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As Drogas e a Repercussão Espiritual



 
Todas as drogas são malefícios à saúde do corpo e da alma. Conhecer a repercussão espiritual do vício pode ser um bom caminho para evitar o uso de drogas. Não vivemos sozinho, ao nosso redor há espíritos que convivem conosco, partilhando de nossas vidas. Atrair bons espíritos enriquece nosso ser, mas magnetizar seres das sombras não é aconselhável a ninguém. Quem usa drogas magnetiza, sem saber, espíritos embrutecidos e dispostos a permanecer no mal.

As drogas não comprometem apenas o lado físico e psíquico do indivíduo. Elas também são altamente perniciosas, sobretudo, aos corpos astral e mental, atraindo criaturas empedernidas, ignorantes e viciadas.
Normalmente, quando se experimenta a droga pela primeira vez, não se está sozinho. Em algum momento, a pessoa terá contato com alguém já ligado a esse mundo obscuro. Pode ser numa rodinha de usuários, com o próprio traficante ou um amigo. Em suma, alguém que conhece a droga ou já passou por ela. Junto a esse amigo, espíritos de viciados permanecem à espreita, loucos para conquistar mais e mais adeptos.
Assim que se aproxima um novato, esses espíritos começam a agir. Num primeiro momento, permanecem observando, tentando auscultar seus pensamentos, avaliando se há ou não possibilidade de levá-lo ao uso da droga. Pode ser que sim, pode ser que não. Quando o encarnado está seguro de si, não tem tendência ao uso de drogas ou encontra-se bem preparado para enfrentar a vida, normalmente, não cede a esse desejo ou sequer o possui. Mas pode ser que o indivíduo, abatido por seus fracassos, decepções, fraquezas, medos, inseguranças ou simplesmente para se sentir parte do grupo, dê o primeiro passo no caminho da experiência.
Como sempre acontece com todos, as escolhas se apresentam. Ainda nesse momento, o encarnado tem a possibilidade de resistir e nunca mais tocar em droga alguma. Pode apenas experimentar, matar a curiosidade e não reincidir no uso. Quando isso acontece, os espíritos que o acompanham, estimulando o uso contínuo, tentam, de todas as formas, levá-lo a consumir a droga novamente. Se, ainda assim, ele não se interessa, os seres invisíveis desistem dele, se afastam e vão procurar alguém que esteja mais de acordo com seus propósitos. A não ser que haja um motivo especial para permanecerem ao lado da pessoa (como um trabalho de magia, por exemplo), vão embora, pois não querem perder tempo.
E como se dá esse estímulo? É um erro supor que os espíritos das sombras não possuem inteligência. Eles podem ser ignorantes das verdades divinas, e mesmo assim, as conhecem, justamente para poder combatê-las. Conhecem-nas, mas não creem nelas ou não as aceitam, porque, aceitando-as, terão que tomar consciência do que fazem e abandonar a treva para assumir responsabilidades. E a última coisa que esses espíritos querem é se responsabilizar por seus atos. Pior ainda, para muitos, abandonar a treva significa abrir mão do poder. Como o poder, por si só, já é uma droga, muitos espíritos, viciados nele, lutam para mantê-lo e aumentá-lo através do domínio e da subjugação dos mais enfraquecidos.
Muito bem. Inteligentes que são, esses espíritos procuram os pontos fracos dos encarnados, auscultam-lhes a mente, leem em seus corações, a fim de descobrir onde está a brecha por onde podem atacar. Pode ser medo, raiva, insegurança, ciúme, desespero, rebeldia, vaidade, orgulho, tanto faz. Descoberto o ponto fraco, é ali que atacam, incentivando o uso da droga como forma de libertar a pessoa de suas dificuldades, dar-lhe alívio, conforto, torná-la forte, corajosa, independente, fazê-la experimentar um prazer inofensivo e do qual, pretensamente, pode libertar-se a qualquer tempo.
Na verdade, esses espíritos vendem ilusão. Assim enganados, sem nem saber que são alvo do ataque invisível, as pessoas, principalmente os jovens, cedem ao impulso, inebriam-se com o prazer e iludem-se com a negação, dizendo a si mesmos que, a qualquer momento, são capazes de parar e que, dependendo do tipo de droga, ela é inofensiva e não faz mal. Com o corpo dos desejos distorcido pela ilusão dos prazeres, o indivíduo, mais e mais, faz uso da substância tóxica, ingressando no vício e saciando, juntamente com ele, toda a horda que o acompanha.
Assim vão prosseguindo, encarnado e desencarnados, dividindo cigarros de maconha, carreirinhas de cocaína, pedras de crack, copos de cachaça e tudo o mais que provoque dependência. Escravizados pelo vício, os encarnados tornam-se, cada vez mais, joguete nas mãos dos espíritos, marionetes manipuladas para satisfazer os prazeres deles. Vivendo no mundo das emoções, os espíritos sentem tudo com mais intensidade do que os encarnados e têm a sensação, apenas a sensação, de que estão se drogando também, desfrutando de um prazer irreal e pernicioso.
Impossibilitados de tocar na matéria física, os seres do invisível apropriam-se da essência que dela se desprende, volatizada pela fumaça ou pelos vapores do álcool. Condensada essa energia, dela eles se servem, mas a ilusão é tão passageira que, afastados do encarnado, correm o risco de que ela se dissipe, frustrando-lhes a possibilidade de absorção. Para evitar que isso aconteça, os espíritos optam por montar guarda junto ao encarnado, acompanhando-o a todos os lugares, comendo com ele, rindo com ele, fazendo sexo juntamente com ele, enfim, vivendo a vida dele como se fossem um só.
Estabelecida essa simbiose, o tratamento físico, por si só, não será tão eficaz se não for acompanhado do tratamento espiritual, que não precisa ser, necessariamente, espírita. Todas as religiões possuem sacerdotes e grupos de apoio preparados para lidar com o problema. O importante é tentar redirecionar o coração para Deus, porque Deus jamais se afasta de qualquer de seus filhos. O ser humano é que, cego pelo orgulho, volta as costas para Ele, mas Deus não julga, não se ressente, não se magoa. Deus é amor, Ele simplesmente nos ama.
O viciado nunca acredita que é viciado e pensa que, a qualquer momento, pode parar. Até que tenta e não consegue. Ainda assim, engana-se a si mesmo, acreditando que, da próxima vez, conseguirá. Quando surge a próxima vez, ele não consegue de novo, e vem a desculpa de que terá sucesso em outra, e depois em outra, e em outra. E o resultado nunca chega, ele não consegue parar. Se isso é difícil para uma pessoa sozinha, que dirá quando está acompanhada de criaturas que ela não pode ver, que sente, mas não sabe definir, que falam ao seu ouvido como um eco de seus próprios pensamentos.
E como ninguém vive para sempre, o viciado, um dia, também desencarnará. Cerrados os olhos da matéria, a visão que pode ter do outro lado nem sempre é das mais animadoras. Aniquilado pelos próprios pensamentos deletérios, o indivíduo chama a si os espíritos que rondam em frequência vibratória igual a sua. Cercado por sombras, pode ser levado para cidades astrais densas ou ser escravizado em troca da essência da droga, pois o vício não termina com a morte. Ao contrário, prossegue com mais intensidade, já que é preciso superar a barreira da matéria e aprender a sugar a energia desprendida dos encarnados. Então, aquele que era objeto de obsessão torna-se, por sua vez, o próprio obsessor.
O vício escraviza o indivíduo mesmo depois da vida física, levando-o a uma encruzilhada onde as opções cedem em face das limitações impostas pela dependência. Ninguém é livre enquanto não se desapegar de todos os mecanismos que entravam o progresso, a paz e a iluminação da alma.
Se muitos conhecessem o que se passa do lado invisível, das coisas imperceptíveis aos nossos sentidos, mas tão ou mais reais do que tudo o que vivemos aqui, com certeza pensariam duas vezes antes de se entregar às drogas. Mas nada é irreversível, tudo pode ser contornado com força de vontade e fé. O caminho é longo e espinhoso, mas não é impossível de ser trilhado. Orar e dedicar-se a ajudar ao próximo constituem armas com que o indivíduo pode lutar a seu favor, para vencer a si mesmo. O sentimento de satisfação e bem-estar que acompanha as boas ações serve de estímulo ao viciado, dando-lhe responsabilidade e a certeza de que é útil. Sentir-se útil e ser útil é uma boa forma de vencer os vícios, pois o tempo ocupado com o trabalho no bem não deixa espaço para as más atitudes.
Cada um deve pensar no quanto é responsável não apenas por si, mas por todos aqueles que estão sob a sua guarda. Falo, sobretudo, aos pais, amigos, educadores e qualquer pessoa que se coloque ou se veja em qualquer dessas posições. Orientar, esclarecer, apoiar, mostrar-se compreensivo e amoroso são medidas profiláticas. Prevenir ainda é melhor do que tentar remediar o que, muitas vezes, é de difícil reparação. O diálogo franco é sempre necessário, pois a VERDADE é a maior de todas as virtudes, dela derivando todas as outras. As pessoas podem e devem conhecer a verdade sobre todas as coisas para que, assim, estejam em condições de decidir, com consciência, o que é melhor para si.
Cada um é livre para escolher o seu caminho, mas nem todos são obrigados a partilhar das mesmas escolhas.

