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Desapegue-se e Recomece



Somos tarefeiro de um longo caminhar,  onde através de idas e vindas vamos  nos capacitando para viver  em sintonia,  na comunhão  do amor ao próximo que muita vezes é o responsável pela nossa melhor estadia de aprendizado no planeta. Oras evoluímos e aprendemos através do amor, oras através da dor. E nesses processos de convivência somos compelido a experimentar experiências que nem sempre são muito prazerosas, mas que nos remete a reflexionar sobre toda nossa existencia ou pelo menos parte dela. Muitas vezes nos lamentamos por conquistas não realizadas, e nunca em agradecimentos pelas já recebidas e que  muita vezes passam desapercebidas aos nossos olhos egoístas que permanecem atrelados aos caprichos da nossa vaidade. 
Muitas vezes por estarmos magoado, ferido,  sentindo-se vitima e injustiçado,  permanecemos muito tempo fomentando a mágoa e o  rancor. Passamos ainda a cultivar o azedume em nosso coração, acreditando na nossa insólita ignorância que somos vitimas das adversidades da vida. NADA É POR ACASO.
 Somos colaboradores dos resultados que chegam a nossa porta e mudam subitamente a nossa rotina . Muitas vezes nos encontramos acomodado em  uma ociosidade,  que nos impede de ver a verdadeira realidade e por nos ser conveniente vivemos numa  omissão de sentimentos e atitudes. Por isso desapegue-se, desamarre-se, mude de conduta, finalize um ciclo para recomeçar uma nova etapa e trilhar novos caminhos. Nada de mágoas e ressentimentos, pois esses são os freios que impedem uma felicidade plena, busquemos apenas  aprender e também reconhecer nossas falhas, ou como costumo dizer lapidar a "PERFEIÇÃO DOS MEUS DEFEITOS" que são muitos. Ficar acorrentado a velhos hábitos e lembranças que nos instiga a nostalgia ou aumenta a nossa desarmonia, não nos levará a  lugar algum. Diante de sentimentos negativos, ORAI E VIGIAI, diante de atitudes reprováveis ORAI E VIGIAI, diante pessoas que nos magoaram VIGIAI E ORAI ORAI ORAI para que não venhamos a nos tornar semelhante aquele que agora reprovamos.
Viver é fácil, desencarnar é fácil . Difícil é conviver porquê exige mudanças de comportamento, e a verdadeira mudança de atitude não começa no outro, mas em nós mesmo.


MOURA FÉ (22/12/2013)
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X SEMESPI - SEMINARIO DO MOVIMENTO ESPIRITA DE PICOS



                O Nosso X SEMESPI  cujo tema trabalhado foi AS DORES DA ALMA , superou nossas espectativa de publico e foi realizado com grande sucesso repleto de boas energias e um publico excelente. Agradeço  a Deus e também aos paletrantes Dr. Bernado Freitas (As Dores da Alma e a reencarnação) , Dora Rodrigues (As Dores da Alma e a Reforma Íntima),  Drª Kátia Marabuco(As Dores da Alma e as Psicoterapias) e a essa grande irmã de caminhada ILDETE LEITE por termos atingido o nosso objetivo principal que é divulgar o Espiritismo.

A todos que contribuíram direta ou indiretamente meu MUITO OBRIGADO!!

Que o Cristo ilumine a todos!!


Dr. Bernado Freitas

Dora Rodrigues


Drª Kátia Marabuco



























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10º SEMESPI - AS DORES DA ALMA




       Ocorrerá no dia 16 de Novembro de 2013 apartir das 13:00hs,  o X SEMESPI-SEMINARIO DO MOVIMENTO ESPÍRITA DE PICOS que já entra na sua décima edição. Com o tema AS DORES DA ALMA, os palestrante Dr. Bernado Freitas(Psicólogo), Drª Kátia Marabuco(Médica) e a palestrante Dora Rodrigues, abordarão os seguintes temas :               
                            As Dores da Alma e a Reencarnação, 
                            As Dores da Alma e as Psicoterapias,
                            As Dores da Alma e a Reforma Íntima ,
                             .
        As inscrições já podem ser realizadas nas  respectivas casas espíritas da cidade, sendo que as primeiras inscrições serão apenas  o valor de R$ 10,00 durante todo o mês de Outubro e ainda receberão uma obra básica de Allan Kardec de brinde ; apartir de Novembro passa a ser R$ 15,00 a inscrição do evento.


                                                                 

Não perca essa oportunidade, convide seus amigos e participe  desse evento .



