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Lamentáveis Confusões

Orson Peter Carrara

Fico triste e lamento quando ouço informações equivocadas sobre pessoas, instituições, práticas e atividades, cujo conteúdo divulgado denota o desconhecimento de quem se torna o autor desses equívocos, absurdos ou distorções que torna público.

Isso ocorre em todas as áreas. Calúnias, exageros verbais ou escritos, informações precipitadas, julgamentos pré-concebidos, inverdades produzidas ou inconscientemente divulgadas, formam o rol de pseudo-orientações que só prejuízos e confusões causam à vida pessoal ou coletiva de uma família, cidade ou nação.

Que o digam os bastidores políticos de uma pequena cidade ou mesmo do país, como ocorre em toda parte. Escândalos e corrupções que mancham a dignidade humana. Igualmente as manipulações que envolvem interesses nem sempre divulgados, em empresas, famílias, e na sociedade em geral. Que pena! É mesmo de se lamentar. Acabamos não percebendo que estamos prejudicando a nós mesmos!

Sim porque tais atitudes, manipulações e a busca desenfreada de interesses nem sempre recomendáveis, com prejuízos para terceiros – morais ou materiais – redundarão sempre em aflições no futuro, cedo ou tarde, exigindo reparações, além das lamentáveis consequências coletivas para toda a sociedade. Claro, pois um ato impensado, precipitado, imoral, traz desdobramentos em suas consequências que acabam por atingir outros que, aparentemente, não estavam envolvidos com a questão.

É que estamos todos muito ligados uns aos outros. E toda ação gera reações que longe estamos de compreender em sua totalidade.
Vejo, por exemplo, quantos preconceitos existem ainda entre ideias religiosas. Recebemos informações equivocadas e guardamos como paradigmas certos, como se completos e exatos fossem, muitas vezes frutos da ignorância ou manipulação maldosa de quem não deseja que a ideia seja aceita ou progrida no seio da sociedade.

Todavia, antes de combater ou vincular ideias e práticas a absurdos lamentáveis, deveríamos – isto sim – conhecer, até por uma questão de honestidade, para sermos igualmente um divulgador ou defensor da paz social, muitas vezes advinda da ideia que combatemos.

É comum, todavia, que quando algo não nos agrada, generalizarmos e acharmos que ela não serve, não presta. Todavia, aquilo que não nos serve, pode ser de grande utilidade para outros. Por isso, para citar essa única razão – entre outras inumeráveis – que direito temos de combater uma ideia e vinculá-la a algo que nossa ignorância não consegue compreender?
Temos visto, por muitos lugares, a confusão que fazem, por exemplo, da Doutrina Espírita, com práticas de magia, cartomancia, despachos, conversa com mortos, promessas, consultas a pretensos médiuns e espíritos inescrupulosos, em aspectos absurdos e totalmente distantes da seriedade e nobreza do Espiritismo. Ou atitudes de preconceito de uma religião para com outra. Para que isso?

Quem pode se arvorar como detentor da verdade absoluta? Não somos todos alunos de uma imensa escola?
E, por esta pretensa detenção da verdade, saem muitos a criticar ou a misturar a seriedade de homens, instituições e ideias, a práticas reprováveis e comprometedoras da dignidade humana. E isto tanto na religião, quanto na política, como na administração. Que pena! Que lamentável ainda nos perdermos com isso...

Muito melhor usar nossa voz no rádio, nossa imagem na TV, nossas mãos que digitam ou as páginas que fazemos circular pela imprensa como instrumentos de progresso, orientação e dignidade. 

Os resultados seriam a paz social, o progresso, a ordem, a felicidade.

Enquanto não aprendermos isso, a humanidade continuará a sofrer os efeitos de sua própria inconsequência.



