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Doenças da Alma (Joanna de Angelis e Emmanuel)





O ser psicológico é o perfeito reflexo da sua realidade plena. Sendo Espírito imortal, conduz o seu patrimônio evolutivo, resultado das experiências ancestrais, que se encarrega de modelar os conteúdos delicados da sua personalidade, elaborando processos de harmonia ou desequilíbrio que resultam dos condicionamentos armazenados no psiquismo profundo.

Arquiteto da própria vida, em cada realização elabora, conscientemente ou não, os moldes que se lhe constituirão mecanismos hábeis para a movimentação nos novos investimentos.

Elaborado pela energia inteligente, que o torna especial no complexo campo das vibrações que se agitam no Universo, o direcionamento que resulte da arte e ciência de pensar responderá pela formação das estruturas psicológicas e físicas, psíquicas e orgânicas com as quais se haverá nos empreendimentos futuros.

Conforme pensa, constrói os delicados e sutis implementos que se transformarão em força atuante no mundo das formas. Ao mesmo tempo, exterioriza ondas específicas que se imprimem nos painéis mentais, aí insculpindo os processos psíquicos que comandarão as futuras atividades.

Em razão disso, quando as elaborações mentais não possuem carga superior de energia, elaborando imagens perniciosas e inferiores, plasmam-se nos refolhos íntimos as estruturas que irão delinear a conduta, ensejando harmonia ou abrindo espaço para a instalação de psicopatologias variadas, que se imprimirão nas engrenagens do conglomerado genético, definidor, de certo modo, graças ao perispírito, da futura estrutura do indivíduo.

As enfermidades da alma, portanto, procedem de condutas atuais como de anteriores, a que se permitiu o Espírito, engendrando as emanações morbíficas, que ora se convertem em distúrbio de natureza complexa, e que passam a exigir terapia conveniente quão cuidadosa.

O ser jamais se evade de si mesmo, do Eu interior, que sobrevive à decomposição cadavérica e é responsável por todas as ocorrências existenciais, face à sua causalidade e à sua destinação, que tem caráter eterno.

Assim sendo, é totalmente decepcionante uma análise do indivíduo somente sob o ponto de vista orgânico, por mais respeitável seja a Escola de pensamento que se atenha a esse estudo.

A hereditariedade e os implementos psicossociais, sócio-econômicos, os fatores perinatais e outros são insuficientes para abarcar a realidade do ser humano em toda a sua complexidade.

A alma transcende as emanações neuronais, possuindo uma realidade que resiste à disjunção cerebral e por essa razão, podendo pensar sem os seus equipamentos supersensíveis, embora esses não consigam elaborar o pensamento sem a sua presença.

Felizmente, a antiga presunção organicista vem cedendo lugar a concepções mais compatíveis com a realidade, deixando à margem a imposição acadêmica ancestral, para se firmar no testemunho dos fatos inequívocos da experimentação contemporânea.

Nessa investigação, séria e nobre, em torno do ser tridimensional: Espírito, perispírito e matéria, se pode encontrar a psicogênese das enfermidades da alma, como também defrontar as patogêneses que assinalam a criatura humana no seu transcurso evolutivo.

O ser profundo, autor de todos os acontecimentos em sua volta, é o Espírito, seja qual for o nome que se lhe atribua.


Joanna de Angelis – Livro: “Amor, Imbatível Amor” – Divaldo Franco



Na forja moral da luta em que temperas o caráter e purificas o sentimento, é possível acredites estejas sempre no trato de pessoas normais, simplesmente porque se mostrem com a ficha de sanidade física.
Entretanto, é preciso lembrar que as moléstias do espírito também se contam.
O companheiro que te fala, aparentemente tranqüilo, talvez guarde no peito a lâmina esbraseada de terrível desilusão.
A irmã que te recebe, sorrindo, provavelmente carrega o coração ensopado de lágrimas.
Surpreendeste amigos de olhos calmos e frases doces, dando-te a impressão de controle perfeito, que soubeste, mais tarde, estarem caminhando na direção da loucura.
Enxergaste outros, promovendo festas e estadeando poder, a escorregarem, logo após, no engodo da delinqüência.
É que as enfermidades do espírito atormentavam as forças da criatura, em processos de corrosão inacessíveis à diagnose terrestre.
Aqui, o egoísmo sombreia a visão; ali, o ódio empeçonha o cérebro; acolá, o desespero materializa fantasmas; adiante, o ciúme converte a palavra em látego de morte...
Não observes o semelhante pelo caleidoscópio das aparências.
É necessário reconhecer que todos nós, espíritos encarnados e desencarnados em serviço na Terra, ante o volume dos débitos que contraímos nas existências passadas, somos doentes em laboriosa restauração.
O mundo não é apenas a escola, mas também o hospital em que sanamos desequilíbrios recidivantes, nas reencarnações regenerativas, através do sofrimento e do suor, a funcionarem por medicação compulsória.
Deixa, assim, que a compaixão retifique em ti próprio os velhos males que toleras nos outros.
Se alguém te fere ou desgosta, debita-lhe o gesto menos feliz à conta da moléstia obscura de que ainda se faz portador.
Se cada pessoa ofendida pudesse ouvir a voz inarticulada do Céu, no instante em que se vê golpeada, escutaria, de pronto, o apelo da Misericórdia Divina:
"Compadece-te".
Todos somos enfermos pedindo alta.
Compadeçamo-nos uns dos outros, a fim de que saibamos auxiliar.
E mesmo que te vejas na obrigação de corrigir alguém — pelas reações dolorosas das doenças da alma que ainda trazemos —, compadece-te mil vezes antes de examinar uma só.

