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Fundado o 4º Centro Espírita na cidade PICOS-PI - "LAR ASSISTENCIAL MARIA DE NAZARÉ "


Eu com Janilde, a Presidente do LAR ASSITENCIAL MARIA DE NAZARÉ


"A Casa dividida rui "; todavia ninguém pode arrebentar um feixe de varas que se agregam numa união de forças"
Bezerra de Menezes


           Foi realizado hoje as 19:30hs, o primeiro evangelho no LAR ASSISTENCIAL MARIA DE NAZARÉ (LAMANA), marcando o incio da fundação da 4ª casa espírita na cidade de PICOS-PI, sob a coordenação de Janildes de Sousa Rocha e de seu esposo Antonio de Pádua. Ambos foram grandes trabalhadores do Centro Espírita Chico Xavier   e posteriormente CEAE-Centro de Estudos e Assistência Espiritual, onde desempenharam diversas tarefas que vieram somar e fortalecer as atividades do seara espirita nesta cidade. E foi com o intuito de agregar, fortalecer  e divulgar o Espiritismo, que mais um ponto de luz, uma escola,  ou como costumamos falar: um hospital espiritual, que surge com a missão de levar o Evangelho de Jesus e os postulados de Kardec, para todos os irmãos de caminhada que precisam de auxilio para entender os porquê da vida, que nasceu o LAR ASSISTÊNCIAL MARIA DE NAZARÉ.
         Confrades de outras cidades como Simplicio Mendes, Floriano, Sergipe, Brasilia,em especial o amigo CESAR CRISPIM ( Que realizou a palestra), vieram prestigiar a nova casa Espirita e fazer parte desse momento de reflexão e amor tornando a noite inefável.

 Que o Cristo nos conceda sempre paciência, fé e resignação para seguirmos a nossa caminhada com maturidade espiritual.

Paz a todos!


Moura Fé


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O Palestrante César Crispim da cidade de FLORIANO-PI










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É Razoável Pensar Nisto

 A paciência não é um vitral gracioso para as suas horas de lazer. É amparo destinado aos obstáculos.

A serenidade não é jardim para os seus dias dourados. É suprimento de paz para as decepções de seu caminho.

A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis. É valor substancial para os seus entendimentos difíceis.

A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem. É porta valiosa para que você demonstre boa-vontade, ante os companheiros menos evolvidos.

A boa cooperação não é processo fácil de receber concurso alheio. É o meio de você ajudar ao companheiro que necessita.

A confiança não é um néctar para as suas noites de prata. É refugio certo para as ocasiões de tormenta.

O otimismo não constitui poltrona preguiçosa para os seus crepúsculos de anil. É manancial de forças para os seus dias de luta.

A resistência não é adorno verbalista. É sustento de sua fé.

A esperança não é genuflexório de simples contemplação. É energia para as realizações elevadas que competem ao seu espírito.

Virtude não é flor ornamental. É fruto abençoado do esforço próprio que você deve usar e engrandecer no momento oportuno.

Livro: Agenda Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: André Luiz.


