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QUAL A VISÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA DESSES VÁRIOS CASOS DE MICROCEFALIA?



Os diversos casos de microcefalia que está ocorrendo por todo o Brasil, e com mais intensidade no Nordeste, e os números cada vez mais aumentando.  Nos faz indagar: por que isto está acontecendo? 
   Para nós espíritas isto não é por acaso. Na visão da Doutrina Espírita esta situação enquadra-se nas chamadas provações coletivas, é um resgate coletivo. São espíritos que trazem necessidade de provas ou expiações semelhantes, nisto são atraídos a lugares ou situações, onde graves desequilíbrios destes espíritos são tratados em conjunto. Sobretudo nas doenças, chamadas de congênitas, que a criança já traz ao nascer, não se pode atribuir ao acaso ou a má sorte elas passarem por esta situação.
   Há casos também em que esses espíritos reencarnam com este problema  para ajudar os familiares a desenvolverem boas qualidades, a terem mais paciência, para desenvolver o cuidado pelo próximo, a compaixão, a generosidade...
   O Espiritismo nos esclarece que estamos num mundo de efeitos, de consequências, onde percebemos que na reencarnação encontra-se o “por que” para compreendermos o que está ocorrendo, as causas e as consequências.
  Nas questões 132 e 133 de O Livro dos Espíritos, encontramos os seguintes esclarecimentos: Que Deus impõe a encarnação com o objetivo de fazer os espíritos chegarem a perfeição. Para alguns a encarnação é uma expiação, para outros é uma missão. Todavia, para alcançarem essa perfeição, devem suportar todas as vicissitudes da existência corporal; nisto é que está a expiação. (...)
Todos nós necessitamos de reencarnarmos, pois todos nós fomos criados simples e ignorantes; instruímo-nos nas lutas e nas tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não poderia fazer a alguns felizes, sem dificuldades e sem trabalho e, por conseguinte, sem mérito. Os espíritos que seguem o caminho do bem alcançam mais depressa o objetivo. Aliás, as dificuldades da vida, frequentemente, são consequências da imperfeição do espírito; quanto menos tenham de imperfeição, menos tem de tormentos. (...)
  Estamos vivenciando um momento crucial no progresso do planeta Terra, e no nós progresso.  Esta é a encarnação que melhor nos preparamos através das outras encarnações. É a grande chance e a grande oportunidade para nos tornamos indivíduos melhores. E para esses espíritos que nasceram com o corpo físico com microcefalia é uma grande oportunidade de reajuste de dividas passadas, é uma reencanação impar para eles, mesmo que seja por breve instantes, ou pela experiência de passar por isso, ou que vivam por anos; tanto para eles como para os familiares .
  Sabemos que a Terra está passando pela mudança de uma Era para outra, deixando o mundo de Provas e Expiações para o mundo de Regeneração. Tudo que estamos vivenciando seja desencarnes coletivos, seja reencarnações de resgate coletivo, é para acelerar o processo de quitação de divida do mundo em estagio de Provas e Expiações, pois não se pode chegar um novo estagio moral na Terra com as dividas e os sofrimentos atuais. Só irão ficar na Terra os espíritos que assumirem o compromisso com o bem, espíritos com a moral adequada para habitar o mundo em estagio evolutivo de Regeneração. Por isso que as dividas tem que serem pagas, e por isso que está havendo esse aceleramento para o pagamento dos débitos desses espíritos, e tudo isso acontecendo por meio da Lei de Causa e Efeito, da ação e da reação.
  Assim, os débitos de vidas anteriores que tal espírito contraiu e acarretou tal deficiência, é sanado com essa atitude de encarnar com a microcefalia.   Décadas atrás a incidência de casos de deficiência física era muito grande, e se apresentando de diversas formas as deficiências físicas, atualmente os espíritos estão nascendo com doenças emocionais, psíquicas, é a mente que está sofrendo atualmente. Tendo diminuído os casos de deficiência física, pois os espíritos que precisavam passar por tais circunstancias já terem quitado tal divida, contraída por erros em vidas passadas. É por isso que esta é a grande chance, quem sabe uma das ultimas chamadas para esses espíritos quitarem suas dividas e a dos seus familiares por meio da microcefalia.
  Deus sempre Escreve Certo e  Seu Amor e Justiça nunca falham. Temos que entender que os espíritos desses bebês, são espíritos que já viveram muitas outras vidas, com erros e acertos. Os aspectos espiritual por trás desta situação é que são espíritos que precisam passar pela experiência da microcefalia, é como se fosse um processo de cura para os dificuldades espirituais desses espíritos.
  Que as mães não aborte esses bebês de forma alguma, porque se houver um caso na família de microcefalia é porque  a família necessita desta experiência  para desenvolver boas qualidades. Porque se haver de nascer na família um bebê com alguma deficiência física é necessidade da família e do bebê. A família tem que se doar, porque tudo tem uma razão de ser. É a Justiça Divina atuando, mesmo que não compreendemos atualmente,  para que alcancemos a luz.
  Que as mães, os pais e  os familiares agradeçam a Deus por esta oportunidade bendita, por receber estes espíritos sofredores, que vão precisar dos seus pais, responsáveis, familiares, de todo o amor, carinho, da servidão, para se dedicarem a estes espíritos, dando condição a eles de cura para o espírito, através desta oportunidade. Quando servimos crescemos. É um crescimento mútuo, para os pais e para o filho, muitos casos podem ser resgates de dividas dos pais com os filhos de outras vidas, outros casos os bebês podem assim nascer para sensibilizar os pais e familiares, e outros podem ser a necessidade do espírito de nascer desta forma e os pais os acolherem para o ajudar, sem os pais terem cometido erros com eles no passado, isto estabelecido no plano reencarnatório antes dos pais e filhos nascerem.
  Que esses casos sirvam para a sociedade em geral, para sensibilizar-nos e nos voltarmos mais para o bem, para o amor, para a caridade... Uma nova era está chegando, e temos que cada dia sermos pessoas melhores. O tempo urge, e os trabalhos estão sendo acelerados. Colhemos o que plantamos isto através dos séculos, isto é a lei de causa e efeito, ação e reação. Mas, sobretudo, confiemos em Deus Pai. E nos ensinos de Mestre Jesus, pois Ele afirmou: “Das ovelhas que meu Pai me confiou, nenhuma se perderá.”

