Pesquisar Assuntos Neste Blog

Mostrando postagens com marcador ENTREVISTA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ENTREVISTA. Mostrar todas as postagens

PROFISSÃO REPÓRTER ABORDA MEDIUNIDADE E AS CIRURGIAS ESPIRITUAIS (NÃO ASSISTIU, VEJA O VÍDEO AQUI NO BLOG)





Trabalho de médiuns traz conforto

 para quem não tem mais esperança


As equipes do Profissão Repórter encontraram histórias de dor e saudade.
Cartas psicografadas e cirurgias espirituais levam conforto a quem sofre.








As equipes do Profissão Repórter encontraram histórias de dor e sofrimento. Em comum, pessoas que compartilham uma esperança no trabalho espiritual dos médiuns.
Abadiânia – GO
De todos os lugares do mundo, e vestidos de branco, centenas de pessoas chegam semanalmente a Abadiânia, no interior de Goiás. Quase todos desenganados pela medicina tradicional, em busca de uma última ajuda. Quem promove tamanha esperança é o médium João de Deus.
Toda pessoa que chega a casa onde atende o médium João de Deus é atendida de graça e também recebe almoço gratuito. Financiada por doações, principalmente estrangeiras, e com a venda de pedras e livros espíritas, a casa continua a crescer.
O médium atende dentro de uma sala privada e, em certas ocasiões, aparece em um palco para fazer intervenções visíveis. Na frente dos visitantes, faz cortes com bisturi, tesoura cirúrgica e até faca de cozinha.
Nas intervenções visíveis, não há anestesia nem algum tipo de assepsia especial. Os cortes não parecem profundos e são fechados pelo próprio João de Deus. A maioria das intervenções é feita apenas com o toque da mão.
Os pacientes operados permanecem internados na casa por três dias. A equipe foi impedida de entrar no local onde essas pessoas são mantidas, segundo os funcionários da casa, porque a energia no local é tão forte, que poderia “queimar a câmera”.
Para gravar uma entrevista com João de Deus, toda a equipe precisou usar branco. A conversa durou menos de três minutos e o médium disse que não se lembra de nada dos atendimentos. “Eu sou inconsciente. O que eu faço é dormir”.
São Caetano – SP
O primeiro contato de Edson com o mentor, o espírito que ele diz incorporar, foi no consultório de dentista. “Enquanto eu atuava no paciente, eu vi a presença dos médicos atuando também no meu paciente. Até aí eu não conhecia, depois que eu vim saber que era a equipe do doutor Hans”, explica o dentista.
Doutor Hans é a esperança de cura para centenas de pessoas que visitam um centro espírita em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. A sala onde é feita a cirurgia espiritual é feita em uma sala iluminada em verde. Segundo o médium, a luz verde facilita o processo de cura.
O médium não cobra pelas cirurgias espirituais. O centro é mantido com doações e com a venda de lanches feitos pela mãe dele. O pai ajuda no caixa. “Alguém tinha que ajudar, tinha que arregaçar as mangas e trabalhar”, conta Maria de Lurdes Lorenzino, mãe de Edson.
Depois de atender cerca de 200 pessoas, o médium volta a ser apenas Edson. “Eu não sou médium inconsciente, eu sou a maioria das vezes consciente ou semi-consciente. Tem hora que eu sumo um pouquinho, volto”.
Outros médiuns brasileiros afirmam receber a entidade do doutor Hans, mas não quiseram dar entrevista. Um médium do Rio de Janeiro, que tem como mentor o doutor Hansen, afirmou que os dois não são a mesma pessoa, mesmo sendo bastante parecidos nos retratos da época.

Lorena – SP
Uma caravana parte do Rio de Janeiro para Lorena. A cidade fica entre o Rio e São Paulo, em uma viagem de três horas. Dentro do ônibus, todos buscam uma carta. Mensagens de familiares falecidos, que chegam pelas mãos de um médium.
 

No centro espírita conhecemos o casal de médiuns Rogério e Marli. Eles recebem aqueles que chegam. Todos preenchem uma ficha com o próprio nome, o nome do parente de que buscam notícias, o grau de parentesco e as datas de nascimento e morte. “É como se a gente estivesse no meio de um oceano afundando e essas cartas são pequenas boias que jogam pra gente, a gente vai se segurando e vai conseguindo ir em frente”, conta José Carlos Kind, pai da menina Juju, que morreu aos 10 anos.
Os médiuns se concentram em uma sala reservada para fazer a triagem das fichas. Eles explicam que a seleção das fichas é feita pelos benfeitores, espíritos que facilitam a comunicação dos médiuns com os familiares das pessoas que estão ali. “Os benfeitores estão aqui conosco, então eles vão nos dizer aqueles que tem condições de estabelecer uma sintonia ainda hoje”, explica Rogério.
Os médiuns começam a psicografar e escrevem durante três horas sem parar. Só nossa equipe fica na sala com eles. Duzentas pessoas esperam ansiosas por mensagens dos parentes que já morreram, a maioria jovens.
A faculdade de medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora tem um núcleo de pesquisas de espiritualidade. Os cientistas estudaram um conjunto de cartas psicografadas por Chico Xavier. O médium psicografou milhares de livros e cartas durante mais de 70 anos.
“O objetivo fundamental dessa pesquisa foi identificar se as informações que estavam nas cartas, primeiro, era precisas e, segundo, se ele teria tido acesso, por via regular, a essas informações”, explica Alexander Moreira Almeida, psiquiatra.
“Elas deram, em 98% dos casos, exatas, precisas, verdadeiras”, conclui Elisabete Freire, psicóloga.
Entre as cartas de Chico Xavier pesquisadas pelos cientistas estão as de Beto. Ele era estudante de medicina e morreu num acidente de trem, em 1972, aos 19 anos. “O sofrimento era muito grande e continua sendo muito grande, só que depois que eu falei com Chico Xavier, quando eu dei a mão para o Chico Xavier, é como tivesse penetrado em mim, no meu ser, alguma coisa de muito importante, muito interessante”, conta Neri, pai de Beto. A família recebeu 30 cartas psicografadas por Chico Xavier. A primeira, com 72 páginas, já fala do acidente.
“É papel da ciência estudar os fenômenos da natureza. Uma das áreas que nos interessa é porque as experiências espirituais podem ajudar a entender. Porque essas experiências espirituais estão ligadas com estados alterados de consciência, a mente está funcionando de modo alterado, então uma das propostas é justamente tentar investigar se há evidências de que a consciência poderia, de alguma forma, estar funcionando fora dos modos atuais que nós conhecemos”, afirma o psiquiatra.



Http://g1.globo.com/profissao-reporter/
Leia mais

Novidades na editoração de livros


 

O vice-presidente da FEB comenta as inovações e ampliações da FEB Editora, da qual é o responsável

Reformador: Quais as principais transformações que ocorrem na FEB Editora?


Geraldo: Os livros estão de “cara” nova. Porém, não são apenas as capas que foram redesenhadas. Trata-se de trabalho editorial que cuida da publicação em seu todo, desde a avaliação rigorosa do conteúdo dos originais até a sua aprovação pelo Conselho Editorial. A partir daí é que se inicia o processo de preparação editorial que envolve: revisão gramatical, semântica e ortográfica; projeto gráfico de capa e miolo; diagramação em aplicativo profissional de editoração eletrônica; e a finalização do arquivo para produção do livro impresso ou e-book (livro eletrônico). Depois vem a produção editorial, envolvendo o desenvolvimento para geração da publicação eletrônica em diversos aplicativos e suportes de acessibilidade e a impressão, propriamente dita, para a geração do produto fisicamente. 

O que significou a FEB ter gráfica própria? Como atuam as Editoras em nossos dias? 


Os procedimentos editoriais passaram ao longo do tempo por etapas distintas. Quando de seu surgimento, as obras traduzidas de outros idiomas, notadamente do francês, eram publicadas sob os auspícios da Federação Espírita Brasileira ou de sua livraria. Isso ocorreu no final do século XIX e princípio do século XX, quando tivemos a atuação inesquecível de pioneiros como Manuel Quintão e Guillon Ribeiro. Já se aproximando meados do século passado, o presidente Antônio Wantuil de Freitas foi o grande nome do Parque Gráfico da FEB e da idealização da “cidade do livro”. Dando sequência ao trabalho, tivemos as gestões de Armando de Oliveira Assis e Francisco Thiesen, o qual prospectivamente “modernizou” o Parque Gráfico da FEB, no Rio de Janeiro. Essas atividades editoriais prosseguiram com Juvanir Borges de Souza e Nestor João Masotti, quando parte dos serviços editoriais de impressão já “era” terceirizada “e” mudanças prenunciavam a necessária modernização dos processos. A partir da gestão atual, mantendo-se o apoio e fundamento nas nobres atuações do passado, iniciaram-se efetivas mudanças,o que pode ser constatado nos próprios produtos da FEB Editora. É um novo paradigma editorial que considera o leitor como parte ativa da divulgação do Espiritismo, na medida em que lê e se motiva ao estudo doutrinário, despertando-se para a renovação íntima.


É preciso cuidar do livro espírita para que ele não se desvincule de sua principal missão de consolar e esclarecer esclarecer.

Como se desenvolvem as reedições?

Anteriormente, faziam-se apenas reimpressões, ou seja, mantinha-se o miolo da obra sem alteração e mudava-se, em alguns casos, apenas a capa. Atualmente, uma reedição implica na revisão de todo o conteúdo, inserções de notas explicativas, cotejamento com a primeira ou edição definitiva da obra, eventuais acréscimos e complementos em obras traduzidas que tiveram parte do original não contemplada, enfim, é como se estivéssemos trabalhando um novo título. Daí, o cuidado rigoroso com o conteúdo, mas também, o zelo carinhoso em uma apresentação agradável ao público.

E os lançamentos? Quais os recentes e os programados?

A partir de março de 2012, temos lançado praticamente um novo título a cada mês, entre livros infantis, juvenis e aqueles destinados aos adultos. A revista Reformador, portal da FEB, site da FEB Editora e livraria virtual, além das redes sociais, têm sido os canais de divulgação das publicações febianas para conhecimento público. Na coluna Falando de Livro, de dezembro de 2013, divulgamos a relação de lançamentos e reedições de nosso catálogo, referentes a 2012 e ao ano passado. Já iniciamos 2014 com três lançamentos: Allan Kardec para todos, Labirintos da alma e o infantil História de um relógio. Estamos preparando cinco obras sobre o Evangelho, aproveitando as comemorações dos 150 anos de O evangelho segundo o Espiritismo e duas sobre mediunidade.

Publicaremos, também, mais duas obras inéditas de Yvonne A. Pereira, além de outras publicações cujos títulos podem ser acompanhados no ícone “No prelo” em .

A FEB tem diversificado sua atuação editorial?


Sim. Por isso, já estamos adotando a denominação produtos, não nos limitando apenas a livros, embora sejam eles o “carro-chefe” da divulgação até o momento. Estamos planejando, em parceria com as áreas de Comunicação e Marketing, Comercial e Editorial da FEB, a criação de livros, jogos e produtos de entretenimento para alcançar públicos distintos, espíritas e não espíritas, ampliando, assim, a divulgação do Espiritismo. Até o final do ano, pretendemos disponibilizar 150 títulos de publicações eletrônicas para atendermos às demandas nesse sentido.

Como está a experiência de edições em parceria?

É um desafio interessante e que pode gerar bons resultados. Por ora, a experiência foi compartilhada com algumas federativas estaduais, como é o caso do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Mato Grosso e Minas Gerais, além da parceria com todas as federativas para a edição histórica de 200 mil exemplares de O evangelho segundo o espiritismo e, agora, de todo o pentateuco. Parcerias com outras editoras/instituições também estão em andamento e nossa expectativa é de que resultem satisfatórias para a ampla difusão doutrinária.

O livro da FEB tem chegado às livrarias leigas?

Esse continua sendo um grande problema a ser superado e uma bela oportunidade para ser aproveitada. Penso que nossa atuação comercial e de marketing tem de ser mais direta e intensiva, o que certamente ocorrerá neste ano. A divulgação não deve limitar-se ao público espírita, mas chegar a todos os interessados em conhecer o Espiritismo e despertar o interesse nos simpatizantes ou adeptos potenciais.
Estudos internos nesse sentido estão em fase de conclusão na FEB para apresentação de projeto que atenda a tais necessidades.

Qual o papel do livro na difusão do Espiritismo?


Fundamental. Indispensável. O livro é o veículo de disseminação da informação, o gerador do conhecimento e o impulsionador da evolução espiritual da humanidade ao longo de sua trajetória terrena. Graças a esse insubstituível instrumento, em seu conceito básico e universal, os princípios espíritas têm chegado aos diversos rincões planetários, em obras traduzidas nos mais variados idiomas graças à parceria da FEB com o Conselho Espírita Internacional e outras instituições nacionais e estrangeiras. É preciso cuidar do livro espírita para que ele não se desvincule de sua principal missão de consolar e esclarecer o leitor sobre as verdades imortais da mensagem de Jesus, explicada com simplicidade pelas luzes do Espiritismo.

Leia mais

Entrevista - História da construção da FEB em Brasília



Aos 91 anos, Israel Quirino do Nascimento relata fases iniciais da construção da Sede da FEB, em Brasília

Reformador: Como chegou a Brasília?

Israel Quirino: A inspetoria federal de obras contra as secas – distrito João Pessoa –, publicou no jornal que necessitava de auxiliar de desenhista e eu me inscrevi.
Fiz a prova e fui aprovado em primeiro lugar. Olhando meus filhos com idade entre 9 meses e 12 anos, comecei a pensar que meus meninos não poderiam ser criados em João Pessoa e tinham que ir para uma cidade grande. Resolvi escrever para o Dr. Manoel Martins de Athayde. A resposta foi rápida: “Venha, eu não prometo nada!”. Vim para Brasília, mas três dias antes do meu embarque encontrei o genro do senador Humberto Lucena, que era presidente do Senado Federal, e ele me perguntou: “Quirino, você vai para Brasília? Leve uma carta para Antônio Fernandes Soares, que é o primeiro procurador da FEB, que está precisando de um auxiliar; e você, como é desenhista, arrojado e meio doido... Ele precisa de um auxiliar como você”. Ele me entregou a carta e eu viajei no dia 5 de fevereiro de 1962. Quando eu cheguei aqui as dificuldades eram inúmeras. Três meses sozinho e me esqueci da carta. Somente em 1964 achei a carta dirigida ao Antônio Soares. Fui para a casa dele e ele me recebeu de braços abertos, parecia um irmão antigo. No outro dia eu já fui olhar o terreno oferecido para a FEB.

Como se desenvolveram os preparativos para a construção da Sede da FEB?


No encontro com o Soares, ele logo começou a falar da história do terreno: “Quirino, deu um trabalho muito grande: eu requeri um terreno para a FEB e a Novacap ofereceu um terreno de 300 por 500 metros, ao lado da Ponte do Bragueto, mas eu não podia aceitar porque era muito distante para ter frequência. Rejeitei e então pediram para fazer um novo requerimento” – ele era um alto funcionário do Banco do Brasil.
Assim, ofereceram outro que coincidia com a área do grupo escolar.
Houve um terceiro requerimento e, por coincidência, estavam disponíveis estes dois lotes vagos “F” e “G”, respectivamente, de 50 por 200 metros e de 60 por 200 metros. Assim, surgiu a destinação do terreno atual para a FEB.

Como iniciou seu trabalho na FEB?

Numa comunicação do Espírito Guillon Ribeiro, que foi presidente da Federação, ele me convocou para fazer os projetos do conjunto arquitetônico da FEB; relutei por muito tempo. Eu achava que não tinha condição, não era arquiteto, nem tinha curso superior e achava que teria muita dificuldade, mas a insistência dele foi tão grande que, quando aceitei, ele disse “Nós te ajudaremos”; eu fiquei num entusiasmo muito grande e comecei a fazer esboço, esboço e mais esboço.

