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DESENCARNE COLETIVO É PARTE DO PROCESSO DE REGENERAÇÃO


VÍTIMAS DE ACIDENTES FATAIS E CATÁSTROFES SÃO RECEBIDAS PELA ESPIRITUALIDADE

Entrevista com Edmir Freitas, vice presidente do Geae

Edmir Freitas
 O primeiro quadrimestre de 2015 registrou dois acidentes aéreos de grande proporção, cujas investigações seguem buscando uma resposta para a morte de cerca de 200 pessoas. A primeira catástrofe aconteceu em 04 de fevereiro, quando uma aeronave da TransAsia caiu em um rio na cidade de Taiwan, deixando 40 mortos. No final de março, um Airbus da companhia Germanwings  levou à morte 150 pessoas, supostamente derrubado pelo copiloto. Passada a comoção, e amenizada a atenção da mídia, restam ao menos duas perguntas: o avião deixou de ser um transporte seguro? Qual o sentido da morte coletiva em acidentes, à luz da doutrina espírita?
Números oficiais referentes ao ano de 2014, divulgados no Brasil e no exterior, confirmam ter havido um aumento no número de mortes, mas não no volume de acidentes aéreos no mundo. Balanço da Agência dos Arquivos de Acidentes Aéreos registra 120 acidentes aéreos, que fizeram 1.328 vítimas fatais no ano passado, superando pela primeira vez, desde 2010, a marca de 1.000 mortos. Apesar do número de mortes, 2014 foi um dos mais seguros na história da aviação civil comercial, segundo avaliação da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata): a entidade registrou 12 acidentes fatais, envolvendo aeronaves diversas, número menor que a média anual de 19 incidentes registrada entre os anos de 2009 e 2013. No Brasil, dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que o número de acidentes aéreos caiu pelo segundo ano consecutivo: 139 incidentes, dos quais 28 com vítimas fatais.
Dada a sua magnitude, os acidentes aéreos inspiram comoção e acendem questionamentos em torno da fugacidade e o sentido da vida. A doutrina espírita oferece alento e favorece a compreensão de tal fenômeno, à luz dos desígnios divinos que comandam a evolução do mundo terreno. Essa perspectiva é tema de entrevista com Edmir Freitas, vice-presidente do Geae, que aborda princípios da transição planetária para explicar o sentido dessas tragédias como parte da transição do mundo de expiação e provas para o de regeneração que ainda virá – ele lembra que esse momento já fora previsto no Novo Testamento e confirmado na codificação espírita por Allan Kardec, mas acontece agora. Segundo Edmir, esses momentos são prévia e plenamente preparados pela espiritualidade, que organiza a recepção e os cuidados àqueles que desencarnam nessas circunstâncias. Edmir afirma que a prece é a maior contribuição que podemos oferecer à essas pessoas, auxiliando no amparo e garantindo a energia que precisarão para avançar em sua regeneração. Leia os principais trechos da entrevista:
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Cena: Desencarnados recém chegados da II Guerra Mundial na Colônia Nosso Lar. Foto Divulgação: Filme Nosso Lar – Dan Chiacos/Ana Rodrigues
Em abril, houve grande comoção em torno do acidente aéreo nos Alpes franceses, que levou à morte 150 pessoas. Como a doutrina espírita interpreta incidentes em que haja o desencarne conjunto de grande número ou grupos de pessoas?
Edmir Freitas– A doutrina espírita esclarece pontos obscuros da vida e é sumariamente consoladora. Para se entender isso, obviamente ligando os seus princípios libertadores e evolutivos, faz com que entendamos esses fatos como parte da Lei Natural e da Justiça Divina como bem coerente. Nós, como Espíritos milenares, somos possuidores de passado de desmandos por descumprimento às leis de Deus, o que favorece a necessidade de providências que nos harmonizem conosco próprios e com os nossos semelhantes. Assim, diríamos, resgatamos as nossas culpas – ou dívidas morais – em conjunto com outros que nos foram cúmplices e/ou que tiveram a mesma natureza de culpa.
