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Veja a Reportagem de Divaldo Franco Exibida no Fantastico








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Conciliações





“Pois nós somos os cooperadores de Deus.” – Paulo (I Coríntios, 3:9.)

O  ano se inicia com contrastes entre conturbações e notícias alvissareiras que representam esforços para a paz e momentos de conciliação. Há informações sobre o reatamento das relações diplomáticas entre os Estados Unidos da América e Cuba, proposta da rainha do Reino Unido para reconciliação com a Escócia e lembrança do centenário do momento de confraternização num jogo de futebol que uniu espontaneamente soldados britânicos e alemães, durante a Primeira Guerra Mundial.
O papa Francisco − que luta por grandes transformações e simplicidade – em viagem à Turquia demonstrou esforço pelo diálogo entre as religiões, e, na confraternização de Natal, com líderes da Igreja Católica, criticou a Cúria Romana,1 falando das doenças do “lucro mundano”, da “rivalidade”, da “glória vã’, do “terrorismo das fofocas”, que destrói reputações; sobre a doença “dos covardes”, que falam por trás, daqueles que tratam os chefes como “seres divinos” para subir na carreira e citou o “mal do poder” e do “narcisismo”. O papa Francisco surpreendeu ao pedir que os cardeais façam um “exame de consciência”.1 Durante recente Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional da FEB, Bezerra se manifestou pela psicofonia de Divaldo alertando para o “momento decisivo”,2 título da mensagem, que vivemos no mundo, no país e no Movimento Espírita:
É um momento de siso, de decisões, para a paz no período do porvir. Recordai-vos de que o Cristianismo nascente experimentou também inúmeras dificuldades. A palavra revolucionária do apóstolo Paulo, a ruptura com as tradições judaicas ainda vigentes na igreja de Jerusalém geraram a necessidade do grande encontro, que seria o primeiro debate entre os trabalhadores de Jesus que se espalhavam pelo mundo conhecido de então. No momento grave, quando uma ruptura se desenhava a prejuízo do Bem, a humildade de Simão Pedro, ajoelhando-se diante da voz que clamava em toda parte a Verdade, pacificou os corações [...]. [...] Que o espírito de união, de fraternidade, leve-nos todos, desencarnados e encarnados, à pacificação, trabalhando essas anfractuosidades para que haja ordem em nome do progresso.2
O notável exegeta Emmanuel comenta, no texto Conciliação, trecho em que Jesus nos conclama à conciliação com o nosso adversário (Mateus, 5:25), e destaca: Trabalha, pois, quanto seja possível no capítulo da harmonização, mas se o adversário te desdenha os bons desejos, concilia-te com a própria consciência e espera confiante.3
 REFERÊNCIAS:
1 Disponível em: http://www.febnet. org.br/blog/geral/colunistas/mo mentos-de-conciliacao/.
2 FRANCO, Divaldo P. Momento decisivo. Pelo Espírito Bezerra. Reformador, ano 132, n. 2.229, p. 8(710)-10(712), dez. 2014.
3 XAVIER, Francisco C. Pão nosso. Pelo Espírito Emmanuel. 7. imp. Brasília: FEB, 2014. cap. 120, p. 253.