Guillon passou dois meses sem se comunicar e, no terceiro mês, na reunião mediúnica na casa do Dr. Soares, eu disse: “O Guillon conversou comigo, insistiu, me convidou e sumiu?”. Então, ele se comunicou, dizendo: “Quirino, eu não sumi, nós estávamos acompanhando o seu entusiasmo. Não se inicia nada quando a pessoa não tem entusiasmo nem calor”. Assim, no dia seguinte, iniciei o projeto. Em papel manteiga, comecei a fazer os desenhos. No primeiro, foi o prédio um, o segundo foi a biblioteca, o terceiro foi o museu, o quarto foi a casa do administrador, o quinto foi o prédio redondo, o sexto foi o anexo lá nos fundos e o sétimo, um prédio que está só projetado lá na parte posterior do terreno. É um prédio enorme de 8.000 metros quadrados com dois subsolos.
A ideia inicial era que no subsolo fosse instalada a gráfica para ser confeccionado o Reformador, em Brasília; no segundo iam ficar os jornais e, no terceiro, um equipamento para dar apoio a todos os órgãos da Federação, sobretudo das Reuniões Zonais Norte, Sul, Leste e Oeste. O projeto desse bloco está, desde então, arquivado.

Como foram os preparativos para as obras?

Projetados os edifícios, eu, muito ligado ao Antônio, lhe disse: “Antônio, nós precisamos fixar um barraco no terreno, a reunião não pode ser feita na sua casa, e a Entidade precisa nos fixar no terreno. Chamei um amigo português e lhe pedi para doar a madeira. Ele me atendeu. Cheguei sem ninguém ver e fiz um barraco de 10 x 15 metros, então chamei o Antônio e falei para ele: “Já começamos a FEB, o barraco vai sair”.

No que me respondeu: “Quirino, eu tenho nove mil cruzeiros, mas não dou de jeito nenhum, porque ainda não tenho a escritura do terreno”. Fiz amizade com um comprador da Novacap, ele me doou um caminhão de tábuas, depois fiz amizade com outro, que me deu as telhas; depois saí pedindo, pedindo... Com dois meses o barraco estava pintado e pronto. Com o esboço pronto, o Antônio disse: “Você vai ao Rio de Janeiro, se apresenta a Wantuil de Freitas para ele dar o aval”. Viajei para o Rio de Janeiro e fiquei na Federação sentado, quando passou um cidadão veloz, parecia um meteoro. Era o Wantuil, gravatinha borboleta, pequenininho, roupa de linho. Eu já o estava esperando há uma hora, quando passou outra pessoa e eu disse para ela que precisaria falar com o Dr. Wantuil, pois teria que retornar naquele mesmo dia para Brasília. Nesse momento, ele passou e a pessoa o chamou: “Sr. Wantuil, tem um Quirino aí e quer falar com o senhor”. E o Wantuil disse: “Quirino, ô Quirino entra”. Abraçou-me, me levou para o escritório e falou: “Quirino, que felicidade vê-lo”. Nunca tinha me visto. E continuou: “Quirino, abre os desenhos, Quirino”. Quando abri os desenhos, ele disse: “Que beleza! Fecha os desenhos.

De onde é que você veio, Quirino?”. Respondi: “Vim de Brasília; não, eu fui para Brasília, eu era de João Pessoa”. “Você veio de João Pessoa? Conheceu o Sr. Augusto Romero, meu amigo, presidente da Federação Paraibana há mais de 20 anos? Você trabalhou com ele?”. Respondi: “Trabalhei”. “Então vai trabalhar comigo, vai dar certo. O que é que você fez lá?”. “Fiz o projeto da Federação Espírita Paraibana”. “Ih, vai dar certo”, e fez aquela festa. Pediu para eu abrir novamente os desenhos, e concluiu: “Quirino sabe de uma coisa, eu não entendo nada disso, já mandei abrir e fechar, mas não vi nada, e esses óculos não prestam; segunda-feira vou trocar as lentes. Fecha os desenhos, vá para Brasília. Você e o Antônio são os responsáveis pela obra”. Quer dizer, foi assim que eu conheci o Wantuil, nunca ninguém me deu essa oportunidade, esse choque.

E o início das construções?


Ao retornar, começamos a entrar em contato com a prefeitura, redesenhar, porque eu tinha levado o esboço e precisava de um engenheiro para assinar. Procuramos e não encontramos. Então, o Antônio colocou um anúncio no Correio Braziliense: “A Federação Espírita Brasileira vai iniciar as suas obras, está com projeto pronto, mas precisa de um engenheiro para assinar de graça”. Apareceram dois, inclusive um coronel da Aeronáutica que era engenheiro civil. Veio aqui, assinou, tirou as cópias e ficou trabalhando com a gente. Começamos o barraco. Fui à Novacap, porque além de fazer os desenhos, eu teria que obter a aprovação. Atendi as recomendações e exigências da Novacap, recuei uns 40 metros e construímos o Cenáculo, com muito trabalho, porque não havia dinheiro, o dinheiro vinha pingado do Rio.

Levantamos as paredes e cobrimos, mas faltava o piso. Nesse ponto, o Antônio telefonou para Dr. Wantuil: “Dr. Wantuil eu preciso de 40 contos, encontrei um piso baratinho”. Wantuil disse que não tinha dinheiro e Antônio respondeu: “Então eu vou fechar”. “Feche e traga a chave”, disse Wantuil. Eles eram assim, se chocavam. Um dia o Antônio pegou o avião e levou a chave. Quando chegou ao Rio, Wantuil deu-lhe bom dia e entregou-lhe um cheque. Ele voltou e colocou o piso.

E as campanhas para a construção?

Um companheiro nosso, Sr. Vieira, grande colaborador, era gerente de uma firma de terraplanagem e nos ofereceu as máquinas para fazer a escavação, e esta foi iniciada. Uma escavação enorme... e aquela terra foi sendo distribuída aqui no lote. Empregamos mais ou menos uns cinco mil caminhões de terra, porque havia muita vala, muita depressão no terreno. Fizemos a primeira construção no térreo, com salão para refeição, para repouso, e um apartamento. Antônio disse: “Vamos fazer um apartamento, porque pode vir um presidente passar aí uma semana, passar um mês...”. O apartamento térreo foi depois utilizado pelo presidente Francisco Thiesen, e o superior por Cecília Rocha.

Palavras finais.

Eu tenho uma história muito ligada com a construção da FEB, em Brasília. Tenho um amor enorme por tudo isso, e o prédio frontal oferece uma atração fantástica para permanecer aí por longo tempo.


Leia mais

Vida familiar e profissional de Bezerra de Menezes


 

Luciano Klein relata alguns dados da pesquisa que desenvolve sobre Bezerra de Menezes há 15 anos. O entrevistado é presidente da Federação Espírita do Estado do Ceará, autor de livros espíritas, pós-graduado e docente na área da História.

Reformador: Há alguma nova informação sobre a família de Bezerra?


Klein: À medida que aprofundamos nossas pesquisas sobre a vida do Dr. Bezerra de Menezes, conseguimos descobrir novas informações, por exemplo, a relação de um número cada vez maior de filhos. Do primeiro casamento com Maria Cândida de Lacerda Prego, o casal teve apenas dois garotinhos,Adolfo e Antônio, pois Maria desencarnou, prematuramente, vitimada por uma febre tifoide, em 1863, aos 19 anos. 
Ao consorciar-se com Cândida Augusta, em 1865, irmã materna da primeira esposa, o casal veio a ter mais treze filhos, nove mulheres e quatro homens. Portanto, foi pai de quinze filhos, uma prole considerável como todo nordestino de seu tempo. Como pai de família, era de uma dedicação plena para com os filhos, dando-lhes, em seu tempo, a melhor educação, matriculando-os nos melhores educandários da Corte. Esse zelo e amor pelos seus era, de igual forma, extensivo a outros agregados que passaram a viver sob sua tutela. Exemplo disso foi João Batista de Maia Lacerda, diretor da Federação Espírita Brasileira no início do século passado.Maia Lacerda, natural de Minas Gerais, era sobrinho de Bezerra e, com o consentimento de sua genitora, foi, ainda criança, adotado pelo tio, seguindo-lhe os passos nas atividades espíritas, convertendo-se no seu braço direito.