Mônica de Castro
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Momento de Transformação



A reforma do mundo é pessoal e íntima, não um cataclismo que irá pulverizar o planeta. A pulverização é interna, dos nossos vícios, de nossas tendências mais daninhas. Isso é feito no silêncio de cada alma, na intimidade do ser. A modificação do mundo só depende de nós.
Espíritos dos mais variados graus de evolução estão reencarnando na Terra. Todos os que pediram receberam a última oportunidade para tentar evoluir. É por isso que o mundo parece estar naufragando nas guerras, na corrupção, no desrespeito. O orgulho, a mentira, a ganância e o egoísmo se espalham por todos os cantos.
Mas nada de desespero. O momento é de seleção. Tudo isso acontece para que aqueles que nos governam possam separar o joio do trigo. Nessa seleção natural não há escolhidos. Cada um é responsável pelo seu próprio destino, mas os que conquistarão o direito de aqui permanecer serão apenas aqueles que conseguirem despertar para as verdades do espírito. E não adianta tentar ludibriar a vida. Ela é sábia, não se deixa enganar. O melhor que cada um de nós tem a fazer é refletir sobre os acontecimentos e sobre nós mesmos, tentando identificar nossas dificuldades para levá-las pelo caminho da transformação.
Precisamos estar preparados para o grande momento da reforma, que é pessoal, íntima, e não um cataclismo que irá pulverizar o planeta. A pulverização é interna, dos nossos vícios, de nossas tendências mais daninhas. Isso é feito no silêncio de cada alma, na intimidade do ser. É assim que o mundo irá se transformar: quando nós transformarmos a nós mesmos.
Para aqueles mais empedernidos, apegados às ilusões do mundo, resta apenas a conformação com o futuro, com um renascimento primitivo, penoso em mundos inferiores, para que, através do trabalho árduo, consigam valorizar o que deixaram para trás. Ainda há tempo de evitar essa sorte. Temos que tentar: deixar de mentir, de enganar, de trapacear, de procurar levar vantagem em tudo, de dar tanto valor ao dinheiro, em detrimento da dignidade e da justiça.
Cada um de nós tem em seu interior sementes que podem e devem ser germinadas. Sentimentos nobres são naturais. Deixar brotar o amor, a amizade, o respeito são caminhos certos para a nossa libertação. Temos que nos preocupar conosco. Nada de ficar ligados no outro, procurando justificar nossas falhas com a atitude dele. Cada um é senhor da sua vontade e, consequentemente, dos fatos daí resultantes.
Muitos não creem em nada disso. É melhor fingir que não vê do que ter que assumir o que viu. Quando a gente sabe de alguma coisa, tem que tentar se modificar. Ninguém pode alegar ignorância quando tem conhecimento, logo, não pode dizer que errou porque não sabia.
Aos que acreditam, fica a certeza de que nada está perdido e que o principal em tudo isso é nos concentrarmos em nós mesmos. No somatório das individualidades modificadas é que reside o cerne da transformação do mundo. Basta escolhermos de que lado queremos estar.


Mônica de Castro
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PESADELOS, VIDAS PASSADAS E ESPIRITISMO




Leitora nos escreve relatando : "Tenho um problema que me aflige, constantemente. O meu problema, são vários pesadelos que tenho sempre. Muitas vezes acordo gritando; outras vezes chorando, e faço força pra acordar, porque tenho consciência que estou sonhando. Fazendo isso me livro do que vai acontecer. Será que são coisas que eu fiz na outra encarnação e agora estou sendo perseguida? Não me considero uma pessoa má. Procuro sempre ajudar as pessoas no que posso. Gostaria de uma opinião". C.S.