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Apelo aos Pais





Quando esse Espírito de Verdade vier, ensinar-vos-á toda a verdade [...].” – Jesus (João, 16:13.)
O Espiritismo destruirá o materialismo, uma das chagas da sociedade, permitindo aos homens compreenderem os seus reais interesses, bem como as verdadeiras e nobres razões que os fazem permanecer encarnados para cumprimento dos desígnios que Deus lhes confia.
A transformação legítima dos indivíduos na senda evolutiva será gradativa e persistente, efeito da liberdade que o Criador lhes outorgou, como apanágio do seu livre-arbítrio, da sua razão, da sua consciência, e da qual saberá servir-se, praticando a tolerância e a fraternidade. Se assim não fora, não estaríamos em condições de envidar esforços para a melhoria intelectual, moral e espiritual do mundo, sabedores de que a obra não nos pertence, mas se constrói sob as bênçãos do poder divino, jamais consentindo que o orgulho domine os nossos corações, por mais eficazes sejam as nossas realizações.
Engrandecemos a Jesus, como enviado do Senhor, e enaltecemos a sua missão de regenerar a humanidade por meio da lei de amor, de justiça e de caridade, compreendendo que:
O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos para ouvir”.1 (Destaque nosso.)
Não é possível, pois, nos iludirmos a respeito de nossas responsabilidades na presente encarnação. Somos chamados a cultivar a luz cristã no mundo das consciências, dissipando as trevas dos excessivos apegos materiais, transmitindo a Doutrina Espírita, que nos foi ensinada, a expressar-se em serviço de solidariedade, entendimento e educação. Em consequência, uma verdade muito simples deve estar presente na certeza dos pais espíritas:
Assumir compromissos na paternidade e na maternidade constitui engrandecimento do espírito, sempre que o homem e a mulher lhes compreendam o caráter divino. [...]
[...] Os filhos são as obras preciosas que o Senhor lhes confia às mãos, solicitando-lhes cooperação amorosa e eficiente. Receber encargos desse teor é alcançar nobres títulos de confiança. [...]2
A educação dos filhos, diante dessa realidade, torna-se um fato de suma importância para aqueles que se sustentam em bases espíritas sólidas, procurando exemplificar dignamente qualidades que permitam, à criança e ao jovem, um crescimento saudável e equilibrado. Se os pais negligenciarem no cumprimento desse dever, não conseguirão que os filhos obtenham uma educação integral que consiste no “desenvolvimento simultâneo das faculdades morais, físicas e intelectuais”3 do ser.
A questão 892, de O livro dos espíritos, contribui para que avaliemos as dificuldades geradas pelo descuido dos pais e o pesar sentido por eles ao observarem as condições de transviamento moral dos filhos. Respondem os Espíritos superiores:
[...] isso representa um encargo que lhes é confiado e a missão deles consiste em se esforçarem por encaminhar os filhos para o bem. Ademais, esses desgostos são, amiúde, a consequência do mau feitio que os pais deixaram que seus filhos tomassem desde o berço. Colhem o que semearam.4
O professor Hippolyte Léon Denizard Rivail – em estudos anteriores à elaboração das Obras Básicas, como Allan Kardec –, destacou duas questões primordiais sobre a educação dos filhos: “Quais são os obstáculos que se opõem a isso?” e “Quais são os meios de remediá-los?”.3 Em resposta a essas indagações, é imprescindível não perder de vista que os obstáculos podem ser vários, principalmente no tocante às condições dos Espíritos que reencarnam, nem sempre de sentimentos e comportamentos elevados. Alguns carregam consigo defeitos, vícios e paixões, forçando-nos a intensificar as experiências que os façam corrigir as tendências nocivas que ainda possuem, trazidas de existências passadas ou estimuladas pelos efeitos perniciosos de uma má educação, não conseguindo libertá-los dos maus hábitos e das falhas graves de caráter, que exercem sobre eles influências prejudiciais no ânimo, no moral, no humor.
Os pais devem considerar a dimensão espiritual da vida, acerca de sua obrigação de colaboradores de Deus na aceleração do processo evolutivo dos Espíritos que regressam à escola do mundo pelas portas do berço, os quais, para se tornarem cidadãos conscientes e responsáveis, dependem da ação educativa de seus genitores como fator decisivo para a renovação da sociedade e a melhoria da qualidade de vida na Terra. Esse esforço dos pais de perseverarem na luta pelo seu aprimoramento – mormente para que possam encontrar, no conhecimento do Espiritismo, respostas às suas inquietações e novos motivos para que obtenham maior capacitação no exercício da maternidade e da paternidade responsáveis – seria meio indispensável de remediar os problemas que atualmente encontramos na orientação dos filhos.
Enquanto ignorarmos o alcance de nossos atos e a sua repercussão em nossos destinos, não contribuiremos para a melhoria da humanidade, pois os obstáculos sociais e familiares que encontramos se originam, muitas vezes, da precariedade de nossas aquisições morais. Retornando à Espiritualidade, somos alertados sobre os erros cometidos, fruto da falta de cuidados que tivemos com os filhos, e convidados a recomeçar novas experiências, do mesmo teor, a cada reencarnação. O Espírito André Luiz alerta-nos para o fato de que, em determinadas dependências do Ministério do Esclarecimento, na Colônia Nosso Lar, localizam-se enormes pavilhões das escolas maternais, reunindo milhares de irmãs que “comentam, por lá, as desventuras da maternidade fracassada, buscando reconstituir energias e caminhos”. 5 Da mesma forma, junto às mesmas dependências, existem os “Centros de Preparação à Paternidade”,5 onde “grandes massas de irmãos examinam o quadro de tarefas perdidas e recordam, com lágrimas, o passado de indiferença ao dever”.5
Descuidos que se convertem em gravíssimos problemas existenciais para nós:
[...] A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos.6
A desordem e a imprevidência, que se observam nesse momento de transição do planeta, são situações que refletem a urgência de buscarmos novos rumos para a reconstrução da sociedade, e a família está no alicerce desse processo de renovação social, porque é nela que se deve exercer em plenitude a missão de educar.
Amigos espirituais advertem sobre a imperiosa e urgente necessidade de os pais buscarem o justo apoio à educação da prole, principalmente no que diz respeito ao encaminhamento das crianças e jovens às Escolas de Evangelização dos centros espíritas:
Pode alguém outorgar a outrem prova maior de confiança do que entregar-lhe seus próprios filhos, para que esse outrem os eduque e proteja? Não são de Deus os filhos que Ele confia aos pais terrenos, para que estes os defendam e os guiem? E se esses pais terrenos, mormente quando já não possam alegar ignorância a respeito das verdades básicas da vida espiritual, preferirem abandonar voluntariamente os filhos à própria sorte, sonegando-lhes, de seu próprio cabedal, as provisões suficientes de conhecimento e amor, não estarão traindo a confiança divina e cometendo verdadeiro crime contra a vida? Que legítimo direito terão esses pais, para eximir- -se da sagrada obrigação de preparar espiritualmente os seus filhos, a fim de que eles possam melhor enfrentar as provas e expiações que irão surpreendê-los no porvir? A intensificação de lembretes dessa ordem, nos círculos dos confrades que nos comungam os ideais, poderá ser um bom serviço de alerta para esses pais invigilantes.7
Não há lugar para dúvidas na exemplificação dos postulados cristãos, que o Espiritismo veio restaurar em toda a sua verdade. Eduquemo-nos para educar nossos filhos, ou não conseguiremos chegar a bom termo nas nossas tentativas de poder ajudá-los verdadeiramente!
Em face dessas considerações, apelamos para o coração dos pais e mães no sentido de que reflitam, com maior profundidade, sobre o contexto familiar num enfoque espírita. Essa providência, de máxima relevância para um programa regenerador sobre importantes questões domésticas, a título de sugestão, poderia se constituir de encontros semanais de grupos, de círculos, de conjuntos, ou no aumento da periodicidade das reuniões de agrupamentos de pais, atualmente existentes nas instituições espíritas, sobretudo para discussões salutares na identificação, análise e avaliação de dúvidas existentes no relacionamento entre eles e os filhos.
Ao ampliar a visão e a compreensão dos pais acerca da missão de que estão investidos, os encontros ofereceriam subsídios temáticos para ponderar sobre assuntos referentes aos vários aspectos da educação e da evangelização espírita, além de examinar notícias da atualidade com vista à formação do espírito crítico, fundamentado nos valores e nos princípios que regem a vida moral.
Tendo como referência essas ponderações, é imprescindível valorizar, de forma contínua, as vivências do cotidiano da família, podendo a iniciativa desse ajuntamento responder às indagações decorrentes do mundo moderno, assim exigindo dos genitores maior abertura e melhor conhecimento dos problemas do nosso tempo, sempre salientados à luz do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita, na conquista da melhoria geral da vida familiar.

Clara Lila Gonzalez de Araújo
claralilaez@gmail.com


REFERÊNCIAS:
1 KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. 131. ed. 3. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2013. cap. 6, it. 4, p. 106.
2 XAVIER, Francisco C. Vinha de luz. Pelo Espírito Emmanuel. 6. imp. Brasília: FEB, 2014. cap. 135, p. 283-284.
3 INCONTRI, Dora. (Tradução, apresentação, organização e notas.) Kardec educador – textos pedagógicos de Hyppolyte Léon Denizard Rivail. Bragança Paulista (SP): Editora Comenius, 1998. Estudos Pedagógicos, texto 1.
4 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. 93. ed. 1. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2013. Q. 892.
5 XAVIER, Francisco C. Os mensageiros. Pelo Espírito André Luiz. 47. Ed. 3. Imp. Brasília: FEB, 2014. cap. 13, p. 84.
6 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. 93. ed. 1. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2013. Comentário de Kardec à q. 685.
7 DUSI, Miriam M. (Coordenadora.) Sublime sementeira: Evangelização espírita infanto juvenil. 2. imp. Brasília: FEB, 2012. Entrevista com Áureo (Espírito). Médium: Hernani T. Sant’Anna. Resposta à q. 5, p. 29.


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Terrorismo




A Hidra de Lerna, da mitologia grega, na sua insaciável sede de sangue, ressurge, na atualidade, multiplicando-se em forma do hediondo terrorismo. Os fantasmas do medo, da revolta, das lutas sem quartel, corporificam-se nas massas alucinadas gritando por vingança, sem se importar com o número de vidas que sejam estioladas, nem com as formas cruentas a que sejam submetidas.
Os direitos do homem e da mulher, dolorosamente conseguidos ao largo da História, cedem lugar ao abuso do poder desenfreado, da loucura faná- tica de minorias infelizes, que acendem o estopim do barril de pólvora dos ódios malcontidos. Entre as elevadas conquistas do desenvolvimento ético e moral da Terra, destaca-se a liberdade, representada nas organizações políticas pelos regimes democráticos, veladores da honra de bem viver e deixar que os demais também o vivam. Dentre esses direitos inaliená- veis, a liberdade de expressão alcançou nível superior para o comportamento humano.
Não há, portanto, limite sagrado ou profano, proibido ou permitido, dependendo, exclusivamente, do estágio intelecto-moral da sociedade e dos seus cidadãos, que optarão pelo ético, pelo saudável e pelo favorável ao desenvolvimento espiritual da humanidade. Sofista por excelência e ético na sua essência, Sócrates defendia a liberdade de expressão num período de intolerância e de sujeição, de arbitrariedades, que ele condenava, havendo pago com a nobre existência a elevada condição de exaltar a beleza e a verdade.
Jesus, na sua ímpar condição, respeitou essa gloriosa conquista – a liberdade de expressão – não se permitindo afetar pelos inditosos comportamentos dos seus opositores contumazes… E fez- -se vítima espontânea da crueldade e do primarismo daqueles que o temiam e, por consequência, o odiavam. Legou-nos, no entanto, no memorável discurso das bem-aventuranças as diretrizes éticas para a conquista da existência feliz através da aquisição da paz. Em momento algum limitou, excruciou ou lutou contra o amadurecimento espiritual do ser humano.
Sua doutrina, conforme previra, foi submetida ao talante dos poderes temporais e transformada em arma terrorista esmagadora que dominou as massas humanas por longos sé- culos de medo e de horror Há pouco mais de 200 anos, no entanto, a França e, logo depois, os Estados Unidos da América do Norte desfraldaram a bandeira dos direitos à liberdade, à igualdade e à fraternidade. E houve, desde então, avanços incontestes no comportamento dos povos, diversas vezes afogados no sangue dos seus filhos em insurreições internas, em guerras internacionais, embora muitos interesses subalternos, para que lhes fossem preservados esses soberanos direitos.
Os temperamentos primá- rios, porém, ainda predominantes em expressivo número de Espíritos rebeldes, incapazes de compreender os valores humanos, têm imposto a sua terrível e covarde adaga em atos de terrorismo, tendo como pano de fundo as falsas e mórbidas confissões políticas e religiosas, que dizem abraçar, espalhando o caos, o terror, nos quais se comprazem.
A força das suas armas destrutivas jamais fixará os seus postulados hediondos, pois que sempre enfrentarão outros grupelhos mais nefastos e sanguinários que os vencerão. Após o triunfo de um bando de bárbaros por um tempo e ei-los desapeados da dominação por dissidentes não menos cruéis…
Assim tem sido na História em todos os tempos. Os mongóis, por exemplo, conquistaram a Índia, embelezaram-na, realizaram esplendorosas construções como o Taj Mahal, pelo imperador Shah Jahan, a fortaleza dita inexpugnável guardando a cidade e as minas de diamantes da Golconda, enquanto se matavam para manter-se ou para conquistar o trono – filhos que assassinaram os pais ou os encarceraram, ou os enviaram para o exílio, como era hábito em outras nações – para depois sucumbirem sob o guante de outros voluptuosos dominadores mais hábeis e mais selvagens.
Criaram armas terríveis, como os foguetes com lâminas aguçadas e os imensos canhões, terminando vencidos, após algumas glórias, pelas tropas inglesas que invadiram o país, submetendo-o por mais de um século ao Reino Unido, desde o reinado de Vitória. Mais tarde, a grandeza moral do Mahatma Gandhi, com a sua misericordiosa não violência, libertou-a, restituindo-a aos seus primitivos filhos. Nada obstante, após o seu assassinato, a Índia continuou e permanece até hoje vítima do terrorismo político e religioso desenfreado, sem a bênção da paz, a dileta filha do amor.
Somente quando o amor instalar-se no coração do ser humano é que o terrorismo perverso desaparecerá e os cidadãos de todas as pátrias e de todas as confissões religiosas se permitirão a vera liberdade de pensamento, de palavra e de ação. Com efeito, esse sublime sentimento não usará da glória da liberdade para denegrir ou punir pelo ridículo, porque respeitará todos os direitos que a Vida concede àqueles que gera e mantém. Para que esse momento seja atingido, faz-se urgente que todos, mulheres e homens de bem, religiosos ou não, mantenham-se em harmonia, respeitem-se mutuamente e contribuam uns para a plenitude dos outros.
Infelizmente, porém, na atualidade, em que predominam o individualismo, o consumismo, o exibicionismo, espú- rios descendentes do egoísmo, facções terroristas degeneradas disseminarão na Terra o crime e o pavor, até que seus comandantes e comandados sejam todos exilados para mundos inferiores, compatíveis com o seu estágio de evolução. Merece, igualmente, neste grave momento, recordar a frase de Jesus: – Eu venci o mundo! (João, 16:33.) Todos desejam, por ignorância, vencer no mundo. Ele não foi um vitorioso no cenário enganoso do mundo, mas o triunfador sobre todas as suas ainda perversas injunções. O terrorismo passará como todas as vitórias da mentira, das paixões inferiores e da violência, porque só o amor é portador de perenidade.
Vianna de Carvalho
(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 7 de janeiro de 2015, (quando ocorreu o ataque terrorista em Paris), no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)

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Toda a Criação




Na questão 860, de O livro dos espíritos, interroga Allan Kardec: Pode o homem, pela sua vontade e por seus atos, evitar acontecimentos que deveriam realizar-se e vice-versa? Indagação interessante. É possível evitar algo que está para ocorrer ou fazer acontecer algo que não estava programado? Responde o mentor espiritual: Pode, desde que esse aparente desvio possa caber na vida que escolheu. Além disso, para fazer o bem que lhe cumpre – único objetivo da vida –, é permitido ao homem impedir o mal, sobretudo aquele que possa contribuir para a produção de um mal ainda maior.
Essa questão enseja profundas reflexões sobre os destinos humanos, demonstrando as alternativas decorrentes do exercício do livre-arbítrio. Sem dúvida, exercitar boas ações é o que de melhor podemos cogitar, considerando que estamos submetidos a um mecanismo de causa e efeito que sempre dará a cada um segundo suas obras, conforme ensinava Jesus.
Se desejo o bem para mim, é evidente que devo praticá-lo onde estiver: em casa, na rua, na atividade profissional, na vida social, no culto religioso… O que soa estranho é situá- -lo como o objetivo único da vida, conforme diz o mentor. Não há outros, igualmente importantes?
Adquirir conhecimentos e virtudes. Combater mazelas e imperfeições. Desenvolver potencialidades criadoras. Resgatar débitos cármicos. Aprender a conviver com a sogra… Não seria mais acertado dizer que o objetivo da existência é nossa evolução, galgando estágios mais altos de espiritualidade? Antes de responder a essas dúvidas, consideremos a suprema realização do Espírito humano.
Seria nossa comunhão com Deus, plenamente integrados nos ritmos do universo. Eu e o Pai somos um – dizia Jesus, referindo-se a essa comunhão. Quando estivermos em condições de afirmar isso teremos alcançado o ápice de nossa evolução, refletindo a Grandeza divina em nossas ações.
Seremos prepostos de Deus, participantes da obra da Criação. Qual a condição fundamental para essa comunhão em plenitude com o Senhor? A resposta está na Primeira Epístola de João, capítulo 4, versículo 16. Diz o apóstolo: “Deus é amor. Quem está em amor, está em Deus e Deus está nele”. Então, o grande recurso para uma comunhão com Deus é o amor, aquele amor divino que equilibra os astros e sustenta a vida. Como chegar ao divino amor que nos coloca em comunhão com o amor divino? Resposta simples: chegaremos ao divino amor com o exercício da bondade. Considerando que amar é querer o bem do outro, é com o bem do outro que exercitamos o amor. Por isso o objetivo único da existência, seja na Terra ou em qualquer quadrante do universo, é a prática do bem, que sempre será o mais legítimo exercício de amor, o mais legítimo recurso para nos aproximarmos de Deus Há benefícios incríveis quando assim agimos. Pesquisas demonstram que as pessoas que se integram nos serviços em favor do próximo, em bases de voluntariado, vivem mais, a partir de dois benefícios. O primeiro é a melhoria de seu padrão vibratório.
Mãos servindo são antenas que estendemos para a sintonia com as fontes da vida e a captação das bênçãos de Deus, sustentando- -nos a saúde e o bem-estar. Diz Hermínio Miranda, grande escritor espírita, que há muitos espíritas fazendo serão, trabalhando além do expediente, que seria o seu tempo de vida, em abençoadas moratórias, porque são úteis, porque se empenham em servir, porquanto, como ensinava Jesus, a Seara é grande e poucos são os seareiros. Portanto, se desejamos prolongar a existência, vamos beber sempre, em largos goles, o elixir do bem.
Outro benefício que recebemos com esse comportamento são as vibrações de gratidão daqueles que beneficiamos.
Elas constituem verdadeiro tônico, que fortalece o corpo e tranquiliza a alma, bases para a longevidade. Pensemos no alcance de um “Deus lhe pague!”. Conta Ramiro Gama, no livro Lindos casos de Chico Xavier1 que, certa feita, atrasado para o serviço, o médium seguia apressado pelas ruas de Pedro Leopoldo. Ao passar defronte à casa de dona Alice, uma frequentadora do Centro, ela o chamou: – Chico, estava à sua espera. Desejo uma explicação. Sem deter-se, o médium respondeu: – Estou muito atrasado, dona Alice. Na hora do almoço, lhe atenderei.
E seguiu adiante. Emmanuel surgiu e lhe disse: – Volte, Chico, atenda à irmã Alice. Gastará apenas alguns minutos. Chico voltou. A senhora ficou feliz – Sabia que você voltava, conheço seu coração! E pediu-lhe explicação de como tomar determinado remédio homeopático receitado pelo doutor Bezerra de Menezes por seu intermédio. Chico explicou rapidamente. Ela agradeceu: – Obrigada, Chico. Você é um anjo. Deus lhe pague! Vá com Deus! Chico partiu apressado. Emmanuel apareceu novamente. – Olhe para trás, Chico. Ele virou-se e viu, admirado, vibrações luminosas que partiam dos lábios de dona Alice, em seu vá com Deus. Emmanuel concluiu: – Observou, Chico, o que acontece quando atendemos nossos irmãos? Imagine se, ao invés de um vá com Deus, ela dissesse, magoada, vá com o diabo! Importante que em nossa contabilidade existencial tenhamos muitos “Deus lhe pague!”. São créditos abençoados de saúde e bem-estar em favor de uma existência tranquila e feliz.
No livro Eu sou Malala temos a experiência de uma menina paquistanesa que sofreu atentado de um membro do Talibã, essa seita de fanáticos que imaginam ser a mulher mera escrava do homem, sem nenhum direito, nem mesmo o de estudar.
Julgam agir em nome de Deus, apelando para o ódio, sem compreender que só o amor nos torna intérpretes da Vontade divina. Malala Yousafzai levou um tiro na cabeça porque insistia em estudar, contrariando a proibição. Oportuno lembrar que ela dividiu o prêmio Nobel da Paz de 2014 com o ativista indiano Kailash Satyarthi, ambos por sua luta contra a opressão de crianças e jovens e pelo direito a todas as crianças à educação, segundo anunciou o Comitê Nobel norueguês.
O que nos chamou atenção no livro foi uma observação da jovem, reportando-se a um ditado da sabedoria paquistanesa: “Quando oferecemos arroz aos pobres, até mesmo as formigas e os passarinhos que comem os grãozinhos que caem ao chão passam a orar em nosso benefício”. Toda a Criação vibra por nós quando praticamos o bem, o objetivo único da vida.
1 N.R.: Capítulo Vá com Deus. Disponível em: http://goo.gl/aNQioE.

Richard Simonetti
richardsimonetti@uol.com.br

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A FELICIDADE DA TAREFA




  Trabalhar e estudar são os caminhos da descoberta e fortalecimento. Todavia, se o tarefeiro não se aplica ao serviço essencial da transformação de si próprio, buscando o autoconhecimento com pleno domínio do mundo interior, deixará de semear no seu terreno pessoal as sementes vigorosas que vão lhe conferir, no futuro, a liberdade e a farta colheita do júbilo almejado por ele mesmo. E esse processo exige tempo, disposição incansável de recomeçar, meditação, cultivo de novos hábitos, oração, renúncia, capacidade de sacrifício, vigilância mental, vontade ativa, disciplina sobre os desejos, diálogo fraternal, dever cumprido e amparo espiritual.
                Não existe felicidade sem pleno conhecimento de si mesmo. E a convivência é escola bendita. Saber os motivos de nossas reações uns frente aos outros, entender os sentimentos e idéias nas reações é preciosa lição para o engrandecimento da alma na busca de si própria.
                O ser humano está cansado de intransigência. Ele quer responsabilidade, liberdade e paz. Se não mudarmos a didática, educando de fora para dentro, quando educação é tirar de dentro para fora, respeitando as singularidades da individualidade e permitindo-lhe o ajustamento pacífico entre os novos conteúdos e sua bagagem espiritual, buscando, através da postura íntima, a responsabilidade, a mudança de hábitos, o controle sobre sua própria existência na direção de novos propósitos.
                A luz com a qual clareamos os caminhos alheios é crédito perante a vida, entretanto, somente a luz que fazemos no íntimo nos pertence e é fonte de liberdade e equilíbrio, paz e riqueza na alma.
                Há muitas pessoas submetendo-se a largo processo de autocobrança do qual não conseguem vencer, enredando-se em climas desgastantes de desamor a si próprias. E o mais lamentável é que muitos corações passam a acreditar que esse mecanismo de sofrimento é resultado de reflexos de seu passado reencarnatório, quando, em verdade, a pessoa está no labirinto de si mesmo sem conseguir encontrar as saídas pelas quais já poderia ter passado, caso guardasse melhor habilidade na arte de conviver bem consigo próprio.
                A felicidade está em nós, no ato de penetrarmos na desconhecida gleba do eu, arando esse terreno fértil para que floresça a Divindade da qual somos todos portadores.

Do livro: MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux


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SOLUÇÕES DAS FUGAS PSICOLÓGICAS



O ser humano deve empenhar-se pela superação dos impedimentos que lhe surgem como fenômeno perfeitamente normal e comum a todas as demais criaturas.

A necessidade dos enfrentamentos faz parte da existência humana, sem os quais o processo de crescimento interior ficaria interrompido, dando lugar a transtornos profundos de comportamento que se transformariam em patologias de difícil solução.

O ego que teme o fracasso, que é sempre um insucesso previsível e reparável, resolve evitar os processos desafiadores, mascarando a realidade e fugindo para o mundo de fantasia, constituídos de sonhos utópicos e irrealizáveis gerados pelas frustrações.

Pequenos exercícios de afirmação da personalidade e de autodescobrimento dos valores adormecidos funcionam como terapia valiosa, por estimular o paciente a novos e contínuos tentames que se vão coroando de resultados favoráveis, eliminando o sutil complexo de inferioridade e mesmo diluindo, a pouco e pouco, a culpa perturbadora.

Cada vitória serve de base para futuros cometimentos que facultarão a autoconfiança, o reconhecimento das potencialidades que respondem pelas forças morais de que é possuidor o self.

Quanto mais se transfere o encontro com a realidade elaborada pelo eu consciente atual, mais difícil torna-se a construção da identidade pessoal, que se apresenta como destituída de significados elevados, ocultando as imperfeições que fazem parte de todo processo evolutivo.

À medida que se alcançam patamares mais elevados outros surgem convidativos, demonstrando que não existe pouso definitivo para quem deseja a plenitude, sem novas metas a serem conquistadas.

Adicionando-se realizações, umas sobre as outras, ocorrerá um somatório de experiências que impulsionam o indivíduo com segurança no rumo certo da realidade.

A verdadeira saúde psicológica não anui com a precipitação nem com o destemor, que pode parecer heroísmo.

A prática das boas ações oferece encorajamento para realizações mais amplas nos relacionamentos interpessoais, na convivência social e no amadurecimento da realidade pessoal.

Sempre quando alguém predispõe-se a auxiliar, experimenta forte empatia que resulta de contínuas descargas de adrenalina estimuladora que encoraja para novas realizações e bloqueia os temores infundados.

Quando surge essa disposição real para superar as fugas psicológicas conscientes ou não, automaticamente desenvolvem-se os sentimentos íntimos, proporcionando bem-estar e alegria de viver.

Tornam-se um tormento a manutenção das fugas emocionais, o escamoteamento da própria realidade, mascarando o ser de júbilos que não existem e de satisfações que são irreais.

Assumir-se as próprias dificuldades constitui um dos passos necessários para supera-los.

Como todos os indivíduos são seres humanos em processo de crescimento, em conserto, na trajetória carnal, porque ainda portadores de imperfeições de vários tipos, a aceitação de si mesmo conforme se encontra é recurso valioso para a compreensão dos limites que caracterizam os demais, tornando-os tolerantes em relação às faltas alheias, em face das próprias condições agora conhecidas.

A culpa transforma-se em auto-perdão, o medo faz-se estímulo para o avanço contínuo e as incertezas convertem-se em convicções em torno da própria vitória: a saúde integral!

Do Livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS



Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

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Maior médium em atividade no Brasil abre sala dos espíritos ao Fantástico





Pela primeira vez, Divaldo Franco autoriza uma equipe de televisão a gravar uma sessão mediúnica completa e psicografa diante da câmera. