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Ser Bom





"É preciso convir, também, que o orgulho, frequentemente, é estimulado no médium por aqueles que o cercam.  Se tem faculdades um pouco transcendentais, é procurado e louvado; crê-se indispensável, e logo toma ares de suficiência e de desdém quando presta seu concurso." (2a. parte - cap XX, item 228)
Ser bom é olhar as coisas e as pessoas com os "olhos do amor".  A criatura que aprendeu a ver tudo com bons olhos consegue perceber que todas as ocorrências da vida estão caminhando para uma renovação enriquecedora.  No Universo nada acontece que não tenha uma finalidade útil e providencial.

As grandes dificuldades não significam castigo ou punições, mas caminhos preparatórios para se alcançar dentro em breve um bem maior.

O bondoso é sustentado por sua autoconfiança e estimulado por um impulso forte e desinibido a fim de concretizar ou construir ações altruístas.  Possui uma aura de vitalidade que reúne uma preciosa e rara combinação de ternura e destemor.

A criatura bondosa domina a arte da sinceridade, pois, acima de tudo, é fiel consigo mesma.   Por ter desenvolvido uma natureza benevolente, tem aspecto jovial e sociável, demonstra carinho pelas crianças, aprecia a fauna e a flora, enfim gosta das coisas da Natureza.  Em sua relação com os outros, é uma boa ouvinte, sempre disposta quando pode ser útil, solidária e cordial.

Há uma diferença entre bondade e desatenção às necessidades pessoais.  Ser bom não é ter uma vida associada à autonegação ou autonegligência, nem mesmo ajustar-se obsessivamente às exigências e necessidades dos outros.  Acima de tudo, o bondoso conhece e defende os próprios direitos, ou seja, sabe cuidar de si mesmo.

Entretanto, cuidar de si não quer dizer eu antes de tudo, mas com certeza significa eu também.  A expressão "cuidar de si" não deriva do egoísmo ou do orgulho, mas traduz o dever de amar a criatura que temos responsabilidade de amparar - nós mesmo.

"É preciso convir, também, que o orgulho, frequentemente, é estimulado no médium por aqueles que o cercam."

Uma das características marcantes de nossa sociedade é fazer constantes solicitações e exigências à outras pessoas.  Um indivíduo que aprendeu a ver com os bons "olhos do amor" tem a habilidade de não se deixar "estimular orgulhosamente" pelas pessoas que o rodeiam, porque aprendeu a amar ou a desempenhar sua tarefa na Terra sem expectativas alheias.

A incapacidade de dizer "não posso", "não concordo", "não sei", "não quero" acarreta ao ser humano a perda de controle da própria vida.  Isso, no entanto, não significa que dizer "não" a tudo, mas ter o direito de responder com franqueza quando lhe perguntam se gosta ou não de alguma coisa; em outras palavras, deixar o outro saber como ele sente e pensa.  Declarar de forma positiva e direta seus valores e propósitos é preservar sua dignidade e auto-respeito.  SE uma pessoa não for capaz de pronunciar essa simples palavra "não" quando bem quiser, permitirá que outras pessoas a explorem sem parar, afastando-a daquilo que realmente pode e quer fazer.

"Aqueles que nos cerca" podem nos levar a elogios desmedidos.  Não se pode confiar nos aplausos.   Eles podem ser retirados a qualquer momento, não importa qual tenha sido nosso desempenho passado.  A inconstância é um vício peculiar da massa comum.

Quando a criatura "crê-se indispensável, e logo toma ares de suficiência e de desdém quando presta seu concurso", deveria conscientizar-se de que, com essa atitude, não está ajudando os outros.   O orgulho se precipita em satisfazer vontades caprichosas; o bondoso estimula a aprendizagem, porque sabe que é pelo caminho dos erros e acertos que vem o conhecimento e, por consequência, o crescimento espiritual.


Aprender a ser uma pessoa saudavelmente generosa pode estar ligado a uma longa aventura na área da perseverança.  Ser bom não quer dizer que devemos interferir ou ficar presos nos problemas dos outros.   Muitos de nós ficamos envolvidos numa generosidade compulsiva - atos de bondade motivados por sentimentos de culpa, obrigação, pena e de suposta superioridade moral.

Disse o Divino Amigo diante da população sofredora:  "tenho compaixão da multidão". Para adquirir a dádiva do conhecimento das virtudes, é preciso elevar o entendimento e engrandecer o raciocínio com Jesus Cristo.

Compaixão é um ato de elevada compreensão, em que reina a fidelidade consigo mesmo, o auto-respeito, o perdão e a bondade.  Ser bom, em sua exata definição, é fazer escolhas ou tomar atitudes com compaixão, lançando mão da própria dignidade e, ao mesmo tempo, promovendo a dignidade alheia.

Livro: A Imensidão dos Sentidos - Aprendendo a lidar com a sua Mediunidade  de Francisco do Espírito Santos pelo espírito HAMMED.


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Embora Imperfeito




Há quem, a pretexto de imperfeição, silencie o verbo edificante nos lábios, enjaulando a mensagem consoladora.

Há quem, em nome da imperfeição, paralise os braços no ministério da saúde moral, encarcerando a ação salvadora.

Há quem, justificando a própria imperfeição, mobilize a preguiça, espalhando a inutilidade.

Há quem diga que, imperfeito, nada pode fazer pelo próximo, considerando estar arrojado nos mesmos sítios de infelicidade e afeição...

*

Unge-te, porém, de amor e levanta-te da iniqüidade para socorrer outros iníquos.

O amor é árvore que, para produzir, necessita ser plantada.

A doutrina Espírita ensina que ninguém renasce na Terra para o cultivo dos miasmas do pretérito nem preservação dos males dos tempos idos...

Reencarnação é bênção.

Bondade é luz.

Antes de mergulhar na carne, todos rogamos os títulos da dor e do sofrimento para compreendermos melhor as dores e os sofrimentos dos que seguem ao nosso lado.

Ninguém falará com precisão do que ignora, por falta de experiência pessoal.

É por essa razão que, muitas vezes, ensinarás resignação, embora avassalado pela inquietude; falarás da enfermidade com a alma enferma; consolarás, necessitado de consolação; acenderás luz de entendimento, carecendo de compreensão; pregarás justiça para os outros, esmagado pela impiedade alheia; colocarás bálsamo em feridas, guardando úlceras não cicatrizadas no cerne do ser.

Enquanto alguns aguardam sublimação para se disporem ao auxílio, ajuda tu.

Todos carregamos agonias nos íntimos tecidos da alma. E o trabalho de auxílio aos outros é medicação colocada em nossa própria dor.

Enquanto ensinas a paz, e sentes a ausência dela em teu coração, ou preconizas luta contra as tentações, perseguido pelas tenazes do mal, aprimoras-te, exercitando o espírito no dever claro e digno que se transforma, lentamente, em escada de ascensão libertadora.

E, crucificado na imperfeição, avança intimorato, recordando o Mestre que, amargurado e esquecido por quase todos os amigos, aparentemente vencido, numa Cruz de vergonha e impiedade, alçou a alma dorida ao pai Misericordioso, pensando as feridas do coração humano de todos os tempos, e ainda pediu, amoroso:

- "Perdoai, meu Pai! Eles não sabem o que fazem."

Perdoa, também tu, e ama, ajudando sempre.


FONTE
Livro "Messe de Amor", mensagem "Embora Imperfeito". Psicografia de Divaldo Pereira Franco pelo espírito Joanna de Ângelis.


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O Espiritismo em Moçambique




 

Élide Maria Correa Carneiro, dirigente da União Espírita de Moçambique,recentemente unida ao Conselho Espírita Internacional (CEI), oferece informações históricas e atuais sobre o Espiritismo naquele país lusófono africano

Reformador: Como surgiu o Espiritismo em Moçambique?

Élide:
Relendo os documentos da época, e de acordo com as informações dos Srs. Maria Irene dos Santos Guião e António de Pina Gouveia, a primeira vez que se falou em público sobre Doutrina Espírita em Moçambique foi em 1971, quando Divaldo Pereira Franco esteve em Moçambique, de 15 a 18 de agosto, e falou na Sociedade de Estudos de Lourenço Marques.1 A primeira palestra teve como tema “Os órfãos”.

É interessante notar que a cada palestra de Divaldo o Ginásio de Esportes se enchia mais, apesar das fortes restrições do tempo colonial. Logo após a palestra,Divaldo Franco seguiu para Nampula, província ao norte de Moçambique, onde realizou outra conferência pública, e depois partiu para Luanda, Angola. As autoridades da época colonial opunham franca e total hostilidade à criação de uma organização espírita, desde criar dificuldades para a apresentação das palestras de Divaldo até a proibição de importar e circular livros. Existia, à época, inclusive, uma lista de livros proibidos onde constavam todos os de Allan Kardec. Foi a partir desta visita de Divaldo Franco, quando sua palavra acendeu a chama da Nova Revelação, que se assistiu ao movimento de união entre os espíritas de Moçambique, dando origem às primeiras e discretas reuniões realizadas em casas particulares Os irmãos espíritas começam também, a esta altura, com as visitas fraternas aos Hospitais da Machava e dos Hansenianos.

Reformador: E os primeiros grupos espíritas?

Élide:
Ainda em 1971, ao se comunicar por intermédio de Divaldo Franco, o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes incitou à união e formação de um grupo espírita em Lourenço Marques, hoje Maputo, orientação que foi acatada pelo irmão António de Pina Gouveia. Naquele momento, Divaldo Franco informou, ao então grupo nascente, que se lhe identificaram o Beato João de Brito, Coronel Faure da Rosa, Frei Bartolomeu dos Mártires, Dr. Sousa Martins e Vivekananda como os assistentes permanentes nos trabalhos de doutrinação, tratamento e auxílio.
Assim, após alguns anos de luta para obter a autorização oficial com vistas à criação do primeiro Centro Espírita de Moçambique, finalmente foi inaugurada, em 22 de agosto de 1974, a sua sede na Av. 24 de Julho, no 1.921. O primeiro nome do grupo foi Templo de Jesus – Caridade e Amor.
Depois de algum tempo, e por razões diversas, o grupo inicial separou-se e o irmão Pina Gouveia conseguiu alugar a casa da Rua Alfredo Keil, no 12, em Maputo, local onde até hoje funcionamos, dando origem ao grupo do qual mais tarde surgiu a Comunidade Espírita Cristã (CEC). O Dr. Adolfo Bezerra de Menezes é o patrono da CEC, cujo nome foi inspirado ao irmão Joaquim Alves,2 conhecido pela alcunha Jô, que veio em abril de 1974 a Moçambique pelas mãos do Dr. Alexandre Sech para ministrar o primeiro Curso Básico de Doutrina Espírita e o Curso de Orientação e Educação Mediúnica (Coem). Devido à conturbada situação política daquela época, os integrantes da CEC partiram de Moçambique. A irmã Ângela assumiu então o trabalho e a manutenção da casa, zelando com dedicação pelo destino desta entidade criada pelos Espíritos. Foram tempos muito difíceis, enfrentados com abnegação e coragem por esta querida irmã para que hoje o Espiritismo tivesse seu espaço respeitado e um assento no Foro das Religiões em Moçambique. A presidente Ângela Dias desencarnou em abril de 1999, deixando-nos, no exemplo de suas ações, o valor do serviço para o Espírito e o amor dedicado à divulgação do Espiritismo. Mesmo da Espiritualidade mantém-se ativa, apoiando-nos sempre que possível na continuidade dos trabalhos da Casa, na missão de dignificar a mensagem do Consolador. Após sua partida física, a tarefa passou às mãos da querida irmã Irene Guião, trabalhadora incansável que assumiu com dedicação a árdua responsabilidade de continuar a espalhar e dignificar a Doutrina. A irmã Irene até hoje permanece na seara, procurando manter a vivência das obras e ajudando-nos a melhor desenvolver as atividades da CEC. O primeiro presidente da CEC, Sr. António de Pina Gouveia, reside atualmente em São Paulo.

Reformador: As ideias espíritas são facilmente aceitas no país?

Élide: Nos últimos anos tem havido uma razoável adesão, mas na realidade as ideias espíritas ainda não estão consolidadas. É verdade que a essência da cultura africana é espiritualista, mas sua base tem um forte componente de rituais materialistas. E este tem sido um dos grandes desafios, porque apesar de o “culto aos mortos” fazer parte das sociedades africanas, há muitas dificuldades na consolidação das ideias espíritas na medida em que passam pelo comprometimento e transformação íntimas.
A grande maioria vem à procura de respostas ou de soluções pontuais para seus problemas, muitos por simples curiosidade, mas quase todos sem nenhum compromisso. O crescimento do Movimento Espírita tem sido muito lento, pois há mais frequentadores do que trabalhadores.
Entretanto, precisamos lembrar que, por razões históricas, a liberdade religiosa só se fez sentir nos últimos 25 anos, portanto ainda há muito a fazer.

Reformador: Atualmente, quantos centros estão ligados à Unemo?

Élide:
Somos três centros ligados à Unemo: a Comunhão Espírita Cristã, o Grupo Arco-Íris (GAI) e o Centro Espírita Allan Kardec (Ceak). Devido às dificuldades em conseguir espaço físico para desenvolver nossas atividades, trabalhamos na mesma instalação, que é a casa pertencente à CEC, e nos unimos para comprar também em conjunto.

Reformador: Como ocorrem as atividades principais desses centros?

Élide: No início, houve momentos de grandes dificuldades, como é natural, mas agora temos trabalhado de forma cooperativa e mais coordenada. Estamos a desenvolver uma simbiose onde cada um procura fazer a sua parte nos trabalhos que a Doutrina oferece, os quais, na verdade, se complementam: a CEC dedica-se às reuniões mediúnicas, às reuniões de Evangelho e à campanha assistencial na Oncologia do Hospital Central de Maputo; o GAI dedica-se ao atendimento gratuito pela fitoterapia nas instalações do Centro e em várias comunidades carentes, e a dar cursos de fitoterapia aos irmãos que trabalham nesta assistência; o Ceak dedica-se à realização das reuniões de Evangelho, estudos, palestras, encontros, divulgação, atendimento fraterno e campanhas assistenciais.

Reformador: Há eventos programados?

Élide:
Estamos a planejar ainda para o segundo semestre deste ano: o V Encontro Fraterno sob o tema “Reencarnação e Evolução”. Programado para o final de setembro, serão momentos de troca de experiências e convívio entre os irmãos do Brasil, Angola e Moçambique através de atividades gratuitas, abertas ao público, com a exibição de filmes, realização de palestras, peças teatrais e de práticas assistenciais; a Feira do Livro Espírita e Bazar Beneficente para o dia 24 de novembro, no Jardim das Acácias (Maputo).

Reformador: Qual a expectativa da Unemo com sua união ao CEI, em março passado?

Élide:
Em primeiro lugar, a certeza de que a troca de experiências criará laços que irão fortalecer e qualificar o trabalho que pretendemos desenvolver. As diferentes vivências nos caminhos da seara espírita, com certeza, proporcionarão melhor intercâmbio, e fornecerão subsídios valiosos e muito mais abrangentes para a compreensão de nossas tarefas, principalmente no serviço ao próximo.
Essa união de objetivos, portanto, irá proporcionar uma oportunidade de convivência fraternal e enriquecer a reflexão diferenciada na resolução amorosa das dificuldades que todos enfrentamos.

1N.R.: Nome da capital, hoje Maputo. Informações em: PEREIRA, Nilson. Anuário espírita 1972. Noticiário. Araras (SP): IDE,1972. p. 111 a 119.
2N.R.: Joaquim Alves (1911-1985), o Jô,residiu na então Lourenço Marques durante um período nos anos 1970 e era muito ligado a Chico Xavier. Em cartas a este amigo, relata a situação do país e as ações espíritas (GALVEZ, Nena. Amor & renúncia.Traços de Joaquim Alves. São Paulo: Ed. CEU, 2006. p. 154).

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Mediunidade




“E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu Espírito derramarei sobre toda carne; os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, vossos mancebos terão visões e os vossos velhos sonharão sonhos.” — (ATOS, 2:17.)


No dia de Pentecostes, Jerusalém estava repleta de forasteiros. Filhos da Mesopotâmía, da Frígia, da Líbia, do Egito, cretenses, árabes, partos e romanos se aglomeravam na praça extensa, quando os discípulos humildes do Nazareno anunciaram a Boa Nova, atendendo a cada grupo da multidão em seu idioma particular.
Uma onda de surpresa e de alegria invadiu o espírito geral.
Não faltaram os cépticos, no divino concerto, atribuindo à loucura e à embriaguez a revelação observada. Simão Pedro destaca-se e esclarece que se trata da luz prometida pelos céus à escuridão da carne.
Desde esse dia, as claridades do Pentecostes jorraram sobre o mundo, incessantemente.
Até aí, os discípulos eram frágeis e indecisos, mas, dessa hora em diante, quebram as influências do meio, curam os doentes, levantam o espírito dos infortunados, falam aos reis da Terra em nome do Senhor.
O poder de Jesus se lhes comunicara às energias reduzidas.
Estabelecera-se a era da mediunidade, alicerce de todas as realizações do Cristianismo, através dos séculos.
Contra o seu influxo, trabalham, até hoje, os prejuízos morais que avassalam os caminhos do homem, mas é sobre a mediunidade, gloriosa luz dos céus oferecida às criaturas, no Pentecostes, que se edificam as construções espirituais de todas as comunidades sinceras da Doutrina do Cristo e é ainda ela que, dilatada dos apóstolos ao círculo de todos os homens, ressurge no Espiritismo cristão, como a alma imortal do Cristianismo redivivo.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL


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A MULHER EQUIVOCADA



Seu nome não é citado nos Evangelhos, nem as tradições apostólicas o registraram de alguma forma que alcançasse os nossos dias.

O evangelista João é o único a narrar seu encontro com Jesus, no capítulo 8 do seu Evangelho, nos versículos 2 a 11, portanto, deve ter sido testemunha ocular.

As folhas do outono juncavam o chão. Terminadas estavam as festividades dos Tabernáculos, ou Festa das Tendas, considerada pelo povo de Israel a mais espetacular de todas as festas.

Para a celebrar, cada família devia construir nos arredores de Jerusalém uma cabana de folhagens, na qual residiria por uma semana. As cabanas deviam relembrar aos filhos de Israel que Iavé os fizera morar nelas, quando saíram do Egito e peregrinavam pelo deserto. Dos rituais, fazia parte toda manhã, uma procissão de sacerdotes que descia o monte Moriá até a fonte de Siloé, acompanhada pelo povo, que levava palmas, ao som do shofar (longo chifre de carneiro que serve de trombeta).

Colhida a água em vaso de ouro, tornava a multidão a subir a colina do templo, onde os sacerdotes derramavam o líquido, misturado com vinho, no altar dos holocaustos.

Jesus viera a Jerusalém para participar da Festa e permanecera, concluídas as festividades, pregando. Naquele dia, "Ele estava próximo à porta Nicanor, do lado leste do Templo, chegando pelo caminho do Monte das Oliveiras, acompanhado dos discípulos." (1)

Então, um grupo de fariseus, em meio a um grande alvoroço, lhe trouxe uma jovem mulher, aparentemente apanhada em flagrante adultério.

Diga-se que, entre o povo de Israel, a definição de adultério não era a mesma para o homem e a mulher. O homem somente era acusado de adultério se tivesse relações com uma mulher casada ou noiva, porque, entendia-se, agredia outro homem. A mulher, adulterando, agredia o matrimônio.

Suspeita de adultério, era submetida à prova da água amarga. Devia beber uma monstruosa bebida à base de pó apanhado no Templo. Se vomitasse ou ficasse doente, era considerada culpada. Surpreendida em flagrante, a pena era a morte, que igualmente era aplicada à mulher que fosse violada dentro dos muros da cidade, pois supunha a Lei que, dentro da cidade, se ela tivesse gritado por socorro, teria sido ouvida e socorrida.

Os fariseus submetem a adúltera ao julgamento de Jesus. Em verdade, embora tivessem olhos de lince para todas as faltas do próximo, a questão daquela hora visava muito mais aproveitar o incidente para armar uma cilada ao Profeta de Nazaré do que zelar pela pureza do matrimônio.

Eles a jogaram no chão e ela ali ficou, sem coragem sequer de erguer os olhos. Sabia que delinqüira e conhecia a penalidade. Sabia, igualmente, que ninguém dela se apiedaria. Ninguém, senão Ele.

Enquanto a indagação dos fariseus aguarda uma resposta do Rabi, sobre a pecadora, Ele se inclinou e traçou na areia do pavimento caracteres misteriosos.

Que escreveria Ele? O nome do cúmplice que se evadira? O nome do marido que, ferido no orgulho, permitia fosse sua esposa tão vilmente tratada?

Narram diversos intérpretes do texto evangélico, que Ele grafava a marca moral do erro de cada um. Curiosos, os que ali esperavam a sentença de morte, para se extasiarem no espetáculo de sangue e impiedade, podiam ler: ladrão, adúltero, caluniador... Em síntese, as suas próprias mazelas morais.

Crescia a expectativa. Jesus se ergueu, percorreu o olhar perscrutador pela turbamulta dos acusados, que sentiu atingir-lhes a intimidade, e disse tranqüilamente:

"Aquele dentre vós que estiver sem erro, atire-lhe a primeira pedra."

Em silêncio, os circunstantes se afastaram, um a um, a começar pelos mais velhos. "Sim, os mais velhos trazem maior soma de empeços e problemas, remorsos e azedumes..." (1)

No meio da indecisão geral, Jesus tornou a traçar na areia sinais enigmáticos. Quando o silêncio se fez, Ele se levantou. Ali estava a mulher à espera do seu castigo. Se todos os demais haviam partido, ela devia esperar da parte dEle a sentença e a execução. O Divino Pastor considerou a fragilidade do ser humano e, compadecido com suas misérias morais, lhe disse: "Mulher, onde estão aqueles que te acusavam? Ninguém te condenou?"

"Ninguém, Senhor" - ousou responder à meia-voz. Então, em vez do sibilar mortífero das pedras, ela ouviu as palavras do perdão e da vida: "Nem eu tão pouco te condeno: vai e não tornes a pecar!"

As anotações evangélicas se resumem ao episódio. Contudo, o espírito Amélia Rodrigues nos conta que, naquela noite, a equivocada procurou o Mestre, na residência que O acolhia.

Falou da fraqueza que a dominara, nos dias da mocidade, sentindo-se sozinha. O esposo, poucos dias após o matrimônio, retomara as noitadas alegres e despreocupadas junto dos amigos. Ela se sentira carente e cedera ao cerco do sedutor, que a brindava com atenção e pequenos mimos.

Nada que a desculpasse, reconhecia. E agora, consumada a tragédia, para onde iria? O esposo não a receberia, após o espetáculo público. Também não poderia contar com a proteção paterna, porque fora levada à execração pública, não simplesmente recebendo uma carta de repúdio, o que poderia servir até como indenização ao seu pai, pois o marido que assim procedesse deveria devolver uma parte do dote da noiva ao sogro.

Não havia lugar para ela em Jerusalém.Que seria dela, só e desprotegida?

O Mestre lhe acenou com horizontes de renovação, discorrendo sobre a memória do povo que é duradoura para com as faltas alheias. Ela sentiu, nas entrelinhas, que deveria buscar outras paragens, lugares onde não a conhecessem, nem o drama que acabara de viver.

Na despedida, Jesus a confortou: "...Há sempre um lugar no rebanho do amor para as ovelhas que retornam e desejam avançar. Onde quer que vás, eu estarei contigo e a luz da verdade, no archote do bem brilhará à frente, clareando o teu caminho."

Dez anos passados e ei-la, em Tiro, em casa humilde, onde recebe peregrinos cansados e enfermos sem ninguém. Um pouso de amor ela erguera ali.

Não esquecera jamais daquele entardecer e da entrevista noturna. Tornara-se uma divulgadora da Boa Nova. De seus lábios brotavam espontâneas as referências ao Doce Rabi, alentando as almas, enquanto limpava as chagas dos corpos doentes.

Foi em um cair de tarde que lhe trouxeram um homem quase morto. Ela o lavou e pensou-lhe as chagas. Deu-lhe caldo reconfortante e tão logo o percebeu aliviado das dores, lhe ofereceu a mensagem de encorajamento, em nome de Jesus.

Emocionado, confessa ele que conhecera o Galileu, num infausto dia, em Jerusalém. Odiara-O, então, porque Ele salvara a mulher que adulterara, a sua esposa, mas não tivera para com ele, o ofendido, nenhuma palavra.

O tempo lhe faria meditar em como se equivocara em seu julgamento. Confessa que, desde algum tempo, vinha buscando a companheira, procurando-a em muitos lugares, sem êxito. Até que a doença lhe visitara o corpo, consumindo-lhe as energias.

"Embargada pelas emoções em desenfreio, naquele momento, a mulher recordou-se da praça e do diálogo, à noite, com o Mestre, um decênio antes, reconheceu o companheiro do passado e sem dizer-lhe nada, segurou-lhe a mão suavemente e o consolou: '...Deus é amor, e, Jesus, por isso mesmo nunca está longe daqueles que O querem e buscam. Agora durma em paz enquanto eu velo, porquanto, nós ambos já O encontramos..." (2)

Bibliografia:
01.FRANCO, Divaldo Pereira. Atire a primeira pedra. In:___. Luz do mundo. Pelo espírito Amélia Rodrigues. Salvador: LEAL, 1971. cap. 13.
02.______. Encontro de reparação. In:___. Pelos caminhos de Jesus. Pelo espírito Amélia Rodrigues. Salvador: LEAL, 1988. cap. 15.
03.______. A consciência de culpa. In:___. Trigo de Deus. Pelo espírito Amélia Rodrigues. Salvador: LEAL, 1993. cap. 13.
04.ROHDEN, Huberto. A adúltera. In:___. Jesus nazareno. 6. ed. São Paulo: UNIÃO CULTURAL. v. 2, cap. 92.
05.ROPS, Daniel. Família, "Meus ossos e minha carne". In:___. A vida cotidiana na Palestina no tempo de Jesus. Livros do Brasil. pt. 2, cap. 2, item VII.
06. SAULNIER, Christiane e ROLLAND, Bernard. As instituições religiosas. In:___. A Palestina no tempo de Jesus. 2. ed. São Paulo: PAULINAS, 1983. item As festas.
07.VAN DER OSTEN, A . Adultério. In:___. Dicionário enciclo-pédico da bíblia. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1985.
Matéria publicada no Jornal Mundo Espírita - fevereiro/2004




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RELIGIÃO E TRATAMENTO






Companheiros vários indagam pelo motivo do recrudescimento das moléstias mentais nos tempos modernos.
Milhares de pessoas se acusam portadoras de traumas e frustrações, recorrendo às ciências psicológicas para tratamento adequado.
Realmente, a formulação de recursos medicamentosos a que se endereçam, com a chancela da autoridade profissional, poderia ser feita sem maior especificação.
Entretanto, os pacientes desejam algo mais que o socorro químico.
Precisam destacadamente da palavra esclarecedora e edificante que lhes recomponha as emoções e lhes ilumine o entendimento.
Por isso mesmo, o médico das forças espirituais é procurado hoje, à feição de sacerdote da ciência, habilitado a oficiar na religião da consciência reta a fim de educar a vida e sublimá-la.
Que isso é alto progresso humano não há negar. Isso, porém, demonstra igualmente que a assistência religiosa é inarredável da paz e da felicidade das criaturas.
O aprimoramento da técnica acelerou o engrandecimento da indústria.
A indústria avançada incentivou a produção de valores materiais.
E, no parque imenso das facilidades e garantias ao reconforto físico, a carência de alimento espiritual patrocina desequilíbrios em múltiplas direções.
A anemia da vida interior estabelece pequenos e grandes colapsos do mundo íntimo e, em razão disso, sobram perturbações e necessidades da alma em quase todos os setores da evolução.
À frente do painel de semelhantes conflitos, meditemos na importância do amparo religioso e não permitas se te apague a luz da fé onde estiveres.
Se te encontras a sós, nos princípios religiosos que te nutrem a vida, faze o teu momento de reflexão e de prece, entre os horários de cada dia ; atende ao culto periódico da oração e do estudo iluminativo com os familiares e amigos que te possam acompanhar nos impulsos de reverência a Deus ; não sonegues a palavra serena e reconfortante da crença que abraças nos diálogos com os irmãos de caminho ; e, quanto puderes, prestigia o templo religioso a que te vinculas, cooperando espontaneamente, a fim de que a tua casa de fé, possa atender aos programas de serviço ao próximo em que se compromete, diante do Eterno Bem.
Compreendamos, por fim, que o progresso tecnológico, na ciência, é irreversível, mas em nossa condição de espíritos imortais, encarnados ou não, somos obrigados a reconhecer que o amparo espiritual na religião é irreversível também.



Do livro "Amanhece", de Francisco Cândido Xavier, 

pelo Espírito Emmanuel.

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Dominando as Paixões Brutais






O Espírito encontra-se em todos os lugares tal como ele mesmo se fez. Se violenta a lei moral, obscurece sua consciência e suas faculdades, materializa-se, agrilhoa-se com suas próprias mãos. Mas, atendendo à lei do bem, dominando as paixões brutais, fica aliviado e vai-se aproximando dos mundos felizes.
Sob tais aspectos, a lei moral impõe-se como obrigação a todos os que não descuram dos seus próprios destinos. Daí a necessidade de uma higiene d'alma que se aplique a todos os nossos atos e conserve nossas forças espirituais em estado de equilíbrio e harmonia. Se convém submetermos o corpo, este invólucro mortal, este instrumento perecível, às prescrições da lei física que o mantém em função, urge desde já vigiarmos o estado dessa alma que somos nós, como eu indestrutível e de cuja condição depende a nossa sorte futura. O Espiritismo fornece-nos os elementos para essa higiene da alma.


O conhecimento do porquê da existência é de consequências incalculáveis para o melhoramento e a elevação do homem. Quem sabe aonde vai pisa firme e imprime a seus atos um impulso vigoroso.




por Léon Denis 
Obra: O Caminho Reto


 http://www.forumespirita.net/
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Fidelidade




A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, fazer uma refeição mais ou menos, ter um transporte mais ou menos.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum, é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos e acreditar mais ou menos. Senão corremos o risco de nos tornar uma pessoa mais ou menos
A tônica da mensagem é interessante porque nos chama atenção para uma realidade muito comum em nossos dias. A realidade da omissão.
No Novo Testamento encontramos esta advertência: Oxalá fosses frio ou quente. Mas porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca.
Em outro momento Jesus adverte: Seja o seu falar sim, sim, não, não.
O convite à firmeza, à fidelidade, à definição é claro, pois é dessa forma que evidenciaremos o nosso caráter.
Encontramos na História do Cristianismo um exemplo clássico de omissão, que foi Pilatos.
Ele sabia que Jesus era inocente. Isso fica claro quando apresenta Jesus ao povo e diz: Eu o estou trazendo para fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele nenhum crime.
No entanto, quando percebeu que seu cargo, seu prestígio diante de César e sua posição estavam em risco, entregou Jesus para ser crucificado.
Pilatos não foi fiel nem à sua própria verdade.
Encontramos também um exemplo de firmeza e fidelidade no grande Apóstolo dos gentios, Paulo de Tarso.
Ele defendeu a mensagem do Cristo mesmo sob pedradas, injúrias e a pecha de louco.
Perdeu o cargo no Sinédrio, perdeu os amigos, perdeu a herança e o respeito de seu pai, mas jamais se mostrou morno ou se colocou na cômoda posição de ficar em cima do muro.
A proposta desta mensagem é justamente a de que podemos aceitar o mais ou menos nas coisas, mas de forma alguma em nossa maneira de sentir ou de nos posicionar diante da vida.
Nossas verdades devem ser defendidas com coragem e fidelidade. Nossa posição deve ser bem definida, embora ficar em cima do muro ou lavar as mãos, seja mais confortável.
Em vários momentos do nosso dia estamos sendo convocados a assumir uma posição. Seja numa reunião de trabalho, numa assembleia do condomínio ou numa simples reunião familiar.
Infelizmente, é nesses momentos que muitos preferem se omitir para ficar bem com todos, em vez de expor seu ponto de vista com firmeza e ajudar na solução dos problemas.
Esse ato de covardia é repugnante e é por esse motivo que encontramos a expressão evangélica: Mas porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca.
Por essa razão, vale a pena ser fiel em todos os momentos da nossa vida, sem omissão, nem negação da verdade. 
*   *   *
Ser fiel no pouco nos fortalece para ser fiel nas grandes decisões.
Assim, a fidelidade é uma virtude que deve ser cultivada em todos os momentos e em todas as situações, com firmeza e determinação.
Pense nisso!

Redação do Momento Espírita, com base em mensagem 
de autoria ignorada e no livro bíblico
 Apocalipse, cap. 3: 14 e 
15.
Disponível no cd Momento Espírita, Coletânea v. 8/9 e 
no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.
Em 09.03.2012.

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