Emmanuel, do livro Justiça Divina, Francisco Cândido Xavier




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Adoecemos porque queremos '



(...) Trazemos múltiplos clichês mentais arquivados no inconsciente profundo, resultado de velhas recordações danosas herdadas das mais variadas épocas, seja na atualidade, seja em outras existências no passado distante.
Essas fontes emitem, através de mecanismos psíquicos, energias que não nos deixam sair com facilidade do fluxo desses eventos desagradáveis, registrados pelas retinas da alma, man­tendo-nos retidos em antigas mágoas e feridas morais entre os fardos da culpa e da vergonha.
Por não recordarmos que o perdão a nós mesmos e aos outros é um poderoso instrumento de cura para todos os males, éque impedimos o passado de fluir, não dando ensejo à renovação, e sim a enfermidades e desalentos.
Tentamos viver alienados dos nossos ressentimentos e ve­lhas amarguras, distraindo-nos com jogos e diversões, ou mesmo buscando alívio no trabalho ininterrupto, mas apenas estamos adiando a solução futura da dor, porque essas medidas são temporárias.
É mais fácil dizer que se tem uma úlcera gástrica do que admitir um descontentamento conjugal; é mais fácil também consentir-se portador de uma freqüente cólica intestinal do que aceitar-se como indivíduo colérico e inflexível.
Muitas moléstias antes consideradas como orgânicas estão sendo reconhecidas agora como “psicossomáticas”, porque se encontraram fatores psicológicos expressivos em sua origem.
As insanidades físicas são quase sempre traduzidas como somatizações das recordações doentias de ódio e vingança, que, mantidas a longo prazo, resultam em doenças crônicas.
Dessa forma, compreenderás que a gravidade e a duração dos teus sintomas de prostração e abatimento orgânico são dire­tamente proporcionais à persistência em manteres abertas tuas velhas chagas do passado.
As predisposições físicas das pessoas às enfermidades nada mais são do que as tendências morais da alma, que podem modificar as qualidades do sangue, dando-lhe maior ou menor atividade, provocar secreções ácidas ou hormonais mais ou menos abundantes, ou mesmo perturbar as multiplicações celulares, comprometendo a saúde como um todo.
Portanto, as causas das doenças somos nós sobre nós mes­mos, e, para que tenhamos equilíbrio fisiológico, é preciso cuidar de nossas atitudes íntimas, conservando a harmonia na alma.
Indulgência se define como sendo a facilidade que se tem para perdoar. Muitos de nós ficamos constantemente tentando provar que sempre estivemos certos e que tínhamos toda a razão; outros ficam repisando os erros e as faltas alheias. Mas, se quisermos saúde e paz, libertemo-nos desses fardos pesados, que nos impedem de voar mais alto, para as possibilidades do perdão incondicional.
Perdoar não significa esquecer as marcas profundas que nos deixaram, ou mesmo fechar os olhos para a maldade alheia. Perdoar é desenvolver um sentimento profundo de compreensão, por saber que nós e os outros ainda estamos distantes de agir corre­tamente. Por não estarmos, momentaneamente, em completo contato com a intimidade de nossa criação divina, é que todos nós temos, em várias ocasiões, gestos de irreflexão e ações inadequadas.
Das velhas doenças nos libertaremos quando as velhas recordações do “não-perdão” deixarem de comandar o leme de nossas vidas.

Francisco do Espírito Santo Neto, ditado pelo espírito de Hammed, in
Renovando Atitudes

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O desafio das doenças espirituais




Medicina e Espiritualidade


     A medicina humana não admite a existência do Espírito, não reconhecendo, conseqüentemente, as doenças espirituais. No passado, porém, durante séculos, o Espírito era considerado causa de doença, principalmente na loucura onde parecia evidente seu parentesco com o mal. Quando a Medicina começou a descobrir a fisiologia mecanicista dos fenômenos biológicos, excluiu dos meios acadêmicos a participação da alma, inclusive na criação dos pensamentos, que passaram a ser vistos como "secreção" do cérebro, e as doenças mentais, como distúrbios da química dos neurônios.
     O médico espírita que pretender retomar, nos dias de hoje, a discussão sobre as doenças espirituais precisa expurgar, em primeiro lugar, a "demonização" das doenças, um ranço medieval que ainda contamina igrejas e repugna o pensamento médico atual.
     A medicina moderna aprendeu a ajuizar os sintomas e os desvios anatômicos, usando sinais clínicos para fazer as classificações das doenças que conseguiu identificar. Para as doenças espirituais, porém, fica faltando conhecer "o lado de lá" de cada paciente para podermos dar um diagnóstico correto para cada necessitado. Já no século XVII, Paracelso atribuía causas exteriores ou perturbações internas aos doentes mentais, destacando oslunáticos (pela interferência das fases e movimentos da Lua), os insanos (pela hereditariedade), os vesanos (pelo abuso de bebida ou  mau uso de alimentos) e os melancólicos (por um vício de natureza interna).
     Para as doenças espirituais também percebemos causas externas e internas. Por enquanto, nossa visão parcial nos permite apenas uma proposta onde constem as possíveis causas da doença  espiritual, sem o rigor que uma avaliação individual completa exigiria, adotando-se para tanto a seguinte classificação: doenças espirituais auto-induzidas (por desequilíbrio vibratório e auto-obsessão), doenças espirituais compartilhadas(por vampirismo e obsessão), mediunismo e doenças cármicas.