  “Estamos certos de que Deus age em todas as coisas com o fim de beneficiar todos os que o amam, dos que foram chamados conforme seu plano.“ (Romanos 8:28)


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DESENCARNE COLETIVO É PARTE DO PROCESSO DE REGENERAÇÃO


VÍTIMAS DE ACIDENTES FATAIS E CATÁSTROFES SÃO RECEBIDAS PELA ESPIRITUALIDADE

Entrevista com Edmir Freitas, vice presidente do Geae

Edmir Freitas
 O primeiro quadrimestre de 2015 registrou dois acidentes aéreos de grande proporção, cujas investigações seguem buscando uma resposta para a morte de cerca de 200 pessoas. A primeira catástrofe aconteceu em 04 de fevereiro, quando uma aeronave da TransAsia caiu em um rio na cidade de Taiwan, deixando 40 mortos. No final de março, um Airbus da companhia Germanwings  levou à morte 150 pessoas, supostamente derrubado pelo copiloto. Passada a comoção, e amenizada a atenção da mídia, restam ao menos duas perguntas: o avião deixou de ser um transporte seguro? Qual o sentido da morte coletiva em acidentes, à luz da doutrina espírita?
Números oficiais referentes ao ano de 2014, divulgados no Brasil e no exterior, confirmam ter havido um aumento no número de mortes, mas não no volume de acidentes aéreos no mundo. Balanço da Agência dos Arquivos de Acidentes Aéreos registra 120 acidentes aéreos, que fizeram 1.328 vítimas fatais no ano passado, superando pela primeira vez, desde 2010, a marca de 1.000 mortos. Apesar do número de mortes, 2014 foi um dos mais seguros na história da aviação civil comercial, segundo avaliação da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata): a entidade registrou 12 acidentes fatais, envolvendo aeronaves diversas, número menor que a média anual de 19 incidentes registrada entre os anos de 2009 e 2013. No Brasil, dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que o número de acidentes aéreos caiu pelo segundo ano consecutivo: 139 incidentes, dos quais 28 com vítimas fatais.
Dada a sua magnitude, os acidentes aéreos inspiram comoção e acendem questionamentos em torno da fugacidade e o sentido da vida. A doutrina espírita oferece alento e favorece a compreensão de tal fenômeno, à luz dos desígnios divinos que comandam a evolução do mundo terreno. Essa perspectiva é tema de entrevista com Edmir Freitas, vice-presidente do Geae, que aborda princípios da transição planetária para explicar o sentido dessas tragédias como parte da transição do mundo de expiação e provas para o de regeneração que ainda virá – ele lembra que esse momento já fora previsto no Novo Testamento e confirmado na codificação espírita por Allan Kardec, mas acontece agora. Segundo Edmir, esses momentos são prévia e plenamente preparados pela espiritualidade, que organiza a recepção e os cuidados àqueles que desencarnam nessas circunstâncias. Edmir afirma que a prece é a maior contribuição que podemos oferecer à essas pessoas, auxiliando no amparo e garantindo a energia que precisarão para avançar em sua regeneração. Leia os principais trechos da entrevista:
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Cena: Desencarnados recém chegados da II Guerra Mundial na Colônia Nosso Lar. Foto Divulgação: Filme Nosso Lar – Dan Chiacos/Ana Rodrigues
Em abril, houve grande comoção em torno do acidente aéreo nos Alpes franceses, que levou à morte 150 pessoas. Como a doutrina espírita interpreta incidentes em que haja o desencarne conjunto de grande número ou grupos de pessoas?
Edmir Freitas– A doutrina espírita esclarece pontos obscuros da vida e é sumariamente consoladora. Para se entender isso, obviamente ligando os seus princípios libertadores e evolutivos, faz com que entendamos esses fatos como parte da Lei Natural e da Justiça Divina como bem coerente. Nós, como Espíritos milenares, somos possuidores de passado de desmandos por descumprimento às leis de Deus, o que favorece a necessidade de providências que nos harmonizem conosco próprios e com os nossos semelhantes. Assim, diríamos, resgatamos as nossas culpas – ou dívidas morais – em conjunto com outros que nos foram cúmplices e/ou que tiveram a mesma natureza de culpa.