Reformador: Há alguma curiosidade sobre o dia-a-dia da família?


Klein: Um fato curioso que podemos compartilhar é que o casal Bezerra e Cândida Augusta, na década de 1880, costumava levar os filhos aos estúdios da época, a fim de tirar fotografias. Alguns retratos eram reproduzidos em quantidade e enviados aos seus familiares residentes na Bahia, Rio Grande do Norte, Pará e Ceará. Através de contatos com descendentes de Bezerra no Rio de Janeiro e em Fortaleza, obtivemos algumas preciosas imagens. Conseguimos, entre outras, fotografias de quatro de suas filhas. O interessante é que as meninas posavam para o fotógrafo, individualmente, porém, mesmo aparentando tamanhos diferentes, utilizavam o mesmo vestido.
Reformador: Bezerra passou poralguma prova difícil no ambiente familiar?

Klein: Não obstante as alegrias que desfrutou na companhia dos filhos e da numerosa família, ele passou por provas acerbas. Dos quinze filhos, acompanhou a desencarnação de oito deles. Seu sofrimento foi mais intenso talvez porque, sendo médico, viu-se impotente diante das enfermidades que os vitimaram. Quase todos desencarnaram em decorrência de tuberculose e febre tifoide, doenças fatais naquela época. A década de 1880 foi, provavelmente, a de maior sofrimento para ele. Mesmo tendo abraçado as ideias espíritas e ter, em agosto de 1886, feito seu célebre discurso de adesão ao Espiritismo no salão da Guarda Velha, viu partir muitos dos seus mais caros afetos.
  
Em 1880, sua sobrinha Ursulina, que muito amava. Em 1881, o sogro e amigo, Mariano José Machado. No ano seguinte, D. Fabiana,a mãe querida, falece em Fortaleza. Em 1887 - dois terríveis golpes –, o filho Antônio, o estudante de Medicina sobre quem Bezerra entretece comentários no seu livro A loucura sob novo prisma, com apenas 25 anos, e Maria, de 22 anos, a primogênita do segundo casamento. Em 1888, seu irmão mais velho, Manoel Soares, esteio moral dos Bezerra de Menezes no Ceará. E, ainda em 1889, uma filhinha, Cristiana, de apenas nove aninhos. Apesar dessas duras provas, ele as enfrentou com resignação e serenidade, robustecendo cada vez mais a sua fé...


Reformador:
 Como ele desenvolveu a atividade médica?

Klein: Ao conhecermos um pouco mais de seus trabalhos na área da saúde, surpreendemo-nos com sua grande projeção e fama, não somente em relação aos pobres que assistiria desprendidamente e por amor, ao longo da vida, mas, sobretudo, pela popularidade que seu nome passou a ter mercê do seu talento como esculápio e de sua competência como cirurgião. Logo após concluir a Faculdade de Medicina, seu nome já se evidenciava como discípulo do Dr.Manoel Feliciano Pereira de Carvalho, considerado a figura exponencial da cirurgia no Brasil. Manoel Feliciano fora seu professor, admirador e testemunha de seu casamento com Maria Cândida, em 1858. Ainda nessa década, Bezerra de Menezes, além de trabalhar como médico militar, já era membro da Academia Imperial de Medicina e redator de sua revista. Bezerra teve, também, atuação importante como sócio e presidente da Sociedade Físico-
Química, mais tarde Instituto Médico Brasileiro.
A Sociedade Físico-Química, fundada em 1853 por jovens estudantes de Medicina e instalada em 1854, tinha por finalidade promover o estudo da Física e da Química, ciências importantes, à época, para uma boa formação médica. Desde outubro de 1857, seus trabalhos passaram a ser publicados na Revista da Sociedade Físico-Química. Bezerra foi presidente da Sociedade no biênio 1857-1858 e também um dos membros da comissão de redação de sua revista.
A Sociedade Físico-Química realizou regularmente seus trabalhos até maio de 1858. Durante a gestão de Bezerra, os seus associados, pretendendo aumentar o campo das indagações, resolveram ampliar as finalidades desta Sociedade para abranger o estudo de todas as ciências que faziam parte do conhecimento médico. Dessa forma, em sessão do dia 6 de maio de 1858, a Sociedade foi reorganizada, mudando a denominação para “Instituto Médico Brasileiro”. Bezerra foi escolhido para seu presidente, permanecendo à frente do Instituto Médico Brasileiro até meados da década seguinte, quando a Associaçãodeixou de existir.

Reformador: E sobre a atuação em hospitais?


Klein: No final da década de 1850 e no decênio seguinte, Bezerra de Menezes trabalhou nos principais hospitais e casas de saúde do Rio de Janeiro. De fato, fundou com um colega a Casa de Saúde Godinho & Bezerra, situada no Morro da Saúde e instalada em 1861. Bezerra havia deixado seu emprego no Hospital Militar a fim de seguir a carreira política sem, no entanto, descurar se de suas atividades médicas.
Foi, então, convidado pelo jovem e abastado médico Pedro Ferreira de Almeida Godinho, proprietário desse estabelecimento, para constituir uma sociedade. Godinho fora companheiro de Bezerra na faculdade, tendo concluído seu curso em 1859, três anos após o colega cearense. Bezerra não possuía recursos financeiros que lhe possibilitassem participar dessa sociedade. Foram, decerto, a amizade e a admiração pela sua proficiência médica que motivaram o Dr. Godinho a convidá-lo para seu parceiro nessa empreitada. A sociedade duraria até meados desse mesmo decênio em face da intensificação das atividades de Bezerra na política. A amizade desses dois grandes amigos permaneceria, na Terra, até a desencarnação de Bezerra, em 1900.

Reformador: Fale-nos um pouco mais sobre essa casa de saúde, pois nos parece ser algo inédito nos fatos da vida de Bezerra. 

 
Klein:
 Pesquisando sobre essa clínica, encontramos algumas informações como as que o leitor pode observar em propaganda divulgada, naquele tempo, e que ilustra esta entrevista. Na relação de médicos, constavam os nomes dos mais conceituados da época, inclusive o de seu velho mestre Manoel Feliciano. A Casa de Saúde Godinho & Bezerra localizava-se na Rua da Saúde, em bela chácara onde existia vistoso palacete que pertencera ao rico proprietário de um trapiche do bairro, o fidalgo do Paço, Cândido Rodrigues Ferreira.
Esse prédio fora construído nas fraldas do Morro da Saúde, em terreno elevado e plano, protegido por sólidas muralhas de pedra. Na época, o proprietário da mansão já havia desencarnado e o arrendamento da chácara, localizada na Rua da Saúde, 161, à firma “Godinho & Bezerra” foi feito pela viúva Ferreira com autorização de obras no prédio necessárias à sua utilização como casa de saúde. Curiosamente, pesquisando no Almanak Laemmert os endereços onde Bezerra de Menezes atendia, verificamos em sua edição de 1864, que Bezerra residia na Rua da Saúde, 158. Ele morava numa casa contígua pertencente à própria instituição.Naquele tempo, era bastante comum alguns médicos optarem por morar no hospital onde exerciam suas funções, em razão da excessiva carga de trabalho.

Reformador: Bezerra deixou de clinicar quando exerceu seus mandatos políticos?

Klein: Em hipótese alguma, seu acendrado amor pela Medicina não o permitiu. Bezerra teve sempre uma capacidade extraordinária para realizar múltiplas atividades. Serviu a ilustríssima Câmara Municipal do Rio de Janeiro durante duas décadas, quase ininterruptamente, em mandatos algumas vezes concomitantes aos de deputado geral, que, naquele contexto, eram permitidos pela Constituição vigente. Portanto, conseguiu conciliar suas atividades na vereança, na Câmara dos Deputados e na Medicina. Em 1864, por exemplo, além de suas atividades como vereador e na Casa de Saúde, ele ainda atendia num consultório localizado no primeiro andar da Rua São Bento, 48, onde trabalhava das 9 às 14 horas.

