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XI SEMESPI - SEMINÁRIO DO MOVIMENTO ESPIRITA DE PICOS



         Agradeço imensamente a Deus e a Jesus Cristo pela realização desse evento maravilhoso, e que após mais um trabalho concluído, fica a certeza e fortalece a motivação de que outros eventos virão de igual ou melhor teor. 
        O XI SEMESPI foi de uma extrema  sensibilidade com temas relevantes do cotidiano, e palestrantes de uma emotividade e desenvoltura nos seus respectivos temas, que permitiram ao publico em geral, uma fácil  assimilação mesmo nos temas mais complexos. Composto de um publico cuja diversificação social mesclava todas as classes, o SEMESPI vem crescendo ao longo dos anos e mostrando para a cidade o que é realmente ESPIRITISMO. Vem desmistificando o comparativo com outras crenças e ao mesmo tempo criando arestas para outros trabalhos a serem desenvolvidos dentro dos preceitos de Jesus e Kardec. 
       Dessa forma, agradeço a todos que contribuíram direta ou indiretamente para realização desse evento, em especial ao meu amigo de ideal religioso César Crispim (Floriano-PI),
Drª Katia Marabuco  ( Ame Piaui) , Vânia Reis , Dr Fernando Sousa (CE) e Nilton Cesar Stuqui (SP)






Dr Fernando Sousa e sua esposa Lucimar





Dr Fernando Sousa - Repercussões Cármicas do Aborto











Drª Kátia Marabuco - Depressão - Uma visão médico Espírita


Vânia Reis - Ame a vida, diga não ao Suicídio















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No Momento Exato



Como é impossível ao corpo manter-se sem o sangue, também a alma não viverá em paz sem o combustível da fé.
A fé constitui o elemento basilar para a sustentação da vida digna e realizadora.
Da mesma forma que o corpo não pode subsistir sem o alimento, o Espírito não consegue manter-se em equilíbrio sem a força da oração.
O alimento é secundário ao organismo, que o prescinde, momentaneamente, a fim de reequilibrar-se e manter a saúde, enquanto que, sem a prece, o ser espiritual se aturde e entorpece.
O homem está predestinado a dominar os instintos, vencendo as paixões que o agrilhoam à infelicidade, colocando-se a serviço do bem que lhe corresponde. Para consegui-lo, faz-se-lhe indispensável a coragem da fé, porquanto a covardia que o impede de tomar as decisões enobrecedoras é mais perigosa e violenta do que outras imperfeições que o assinalam, de certo modo, conseqüências dela.
A oração constitui a força mais eficaz para vencer tal impedimento - o medo - e atirar-se com valor na conquista dos objetivos para os quais se encontra no mundo.
Os grandes homens atingiram as metas a que se propunham, impulsionados pela fé que resultava da sua identificação com o bem. E a comunhão pela prece sempre lhes foi o alimento para sustentá-los nos momentos mais graves e cruciais da existência.
Certamente, outros tantos se arremeteram nas batalhas do crime e da destruição, guindados pelo egoísmo e pelo medo às situações de agressividade e loucura em que se exauriram.
Atormentados, odiaram e foram odiados; perseguiram e terminaram vencidos.
Os homens de fé em Deus sofreram, é certo, porém não impuseram sofrimentos a ninguém; amaram e deixaram rastros luminosos, clareando o roteiro daqueles que também amam e lhes seguem os exemplos e os passos.
E inadiável se eleja, entre o bem e o mal, o que é de melhor para a vida: mais profícuo, salutar, aprazível e pacificador.
Através da oração, será fácil discernir, escolher e adotar qual o caminho mais seguro e feliz.
A prece autêntica, aquela que brota do coração buscando Deus, a Ele se entregando, torna-se um escudo de segurança, de defesa, uma proteção contra os elementos perniciosos que vigem interiormente no homem ou que vêm de fora, tentando agredi-lo.
Só aparentemente se pode vencer um homem de fé, um homem que ora. Nunca, porém, se conseguirá dominá-lo. Ele é sempre livre e está sempre em paz. Nada o perturba, porque não teme a nada, a nada ambiciona, somente anelando por alcançar a perfeição.
A prece é a salvação da vida. Sem ela o homem enlouquece.
Quando estejas cercado de dificuldades e agressões, não vendo possibilidade alguma de chegar-te o socorro a tempo, ora, entregando-te a Deus, e a salvação te alcançará de Cima, no momento exato. 