Como a doutrina espírita explica acidentes como esse (seja em aviões ou outros meios de transporte, como ônibus) e por que tais fenômenos têm se tornado tão mais comuns nos últimos anos?
E. F. – Explica como simples lógica da “causa e efeito”, afinal vivemos o hoje com os reflexos do que fizemos ontem, estando num futuro marcado por resultados de uniões e atitudes infelizes, quando deveríamos ter vivido de forma mais fraterna. Nada acontece por acaso e, em regra, nos reunimos a outras pessoas também com contas a saldar diante do prejuízo que causamos a indivíduos ou à coletividade. Assim acontece porque vivemos diante dos princípios da evolução e reencarnação, logo, reiniciando e alternando entre aqui e o mundo espiritual, agindo e melhorando devido a novas chances que nos são dadas por Deus. Porém, lamentavelmente, nos conscientizamos muito devagar, devido a vários fatores como ambição, apego e orgulho; vaidades avassaladoras. Catástrofes sempre existiram e de acordo com sua época, como o incêndio histórico de Roma, tomadas e consequente massacre de reinos; as Cruzadas e outras guerras ideológicas; o naufrágio do Titanic, quedas de aviões, incêndios em edifícios como o “Joelma”, sem contar o número de acidentes naturais, como tempestades e ciclones, terremotos e tsunamis, todos mais conhecidos atualmente, pois estamos em um mundo tecnológico onde as notícias são rapidamente divulgadas. Por outro lado, quando lemos os sinóticos Marcos, Mateus, Lucas e em especial João Evangelista (este último em seu livro chamado Apocalipse), todos eles insertos no Novo Testamento, vemos que esses apóstolos visualizaram tudo isso acontecendo numa escala maior no futuro, no que se intitulou de “final dos tempos”, devido ao período de transição (do mundo de expiação e provas para o mundo de regeneração) anunciado pelo Cristo e confirmado pelos Espíritos superiores a Allan Kardec, nos livros da Codificação – O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese e o Céu e o Inferno, dentre outros de sua lavra. E esse “final de tempo” é agora; nesta época em que estamos vivendo! Essa é a razão pela qual devemos modificar as nossas “disposições morais”, em última oportunidade neste planeta! (vide  em Kardec, na A Gênese, cap 18, item 33).
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Cena: Benfeitores do Plano Espiritual  à espera dos desencarnados da II Guerra Mundial na Colônia Nosso Lar. Foto Divulgação: Filme Nosso Lar – Dan Chiacos/Ana Rodrigues
Do ponto de vista da espiritualidade, o que se dá depois de um acidente dessa magnitude? Pode-se inferir que tais espíritos sejam imediatamente socorridos?
E. F. – Como já dito, longe de ser punição divina, existe a lei do progresso agindo nessas fatalidades, pelas lições a serem aprendidas e pela limpeza psíquica adjacente. Diante disso, há sempre programação espiritual necessária ao momento, para que quando os mencionados desencarnes coletivos aconteçam, exista enorme movimentação no mundo espiritual para receber as suas vítimas. Afinal, lembremos o dito popular ao nos falar de Deus: Ele sabe o que há na terra e no mar; e não cai uma folha (da árvore) sem que Ele disso tenha ciência.
Como se dá a transição entre mundos nesses casos? A conscientização do espírito desencarnado é imediata ou depende de algum outro fator?