Reformador: 
Sobre os trabalhos na célebre Farmácia Cordeiro, encontrou algo de novo em suas buscas?

Klein: Na Farmácia Cordeiro, originalmente conhecida como Farmácia e Laboratório “A. Cordeiro & Companhia”, Bezerra de Menezes pôde exercer o seu ofício de médico nos últimos quatro anos de sua vida física. Ali, dedicou-se, totalmente, às inumeráveis criaturas sofridas que o procuravam no afã de obterem o lenitivo e o bálsamo reconfortante às suas dores. Naquele lugar, ele foi, em plenitude, um verdadeiro Apóstolo e Médico de Almas. A farmácia era propriedade de Antônio Guilherme Cordeiro e de seu pai José Guilherme Cordeiro, grandes amigos de Bezerra. Integrava, também, a Sociedade da firma o Dr. Fernando Ferreira da Costa que clinicava ao lado do colega cearense.

Porém, a novidade é que descobrimos, nessas buscas, algo que nos surpreendeu sobremaneira: o prédio no qual durante muito tempo, ao longo do século passado e início deste, funcionou a Farmácia Cordeiro, na Rua da Constituição, não era o exato local onde Bezerra, pelo menos fisicamente, realizou o atendimento de sua numerosa clientela. Pesquisando em diversos periódicos, confirmamos ter a farmácia se estabelecido, inicialmente, na Rua Vinte e Quatro de Maio, 116, na Estação Sampaio. Posteriormente, transferiu-se para a Praça Tiradentes, onde permaneceu pouco tempo, passando depois, em 1908, para a sua sede definitiva na Rua da Constituição, 35, depois 45. Com esses novos dados, confirmamos, portanto, que o Dr. Bezerra atendeu seus pacientes no prédio situado na Rua Vinte e Quatro de Maio, pois desencarnou no final do século XIX. Ademais, a drogaria situava-se a poucos metros de sua residência. Nesse período, Bezerra de Menezes, envelhecido prematuramente em decorrência de suas provas acerbas e das noites perdidas em vigílias fecundas, morava na Rua Vinte e Quatro de Maio, 93.
A proximidade da farmácia de sua casa pode explicar, ainda, o fato de ter ele, por vezes, conforme asseveram algumas biografias, clinicado em horários que adentravam pela noite. Em 1900, quando Bezerra desencarnou, a farmácia atendia seus fregueses em dois endereços, um na Rua Vinte e Quatro de Maio e o outro, no primeiro andar da Rua Primeiro de Março, 32, numa área mais comercial. Para fundamentar essas informações, ilustra esta entrevista uma excelente propaganda do Laboratório e Farmácia Homeopáticade A. Cordeiro & Cia, pinçada do Almanak Laemmert de 1900.

Leia mais

Entrevista com a Médium e Escritora Mônica de Castro



Mônica de Castro é carioca, moradora da Tijuca a vida toda. Teve uma infância feliz e segura, brincando na rua livremente com os amiguinhos.

Sempre adorou a escola. Ler e escrever eram suas grandes paixões. Poetisa desde os onze anos quando escreveu seus primeiros versos, Mônica dedicou-se desde então à prática da escrita. De suas mãos começaram a brotar poesias, textos diversos e contos.

Ainda na adolescência ganhou um concurso de poesia patrocinado pela Editora Ática.
Escreveu intensamente até 2007, quando encerrou essa sua fase.

Sua mediunidade foi se desenvolvendo também desde bem cedo, quando começou a ver e ouvir entidades espirituais. Fazendo parte de uma família de médiuns, os efeitos físicos em sua casa eram comuns.

Formou-se em Direito pela UERJ ? Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em 1988.Seguindo essa carreira, foi aprovada em um concurso para Procurador da Fazenda Nacional e mudou-se para a cidade de Limeira, no interior do Estado de São Paulo. Algum tempo depois, aprovada para o Ministério Público do Trabalho, Mônica voltou a viver no Rio de Janeiro.Mas fazia muito tempo que não escrevia.

Foi quando chegou a tão esperada maternidade, que a levou a um mundo desconhecido e encantador.

Um ano depois voltou a escrever, e desta vez um romance! O primeiro! Nem sabia se seria capaz de terminá-lo. Ao final, veio uma carta escrita pelas suas próprias mãos, na qual Leonel, a entidade que a inspira em seus romances, assinou o livro! Que surpresa! Então, tudo aquilo que escrevera era psicografado?

Sabemos que é necessária muita afinidade e harmonia entre mentor e médium para que o fenômeno da psicografia se estabeleça. E entre os dois esse encontro foi perfeito.

Seguiram-se os romances Uma história de ontem, Sentindo na própria pele, Com o amor não se brinca, Até que a vida os separe, O preço de ser diferente, Greta, Giselle, Lembranças que o vento traz, Só por amor, Segredos da alma, Gêmeas, Não se separa o que a vida juntou, A atriz, De todo o meu ser, De frente com a verdade, Jurema das matas, Virando o jogo, entre outros.

1. Você é formada em Direito e é Procuradora do Trabalho. O que a levou a escolher essa profissão?
Eu me interessei pelo direito do trabalho depois de ler Germinal, de Émile Zola. Mas, na verdade, eu precisava passar num concurso, pois estava muito difícil conseguir emprego na minha área.

2. Mônica, em qual religião você foi criada?
Fui criada dentro do espiritismo.

3. Quando você se voltou para a espiritualidade? Foi movida por algum fato ou acontecimento especial?
Com 11 anos, mais ou menos, quando minha mãe passou a frequentar um centro espírita. E, então, tive que continuar a frequentá-lo, pois tinha muitos problemas mediúnicos.

4. Você tem 16 livros publicados. São romances que abrangem temas diversos e atingem o público em geral. Como se iniciou na atividade de romancista?
Eu sempre gostei de escrever, mas tudo começou depois que meu filho nasceu. O nome Rosali ficava se repetindo na minha mente, e veio junto uma enorme vontade de escrever. Depois de muitas hesitações, sentei ao computador e comecei, sendo Rosali o nome da personagem principal do meu primeiro livro.

5. Você se preparou de alguma forma para trabalhar com assuntos pertinentes ao mundo espiritual?
Que preparação é necessária para se dedicar a esse tipo de trabalho?Boa vontade, entrega e disponibilidade.

6. Existem diferentes formas de psicografar? Qual é a sua? Esclareça.
Existe a psicografia mecânica, a semimecânica, a intuitiva e a inspirada. A minha está mais para intuitiva, pois recebo as mensagens pelo pensamento.

7. Desde pequena você gosta de escrever. Escreveu muitos contos e poesias. Acredita que essa aptidão facilitou sua afinidade com o seu mentor e com o tipo de trabalho que ele estava trazendo?
Com certeza. Atualmente, o médium não é apenas um instrumento. Ele tem que participar, precisa doar seus conhecimentos, dividir o trabalho com o espírito. Fazendo isso, se torna mais responsável pelo que faz, além de aprender em primeiro lugar.

8. Você acredita que escrever sobre temas espiritualistas através de seu mentor Leonel é sua tarefa nesta encarnação?
Acredito que ele me intui de várias formas, em vários momentos e passagens dos livros. Algumas coisas, deixa a meu critério. E acredito que tenho muitas tarefas nesta vida, sendo a psicografia uma delas. Diria mesmo que, atualmente, é a principal.

9. Considera que seus livros ajudam os leitores a encontrar explicações ou esclarecimentos para as dificuldades da vida?
Acho que sim. Muitos me escrevem, dizendo como a vida deles melhorou depois que leram algum livro meu. Isso é gratificante.

10. Você sente que os temas desenvolvidos em seus livros estão relacionados com o momento que a humanidade atravessa e com as carências de esclarecimentos que as pessoas têm?
Sinto, sim. Leonel está sempre ligado à atualidade, é um espírito que gosta de se aprofundar em temas diretamente relacionados aos principais problemas da humanidade.

11. Como e onde você psicografa?
No meu escritório, ao computador.

12. Como sua família aceitou o seu trabalho de psicografia?
Muito bem. São todos espíritas.

13. Como é o dia a dia de Mônica de Castro?
Normal, como de toda mulher. Trabalho, cuido de filho, dou atenção à minha mãe, administro minha casa, faço orações para as pessoas que pedem, vou ao shopping, ao cinema, passeio com os cachorros à noite, posto mensagens no Facebook, respondo aos leitores e escrevo. Não sigo nenhuma rotina específica.

14. Você modificaria sua conduta em razão de alguma superstição?
Não tenho nenhuma superstição. Mas, se tivesse, não permitiria que isso influenciasse minha vida, pois sou muito objetiva e racional.

15. Qual o maior prazer que já teve em sua vida?
Meu filho. Depois, foi publicar meu primeiro livro, que foi outro filho.

16. Tem alguma coisa que ainda não tenha feito e que definitivamente pretende fazer algum dia?
Não tenho nada planejado. Como sou persistente e idealista, costumo realizar as coisas com as quais sonho. O que não consigo de jeito nenhum, penso que não é para mim, nesta vida. Mas pode-se dizer que minha meta, no momento, é me aposentar para poder me dedicar mais à psicografia e aos leitores.

17. Pode deixar uma mensagem aos nossos internautas?
A vida é um dom que deve ser aproveitado da melhor forma possível, mas sem perder o respeito e a dignidade. E o maior presente que podemos obter com nossa honestidade é uma consciência livre das amarras da culpa e muito próxima da verdadeira felicidade.


http://www.almaeconscienciatv.com.br/
Leia mais

Divaldo comenta o Movimento Você e a Paz



Divaldo Pereira Franco comenta, em entrevista, a origem e a evolução do Movimento Você e a Paz e destaca que a proposta tem como objetivo estimular a melhoria moral do homem


Reformador: Como surgiu o Movimento Você e a Paz?


Divaldo: Quando eu completei 70 anos, fazendo uma revisão da atual existência, verifiquei quão pouco havia realizado e pensei nas lições preciosas que o Senhor me concedera até aquele momento. Recordei-me das inúmeras visitas realizadas a casas de detenção, presídios,penitenciárias, no Brasil e no Exterior.
Conversando com reeducandos,constatava que se tornavam bem piores do que quando ali chegaram, em razão das circunstâncias e condições em que viviam.Eu sabia que a grande maioria era o resultado dantesco da ausência de lares, de escolas, de amor, maltratados na infância e atirados ao abismo da miséria moral, além daquela de natureza econômica. Então,ouvi a benfeitora Joanna de Ângelis sugerir-me criar um movimento em favor da paz. Um movimento, porém, que proporcionasse paz interior a cada indivíduo, a fim de que um dia a paz se expressasse no mundo. 
O Movimento iniciou-se em 19 de dezembro de 1998, mas somente foi institucionalizado no ano 2000, com a promulgação da Lei do Município de Salvador de n. 5.819/2000, que instituiu a data no calendário das manifestações cívicas do Município, como dia do Movimento Você e a Paz.

Reformador: Há quantos anos você o promove e em quais cidades?

Divaldo: Inicialmente, visitamos educandários, realizando palestras nas quadras de esportes. Notei,porém, que as pessoas mais atormentadas e mais violentas não compareciam. Resolvi, então, solicitar permissão à Prefeitura para armar palanques nas praças públicas dos bairros mais agitados,anunciando à população a razão do evento, pronunciando conferências e convocando as pessoas a participarem, no dia 19 de dezembro, na Praça da Independência,do evento maior.No começo, era somente em Salvador e seu entorno.
Logo depois,passamos a visitar uma cidade do Interior do Estado (ou de outro Estado)uma vez por mês e, durante o mês de dezembro, os bairros violentos da nossa cidade. Já realizamos o Movimento nas cidades de outros países: Baltimore e Boston (U.S.A.);Coimbra e Lagos (Portugal); Londres (Inglaterra); Paris (França); Viena (Áustria) e Zurique (Suíça).No Brasil: Araguari (MG), Balneário de Camboriú e Concórdia (SC), Duque de Caxias, Miguel Pereira, Nilópolis, Nova Friburgo, Rio de Janeiro, São Gonçalo e Volta Redonda (RJ), Cruz Alta e Santa Cruz do Sul (RS), Cuiabá (MT), Cascavel e Maringá (PA). No Estado da Bahia: Alagoinhas, Amélia Rodrigues, Bom Jesus da Lapa, Cachoeira, Camaçari,Candeias, Catu, Cruz das Almas,Esplanada, Ilha de Itaparica (Mar Grande), Lauro de Freitas, Madre de Deus,Nazaré, Pojuca, Salvador,Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, São Gonçalo dos Campos,São Sebastião do Passé, Simões Dias e Valente. No momento, acabamos de lançar o nosso Movimento Você e a Paz na ONU, em Nova Iorque, no dia 5 de abril e, em seguida, em Miami, no dia 7 do mesmo mês.

Reformador: No que consiste o programa deste Movimento?

Divaldo: Tudo é muito simples e prático. Às 19h, aproximadamente,chegamos à praça, onde se encontra instalado o palanque preparado com serviço de som e eletricidade,já tendo sido feita a divulgação, graças à cooperação dos espíritas do bairro (ou da cidade). São apresentados alguns números de arte: canto ou música. Convidamos as autoridades locais a que nos honrem com a presença no palco, o nosso mestre de cerimônias elucida sobre o tema, passa a palavra a algum convidado, e eu profiro uma palestra, evitando vinculação religiosa ou política, a fim de que o assunto seja específico sobre a paz, naturalmente utilizando a sublime figura de Jesus,como o Príncipe da Paz.
Ao término, todos cantamos a música de Nando Cordel, Paz pela paz. Ele sempre tem participado conosco nos encontros de 19 de dezembro.No referido ano de 2000, criamos o troféu Você e a Paz, que é oferecido em homenagem à instituição social que promove, a empresa que viabiliza e a personalidade que se doa. Entre os muitos homenageados, destacamos a dra. Zilda Arns, que o recebeu de nossas mãos, em praça pública, dona Canô Veloso (a genitora de Caetano e Maria Betânia), ambas desencarnadas, algumas emissoras de televisão e diversas notáveis instituições que trabalham pela paz. A Federação Espírita do Estado da Bahia coopera conosco através dos vários setores espalhados na cidade e no Interior.

Reformador: Você convida representantes das comunidades civil e religiosa?

Divaldo: Sim. Convidamos, com antecipação, as lideranças civis e religiosas, as classes operárias e laboriosas, os clubes sociais, e quando se fazem presentes, são levados ao palco, incluindo os presidentes dos centros espíritas, que trabalharam no bairro ou na cidade pela divulgação.

Reformador: Tem alguma conotação espírita evidente?

Divaldo: Não tem conotação espírita nem política, evitando fragmentações.

Reformador: Qual fato pitoresco ou histórico gostaria de ressaltar?

Divaldo: O mais extraordinário que tem ocorrido é o apelo das populações visitadas pedindo-nos para voltar ao bairro, porque elas somente convivem com a polícia e os traficantes. Temos recebido apoio de pessoas violentas e traficantes que se modificaram após participarem dos nossos eventos. Em alguns bairros considerados muito perigosos, fomos recebidos com imenso carinho, sem nunca haver ocorrido qualquer incidente lamentável. 

Reformador: Em síntese, qual sua proposta para uma Humanidade mais pacífica?

Divaldo: A nossa proposta para uma Humanidade mais pacífica centraliza-se na transformação moral do indivíduo para melhor, utilizando-nos do conceito de Allan Kardec a respeito do verdadeiro espírita,aquele que opera a modificação interior, sendo sempre mais nobre e lutando sem cessar pela superação das más inclinações.



http://www.sistemas.febnet.org.br/reformadoronline/

Leia mais

ENTREVISTA JORNAL VERDADE E VIDA








                Por Renata Girodo/São Paulo

Jornal Verdade e Vida: Defina mediunidade e os diferentes tipos que podem se apresentar.