Moura Fé


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Espiritismo e o dia de finados





Pergunta: Estamos nos aproximando do dia 2 de novembro, que é considerado um dia dedicado aos mortos, aos finados. O respeito da legislação vigente chega inclusive a declarar a data como feriado nacional, no intuito de que as pessoas possam prestar suas homenagens ao parentes e conhecidos já desencarnados. Os espíritas são naturalmente questionados a respeito do assunto. Como a Doutrina Espírita encara este tema?
Resposta: Realmente o tema desperta algumas dúvidas. Mesmo alguns companheiros espíritas perguntam se devem ou não ir aos cemitérios no dia 2 de novembro, se isto é importante ou não. Antes de tudo, lembremos que o respeito instintivo do homem pelos desencarnados, os chamados mortos, é uma conseqüência natural da intuição que as pessoas têm da vida futura. Não faria nenhum sentido o respeito ou as homenagens aos mortos se no fundo o homem não acreditasse que aqueles seres queridos continuassem vivendo de alguma forma. É um fato curioso que mesmo aqueles que se dizem materialistas ou ateus nutrem este respeito pelos mortos.
Embora o culto aos mortos ou antepassados seja de todos os tempos, Leon Denis nos diz que o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, antigo povo que viveu na região que hoje é a França. Os druidas, um povo que acreditava na continuação da existência depois da morte, se reuniam nos lares, não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.
A noção de imortalidade que a maioria das pessoas tem, no entanto, ainda é confusa, fazendo com que as multidões se encaminhem para os cemitérios, como se o cemitério fosse a morada eterna daqueles que pereceram. O Espiritismo ensina o respeito aos desencarnados como um dever de fraternidade, mas mostra que as expressões de carinho não precisam ser realizadas no cemitério, nem é necessário haver um dia especial para que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas.
Pergunta: Mas para os espíritos desencarnados o dia 2 de novembro têm alguma coisa mais solene, mais importante? Eles se preparam para visitar os que vão orar sobre os túmulos?
Resposta: É preciso entender que nossa comunicação com os desencarnados é realizada através do pensamento. As preces, as orações, são vibrações do pensamento que alcançam os espíritos. Nossos entes queridos desencarnados são sensíveis ao nosso pensamento. Se existe entre eles e nós o sentimento de verdadeira afeição, se existe esse laço de sintonia, eles percebem nossos sentimentos e nossas preces, independente de ser dia de finados ou não.
Esse é o aspecto consolador da Doutrina Espírita: a certeza de que nossos queridos desencarnados, nossos pais, filhos, parentes e amigos, continuam vivos e continuam em relação conosco através do pensamento. Não podemos privar de sua presença física, mas o sentimento verdadeiro nos une e eles estão em relação conosco, conforme as condições espirituais em que se encontrem. Realizaram a grande viagem de retorno à pátria espiritual antes de nós, nos precederam na jornada de retorno, mas continuam vivos e atuantes.
Um amigo incrédulo uma vez nos falou: "Só vou continuar vivo na lembrança das pessoas". Não é verdade. Continuamos tão vivos após a morte quanto estamos vivos agora. Apenas não dispomos mais deste corpo de carne, pesado e grosseiro.
Então, os espíritos atendem sim aos chamados do pensamento daqueles que visitam os túmulos. No dia 2 de novembro, portanto, como nos informam os amigos espirituais, o movimento nos cemitérios, no plano espiritual, é muito maior, porque é muito maior o número de pessoas que evocam, pelas preces e pelos sentimentos, os desencarnados.
Pergunta: A visita ao túmulo traz mais satisfação ao desencarnado do que uma prece feita em sua intenção?
Resposta: Visitar o túmulo é a exteriorização da lembrança que se tem do espírito querido, é uma forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho. Desde que realizada com boa intenção, sem ser apenas um compromisso social ou protocolar, desde que não se prenda a manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como ocorre em muitas situações, a visitação ao túmulo não é condenável. Apenas é desnecessária, pois a entidade espiritual não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar. A prece ditada pelo coração, pelo sentimento, santifica a lembrança, e é sempre recebida com prazer e alegria pelo desencarnado.
Pergunta: No ambiente espiritual dos cemitérios comparecem apenas os espíritos cujos corpos foram lá enterrados?
Resposta: Não. Segundo as narrativas, o ambiente espiritual dos cemitérios fica bastante tumultuado no chamado Dia de Finados. E isto ocorre por vários motivos. Primeiro, como já dissemos, pela própria quantidade de pessoas que visitam os túmulos. Cada um de nós levamos nossas companhias espirituais, somos acompanhados pelos espíritos familiares. Depois, porque muitos espíritos que estão vagando desocupados e curiosos do plano espiritual também acorrem aos cemitérios, atraídos pelo movimento da multidão, tal como ocorre entre os encarnados. Alguns comparecem respeitosos enquanto outros se entregam à galhofa e à zombaria.
Pergunta: Mas a tristeza é natural, não?
Resposta: Sim, mas não permitamos que a saudade se converta em angústia, em depressão. Usemos os recursos da confiança irrestrita em Deus, da certeza de Sua justiça e sua bondade. Deus é Amor, e onde haja a expressão do amor, a presença divina se faz. Vamos permitir que essa presença acalme nosso coração e tranqüilize nosso pensamento, compreendendo que os afetos verdadeiros não são destruídos pela morte física, não são encerrados na sepultura. Dois motivos portanto para não cultivarmos a tristeza: sentimos saudades – e não estamos mortos; nossos amados não estão mortos – e sentem saudades...Se formos capazes de orar, com serenidade e confiança, envolvendo a saudade com a esperança, sentiremos a presença deles entre nós, envolvendo nossos corações em alegria e paz.
Referências:
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – questões 320 a 329
Quem tem medo da morte? – Richard Simonetti
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FINADOS NA VISÃO ESPÍRITA