E. F. – A separação da alma e do corpo em regra não é dolorosa. Em geral, sofremos mais durante a vida do que nessa hora. É um aspecto bem esclarecido no O Livro dos Espíritos (Questão 154). A conscientização do espírito desencarnado nesse estado vai depender de fatores como desapego, vida moral apurada; de a vítima ser espiritualizada, enfim. Grande parte dos acidentados ficará em postos de socorro próximos à crosta terrestre da erraticidade, sendo tratada em seu perispírito, para que, em pequeno ou longo tempo seja reabilitada, dependendo de cada caso. Uns, ainda, ficarão próximos ao corpo sem vida até que despertem para a sua nova realidade como espírito. Finalmente, outros já estarão preparados para se dirigirem a dimensões superiores.
 Como a espiritualidade se movimenta para amparar tais espíritos e o que as pessoas que ficaram, especialmente familiares e amigos, podem fazer para ajuda-los?
E. F. – Os Espíritos movem “céus e terra” para nos socorrerem e nos receberem em todas as circunstâncias, não apenas em situações como essas. Criam postos de serviços e se utilizam de outros existentes, para que noplano espiritual sejamos abraçados nas melhores condições que pudermos proporcionar a nós mesmos, devido o estado de nossa consciência. Nunca é demais lembrar que todos nós, sem exceção, temos os companheiros amigos desencarnados, que nos inspiram ao bem e assim nos querem ver. Não se entristecem pelas nossas provações e expiações – por saberem necessárias ao nosso progresso-, a não ser quando nos sentimos desestimulados, desesperançados, sem fé. Da parte dos encarnados, sempre a prece, a maturidade dos sentimentos, a busca da fé, para que os que se foram não fiquem mais angustiados com o nosso sofrimento. Isso se torna relativamente simples quando permitirmos que a doutrina espírita verdadeiramente faça parte de nossos sentimentos.
Em casos como esse, qual a importância da prece e como aproveitá-la em benefício das pessoas que partiram?
E. F. – O Espírito culpado e infeliz pode sempre salvar a si mesmo, recebendo da lei de Deus em que condições isso poderá se dar. Então, o que nos fala Allan Kardec sobre aquele em estado de provação: “o que lhe falta é a vontade, a força e a coragem. Se, pelas nossas preces, lhe inspiramos essa vontade, se o amparamos e encorajamos; se, pelos nossos conselhos, lhe damos as luzes que lhe faltam, em vez de solicitar a Deus que derrogue a sua lei, tornamo-nos instrumentos da execução dessa lei de amor e caridade, da qual ele assim nos permite participar, para darmos nós mesmos uma prova de caridade”. (Ver Céu e Inferno, I ª parte, caps. IV, VII e VIII). A prece sempre nos fortalece a todos, pelo que nos inspira e consola.
Como confortar familiares e amigos e atenuar a sensação que fica para todos de que acidentes assim são violências imerecidas? 
E. F. – Alertando sobre o estudo e consciência da doutrina espírita, a qual nos esclarece que devemos aceitar todos os episódios que nos ocorrem como incidências naturais de percurso, pois representa aprendizado e experiência destinados à conscientização do progresso. Com esses estudos, entendemos a chave da reencarnação, que explica tais acontecimentos como oportunidade de abrir o futuro de redenção de nosso passado delituoso e infeliz, facultando-nos facilmente concluir que a provação inevitável fez o bem, embora sob circunstâncias para nós consideradas trágicas. Desta forma agindo, fazemos concluírem que ao invés de lamentações e de lágrimas, comuns a esse estado, seremos chamados a colaborar com as vítimas, estendendo-lhes o coração amigo e fraterno de irmãos e filhos de Deus, acima de tudo. Pelo magnetismo da sintonia espiritual, eles receberão essas mensagens de nossos verdadeiros sentimentos, norteados pelo pensamento e prece. A emotividade sem ação de nada serve, e a ação, neste caso, paradoxalmente, é a resignação, com lágrimas quiçá de saudade, mas nunca fruto do desespero

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CRUZ E DISCIPLINA


“E constrangeram um certo Simão, Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo,  que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz.”  – Marcos, 15:21.

Muitos estudiosos do Cristianismo combatem as recordações da cruz, alegando que as reminiscências do Calvário constituem indébita cultura de sofrimento.

Asseveram negativa a lembrança do Mestre, nas horas da crucificação, entre malfeitores vulgares.

Somos, porém, daqueles que preferem encarar todos os dias do Cristo por gloriosas jornadas e todos os seus minutos por divinas parcelas de seu ministério sagrado, ante as necessidades da alma humana.

Cada hora da presença dele, entre as criaturas, reveste-se de beleza particular e o instante do madeiro afrontoso está repleto de majestade simbólica.

Vários discípulos tecem comentários extensos, em derredor da cruz do Senhor, e costumam examinar com particularidades teóricas os madeiros imaginários que trazem consigo.

Entretanto, somente haverá tomado a cruz de redenção que lhe compete aquele que já alcançou o poder de negar a si mesmo, de modo a seguir nos passos do Divino Mestre.

Muita gente confunde disciplina com iluminação espiritual. Apenas depois de havermos concordado com o jugo suave de Jesus Cristo, podemos alçar aos ombros a cruz que nos dotará de asas espirituais para a vida eterna.

Contra os argumentos, quase sempre ociosos, dos que ainda não compreenderam a sublimidade da cruz, vejamos o exemplo do Cireneu, nos momentos culminantes da Salvador.

A cruz do Cristo foi a mais bela do mundo, no entanto, o homem que o ajuda não o faz por vontade própria, e, sim, atendendo a requisição irresistível. E, ainda hoje, a maioria dos homens aceita as obrigações inerentes ao próprio dever, porque a isso é constrangida.

Pão Nosso, lição 103 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

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Deixe de Sofrer





A dor é inevitável, mas o sofrimento pode ser eliminado, pois se trata de consequência de interpretações da realidade quando não se tem uma visão imortalista da vida. Deixe de se vitimizar, de lamentar e de culpar terceiros pelo que lhe ocorre. Evite se culpar como se fosse a pior pessoa do mundo. Assuma o controle de sua vida, colocando horizontes palpáveis para seu destino. De nada adiantam suas lágrimas se não houver esforço de superação. Quando o Espírito toma consciência plena de sua imortalidade e de sua singularidade entende que os processos que para muitos causam sofrimento para si são tomados como preciosas lições de aprendizagem para o equilíbrio emocional. Mesmo quando as circunstâncias conduzem ao medo, a apreensão, a perdas ou a grande ansiedade, a confiança de que tudo segue propósitos divinos e atende ao melhor para o Espírito, o sofrimento não é obrigatório. Apego, egoísmo e orgulho são causadores de sofrimento. Dores lancinantes são suportadas quando o Espírito busca sua autodeterminação e dialoga com Deus. Comece a deixar de sofrer pensando no trabalho e na rotina de ser você mesmo.


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A outra face das dificuldades



