Após se despedir de
seu amigo, o professor pensa consigo:
– Nada vira ainda, nem observara; as
experiências realizadas, em presença de pessoas honradas e dignas de fé,
confirmavam a possibilidade do efeito puramente material, mas a ideia de uma
mesa falante ainda não me entrava no cérebro.
Depois de alguns dias, o
professor Rivail encontra seu velho amigo Sr. Carlotti, que descreve alguns
fatos acerca das mesas girantes, os quais causam incredulidade em
Rivail.
Alguns meses se passaram. O professor Rivail é convidado a comparecer
à casa da sonâmbula Sra. Roger, em companhia do magnetizador dela, o Sr.
Fortier.
O professor Rivail, no dia, horário e endereço
combinados, comparece e presencia os acontecimentos da reunião e, fica realmente
impressionado.
Naquela reunião, o professor é convidado para
comparecer em outras reuniões que se realizavam na casa da Sra. Plainemaisom e
aceita o convite.
– Já que tanta gente se aplica a tais fenômenos e, homens
respeitáveis fizeram dele objeto de estudo, deve haver ali alguma coisa de
verdade; uma ilusão, uma farsa, seja lá o que for, não pode ter esse caráter de
generalidade; seduziria um círculo, uma sociedade, mas não daria volta ao mundo.
– Rivail.

Foi na casa da Sra. Plainemaisom que o
professor Rivail teve a felicidade de conhecer a família Baudin. Convidado por
esses, Rivail passa a freqüentar assiduamente a casa Baudin, cuja esposa e as
duas filhas, moças muito prendadas, serviam de médiuns.
Na casa da
família Baudin, o meio utilizado para a comunicação com os espíritos não era a
“mesa falante”, mas era o da cestinha, mais prático porque oferecia melhores
possibilidades de um estudo mais profundo da matéria em questão.
–
Tive o ensejo de ver contínuas respostas a perguntas formuladas, algumas vezes
até mentais, que acusavam de modo evidente, a intervenção de uma inteligência
estranha. – Rivail.
Foi na casa do Sr. Baudin, que o professor
Rivail, fez seus primeiros estudos sérios sobre Espiritismo.
Uma noite, Zéfiro, seu Espírito
Protetor deu uma comunicação toda pessoal, por meio de um médium, em que lhe
dizia, entre outras coisas, tê-lo conhecido numa existência precedente ao tempo
dos Druidas, quando vivia juntos na Gália e, que ele Rivail, se chamava Allan
Kardec.
Foi na casa da Sra. Plainemaisom que o professor Rivail teve a
felicidade de conhecer a família Baudin. Convidado por esses, Rivail passa a
freqüentar assiduamente a casa Baudin, cuja esposa e as duas filhas, moças muito
prendadas, serviam de médiuns.
Na casa da família Baudin, o meio utilizado
para a comunicação com os espíritos não era a “mesa falante”, mas era o da
cestinha, mais prático porque oferecia melhores possibilidades de um estudo mais
profundo da matéria em questão.
– Tive o ensejo de ver contínuas respostas a
perguntas formuladas, algumas vezes até mentais, que acusavam de modo evidente,
a intervenção de uma inteligência estranha. – Rivail.
Foi na casa do Sr.
Baudin, que o professor Rivail, fez seus primeiros estudos sérios sobre
Espiritismo.
Uma noite, Zéfiro, seu Espírito Protetor deu uma comunicação
toda pessoal, por meio de um médium, em que lhe dizia, entre outras coisas,
tê-lo conhecido numa existência precedente ao tempo dos Druidas, quando vivia
juntos na Gália e, que ele Rivail, se chamava Allan Kardec.

A partir de 1856, o professor Rivail começou a
freqüentar as sessões que se efetuavam na casa do Sr. Roustan. O Sr. Roustan
servia como médium de sérias e excelentes comunicação, empregando um meio novo,
a cesta de bico.
No dia 12 de junho, o professor Rivail, na casa
do Sr. C., conversa com o Espírito da Verdade por meio da médium SrAline
C.
– Bom Espírito, eu desejaria saber o que pensas da missão de
alguns Espíritos me assinaram. – Rivail.
– Confirmo o que já te
disseram, mas recomendo-te muita discrição, se queres sair-te bem. Tomarás, mais
tarde, conhecimento de coisa que te explicarão. - Espírito da
Verdade.
– Reclamo a tua assistência e a dos bons Espíritos, no
sentido de me ajudarem e ampararem na minha tarefa. – Rivail.
– A
nossa assistência não te faltará, mas será inútil se, de teu lado, não fizeres o
que for necessário. – Espírito da Verdade.
– Espírito da Verdade,
agradeço teus sábios conselhos. Aceito tudo, sem distinção e sem ideia
preconcebida.
(...) Rivail não perde tempo. Investido da missão
de patentear aos homens novas luzes para o seu progresso e felicidade, com
autoridades, bastante para analisar, confrontar, selecionar, ordenar,
sistematizar e comentar as instruções que continuava a receber de diversos
médiuns, na sua maior parte escritas sob as próprias vistas, Rivail, o sábio
educador lionês, prosseguiu, dia e noite, no acabamento e aperfeiçoamento
sucessivo de sua obra…
Por fim, em 18 de Abril de 1857, aparece à
venda nas livrarias “O Livro dos Espíritos”, com 501 perguntas e respectivas
respostas (...)

Hippolyte Léon Denizard Rivail
Nasceu na
França em 3 de outubro de 1804, no seio de antiga família lionesa, de nobres e
dignas tradições.
Referência Bibliográfica:
WANTUIL,Zeus e THIESEN,
Francisco. Allan Kardec. Vol. 1.FEB, 1996.
WANTUIL,Zeus. As mesas girantes e
o Espiritismo. 4 ed. Rio de Janeiro:
FEB, 2005.