Os questionamentos sobre sono e os sonhos são uma constante em nossa página, embora o aspecto espiritual dos pesadelos ainda não tenha sido abordado. Como já dissemos (Sonhos: Sensações do fundo da alma), o corpo espiritual deixa o corpo físico durante o sono. Enquanto um descansa, outro serve-se da momentânea "liberdade" para interagir, aprender ou simplesmente vivenciar novas experiências. Sonhando, somos suscetíveis a impressões provenientes do espírito porque não estamos absorvidos por nosso consciente. Isto quer dizer que a maior parte de nosso controle está repousando, assim como nossa racionalidade. Portanto, é mais fácil captar impressões. No corpo espiritual, somos muito mais capazes de ver as pessoas queridas e nossos mentores e, eventualmente, prever eventos ou rever vidas passadas.

É também quando os espíritos de nossos familiares comunicam-se conosco. Por estarmos mais próximos dos níveis espirituais, quando sonhamos, torna-se, na verdade, mais fácil nos comunicar-mos com os que já se foram. Contudo, muitos não lembram as visitas que receberam, ou lembram-se apenas de relances. Normalmente, nossos sonhos não fazem qualquer sentido. Recordar os sonhos requer prática e disciplina.

Você me relata a ocorrência de pesadelos constantes, nos quais se destaca a aflição e o medo. Embora questione sob o ponto de vista espiritual, é bom ressaltar que existem aspectos físicos e psicológicos na ocorrência de sonhos ruins e repetitivos. Quanto ao caráter físico, geralmente está relacionado à alguma disfunção digestiva, que pode ser investigada se você observar relação entre seus pesadelos e a alimentação noturna. No aspecto psicológico,
há relatos de pessoas que livraram-se de tais ocorrências fixando um pensamento em soluções previsíveis para os dramas enfrentados. Assim, uma jovem que sonhava freqüentemente que caía num abismo, resolveu seu drama quando determinou mentalmente pedir ajuda a seu marido, que a salvava. E um jovem, que enfrentava animais lhe devorando, resolveu seu drama imaginando, quando acordado, situações em que se livrava dos bichos. Como vê, para alguns a solução está em resolver distúrbios do sono, para outros na prática de inteligência emocional.

Mas, e quanto ao quadro espiritual ? Não se duvida da influência dos espíritos sobre nosso sono e assim desde época remota. A palavra 'nightmare', que em língua inglesa significa pesadelo dizia respeito, há quatrocentos anos, exatamente a um "demônio" (os incubus) que vinha e sufocava as pessoas enquanto dormiam. Através do Espiritismo, sabemos da inexistência de demônios ou diabos, mas sim da presença de espíritos, bons e maus, assim como vemos, entre nós, todos os dias, pessoas de boa ou má indole.

Sabemos, sim, que os pesadelos podem significar recordação de vidas passadas, esquecidas em nosso inconsciente ou a ação espiritual do encontro com outros espíritos. Geralmente, causam uma emoção perturbadora e forte aflição. Não há como diagnosticá-los objetivamente. Quando se relacionam a vidas passadas, comum é o desencavar de sentimentos ou sensações de experiências vividas, dramáticas ou violentas, que nos causam medo. Se você recordar os pesadelos, verá que são situações que se repetem e que demonstram um temor íntimo que voltem a ocorrer na vida presente.

O terapeuta
Osvaldo Shimoda relata um quadro clínico resolvido por Terapia de Vidas Passadas (TVP). Uma jovem tinha pesadelos desde a infância, quando acordava chorando, sem lembrar-se da experiência que vivera em sonho. Queria entender também o porquê de sua mãe não confiar nela, querendo sempre controlar sua vida. Ocasionalmente era tomada também por uma tristeza profunda sem saber o porquê e uma impaciência e ansiedade constantes. Ao submeter-se à regressão contou passagem de vida anterior onde estava presa pelas pernas. Dizia : “Estou deitada no chão em um cômodo, as minhas pernas estão amarradas com cordas, presas a um barril. Foi a minha mãe que me prendeu. É a minha mãe da vida atual. É o mesmo olhar profundo (os pacientes costumam identificar as pessoas que estiveram com eles em suas vidas passadas através do olhar). Ela não quer que eu fique com o homem que amo. Ela tem medo de me perder, quer me ver sempre por perto. Me amarrou para que eu não me encontrasse com ele”. Naquela época, a jovem faleceu antes de completar 20 anos e seu mentor espiritual observou que mãe, filha e o rapaz por quem se apaixonara teriam nova experiência juntos, numa encarnação futura. “Nós precisamos completar uma missão juntos", disse a jovem, ainda em transe.

Ao fim de quatro sessões de regressão, a paciente disse que não tinha mais pesadelos. Aquela tristeza profunda que vinha do nada tinha passado também e estava bem mais calma. Não pensava mais em querer fazer tudo ao mesmo tempo para não ‘perder seu tempo’, pois entendera o porquê dessa ansiedade de querer viver. Eis aí um exemplo do que alguns chamam de "resgate"; um acerto de contas a que todos nos submetemos. Embora tenha particularmente restrições à TVP quando buscada como mera curiosidade, reconheço que é um instrumento eficaz quando trata de dramas encravados no insconciente de uma vida anterior.

Não posso, infelizmente, determinar as causas de seus pesadelos. Podem ser um temor relacionado a uma experiência traumática de outra encarnação, como, também, a influência espiritual de seres que se ocupam de atormentar o sono de inocentes ou de pessoas que julgam culpadas ou ofensoras. Durante o sono, quando não suficientemente seguros ou esclarecidos, entramos em contato com seres que buscam o mal. Por isto, antes de dormir é conveniente que peçamos a Deus sua proteção para que possamos ter sonhos instrutivos e saudáveis.

Passe a cultivar o hábito de orar antes de deitar-se, dirigindo-se a Deus e aos seus espíritos protetores, pedindo força, discernimento e proteção durante a noite. E, na ocorrência de pesadelos, ao invés de buscar acordar para livrar-se do problema, busque (ainda que seja difícil) dirigir uma prece a Deus e aos mesmos espíritos bons, pedindo auxílio. Afinal, se há obsessores encarnados e desencarnados, não é menos verdade, como diz André Luiz no livro "Nos Domínios da Mediunidade", que há protetores que nos ajudam e elevam e que igualmente participam de nossas experiências de cada dia. "É imprescindível compreender que, em toda a parte, acima de tudo, vivemos em espírito", observa. Precisamos, então, dominar esta realidade e viver positivamente no bem para que contornemos nossas imperfeições, nossos medos e enfrentemos nossas dívidas. Pense que precisamos e temos toda a proteção necessária, mas que necessitamos fazer nossa parte para que os bons espíritos possam nos ajudar de maneira eficaz.