Como a doutrina espírita explica acidentes como esse (seja em aviões ou outros meios de transporte, como ônibus) e por que tais fenômenos têm se tornado tão mais comuns nos últimos anos?
E. F. – Explica como simples lógica da “causa e efeito”, afinal vivemos o hoje com os reflexos do que fizemos ontem, estando num futuro marcado por resultados de uniões e atitudes infelizes, quando deveríamos ter vivido de forma mais fraterna. Nada acontece por acaso e, em regra, nos reunimos a outras pessoas também com contas a saldar diante do prejuízo que causamos a indivíduos ou à coletividade. Assim acontece porque vivemos diante dos princípios da evolução e reencarnação, logo, reiniciando e alternando entre aqui e o mundo espiritual, agindo e melhorando devido a novas chances que nos são dadas por Deus. Porém, lamentavelmente, nos conscientizamos muito devagar, devido a vários fatores como ambição, apego e orgulho; vaidades avassaladoras. Catástrofes sempre existiram e de acordo com sua época, como o incêndio histórico de Roma, tomadas e consequente massacre de reinos; as Cruzadas e outras guerras ideológicas; o naufrágio do Titanic, quedas de aviões, incêndios em edifícios como o “Joelma”, sem contar o número de acidentes naturais, como tempestades e ciclones, terremotos e tsunamis, todos mais conhecidos atualmente, pois estamos em um mundo tecnológico onde as notícias são rapidamente divulgadas. Por outro lado, quando lemos os sinóticos Marcos, Mateus, Lucas e em especial João Evangelista (este último em seu livro chamado Apocalipse), todos eles insertos no Novo Testamento, vemos que esses apóstolos visualizaram tudo isso acontecendo numa escala maior no futuro, no que se intitulou de “final dos tempos”, devido ao período de transição (do mundo de expiação e provas para o mundo de regeneração) anunciado pelo Cristo e confirmado pelos Espíritos superiores a Allan Kardec, nos livros da Codificação – O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese e o Céu e o Inferno, dentre outros de sua lavra. E esse “final de tempo” é agora; nesta época em que estamos vivendo! Essa é a razão pela qual devemos modificar as nossas “disposições morais”, em última oportunidade neste planeta! (vide  em Kardec, na A Gênese, cap 18, item 33).
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Cena: Benfeitores do Plano Espiritual  à espera dos desencarnados da II Guerra Mundial na Colônia Nosso Lar. Foto Divulgação: Filme Nosso Lar – Dan Chiacos/Ana Rodrigues
Do ponto de vista da espiritualidade, o que se dá depois de um acidente dessa magnitude? Pode-se inferir que tais espíritos sejam imediatamente socorridos?
E. F. – Como já dito, longe de ser punição divina, existe a lei do progresso agindo nessas fatalidades, pelas lições a serem aprendidas e pela limpeza psíquica adjacente. Diante disso, há sempre programação espiritual necessária ao momento, para que quando os mencionados desencarnes coletivos aconteçam, exista enorme movimentação no mundo espiritual para receber as suas vítimas. Afinal, lembremos o dito popular ao nos falar de Deus: Ele sabe o que há na terra e no mar; e não cai uma folha (da árvore) sem que Ele disso tenha ciência.
Como se dá a transição entre mundos nesses casos? A conscientização do espírito desencarnado é imediata ou depende de algum outro fator?
E. F. – A separação da alma e do corpo em regra não é dolorosa. Em geral, sofremos mais durante a vida do que nessa hora. É um aspecto bem esclarecido no O Livro dos Espíritos (Questão 154). A conscientização do espírito desencarnado nesse estado vai depender de fatores como desapego, vida moral apurada; de a vítima ser espiritualizada, enfim. Grande parte dos acidentados ficará em postos de socorro próximos à crosta terrestre da erraticidade, sendo tratada em seu perispírito, para que, em pequeno ou longo tempo seja reabilitada, dependendo de cada caso. Uns, ainda, ficarão próximos ao corpo sem vida até que despertem para a sua nova realidade como espírito. Finalmente, outros já estarão preparados para se dirigirem a dimensões superiores.
 Como a espiritualidade se movimenta para amparar tais espíritos e o que as pessoas que ficaram, especialmente familiares e amigos, podem fazer para ajuda-los?
E. F. – Os Espíritos movem “céus e terra” para nos socorrerem e nos receberem em todas as circunstâncias, não apenas em situações como essas. Criam postos de serviços e se utilizam de outros existentes, para que noplano espiritual sejamos abraçados nas melhores condições que pudermos proporcionar a nós mesmos, devido o estado de nossa consciência. Nunca é demais lembrar que todos nós, sem exceção, temos os companheiros amigos desencarnados, que nos inspiram ao bem e assim nos querem ver. Não se entristecem pelas nossas provações e expiações – por saberem necessárias ao nosso progresso-, a não ser quando nos sentimos desestimulados, desesperançados, sem fé. Da parte dos encarnados, sempre a prece, a maturidade dos sentimentos, a busca da fé, para que os que se foram não fiquem mais angustiados com o nosso sofrimento. Isso se torna relativamente simples quando permitirmos que a doutrina espírita verdadeiramente faça parte de nossos sentimentos.
Em casos como esse, qual a importância da prece e como aproveitá-la em benefício das pessoas que partiram?
E. F. – O Espírito culpado e infeliz pode sempre salvar a si mesmo, recebendo da lei de Deus em que condições isso poderá se dar. Então, o que nos fala Allan Kardec sobre aquele em estado de provação: “o que lhe falta é a vontade, a força e a coragem. Se, pelas nossas preces, lhe inspiramos essa vontade, se o amparamos e encorajamos; se, pelos nossos conselhos, lhe damos as luzes que lhe faltam, em vez de solicitar a Deus que derrogue a sua lei, tornamo-nos instrumentos da execução dessa lei de amor e caridade, da qual ele assim nos permite participar, para darmos nós mesmos uma prova de caridade”. (Ver Céu e Inferno, I ª parte, caps. IV, VII e VIII). A prece sempre nos fortalece a todos, pelo que nos inspira e consola.
Como confortar familiares e amigos e atenuar a sensação que fica para todos de que acidentes assim são violências imerecidas? 
E. F. – Alertando sobre o estudo e consciência da doutrina espírita, a qual nos esclarece que devemos aceitar todos os episódios que nos ocorrem como incidências naturais de percurso, pois representa aprendizado e experiência destinados à conscientização do progresso. Com esses estudos, entendemos a chave da reencarnação, que explica tais acontecimentos como oportunidade de abrir o futuro de redenção de nosso passado delituoso e infeliz, facultando-nos facilmente concluir que a provação inevitável fez o bem, embora sob circunstâncias para nós consideradas trágicas. Desta forma agindo, fazemos concluírem que ao invés de lamentações e de lágrimas, comuns a esse estado, seremos chamados a colaborar com as vítimas, estendendo-lhes o coração amigo e fraterno de irmãos e filhos de Deus, acima de tudo. Pelo magnetismo da sintonia espiritual, eles receberão essas mensagens de nossos verdadeiros sentimentos, norteados pelo pensamento e prece. A emotividade sem ação de nada serve, e a ação, neste caso, paradoxalmente, é a resignação, com lágrimas quiçá de saudade, mas nunca fruto do desespero

http://www.geae.org.br/

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Richard Simonetti escreve sobre a tragédia na Brasilândia



O escritor e orador espírita Richard Simonetti aborda a tragédia na Brasilândia no texto abaixo.
“Chocou a opinião pública o episódio na Brasilândia, São Paulo, em que supostamente um adolescente matou quatro familiares e matou-se, algo inconcebível, principalmente por partir de alguém que aparentemente não tinha problemas psicológicos, nem carência afetiva. Era, inclusive, o centro das atenções dos pais, em face de enfermidade congênita.
Admitindo que tenha ocorrido a ação do menino, algo que parece confirmado pelas evidências e que se constitui em apenas mais um episódio dentre semelhantes que se sucedem na atualidade, especulações são feitas, na tentativa de uma explicação.
Nas lides religiosas fala-se da influência do demônio, empenhado em chocar a população para impor seu reinado de horrores.
No meio espírita as teses são mais sofisticadas, avançando nos domínios dos resgates cármicos e na ação de Espíritos que cobram por ofensas desta ou doutras existências.
Das fantasias teológicas às teses propostas pela Doutrina Espírita, das informações especulativas à investigação policial, há uma profusão de possibilidades.
Parece-me, todavia, leitor amigo, que o buraco é mais embaixo, considerando-se que tragédias dessa natureza são meros sintomas de uma humanidade enferma que, digamos, perdeu o rumo de Deus.
Não obstante serem raros os materialistas, diríamos que nossa sociedade é espiritualista apenas nas ideias. Poucos vivem com a consciência da presença de Deus e de que um dia retornaremos à pátria espiritual, onde seremos cobrados pelo mal que fizemos e também pelo bem que deixamos de fazer.
Quando as pessoas fazem ouvidos moucos a essas informações transmitidas pelas religiões, perdem o freio da consciência e tudo passa a ser permitido. E haja imaginação para justificar tantos desvios de comportamento, tantos vícios e paixões, tanta preocupação com o imediatismo terrestre.
Isso tudo resulta num ambiente psíquico conturbado, tão escuro e denso que os mentores espirituais situam a Terra como o planeta das faixas escuras.
***
O que acontece, amigo leitor, quando o céu é tomado por densas nuvens e faz-se noite em pleno dia?
Todos sabemos: vai desabar a chuva torrencial, haverá raios destruidores, ventania furiosa, a promover estragos.
É exatamente o que acontece em nosso planeta. A atmosfera psíquica pesada, densa, sustentada pelo comportamento imediatista da população, favorece a ocorrência de crimes, suicídios, acidentes, assassinatos, vícios, abortos, em ocorrências que chocam a opinião pública.
Reclamam-se providências do governo, que deve mobilizar recursos para conter a criminalidade, melhorar as condições de vida, sanear as finanças, educar o povo, aprimorar o nível de comportamento das pessoas.
Tudo é bom e desejável, mas não nos iludamos. Enquanto a atmosfera psíquica das cidades for densa, sustentada pelo comportamento imediatista, continuaremos a ver a dança das tragédias, dos crimes, dos problemas, mais numerosos à medida que cresce a população, mais explorados à medida que são aperfeiçoados os meios de comunicação.
***
Fala-se muito na atualidade sobre ecologia, uma harmonização do homem com a natureza.
Diríamos que precisamos, sobretudo, de uma ecologia espiritual, nossa harmonização com Deus, considerando que estamos na Terra com o objetivo específico de evoluir, superando nossas imperfeições e mazelas, buscando, como ensinava Jesus, aquele tesouro que as traças e a ferrugem não corroem, nem os ladrões roubam, formada por valores morais e espirituais.
Agindo assim e influenciando os que nos rodeiam com a força do exemplo, contribuiremos para limpar a atmosfera psíquica de nosso planeta, para que tragédias como a da Brasilândia tornem-se cada vez menos frequentes, da mesma forma que tempestades não desabam quando não há nuvens no céu.”

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CALAMIDADES



Com freqüência regular a Terra se faz visitada por catástrofes diversas que deixam rastros de sangue, luto e dor, em veemente convite à meditação dos homens.
Conseqüência natural da lei de destruição que enseja a renovação das formas e faculta a evolução dos seres, sempre conseguem produzir impactos, graças à força devastadora de que se revestem.
Cataclismos sísmicos e revoluções geológicas que irrompem voluptuosos em forma de terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, obedecem ao impositivo das adaptações, acomodações e estruturação das diversas camadas da Terra; no seu trânsito de "mundo expiatório" para "regenerador" .
Tais desesperadores eventos impõem ao homem invigilante a necessidade da meditação e da submissão à vontade divina, do que resultam transformações morais que o incitam à elevação.
Olhados sob o ponto de vista espiritual esses flagelos destruidores têm objetivos saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem elimina e aspira, em contínua intoxicação.
Indubitavelmente trazem muitas aflições pelos danos que se demoram após a extinção de vidas, arrebatadas coletivamente, deixando marcas de difícil remoção, que se insculpem no caráter, na mente e nos corpos das criaturas.
Algumas outras calamidades como as pestes, os incêndios, os desastres de alto porte são resultantes do atraso moral e intelectual dos habitantes do planeta, que, no entanto, lhes constituem desafios, que de futuro podem remover ou deles precatar-se. (À véspera havia irrompido, em São Paulo, o incêndio do Edificio Joelma, que arrebatou mais de 170 vidas e revelou alguns heróis. Descrito e analisado no livro Éramos seis)
As endemias e epidemias que varriam o planeta no passado, continuamente, com danos incalculáveis, em grande parte são, hoje, capítulo superado, graças às admiráveis conquistas decorrentes da "revolução tecnológica" e da abnegação de inúmeros cientistas que se sacrificaram para a salvação das coletividades. Muitas outras que ainda constituem verdadeiras catástofres, caminham para oportunas vitórias do engenho e da perseverança humana.
Há, também, aquelas resultantes da imprevidência, da invigilância, por meio das quais o homem irresponsável se autopune, mediante os rigores dos sofrimentos decorrentes das desencarnações precipitadas, através de violentos sinistros e funestas ocorrências ...
Pareceriam desnecessárias as aflições coletivas que arrebatam justos e injustos, bons e maus, se olhados os saldos precipitadamente. Conveniente, todavia, refletir quanto à justeza das leis divinas que recorrem a métodos purificadores e liberativos, de que os infratores e defraudadores das Leis e da Ordem não se podem furtar ou evitar.
Comparsas de hediondas chacinas;
grupos de vândalos que se aliciam na desordem e usurpação;
maltas de inveterados agressores que se indentificam em matanças e destruições;
corsários e marinhagens desvairados em acumpliciamentos para pilhagens criminosas;
soldadesca mercenária, impiedosa e avassaladora, que se refestela, brutal, na inocência imolada selvagemente;
incendiários contumazes de lares e celeiros, em hordas nefastas e contínuas;
bandos bárbaros de exterminadores, que tudo assolam por onde passam;
cúmplices e seviciadores de vítimas inermes que lhes padecem as constrições danosas;
pesquisadores e cientistas impenitentes, empedernidos pelas incessantes experiências macabras de que se nutrem em agrupamentos frios;
legisladores sádicos e injustos que se desforçam nas gerações débeis que esmagam;
conquistadores arbitrários, carniceiros, que subjugam cidades nobres, tornando suas vítimas cadáveres insepultos, enquanto se banqueteiam em sangue e estupor; mentes vinculadas entre si por estranhas amarras de ódio, ciúme e inveja que incendeiam paixões,
são reunidos novamente em vidas futuras,
atravessando os portais da Imortalidade, através de resgates coletivos, como coletivamente espoliaram, destruíram, escarneceram, aniquilaram, venceram os que encontravam à frente e consideravam impedimentos à sua ferocidade e barbaria, vandalismo e estroinice, a fim de que se reajustem, no concerto Cósmico da Vida, servindo também de escarmento para os demais, que, não obstante se comovem ante as desgraças que os surpreendem, cobrando-lhes as graves dívidas, prosseguem, atônitos e desregrados, em atitudes infelizes sem que lhes hajam constituído lições valiosas, capazes de converter-se em motivo de transformação interior.
Construtores gananciosos que se fazem instrumento para cobranças negativas, maquinistas e condutores de veículos displicentes, que favorecem tragédias volumosas, homens que vendem a honradez e sabem que determinadas calamidades têm origem nas suas mentes e mãos, embora ignorados pela Justiça humana não se furtarão à Consciência Divina neles mesmos insculpida, que lhes exigirá retorno ao proscênio em que se fizeram criminosos ignorados para tornarem-se heróis, salvando outros e perecendo, como necessidade purificadora de que se alçarão, depois, à paz.
Não constituem castigos as catástrofes que chocam uns e arrebatam outros, antes significam justiça integral que se realiza.
Enquanto o egoísmo governe os grupos humanos e espalhe suas torpes sementes, em forma de presunção, de ódio, de orgulho, de indiferença à aflição do próximo, a Humanidade provará a ardência dos desesperos coletivos e das coletivas lágrimas, em chamamentos severos à identificação com o bem e o amor, à caridade e ao sacrifício.
Como há podido pela técnica superar e remover vários fatores de calamidades, pelas conquistas morais conseguirá, a pouco e pouco, suplantar as exigências transitórias de tais injunções redentoras.
Não bastassem as legítimas concessões do ajustamento espiritual, as calamidades fazem que os homens recordem o poder indômito de forças superiores que os levam a ajustar-se à sua pequenez e emular-se para o crescimento que lhes acena.
Tocados pelas dores gerais, partícipes das angústias que se abatem sobre os lares vitimados pela fúria da catástrofe, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade santificante e, desde logo, estaremos construindo a coletividade harmônica que atravessará o túmulo em paz e esperança, com os júbilos do viajor retomando ditoso à Pátria da ventura.
Joanna de Angelis
Divaldo Franco


Emmanuel


Emmanuel

Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?








(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23-2-1972, em Uberaba, Minas).

RESPOSTA:

Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

***

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de
sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidade na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

***

Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança.

É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

***

Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.

Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.

(Transcrito do livro: XAVIER, Francisco C. Autores diversos. Chico Xavier pede licença. S.Bernardo do Campo: Ed. GEEM. Cap. 19).

http://compreendereevoluir.blogspot.com.br/
 
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DÉJÀ VU: O INCÊNDIO EM SANTA MARIA-RS.

Foto de Santa Maria - RS


Uma casa de eventos cheia, na noite, com um espetáculo. A banda solta fogos no espaço fechado, para criar um visual inesquecível. Os fogos incendiaram o isolamento acústico e se espalharam rapidamente. Correria. Uma única saída. Os funcionários do estabelecimento não permitem a saída dos jovens, que se amontoavam, temendo a falta de pagamento. Fumaça, pânico, pessoas caídas e pisoteadas pela multidão. Sete mortos e trezentos feridos. Sete mortos?

Sim, não estou falando do incêndio na casa de shows em Santa Maria-RS, mas em um acidente semelhante acontecido em novembro de 2001, na capital mineira. O estabelecimento se chamava Canecão Mineiro, estava sem alvará de funcionamento, permitiu o uso de fogos inapropriados para o uso indoor, e passados onze anos, o STF estabeleceu responsabilidade da Prefeitura, há responsáveis pelo evento, mas o mais importante não aconteceu. Apesar da dor e do sofrimento dos envolvidos, o Estado não deu a devida atenção ao evento funesto, e ele se repetiu de forma quase igual, no sul do país.

Recordei-me imediatamente de uma matéria antiga que publicamos no EC, sobre o terremoto no Haiti, comparado ao do Chile. (http://espiritismocomentado.blogspot.com.br/) Os espíritos, na metade do século XVIII, disseram:


"...Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os pode afastar, isto é, preveni-los, se souber pesquisar suas causas" (questão 741)

Bem, então, mais importante que encontrar os culpados e puni-los, é aprender com o ocorrido e tomar medidas concretas para que ele não aconteça mais. As investigações não estão concluídas, mas parece evidente que nossas normas e ações ainda não foram suficientes para evitar um incêndio tão funesto. Infelizmente, fomos todos incompetentes em nosso país para aprender com o Canecão Mineiro. Por isso paira na alma mineira essa trágica sensação de déjà-vu.

Obs: Déjà-vu, expressão francesa que pode ser traduzida como o "já visto". O Dicionário Houaiss o define como "forma de ilusão da memória que leva o indivíduo a crer já ter visto (e, por ext., já ter vivido) alguma coisa ou situação de fato desconhecida ou nova para si".
 
