro, mesmo quando diverge dos nossos ideais ou principalmente quando o que acreditamos defender em detrimento de uma causa, na maioria dos casos é puro  achismo.
          Fiquemos alertas com as sugestões das trevas mascarada de simples comentários em redes sociais. Observemo-nos como estava nosso comportamento com algumas pessoas, antes e agora.  Discernimento e racionalidade sempre. Tolerância continua. ..
       A política passa e as amizades as vezes podem ser desfeitas  . E nas próximas eleições, esses partidos  poderão  estar ambos como aliados.
      E você como estará?



Moura Fé
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NASCIMENTO DA CONSCIÊNCIA




Antropológica e historicamente, a sobrevivência equili­brada do homem e da sociedade tem estado sempre vincula­da à ideia de um mito central, no qual se haurem os valores éticos de sustentação das suas atividades e do seu equilíbrio. Toda vez em que fatores adversos interferem nos mitos hu­manos, desacreditando aquele que sintetiza as suas aspira­ções, os homens se encaminham para o caos e se agridem e se perturbam, parecendo haver perdido o rumo.
Passada a tempestade, os seus remanescentes, não des­truídos in totum, emergem, dando surgimento a uma nova ideação, e um mito criativo aparece preenchendo a lacuna deixada pelo anterior.
No estado atual da sociedade existe a carência de um mito predominante, que aglutine todas as mentes, sobre elas der­ramando as suas benesses e confortando-as.
A perda do mito expõe os conteúdos psíquicos, que alte­ram os objetivos das suas necessidades, fazendo-os mergu­lhar no vazio ou no desinteresse, no prazer ou na alucinação do poder.
Em se considerando que nenhum desses objetivos pleni­fica o indivíduo, ele passa a disputar a necessidade abrangen­te do despertar da consciência, interpretando os mitos meno­res nele jacentes.
Jung, em uma análise profunda, estabeleceu que “a exis­tência só é real quando é consciente para alguém”, afirmando a necessidade que o Criador possui em relação ao homem consciente.
Oportunamente, voltou a esclarecer que “a tarefa do homem é (...) conscientizar-se dos conteúdos que pressio­nam para cima, vindos do inconsciente”. Esse despertar e cres­cimento da consciência, ainda segundo o eminente psicana­lista, termina por afetar-lhe também o inconsciente.
É obvio que, se os conteúdos psíquicos emergentes for­mam a consciência, as contribuições atuais desta se irão in­corporar ao inconsciente que surgirá mais tarde.
Deste modo, o nascimento da consciência se opera medi­ante a conjunção dos contrários, como decorrência de uma variada gama de conteúdos psíquicos, que formam as impres­sões arquetípicas ao fazerem contato com o ego, dando sur­gimento à sua substância psíquica e tornando todo esse tra­balho um processo de individuação.
Daí surgem os discernimentos entre as coisas opostas, o eu e o não-eu, o ego e o inconsciente, o sujeito e o objeto, a própria pessoa e a outra. Dando campo aos conflitos, este sentimento que enfrenta e contesta torna-se uma forma alta­mente criativa de luta, cuja vitória proporciona satisfação, ampliação e aprimoramento da vida.
Sem essa dualidade dos opostos, que leva à reflexão, no processo de individuação, não há aumento real de consciên­cia, que somente se opera entrando em contato com os opos­tos e os absorvendo.
A consciência, do ponto de vista filosófico, é “um atribu­to altamente desenvolvido na espécie humana e que se carac­teriza por uma oposição básica, essencial. E o atributo pelo qual o homem toma em relação ao mundo — bem como aos denominados estados interiores e subjetivos — a distância em que se cria a possibilidade de níveis mais altos de integra­ção...
Por sua vez, declara, ainda, Jung, a consciência é “a rela­ção dos conteúdos psíquicos com o ego, na medida em que essa relação é percebida como tal, pelo ego”. E conclui que “as relações com o ego que não são percebidas como tal são inconscientes”. Estabelece, ademais, a diferença entre cons­ciência e psique, que esta última “representa a totalidade dos conteúdos psíquicos” e como esses conteúdos, na sua totali­dade, não estão vinculados no ego, tais não são consciência.
Nos mitos centrais de todos os povos, os opostos forma­ram a essência das suas crenças, dos seus conteúdos psíqui­cos geradores da consciência.
Encontramo-los nas religiões da antigüidade oriental e, particularmente, no mito da Criação, no qual, os conflitos da treva e da luz, do bem e do mal são relevantes. O Zoroastris­mo também o ressuscitou e, mais tarde, a alquimia facultou o surgimento da Pedra Filosofal como mediadora dos opostos, do Santo Gral, como depósito que compõe as bases da cons­ciência humana, a se avolumar através dos tempos, dando, desde o início, a idéia das suas várias expressões, tais: a cons­ciência moral, a consciência de fé, a consciência do dever, de justiça, de paz, de amor...
Os equipamentos constitutivos da consciência sutilizam­-se, e adquirem mais amplas percepções que facultam o de­senvolvimento emocional e ético do homem, auxiliando-o na liberação de conflitos.
As heranças atávicas, que se convertem em arquétipos, no inconsciente individual e coletivo dizem respeito às reali­dades do Espírito, em si mesmo responsável pelos resíduos psíquicos, que se transformam nos conteúdos preponderan­tes para a formação da consciência.
O homem deve adquirir o conhecimento para elevar-se do ser bruto, tornando-se o sujeito detentor da consciência. Não lhe bastará conhecer, mas também, viver a experiência de ser o objeto conhecido. Não somente conhecer de fora para dentro, porém, vivenciar o que é conhecido, incorporando-o à sua realidade. Enquanto o ego conhece, o outro passa a ser um objeto detido, conhecido, o que não plenifica. Esta satis­fação advém quando o ego, passando pela vivência do que conhece, torna-se, por sua vez, conhecido pelo outro, que tam­bém tem a função de sujeito conhecedor. O ego adquire, des­se modo, a consciência autêntica, no momento em que é su­jeito que conhece o objeto conhecido.
Indispensável, nesse jogo do conhecer sendo conhecido, que se não crie uma dependência em relação à pessoa que conhece. A vida saudável é a que decorre da liberdade cons­ciente, capaz de enfrentar os obstáculos e dificuldades que se apresentam no relacionamento humano e na própria indivi­dualidade. Esta é a meta que a consciência almeja.



Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis

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