O ser humano é o somatório de inúmeras experiências adquiridas em suas várias passagens por este nosso planeta, ao longo dos milênios, em que armazenou em seu psiquismo a bagagem da qual se utiliza diariamente no relacionamento com seu semelhante.
 Por ser resultado de uma semeadura investida em sua grande maioria na obtenção de bens fugazes, perecíveis, que os ladrões e as traças se incumbem de destruir, vive envolto em inúmeras situações, que muitas das vezes o fazem duvidar até mesmo da bondade do Pai Celestial de todos nós, inconformado com as tribulações, situações adversas e dificuldades que se lhes apresentam, aparentemente, sem motivos.
Procura então, um argumento de defesa que justifique perante a opinião dos outros, o seu presente estado de sofrimento, apressando-se em se apresentar como vítima da vida, blasfemando contra a sorte, alegando que nada faz por merecer tal castigo, pois sempre procurou respeitar as Leis instituídas pela sociedade no relacionamento com seu próximo, não entendendo o porquê de tanto sofrimento.
É natural que ainda pense dessa forma, em vista da nossa pequenez ante a grandiosidade da perfeição das Leis Divinas, únicas capazes de nos projetarem para frente e para o alto, e das quais, frequentemente, divorciamo-nos, para buscar a satisfação de nossos instintos selvagens, sem nos apercebermos de que sofreremos as consequências positivas ou negativas da nossa livre escolha.
Não nos preocupamos em analisar algumas questões que, por certo, muito nos ajudariam a proceder de maneira diferente da que normalmente decidimos por agir, e, perdemos muito tempo com coisas que não oferecem absolutamente nada que nos ajude na obtenção de nosso sonho por adquirir um estado permanente de paz e de felicidade, como se essas virtudes pudessem ser adquiridas sem o esforço necessário da reforma íntima que precisamos empreender.
Faz-se urgente a decisão de buscarmos quanto antes fazer a parte que nos cabe, na reforma de nossos atos e atitudes modificando inteiramente a maneira de ver, ouvir e sentir o convite do Mestre Jesus, que de mãos estendidas nos oferece sua ajuda, e segurá-las com fé, esperança, trabalho no bem e confiar aquilo que não depende de nós a Deus nosso Pai, infinitamente bom e justo, criador de tudo e de todos, e que tem o controle total do universo não caindo sequer a folha de uma árvore, nem um fio de cabelo de nossa cabeça sem sua permissão e entendermos que os problemas que hoje nos visitam são frutos amargos de nossa própria plantação, que agora colhemos por força da Lei de Ação e Reação que vem confirmar as palavras de Jesus quando nos afirmou “a cada um segundo as suas obras”.
No Capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo, no item Justiça das aflições, encontramos sábias explicações no texto que segue:
“Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos”.
Resta-nos buscar na Codificação as explicações claras, fundamentadas na lógica da razão e no ensino moral da Doutrina Espírita e providenciarmos colocar em prática os seus conceitos ético-morais, procurando vivenciar as lições dos espíritos superiores e entendermos que Deus nosso Pai é infinitamente amoroso com todos nós e que tudo pelo que passamos faz parte da bagagem de detritos que acumulamos ao longo dos séculos, da qual precisamos urgentemente nos desvencilhar se pretendemos ascender na escala hierárquica dos seres eternos da criação em busca da felicidade que tanto almejamos.
Preciso se faz seguir os ensinamentos ali contidos, e atentarmos para o chamamento que nos convida a aprimorar as virtudes presentes no imo de nosso ser, esperando o momento em que nos decidirmos por desenvolvê-las, projetando de dentro para fora as qualidades que nos hão de fazer seres melhores, dispostos a nova semeadura, em benefício do nosso futuro porvir.
E para tanto não precisamos de grandes esforços, na maioria das vezes, bastariam pequeninas atitudes em nossas ações do dia a dia, procurando espalhar em redor de nossos passos a simpatia, o otimismo, a gentileza, a compreensão, a calma, a fraternidade em doses homeopáticas e, no exercitar dessas atitudes positivas em nossa vida de relação em qualquer ambiente em que nos encontrarmos, estaríamos automatizando em nós as boas ações que com o passar do tempo se tornariam espontâneas, naturais, e não precisaríamos de enormes sacrifícios como costumamos alardear. O codificador Allan Kardec não deixou de formular perguntas nesse sentido aos imortais da vida maior, como podemos ver na questão abaixo transcrita de O Livro dos Espíritos:
  1. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?
“Sim, e, frequentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”
Finalizando, queremos enfatizar que só nos resta investir cada vez mais no estudo da Doutrina Espírita para sairmos desse estado de inércia se nós pretendermos fazer da nossa vida motivo de alegria e felicidade, não mais utilizando-nos do “desculpismo” injustificado, nem jogando a responsabilidade que nos cabe, em fazer os inevitáveis esforços, de trabalharmos pelo nosso crescimento moral e espiritual visando à colheita de novas oportunidades melhores do que as que hoje vivenciamos, e que costumeiramente responsabilizamos à vida e ao acaso.
Francisco Rebouças

Fonte:
Revista Presença Espírita março/abril – 2005. Publicado em seu site no dia 09 /06 /2006.


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DIAS DIFÍCIES



Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.
Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.

Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.

Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.

Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil.

Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.

Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.

Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.

São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.

Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso.

Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.

Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.

Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.

Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.

Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.

Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.

Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil.

Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.

Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.

Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.

São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.

Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso.

Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.

Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.

Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.

Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.

Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.

Texto.: Dias Difícies
Por.: Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito de Emmanuel
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