As Doenças Espirituais auto-induzidas

Por desequilíbrio vibratório
     O perispírito é um corpo intermediário que permite ao espírito encarnado exercer suas ações sobre o corpo físico. Sua ligação é feita célula a célula, atingindo a mais profunda intimidade dos átomos que constitui a matéria orgânica do corpo físico. Esta ligação se processa pelas vibrações de cada um dos dois corpos - físico e espiritual - cujo "ajuste" exige uma determinada sintonia vibratória. Como o perispírito não é prisioneiro das dimensões físicas do corpo de carne, podendo manifestar suas ações além dos limites do corpo físico pela projeção dos seus fluidos, a sintonia e a irradiação do perispírito são dependentes unicamente das projeções mentais que o espírito elabora, do fluxo de idéias que construímos. De maneira geral, o ser humano ainda perde muito dos seus dias comprometido com a crítica aos semelhantes, o ódio, a maledicência, as exigências descabidas, a ociosidade, a cólera e o azedume entre tantas outras reclamações levianas contra a vida e contra todos. Como o vigiai e orai ainda está distante da nossa rotina, desajustamos a sintonia entre o corpo físico e o perispírito, causando um"desequilíbrio vibratório". Essa desarmonia desencadeia sensações de mal-estar, como a estafa desproporcional e a fadiga sistemática, a enxaqueca, a digestão que nunca se acomoda, o mau humor constante e inúmeras outras manifestações tidas como "doenças psicossomáticas". Ainda nos dedicamos pouco a uma reflexão sobre os prejuízos de nossas mesquinhas atitudes, principalmente em relação a um comportamento mental adequado.


Por auto-obsessão
     O pensamento é energia que constrói imagens que se consolidam em torno de nós. Impressas no perispírito elas formam um campo de representações de nossas idéias. À custa dos elementos absorvidos do fluido cósmico universal, as idéias tomam formas, sustentadas pela intensidade com que pensamos nelas. A matéria mental constrói em torno de nós uma atmosfera psíquica (psicosfera) onde estão representados os nossos desejos. Neste cenário, estarão todos os personagens que nos aprisionam o pensamento pelo amor ou pelo ódio, pela indiferença ou pela proteção, etc. Medos, angústias, mágoas não resolvidas, idéias fixas, desejo de vingança, opiniões cristalizadas, objetos de sedução, poder ou títulos cobiçados, tudo se estrutura em "idéias-formas" na psicosfera que alimentamos, tornando-nos prisioneiros dos nossos próprios fantasmas. A matéria mental produz a "imagem" ilusória que nos escraviza. Por capricho nosso, somos, assim, "obsedados" pelos nossos próprios desejos.

As doenças espirituais compartilhadas

Por vampirismo
     O mundo espiritual é povoado por uma população numerosíssima de Espíritos, quatro a cinco vezes maior que os seis bilhões de almas encarnadas em nosso planeta. Como a maior parte desta população de Espíritos deve estar habitando as proximidades dos ambientes terrestres, onde flui toda a vida humana, não é de se estranhar que esses Espíritos estejam compartilhando das nossas condutas. Podemos atraí-los como guias e protetores, que constantemente nos inspiram, mas também a eles nos aprisionar pelos vícios - o álcool, o cigarro, as drogas ilícitas, os desregramentos alimentares e os abusos sexuais. Pare todas essas situações, as portas da invigilância estão escancaradas, permitindo o acesso de entidades desencarnadas afins. Nesses desvios da conduta humana, a mente do responsável agrega em torno de si elementos fluídicos com extrema capacidade corrosiva de seu organismo físico, construindo para si mesmo os germens que passam a lhe obstruir o funcionamento das células hepáticas, renais e pulmonares, cronificando lesões que a medicina considera incuráveis. As entidades espirituais viciadas compartilham dos prazeres do vício que o encarnado lhes favorece e ao seu tempo estimulam-no a nele permanecer. Nesta associação, há uma tremenda perda de enrgia por parte do encarnado. Daí a expressãovampirismo ser muito adequada para definir esta parceria.


Por obsessão
     No decurso de cada encarnação, a misericórdia de Deus nos permite usufruir das oportunidades que melhor nos convém para estimular nosso progresso espiritual. Os reencontros ou desencontros são de certa maneira planejados ou atraídos por nós para os devidos resgates ou para facilitar o cumprimento das promessas que desenhamos no plano espiritual. É assim que, pais e filhos, reencontram-se como irmãos, como amigos, como parceiros de uma sociedade. Marido e mulher que se desrespeitaram, agora se reajustam como pai e filha, chefe e subalterno ou como parentes distantes, que a vida dificulta a aproximação. As dificuldades da vida de uma maneira ou de outra vão reeducando a todos. Os obstáculos que à primeira vista parecem castigo ou punição trazem no seu emaranhado de provas a possibilidade de recuperar danos físicos ou morais que produzimos no passado.
     No decorrer de nossas vidas, seremos sempre  ganhadores ou perdedores na grande luta da sobrevivência humana. Nenhum de nós percorrerá essa jornada sem ter que tomar decisões, sem deixar de expressar seus desejos e sem fazer suas escolhas. É aí que muitas e muitas vezes contrariamos as decisões, os desejos e as escolhas daqueles que convivem próximo a nós. Nos rastros das mazelas humanas, nós todos, sem exceção, estamos endividados e altamente comprometidos com outras criaturas, também exigentes como nós, que como obsessores vão nos cobrar noutros comportamentos, exigindo-nos a quitação de dívidas que nos furtamos em outras épocas. Persistem como dominadores implacáveis, procurando nos dificultar a subida mais rápida para os mais elevados estágios da espiritualidade. Embora a ciência médica de hoje ainda não a traga em seus registros, a obsessão espiritual, na qual uma criatura exerce seu domínio sobre a outra, é, de longe, o maior dos males da patologia humana.


Por mediunismo
     São os quadros de manifestações sintomáticas apresentadas por aqueles que, incipientemente, inauguram suas manifestações mediúnicas. Com muita freqüência, a mediunidade se manifesta de forma tranqüila e é tida como tão natural que, o médium, quase sempre ainda muito jovem, mal se dá conta de que o que vê, o que percebe e o que escuta de diferente. Outras vezes, os fenômenos são apresentados de forma abundante e o principiante é tomado de medos e inseguranças, principalmente, por não saber do que se trata. Em outras ocasiões, a mediunidade é atormentada por espíritos perturbadores e o médium se vê às voltas com uma série de quadros da psicopatologia humana, ocorrendo crises do tipo pânico, histeria ou outras manifestações que se expressam em dores, paralisias, anestesias, "inchaço" dos membros, insônia rebelde, sonolência incontrolável, etc. Uma grande maioria tem pequenos sintomas psicossomáticos e se sente influenciada ou acompanhada por entidades espirituais. São médiuns com aptidões ainda muito acanhadas, em fase de aprendizado e domínio de suas potencialidades, uma tenra semente que ainda precisa ser cultivada para se desabrochar.