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O Amor é para sempre…





(Escrevi esses pensamentos, muito sentidos, há alguns anos. Pretendia publicá-los num livro, mas antes que ficarem guardados, na memória do computador, melhor partilhar com outros que, como eu, estejam amadurecendo essa que é a maior herança divina em nós: a capacidade de amar.)
O amor é o oposto da indiferença. O amor nunca tanto faz, com o que o ser amado faz. Por isso se empenha sempre por um fazer de luz.
O amor pode curar, salvar, elevar, educar, regenerar. Mas tudo a longo prazo, pois para se mostrar, atuar e agir, precisa muito ter paciência, perseverar, persistir, muitas, infinitas vezes perdoar… Tudo devagar.
O amor desgovernado, tumultuado pelas paixões, queima os corações, provoca afastamentos, descontentamentos, dilacerações… Por isso, o amor precisa se asserenar, se suavizar, alimentando-se de eternidade!
Mesmo o amor mais forte, mais viril, mais ativo precisa ser feminino… Cuidadoso, gentil, acolhedor, sabendo se esconder para o outro brilhar!
O amor se muda, se adapta, se transforma, se sublima, mas nunca desiste. O amor pode estar triste, agitado, aflito, cansado com os atritos do dia a dia. Mas se for amor, nunca esfria! O amor tudo sofre – diz Paulo – e nunca se acaba. Mesmo ofegante, prossegue; mesmo ferido, perdoa! Mesmo desacreditado, insiste! E mesmo rejeitado, resiste! O amor tudo pode, tudo alcança! Força divina que nos move e nos transfigura! Mesmo ainda misturado aos cascalhos das paixões, sua fonte profunda é sempre pura! E por isso limpa com o tempo os corações!
O amor é o único motivo, o único estímulo, o único impulso suficientemente forte, elevado e belo para nos levar à superação de nós mesmos! Por amor a quem amamos e por amor a Deus, alcançamos a transcendência!
O amor para bem comunicar-se, precisa aprender sutilezas, precisa fazer recuos, precisa ocultar ímpetos e transfigurar angústias! Precisa calar e falar com sinceridade serena, compreensiva, derramando-se muito mais no olhar, que na palavra; muito mais nos gestos, que nas anunciações!
O amor compreende mais que julga! Não se endurece, antes se enternece! Quer mais se doar do que receber! E o tempo todo tece o carinho, que alimenta!
O amor sempre renova a confiança, refaz a esperança, alimenta o otimismo, porque seu horizonte é a eternidade!
O amor é combativo, mas não agressivo! É ativo, mas pacífico! É enérgico, mas suave!
O amor para ser saudável deve ter dignidade, autoestima. Mas para ser pleno, não pode ter orgulho nenhum!
O amor, por amor a quem ama, busca melhorar-se todos os dias, para elevar-se em altura e grandeza, sendo sempre mais digno do ser amado!
O amor só descansa com a perfeição, por isso está sempre à procura… Só se satisfaz com a felicidade, por isso quer sempre mais!
O amor está sempre perto do coração amado, mesmo que este esteja trancado, mesmo que esteja distante! Está perto, nem que seja por uma prece ardente e por um pensamento constante!
O amor quando nasce é uma flor cheia de perfumes e cor, com ilusões de primavera! Mas quando amadurece, é fruto doce, sem ornamentos, alimento perene!
O amor, quanto mais se asserena, mais conquista; quanto mais se desapega, mais se aproxima do ser amado!
Não há um só dia em que o amor não dedique um serviço, um pensamento, uma prece, um algo, em favor de quem ama! Mesmo à distância, mesmo oculto!
O amor desfaz todas as tragédias, desanuvia todas as angústias, cura todos os desequilíbrios, harmoniza todas as almas… O tempo tudo refaz, regenera, reergue, sublima… Só o que sobra para sempre é o amor!
Nada mais doce que um olhar de amor trocado, nada mais confortador que uma vibração de amor permutada. Nada mais apaziguante que uma comunhão de pensamento elevado, projetado para o infinito!
O amor inventa sempre novos caminhos, não se conforma com obstáculos… Caminhos que chegam ao coração, caminhos que levam ao céu!
O amor sempre encontra um ponto de equilíbrio, um consenso confortável, uma sintonia fina… E o arremate das piores situações será sempre uma costura de bom gosto!
O amor é delicado como uma flor, forte como uma rocha, vasto como o universo! Por isso, não cabe apenas no corpo, não cabe apenas numa vida! É necessário que seja infinito! Lógico que seja eterno!
O amor pode se melhorar, pode se elevar, se transformar, se sublimar… Perder sensualidade e ganhar asas; desfazer-se do feminino e do masculino e ser divino… O amor pode até ficar guardado por um tempo até a próxima esquina da vida… Mas se for amor, nunca termina.