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COMPORTAMENTOS EXOTICOS



A dependência psicológica do morbo da queixa, traduzindo insegurança e instabilidade emocional, leva a estados perturbadores que se podem evitar, mediante o cuidado na elaboração das idéias e do otimismo na observação das ocorrências.
O queixoso perdeu o endereço de si mesmo, trans­ferindo-se para os departamentos da fiscalização da conduta alheia.
Síndrome compulsiva para aparecer, o paciente oculta-se na mentirosa postura de vítima ou na condi­ção de portador de conduta inatacável, escorregando pela viciação acusadora, que mais lhe agrava o dis­túrbio no qual estertora.
Da simples fixação do erro e apenas dele — confor­me afirma o brocardo popular, enxerga uma agulha num palheiro — modifica o comportamento perdendo a linha convencional do que é correto e saudável para viver de maneira alienada, cultivando exotismos, dan­do largas ao inconsciente, responsável pelas repres­sões que se transformaram em mecanismos de afir­mação da personalidade.
Saúde, em realidade, é estado de bom humor, com inalterável tolerância pelas excentricidades dos outros e seus correspondentes erros.
O homem saudável sobressai pela harmonia e oti­mismo em todas as situações, mantendo-se equilibra­do, sem os azedumes perturbadores, os ademanes chamativos, nem as agravantes manifestações anô­malas.
A doença caracteriza-se pela inarmonia em qual­quer área da pessoa humana, gerando os distúrbios catalogados nos diferentes departamentos do corpo, da mente, da emoção.
A insegurança, a frustração, os complexos de in­ferioridade, perturbando o equilíbrio psicológico, transferem-se para as reações nervosas, manifestan­do-se em contrações musculares, fixações, repetições de gestos, palavras e conduta alienadoras, que dege­neram nas psicoses compulsivas, específicas, cada vez mais constritoras, em curso para o desajuste total...
O excêntrico é ser atormentado, ególatra; frágil, que se faz indiferente; temeroso, que se apresenta com reações imprevisíveis; insensível, que se recusa en­frentar-se. Ignora os outros e vive comportamentos especiais, como única maneira de liberar os conflitos em que se aturde.
A psicoterapia própria, reajustadora, apresenta-se propondo-lhe uma revisão de valores culturais e sociais, envolvendo-o no grupo familiar e nos proble­mas da comunidade, a fim de que rompa a carapaça da dissimulação e assuma as responsabilidades que interessam a todos, tornando-se célula harmônica, ativa, ao invés de manter-se em processo degenerati­vo, ameaçador...

Atavicamente herdeiro dos hábitos pretéritos, con­duz, de reencarnações infelizes, excentricidades mul­tiformes, como arquétipos do inconsciente coletivo que, no entanto, são gerados por ele próprio.
Nessa área, surgem os distúrbios do sexo, predo­minando a psicologia à morfologia, caracterizando bi­ótipos extravagantes, que chamam a atenção pelo desvio de conduta, por fenômeno psicológico de não aceitação de sua realidade, compondo uma personifi­cação que agride aos outros, e a si mesmo se realiza em fenômeno de autodestruição.
A exibição não é apenas uma forma de assumir o estado interior, psicológico, mas, também, de chocar, em evidente revolta contra o equilíbrio mente-corpo, emoção-função fisiológica...
Por extensão, a compulsão psicótica leva-o à ex­troversão exagerada, em todas as formas da sua co­municação com o mundo exterior, pondo para fora os conflitos, mascarados em expressões que lhe parecem afirmar-se perante si mesmo e as demais pessoas.
Outrossim, algumas dessas personalidades exó­ticas fazem-se isoladas onde quer que se encontrem, evitando o relacionamento com o grupo, em postura excêntrica, de natureza egoísta.
Exigem consideração, que não dispensam a nin­guém; auxílio, que jamais retribuem; gentilezas, que nunca oferecem, sendo rudes, mal-humorados, insen­síveis e presunçosos.
Essa é uma fase adiantada do comportamento exótico, que exige mais acentuada terapia de profun­didade.
Nesse estágio da conduta, os sonhos são-lhes ca­racterizados pela necessidade tormentosa de conse­guirem a realização plenificadora, que não atingem.
Devaneios íntimos povoam-lhes o campo onírico, referto de transtornos e pesadelos, que mais os in­quietam quando no estado de consciência lúcida.
Os fatos da infância ressurgem-lhes fantasmagó­ricos, e a imagem da mãe, excessivamente domina­dora ou tragicamente benévola, que transferiu para o rebento suas frustrações e nele passou a realizar­-se, anelando para a felicidade do ser querido tudo aquilo quanto não fruiu, neurótica, portanto, na sua estrutura maternal.
A psicoterapia deve apoiar-se na busca da cons­cientização do paciente, para que assimile novos há­bitos, empenhando-se em harmonizar a sua natureza interior com a sua realidade exterior, exercitando-se no convívio social sem a tentação de destacar-se, sen­do pessoa comum, identificada com os objetivos nor­mais da vida, que escolherá conforme as próprias ap­tidões, trabalhando com esforço a modelagem da nova personalidade.
O desenvolvimento da criatividade contribui para o ajustamento da personalidade ao equilíbrio, geran­do o enriquecimento interior, que anulará os condicio­namentos viciosos.
Sem dúvida, o acompanhamento do psicólogo as­sim como do analista atentos lhe propiciará o encon­tro com o eu profundo e seus conteúdos psíquicos, liberando-se das heranças neuróticas e dos condicio­namentos psicóticos.
O homem e a mulher saudáveis têm comporta­mento ético, sem pressão, e tornam-se comuns, sem vulgarizarem-se.



O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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Analisando a vaidade



 O que fazer com a vaidade? Será ela tão perniciosa quanto julgamos ser ou há elementos que podem ser aproveitados e incentivados para um melhor aproveitamento de nossas potencialidades?