O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles.
  
  
COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS?
 
Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento. Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda.


PODEMOS CHORAR?
 
Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.



ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM O CEMITÉRIO?
  
Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias. Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.
Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.

Fonte: - Portal do Espírito


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Ser Bom





"É preciso convir, também, que o orgulho, frequentemente, é estimulado no médium por aqueles que o cercam.  Se tem faculdades um pouco transcendentais, é procurado e louvado; crê-se indispensável, e logo toma ares de suficiência e de desdém quando presta seu concurso." (2a. parte - cap XX, item 228)
Ser bom é olhar as coisas e as pessoas com os "olhos do amor".  A criatura que aprendeu a ver tudo com bons olhos consegue perceber que todas as ocorrências da vida estão caminhando para uma renovação enriquecedora.  No Universo nada acontece que não tenha uma finalidade útil e providencial.

As grandes dificuldades não significam castigo ou punições, mas caminhos preparatórios para se alcançar dentro em breve um bem maior.

O bondoso é sustentado por sua autoconfiança e estimulado por um impulso forte e desinibido a fim de concretizar ou construir ações altruístas.  Possui uma aura de vitalidade que reúne uma preciosa e rara combinação de ternura e destemor.

A criatura bondosa domina a arte da sinceridade, pois, acima de tudo, é fiel consigo mesma.   Por ter desenvolvido uma natureza benevolente, tem aspecto jovial e sociável, demonstra carinho pelas crianças, aprecia a fauna e a flora, enfim gosta das coisas da Natureza.  Em sua relação com os outros, é uma boa ouvinte, sempre disposta quando pode ser útil, solidária e cordial.

Há uma diferença entre bondade e desatenção às necessidades pessoais.  Ser bom não é ter uma vida associada à autonegação ou autonegligência, nem mesmo ajustar-se obsessivamente às exigências e necessidades dos outros.  Acima de tudo, o bondoso conhece e defende os próprios direitos, ou seja, sabe cuidar de si mesmo.

Entretanto, cuidar de si não quer dizer eu antes de tudo, mas com certeza significa eu também.  A expressão "cuidar de si" não deriva do egoísmo ou do orgulho, mas traduz o dever de amar a criatura que temos responsabilidade de amparar - nós mesmo.

"É preciso convir, também, que o orgulho, frequentemente, é estimulado no médium por aqueles que o cercam."

Uma das características marcantes de nossa sociedade é fazer constantes solicitações e exigências à outras pessoas.  Um indivíduo que aprendeu a ver com os bons "olhos do amor" tem a habilidade de não se deixar "estimular orgulhosamente" pelas pessoas que o rodeiam, porque aprendeu a amar ou a desempenhar sua tarefa na Terra sem expectativas alheias.

A incapacidade de dizer "não posso", "não concordo", "não sei", "não quero" acarreta ao ser humano a perda de controle da própria vida.  Isso, no entanto, não significa que dizer "não" a tudo, mas ter o direito de responder com franqueza quando lhe perguntam se gosta ou não de alguma coisa; em outras palavras, deixar o outro saber como ele sente e pensa.  Declarar de forma positiva e direta seus valores e propósitos é preservar sua dignidade e auto-respeito.  SE uma pessoa não for capaz de pronunciar essa simples palavra "não" quando bem quiser, permitirá que outras pessoas a explorem sem parar, afastando-a daquilo que realmente pode e quer fazer.