O amor está sempre conectado com o ser amado. Lê seu olhar, percebe sua alma, capta seu coração. O amor é lúcido, desperto, vidente. Não para controlar, tomar posse, mas para estar ao lado, estar dentro, estar em ressonância. A postos para proteger, servir, ajudar e se ofertar.
O amor se entrega inteiro, confia, se abre. Mas sem deixar de ser reto nos princípios, elevado nos propósitos, correto na ação
Podem surgir desavenças, o amor as supera! Podem se erguer ofensas, o amor as perdoa! Podem se formar mágoas, o amor as desfaz! Para o amor, qualquer sombra é tempestade passageira e a bonança volta sempre a brilhar!
Não há dor que o amor não cure! Não há mal que o amor não desmanche! Não há escuridão que o amor não ilumine! Não há queda que o amor não restaure! E seu único aliado é o tempo. Por isso, o amor é infinitamente paciente
O amor tem que tornar melhor quem ama e quem é amado. Se não torna (ou se torna pior) não é ainda amor.
O amor pode se sentir impotente, rejeitado, diante de um coração trancado, ensimesmado numa concha de solidão! Mas então, o amor tem sempre que continuar amando, aguardando brechas de entrada, uma estrada, um clarão… E pouco a pouco se abre o outro coração!
O amor pleno sereno, inteiro, é aquele que percebe cada sutil necessidade, cada mensagem calada, cada aceno do ser amado. Percebe, compreende e age. Mas é preciso caminhar muitos séculos juntos, é preciso se desfazer de muitos egos para que o amor seja assim.
Quando o amor está presente, nenhum dia passa inútil e cada problema revela uma lição!
Quando não é compreendido, o amor compreende mil vezes, até que o outro alcance a compreensão!
O amor nada faz de banal, não fica na superfície, não age com leviandade. Por isso desmancha o mal e lida com a verdade. Por isso não é mesmice e com energia e meiguice se lança na eternidade!
Nem tudo o que sabe, o amor fala, porque não faz falta. Nem tudo o que faz o amor fala, porque não se exalta. Nem tudo o que dói o amor fala, sem mágoa incauta. E quando o amor cala, sua luz brilha mais alta!
Amar, amar, amar é a única maneira de ir se esquecendo de si! E quando se esquece completamente, o amor encontra Deus!
O amor ensina, sem ofuscar e aprende, com gratidão!
Quando se está possuído de amor, os pés andam mais leves, o coração alado e o ar mais rarefeito. Mesmo que às vezes, pesem a caminhada, o coração e o ar, logo tudo se desanuvia e o céu claro logo de novo se anuncia!
Entender como o outro expressa amor e saber fazer chegar ao outro o nosso amor é alcançar o milagre da comunicação.
O amor não precisa ter medo de amar mesmo que o outro não ame, mesmo que o outro ame menos. O amor não precisa ter medo de amar o diferente, o oposto, o desaprovado, o endurecido… Pois o amor transpõe qualquer barreira e um dia alcançará a plena comunhão!
O amor saberá tornar a franqueza tão doce, que não fira… Saberá usar a crítica com tanto acolhimento que não afaste… O amor não faltará jamais à verdade mas não há de buscar seus interesses e não a vestirá como arma, sendo-lhe ao invés uma túnica sutil!
O amor não se deixa aprisionar pela rotina seca do cotidiano! Ao invés, resgata a flor, a poesia, o sorriso e o toque suave das mãos!
Quantos espinhos o amor precisa colher na terra, por breves momentos de sintonia plena! Mas sempre esperando a certeza de uma eternidade de comunhão!
Quando o amor é muito grande e se vê no inferno, não desiste, resiste, insiste, mesmo triste! E de salto em salto (porque se sabe eterno) se faz fraterno e afinal se dilata tanto, regado a pranto, que se alcança materno!
Quando o amor nasce materno, doce, sem nuvens, já nasce eterno, mas não evita a luta, a labuta… Então precisa apenas secar o pranto, aceitar as penas e de alma enxuta, persistir para sempre, como anjo sem desencanto!
O amor restaura pacientemente o que se quebrou. Dá asas aos que se arrastam, fazendo de vermes borboletas, fazendo de homens, anjos.
O amor não se agasta, não se gasta, nunca se afasta e só doar-se já lhe basta.
A colheita do amor é farta, exuberante, ensolarada. Alimenta e conforta. Quando vem, falta nada. Apenas um pleno bem escancara a porta.
Quando não se cobra, o amor dá de sobra. Quando não se apega, o amor transborda pleno, doce e sereno. Quando se respeita e nenhum ciúme à espreita e quando se entrega inteiro, sem medidas, floresce singelo, campestre, como margaridas.