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Coragem.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1988.
Imagem: Josephine Wall


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MEMÓRIA EXTRA-CEREBRAL: EVIDÊNCIAS A FAVOR DA REENCARNAÇÃO






Memória Extra-Cerebral

É este o termo técnico usado por cientistas e parapsicólogos para as lembranças espontâneas de crianças que, geralmente a partir do começo da fala ao redor dos dois anos, parecem demonstrar recordações referentes a pessoas e fatos existentes ou ocorridas antes de seu nascimento (STEVENSON, 1995; ANDRADE, 1993; SHRONDER, 2001). As crianças não dizem lembrar-se que vêem tais pessoas ou fatos, mas que são estas pessoas e que vivenciaram pessoalmente estes fatos.

A memória extra-cerebral traz o incômodo paradoxo de que as lembranças narradas (e, em vários casos, posteriormente confirmadas através de documentos, etc.) não foram registradas através da aparelhagem neuropsicomotora do sujeito que as detêm, mas, a principio, pelo "cérebro" e demais órgãos sensoriais de uma outra pessoa, impreterivelmente morta à época em que a criança espontaneamente narra suas lembranças, muitas vezes referentes a outras famílias e em outros locais que não estão em relação com a família da criança hoje (STEVENSON, 1995; ANDRADE, 1993; SHRODER, 2001). Este fenômeno faz questionar se o modelo mecanicista da mente dominante na ciência não será limitado demais... Pois o fenômeno parece ter um substrato psíquico não necessariamente associado ao sistema nervoso da criança que recorda.

Hoje, a pesquisa da Memória Extra-Cerebral adentra os corredores das universidades. Entre estas, temos de destacar as pesquisas iniciadas pelo Dr. Ian Stevenson na Universidade de Virgínia, Estados Unidos, onde foi professor de Psiquiatria e Psicologia e, mas recentemente, chefe da Divisão de Estudos da Personalidade. A Psychical Research Foundation, da mesma universidade, possui uma revista própria, científica, dedicada a todos os aspectos metodológicos da pesquisa que sugiram a sobrevivência após a morte do corpo físico, incluindo todos os fenômenos parapsicológicos, além dos estudos de casos de Memória Extra-Cerebral. A revista chama-se THETA, não sem razão o nome dado aos prováveis agentes não-físicos causadores de vários dos fenômenos paranormais ligados à teoria da sobrevivência (Poltergeists, Memória Extra-Cerebral, Aparições, etc.). As pesquisas neste sentido realizadas por pesquisadores da Universidade de Virgínia ganhou o nome de "Projeto THETA".

Diversos fatores diferenciais são utilizados como métodos e técnicas de indícios de Reencarnação. Citemos:

1) Experiências de Regressão de Memória Artificialmente Provocadas quer seja através de hipnose ou de relaxamento profundo. Tem o incoveniente de que a sugestão da regressão possa provocar lembranças fictícias para atender a expectativa do hipnólogo, mas, ao mesmo tempo, pode atingir realmente instâncias profundas do inconsciente (PINCHERLE, 1990);

2) Regressão de Memória Espontânea. Caso raro em que certas pessoas entram em transe espontâneo e recordam de eventos prováveis de vidas passadas;

3) Memórias Espontâneas. Geralmente ocorrem em crianças e adolescentes que, em dado momento, começam a recordar nitidamente reminiscências ligadas a uma personalidade que elas dizem ser em outro tempo e lugar. Em algumas destas lembranças existem marcas de nascença que, de alguma forma, estão ligados a traumas físicos que elas dizem ter causado a morte na sua vida anterior.