"Aqueles que nos cerca" podem nos levar a elogios desmedidos.  Não se pode confiar nos aplausos.   Eles podem ser retirados a qualquer momento, não importa qual tenha sido nosso desempenho passado.  A inconstância é um vício peculiar da massa comum.

Quando a criatura "crê-se indispensável, e logo toma ares de suficiência e de desdém quando presta seu concurso", deveria conscientizar-se de que, com essa atitude, não está ajudando os outros.   O orgulho se precipita em satisfazer vontades caprichosas; o bondoso estimula a aprendizagem, porque sabe que é pelo caminho dos erros e acertos que vem o conhecimento e, por consequência, o crescimento espiritual.


Aprender a ser uma pessoa saudavelmente generosa pode estar ligado a uma longa aventura na área da perseverança.  Ser bom não quer dizer que devemos interferir ou ficar presos nos problemas dos outros.   Muitos de nós ficamos envolvidos numa generosidade compulsiva - atos de bondade motivados por sentimentos de culpa, obrigação, pena e de suposta superioridade moral.

Disse o Divino Amigo diante da população sofredora:  "tenho compaixão da multidão". Para adquirir a dádiva do conhecimento das virtudes, é preciso elevar o entendimento e engrandecer o raciocínio com Jesus Cristo.

Compaixão é um ato de elevada compreensão, em que reina a fidelidade consigo mesmo, o auto-respeito, o perdão e a bondade.  Ser bom, em sua exata definição, é fazer escolhas ou tomar atitudes com compaixão, lançando mão da própria dignidade e, ao mesmo tempo, promovendo a dignidade alheia.

Livro: A Imensidão dos Sentidos - Aprendendo a lidar com a sua Mediunidade  de Francisco do Espírito Santos pelo espírito HAMMED.


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Embora Imperfeito




Há quem, a pretexto de imperfeição, silencie o verbo edificante nos lábios, enjaulando a mensagem consoladora.

Há quem, em nome da imperfeição, paralise os braços no ministério da saúde moral, encarcerando a ação salvadora.

Há quem, justificando a própria imperfeição, mobilize a preguiça, espalhando a inutilidade.

Há quem diga que, imperfeito, nada pode fazer pelo próximo, considerando estar arrojado nos mesmos sítios de infelicidade e afeição...

*

Unge-te, porém, de amor e levanta-te da iniqüidade para socorrer outros iníquos.

O amor é árvore que, para produzir, necessita ser plantada.

A doutrina Espírita ensina que ninguém renasce na Terra para o cultivo dos miasmas do pretérito nem preservação dos males dos tempos idos...

Reencarnação é bênção.

Bondade é luz.

Antes de mergulhar na carne, todos rogamos os títulos da dor e do sofrimento para compreendermos melhor as dores e os sofrimentos dos que seguem ao nosso lado.

Ninguém falará com precisão do que ignora, por falta de experiência pessoal.

É por essa razão que, muitas vezes, ensinarás resignação, embora avassalado pela inquietude; falarás da enfermidade com a alma enferma; consolarás, necessitado de consolação; acenderás luz de entendimento, carecendo de compreensão; pregarás justiça para os outros, esmagado pela impiedade alheia; colocarás bálsamo em feridas, guardando úlceras não cicatrizadas no cerne do ser.

Enquanto alguns aguardam sublimação para se disporem ao auxílio, ajuda tu.

Todos carregamos agonias nos íntimos tecidos da alma. E o trabalho de auxílio aos outros é medicação colocada em nossa própria dor.

Enquanto ensinas a paz, e sentes a ausência dela em teu coração, ou preconizas luta contra as tentações, perseguido pelas tenazes do mal, aprimoras-te, exercitando o espírito no dever claro e digno que se transforma, lentamente, em escada de ascensão libertadora.

E, crucificado na imperfeição, avança intimorato, recordando o Mestre que, amargurado e esquecido por quase todos os amigos, aparentemente vencido, numa Cruz de vergonha e impiedade, alçou a alma dorida ao pai Misericordioso, pensando as feridas do coração humano de todos os tempos, e ainda pediu, amoroso:

- "Perdoai, meu Pai! Eles não sabem o que fazem."

Perdoa, também tu, e ama, ajudando sempre.


FONTE
Livro "Messe de Amor", mensagem "Embora Imperfeito". Psicografia de Divaldo Pereira Franco pelo espírito Joanna de Ângelis.


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O Espiritismo em Moçambique




 

Élide Maria Correa Carneiro, dirigente da União Espírita de Moçambique,recentemente unida ao Conselho Espírita Internacional (CEI), oferece informações históricas e atuais sobre o Espiritismo naquele país lusófono africano

Reformador: Como surgiu o Espiritismo em Moçambique?

Élide:
Relendo os documentos da época, e de acordo com as informações dos Srs. Maria Irene dos Santos Guião e António de Pina Gouveia, a primeira vez que se falou em público sobre Doutrina Espírita em Moçambique foi em 1971, quando Divaldo Pereira Franco esteve em Moçambique, de 15 a 18 de agosto, e falou na Sociedade de Estudos de Lourenço Marques.1 A primeira palestra teve como tema “Os órfãos”.

É interessante notar que a cada palestra de Divaldo o Ginásio de Esportes se enchia mais, apesar das fortes restrições do tempo colonial. Logo após a palestra,Divaldo Franco seguiu para Nampula, província ao norte de Moçambique, onde realizou outra conferência pública, e depois partiu para Luanda, Angola. As autoridades da época colonial opunham franca e total hostilidade à criação de uma organização espírita, desde criar dificuldades para a apresentação das palestras de Divaldo até a proibição de importar e circular livros. Existia, à época, inclusive, uma lista de livros proibidos onde constavam todos os de Allan Kardec. Foi a partir desta visita de Divaldo Franco, quando sua palavra acendeu a chama da Nova Revelação, que se assistiu ao movimento de união entre os espíritas de Moçambique, dando origem às primeiras e discretas reuniões realizadas em casas particulares Os irmãos espíritas começam também, a esta altura, com as visitas fraternas aos Hospitais da Machava e dos Hansenianos.

Reformador: E os primeiros grupos espíritas?

Élide:
Ainda em 1971, ao se comunicar por intermédio de Divaldo Franco, o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes incitou à união e formação de um grupo espírita em Lourenço Marques, hoje Maputo, orientação que foi acatada pelo irmão António de Pina Gouveia. Naquele momento, Divaldo Franco informou, ao então grupo nascente, que se lhe identificaram o Beato João de Brito, Coronel Faure da Rosa, Frei Bartolomeu dos Mártires, Dr. Sousa Martins e Vivekananda como os assistentes permanentes nos trabalhos de doutrinação, tratamento e auxílio.
Assim, após alguns anos de luta para obter a autorização oficial com vistas à criação do primeiro Centro Espírita de Moçambique, finalmente foi inaugurada, em 22 de agosto de 1974, a sua sede na Av. 24 de Julho, no 1.921. O primeiro nome do grupo foi Templo de Jesus – Caridade e Amor.
Depois de algum tempo, e por razões diversas, o grupo inicial separou-se e o irmão Pina Gouveia conseguiu alugar a casa da Rua Alfredo Keil, no 12, em Maputo, local onde até hoje funcionamos, dando origem ao grupo do qual mais tarde surgiu a Comunidade Espírita Cristã (CEC). O Dr. Adolfo Bezerra de Menezes é o patrono da CEC, cujo nome foi inspirado ao irmão Joaquim Alves,2 conhecido pela alcunha Jô, que veio em abril de 1974 a Moçambique pelas mãos do Dr. Alexandre Sech para ministrar o primeiro Curso Básico de Doutrina Espírita e o Curso de Orientação e Educação Mediúnica (Coem). Devido à conturbada situação política daquela época, os integrantes da CEC partiram de Moçambique. A irmã Ângela assumiu então o trabalho e a manutenção da casa, zelando com dedicação pelo destino desta entidade criada pelos Espíritos. Foram tempos muito difíceis, enfrentados com abnegação e coragem por esta querida irmã para que hoje o Espiritismo tivesse seu espaço respeitado e um assento no Foro das Religiões em Moçambique. A presidente Ângela Dias desencarnou em abril de 1999, deixando-nos, no exemplo de suas ações, o valor do serviço para o Espírito e o amor dedicado à divulgação do Espiritismo. Mesmo da Espiritualidade mantém-se ativa, apoiando-nos sempre que possível na continuidade dos trabalhos da Casa, na missão de dignificar a mensagem do Consolador. Após sua partida física, a tarefa passou às mãos da querida irmã Irene Guião, trabalhadora incansável que assumiu com dedicação a árdua responsabilidade de continuar a espalhar e dignificar a Doutrina. A irmã Irene até hoje permanece na seara, procurando manter a vivência das obras e ajudando-nos a melhor desenvolver as atividades da CEC. O primeiro presidente da CEC, Sr. António de Pina Gouveia, reside atualmente em São Paulo.