Por "doenças cármicas" (compromissos adquiridos)
     A "doença cármica" é antes de mais nada uma oportunidade de resgate e redenção espiritual. Sempre que pelas nossas intemperanças desconsideramos os cuidados com o nosso corpo e atingimos o equilíbrio físico ou psíquico do nosso próximo, estamos imprimindo estes desajustes nas células do nosso corpo espiritual. É assim que, na patologia humana, ficam registrados os quadros de "lúpus" que nos compromete as artérias, do "pênfigo" que nos queima a pele, das "malformações" de coração ou do cérebro, da "esclerose múltipla" que nos imobiliza no leito ou das demências que nos compromete a lucidez e nos afasta da sociedade.

     Precisamos compreender que estas e todas as outras manifestações de doença não devem ser vistas como castigos ou punições. O Espiritismo ensina que as dificuldades que enfrentamos são oportunidades de resgate, as quais, com freqüência, fomos nós mesmos quem as escolhemos para acelerar nosso progresso e nos alavancar da retaguarda, que às vezes nos mantém distantes daqueles que nos esperam adiante de nós. Mais do que a cura das doenças, a medicina tibetana, há milênios atrás, ensinava que médicos e pacientes devem buscar a oportunidade da iluminação. Os padecimentos pela dor e as limitações que as doenças nos trazem sempre possibilitam esclarecimento, se nos predispormos a buscá-lo. Mais importante do que aceitar o sofrimento numa resignação passiva e pouco produtiva é tentar superar qualquer limitação ou revolta, para promovermos o crescimento espiritual, através desta descoberta interior e individual. (Dr. Nubor Orlando Facure - Neurologista) - Artigo inserido no Jornal Espírita de julho de 2004 - www.feesp.com.br).



http://www.redeamigoespirita.com.br/

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Doenças da Alma (André Luiz)



No círculo das enfermidades terrestres, cada espécie de micróbio tem o seu ambiente preferido. 
-  O pneumococo aloja-se habitualmente nos pulmões; 
- o bacilo de Eberth localiza-se nos intestinos onde produz a febre tifóide; 
-  o bacilo de Klebs-Löfller situa-se nas mucosas onde provoca a difteria. 
-  Em condições especiais do organismo, proliferam os bacilos de Hansen ou de Koch. 
        No campo infinitesimal, as revelações obedecem à mesma ordem surpreendente. As doenças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos. 
-  A cólera, 
-  a intemperança,  
-  os desvarios do sexo, 
-  as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. 
        Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça. A organização fisiológica, segundo conhecemos no campo das cogitações terrestres, não vai além do vaso_de_barro, dentro do molde preexistente do corpo espiritual. Atingido o molde em sua estrutura pelos golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente.
-  Como encarar o problema das formações iniciais? 
-  Enquadrava-se a afecção psíquica no mesmo quadro sintomatológico que conhecera, até então, para as enfermidades orgânicas em geral? 
-  Haveria contágio de moléstias da alma? 
-  E seria razoável que assim fosse na esfera onde os fenômenos patológicos da carne não mais deveriam existir? 
        Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. 
-  As ações produzem efeitos, 
-  os sentimentos geram criações, 
-  os pensamentos dão origem a formas e conseqüências de infinitas expressões. 
        E, em virtude de cada Espírito representar um universo por si, cada um de nós é responsável pela emissão das forças que lançamos em circulação nas correntes da vida. 
-  A cólera, 
-  a desesperação, 
-  o ódio 
-  e o vício oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. 
        E, qual acontece no terreno das enfermidades do corpo, o contágio aqui é fato consumado, desde que a imprevidência ou a necessidade de luta estabeleçam ambiente propício, entre companheiros do mesmo nível. Naturalmente, no campo da matéria mais grosseira, essa lei funciona com violência, enquanto, entre nós, se desenvolve com as modificações naturais. Aliás, não pode ser de outro modo, mesmo porque você não ignora que muita gente cultiva a vocação para o abismo. Cada viciação particular da personalidade produz as formas sombrias que lhe são conseqüentes, e estas, como as plantas inferiores que se alastram no solo, por relaxamento do responsável, são extensivas às regiões próximas, onde não prevalece o espírito de vigilância e defesa. 
Fontes:
Romeu Leonilo Wagner, Belém, Pará;
Livro: "Missionários da Luz, de André Luiz, por Chico Xavier.





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DOENÇAS MENTAIS E OBSESSÃO




Questão grave que requisita acurados estudos e contínuo exame, a fim de haurir-se necessário conhecimento, a que diz respeito à problemática das distonias e afecções psíquicas, sejam decorrentes dos transtornos orgânicos e mentais, sejam de ,causa obsessiva.
Em cada processo de alienação mental há uma causa preponderante com complexidades que escapam ao observador menos vigilante e pouco adestrado, em relação às questões do Espírito.
Sendo o homem um Espírito encarnado em processo evolutivo, somente através do seu conhecimento, espiritual serão possíveis os esforços exitosos no solucionamento dos distúrbios .que o surpreendem no trânsito carnal...
Cada enfermidade mental tem sua etiopatogenia específica sediada nas intricadas tecelagens do perispírito do paciente, como resultado do comportamento que se permitiu de maneira equivocada. Isto porque as soberanas Leis da Justiça Divina sempre alcançam os infratores dos seus estatutos, onde quer que se encontrem.
O homem, através das realizações, construções mentais e atitudes, instala nos centros da vida pensante os germens .dos distúrbios que produzem alienações as mais diversas, impondo os impostergáveis ressarcimentos pela autopunição, ,através das psicoses, psicopatias, psiconeuroses, traumas, obsessões que se apresentam em múltiplos aspectos...
Da neurose simples às complexas manifestações da hidro, da micro e da macrocefalia, do mongolismo, da oligofrenia, passando pelas faixas do retardamento, ida demência, da idiotia, da esquizofrenia, as causas atuais possuem suas matrizes na anterioridade do caminho percorrido, no passado, pelo Espírito ora em alienação.
As agressões à caixa craniana .e ao cérebro, pela desarvoração que conduz ao suicídio, , engendram as anomalias da constituição morfológica e de funcionamento das engrenagens mentais desarranjadas pelos petardos e atentados perpetrados na suprema rebeldia a que o homem se entrega...
Ninguém foge à vida sem se surpreender com ela mais adiante... Pessoa alguma se evade à responsabilidade sem que se veja defrontada pelos problemas criados à frente. Criminosos não justiçados reencarnam com psicoses maníaco-depressivas, como a tentarem fazer justiça ante o delito, não ressarcido, fixado na memória. Homens que enganaram, não obstante as homenagens que desfrutaram, refugiam-se em várias formas de loucura, como a fugirem dos compromissos que anão têm coragem para enfrentar...
Na gama multiface das alienações mentais, a obsessão igualmente ocupa lugar expressivo. ódios demoradamente .cultivados e decorrentes de erros graves vinculam os que se demoram no além-trémulo aos que se reencarnaram na Terra, produzindo lamentáveis consórcios mentais de conseqüências imprevisíveis. Hediondos conciliábulos que transcorreram em sombras, produzindo gravames, convertem-se em heranças de interdependência psíquica, que degeneram em obsessões cruéis... Amores violentos, saciados em sangue, asfixiados em traição, silenciados em infâmias, mantidos em tramas urdidas para se libertarem dos empecilhos, reagrupam algozes e vítimas no intercâmbio espiritual que se transforma em subjugações truanescas de curso demorado e pungente...
A morte não apaga a memória, antes a aguça, facultando a uns lucidez exagerada, enquanto outros jazem em longo torpor, automaticamente atraídos e imantados aos compares dos crimes e descalabros, produzindo interdependência, em comunhão danosa, de vampirização fluídica, em que se exaurem as forças constitutivas da cápsula carnal, por onde deambulam os encarnados. A morte é sempre a grande, fatal desveladora de mistérios, de enigmas, de causas ocultas... E a vida física se organiza mediante as conseqüências dos atos pretéritos, transformados em presídios de dor ou paisagem de liberdade. Simultaneamente, a experiência carnal enseja tesouros de incomparável valor para a elaboração ide causas propiciatórias à paz .e à felicidade que um dia todos lograrão, após depurados e esclarecidos.
Do conhecimento da vida espiritual defluirão preciosos benefícios para a sanidade mental idas criaturas humanas.
O Espiritismo ou Cristianismo moderno possui as mais valiosas terapêuticas para a problemática mental, da atualidade, por ensinar a indestrutibilidade e comunicabilidade do princípio espiritual do homem, asseverando quanto à necessidade das sucessivas reencarnações, anulando o pavor da morte, dos sofrimentos e sendo o mais perfeito método contra os fatores que produzem traumas, desvarios, desequilíbrios...
Favorecendo o otimismo, este produz a vitalização dos centros do equilíbrio psicofísico, reabastecendo de energias compatíveis as engrenagens eletromagnéticas do campo mental, vitalizando os fulcros debilitados da fomentação de forças mantenedoras da vida.
A diminuição das defesas morais encarregadas de criarem um campo de força defensiva no homem faculta a invasão microbiana no organismo, permitindo que seqüelas desta ou daquela ordem afetem os núcleos do discernimento e ela razão, arrojando-o no desconserto da loucura.
O cultivo da prece, a conversação edificante, o exercício da meditação e da reflexão, as ações nobibilitantes, o labor pelo próximo conseguem fortalecer o homem com energias específicas, forrando-o das agressões físicas como espirituais, propiciatórias das distonias múltiplas, promotoras das doenças mentais e obsessivas que tanto infelicitam.
No sentido oposto, a ociosidade física e mental, o pessimismo, a irritabilidade, o desânimo a malícia, a ira e o ódio, o ciúme e os vícios, facultam não apenas a proliferação dos fatores que geram loucuras como o surgimento de matrizes para fixações obsessivas de conseqüências graves.
Em razão proporcional aos distúrbios morais crescem os desvarios mentais supliciando os Espíritos levianos e cultuados, em terapêutica depuradora, de que se poderiam forrar, não sei demorassem vinculados aos círculos da insensatez, da leviandade, do imediatismo...
Face ao conhecimento do Mundo Espiritual presente em todos os cometimentos humanos, poderão a Psiquiatria, a Psicologia, a Psicanálise, a Psicossomática enriquecer-se de luzes - rara se transformarem, realmente, em ciências da alma e da mente a benefício do homem, após vencido o preconceito que, não obstante o respeito que finos merecem, lhes põem antolhos impeditivos para a clara e ampla visão das realidades da vida, na grandeza que lhe é própria.

Joanna de Ângelis

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AS ENFERMIDADES ESPIRITUAIS



As enfermidades espirituais produzem distúrbios ou lesões no corpo físico decorrentes de desarmonias psíquicas originadas das condições pessoais do enfermo, da influência de entidade espiritual, ou por ação conjunta de ambos. Podem ser consideradas como de baixa, média ou de alta gravidade.