Entre os primeiros investigadores europeus a realizar estudos sobre memórias espontâneas ligadas a marcas de nascença, está o Dr. Resart Bayer, psiquiatra e presidente da Sociedade Turca de Parapsicologia. Fala o Dr. Bayer que "Certos sinais ou marcas congênitas, muito evidentes, como cicatrizes, etc., que não têm explicações dentro das leis biológicas mas que obrigatoriamente têm de ter uma causa" geralmente associadas às lembranças espontâneas em sua quase totalidade ligadas a ferimentos e traumas que causaram a morte em outra vida, e obrigam a ciência a ocupar-se com seriedade destes fenômenos. O Dr. Stevenson publicou um livro, em dois volumes, com mais de mil páginas, com casos documentados de memórias espontâneas ligadas a marcas de nascença (STEVENSON, 1997). Estes casos são muito raros, mas o conjunto de casos levantados por Stevenson e colaboradores não podem ser negligenciados como as melhores evidências a favor da hipótese da Reencarnação.

CARLOS ANTONIO FRAGOSO GUIMARÃES


Bibliografia

- Andrade, Hernani Guimarães. Reencarnação no Brasil. Matão, 1993, Casa Editora O Clarim.
- Shroder, Tom. Almas Antigas - A busca de evidências científicas da reencarnação. Rio de Janeiro, Sextante, 2001.
- Pincherle, Livio et al. Terapia de Vida Passada. São Paulo, Summus Editorial, 1990.
- Stevenson, Ian. Twenty Cases Suggestive of Reincarnation. Charlotteville, University Press of Virginia, 1995.
______________ Reincarnation and Biology, vol. 1: Birthmarks; Vol. 2: Birth Defects and Other Anomalies. Esport, Connecticut. Prager, 1997

TÍTULO.: Memória Extra-Cerebral: Evidências a favor da Reencarnação
AUTOR.: Carlos Antonio Fragoso Guimarães



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XI SEMESPI - EM DEFESA DA VIDA


                 Centro Espirita Chico Xavier  juntamente com o CEAE- Centro de Estudos e Assistência Espiritual,  CEFA- Centro Espírita Francisco de Assis e o  LAMANA- Lar Assistencial Maria de Nazaré, promoverão nos dias 22 e 23/11/2014 o XI SEMESPI- Seminario do Movimento Espírita de Picos, que traz o tema central EM DEFESA DA VIDA. O evento terá os palestrantes Drª Kátia Marabuco (PI), Dr Fernando Sousa(CE) e Vânia Reis(TE), que irão abordar os temas: Aborto , Depressão e Suícido; conforme a programação no folder abaixo. 
        O  SEMESPI nessa décima primeira edição, terá a participação  do médium psicografo Nilton César Stuqui(SP), que realizará psicografias de espíritos afins que partiram para o plano espiritual. E as primeiras 50 inscrições para o evento receberão gratuitamente  o romance espirita OS ÚLTIMOS LAGIDIOS.

                 Desde já, contamos com a presença de todos, lembrando que serão vagas limitadas devido o auditório ser de pequeno porte.

Moura Fé





            



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O Amor é para sempre…





(Escrevi esses pensamentos, muito sentidos, há alguns anos. Pretendia publicá-los num livro, mas antes que ficarem guardados, na memória do computador, melhor partilhar com outros que, como eu, estejam amadurecendo essa que é a maior herança divina em nós: a capacidade de amar.)
O amor é o oposto da indiferença. O amor nunca tanto faz, com o que o ser amado faz. Por isso se empenha sempre por um fazer de luz.
O amor pode curar, salvar, elevar, educar, regenerar. Mas tudo a longo prazo, pois para se mostrar, atuar e agir, precisa muito ter paciência, perseverar, persistir, muitas, infinitas vezes perdoar… Tudo devagar.
O amor desgovernado, tumultuado pelas paixões, queima os corações, provoca afastamentos, descontentamentos, dilacerações… Por isso, o amor precisa se asserenar, se suavizar, alimentando-se de eternidade!
Mesmo o amor mais forte, mais viril, mais ativo precisa ser feminino… Cuidadoso, gentil, acolhedor, sabendo se esconder para o outro brilhar!
O amor se muda, se adapta, se transforma, se sublima, mas nunca desiste. O amor pode estar triste, agitado, aflito, cansado com os atritos do dia a dia. Mas se for amor, nunca esfria! O amor tudo sofre – diz Paulo – e nunca se acaba. Mesmo ofegante, prossegue; mesmo ferido, perdoa! Mesmo desacreditado, insiste! E mesmo rejeitado, resiste! O amor tudo pode, tudo alcança! Força divina que nos move e nos transfigura! Mesmo ainda misturado aos cascalhos das paixões, sua fonte profunda é sempre pura! E por isso limpa com o tempo os corações!
O amor é o único motivo, o único estímulo, o único impulso suficientemente forte, elevado e belo para nos levar à superação de nós mesmos! Por amor a quem amamos e por amor a Deus, alcançamos a transcendência!
O amor para bem comunicar-se, precisa aprender sutilezas, precisa fazer recuos, precisa ocultar ímpetos e transfigurar angústias! Precisa calar e falar com sinceridade serena, compreensiva, derramando-se muito mais no olhar, que na palavra; muito mais nos gestos, que nas anunciações!
O amor compreende mais que julga! Não se endurece, antes se enternece! Quer mais se doar do que receber! E o tempo todo tece o carinho, que alimenta!
O amor sempre renova a confiança, refaz a esperança, alimenta o otimismo, porque seu horizonte é a eternidade!
O amor é combativo, mas não agressivo! É ativo, mas pacífico! É enérgico, mas suave!
O amor para ser saudável deve ter dignidade, autoestima. Mas para ser pleno, não pode ter orgulho nenhum!
O amor, por amor a quem ama, busca melhorar-se todos os dias, para elevar-se em altura e grandeza, sendo sempre mais digno do ser amado!
O amor só descansa com a perfeição, por isso está sempre à procura… Só se satisfaz com a felicidade, por isso quer sempre mais!
O amor está sempre perto do coração amado, mesmo que este esteja trancado, mesmo que esteja distante! Está perto, nem que seja por uma prece ardente e por um pensamento constante!
O amor quando nasce é uma flor cheia de perfumes e cor, com ilusões de primavera! Mas quando amadurece, é fruto doce, sem ornamentos, alimento perene!
O amor, quanto mais se asserena, mais conquista; quanto mais se desapega, mais se aproxima do ser amado!
Não há um só dia em que o amor não dedique um serviço, um pensamento, uma prece, um algo, em favor de quem ama! Mesmo à distância, mesmo oculto!
O amor desfaz todas as tragédias, desanuvia todas as angústias, cura todos os desequilíbrios, harmoniza todas as almas… O tempo tudo refaz, regenera, reergue, sublima… Só o que sobra para sempre é o amor!
Nada mais doce que um olhar de amor trocado, nada mais confortador que uma vibração de amor permutada. Nada mais apaziguante que uma comunhão de pensamento elevado, projetado para o infinito!
O amor inventa sempre novos caminhos, não se conforma com obstáculos… Caminhos que chegam ao coração, caminhos que levam ao céu!
O amor sempre encontra um ponto de equilíbrio, um consenso confortável, uma sintonia fina… E o arremate das piores situações será sempre uma costura de bom gosto!
O amor é delicado como uma flor, forte como uma rocha, vasto como o universo! Por isso, não cabe apenas no corpo, não cabe apenas numa vida! É necessário que seja infinito! Lógico que seja eterno!
O amor pode se melhorar, pode se elevar, se transformar, se sublimar… Perder sensualidade e ganhar asas; desfazer-se do feminino e do masculino e ser divino… O amor pode até ficar guardado por um tempo até a próxima esquina da vida… Mas se for amor, nunca termina.
O amor está sempre conectado com o ser amado. Lê seu olhar, percebe sua alma, capta seu coração. O amor é lúcido, desperto, vidente. Não para controlar, tomar posse, mas para estar ao lado, estar dentro, estar em ressonância. A postos para proteger, servir, ajudar e se ofertar.
O amor se entrega inteiro, confia, se abre. Mas sem deixar de ser reto nos princípios, elevado nos propósitos, correto na ação
Podem surgir desavenças, o amor as supera! Podem se erguer ofensas, o amor as perdoa! Podem se formar mágoas, o amor as desfaz! Para o amor, qualquer sombra é tempestade passageira e a bonança volta sempre a brilhar!
Não há dor que o amor não cure! Não há mal que o amor não desmanche! Não há escuridão que o amor não ilumine! Não há queda que o amor não restaure! E seu único aliado é o tempo. Por isso, o amor é infinitamente paciente
O amor tem que tornar melhor quem ama e quem é amado. Se não torna (ou se torna pior) não é ainda amor.
O amor pode se sentir impotente, rejeitado, diante de um coração trancado, ensimesmado numa concha de solidão! Mas então, o amor tem sempre que continuar amando, aguardando brechas de entrada, uma estrada, um clarão… E pouco a pouco se abre o outro coração!
O amor pleno sereno, inteiro, é aquele que percebe cada sutil necessidade, cada mensagem calada, cada aceno do ser amado. Percebe, compreende e age. Mas é preciso caminhar muitos séculos juntos, é preciso se desfazer de muitos egos para que o amor seja assim.
Quando o amor está presente, nenhum dia passa inútil e cada problema revela uma lição!
Quando não é compreendido, o amor compreende mil vezes, até que o outro alcance a compreensão!
O amor nada faz de banal, não fica na superfície, não age com leviandade. Por isso desmancha o mal e lida com a verdade. Por isso não é mesmice e com energia e meiguice se lança na eternidade!
Nem tudo o que sabe, o amor fala, porque não faz falta. Nem tudo o que faz o amor fala, porque não se exalta. Nem tudo o que dói o amor fala, sem mágoa incauta. E quando o amor cala, sua luz brilha mais alta!
Amar, amar, amar é a única maneira de ir se esquecendo de si! E quando se esquece completamente, o amor encontra Deus!
O amor ensina, sem ofuscar e aprende, com gratidão!
Quando se está possuído de amor, os pés andam mais leves, o coração alado e o ar mais rarefeito. Mesmo que às vezes, pesem a caminhada, o coração e o ar, logo tudo se desanuvia e o céu claro logo de novo se anuncia!
Entender como o outro expressa amor e saber fazer chegar ao outro o nosso amor é alcançar o milagre da comunicação.
O amor não precisa ter medo de amar mesmo que o outro não ame, mesmo que o outro ame menos. O amor não precisa ter medo de amar o diferente, o oposto, o desaprovado, o endurecido… Pois o amor transpõe qualquer barreira e um dia alcançará a plena comunhão!
O amor saberá tornar a franqueza tão doce, que não fira… Saberá usar a crítica com tanto acolhimento que não afaste… O amor não faltará jamais à verdade mas não há de buscar seus interesses e não a vestirá como arma, sendo-lhe ao invés uma túnica sutil!
O amor não se deixa aprisionar pela rotina seca do cotidiano! Ao invés, resgata a flor, a poesia, o sorriso e o toque suave das mãos!
Quantos espinhos o amor precisa colher na terra, por breves momentos de sintonia plena! Mas sempre esperando a certeza de uma eternidade de comunhão!
Quando o amor é muito grande e se vê no inferno, não desiste, resiste, insiste, mesmo triste! E de salto em salto (porque se sabe eterno) se faz fraterno e afinal se dilata tanto, regado a pranto, que se alcança materno!
Quando o amor nasce materno, doce, sem nuvens, já nasce eterno, mas não evita a luta, a labuta… Então precisa apenas secar o pranto, aceitar as penas e de alma enxuta, persistir para sempre, como anjo sem desencanto!
O amor restaura pacientemente o que se quebrou. Dá asas aos que se arrastam, fazendo de vermes borboletas, fazendo de homens, anjos.
O amor não se agasta, não se gasta, nunca se afasta e só doar-se já lhe basta.
A colheita do amor é farta, exuberante, ensolarada. Alimenta e conforta. Quando vem, falta nada. Apenas um pleno bem escancara a porta.
Quando não se cobra, o amor dá de sobra. Quando não se apega, o amor transborda pleno, doce e sereno. Quando se respeita e nenhum ciúme à espreita e quando se entrega inteiro, sem medidas, floresce singelo, campestre, como margaridas.