Amar sem posse é amar mais. Amar melhor. Amar em paz. Amar sem desejo de nada, recebendo o que se deseja, de mão sobeja.



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MERECER MORRER




Morrer é o momento culminante de uma existência, um momento de libertação, deixaremos de ser lagartas para sermos borboletas. Até lá, estaremos sendo convidados a existir em um corpo adequado as nossas necessidades individuais, que está em constantes transformações, portanto supô-lo uma realidade é um equívoco lógico e, ao mesmo tempo, uma ilusão que colocamos dentro de nós. Nós gostaríamos de não morrer, de não perder a realidade que é uma utopia e acabamos esquecendo de aprender a viver, muitas vezes só lembrando nos momentos derradeiros. Até adquirirmos o merecimento de partir, estaremos sendo convidados a aproveitá-la em plenitude, até, quem sabe, conseguirmos o direito de chegar a velhice. Ah, a velhice, como deve ser belo chegar lá, como nos fala o poeta Cícero, no seu livro “Da Velhice”, “(...) não pode haver nada mais belo do que envelhecer”, o melhor período da existência, não ser mais tentado pelas paixões, egoísmo, ambições e posses, onde amamos a vida e não as coisas da vida, modificando os conceitos dos verdadeiros valores humanos. Nesse período, deveríamos ser chamados de “experientes” e não de velho ou idoso (srsr). Reflexionando na nossa existência, acreditamos que o importante não é como vamos morrer, mas como estamos vivendo, pois a morte não transformará nenhum de nós em anjos ou demônios (Emmanuel), continuaremos a ser o que sempre fomos, por mais maquiado, banhado, vestido ou cirurgia plástica que nos façam para ficarmos com uma expressão sorridente ou que coloquem num caixão de ouro no nosso velório, nada mudará nossa essência. Morreremos como vivemos, com os mesmos conteúdos psicológicos. Quanto tempo ainda lhe resta amigo/a? Ainda lhe restam “x” dias e, por mais longos que sejam, existem apenas duas possibilidades: vivê-los em desespero ou vivê-los completamente, fazendo com que tenham importância. Portanto, que possamos viver intensamente cada segundo, nunca permitindo que um dia se passe sem acrescentar nada de bom no nosso existir, sempre com muita responsabilidade, para fazer da cada segundo uma eternidade, pois a vida vale não pelo número de anos que se vive, mas pela profundidade com que se vive cada momento, em viver plenamente o tempo que temos, com a consciência em paz de termos feito o melhor que poderíamos fazer, partindo em paz, a fim de prestarmos conta da nossa administração, pois ninguém morre, a morte é uma ilusão dos sentidos e um passaporte para a verdadeira vida, como dizia o pensador Dogen em pleno século XIII “(...) certa é a morte de tudo o que nasce, certo é o nascimento de tudo o que morre, mas verdadeira é a vida que emana de Deus! Pensemos nisso! 

César Rocha


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QUE...



Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre
Encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira
De momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna
Que os teus olhos sejam dois sóis
Olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas
De tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da
Amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço,
Esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa E se transforma,
Quando a alma é Grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente,
Para que tu percebas a ternura invisível,
Tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalento te acompanhe,
Na terra ou no espaço, e por onde
Quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores,
O teu viver e a tua passagem pela vida,
Sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente
No Centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz,
A tua tristeza em celebração, e
Os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças
Da presença que está em ti e em
Todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!




HOSPITAL ESPIRITUAL DO MUNDO agradece o SITE MENSAGENS ESPÍRITAS pelo texto enviado que engrandeceu este espaço de aprendizagem e encontros Sagrados.


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HÁ TRÊS ATITUDES...

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CADA PESSOA...



“Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa pela nossa vida passa sozinha, não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.” (CHARLES CHAPLIN)

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Reflexão - Dalai Lama


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A Necessidade de Aprovação e Reconhecimento



Querido Osho, Por que sinto necessidade de obter aprovação e de ser reconhecido, especialmente em meu trabalho? Isso me coloca numa armadilha – eu não consigo fazer as coisas sem isso.
Eu sei que estou nessa armadilha, mas eu fui pego nela e não vejo como sair.
Você poderia me ajudar a encontrar a porta?