As doenças espirituais de média gravidade podem prolongar-se por anos a fio, mantendo-se dentro de um mesmo padrão ou evoluindo para algo mais grave. Com o passar do tempo, podem apresentar um quadro sintomatológico característico de um tipo específico de patologia: insônia persistente; gastrite e ulceração gástrica; infecções microbianas repetidas; crises alérgicas costumeiras; dores musculares penosas, formadoras de nódulos ou pontos de tensão; dificuldades respiratórias seguidas das desagradáveis "falta de ar"; hipertensão; obesidade ou magreza; crises de enxaqueca prolongadas, não controláveis por medicamentos; humor claramente afetado, oscilante entre crises de irritabilidade e impaciência incomuns e momentos de indiferentismo e submissão emocionais; episódios depressivos repetidos seguidos de euforia exagerada. Se não ocorre a desejável assistência espiritual em benefício do necessitado, nessa fase da evolução da enfermidade, os doentes podem desenvolver comportamentos, caracterizados, sobretudo, por "manias" e pelo isolamento social. As ideias e os desejos do enfermo ficam girando dentro de um círculo vicioso, conduzindo à criação de formas-pensamento, alimentadas pela vontade do próprio necessitado e pela dos Espíritos desencarnados, sintonizados nesta faixa de vibração. As orientações espíritas, se aceitas e seguidas, proporcionam imenso conforto, podendo reduzir ou eliminar o quadro geral de perturbações, sobretudo se associada às ações médicas e ou psicológicas. Assim, faz-se necessário desenvolver persistente trabalho de renovação mental e comportamental da pessoa necessitada de auxílio. A prece, o passe, a água fluidificada, o estudo do Evangelho no lar, a assistência espiritual (atendimento e diálogo fraterno, frequência às reuniões de explanação do Evangelho e de irradiações espirituais), o estudo espírita, entre outros, representam instrumentos de auxílio e de renovação psíquica, em geral disponibilizados pelas nossas Casas Espíritas.

As enfermidades espirituais, classificadas como graves, são encontradas em pessoas que revelam perdas temporárias ou permanentes da consciência. A perda da consciência, lenta ou repentina, pode estar associada a uma causa fisiológica (velhice) ou a uma patologia (lesões cerebrais de etiologias diversas). Nessa situação, o enfermo vive períodos de alheamentos ou alienações mentais, alternados com outros de lucidez. Esses períodos são particularmente difíceis pois a pessoa passa a viver numa realidade estranha e dolorosa, sobretudo quando o espírito enfermo ver-se associado a outras mentes enfermas, em processos de simbioses espirituais. O doente requisita atendimento médico especializado, no campo da psiquiatria. A fluidoterapia espírita suaviza a manifestação da doença, auxiliando o tratamento médico. A assistência espiritual, oferecida pela Casa Espírita, age como bálsamo, minorando o sofrimento dos encarnados – doente, familiares e amigos – e dos desencarnados envolvidos na problemática. O atendimento ao perturbador espiritual nas reuniões de desobsessão, assim como as irradiações mentais em benefício do obsessor e do obsidiado, produzem resultados significativos, fundamentais ao processo de libertação espiritual.




TÍTULO: AS ENFERMIDADES ESPIRITUAIS
POR: MARTA ANTUNES MOURA 


(¹) XAVIER, Francisco Cândido. Entre A Terra E o Céu. Pelo Espírito André Luiz. 5.ed. Rio de Janeiro: FEB, 1972. Cap. 22, p. 134. 

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A influência das drogas no Perispírito



Ao analisarmos os espectros do nosso corpo somático - através de aparelhos como os do electro-cardiograma, podemos constatar que eles são representados por linhas de força, o que denota a existência de um campo bioerngético em cada pessoa.


Evidentemente, este campo, como qualquer outro, é modulado pela ação de energias estranhas a ele.


De importante, poderemos destacar as experiências suecas - A Pesagem da Alma - que mostram que tal campo bioenergético é constituído do acoplamento de dois outros, daí alguns o denominarem erroneamente de duplo etéreo.


Um desses campos é produzido pelas células orgânicas e o outro acompanha a psiquê humana depois do desencarne, fazendo-nos admitir que seja o aludido perispírito defendido por Kardec.


O campo biológico de energia celular atua diretamente nas mesmas, sendo destaque o caso do câncer, como influência malígna, por isso, sempre que ele é ativado por qualquer outra influência, faz com que as células do nosso organismo sofram suas conseqüências. Já o perispírito - ou campo que acompanha a alma no trespasse - seria um campo parapsíquico, criado pelo espírito encarnante e que irradia as influências espirituais, transferindo-as para o corpo durante o período encanatório.


Da mesma forma, como uma fita de gravador, que ele passa seu sinal para o corpo, recebe deles suas influências capazes de modulá-lo e fazer com que elas se transfiram para uma próxima encarnação. Tais considerações foram obtidas através das observações que os cientistas fizeram quando estudaram tais campos de energia.


As drogas em si - no caso dos alcalóides - são bio-radiativas, isto é, podem atuar diretamente nas linhas de força dos campos bio-energéticos.


No Brasil, Dr. Botafogo, por volta dos anos da decada de 1960, conseguiu obter um resultado muito curioso usando como cobaia um fumante. Ele era colocada sob ação de um electro-espectrógrafo - hoje em dia, esses aparelhos compõem das CTI e UTI, além das salas cirúrgicas com o fito de detectar os campos de vida do paciente - e sujeito a análise, inicialmente, livre de qualquer influência, tendo suas linhas do campo de força biológico registradas por um osciloscópio. A seguir, o mesmo paciente era analisado, de igual forma, durante uma série de tragadas de fumaça de cigarro. Na tela do osciloscópio aparece, como conseqüência, aquilo que se classifica de distúrbio das linhas de força, mostrando que a nicotina, no caso, atua diretamente sobre este campo, produzindo efeitos drásticos.


Esta experiência pode ser repetida por qualquer pesquisador. Provavelmente, as drogas mais fortes, como o pó, a cocaína e outras, causem um efeito muito mais intenso. De qualquer forma, o que se conclui é que as drogas atuam diretamente em nossos campos bio-energéticos e que, como tal, gravam no perispírito suas deformações que serão transmitidas para as próximas encarnações.