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Jesus e a Boa Nova




O advento do Cristo foi previsto e anunciado por vários profetas do Velho Testamento, dentre os quais destacamos apenas uma citação, a de Isaías, 9:6-7.1
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, um raio raiou para os que habitavam uma terra sombria (…).
(…)
Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado,
Ele recebeu o poder sobre os seus ombros, e lhe foi dado este nome:
Conselheiro maravilhoso, Deus-forte,
Pai-eterno, príncipe da paz,
Para que se multiplique o poder, assegurando o estabelecimento  de uma paz sem fim (…).
 Confirmando essa e outras profecias, Jesus nasceu na Terra em um ambiente de lutas e conspirações, e, ainda que envergasse as vestes luminosas dos Espíritos puros e celestiais, o Mestre se apequenou para conduzir aos píncaros da evolução a humanidade que lhe fora concedida por Deus, jamais se negando em trilhar a poeira da estrada, a fim de que a sua mensagem alcançasse todos os corações humanos.  Humilhado e desprezado, amou e perdoou sem cessar, prosseguindo firme em sua gloriosa missão, tomando sobre si o fardo das nossas dores, como assevera Emmanuel:
Sim, o mundo era um imenso rebanho desgarrado. Cada povo fazia da religião uma nova fonte de vaidades, salientando-se que muitos cultos religiosos do Oriente caminhavam para o terreno franco da dissolução e da imoralidade; mas o Cristo vinha trazer ao mundo os fundamentos eternos da verdade e do amor. Sua palavra, mansa e generosa, reunia todos os infortunados e todos os pecadores.  Escolheu os ambientes mais pobres e mais desataviados para viver a intensidade de suas lições sublimes, mostrando aos homens que a verdade dispensava o cenário suntuoso dos areópagos*, dos fóruns e dos templos, para fazer-se ouvir na sua misteriosa beleza. (…).2
 O nascimento de Jesus ocorreu durante o reinado do imperador romano Augusto (Caio Júlio César Otávio), descrita pelos historiadores como a Era de Ouro de Augusto, ante a beleza e harmonia existentes se comparada a épocas anteriores ou posterioresHumberto de Campos destaca, porém, que a chegada do Cristo envolveu a Terra em excelsas vibrações celestiais, sendo que a Era de Augusto consistiu, na verdade, do século do Evangelho ou da Boa Nova:
(…). É por essa razão que o ascendente místico da era de Augusto se traduzia na paz e no júbilo do povo que, instintivamente, se sentia no limiar de uma transformação celestial.
Ia chegar à Terra o Sublime Emissário. Sua lição de verdade e de luz ia espalhar-se pelo mundo inteiro, como chuva de bênçãos magníficas e confortadoras. A Humanidade vivia, então, o século da Boa Nova. (…).3
O âmago ou essência do Evangelho de Jesus — também conhecido pela expressão  Boa Nova (do grego,aungelion, onde, eu= bom, e –angelion= mensagem, noticia),  significa, literalmente, “boa mensagem”, “boa notícia”— é encaminhar a Humanidade terrestre ao bem. Assim, a missão de Jesus, se resume  em “(…) transmitir aos homens o pensamento de Deus, somente a sua doutrina, em toda a pureza, pode exprimir esse pensamento. Foi por isso que ele disse: Toda  planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.”(Grifos no original)
 (…) vinha reunir todas as criaturas na mesma vibração de fraternidade e na mesma estrada luminosa do amor. (…). Combateu pacificamente todas as violências oficiais do judaísmo, renovando a Lei Antiga com a doutrina do esclarecimento, da tolerância e do perdão. Espalhou as mais claras visões da vida imortal, ensinando às criaturas terrestres que existe algo superior às pátrias, às bandeiras, ao sangue e às leis humanas. Sua palavra profunda, enérgica e misericordiosa, refundiu todas as filosofias, aclarou o caminho das ciências e já teria irmanado todas as religiões da Terra, se a impiedade dos homens não fizesse valer o peso da iniquidade na balança da redenção.6                              
 A palavra do Evangelho é límpida e cristalina, revela-se livre de fórmulas e misticismo tão ao gosto de muitas interpretações religiosas, cristãs ou não cristãs. E, por tocar diretamente o coração, incentiva o Espírito medir as consequências nocivas dos próprios pensamentos e atos.
 Não se reveste o ensinamento de Jesus de quaisquer fórmulas complicadas. Guardando, embora,  o devido respeito a todas as escolas de revelação da fé com os seus colégios iniciáticos, notamos que o Senhor desce da Altura, a fim de libertar o templo do coração humano para a sublimidade do amor e da luz, através da fraternidade, do amor e do conhecimento.
Para isso, o Mestre não exige que os homens se façam heróis ou santos de um dia para outro. Não pede que os seguidores pratiquem milagres, nem lhes reclama o impossível.
Dirige-se a palavra dele à vida comum, aos campos mais simples do sentimento, à luta vulgar e às experiências de cada dia. (…).7
 Em suma, pela Boa Nova Jesus nos ensina o que é essencial ao cristão para que ele possa ser feliz e consiga progredir sem cessar, ensina Allan Kardec: “Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, e acrescentando: “aí estão toda a lei toda e os profetas.8


Tudo o mais é consequência desses dois ensinos de Jesus.

Marta Antunes de Moura



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Defenda-se



Não converta seus ouvidos num paiol de boatos.