Amar sem posse é amar mais. Amar melhor. Amar em paz. Amar sem desejo de nada, recebendo o que se deseja, de mão sobeja.



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MERECER MORRER




Morrer é o momento culminante de uma existência, um momento de libertação, deixaremos de ser lagartas para sermos borboletas. Até lá, estaremos sendo convidados a existir em um corpo adequado as nossas necessidades individuais, que está em constantes transformações, portanto supô-lo uma realidade é um equívoco lógico e, ao mesmo tempo, uma ilusão que colocamos dentro de nós. Nós gostaríamos de não morrer, de não perder a realidade que é uma utopia e acabamos esquecendo de aprender a viver, muitas vezes só lembrando nos momentos derradeiros. Até adquirirmos o merecimento de partir, estaremos sendo convidados a aproveitá-la em plenitude, até, quem sabe, conseguirmos o direito de chegar a velhice. Ah, a velhice, como deve ser belo chegar lá, como nos fala o poeta Cícero, no seu livro “Da Velhice”, “(...) não pode haver nada mais belo do que envelhecer”, o melhor período da existência, não ser mais tentado pelas paixões, egoísmo, ambições e posses, onde amamos a vida e não as coisas da vida, modificando os conceitos dos verdadeiros valores humanos. Nesse período, deveríamos ser chamados de “experientes” e não de velho ou idoso (srsr). Reflexionando na nossa existência, acreditamos que o importante não é como vamos morrer, mas como estamos vivendo, pois a morte não transformará nenhum de nós em anjos ou demônios (Emmanuel), continuaremos a ser o que sempre fomos, por mais maquiado, banhado, vestido ou cirurgia plástica que nos façam para ficarmos com uma expressão sorridente ou que coloquem num caixão de ouro no nosso velório, nada mudará nossa essência. Morreremos como vivemos, com os mesmos conteúdos psicológicos. Quanto tempo ainda lhe resta amigo/a? Ainda lhe restam “x” dias e, por mais longos que sejam, existem apenas duas possibilidades: vivê-los em desespero ou vivê-los completamente, fazendo com que tenham importância. Portanto, que possamos viver intensamente cada segundo, nunca permitindo que um dia se passe sem acrescentar nada de bom no nosso existir, sempre com muita responsabilidade, para fazer da cada segundo uma eternidade, pois a vida vale não pelo número de anos que se vive, mas pela profundidade com que se vive cada momento, em viver plenamente o tempo que temos, com a consciência em paz de termos feito o melhor que poderíamos fazer, partindo em paz, a fim de prestarmos conta da nossa administração, pois ninguém morre, a morte é uma ilusão dos sentidos e um passaporte para a verdadeira vida, como dizia o pensador Dogen em pleno século XIII “(...) certa é a morte de tudo o que nasce, certo é o nascimento de tudo o que morre, mas verdadeira é a vida que emana de Deus! Pensemos nisso! 

César Rocha


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