A vaidade é um dos sentimentos mais temidos pelas pessoas de bem. Ninguém quer se desviar do caminho da virtude por causa de sua vaidade, com medo de se tornar arrogante, prepotente ou ser criticado. Muito justo, porque a vaidade mal trabalhada provoca mesmo essas reações.
Mas, como tudo tem duas faces, assim também a vaidade. Nem sempre ela é daninha, havendo momentos em que funciona como reconhecimento do valor próprio e revelação da autoestima. Muitas vezes, é a vaidade que impulsiona o indivíduo a melhorar, a fazer melhor, a ser melhor, evitando que se sinta para baixo, desvalorizado, sem importância.
Sem ela, não nos esforçaríamos, por exemplo, para ter uma boa aparência, lembrando que ter boa aparência não é exatamente ser bonito, magro ou vestir-se bem, mas estar asseado, com roupas limpas e sem rasgos. Isso é importante para manter a dignidade do corpo, que sempre reflete na alma. Essa é a vaidade que estimula a fazer regime, usar maquiagem, comprar uma roupa nova, apresentar-se bem para o namorado ou namorada. É o que garante, muitas vezes, uma promoção ou o emprego tão desejado. Sem excessos, é uma vaidade saudável, pois determina a valorização do corpo na exata medida do valor que ele deve ter. Exageros, contudo, podem ser perniciosos, tornando as pessoas enfermas, paranoicas, desequilibradas. A vaidade não pode ultrapassar o limite da saúde, seja ela física, mental, moral ou espiritual.
Quando se tem uma vida confortável, farta, até mesmo luxuosa, deve-se, em primeiro lugar, agradecer à vida por essa possibilidade. Deus divide os bens materiais de acordo com a necessidade e o merecimento de cada um, portanto, ninguém recebe mais do que merece nem menos do que precisa. A vaidade pelo estilo de vida, fruto do reconhecimento da conquista, sem ostentações desnecessárias nem humilhação dos mais humildes, não pode ser condenada. Se assim fosse, ser rico seria um mal ou uma vergonha, o que não é o caso. A riqueza, normalmente, gera vaidade, porque todo mundo gosta de estar cercado de coisas bonitas e boas. O cuidado deve estar, como sempre, no exagero, na ilusão de superioridade. Todo ser humano é igual, pouco importando suas condições de vida. Afinal, Deus não cultiva riquezas nem poder, apenas amor, e para amar, não se fazem exigências nem há requisitos. Quando se foi agraciado com a riqueza, os bens materiais, o conforto, a vaidade não pode ir além do reconhecimento do que se mereceu, seja para testar o amadurecimento dos valores morais, seja porque já ultrapassada a fase da mesquinharia e da arrogância.
É também a vaidade que nos traz o reconhecimento das nossas capacidades, e isso é mais importante ainda. Cada um de nós tem um talento, um dom que deve ser utilizado e estimulado. Isso não significa que todo mundo possua um dom artístico ou científico. Nem todos têm jeito para pintura, poesia ou matemática. Há dons nas coisas mais simples, que nem por isso são menos importantes, pois tudo é necessário no mundo. Os talentos são os mais variados, revelando-se em várias situações. Existem ótimas cozinheiras, excelentes pedreiros, costureiras de primeira, professores, médicos, babás, dentistas, navegadores, fonoaudiólogos, advogados, eletricistas, arquitetos, marceneiros, desenhistas, estilistas, pilotos, escritores, enfermeiros, pintores, psicólogos, músicos, cientistas, sacerdotes e por aí vai… Não devemos nos esquecer das tarefas não remuneradas e às quais, normalmente, ninguém dá valor: uma boa dona de casa que deixa tudo em ordem, a pessoa que sempre tem uma palavra amiga para dar, a mulher que sabe cuidar dos doentes e necessitados, o anônimo que recolhe animais perdidos nas ruas, o voluntário que dá uma parte do seu dia para alegrar as crianças de um orfanato, o atendente simpático da repartição pública que trata a todos com cortesia. Esses e outros são talentos, ou dons, que cada um possui para desenvolver a seu favor e do bem comum. Identificando o seu, o indivíduo deve valorizá-lo, sentir-se orgulhoso de poder contribuir para o desenvolvimento do mundo. Essa é a vaidade do autorreconhecimento, aquela que nos estimula a fazer sempre melhor.
Quando bem elaborada, equilibrada e consciente, a vaidade atua como elemento de propulsão do progresso pessoal, ativando nossas virtudes para a construção de uma vida mais saudável e segura. O que não devemos é permitir que a vaidade nos domine, ultrapassando os limites do bom-senso e da razoabilidade para imprimir ao nosso ego a falsa sensação de que somos melhores do que os outros. Isso não é verdade. Não existem dons melhores ou piores. O que existem são dons necessários, espalhados pelo mundo para um melhor aproveitamento das potencialidades em benefício da humanidade. É possível até alguém achar ou saber que é o melhor em alguma coisa, desde que, com isso, não se transforme em arma de tirania para oprimir seus semelhantes nem diminuir suas capacidades. Ser o melhor em alguma coisa não significa ser a melhor pessoa, pois essa qualificação só é aconselhável quando se mede a pureza do coração, e um coração puro jamais se prioriza ou se vangloria das qualidades próprias.


Mônica de Castro
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A Ilusão do Sangue



 

Não é o sangue que nos irmana, mas o espírito. Os laços consangüíneos são ilusórios e efêmeros. Kardec explica no item 8 do capítulo XIV de O Evangelho Segundo o Espiritismo: “O corpo procede do corpo, mas o espírito não procede do espírito, pois já existia antes da formação do corpo. O pai não gera o espírito do filho. Fornece-lhe apenas o envoltório corporal, mas deve ajudar o seu desenvolvimento intelectual e moral, para fazê-la progredir”. Filhos de outros pais, procedentes de outro sangue, podem ser muito mais ligados aos pais adotivos que os filhos consangüíneos.

Essa é uma das razões por que os pais adotivos geralmente não querem revelar a verdade aos filhos que adotaram. O amor paterno e materno ressurge ante o filho que volta ao seu convívio. Mas Emmanuel revela um dos aspectos da lei da reencarnação que exige atenção e respeito. Os filhos que voltam ao lar por vias indiretas são espíritos em prova e, portanto, em fase de correção moral. Precisam conhecer a sua verdadeira situação para que a medida corretiva atinja a sua eficiência. E se quisermos burlar a lei só poderemos acarretar-lhes maiores sofrimentos.

São muitos os dramas e muitas as tragédias ocasionadas pela imprudência dos pais que mentiram piedosamente aos filhos adotivos. Quando a verdade os surpreende, o choque emocional pode transtorná-los, fazendo-os perder a oportunidade de aprendizado que muitas vezes solicitaram com ardor na vida espiritual. Esta é uma razão nova que o Espiritismo apresenta aos pais adotivos, quase sempre apegados apenas às razões mundanas.