É muito comum sermos informados de que certos bebês nascem com problemas pulmonares, sem que seus pais sejam fumantes, porque ele o era na encarnação anterior e teria destruído as linhas de força correlatas com a estruturação pulmonar.


O estudo dentro deste campo ainda é incipiente, por isso, as conclusões, apesar de óbvias, ainda poderão ser reforçadas com novas descobetas.


Contudo, é sempre útil alertar a todos para o risco que correm aqueles que fazer uso de drogas viciantes.




Carlos de Brito Imbassahy


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As doenças podem ser evitadas?





Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.” Estabeleceu leis eternas e perfeitas para que se preserve a ordem, a harmonia do Universo.

Entre as leis divinas umas regulam o movimento e as relações da matéria bruta: as leis físicas, cujo estudo pertence ao domínio da Ciência. As outras dizem respeito especialmente ao homem considerado em si mesmo e nas suas relações com Deus e com seus semelhantes. Contêm as regras da vida do corpo, bem como as da vida da alma: são as leis morais.

Inscritas “na consciência”, ninguém pode alegar ignorância. Jesus adverte:

Em verdade vos digo que o Céube a Terra não passarão até que se cumpra tudo o que está na lei, até o último jota e o último ponto. (Mateus, 5:18.) Uma vez infringidas as leis divinas, a lei de causa e efeito entra em ação, pois “os que não cooperam não recebem cooperação [...] é da lei eterna”. 4 De caráter educativo, a lei de causa e efeito tem por finalidade recompensar o Espírito bom e reconduzir o rebelde ao caminho do bem. Devido à sua importância e às suas consequências para a Humanidade, Jesus priorizou-a em suas lições:

Toda árvore boa produz bons frutos, toda árvore má produz frutos maus. Toda árvore que não dá bons frutos corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos a conhecereis.

Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus [...] Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.

E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

(Ma t e u s , 7:17-27.) Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei também vós a eles, porque esta é a lei e os profetas. (Mateus, 7:12.)

Somente o respeito às leis divinas abrirá para a Terra uma nova era de paz e de felicidade. Capacitado a discernir entre o bem e o mal, o homem é responsável pelos próprios atos, por isso responderá, perante as leis divinas, por todo malefício que causar para si, para os semelhantes e para o meio. Ciente do erro que pratica, automaticamente aciona o dispositivo mental de culpa que lhe causará desequilíbrio nas células perispiríticas que, por sua vez, desorganizarão as células físicas. Inicia-se a enfermidade. Marcas indeléveis, elas atestam as mazelas morais que o Espírito carrega ao longo das existências.

Se por um lado as enfermidades funcionam como instrumento de provas e expiações, por outro, facultam a evolução, pois atuam no processo educativo que favorecerá o amadurecimento do senso moral.

O sofrimento que elas causam impulsiona o homem à busca do tratamento e da cura dos males que o ferem. Nessa busca incessante, ele investe tempo, conhecimento e  dinheiro, em pesquisas queresultam em vacinas, medicamentos e meios que lhe favorecerão a cura.

As doenças que afetam plantas e animais também atingem os seres humanos motivando-os a que igualmente pesquisem esse universo. E isso favorece os seres menores da Criação. Portanto, instrumento de equilíbrio e educação, as enfermidades despertam a fé em Deus, o amor pela vida e pelos semelhantes, facultando ao ser a integração no caminho evolutivo. As enfermidades apresentam várias vertentes: as mais atuantes são as denominadas doenças cármicas. Elas se manifestam em consequência dos erros cometidos em vidas anteriores que, registradas no perispírito, acompanham o Espírito em sua próxima reencarnação.

Durante a gestação ou ao longo da existência, de acordo com a gravidade dos débitos contraídos, transmitirá ao corpo físico os desequilíbrios que carrega em forma de lesões internas ou externas.

As leis divinas advertem: Não matarás! Mas indiferente a Deus e ao próximo o Espírito encarnado prossegue cometendo suicídio, homicídio, aborto, eutanásia, pena de morte num desafio constante às leis da vida. São delitos graves, que não passarão despercebidos às leis de causa e efeito. Daí a idiotia, a invalidez, a loucura, as doenças irreversíveis tais como câncer, diabetes, hanseníase, tuberculose e um número incontável de doenças físicas e psíquicas que são classificadas como cármicas.

Entretanto, nem todas as doenças são de origem cármica. Há as enfermidades adquiridas na atual existência por imprudência e que poderiam muito bem ser vitadas. Elas são causadas por irritação constante; exposição do corpo às alterações climáticas, ao ódio, à vingança; adesão aos vícios e outras aleivosias, as quais geram a invalidez resultante de agressões e acidentes; as doenças cardiológicas, pulmonares, digestivas; e muitas outras provocadas por embriaguez e ingestão de drogas.

Há moléstias próprias do Orbe em evolução, dentre elas estão as epidemias de gripe, poliomielite, sarampo, febre amarela que, com o avanço científico, um dia desaparecerão do Planeta. Pode-se ainda relacionar as doenças adquiridas pela falta de higiene, entre elas as epidemias de dengue, doenças dermatológicas, oculares e muitas outras conhecidasque também poderiam ser evitadas.


A Terra está em processo evolutivo incessante, sendo natural a convivência com diferentes formas de vida. Isso é bom. É fator de aprendizado. Favorece novas experiências.
Mas existem seres microscópicos, invisíveis a olho nu, que estão em toda parte. São visíveis apenas através de microscópios potentes. Os mais conhecidos são as bactérias e os vírus, mas existe uma variedade imensa. Em processo evolutivo, esses seres também lutam para conquistar seu espaço. São eles responsáveis por doenças e infecções que põem em risco a saúde e a vida dos indivíduos, em embora se saiba que existem espécies que são úteis à vida. Em meio a essa dinâmica evolutiva, a Sabedoria Divina dotou nosso organismo com mecanismos de defesa. Sempre que algum tipo de microorganismo invade o corpo, imediatamente o sistema imunológico entra em ação, a fim de combater o invasor; mas, nem sempre nossas defesas estão em condições de reagir; enfraquecidas pelas desarmonias causadas no passado, ou pelas extravagâncias e vícios do presente, deixam-se vencer pelo microexército que toma conta do organismo instalando-se o desequilíbrio orgânico.