 Jorge Hessen: 
Podemos definir mediunidade como a capacidade que temos de perceber a influência ou ensejar a comunicação dos Espíritos. Em o Livro dos Médiuns - cap. XIV, Allan Kardec assegura serem raros os que não têm essa percepção. Para Emmanuel, é aquela luz que seria derramada sobre toda carne. É atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento renovador da posição moral da criatura terrena. Em algumas pessoas a mediunidade é ostensiva e precisa ser disciplinada; noutras jaz latente, podendo revelar-se episódica. Numa definição mais circunscrita, a mediunidade tem um aproveitamento mais limitado, aplicando-se às pessoas dotadas de uma capacidade intercessora, seja para a produção de efeitos físicos, seja para transmitir o pensamento dos Espíritos pela escrita ou pela palavra. Para o Codificador, a mediunidade de efeitos físicos são as materializações, curas, transfiguração, pneumatofonia, pneumatografia, e a mediunidade de efeitos intelectuais são a intuição, psicografia, psicofonia, vidência, audiência, dentre outras.


Jornal Verdade e Vida:
 
Em sua opinião, a mediunidade pode se apresentar em todas as religiões? Por que ainda existe uma resistência de outros credos ao termo mediunidade?

 Jorge Hessen: 
Sim! Relembremos que a mediunidade é a “luz que seria alastrada sobre toda carne”, consoante anunciado por Jesus. A oposição de outros credos quanto à mediunidade conferimos basicamente à superstição e a falta de informação correta sobre a fenomênica mediúnica. Cremos que, quando os seguidores de outras designações religiosas compreenderem que o Cristo sancionou a mediunidade para todos os seus seguidores, a partir de então as suas igrejas beberão nas fontes límpidas dos fenômenos psíquicos, beneficiando-se com as suas imarcescíveis luzes.


Jornal Verdade e Vida: 
Você acredita que ainda hoje médiuns que não entendem o seu dom podem ser enviados a clínicas de repouso, sendo considerados com problemas psicológicos e mentais?

 Jorge Hessen: 
Com certeza! Dificuldades psicológicas e mentais podem ter vinculação com a obsessão (mediunidade torturada) que, mormente altera-se em demência, não só porque a lei das provações também o decreta, como igualmente na suposição de o obsedado oferecer-se voluntariamente ao embaraço das forças negativas do além que o circundam, elegendo essa espécie de provas.

Jornal Verdade e Vida: 
Existe diferença entre a mediunidade natural e a desenvolvida?

 Jorge Hessen: 
Considerando que mediunidade é a “luz derramada na carne”, então ela é natural, e portanto inerente a todos os homens. Nenhuma pessoa necessitará forçar o “desenvolvimento” da mediunidade, até porque, nesse território, toda a espontaneidade é imperiosa. É extremamente importante expor que a mediunidade não pode ser produto de afoiteza em qualquer setor da atividade doutrinária, pois que, em tal contexto, avigoramos a lembrança de que toda a espontaneidade é imprescindível, ponderando-se sempre que as empreitadas mediúnicas são conduzidas pelos instrutores do plano espiritual.


Jornal Verdade e Vida: 
Como a mediunidade surge nas crianças e como ela deve ser tratada?

 Jorge Hessen: 
A mediunidade pode surgir espontaneamente em qualquer idade. Cremos que na criança há inconveniência do exercício da faculdade por ser muito perigoso, pois seu organismo frágil e delicado padeceria de sequelas. Por isso os pais prudentes devem afastá-las dessas ideias. Exceção feita, porém, segundo Kardec aclara no Cap. XVIII, as crianças que são médiuns inatos, quer de efeitos físicos, quer de escrita e de visões. Nesse caso, quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece quando é provocada e sobre-excitada. Note-se que a criança que tem visões geralmente não se impressiona com estas, que lhe parecem coisa naturalíssima, a que dá muito pouca atenção e quase sempre esquece. Mais tarde o fato lhe volta à memória e ela o explica facilmente, se conhece o Espiritismo.


Jornal Verdade e Vida: 
Qual o mecanismo de desenvolvimento de mediunidade nos nossos irmãos menores – os animais?

 Jorge Hessen: 
Os animais, por não possuírem a faculdade do raciocínio, não têm capacidades mediúnicas conforme entendemos. Apesar disso, determinados animais têm sensibilidades psíquicas rudimentares, harmônicas à sua condição evolutiva, pelo meio das quais podem “perceber” Espíritos. Em O Livros dos Médiuns, Cap. XXII, abeira-se do tema certificando que Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais e, muitas vezes, o medo súbito que os animais denotam é determinado pela visão de Espíritos mal-intencionados em relação aos humanos presentes, lembrando porém, que nesse caso é sempre necessário o concurso, consciente ou inconsciente, de um médium humano, porque é imprescindível a união de fluidos magnéticos análogos, o que não existe nem nos animais (irracionais), nem na matéria grosseira. 

Jornal Verdade e Vida: 
Explique sobre o propósito da mediunidade, e como os médiuns auxiliam os encarnados e desencarnados.


 Jorge Hessen:
 O principal desígnio da mediunidade, sobretudo a ostensiva, é a correção dos desacertos praticados, nesta vida e noutras encarnações. Considerando que o médium precisa praticar os valores cristãos para ser leal ao seu programa espiritual, vai ajustando as tendências de reassumir os erros contidos no pretérito recente ou remoto. O atendimento pela psicografia, psicofonia, seja para orientação de encarnados ou de desencarnados, cura física e espiritual, clarividência ou clariaudiência ou qualquer outra manifestação mediúnica, está sempre permitindo ao médium a correção dos seus. 


Jornal Verdade e Vida: 
O que você pensa a respeito de pessoas que se utilizam da mediunidade, cobrando para fazer intercessões ao mundo espiritual?

 Jorge Hessen: 
Se um médium resolve fazer da mediunidade uma fonte de renda material, será mais prudente olvidar suas potencialidades psíquicas e não se arriscar pelo chão delicado dos assuntos espirituais. A mercantilagem no trato dos capítulos intensos da alma institui um comércio delinquente, do qual o médium imprevidente precisará aguardar no amanhã os resgates mais sinistros.


Jornal Verdade e Vida: 
Como o médium poderá controlar a manifestação de espíritos em ambientes não adequados?

Jorge Hessen: 
Depende da estatura moral do médium. O centro espírita, em tese, não pode ser apenas uma construção de cimento e tijolo. Não é o ambiente físico que influencia o exercício mediúnico, mas a postura moral do médium e do grupo. Uma Casa Espírita bem dirigida tende a se saturar das vibrações favoráveis para o intercâmbio com o além; porém, lamentavelmente há gravíssimos conflitos ideológicos e pessoais em vários núcleos espíritas, e nesses casos não recomendaria a prática mediúnica de nenhuma espécie, exceto a oração e o “jejum” mental.
Execramos o conceito do tal “fora do centro espírita não há salvação”. Nossas grandes inspirações para escrever ocorrem dentro de nossa casa. Os grandes médiuns desempenharam tarefas de psicografia fora do Centro Espírita - basta lembrarmos que O Livro dos Espíritos foi recebido em reuniões familiares. Se examinarmos médiuns como Ivone Pereira, Chico Xavier, Zilda Gama, Frederico Junior, e mesmo as obras da codificação, notaremos reuniões mediúnicas e recebimento de mensagens em lugares muito diferentes de um  Centro Espírita.
É bem verdade que para o médium ter um horário fixo, um grupo definido, um ambiente específico para essa finalidade, o centro pode facilitar a tarefa - não pela edificação material, mas pela disposição mental em que devem se achar os médiuns para isso. Naturalmente há tarefas complexas, como a desobsessão, por exemplo, que segundo creio, o ideal seja realizado impreterivelmente no Centro Espírita.



Jornal Verdade e Vida: 
Todos os médiuns conseguem ouvir e ou enxergar os seus guias espirituais, ou essa ação é variável?