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A Tragédia no Japão




Um terremoto 8,9 na escala richter, seguido de Tsunami com ondas de até dez metros de altura, atingiu o Japão por vota das 2 horas e 46 minutos, horário de Brasília, nesta sexta feira, segundo as autoridades, até o momento foram confirmadas 32 vítimas. Este já é considerado o 7º pior tremor na história do mundo. A cidade de Sendai foi a mais atinginda.
O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico alertam para a chegada de ondas gigantes que podem causar grandes danos na Austrália, Nova Zelândia, Polinésia e países do litoral oeste do continente americano e México, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Honduras, Chile, Equador, Colômbia e Peru foram incluídos no último boletim do Centro, que fez o mesmo com Austrália, Nova Zelândia, Fiji, Samoa e várias ilhas da Polinésia.
Inicialmente, o primeiro alerta foi emitido para Japão, Rússia, Filipinas, ilhas Marianas, Guam, Taiwan, Ilhas Marshall, Indonésia, Papua Nova Guiné, Micronésia e Havaí (EUA).
Segundo o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, a onda gigante chegará ao litoral leste da ilha de Luzon entre 17h e 19h do horário local (6h e 8h de Brasília).
Diante das tragédias coletivas, é comum que haja questionamentos sobre o porquê desses acontecimentos, como a que ocorreu na manhã desta sexta-feira, 11, no Japão, as inúmeras enchentes no Brasil e tantas outras que vêem acontecendo em todo o mundo. De repente, famílias inteiras se deparam com uma nova e triste realidade. Algumas pessoas conseguem manter o equilíbrio, apesar da dor e tentam recuperar suas vidas, com o máximo possível de dignidade, outras se revoltam e se entregam às calamidades, outras ainda, se esquecem da própria dor e se dedicam no auxílio ao próximo.
Porém, como podemos compreender esses fatos avassaladores? Como é possível tirar algum aprendizado de situações trágicas, de grande comoção?
Em O Livro dos Espíritos encontramos respostas para estes e tantos outros questionamentos a respeito de grandes tragédias:
O Livro dos Espíritos - Parte Terceira
Capítulo 6 - "Lei de Destruição"
Destruição necessária e destruição abusiva
728 A destruição é uma lei natural?
– É preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar. O que chamais destruição é apenas transformação que tem por objetivo a renovação e o melhoramento dos seres vivos.
728 a) O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos por desígnios providenciais?
– As criaturas são os instrumentos de que Deus se serve para atingir os seus objetivos. Para se alimentarem, os seres vivos se destroem entre si com um duplo objetivo: manter o equilíbrio na reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e melhor utilização dos restos do corpo. Mas somente o corpo é destruído, porque é apenas o acessório, e não a parte essencial. O princípio inteligente é indestrutível e se elabora nas diferentes metamorfoses que sofre.
729 Se a destruição é necessária para a regeneração dos seres, por que a natureza os cerca com meios de preservação e de conservação?

– Para que a destruição não ocorra antes do tempo preciso. Toda destruição antecipada dificulta o desenvolvimento do princípio inteligente; é por isso que Deus deu a cada ser a necessidade de viver e de se reproduzir.
730 Uma vez que a morte deve nos conduzir a uma vida melhor, que nos livra dos males desta, e, por isso, mais deveria ser desejada do que temida, por que o homem tem um horror instintivo que o faz temê-la?
– Já dissemos, o homem deve procurar prolongar a vida para cumprir sua tarefa; eis por que Deus lhe deu o instinto de conservação, que o sustenta nas provas; sem isso, muitas vezes se deixaria levar pelo desencorajamento. A voz secreta que o faz temer a morte lhe diz que ainda pode fazer alguma coisa para seu adiantamento. Quando um perigo o ameaça, é uma advertência para que aproveite o tempo e a morada que Deus lhe concede. Mas, ingrato! Rende mais vezes graças à sua estrela do que ao seu Criador.
731 Por que, ao lado dos meios de conservação, a natureza colocou ao mesmo tempo os agentes destruidores?
– O remédio ao lado do mal, já dissemos, é para manter o equilíbrio e servir de contrapeso.
732 A necessidade de destruição é a mesma em todos os mundos?
– É proporcional ao estado mais ou menos material dos mundos e cessa quando os estados físico e moral estão mais depurados. Nos mundos mais avançados as condições de existência são completamente diferentes.
733 A necessidade da destruição existirá sempre entre os homens na Terra?
– A necessidade de destruição diminui e se reduz entre os homens à medida que o Espírito se sobrepõe à matéria; é por isso que se constata o horror à destruição crescer com o desenvolvimento intelectual e moral.
734 Em seu estado atual, o homem tem direito ilimitado de destruição sobre os animais?
– Esse direito é regido pela necessidade de prover a sua alimentação e segurança. O abuso nunca foi um direito.
735 O que pensar da destruição que ultrapassa os limites das necessidades e da segurança? Da caça, por exemplo, quando tem por objetivo apenas o prazer de destruir sem utilidade?
– Predominância dos maus instintos sobre a natureza espiritual. Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais destroem apenas de acordo com suas necessidades; mas o homem, que tem o livre-arbítrio, destrói sem necessidade; ele deverá prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, porque cede aos maus instintos.
736 Os povos que são muito escrupulosos com relação à destruição dos animais têm um mérito particular?
– É um excesso, mesmo sendo um sentimento louvável em si mesmo; se se torna abusivo, seu mérito é neutralizado pelos abusos de outras espécies. Há entre eles mais medo supersticioso do que a verdadeira bondade.
Flagelos Destruidores
737 Com que objetivo os flagelos destruidores atingem a humanidade?
– Para fazê-la progredir mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? É preciso ver o objetivo para apreciar os resultados dele. Vós os julgais somente do ponto de vista pessoal e os chamais de flagelos por causa do prejuízo que ocasionam; mas esses aborrecimentos são, na maior parte das vezes, necessários para fazer chegar mais rapidamente a uma ordem de coisas melhores e realizar em alguns anos o que exigiria séculos. (Veja a questão 744.)
738 A Providência não poderia empregar para o aperfeiçoamento da humanidade outros meios que não os flagelos destruidores?
– Sim, pode, e os emprega todos os dias, uma vez que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É o homem que não tira proveito disso; é preciso castigá-lo em seu orgulho e fazer-lhe sentir sua fraqueza.
738 a) Mas nesses flagelos o homem de bem morre como o perverso; isso é justo?
– Durante a vida, o homem sujeita tudo ao seu corpo; mas, após a morte, pensa de outro modo e, como já dissemos, a vida do corpo é pouca coisa; um século de vosso mundo é um relâmpago na eternidade. Portanto, os sofrimentos que sentis por alguns meses ou alguns dias não são nada, são um ensinamento para vós e servirão no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, compõem o mundo real. (Veja a questão 85.) Esses são filhos de Deus e objeto de toda a sua solicitude; os corpos são apenas trajes sob os quais aparecem no mundo. Nas grandes calamidades que destroem os homens, é como se um exército tivesse durante a guerra seus trajes estragados ou perdidos. O general tem mais cuidado com seus soldados do que com as roupas que usam.
738 b) Mas nem por isso as vítimas desses flagelos são menos vítimas?
– Se considerásseis a vida como ela é, e quanto é insignificante em relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Essas vítimas encontrarão numa outra existência uma grande compensação para seus sofrimentos se souberem suportá-los sem se lamentar.
  • Quer a morte chegue por um flagelo ou por uma outra causa, não se pode escapar quando a hora é chegada; a única diferença é que, nos flagelos, parte um maior número ao mesmo tempo.
Se pudéssemos nos elevar pelo pensamento, descortinando toda a humanidade de modo a abrangê-la inteiramente, esses flagelos tão terríveis não pareceriam mais do que tempestades passageiras no destino do mundo.
739 Os flagelos destruidores têm alguma utilidade do ponto de vista físico, apesar dos males que ocasionam?
– Sim, eles mudam, muitas vezes, as condições de uma região; mas o bem que resulta disso somente é percebido pelas gerações futuras.
740 Os flagelos não seriam para o homem também provas morais que os submetem às mais duras necessidades?
– Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar sua inteligência, mostrar sua paciência e sua resignação à vontade da Providência, e até mesmo multiplicam neles os sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se não é dominado pelo egoísmo.
741 É dado ao homem evitar os flagelos que o atormentam?
– Sim, em parte, embora não como se pensa geralmente. Muitos dos flagelos são a conseqüência de sua imprevidência; à medida que adquire conhecimentos e experiência, pode preveni-los se souber procurar suas causas. Porém, entre os males que afligem a humanidade, há os de caráter geral, que estão nos decretos da Providência, e dos quais cada indivíduo sente mais ou menos a repercussão. Sobre esses males, o homem pode apenas se resignar à vontade de Deus; e ainda esses males são, muitas vezes, agravados pela sua negligência.


  • Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, é preciso colocar na primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem encontrou na ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, na rotatividade das culturas e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar ou de pelo menos atenuar os desastres. Algumas regiões, antigamente assoladas por terríveis flagelos, não estão preservadas hoje? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material quando souber aproveitar todos os recursos de sua inteligência e quando, aos cuidados de sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento da verdadeira caridade por seus semelhantes? (Veja a questão 707.)

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