Aprendendo desde cedo a se acomodar à situação de prova em que se encontra, o filho adotivo resigna-se a ela e aproveita a lição de reajustamento afetivo. Amanhã voltará de novo como filho legítimo, mas já em condições de compreender os deveres da filiação. A vida aplica sempre com precisão os seus meios corretivos, mas nós nem sempre a ajudamos, esquecidos de que os desígnios de Deus têm razões profundas que nos escapam à compreensão. Se Deus nos envia um filho por via indireta, devemos recebê-la como veio e não como desejaríamos que viesse.
Do livro: Astronautas do Além, Médium: Francisco Cândido Xavier e J.Herculano Pires - Espíritos diversos
Pelo Espírito Irmão Saulo (pseudonimo usado por J.Herculano Pires)
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Família e Vida



Família é o ponto de encontro,
Que a vida, em si, nos oferta,
Para a conta viva e certa
Do que se tem a fazer;
Às vezes, indica empresas
De amor, renúncia e talento,
De outras, é o pagamento
De débitos a vencer.

No lar, ressurgem afetos,
Dedicações incontidas,
Riquezas em luz de outras vidas
No tempo, a se recompor;
Mas também, dentro de casa,
É que o ódio de outras eras,
Abre feridas austeras,
Reconduzindo ao amor.
Vemos pais largando os filhos
Com desprezo e indiferença,
E os filhos em turba imensa
Combatendo os próprios pais,
Parentes contra parentes,
Lembrando aversões em brasa,
Unidos na mesma casa
Sob direitos iguais.

Se sofrimento em família
É o quadro em que te renovas,
Tolera farpas e provas,
Aceitando-as, tais quais são!...
Não fujas!...Suporta e avança!...
Seja tolerância, aonde vás,
Segurança pede paz
E a paz é luz do perdão.
Do livro: Alma e Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito:Maria Dolores
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Irmãos Problema



Muitos companheiros da convicção espírita costumam afirmar que:
Estudando as lições da consangüinidade, não olvides o irmão problema que te associa ao roteiro nas provações da família.

É o velhinho entregue à caducidade celular, reclamando tolerância e carinho, pela inconveniência das manifestações em que se desequilibra.

É o doente cronificado, exigindo compaixão e devotamento no leito a que se recolhe.

É o obsidiado imerso em profundas perturbações, pedindo caridade para que se lhe atenue o padecimento.

É a criança retardada, solicitando ternura a fim de cumprir a pena redentora a que se impôs na Vida Espiritual, para ressarcir os débitos que lhe oneram o campo íntimo.

É o delinqüente abatido, que requisita abnegação para que se lhe soergam as forças no trabalho da regeneração e da cura.

Decerto, muitas vezes, desejarás o asilo para o ancião, o hospital para o enfermo, o sanatório para a cabeça demente, a casa de reajuste para a criança infeliz e o presídio para o companheiro que se arrojou às obscuridades do crime, contudo, não te esqueças de que o irmão problema é alguém que chega de longe, a reaproximar-se de ti, no instituto genético para que, na partilha do mesmo sangue, se consagre contigo ao pagamento das dívidas que ainda te enodoam também os passos perante a Divina Justiça.

Lembra-te de semelhante realidade e tanto quanto possível abraça nele a obra de teu próprio burilamento, na certeza de que auxiliá-lo a desenfaixar-se das teias da sombra é levantar a ti mesmo para a bênção da luz.


Do livro: Juntos Venceremos, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos
Pelo Espírito Emmanuel
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Renunciar






Renunciar a algo que amamos muito e que desejamos com toda a força do coração é uma das decisões mais cruéis de se tomar que conheço. Porque a perda equivale a uma morte dupla: morrer para alguém e matar a pessoa na gente. É como se sobrasse por dentro apenas um casarão vazio com um jardim morto. E, de repente, tudo tão subitamente anoitecido sem previsões de dia novo. É um caminhar lento e arrastado numa espera sombria de que as horas passem e o tempo leve essa febre alta sem medicação possível. É preciso que haja tanta paciência e firmeza por dentro pra não entrar em desespero, que a sensação que se tem é de estar meio fora do ar, com tanto esforço. E até chorar fica difícil, teme-se que nunca mais o choro cesse.

Há muitas perdas quando se termina algo que não se queria ter terminado: muda-se a auto-imagem, alegrias ficam suspensas, sonhos desaparecem por um tempo e nenhuma cor na paisagem. O cotidiano fica obscurecido por aquela lacuna aberta no meio do que era a parte mais interessante dos dias.

Com o tempo, você analisa que abrir mão de algo muito importante, só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor íntimo, uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa. É um sacrifico voluntário por algo mais pleno, mais grandioso em Beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão. E você aprende a recomeçar agradecendo por vitórias tão pequenininhas...

Como quando é noite e antes de dormir você se enche de gratidão:

“Deus, obrigada, porque é noite e eu tenho o sono... Que venha um sonho novo, então.”perdas quando se termina algo que não se queria ter terminado: muda-se a auto-imagem, alegrias ficam suspensas, sonhos desaparecem por um tempo e nenhuma cor na paisagem. O cotidiano fica obscurecido por aquela lacuna aberta no meio do que era a parte mais interessante dos dias.

Com o tempo, você analisa que abrir mão de algo muito importante, só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor íntimo, uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa. É um sacrifico voluntário por algo mais pleno, mais grandioso em Beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão. E você aprende a recomeçar agradecendo por vitórias tão pequenininhas...

Como quando é noite e antes de dormir você se enche de gratidão:

“Deus, obrigada, porque é noite e eu tenho o sono... Que venha um sonho novo, então.”
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Nossa atitude diante da miséria


O mundo está cheio de pessoas pobres, que não têm o que comer, nem onde morar, nem o que vestir. O que fazer? De quem é a culpa? Do governo? Das pessoas? Quem é o responsável por tantos problemas sociais? Na verdade, ninguém e todo mundo.
Não podemos nos esquecer de que a vida é guiada pelas nossas escolhas, que são feitas antes mesmo de nascermos. Assim, a miséria favorece aqueles que buscam esse tipo de experiência. Essa escolha, contudo, somente ocorre porque existe um meio que a possibilite. Se não houvesse miséria no nosso país, ninguém escolheria nascer miserável e iria procurar um outro jeito de aprender.
Então, não é errado afirmar que devemos todos contribuir para a erradicação da pobreza. Deixar tudo a cargo do governo é uma boa desculpa para não fazermos nada, ainda mais se levarmos em conta a qualidade dos nossos serviços públicos. Por outro lado, nem sempre estamos disponíveis ou temos condições materiais de assumir algum tipo de compromisso social. Outra boa justificativa para nos eximirmos de colaborar.
Essa colaboração, porém, há de ser espontânea e não deve decorrer de nenhum tipo de cobrança externa. Ninguém tem o direito de exigir de seu próximo que seja caridoso, muito menos de julgá-lo se não o for. A obra da caridade é maravilhosa, mas requer desprendimento e boa vontade. Aqueles que ajudam sem desejar acabam desagradando a si mesmos, já que a obrigação não gera bem-estar.
Para ajudar é preciso apenas ter vontade. Só isso. Estar disponível, fazer o bem pela única vontade de fazer o bem, sem desejar nada em troca nem atender a um compromisso social, nem para agradar o outro, nem para se desobrigar com a vida. Na realidade, o bem que fazemos dessa maneira não deixa de ter o seu valor, mas muito mais para o próximo do que para nós mesmos.
Cabe a nós lutar para melhorar a qualidade de vida do nosso país. Podemos fazer isso sem grandes pretensões, sem nos preocuparmos em abraçar causas gigantescas, como contribuir para organizações de caridade. Podemos fazer isso estendendo a mão para aqueles que surgem de repente e que estão bem próximos de nós. O homem que sente fome pode ser alimentado, na hora, com um prato de comida, independentemente de estar alcoolizado ou não. A criança que tem frio pode receber um agasalho esquecido no banco de trás do carro. A velhinha doente pode ser atendida rapidamente, comprando-se o remédio necessário na farmácia mais próxima.
Quantas pessoas solitárias, que passam por nós sem ser percebidas, podem ter o seu sofrimento diminuído pelo só fato de lhes darmos atenção. Sem contar que, às vezes, só o que desejam é um sorriso de compreensão ou uma palavra amena. Ao sair do supermercado, não custa tirar um pacote de biscoito das nossas compras para dar aos meninos de rua. Também não custa correr ao armário e apanhar uma roupinha antiga dos nossos filhos para vestir o bebê que não tem nem fraldas, ou simplesmente dar uma boneca velha à garotinha que nunca viu um brinquedo.
Esses são gestos tão pequenos, mas que fazem a diferença. Pode ser que, com eles, não mudemos o mundo mas, com certeza, alguma coisa mudaremos na vida de alguém e na nossa também. Matar a fome de um mendigo talvez não faça diferença nas estatísticas, mas faz diferença para quem tem a fome saciada. Se cada um fizer um pouquinho, ajudando uma pessoa, aos poucos, muitas serão ajudadas e suas dores, diminuídas.
Ninguém precisa se sentir culpado por ter muito, enquanto outros nada têm. Cada um recebe da vida aquilo que merece e precisa para evoluir, seja muito, seja pouco ou nada. Tampouco somos obrigados a nos desfazer de tudo o que temos para dividir com o próximo, porque os valores da conquista devem ser preservados. O que podemos fazer é ir ajudando sem compromissos, porque a vida se encarrega de colocar diante de nós justamente aquele que necessita do apoio que podemos dar.
Dizem que quando o discípulo está pronto, o mestre aparece. Da mesma forma, quando o colaborador está pronto, o necessitado também aparece. Nós, colaboradores, podemos ajudar os que necessitam e cruzam o nosso caminho quando menos esperamos. Se nada é por acaso, não é por acaso que, dentre tantas pessoas, nós é que presenciamos a miséria naquele momento.
Aos que puderem e quiserem, pensem nisso. Uma pequena ajuda vale muito mais do que ajuda nenhuma. Quando vir alguém passando necessidade, seja de que natureza for, não pense duas vezes. Se estiver em condição de fazer alguma coisa, faça. Se não, faça mesmo assim. Faça uma oração. Isso sempre ajuda, seja para que aquela pessoa encontre outra que tenha mais condições de ajudar do que você, seja para que seu sofrimento seja acalmado pelos espíritos de luz. Toda ajuda, material ou imaterial, é sempre bem-vinda para os que sofrem.
Lembre-se: Quando ajudamos alguém, somos nós os mais ajudados. Faça o bem não pelo próximo, mas por si mesmo, porque o bem que dirigimos ao outro acaba sempre voltando para nós.


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USE SEUS DIREITOS





Realmente, você dispõe do direito:
de amealhar, em seu benefício, os frutos da experiência;
de guardar em silêncio a lição que lhe cabe em cada circunstância;
de reprimir os próprios gastos para atender ao culto do amor ao próximo; de acumular os valores morais do caminho por onde passa; e aperfeiçoar primeiramente o seu coração, antes de intentar o burilamento de outras almas;
de socorrer as vidas menos felizes que a sua própria;
de agasalhar indistintamente os desnudos do corpo e da alma; de espalhar a sua influência na preservação da paz e da alegria;
de mostrar diretrizes superiores ao irmão de luta, colocando-se, antes de tudo, dentro delas;
de libertar-se dos preconceitos injustos sem alarmar as mentes alheias; e de convocar aqueles, com que convive, ao campo do trabalho edificante, sem exigir nem gritar, mas sim com a mensagem silenciosa de seu exemplo na sustentação do Bem, com certeza de que o dever respeitado e cumprido é o caminho justo para o direito de crescer com Jesus no serviço da felicidade geral.

 Emmanuel/Chico Xavier


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Sobre a Psicografia


Muitas são as dúvidas sobre a psicografia. Quase todo mundo acha que, para psicografar, basta o médium se concentrar, fechar os olhos e permitir que o espírito movimente a sua mão, independentemente da sua vontade. Bom, isso é fato, é possível, é uma forma de psicografia chamada mecânica. Mas não é a única. Existem outras, que Kardec descreveu em O Livro dos Espíritos, no capítulo 15.
Atualmente, os médiuns necessitam colaborar com os espíritos. O médium não é um simples mecanismo de atuação do espírito, uma ferramenta passiva na transmissão de suas mensagens. Muito mais do que isso, o médium é um coadjuvante, responsável por facilitar o intercâmbio, auxiliando seu mentor com conhecimentos próprios, de forma que a comunicação seja a mais clara possível.
Hoje em dia, provas não são mais necessárias. A obra de Kardec foi precedida de experimentos criteriosos, numa época em que era preciso enfrentar a descrença. Atualmente, as doutrinas espiritualistas estão disseminadas pelo mundo, de forma que ninguém mais tem que ser convencido de nada. Nem mesmo os incrédulos, pois estes, no momento oportuno, terão as provas de que necessitam na intimidade de suas consciências.
Como muitos, eu também partilho com meu mentor as experiências das histórias que ele me traz. Quando recebo uma ideia, ela não vem pronta. Pelo pensamento, as imagens se formam, porque o pensamento prescinde de palavras. Recebida a ideia, ela é exteriorizada em forma de romance, sempre atendendo à orientação espiritual. À medida que a história vai se desenvolvendo, Leonel vai fiscalizando meus passos, para que eu não me distancie da realidade dos fatos nem invente o que não é necessário.
Mas não é só isso. Principal em toda obra espírita, ou espiritualista, é o conteúdo de suas mensagens. Nesse sentido, as intuições do Leonel são muito mais fortes do que no desenrolar da história em si. Cabe a ele o direcionamento da minha mente para a exata elaboração dos ensinamentos morais e espirituais. Sem isso, a obra toda cai no vazio.
Muitas pessoas, sem saber, transmitem mensagens que não são exclusivamente suas. Somos todos médiuns, portanto, estamos aptos a colaborar com a obra do plano espiritual, ainda que disso não tenhamos consciência. É por isso que o desenvolvimento da nossa moral é tão importante. Quanto mais nos burilarmos espiritualmente, mais espíritos iluminados se pronunciarão através de nós, seja no conselho amigo, seja na intuição inesperada, num abraço ou no silêncio que conforta.
A psicografia, como tudo mais no processo mediúnico, cumpre a sua função. Para aqueles que pensam na possibilidade de estar recebendo algum tipo de mensagem do Alto, só o que tenho a dizer é que confiem,não desistam. Ninguém precisa questionar de onde vêm as ideias, quem as está transmitindo, se há interferência do médium ou não. Isso não importa. O que realmente tem importância é o teor da mensagem. Se fez bem a alguém, tanto faz quem a escreveu. E depois, com o tempo e a convivência, o médium acaba vivendo uma espécie de simbiose com seu mentor, a tal ponto que fica difícil saber onde termina um e começa o outro.
Colocar-se disponível é a melhor forma de colaborar com o plano da divindade.


Mônica de Castro
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Não Julgue




Não se preocupe com o que faz o seu próximo. Não pense nas atitudes dele, não critique seus pensamentos, não julgue suas atitudes. Não faça avaliações tendenciosas nem caia na tentação de se julgar melhor... ou pior. Na verdade, não julgue, não ache nada. Se precisar, observe, mas só. Da observação vêm os exemplos e, com eles, a exata noção do que se aprendeu ou deixou de aprender. Mas cuidado: observar não é julgar. O julgamento vem carregado de uma escala de valor que, na maioria das vezes, decorre da ilusão e do orgulho. Seja inteligente, não caia nessa. Todo mundo é igual, e o fato de você já ter aprendido alguma coisa que o outro ainda não aprendeu não significa que você saiba tudo e que ele não sabe nada. Ele pode muito bem já ter entendido algo que está bem longe da sua compreensão, tão longe que você nem imagina. Cada um faz o que pode e dá o que tem, logo, ninguém pode ser culpado por não dar mais do que possui nem fazer o que não está em condições. E isso vale para todo mundo, para qualquer um de nós. Julgar o próximo é julgar a si mesmo com suas próprias palavras, porém, com a imagem alheia. Seja bom e compreensivo com você mesmo: não julgue.

Mônica de Castro
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Preconceito se combate com respeito

 

Preconceito é um assunto atual, cujo combate considero essencial nos dias de hoje. Todos somos responsáveis por tentar eliminar esse vício da sociedade, fazendo prevalecer o amor por todos os seres, independentemente de suas características ou escolhas.
Os males derivados do preconceito acontecem porque o ser humano ainda não aprendeu, realmente, a respeitar o seu próximo. Muitas vezes, o que chamamos de respeito nada mais é do que regras de comportamento ou de conduta impostas por pais, educadores ou grupos sociais. Esse é um primeiro caminho, já que orienta o indivíduo a ter respeito pela educação. A frieza das boas maneiras ainda é preferível aos maus tratos da discriminação.
Mas esse não é o ideal. Melhor de tudo é que o ser humano incorpore a noção de respeito dentro de si como algo natural e necessário não apenas ao bom convívio, mas à certeza de que cada um tem o direito de seguir o seu próprio caminho. Quando compreendemos isso, passamos a respeitar as diferenças espontaneamente, porque entendemos que a verdade não nos pertence, muito menos a pretensão de sabermos o que é certo ou errado. Nada no ser humano pode ser considerado errado, e as inadequações ao meio social são derivadas de comportamentos perniciosos, como alguém que ainda não aprendeu que matar, roubar ou enganar são condutas inaceitáveis dentro da coletividade.
Tudo o que é preconceito vem da ilusão do poder, que, na verdade, não é poder algum. É um falso julgamento de superioridade que não encontra justificativa lógica nem científica. Diferenças de sexo, sexualidade, cor, raça, status social, financeiro e cultural atendem apenas às necessidades de crescimento de cada indivíduo. Não são determinantes de seu caráter nem da bondade ou maldade que habita em seu coração. É o orgulho que faz com que as pessoas vejam além de si mesmas, atribuindo-se falsos valores para que sintam uma superioridade que não existe realmente. Deus não criou seres humanos superiores ou inferiores. Essa distinção provém do orgulho e da ignorância, que transforma a ideia pessoal de autovalorização em uma necessidade doentia de supervalorização do ego.
A vida é que vai ensinar a cada um de nós. Quando paramos para enxergar no próximo alguém que é exatamente igual a nós, com os mesmos anseios, medos, desejos e projetos, começamos a compreender a inutilidade do preconceito. Amizade, amor, honestidade e dignidade são qualidades essenciais, e elas independem de qualquer estereótipo ou rótulo social ou cultural. Pessoas boas e ruins são encontradas em qualquer meio, dentro das maiorias e das minorias, porque isso é uma qualidade do espírito, adquirida ao longo das muitas vidas e que não se perde pelo simples fato de ser diferente.
Vamos nos ligar nos novos tempos. Preconceito é coisa ultrapassada, de mentes que não conseguem acompanhar a evolução do mundo. Quando o tempo modifica conceitos, ele o faz atendendo à necessidade de afirmação de valores. Não são novos valores. Respeito não é um valor novo. Sempre existiu. Só que agora estamos sendo chamados a exercitá-lo de verdade, porque o homem já encontrou o caminho do discernimento.
Cabe a cada um de nós fazer valer a lei do amor, para que, no futuro bem próximo, consigamos, finalmente, reconhecer o que significa, verdadeiramente, a ideia de que somos todos irmãos.



Mônica de Castro
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