Reformador: As ideias espíritas são facilmente aceitas no país?

Élide: Nos últimos anos tem havido uma razoável adesão, mas na realidade as ideias espíritas ainda não estão consolidadas. É verdade que a essência da cultura africana é espiritualista, mas sua base tem um forte componente de rituais materialistas. E este tem sido um dos grandes desafios, porque apesar de o “culto aos mortos” fazer parte das sociedades africanas, há muitas dificuldades na consolidação das ideias espíritas na medida em que passam pelo comprometimento e transformação íntimas.
A grande maioria vem à procura de respostas ou de soluções pontuais para seus problemas, muitos por simples curiosidade, mas quase todos sem nenhum compromisso. O crescimento do Movimento Espírita tem sido muito lento, pois há mais frequentadores do que trabalhadores.
Entretanto, precisamos lembrar que, por razões históricas, a liberdade religiosa só se fez sentir nos últimos 25 anos, portanto ainda há muito a fazer.

Reformador: Atualmente, quantos centros estão ligados à Unemo?

Élide:
Somos três centros ligados à Unemo: a Comunhão Espírita Cristã, o Grupo Arco-Íris (GAI) e o Centro Espírita Allan Kardec (Ceak). Devido às dificuldades em conseguir espaço físico para desenvolver nossas atividades, trabalhamos na mesma instalação, que é a casa pertencente à CEC, e nos unimos para comprar também em conjunto.

Reformador: Como ocorrem as atividades principais desses centros?

Élide: No início, houve momentos de grandes dificuldades, como é natural, mas agora temos trabalhado de forma cooperativa e mais coordenada. Estamos a desenvolver uma simbiose onde cada um procura fazer a sua parte nos trabalhos que a Doutrina oferece, os quais, na verdade, se complementam: a CEC dedica-se às reuniões mediúnicas, às reuniões de Evangelho e à campanha assistencial na Oncologia do Hospital Central de Maputo; o GAI dedica-se ao atendimento gratuito pela fitoterapia nas instalações do Centro e em várias comunidades carentes, e a dar cursos de fitoterapia aos irmãos que trabalham nesta assistência; o Ceak dedica-se à realização das reuniões de Evangelho, estudos, palestras, encontros, divulgação, atendimento fraterno e campanhas assistenciais.

Reformador: Há eventos programados?

Élide:
Estamos a planejar ainda para o segundo semestre deste ano: o V Encontro Fraterno sob o tema “Reencarnação e Evolução”. Programado para o final de setembro, serão momentos de troca de experiências e convívio entre os irmãos do Brasil, Angola e Moçambique através de atividades gratuitas, abertas ao público, com a exibição de filmes, realização de palestras, peças teatrais e de práticas assistenciais; a Feira do Livro Espírita e Bazar Beneficente para o dia 24 de novembro, no Jardim das Acácias (Maputo).

Reformador: Qual a expectativa da Unemo com sua união ao CEI, em março passado?

Élide:
Em primeiro lugar, a certeza de que a troca de experiências criará laços que irão fortalecer e qualificar o trabalho que pretendemos desenvolver. As diferentes vivências nos caminhos da seara espírita, com certeza, proporcionarão melhor intercâmbio, e fornecerão subsídios valiosos e muito mais abrangentes para a compreensão de nossas tarefas, principalmente no serviço ao próximo.
Essa união de objetivos, portanto, irá proporcionar uma oportunidade de convivência fraternal e enriquecer a reflexão diferenciada na resolução amorosa das dificuldades que todos enfrentamos.

1N.R.: Nome da capital, hoje Maputo. Informações em: PEREIRA, Nilson. Anuário espírita 1972. Noticiário. Araras (SP): IDE,1972. p. 111 a 119.
2N.R.: Joaquim Alves (1911-1985), o Jô,residiu na então Lourenço Marques durante um período nos anos 1970 e era muito ligado a Chico Xavier. Em cartas a este amigo, relata a situação do país e as ações espíritas (GALVEZ, Nena. Amor & renúncia.Traços de Joaquim Alves. São Paulo: Ed. CEU, 2006. p. 154).

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