A intriga é uma víbora que se aninhará em sua alma.

Não transforme seus olhos em óculos da maledicência.

As imagens que você corromper viverão corruptas na tela se sua mente.

Não Faça de suas mãos lanças para lutar sem proveito.

Use-as na sementeira do bem.

Não menospreze suas faculdades criadoras, centralizando-as nos prazeres fáceis.

Você responderá pelo que fizer delas.

Não condene sua imaginação às excitações permanentes.

Suas criações inferiores atormentarão seu mundo íntimo.

Não conduza seus sentimentos à volúpia de sofrer.

Ensine-os a gozar o prazer de servir.

Não procure o caminho do paraíso, indicando aos outros a estrada para o inferno. A senda para o Céu será construída dentro de você mesmo.

Livro: Agenda Cristã – Médium: Chico Xavier – Espírito: André Luiz.

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Médiuns, mediunidade e desenvolvimento mediúnico





São muitos os candidatos ao desenvolvimento das faculdades mediúnicas, preocupados exclusivamente com as expressões fenomênicas.
Acreditam que as forças espirituais são restritas ao mecanismo de forças cegas e fatais, dispensando, desta forma, a preparação e a disciplina.
É importante que estes médiuns se conscientizem da utilidade e grandeza de suas faculdades mediúnicas e se dediquem, o máximo que puderem, ao estudo e à espiritualização, reservando um tempo para o recolhimento e meditação. Estas providências aperfeiçoam a visão interior e favorecem harmoniosa sintonia com a Espiritualidade, tornando-os aptos a servirem de intermediários aos bons Espíritos.

Inúmeras faculdades preciosas se corromperam por falta de cuidados indispensáveis, como os citados anteriormente; foram malbaratadas pelos interesses imediatistas, pela leviandade, pela pressa e, dessa forma, só maus frutos produziram.
Um dos grandes obstáculos a um satisfatório desenvolvimento da mediunidade é a pressa, visto que a natureza não dá saltos. Léon Denis em No invisível afi rma:

A boa mediunidade se forma lentamente, no estudo calmo, silencioso, recolhido, longe dos prazeres mundanos e do tumulto das paixões. Depois de um período de preparação e expectativa, o médium colhe o fruto de seus perseverantes esforços; recebe dos Espíritos elevados a consagração de suas faculdades, amadurecidas no santuário de sua alma, ao abrigo das sugestões do orgulho. Se guarda em seu coração a pureza de ato e de intenção, virá, com a assistência de seus guias, a se tornar cooperador utilíssimo na obra de regeneração que eles vêm realizando.

Mediunidade é sintonia; nossa mente estará sempre conectada às mentes que vibram na mesma faixa; por isso, as nossas companhias espirituais não serão as que nós desejamos, mas, sim, as de que nós nos fazemos merecedores segundo a lei de atração que rege o universo. É verdade que o fenômeno mediúnico em si, para manifestar-se, prescinde de disciplina e regras de conduta, mas não se pode dizer o mesmo com relação à confiabilidade das comunicações e o nível moral dos Espíritos comunicantes.

Jesus ensinou que cada um receberá de acordo com as suas obras, portanto, não podemos almejar felicidade semeando sofrimento, pedir amor espalhando ódio, desejar o intercâmbio com o plano espiritual, sem valorizar o intercâmbio na esfera do trabalho cotidiano. Para se obter um saudável intercâmbio com o plano espiritual, é antes necessário aprender a valorizar o intercâmbio com aqueles que caminham conosco no plano físico; não devemos nos candidatar às grandes tarefas antes de nos desincumbirmos das pequenas.

Como Espíritos em evolução e, especificamente, na condição de médiuns, encontraremos na vida um teste de múltiplas escolhas quanto ao caminho a seguir, mas apenas um é o mais seguro para que cresçamos e nos libertemos espiritualmente.

Jesus é o caminho, a verdade e a vida, por isso, não podemos dissociar a prática mediúnica dos princípios éticos e morais do seu Evangelho. Sem Jesus, a mediunidade se transforma em simples instrumento que possibilita a troca de informações com o plano espiritual, podendo também se transformar em fonte de perturbação e infelicidade.

Não raro, invigilantes, em vez de cultivarem as qualidades positivas das realizações com Jesus, transformando a mediunidade em escada para a sua elevação espiritual, muitos médiuns atendem a interesses menos dignos e se escravizam a cruéis obsessões.
Quem coloca a mediunidade a serviço dos interesses imediatos e da leviandade, divorciada da educação e responsabilidade, contrai débitos que exigirão reencarnações reparadoras, marcadas por arrependimento e dor.

Mediunidade é expressão do Espírito imortal; como ensinam os benfeitores espirituais, o médium que deseje aprimorá-la deverá compreender que antes precisa se aprimorar; se aspira ao desenvolvimento superior deve primeiro renunciar aos planos inferiores; se almeja o intercâmbio com os Espíritos sábios, deve crescer no conhecimento e intensificar as luzes do raciocínio; se aguarda a companhia dos santos, deve santificar-se na luta de cada dia.

Quantos médiuns desejam a companhia dos Espíritos superiores, sem realizar o esforço necessário para o autoaperfeiçoamento! Porém, é inconcebível a integração dos Espíritos esclarecidos com as almas rigorosamente agarradas às manifestações grosseiras da existência carnal. Por isso, antes da preocupação com o desenvolvimento prematuro das faculdades psíquicas, busque cada um progredir na virtude e aprimoramento dos sentimentos; antes
de desejar ser bom médium, procure ser médium bom, devotado e consciente.

Quem desejar cumprir a sua tarefa como médium e realmente desenvolver a mediunidade, coloque as expressões fenomênicas em segundo plano e valorize o seu desenvolvimento como Espírito imortal.

F. Altamir da Cunha


Referências:
DENIS, Léon. No invisível. 25. ed. 3. reimp. Brasília: FEB, 2011. pt. 1, cap. 5, Educação e função dos médiuns.
XAVIER, Francisco C. Missionários da luz. Pelo Espírito André Luiz. 45. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013.
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Entrevista - História da construção da FEB em Brasília



Aos 91 anos, Israel Quirino do Nascimento relata fases iniciais da construção da Sede da FEB, em Brasília

Reformador: Como chegou a Brasília?

Israel Quirino: A inspetoria federal de obras contra as secas – distrito João Pessoa –, publicou no jornal que necessitava de auxiliar de desenhista e eu me inscrevi.
Fiz a prova e fui aprovado em primeiro lugar. Olhando meus filhos com idade entre 9 meses e 12 anos, comecei a pensar que meus meninos não poderiam ser criados em João Pessoa e tinham que ir para uma cidade grande. Resolvi escrever para o Dr. Manoel Martins de Athayde. A resposta foi rápida: “Venha, eu não prometo nada!”. Vim para Brasília, mas três dias antes do meu embarque encontrei o genro do senador Humberto Lucena, que era presidente do Senado Federal, e ele me perguntou: “Quirino, você vai para Brasília? Leve uma carta para Antônio Fernandes Soares, que é o primeiro procurador da FEB, que está precisando de um auxiliar; e você, como é desenhista, arrojado e meio doido... Ele precisa de um auxiliar como você”. Ele me entregou a carta e eu viajei no dia 5 de fevereiro de 1962. Quando eu cheguei aqui as dificuldades eram inúmeras. Três meses sozinho e me esqueci da carta. Somente em 1964 achei a carta dirigida ao Antônio Soares. Fui para a casa dele e ele me recebeu de braços abertos, parecia um irmão antigo. No outro dia eu já fui olhar o terreno oferecido para a FEB.

Como se desenvolveram os preparativos para a construção da Sede da FEB?


No encontro com o Soares, ele logo começou a falar da história do terreno: “Quirino, deu um trabalho muito grande: eu requeri um terreno para a FEB e a Novacap ofereceu um terreno de 300 por 500 metros, ao lado da Ponte do Bragueto, mas eu não podia aceitar porque era muito distante para ter frequência. Rejeitei e então pediram para fazer um novo requerimento” – ele era um alto funcionário do Banco do Brasil.
Assim, ofereceram outro que coincidia com a área do grupo escolar.
Houve um terceiro requerimento e, por coincidência, estavam disponíveis estes dois lotes vagos “F” e “G”, respectivamente, de 50 por 200 metros e de 60 por 200 metros. Assim, surgiu a destinação do terreno atual para a FEB.

Como iniciou seu trabalho na FEB?

Numa comunicação do Espírito Guillon Ribeiro, que foi presidente da Federação, ele me convocou para fazer os projetos do conjunto arquitetônico da FEB; relutei por muito tempo. Eu achava que não tinha condição, não era arquiteto, nem tinha curso superior e achava que teria muita dificuldade, mas a insistência dele foi tão grande que, quando aceitei, ele disse “Nós te ajudaremos”; eu fiquei num entusiasmo muito grande e comecei a fazer esboço, esboço e mais esboço.

Guillon passou dois meses sem se comunicar e, no terceiro mês, na reunião mediúnica na casa do Dr. Soares, eu disse: “O Guillon conversou comigo, insistiu, me convidou e sumiu?”. Então, ele se comunicou, dizendo: “Quirino, eu não sumi, nós estávamos acompanhando o seu entusiasmo. Não se inicia nada quando a pessoa não tem entusiasmo nem calor”. Assim, no dia seguinte, iniciei o projeto. Em papel manteiga, comecei a fazer os desenhos. No primeiro, foi o prédio um, o segundo foi a biblioteca, o terceiro foi o museu, o quarto foi a casa do administrador, o quinto foi o prédio redondo, o sexto foi o anexo lá nos fundos e o sétimo, um prédio que está só projetado lá na parte posterior do terreno. É um prédio enorme de 8.000 metros quadrados com dois subsolos.
A ideia inicial era que no subsolo fosse instalada a gráfica para ser confeccionado o Reformador, em Brasília; no segundo iam ficar os jornais e, no terceiro, um equipamento para dar apoio a todos os órgãos da Federação, sobretudo das Reuniões Zonais Norte, Sul, Leste e Oeste. O projeto desse bloco está, desde então, arquivado.

Como foram os preparativos para as obras?

Projetados os edifícios, eu, muito ligado ao Antônio, lhe disse: “Antônio, nós precisamos fixar um barraco no terreno, a reunião não pode ser feita na sua casa, e a Entidade precisa nos fixar no terreno. Chamei um amigo português e lhe pedi para doar a madeira. Ele me atendeu. Cheguei sem ninguém ver e fiz um barraco de 10 x 15 metros, então chamei o Antônio e falei para ele: “Já começamos a FEB, o barraco vai sair”.

No que me respondeu: “Quirino, eu tenho nove mil cruzeiros, mas não dou de jeito nenhum, porque ainda não tenho a escritura do terreno”. Fiz amizade com um comprador da Novacap, ele me doou um caminhão de tábuas, depois fiz amizade com outro, que me deu as telhas; depois saí pedindo, pedindo... Com dois meses o barraco estava pintado e pronto. Com o esboço pronto, o Antônio disse: “Você vai ao Rio de Janeiro, se apresenta a Wantuil de Freitas para ele dar o aval”. Viajei para o Rio de Janeiro e fiquei na Federação sentado, quando passou um cidadão veloz, parecia um meteoro. Era o Wantuil, gravatinha borboleta, pequenininho, roupa de linho. Eu já o estava esperando há uma hora, quando passou outra pessoa e eu disse para ela que precisaria falar com o Dr. Wantuil, pois teria que retornar naquele mesmo dia para Brasília. Nesse momento, ele passou e a pessoa o chamou: “Sr. Wantuil, tem um Quirino aí e quer falar com o senhor”. E o Wantuil disse: “Quirino, ô Quirino entra”. Abraçou-me, me levou para o escritório e falou: “Quirino, que felicidade vê-lo”. Nunca tinha me visto. E continuou: “Quirino, abre os desenhos, Quirino”. Quando abri os desenhos, ele disse: “Que beleza! Fecha os desenhos.

De onde é que você veio, Quirino?”. Respondi: “Vim de Brasília; não, eu fui para Brasília, eu era de João Pessoa”. “Você veio de João Pessoa? Conheceu o Sr. Augusto Romero, meu amigo, presidente da Federação Paraibana há mais de 20 anos? Você trabalhou com ele?”. Respondi: “Trabalhei”. “Então vai trabalhar comigo, vai dar certo. O que é que você fez lá?”. “Fiz o projeto da Federação Espírita Paraibana”. “Ih, vai dar certo”, e fez aquela festa. Pediu para eu abrir novamente os desenhos, e concluiu: “Quirino sabe de uma coisa, eu não entendo nada disso, já mandei abrir e fechar, mas não vi nada, e esses óculos não prestam; segunda-feira vou trocar as lentes. Fecha os desenhos, vá para Brasília. Você e o Antônio são os responsáveis pela obra”. Quer dizer, foi assim que eu conheci o Wantuil, nunca ninguém me deu essa oportunidade, esse choque.

E o início das construções?


Ao retornar, começamos a entrar em contato com a prefeitura, redesenhar, porque eu tinha levado o esboço e precisava de um engenheiro para assinar. Procuramos e não encontramos. Então, o Antônio colocou um anúncio no Correio Braziliense: “A Federação Espírita Brasileira vai iniciar as suas obras, está com projeto pronto, mas precisa de um engenheiro para assinar de graça”. Apareceram dois, inclusive um coronel da Aeronáutica que era engenheiro civil. Veio aqui, assinou, tirou as cópias e ficou trabalhando com a gente. Começamos o barraco. Fui à Novacap, porque além de fazer os desenhos, eu teria que obter a aprovação. Atendi as recomendações e exigências da Novacap, recuei uns 40 metros e construímos o Cenáculo, com muito trabalho, porque não havia dinheiro, o dinheiro vinha pingado do Rio.

Levantamos as paredes e cobrimos, mas faltava o piso. Nesse ponto, o Antônio telefonou para Dr. Wantuil: “Dr. Wantuil eu preciso de 40 contos, encontrei um piso baratinho”. Wantuil disse que não tinha dinheiro e Antônio respondeu: “Então eu vou fechar”. “Feche e traga a chave”, disse Wantuil. Eles eram assim, se chocavam. Um dia o Antônio pegou o avião e levou a chave. Quando chegou ao Rio, Wantuil deu-lhe bom dia e entregou-lhe um cheque. Ele voltou e colocou o piso.

E as campanhas para a construção?

Um companheiro nosso, Sr. Vieira, grande colaborador, era gerente de uma firma de terraplanagem e nos ofereceu as máquinas para fazer a escavação, e esta foi iniciada. Uma escavação enorme... e aquela terra foi sendo distribuída aqui no lote. Empregamos mais ou menos uns cinco mil caminhões de terra, porque havia muita vala, muita depressão no terreno. Fizemos a primeira construção no térreo, com salão para refeição, para repouso, e um apartamento. Antônio disse: “Vamos fazer um apartamento, porque pode vir um presidente passar aí uma semana, passar um mês...”. O apartamento térreo foi depois utilizado pelo presidente Francisco Thiesen, e o superior por Cecília Rocha.

Palavras finais.

Eu tenho uma história muito ligada com a construção da FEB, em Brasília. Tenho um amor enorme por tudo isso, e o prédio frontal oferece uma atração fantástica para permanecer aí por longo tempo.


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Abra seu coração



A sala estava repleta de convidados, todos curiosos para ver a obra de arte, ainda oculta sob o pano branco. Falava-se que o quadro era lindo. As autoridades do local estavam presentes, entre fotógrafos, jornalistas e outros convidados porque o pintor era, de fato, muito famoso.

Na hora marcada, o pano que cobria a pintura foi retirado e houve caloroso aplauso. O quadro era realmente impressionante. Tratava-se de uma figura de Jesus, batendo suavemente na porta de uma casa. O Cristo parecia vivo.

Com o ouvido junto à porta, Ele desejava ouvir se lá dentro alguém respondia. Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte perfeita. Contudo, um observador curioso achou uma falha grave no quadro: a porta não tinha fechadura.

Dirigiu-se ao artista e lhe falou com interesse: A porta que o senhor pintou não tem fechadura. Como é que o Visitante poderá abri-la? É assim mesmo, respondeu o pintor calmamente. A porta representa o coração humano, que só abre pelo lado de dentro.

 * * *

Muitas vezes mal interpretado, outras tantas, desprezado, grandemente ignorado pelos homens, o Cristo vem tentando entrar em nossa casa íntima há mais de dois milênios. Conhecedor do caminho que conduz à felicidade suprema, Jesus continua sendo a Visita que permanece do lado de fora dos corações, na tentativa de ouvir se lá dentro alguém responde ao Seu chamado.

Todavia, muitos O chamamos de Mestre mas não permitimos que Ele nos ensine as verdades da vida. Grande quantidade de cristãos fala que Ele é o médico das almas, mas não segue as Suas prescrições. Tantos dizem que Ele é o irmão maior, mas não permitem que coloque a mão nos seus ombros e os conduza por caminhos de luz... Talvez seja por esse motivo que a Humanidade se debate em busca de caminhos que conduzem a lugar nenhum.

Enquanto o Cristo espera que abramos a porta do nosso coração, nós saímos pelas janelas da ilusão e desperdiçamos as melhores oportunidades de receber esse Visitante ilustre, que possui a chave que abre as portas da felicidade que tanto desejamos.


E se você não sabe como fazer para abrir a porta do seu coração, comece por fazer pequenos exercícios físicos, estendendo os braços na direção daqueles que necessitam da sua ajuda. Depois, faça uma pequena limpeza em sua casa íntima, jogando fora os detritos da mágoa, da incompreensão, do orgulho, do ódio... Em seguida, busque conhecer a proposta de renovação moral do Homem de Nazaré.

Assim, quando você menos esperar, Ele já estará dentro do seu coração como convidado de honra, para guiar seus passos na direção da luz, da felicidade sem mescla que você tanto deseja.

* * *

O olhar de Jesus dulcificava as multidões. Seus ouvidos atentos descobriam o pranto oculto e identificavam a aflição onde se encontrasse. Sua boca, plena de misericórdia, somente consolou, cantando a eterna sinfonia da Boa Nova em apelo insuperável junto aos ouvidos dos tempos, convocando o homem de todas as épocas à conquista da felicidade.

Redação do Momento Espírita, com base no verbete Jesus, do livro Repositório de sabedoria, v. 2,
pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL

e história de autoria ignorada.

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" A FINALIDADE DA VIDA, NÃO É SOFRER E SIM RENASCER!!!"



                                  



                                NINGUÉM RENASCE NO MUNDO FÍSICO PARA
                                      SOFRER,  SENÃO  PARA  REEDUCAR-SE,
                                         PARA RECUPERAR-SE DOS DELITOS
                                             INFELIZES, PARA CRESCER, NA
                                                       DIREÇÃO DE DEUS.....


               A nossa vinda ao Planeta Terra é feita com base, numa programação para o êxito, para a vitória. Ainda que o sofrimento seja uma realidade, que não se pode negar e atinge a todos nós. A finalidade da vida não é sofrer. As situações dolorosas que todos experimentam não se constituem em finalidades da existência, mas apenas num mecanismo da existência, para correção de caminhos quando nos distanciamos da rota da felicidade, que Deus traçou para todos nós.
A lição Espiritual ensina que, temos três grandes objetivos em nossa passagem pelo Planeta Terra.
1º- REEDUCAÇÃO....
2º- RECUPERAÇÃO....
3º- CRESCIMENTO INTERIOR....
Segundo a Doutrina Espírita, invertendo um pouco a ordem acima exposta, poderíamos rapidamente resumir dizendo que:
A)- Nascemos para nos recuperar dos erros, cometidos em existências passadas.
B)- Essa recuperação se fará pela reeducação dos nossos sentimentos.
C)- A realização das etapas anteriores, automaticamente nos fará crescer na direção de Deus.
               Os problemas que hoje nos cercam, estão localizados nas áreas em que precisamos realizar, o processo a que acima nos referimos, Reeducação, Recuperação e Crescimento. Vamos exemplificar melhor , imaginemos que temos problemas de relacionamento com um filho (a), Esposo (a), Irmão (a), Pai ou Mãe. Sentimos que essa pessoa tem uma inexplicável aversão por nós, que ele (a) não gosta da nossa presença, irritando-se conosco facilmente e gosta de nos contrariar e não faz questão alguma de ser agradável conosco. Não encontrando nenhuma causa  nesta vida, que justifique tal situação, é quase certo que a causa esteja numa outra existência que tivemos com ele a), na qual provavelmente o (a) prejudicamos de alguma forma.
Imaginemos também que terminada aquela experiência, ficaram ainda marcas dolorosas no espírito dele (a), marcas que causamos com atitudes egoístas e orgulhosas. No mundo espiritual onde nos encontramos depois da morte, ele (a) está infeliz porque tem mágoas nossas e nós também não estamos felizes pelo mal que lhe fizemos. Como Deus é bom e misericordioso, nossa volta ao Planeta é programada para que essa desarmonia seja superada. E é possível supor que nós voltamos na condição de pais, filhos (a), esposo (a) ou mesmo de familiares. E não nos lembraremos do que ocorreu, mas a animosidade de hoje nos permite deduzir que, não fomos aprovados na experiência anterior, com ele (a) e agora estamos em regime de recuperação espiritual. E faremos isso reeducando os nossos sentimentos. Se ontem fomos egoístas, hoje nos reeducamos para sermos mais amorosos. Se ontem fomos orgulhosos, hoje nos reeducamos para sermos mais humildes. Se ontem fomos agressivos, hoje nos reeducamos para sermos mais pacíficos . Se ontem estivemos muito distante, hoje nos reeducamos para sermos mais próximos.
               Aquele comportamento que aquela pessoa reclama de nós, muitas vezes é o comportamento que não tivemos com ele (a) ontem. O sentimento que faltou no passado é o sentimento que a situação provacional de hoje, está nos exigindo ter . E assim agindo reeducando-nos estaremos crescendo na direção de Deus, o que significa em última análise crescer na direção do amor, que nos faz felizes. Quantas vezes o problema é o próprio socorro que Deus nos dá, para nos livrar de um mal maior.
A Cirrose por exemplo, uma vez adquirida não seria um socorro em forma de enfermidade?, através da qual Deus está ajudando o alcoólatra a deixar o vício? Como vimos não estamos na terra para sofrer, mas sim para nos reeducar. Então a cirrose não é um castigo e sim uma professora que está ensinando o alcoólatra a se reeducar, a aprender a ter controle sobre seus instintos, a amar a si mesmo, aprendizados que ele voluntariamente não desejou fazer. Em sã consciência, ninguém gostaria de passar por uma experiência dolorosa para chegar a resultados positivos, mas é assim que muitas vezes acontece, porque via de regra, o sofrimento ainda tem um poder de convencimento, maior que todos os bons conselhos que recebemos dos pais, amigos, livros ou nos templos e casas religiosas. Por isso problemas são mestres disfarçados e muito especiais, porque trazem situações práticas ligadas às nossas necessidades de crescimento. Sendo o problema um mestre, é fácil concluir que ele somente nos deixará, quando aprendermos a lição que ele nos trouxe. Para facilitar esse processo teórico e prático apresento alguns conselhos que devem ser praticados desde já.
       1º - Aceite as responsabilidades por sua vida.
              Quando você aceita suas responsabilidades, da forma que estão agora em sua vida, vc aceita as possibilidades de mudanças que você precisa.
              2º - Passe alguns momentos refletindo.
              Sobre onde você se encontra na sua vida agora e reconheça como tudo está, como está as suas escolhas, decisões e ações.
     
       3º - Selecione uma coisa em sua mente.
              Que você não se sente feliz e aceite sua participação na criação disso. Isso pode parecer um pouco difícil, se você acha que circunstâncias, pessoas, trabalhos, moldaram sua vida  até uma certa forma.
              Mas se conseguir de fato aceitar que você escolheu, permanecer  nessa  circunstância, relacionamento,  trabalho, então começará a recuperar seu poder.
É hora então, de mudarmos o slogan da nossa vida, nada de nascidos para sofrer, mas no atual momento temos sim que dizer, pois agora é a hora certa de falarmos que o nosso slogan correto é: " NASCIDO PARA VENCER", só você pode isso fazer está sofrendo ou está vencendo sua vida? Pense bem reflita, mas saia vitorioso (a).
Receba forte abraço fraterno em seu coração, do irmão Jesus Carlos.



                                                                                             PAZ, MUITA PAZ! 


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