Jorge Hessen: 
Há os que ouvem espíritos através de uma espécie de voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo, mas há os que podem ouvir a voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa encarnada. Nesse caso, podem até mesmo travar conversação com os Espíritos. Para o Codificador, essa faculdade é muito agradável quando o médium ouve apenas Espíritos bons; já não o é quando um Espírito mau se lhe agarra, fazendo-lhe ouvir a cada instante as coisas mais desagradáveis e não raro as mais inconvenientes.
Quanto aos médiuns videntes, alguns poucos gozam dessa faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados. Kardec ressalta no Livro dos Médiuns que raro é que a vidência se mostre permanente – quase sempre é efeito de uma crise passageira. A faculdade de ver os Espíritos pode ser desenvolvida, mas é uma das de que convém esperar o desenvolvimento natural, sem o provocar, em não se querendo ser joguete da própria imaginação. Para o Codificador, médiuns videntes propriamente ditos são raros e há muito que desconfiar dos que se inculcam possuidores dessa faculdade. É prudente não se lhes dar crédito, senão diante de provas positivas. E fora de dúvida que algumas pessoas podem enganar-se de boa-fé, porém outras podem também simular essa faculdade por amor-próprio ou por interesse.



Jornal Verdade e Vida:
 O tipo de mediunidade mais popular é a psicografia? Você acredita que Chico Xavier foi o principal divulgador dessa técnica?

Jorge Hessen: 
Entendemos que a mais notória das mediunidades seja a psicografia, e Francisco Cândido Xavier o mais admirável médium psicógrafo de todos os tempos.


Jornal Verdade e Vida: 
Como diferenciar experiências fora do corpo e as viagens ao plano espiritual dos sonhos?

Jorge Hessen: 
Pronunciam os Espíritos que uma experiência fora do corpo pode ser natural ou provocada. Deste modo, através do desdobramento podemos “percorrer” espaços imensuráveis com a velocidade do pensamento e nos deslocar para confins remotos (Europa por exemplo, e visitarmos um parente encarnado). Entretanto, qualquer “viagem” para as chamadas colônias espirituais, acreditamos ser tarefa mais intricada – urge um “passaporte” dos Benfeitores que outorgam ou não o acesso, e o fato pode advir durante o sono.


Jornal Verdade e Vida: 
Por que comer carne vermelha pode trazer prejuízos à energia do médium no momento do passe ou da ajuda aos desencarnados na mesa mediúnica?

Jorge Hessen: 
Conquanto os Benfeitores não desaprovem a alimentação animal, segundo questão 723 do Livro dos Espíritos, não recomendamos a ingestão de carne nos dias de tarefas mediúnicas. Os Bons Espíritos corroboram nossa assertiva quando ilustram na questão 724 que é importante privar-nos de comer carne em benefício dos outros. Emmanuel explana no item 129 do livro O Consolador que o consumo de carne é um vício de nutrição de enormes consequências, por isso devemos trabalhar pelo advento de uma Nova Era em que dispensaremos a alimentação dos despojos sangrentos dos animais.


Jornal Verdade e Vida: 
No mundo de regeneração pelo qual a terra passará você acredita que a ciência comprovará a existência da mediunidade?

Jorge Hessen: 
A comprovação da mediunidade será a grandiosa tarefa da ciência. Cremos que será uma das profundas conquistas científicas, objetivando despertar e iluminar a consciência humana, de modo que o homem se recomponha como ser integral (matéria e espírito) e próspero período de vida social se exprima na Terra, em lares espiritualizados, para a nova era da Humanidade.


Jornal Verdade e Vida: 
Deixe uma mensagem final aos leitores do Jornal Verdade a Vida.

Jorge Hessen: 
Instruem-nos os Benfeitores que o médium sem Evangelho pode prover os mais erguidos subsídios para a filosofia e ciência humanas; mas não poderá ser um missionário pelo coração. O médium evangelizado consegue aperfeiçoar a modéstia no amor às empreitadas do cotidiano, na tolerância iluminada, na diligência educativa de si mesmo, conseguindo também erguer-se para a defesa da sua tarefa de amor, protegendo a verdade sem contemporizar com os princípios no momento oportuno. O apostolado mediúnico, segundo Emmanuel, exige o trabalho e o sacrifício do coração, onde a luz da comprovação e da referência é a que nasce do entendimento e da aplicação com Jesus-Cristo. Obrigado!

Leia mais

VOTE AQUI

Postagens Populares

Isto não é Espiritismo - Frases, Fotos e Luzes

Minha lista de blogs

POST POR ASSUNTOS

a (1) ABORTO (9) ADULTÉRIO (1) ALCOOLISMO (1) Allan Kardec (11) ALMA (2) ANENCEFALIA (5) ANIMAIS (4) ANIMISMO (5) ANJOS (2) ANOREXIA (1) ANSIEDADE (1) APARIÇÕES (4) Artigo (524) AS DORES DA ALMA (12) AS DORES DA ALMA;ORGULHO (1) ÁUDIO E VIDEO (2) BIOGRAFIA (12) BULLYING (2) CALUNIA (4) CÂNCER (1) CARÊNCIA (1) CARIDADE (14) CARNAVAL (4) CASAMENTO (6) CASOS (5) CATARINA DE SIENA (1) CENTRO ESPIRITA (3) CHACRA (1) CHICO XAVIER (243) CIRURGIAS ESPIRITUAIS (6) CIUMES (2) CLONAGEM (1) CONVIVER E MELHORAR (7) CREMAÇÃO (1) CRIANÇA INDIGOS (8) CRIANÇAS (8) CULPA (1) DEPRESSÃO (16) DIALOGO COM AS SOMBRAS (28) DIVALDO FRANCO (145) DIVORCIO (2) DOAÇÃO DE ORGÃOS (1) DOENÇAS (8) DORA INCONTRI (12) DOWNLOAD (5) DUENDES (1) EMMANUEL (67) ENTREVISTA (25) EQM (4) ESPIRITISMO (5) ESPIRITO (26) EUTANÁSIA (4) EVENTO (121) EXILADOS DE CAPELA (2) FAMILIA (26) FANATISMO (3) FÉ (2) FEIRA DO LIVRO ESPIRITA (11) FELICIDADE (5) FILHO ADOTIVO (6) FILHOS (22) FILME (36) FINADOS (4) FLUIDO (2) FOTOS (17) GUERRA (2) HOMOSSEXUALIDADE (20) HUMOR (4) INVEJA (2) Joana de Ângelis (100) JORGE HESSEN (24) JORGE HESSEN art (3) LIVRE ARBITRIO (4) LIVRO (56) LIVRO DOS ESPIRITOS (2) LUTO (2) MÃE (3) MÁGOA (5) MALEDICÊNCIA (2) MARILYN MONROE (1) MEDIUM (67) MEDIUNIDADE (83) MELANCOLIA (1) MELINDRE (4) MENSAGEM (375) MESA GIRANTE (2) MÔNICA DE CASTRO (8) MORTE (60) MOURA FÉ (62) MUSICA (6) NILZA AZEVEDO (10) NOTICIAS (236) OBSESSÂO (20) ORGULHO (3) PASCOA (2) PÁSCOA (3) PASSE (9) PEDOFILIA (2) PERDÃO (15) PERISPIRITO (6) PERSONAGEM DA BOA NOVA (6) PINTURA MEDIUNICA (4) POESIA (10) PRECONCEITO (22) PROVAS (13) PSICOGRAFIA (4) QUALIDADE NA PRATICA MEDIUNICA (10) RECOMEÇAR (2) REENCARNAÇÃO (37) REFLEXÃO (104) RELACIONAMENTO (35) RELIGIÃO (1) RENOVANDO ATITUDES (31) S (1) SEMESPI (17) SEXO (14) Síndrome de Down (1) Síndrome do Pânico (1) SOLIDÃO (2) SONAMBULISMO (4) SUICIDIO (11) TATUAGEM (1) TOLERANCIA (3) TÓXICOS (5) TRAGÉDIA (5) TRANSTORNO BIPOLAR (1) TRISTEZA (1) VAIDADE (2) VAMPIRISMO (5) VIAGEM ASTRAL / DESDOBRAMENTO (1) VIDEO (28) VINHA DE LUZ (3) VIOLENCIA (2) ZIBIA GASPARETTO (6)