Daí a necessidade de vacinas para evitar doenças, ou medicamentos para expulsar o invasor e equilibrar as células do corpo. Nem sempre, porém, as do perispírito.

A Ciência sonha com a poção mágica que fortalecerá definitivamente o corpo. Mas, não basta fortalecer apenas o corpo, é preciso fortalecer também a alma. Na sua maioria, as doenças nascem na alma desajustada com as leis, refletem-se no perispírito e se concretizam no corpo físico. Os sábios da Antiguidade já prediziam: Mens sana in corpore sano.
A receita para uma vida moral saudável foi aviada por Jesus e está expressa no seu Evangelho.

Espírito mais puro que pisou o planeta, jamais esteve doente. É natural que assim seja. Seu corpo era saudável, tão perfeito que com apenas a imposição das mãos curava qualquer tipo de doença. Paralíticos, doentes, cegos, obsidiados foram beneficiados com suas energias. Sendo Espírito puro, seu perispírito não trazia marcas, portanto modelou um corpo perfeito. Seu sistema imunológico era tão resistente que nenhum vírus ou bactéria conseguiu invadir as suas células orgânicas.

As puras energias provenientes de seus pensamentos tinham o poder de bloquear todas as emanações inferiores que circulavam pelos lugares por onde Jesus passava. Guia, modelo e exemplo para a Humanidade! Com o advento do Espiritismo, tornou-se mais fácil entender as responsabilidades e consequências dos atos humanos. Entretanto, como entender as doenças que afetam os animais?
Que débitos têm eles com as leis divinas, se não possuem raciocínio, e, portanto, não são responsáveis por seus atos? Uma coisa é inquestionável: Deus é justo e misericordioso.

Deve existir uma explicação para a doença dos animais.

Sim, existe. São seres em evolução, por isso, tanto quanto os humanos, também estão sujeitos às alterações climáticas e às circunstâncias do Planeta. Seu sistema imunológico, em formação, e, por conseguinte, mais frágil, também está sujeito às invasões microbianas.

No entanto, os animais não estão sujeitos às doenças cármicas. Estas são específicas do Espírito humano, endividado com as leis divinas. Para os animais, as doenças funcionam como fenômenos naturais, que colaboram com a lei de destruição e transformação da matéria a que todos os seres vivos estão sujeitos. A doença é um fator muito importante, impulsiona o ser à evolução.

Assim, um animal faminto, mesmo sentindo-se mal, parte em busca da presa; o seu instinto de preservação é mais forte. O jornal Folha de São Paulo (20/6/2010) publicou um artigo 5 bastante intrigante. Ele aborda a cegueira e outras deficiências frequentes entre os sapos da ilha de Fernando de Noronha: “Tem bicho caolho, tem com pálpebra colada, sem mão, dedo a mais, de tudo”.

É um fato que despertou o interesse de pesquisadores nacionais e internacionais.Observaram eles que: Os sapos cegos são muito mais perceptivos [...] Se você coloca uma barata perto de um sapo normal, ele é meio lerdão.Mas os cegos a percebem rápido. Devem ter outros sentidos mais aguçados, talvez percebam bem cheiro ou vibração. Percebe-se que os sapos não sofrem por suas anomalias:

“A cegueira e outras deficiências são frequentes entre os animais da ilha. E eles vivem bem assim [...].”

As doenças e anomalias despertaram o interesse científico e isso é produtivo pois, de uma forma ou de outra, trará benefícios, não só para os animais, mas também para a população terrena.

É importante observar que o sofrimento dos animais é avaliado pelo teor do sofrimento humano.

Quem pode garantir que eles sofrem como os humanos? Eles não têm preocupação com estética, não são preconceituosos, não têm consciência de suas anomalias, adaptam-se facilmente ao meio, não se preocupam com o futuro e muito menos vivenciam o terror pela invalidez e morte como os seres racionais. O Espírito Emmanuel esclarece: Os produtos teratológicos constituem luta expiatória, não só para os pais sensíveis, como para o Espírito encarnado sob penosos resgates do pretérito delituoso.

Quanto aos animais, temos de reconhecer a necessidade imperiosa das experiências múltiplas no drama da evolução anímica. [...]  A dor moral, expiatória e duradoura, não afeta os animais.

Infelizmente há um elemento que contribui para o sofrimento deles: o próprio homem.Pensamentos, palavras e atitudes agressivos emitem energias deletérias que contaminam
o ambiente e, como dardos envenenados, atingem todos os seres vivos presentes no raio de atuação. Em face de plantas, crianças e animais serem mais frágeis, certamente, são os mais atingidos.

Está nas mãos do homem contribuir para o alívio e evolução dos animais e do próprio homem. Entretanto, uma boa parte, indiferente e agressiva à Natureza, dedica-se às queimadas, à caça e à pesca predatória, à escravização dos irracionais; mal sabem eles que estão na mira infalível da lei de causa e efeito.

Chegará o momento em que, pelo amor ou pela dor, o homem deixará de ser o principal predador do reino animal e do próprio homem. Pois, “o Céu e a Terra não passarão até que se cumpra tudo o que está na lei, até o último jota e o último ponto”.




A. Merci Spada Borges

Referências:
1KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 91. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Q. 1.
2Idem, ibidem. Comentário de Kardec à q. 617a.
3Idem, ibidem. Q. 621.
4XAVIER, Francisco C. Nosso lar. Pelo Espírito André Luiz. 61. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 13, p. 92.
5Disponível em: .
6XAVIER, Francisco C. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 28. ed. 3. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Q. 39





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