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NOSSO LAR - O FILME

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Suicídio

O suicídio é um ato exclusivamente humano e está presente em todas as culturas. Suas matrizes causais são numerosas e complexas. Pesquisas assinalam que o comportamento suicida acontece em famílias, sugerindo que fatores biológicos e genéticos também desempenham papel de risco.
Os determinantes do suicídio patológico estão nas perturbações mentais, depressões graves, melancolias, desequilíbrios emocionais, delírios crônicos. Algumas pessoas nascem com certas desordens psiquiátricas tal como a esquizofrenia e o alcoolismo, o que aumenta o risco de suicídio. Há os processos depressivos onde existem perdas de energia vital no organismo, num processo de desvitalização, ocorrendo interferência em todo mecanismo imunológico do ser.
Sob o ponto de vista sociológico o suicídio é um ato que se produz no marco de situações anômicas() em que os indivíduos se vêem forçados a tirar a própria vida para evitar conflitos ou tensões inter-humanas, para eles insuportáveis. Émile Durkheim registra que a causa do suicídio quase sempre é de matriz social ou seja, o ser individual é abatido pelo ser social. Absorvido pelos valores (sem valor) como o consumismo, a busca do prazer imediato, a competitividade, a necessidade de não perder, de ser o melhor, de não falhar, o homem se afasta de si e de sua natureza. Sobrevive de “aparências” para representar um "papel social" como protagonista do meio. E, nesta vivência neurotizante, ele deixa de desenvolver sua potencialidades, não se abre, nem expõe suas emoções e se esmaga na intimidade.
Há estudos que indicam que de 30 a 40% da população mundial irão ter depressão, pelo menos, uma vez ao longo da vida, mormente na juventude. Até porque o jovem sofre muito por não conseguir entender, nem se sentir entendido. Muitas vezes a sociedade se revela para ele, como referência de amarguras e instabilidade. Deste modo, age e sente de forma volúvel e nem sabe porque. E se sente vazio em si e muito só. Destarte, passa facilmente do riso às lagrimas, da alegria à tristeza. E da tristeza, muitas vezes à depressão. Que se instala, devoradora, silenciosa e perversa. E o emudece, o. asfixia, sobrevindo a irritabilidade constante, o cansaço, o desânimo; as idéias de inutilidade e por fim o suicídio. Geralmente inconsciente de que “de todos os desvios da vida humana o suicídio é, talvez, o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto dos homens, sem a luz da misericórdia”. O autocídio significa o ponto alto da insatisfação, representa uma solução desesperada para fugir da depressão. O "self" de quem se suicida sente-se naquele momento fragilizado a ponto de ser dominado pelo instinto da morte.
Até 70% das pessoas que cometem suicídio tinham sofrido de um distúrbio bipolar (maníaco-depressivo) ou um distúrbio do humor ou de exaltação/euforia (mania) desaguando numa depressão severa no período que antecedeu suas mortes. . O suicídio pode ocorrer tanto na fase depressiva como na fase de mania, sempre conseqüente do estado mental. A Doutrina Espírita esclarece que “o pensamento delituoso é assim como um fruto apodrecido que colocamos na casa de nossa mente. A irritação, a crítica, o ciúme, a queixa exagerada, qualquer dessas manifestações, aparentemente sem importância, pode ser o início de lamentável perturbação, suscitando, por vezes, processos obsessivos nos quais a criatura cai na delinqüência ou na agressão contra si mesma.”
Um indivíduo quando perde a capacidade de se amar, quando a auto-estima está debilitada, passa a ter dificuldade de manter a saúde física, psíquica e somática. André Luiz cita nas suas obras que “os estados da mente são projetados sobre o corpo através dos bióforos que são unidades de força psicossomáticas, que se localizam nas mitocôndrias. A mente transmite seus estados felizes ou infelizes a todas as células do nosso organismo, através dos bióforos. Ela funciona ora como um sol irradiando calor e luz, equilibrando e harmonizando todas as células do nosso organismo, e ora como tempestades, gerando raios e faíscas destruidoras que desequilibram o ser, . principalmente em atingindo as células nervosas.
Á rigor, não existe pessoa "fraca" a ponto de não suportar um problema, que ele julga, de certa forma, demasiado para si. O que de fato ocorre é que esta criatura não tem força de mobilizar a sua vontade própria para enfrentar os desafios. Joanna de Angelis assevera que o “suicídio é o ato sumamente covarde de quem opta por fugir, despertando em realidade mais vigorosa, sem outra alternativa de escapar”.
O mais grave é que o suicida acarreta danos ao seu perispírito. Quando voltar a reencarnar, além de enfrentar os velhos problemas ainda não solucionados, terá acrescido a necessidade de reajustar a sua lesão perispiritual. Portanto, adiar dívida significa reencontrá-la mais tarde com juros somados com cobrança sem moratória. Na questão 920 do Livro Espíritos registra que a vida na Terra foi dada como prova e expiação e depende do próprio homem lutar com unhas e dentes para ser feliz o quanto puder amenizando as suas dores.
Além de sofrer no mundo espiritual as dolorosas conseqüências de seu gesto o suicida ainda renascerá com todas as seqüelas físicas daí resultantes, e terá que arrostar novamente a mesma situação-provacional que a sua pouca fé e distanciamento de Deus não lhe permitiu o êxito existencial.
Certamente não cometeriam o autocídio se os que querem se matar soubessem que após o ato “o que [ocorrerá] é o choro convulso e inconsolável dos condenados que nunca se harmonizam! O que [ocorrerá] é a raiva envenenada daquele que já não pode chorar, porque ficou exausto sob o excesso das lágrimas! O que [ocorrerá] é o desaponto, a surpresa aterradora daquele que se sente vivo a despeito de se haver arrojado na morte!O que [ocorrerá] é a consciência conflagrada, a alma ofendida pela imprudência das ações cometidas, a mente revolucionada, as faculdades espirituais envolvidas nas trevas oriundas de si mesma! É o inferno, na mais hedionda e dramática exposição (...)”• •.
Na Terra é preciso ter tranqüilidade para viver, até porque não há tormentos e problemas que durem para sempre. Recordemos que Jesus nos assegurou que " Pai não dá fardos mais pesados que nossos ombros" e "aquele que perseverar até o fim, será salvo" .
Ante o impositivo da Lei da fraternidade devemos orar pelos que se mataram, compadecendo-nos de suas dores, sem condená-los. Até porque "Todos os suicidas, sem exceção, lamentam o erro praticado e são acordes na informação de que só a prece alivia os sofrimentos em que se encontram e que lhes pareciam eternos."
Tenhamos pois piedade dos que fugiram da vida pelas portas falsas do suicídio, pois eles carecem do amor, da graça e da misericórdia de Deus reveladas pela cruz, morte e amor de Jesus Cristo.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
_________, Francisco Cândido, O Consolador, Ditado pelo Espírito Emmanuel RJ: Ed. FEB - 13ª edição pergunta 154
Mensagem extraída do livro “PACIÊNCIA”, de Emmanuel; psicografado por Francisco Cândido Xavier
Franco, Divaldo, Momentos de Iluminação, Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis, RJ: ed. FEB.
Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 2002, pergunta 920
Pereira, Yvonne Amaral, Memórias de um Suicida, RJ: Ed FEB, 1975, Vale dos Suicidas
MT 24:13
INNOCÊNCIO, J. D. Suicídio. REFORMADOR, Rio de Janeiro, v. 112, n. 1.988, p. 332, nov. 1994


Jorge Hessen

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A Obra de Salvação


"Porque Deus não nos tem designado para a ira, mas para a aquisição da salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo." - Paulo. (I TESSALONICENSES,5:9.)"






Por que não somos compreendidos?


Por que motivo a solidão nos invade a existência?


Por que razões a dificuldade nos cerca?


Por que tanta sombra e tanta aspereza, em torno de nossos passos?


E a cada pergunta, feita por nós para nós mesmos, seguem-se, comumente, o desespero e a inconformação, reclamando, sob os raios mortíferos da cólera, as vantagens de que nos sentimos credores.


Declaramo-nos decepcionados com a nossa família, desamparado por nossos amigos, incompreendidos pelos companheiros e até mesmo perseguidos por nossos irmãos.


A intemperança mental carreia para nosso íntimo os espinhos do desencanto e os desequilíbrios orgânicos inabordáveis, transformando-nos a existência num rosário de queixas preguiçosas e enfermiças.


Isso, porém, acontece porque não fomos designados pelo Senhor para o despenhadeiro escuro da ira e sim para a obra de salvação.


Ninguém restaura um serviço sob as trevas da desordem.


Ninguém auxilia ferindo sistematicamente, pelo simples prazer de dilacerar.


Ninguém abençoará as tarefas de cada dia, amaldiçoando-as, ao mesmo tempo.


Ninguém pode ser simultaneamente amigo e verdugo.


Se tens notícia do Evangelho, no mundo de tua alma, prepara-te para ajudar, infinitamente ...


A Terra é a nossa escola e a nossa oficina.


A Humanidade é a nossa família.


Cada dia é o ensejo bendito de aprender e auxiliar.


Por mais aflitiva seja a tua situação, ampara sempre, e estarás agindo no abençoado serviço de salvação a que o Senhor nos chamou.
 
 Emmanuel
 Francisco Cândido Xavier
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Não Basta Compreender A Doutrina; É Preciso Sobretudo Assimilá-la



 

Não basta aceitar os princípios renovadores da Doutrina dos Espíritos. É preciso vivê-los. Todas as doutrinas são sistemas lógicos, acessíveis à compreensão intelectual. Desse ponto de vista, o Espiritismo pode ser compreendido por qualquer pessoa curiosa e de capacidade mental comum. Trata-se de uma doutrina clara, baseada em princípios de fácil assimilação, embora por baixo dessa simplicidade existam problemas complexos, de ordem científica e filosófica. É tão fácil compreendê-lo, desde que se estude criteriosamente as suas obras básicas.
A simples compreensão de uma doutrina, porém, não implica a sua vivência. Além de compreendê-la, temos de senti-la. Somente quando compreendemos e sentimos o Espiritismo, quando o incorporamos à nossa personalidade, quando o assimilamos profundamente em nosso ser, é que podemos vivê-lo. Daí a razão de Allan Kardec ter afirmado a existência de vários tipos de espíritas, concluindo que “o verdadeiro espírita se conhece pela sua transformação moral”. Espiritismo compreendido e vivido transforma moralmente o homem.
Viver o Espiritismo, entretanto, não é viver no meio espírita, fazendo ou freqüentando sessões, lendo obras doutrinárias ou ouvindo conferências. Pode fazer-se tudo isso, e ainda mais, - pode-se até mesmo gastar muito dinheiro e tempo em obras de assistência social, - atendendo apenas à compreensão intelectual da doutrina, sem vivê-la. Porque viver o Espiritismo é pautar todas as ações pelos princípios doutrinários. É moldar a conduta pela doutrina. É agir, em todas as ocasiões, como o verdadeiro espírita de que fala Allan Kardec.
Ainda neste ponto, porém, é necessário lembrar que não basta a conduta externa. Não basta a aparência. Nada mais avesso, aliás, às aparências, do que o Espiritismo. Anti-formal por excelência, contrário aos convencionalismos sociais e religiosos, o Espiritismo, como dizia Kardec: “é uma questão de fundo e não de forma”. Por isso mesmo, não podemos vivê-lo de maneira externa. Antes da conduta exterior, temos de reformar a nossa conduta interna, modificar nossos hábitos mentais e verbais. Pensar, falar e agir de acordo com os princípios renovadores da moral espírita, que é a própria moral evangélica, racionalmente esclarecida pela Doutrina do Consolador.
Surge ainda uma dificuldade, que devemos tentar esclarecer. Chegados a este ponto, muita gente nos perguntará, como sempre acontece, quando falamos a respeito: “O espírita deve então sujeitar-se rigidamente a um molde doutrinário?” Não, pois se assim fizesse estaria impedindo o seu livre desenvolvimento moral. Quando falamos em “moldar a conduta”, fazêmo-lo num sentido de orientação, nunca de esquematização. O espírita deve ser livre, pois, como acentuava o apóstolo Paulo “onde não há liberdade não está o Espírito do Senhor”. Só a liberdade dá responsabilidade, e só a responsabilidade produz a verdadeira moral.
Ao procurar viver o Espiritismo, devemos portanto evitar as atitudes formais que conduzem ao artificialismo, e conseqüentemente à mentira e à hipocrisia. Como se vê, esse é o caminho contrário ao da Doutrina dos Espíritos, é o caminho tortuoso da Doutrina dos Homens, no plano mundano. Devemos ser naturais. E como modificar a nossa natureza inferior, sendo naturais? Primeiro, compreendendo que temos essa natureza inferior e precisamos modificá-la, o que fazemos pela compreensão da doutrina; depois, sentindo a necessidade de modificá-la, o que fazemos pela assimilação emocional da doutrina. Nossa transformação moral deve começar de dentro, e não de fora. Dos pensamentos e sentimentos, e não das atitudes exteriores. Deve ser uma transformação para Deus ver, não para os homens verem.
A falta de compreensão desse problema leva muitos espíritas a posições incômodas dentro da doutrina, e o que é pior, a posições comprometedoras para o movimento doutrinário. E leva também a lamentáveis confusões, principalmente no tocante ao problema religioso. Quando compreendemos, porém, que o Espiritismo não é somente um sistema doutrinário para assimilação intelectual, mas que é sobretudo, vida, norma de vida, e principalmente, seiva renovadora da vida humana na terra, então compreendemos que não é possível separar-se, dos seus aspectos científicos e filosóficos, o seu poderoso aspecto religioso. Lembremos ainda o que dizia Kardec, ou seja, que o Espiritismo é forte justamente por afirmar e esclarecer as mesmas verdades fundamentais da religião.

 

J. Herculano Pires

 
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Influenciações Sutis


Tudo se irradia em a Natureza, produzindo vibrações específicas que se identificam umas com as outras, estabelecendo vínculos que se transformam em harmonia do conjunto.

No que tange ao ser humano, esse processo é mais expressivo em razão das ondas de simpatia ou de antipatia que decorrem da presença ou ausência de afinidade entre os mesmos.

Há, no entanto, uma influenciação sutil, que passa despercebida e merece consideração.

Referimo-nos à identificação de idéias e propósitos, que certos indivíduos recebem noutros, passando a receber-lhes o magnetismo e deixando-se impregnar.

Quando essa força se exterioriza de pessoa boa, nobre e generosa, produz salutar efeito sobre aquele que se deixa arrastar, assimilando-lhe as vibrações e os exemplos edificantes de que passam a dar mostras após o convívio estabelecido.

Quando, porém, se trata de criatura enferma do caráter, portadora de imperfeições morais danosas, a sua subjugação se transforma em efeito nefasto para quem lhe padece a injunção.

Sentindo-se atraído pela influenciação daquele com quem convive, cabe a cada um desidentificar-se desse arrastamento e sintonizar com Jesus, que é o único modelo para a humanidade terrestre.

Assimilar as boas impressões é muito importante, mantendo, porém, a própria individualidade, desde que, cada Espírito possui específico patrimônio, e tem por meta, em razão dos seus atos passados, a renovação interior e a auto-recuperação conforme as forças de que disponha.

O tarefeiro possui compromisso pessoal intransferível com a realização que deve operar. Os estímulos que recebe constituem-lhe valiosa contribuição que o não deve afastar do dever sob fascínio diferente.

Outrossim, deixando-se conduzir pelas interferências negativas, quando é portador de discernimento e razão, torna-se-lhe o fato um gravame perturbador.

Nesse panorama, todavia, ocorre uma influenciação que merece ser examinada com cuidado.

Quando se exterioriza de uma pessoa saudável, os Bons Espíritos a utilizam discretamente, a fim de auxiliar os seus pupilos e aprendizes, influenciando-lhes ânimo e orientações com que os auxiliam ao fortalecimento e à coragem para a luta de crescimento interior e de auto-iluminação.

Velando por eles, quando não os conseguem alcançar diretamente, os induzem às boas companhias, aos convívios edificantes.

Por outro lado, aqueles que se afinam com os maus, igualmente passam a receber influenciações perturbadoras dos Espíritos perversos, que se comprazem em perseguir e infelicitar por prazer, por inveja ou por desforço injustificado.

Iniciam-se, nesse caso, obsessões de uns encarnados por outros, por sua vez vítimas também de sutis interferências espirituais perniciosas.

Conforme a condição moral e mental de cada indivíduo, a sintonia é feita na mesma faixa vibratória.

Eis porque a todos cumpre manter-se em atitude vigilante para bem discernir e em freqüência de oração, de modo a elevar-se vibratoriamente, ascendendo em aspirações e idéias, portanto, em campos vibratórios de influenciações felizes.

Simão Pedro, interrogado por Jesus, a respeito da Sua procedência, respondeu emocionado, em sintonia com o psiquismo superior, que Ele era o Messias aguardado.

Logo depois, porque o Benfeitor Celeste informasse que deveria descer a Jerusalém para sofrer e dar o testemunho, ficou atemorizado, e disse, intempestivo: - Nós não o deixaremos...

Advertindo-o, e aos demais companheiros, o Mestre exprobou-lhe a conduta: - Afasta-te de mim, satanás, e não tentes o teu Senhor, referindo-se, naturalmente, ao Espírito insensato e leviano que tomara o pescador invigilante.

Procura, desse modo, também tu, identificar a onda de influenciação que te envolve e descobrir-lhe a procedência, a fim de elegeres aquela que te beneficie, sem que interfira ou perturbe a tua individualidade ou a tua tarefa.
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Recomeço


Quando o teu próprio trabalho te pareça impossível...

Quando dificuldade e sofrimento te surjam a cada passo...

Quando te sintas à porta de extremo cansaço...

Quando as críticas de vários amigos te incitem ao abatimento e à solidão...

Quando adversários de teus ideais e tarefas te apontem por vítima do azar...

Quando as sombras em torno se te afigurem mais densas...

Quando companheiros de ontem te acreditem incapaz a fim de assumir compromissos novos...

Quando te inclinas à tristeza...

Levanta-te, trabalha e segue adiante.

Quando tudo reponte no caminho das horas, não te desanimes, porque terás chegado ao dia de mais servir e recomeçar.


Emmanuel
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Tríplice Aspecto da Doutrina Espírita






DEFINIÇÕES (Segundo o Aurélio)


Ciência: "conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto, especialmente os obtidos mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio. Soma de conhecimentos práticos que servem a um determinado fim".


Filosofia: "[do grego philosophía, "amor à sabedoria".] Estudo que se caracteriza pela intenção de ampliar incessantemente a compreensão da realidade, no sentido de apreendê-la na sua totalidade, quer pela busca da realidade capaz de abranger todas as outras, (...), quer pela definição do instrumento capaz de apreender a realidade, o pensamento, tornando-se o homem tema inevitável de consideração."


Religião: " Crença na existência de uma força ou forças sobrenaturais, considerada(s) como criadora(s) do universo, e que como tal deve(m) ser adorada(s) e obedecida(s). Qualquer filiação a um sistema específico de pensamento ou crença que envolve uma posição filosófica, ética, metafísica, etc. Modo de pensar ou agir, princípios."


ESPIRITISMO: CIÊNCIA, FILOSOFIA E RELIGIÃO


O Espiritismo, na sua feição de Consolador prometido pelo Cristo, apresenta três aspectos diferentes: Ciência, Filosofia e Religião.


O Espiritismo é Ciência


O Espiritismo é ciência porque estuda, à luz da razão e de pesquisas específicas os fenômenos mediúnicos, isto é, os fenômenos provocados pelos Espíritos e que são fatos naturais. Não existe o sobrenatural; todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. Sintetizando, Kardec afirma: O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos, e de suas relações com o mundo corpóreo.


O Espiritismo é Filosofia


O Espiritismo é uma filosofia porque dá uma coerente e exata interpretação da vida. Toda filosofia gera uma ética. Sua força está na sua filosofia, no apelo que dirige à razão, ao bom senso.


Como filosofia, o Espiritismo compreende todas as conseqüências morais que dimanam das relações que se estabelecem entre nós e os espíritos.


O Espiritismo é Religião


O Espiritismo é religião porque ele tem por fim a transformação moral do homem, retomando os ensinamentos de Jesus Cristo, para que sejam aplicados na vida diária de cada pessoa. Revive o Cristianismo na sua verdadeira expressão de amor e caridade.


Segundo Emmanuel, "a ciência, a filosofia e a religião constituem o triângulo sublime sobre o qual a doutrina do espiritismo assenta as próprias bases, preparando a humanidade do presente para a vitória do AMOR."


O Espiritismo pode então ser simbolizado como um triângulo de forças espirituais, em que a Ciência e a Filosofia vinculam à Terra o triângulo, constituindo-se um campo nobre de investigações humanas, visando o aperfeiçoamento da humanidade. A Religião é o ângulo divino que liga ao céu, edificando e iluminando os sentimentos.


O ESPIRITISMO É FILOSOFIA


Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia. Neste aspecto, enquadra-se o estudo dos problemas da origem e destinação dos homens, bem como a existência de uma suprema inteligência, causa primeira de todas as coisas.


O Espiritismo é uma filosofia porque a partir dos fenômenos espirituais e dos fatos, dá uma interpretação da vida, explicando o porquê das dores, dos sofrimentos e das desigualdades entre as criaturas, e elucida as questões fundamentais da existência. Para todo efeito existe uma causa e esta causa pode estar nesta ou em vidas anteriores.


A Doutrina dos Espíritos nos fala que:


• Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.


• Deus é o criador da matéria que constitui os mundos e dos espíritos que são os seres que povoam o Universo e que são perfectíveis por sua natureza.


• O espírito propriamente dito é o princípio inteligente; sua natureza íntima nos é desconhecida; para nós ele é imaterial porque não tem nenhuma analogia com o que chamamos matéria.


• Os espíritos são seres individuais, têm um envoltório etéreo, imponderável, chamado perispírito, espécie de corpo fluídico, semelhante a forma humana e povoam o espaço constituindo o mundo invisível.


• Os espíritos revestem-se temporariamente de um corpo material.


• A encarnação é necessária ao desenvolvimento moral e intelectual do espírito e para a realização das Obras de Deus.


• O aperfeiçoamento do espírito é o fruto de seu próprio trabalho; não podendo em uma única existência corpórea adquirir todas as qualidades morais e intelectuais que devem conduzi-lo ao objetivo que é o Progresso.


• A vida espiritual é a vida normal do espírito; ela é eterna; a vida corpórea é transitória e passageira; é apenas um instante na eternidade.


• Em conseqüência de seu livre-arbítrio, uns tomam o caminho mais curto, que é o do bem, outros os mais longos que é o do mal.


• Deus não criou o mal; estabeleceu leis, e essas leis são sempre boas, porque ele é soberanamente bom; aquele que as observasse fielmente seria perfeitamente feliz, mas os Espíritos, tendo seu livre-arbítrio, nem sempre as observam, e o mal veio de sua desobediência.


• Deus sendo soberanamente bom e justo não condena suas criaturas a castigos perpétuos pelas faltas temporárias; oferece-lhes em qualquer ocasião meios de progredir e reparar o mal que elas praticaram.


• Os espíritos, encarnando-se, trazem com eles o que adquiriram em suas existências precedentes; é a razão por que os homens mostram instintivamente aptidões especiais, inclinações boas ou más que lhe parecem inatas.


• O esquecimento das existências anteriores é uma graça de Deus que, em sua bondade, quis poupar ao homem lembranças freqüentemente penosas.


• Em suas encarnações sucessivas, o Espírito, sendo pouco a pouco despojado de suas impurezas e aperfeiçoado pelo trabalho, chega ao termo de suas existências corpóreas. Pertence então à ordem dos espíritos puros.


O ESPIRITISMO É CIÊNCIA


O espiritismo pode ser definido como uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.


O Espiritismo é uma ciência de observação, e não o produto da imaginação.Os espíritos não vieram dizer que haviam pessoas que morriam e continuavam se sentindo vivas, mas provocaram a manifestação desses espíritos para que fossem observados e analisados. Desta forma surgia a teoria.


As ciências não fizeram progressos sérios senão depois que os seus estudos se basearam no método experimental. Acreditava-se que esse método só poderia ser aplicado a matéria, mas o é também às coisas metafísicas.


O Espiritismo procede da mesma maneira que as ciências positivas, isto é, aplica o método experimental. Fatos novos que se apresentam, que não podem ser explicados pelas leias conhecidas, são observados, comparados, analisados e partindo dos efeitos às causas, chega-se a lei que os rege; depois as conseqüências são deduzidas e busca-se as aplicações úteis. Todos os princípios da Doutrina dos Espíritos foram deduzidos por este método. Nenhuma teoria foi preconcebida.


O Espiritismo demonstra experimentalmente a existência da alma e da imortalidade, principalmente através do intercâmbio mediúnico entre os encarnados e os desencarnados; i.é.; entre o plano físico e o plano espiritual. O conhecimento de um não pode ser completo sem o conhecimento do outro, eles se completam.


Se o Espiritismo tivesse aparecido antes das descobertas científicas teria abortado, como tudo que vem antes do tempo. A ciência do mundo, se não deseja continuar no papel de comparsa da tirania e da destruição, tem absoluta necessidade do Espiritismo, cuja finalidade Divina é a iluminação dos sentimentos, na sagrada melhoria das características morais do homem. (Gênese).


ESPIRITISMO É RELIGIÃO


O Espiritismo é a religião porque tem por finalidade a transformação moral do homem, retomando os ensinamento de Cristo, para que sejam aplicados na vida diária de cada pessoa. Revive o Cristianismo na sua verdadeira expressão de AMOR e CARIDADE, religando a criatura à sua origem divina.


Não possui culto material, não tem rituais nem cerimônias, não possui símbolos, velas, roupas e aparatos especiais, não admite o culto de imagens, não possui sacerdotes nem ministros.


Não admite rotulação, assim não existem "Espiritismo de Umbanda", "Espiritismo de Mesa Branca" ou "Espiritismo Kardecista". É apenas "Espiritismo", que é baseado na Codificação.


Explica ao homem que ele é um Espírito livre em evolução, responsável direto pelos seus atos, e portanto pelos seus fracasso ou vitórias.


A fé espírita é a fé racionada e coloca a CARIDADE, o AMOR como a condição básica de evolução do Espírito, independente do credo.


Por isso não diz "Fora do Espiritismo não há Salvação" e sim "Fora da Caridade não há Salvação".


A caridade é a maior das virtudes porque proporciona aos homens colocar em prática o mandamento essencial que é "Amar ao próximo com a si mesmo".


A caridade abrange três requisitos essenciais:


• Benevolência para com todos


• Indulgência para com as faltas do próximo


• Perdão às faltas alheias






Fonte:


O que é o Espiritismo


A Gênese


Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa
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Um médium pode salvar o cinema nacional

Com “Lula, o filho do Brasil” patinando num número de espectadores aquém do previsto, as esperanças do cinema nacional se voltam para o dia 2 de abril, Sexta-feira da Paixão, data em que se celebra o centenário de nascimento de Chico Xavier, mais famoso médium do Brasil, autor de 402 livros que venderam mais de 20 milhões de exemplares.
É que nesse dia estreia em 270 salas de todo o país “Chico Xavier, o filme”, de Daniel Filho. No papel de Chico, três atores se revezam: Nelson Xavier, Ângelo Antônio e o menino Matheus Costa. Uma dezena de globais — entre os quais Tony Ramos, Letícia Sabatella e Giovanna Antonelli — está também no elenco.
O filme deve ter uma plateia cativa de 2,3 milhões de brasileiros que, segundo o IBGE, declararam-se espíritas. “Mas os processos de dupla filiação religiosa são comuns no Brasil, e nem sempre os censos conseguem captar tal realidade”, diz o professor Faustino Teixeira, da Universidade Federal de Juiz de Fora. “O brasileiro é povoado por espíritos, almas e orixás.” Pesquisas mostram que um em cada dois católicos acreditam na reencarnação.
Ano passado, uma produção cearense mais modesta, “Bezerra de Menezes: o diário de um espírito”, de Glauber Filho (nenhum parentesco com o grande diretor baiano) e Joe Pimentel, atraiu, só com 45 cópias, 503 mil espectadores.
Ainda nas comemorações do centenário de Chico Xavier, estão previstos mais quatro filmes: “As mães de Chico”, da mesma equipe que fez “Bezerra de Menezes”; “Nosso lar”, de Wagner Assis; “E a vida continua”, de Paulo Figueiredo; e o documentário “As cartas”, de Cristiana Grumbach.
Aliás, para mostrar que o brasileiro costuma ter apreço por mais de uma religião, Faustino Teixeira sempre cita uma passagem do livro “Grande sertão: veredas”, de Guimarães Rosa: “Muita religião, seu moço! Eu cá não perco ocasião de religião. Aproveito de todas. Bebo água de todo rio… Uma só para mim é pouca, talvez não me chegue (…) Tudo me quieta, me suspende. Qualquer sombrinha me refresca.” Mas aí é outra história.
Matéria publicada no jornal O Globo – 22/01/2009
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2010/01/24/a-coluna-de-hoje-260138.asp

FONTE:
http://www.chicoxavierofilme.com.br/site/?cat=7

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A Historia do Lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim? A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando.

Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse. O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador.

Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado.

Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".

Autor desconhecido
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Doutrina Espírita para Principiantes

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