“A questão é do Kendra".
É preciso lembrar que a necessidade de obter aprovação e de ser reconhecido é uma questão que diz respeito a todo mundo. A estrutura de toda a nossa vida é essa que nos foi ensinada: a menos que exista um reconhecimento, nós somos ninguém, nós não temos valor.
O trabalho não é o importante, mas sim o reconhecimento.
E isso coloca as coisas de cabeça para baixo.
O trabalho deveria ser o importante – uma alegria em si mesmo. Você deveria trabalhar, não para ser reconhecido, mas porque você curte ser criativo, você ama o trabalho em si mesmo.
Existiram poucas pessoas como Vincent Van Gogh, capazes de escapar da armadilha que a sociedade lhes impingiu. Ele continuou pintando – com fome, sem casa, sem agasalhos, sem remédios, doente – mas ele continuou pintando.
Nem uma pintura sequer estava sendo vendida, não havia reconhecimento de parte alguma, mas o estranho era que em tais condições ele ainda era feliz – feliz porque era capaz de pintar o que queria pintar. Reconhecido ou não, o seu trabalho era intrinsecamente valioso.
Aos trinta e três anos ele cometeu suicídio – não por causa de alguma miséria ou angústia, mas simplesmente porque ele havia pintado o seu último quadro, um pôr-do-sol, no qual havia trabalhado por quase um ano. Ele tentou dezenas de vezes e destruiu, porque não havia atingido aquele seu padrão. Finalmente ele conseguiu pintar o pôr-do-sol da maneira como desejava.
Ele cometeu suicídio escrevendo uma carta para seu irmão, ‘Eu não estou cometendo suicídio por desespero. Eu estou cometendo suicídio por não mais existir qualquer motivo para continuar vivendo – o meu trabalho está concluído.
Além disso, tem sido difícil encontrar alternativas para meu sustento.
Até aqui as coisas estavam indo bem, porque eu tinha algum trabalho para fazer, algum potencial dentro de mim precisava se exteriorizar, tinha que florescer. De modo que agora, não há sentido em viver como um mendigo.
Eu ainda não tinha pensado e nem mesmo tinha olhado para isso, mas agora essa é a única coisa a ser feita. Eu floresci até o meu limite máximo, eu estou realizado, e agora parece ser apenas uma estupidez ficar me arrastando, procurando alternativas de sustento. Por que razão? Para mim isso não é um suicídio; eu apenas cheguei a uma realização, a um ponto final e alegremente estou deixando o mundo.
Alegremente eu vivi e alegremente estou deixando o mundo.’Agora, após quase um século, cada uma de suas pinturas vale milhões de dólares.
Existem apenas duzentas pinturas disponíveis. Ele deve ter pintado milhares, mas elas foram destruídas; e ninguém prestou atenção nelas.
Agora, ter um quadro de Van Gogh significa que você tem um senso estético.
O quadro dele traz um reconhecimento para você. O mundo não deu qualquer reconhecimento ao trabalho dele, mas ele nunca se preocupou com isso.
E esta deve ser a maneira de ver as coisas: você deve trabalhar se amar aquele trabalho.Não peça reconhecimento.Se ele vier, aceite-o tranqüilamente; se ele não vier não pense a respeito.A sua realização deve estar no próprio trabalho.
E se todos aprendessem esta simples arte de amar o seu trabalho, seja qual ele for, curtindo-o sem pedir por qualquer reconhecimento, nós teríamos um mundo mais belo e mais celebrante. Do jeito que o mundo é, vocês têm estado presos num padrão miserável.
O que você faz é bom, não porque você ama fazê-lo, não porque você o faz perfeitamente, mas porque o mundo o reconhece, lhe dá uma premiação, lhe dá medalhas de ouro, prêmios Nobel.Eles têm tirado todo o valor intrínseco da criatividade e destruído milhões de pessoas – pois você não pode dar prêmios Nobel a milhões de pessoas.
E têm criado o desejo por reconhecimento em todo mundo, de modo que ninguém consegue trabalhar em paz, curtindo qualquer coisa que esteja fazendo. E a vida consiste em pequenas coisas. Para as pequenas coisas não existem premiações, nenhum título concedido pelos governos, nenhuma graduação honorária dada pelas universidades.
Um dos grandes poetas do século XX, Rabindranath Tagore, viveu em Bengala, Índia. Ele publicou suas poesias e seus romances em bengali – mas não recebeu qualquer reconhecimento. Então ele traduziu um pequeno livro, GITANJALI, Oferta de Canções, para o inglês.
E ele estava consciente de que o original tinha uma beleza que a tradução não tinha e não conseguiria ter – porque essas duas línguas, o bengali e o inglês têm estruturas diferentes, maneiras diferentes de expressar.
O bengali é muito doce. Mesmo se estiver brigando, vai parecer que você está envolvido numa conversação agradável. É uma linguagem muito musical, cada palavra é musical. Essa qualidade não existe no inglês, não pode ser trazida para ele.
O inglês tem qualidades diferentes. Mas de alguma maneira ele conseguiu traduzir e a tradução – que é pobre comparada com o original – recebeu o prêmio Nobel.
Então, de repente, toda a Índia ficou sabendo. O livro esteve disponível em bengali e em outros idiomas indianos por anos, e ninguém prestava atenção nele.
Todas as universidades quiseram lhe dar um título de Doutor. Calcutá, onde ele vivia, foi a primeira universidade a lhe conceder o título de Doctor of Letters.
Ele recusou, dizendo, ‘Vocês não estão dando uma graduação a mim nem estão reconhecendo o meu trabalho, vocês estão dando reconhecimento ao prêmio Nobel, porque o livro esteve aqui de uma forma muito mais bela e ninguém se preocupou em escrever ao menos uma crítica’. Ele recusou-se a receber qualquer doutorado honorário.
Ele dizia, ‘Isso é um insulto para mim’.Jean-Paul Sartre, um dos grandes romancistas e homem de tremendo insight sobre a psicologia humana, recusou o prêmio Nobel. Ele disse, ‘Eu recebi recompensa suficiente enquanto estava criando o meu trabalho.
Um prêmio Nobel não consegue acrescentar coisa alguma a isso – ao contrário, ele me joga para baixo. Ele é bom para amadores que estão em busca de reconhecimento, eu já sou bastante velho, eu já desfrutei o suficiente.
Eu amei tudo o que fiz. Essa foi a minha própria recompensa, eu não quero qualquer outra recompensa, porque nada pode ser melhor do que aquilo que eu já recebi.’
E ele estava certo. Mas as pessoas certas são poucas no mundo. O mundo está cheio de pessoas vivendo dentro das armadilhas.
Por que você deve se preocupar com reconhecimento?
Preocupação com reconhecimento somente faz sentido se você não ama o seu trabalho, nesse caso ele não tem significado, então o reconhecimento parece ser um substituto. Você detesta o trabalho, não gosta dele, mas você o faz porque será reconhecido, será apreciado e aceito.
Ao invés de pensar no reconhecimento, reconsidere o seu trabalho. Você gosta dele? – então ponto final. Se você não gosta, então, troque-o!
Os pais e os professores estão sempre reforçando que você deve ser reconhecido, que deve ser aceito. Esta é uma estratégia muito esperta para manter as pessoas sob controle.
Quando eu cursava a universidade, me disseram repetidas vezes, ‘Você deve parar de fazer essas coisas… Você continua formulando perguntas que sabe perfeitamente bem que não podem ser respondidas e que colocam o professor numa situação embaraçosa. Você tem que parar com isso, caso contrário essas pessoas irão se vingar.
Elas têm o poder e poderão reprová-lo.’ Eu dizia, ‘Não me preocupo com isso.
Neste momento eu estou curtindo formular perguntas e fazê-los sentirem-se ignorantes.
Eles não são corajosos o bastante para simplesmente dizer, ‘Eu não sei.’
Desse modo, não haveria qualquer embaraço. Mas eles querem fingir que sabem tudo. Eu estou curtindo isso; a minha inteligência está sendo aguçada.
Quem se preocupa com exames? Eles poderão me reprovar apenas quando eu aparecer nos exames – e quem vai aparecer?
Se eles estiverem com essa idéia de que podem me reprovar, eu não entrarei nos exames, e repetirei a mesma série.
Eles terão que me aprovar pelo simples medo de ter que me encarar por mais um ano novamente.’Todos eles me aprovaram e me ajudaram a passar porque queriam ficar livres de mim. Aos olhos deles, eu estava destruindo os outros estudantes, porque eles começaram a questionar coisas que, por séculos, eram aceitas sem questionamentos.
Quando eu estava ensinando na universidade, a mesma coisa aconteceu, sob um ângulo diferente. Agora eu estava formulando perguntas aos estudantes para trazer a atenção deles ao fato de que todo o conhecimento que eles tinham acumulado era emprestado e que eles nada sabiam. Eu lhes dizia que não me importava com a graduação deles, eu me importava com a experiência autêntica deles – e eles não tinham nenhuma.
Eles estavam simplesmente repetindo os livros, que estavam desatualizados, que já tinha sido provado que estavam errados há muito tempo.
Agora as autoridades da universidade estavam ameaçando-me, ‘Se você continuar por esse caminho, atormentando os alunos, você será colocado para fora da universidade.
’Eu disse, ‘Isso é estranho – eu era um estudante e não podia formular perguntas aos professores; agora eu sou um professor e não posso formular perguntas aos estudantes!
Então, qual função esta universidade está preenchendo?
Este deve ser um lugar onde as perguntas são formuladas, onde os questionamentos começam. As respostas devem ser encontradas na vida e na existência, não nos livros.
Eu disse, ‘Vocês podem me colocar para fora da universidade, mas lembrem-se, estes mesmos estudantes, em nome de quem vocês estão me colocando para fora, irão reduzir a cinzas toda a universidade. Eu disse ao vice-reitor, ‘Você deve vir e ver a minha sala’.Ele não conseguiu acreditar – na minha sala havia pelo menos duzentos estudantes…
E não havia espaço, de modo que eles sentavam em qualquer lugar que encontrassem – nas janelas, no chão. Ele disse, ‘O que está acontecendo, pois tem apenas dez alunos matriculados na sua matéria? ’Eu disse, ‘Essas pessoas vêm para ouvir.
Elas abandonam as suas aulas e adoram estar aqui.
Esta aula é um diálogo. Eu não sou superior a eles e eu não posso recusar ninguém que queira vir à minha aula.
Se ele é meu aluno ou não, não importa, se ele vem me ouvir, então é meu aluno.
Na verdade, você deveria me permitir utilizar o auditório. Estas salas de aula são muito pequenas para mim.’Ele disse, “Auditório?
Você quer dizer, toda a universidade reunida no auditório?
O que, então, os outros professores estarão fazendo?
’Eu disse, ‘Isso é bom para eles pensarem a respeito. Eles deveriam ir embora e se enforcar! Eles deveriam ter feito isso há muito tempo. Ao ver que seus alunos não estavam indo assistir suas aulas, isso já era uma indicação suficiente.’Os professores ficaram com raiva e as autoridades também. Finalmente eles tiveram que me ceder o auditório, mas com muita relutância, porque os alunos ficaram pressionando.
Mas eles disseram, ‘Isto é estranho, alunos que nada têm a ver com filosofia, religião ou psicologia, por que eles devem estar indo lá?
’Muitos alunos disseram ao vice-reitor, ‘Nós gostamos disso. Não sabíamos que filosofia, religião e psicologia poderiam ser tão interessantes, tão intrigantes, senão já teríamos nos inscrito nelas. Nós pensávamos que essas matérias eram secas e que somente um tipo de pessoas muito ligado a livros se inscreveria nelas.
Nós nunca tínhamos visto pessoas com muita energia se inscrevendo nessas matérias.
Mas esse homem fez com que essas matérias ficassem tão significantes que parece que mesmo se formos reprovados em nossas próprias matérias, isso não vai importar.
O que nós estamos fazendo está tão correto e está tão claro para nós, que nem pensamos em mudar isso.’Contra o reconhecimento, contra a aceitação, contra as graduações…
Mas, finalmente, eu tive que deixar a universidade, não por causa de suas ameaças, mas porque eu reconheci que aquilo era um desperdício, pois milhares de estudantes poderiam ser ajudados por mim. Eu poderia ajudar milhões de pessoas do lado de fora, no mundo.
Por que eu deveria permanecer apegado a uma pequena universidade?
O mundo inteiro poderia ser a minha universidade.
E você pode ver.
Eu fui condenado.
Esse foi o único reconhecimento que eu recebi.
Eu fui descrito de maneira totalmente incorreta.
Tudo o que pode ser dito contra uma pessoa, foi dito contra mim; tudo o que pode ser feito contra um homem foi feito contra mim. Você acha que isso é reconhecimento?
Mas eu amo o meu trabalho. Eu o amo tanto que nem mesmo o chamo de trabalho; eu simplesmente o chamo de minha alegria.
E todas as pessoas mais velhas, bem reconhecidas, me diziam, ‘O que você está fazendo não irá lhe trazer qualquer respeitabilidade no mundo.’Mas eu dizia, ‘Eu nunca pedi por isso e não vejo o que poderei fazer com a respeitabilidade. Eu não posso comê-la nem bebê-la.’Aprenda uma coisa básica. Faça o que você quer fazer, o que ama fazer, e nunca peça por reconhecimento. Isso é mendicância. Por que alguém deve pedir por reconhecimento?
Por que alguém deve ansiar por aceitação?
Olhe no fundo de si mesmo. Talvez você não goste do que está fazendo, talvez você tenha medo de encarar que está no caminho errado. A aceitação irá ajudá-lo a achar que está certo. O reconhecimento irá fazê-lo achar que está indo para o objetivo correto.
A questão diz respeito aos seus próprios sentimentos internos, ela nada tem a ver com o mundo externo. Por que depender dos outros?
Todas essas coisas dependem dos outros – você está se tornando dependente.
Eu não aceitarei qualquer prêmio Nobel. Toda essa condenação de todas as nações ao redor do mundo, de todas as religiões, é mais valiosa para mim.
Aceitar o prêmio Nobel significa que eu estou me tornando dependente – agora eu não estarei mais satisfeito comigo mesmo, mas sim com o prêmio Nobel.
Neste exato momento eu só posso estar satisfeito comigo mesmo, nada mais existe com que eu possa me satisfazer.Dessa maneira você se torna um indivíduo.
Para ser um indivíduo, viva em total liberdade, apoiado em seus próprios pés, beba a sua própria fonte. Isso é o que torna um homem verdadeiramente centrado, enraizado.
Este é o início do seu florescimento supremo.Essas pessoas tidas como reconhecidas, honradas, estão cheias de lixo e de nada mais.
Mas elas estão cheias do lixo que a sociedade quer que elas estejam repletas – e a sociedade as compensa lhes dando premiações.Qualquer homem, que tem algum senso de sua individualidade, vive pelo seu próprio amor, pelo seu próprio trabalho, sem se preocupar com o que os outros pensam a respeito.
Quanto mais valioso for o seu trabalho, menor será a chance de obter alguma respeitabilidade para com ele. E se o seu trabalho for o trabalho de um gênio, então você não verá nenhum respeito enquanto viver. Você será condenado enquanto viver…
Depois de dois ou três séculos, erguerão estátuas para você, os seus livros serão respeitados – porque demora quase dois ou três séculos para a humanidade compreender o tamanho da inteligência que um gênio tem hoje.
O espaço de tempo é grande.
Sendo respeitado por idiotas, você terá que se comportar de acordo com suas maneiras e expectativas.
Para ser respeitado por essa humanidade doente, você terá que ser mais doente que ela.
Então eles irão respeitá-lo. Mas, o que você irá ganhar?
Você perderá a sua alma e nada ganhará.“


Osho



http://hospitalespiritualdomundo.blogspot.com.br
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Dentro de você




E se eu disser que 

dentro de você mora um anjo que se reveste de luz 
para fazer novos amigos?
E se eu disser que dentro de você existe uma paz infinita que o torna tão amigo e querido?
E se eu disser que dentro de você existe luz e que essa luz apaga a inveja, a discórdia e a guerra?
E se eu disser que 
dentro de você existe
um cupido que espalha amor e que flecha meu coração?
E se eu disser que você
é iluminado pelas estrelas e seus olhos parecem reflexo dessa luz?
E se eu disser que você é divinamente concebido
e tem dentro de si tudo o que precisa para viver?
E se eu disser que dentro de você existe uma fera que sabe lutar e defender os seus?
E se eu disser que dentro de você habita uma chama que é capaz de incendiar uma cidade? 
E se eu disser que dentro de você mora um inventor
capaz de criar mil maneiras de fazer a mesma coisa? 
E se eu disser que dentro de você existe um construtor que é capaz
de criar novos caminhos?
E se eu disser que dentro de você existe um elo de corrente que o liga ao sobrenatural tão facilmente? 
E se eu disser que você é um deus, e que possui a chave da vida eterna... 
Da alegria que não acaba, dos sonhos que se realizam, da saúde que se perpetua, dos amigos que nunca o esquecem! 
Da saudade gostosa, do desejo que realiza, do prazer da vida? 
Você é a própria luz. 
Acredite nisso e brilhe, 
por amor a você e a quem o criou. 
Construa, viva, conquiste, 
não aceite as derrotas, os "nãos”! 
O impossível é apenas uma força te convidando para realizar.
Acredite. 
Dentro de você existe um universo em permanente construção.





Paulo Roberto Gaefke 

http://algarve-saibamais.blogspot.com.br/ 

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QUESTÃO DE ESCOLHA





Na faixa mental em que você atua, é natural que receba as mensagens com o mesmo teor vibratório como as envia.
Quem aspira à elevação moral e espiritual, sintoniza com vibrações superiores, que se fazem estímulos vigorosos, produzindo harmonia interior e renovação.
Da montanha, a visão da paisagem é mais ampla e o ar mais saudável.

Quem se demora no pessimismo, acalentando insucessos, assimila ondas inferiores, que carreiam miasmas pestilenciais, fixando-os nos painéis da emoção, que geram desequilíbrios e enfermidades.
No vale, a faixa de liberdade é menor e o campo de ação mais abafado.
Entregando-se a Deus - " a onda de comprimento nulo e de frequência infinita" - você se transfere psiquicamente, onde se realiza plenamente.

Atormentando-se com dúvidas e paixões dissolventes, onde as distonias desalentam ou aceleram o ser, você tomba, mentalmente, nas demoradas faixas das sensações inferiores, nas quais se desarticula.
O céu está ao seu alcance.

O inferno encontra-se a um passo de você.
É questão de escolha...
Quando você sorri com alegria, os seus equipamentos se descontraem.
Quando você se encoleriza, todos os seus implementos recebem altas cargas vibratórias destrutivas.

A felicidade começa no ato de desejá-la.
A desdita se inicia no instante em que você lhe dá guarida.
Utilize bem o seu tempo, tudo fazendo para que o seu momento seguinte seja-lhe sempre mais promissor e agradável.

O que não alcance agora, insistindo, conseguirá depois.
Eleja, portanto, os ideais de engrandecimento humano e não se detenha nunca.

Autor: Marco Prisco
Psicografia de Divaldo Franco. 
Livro: Ementário Espírita


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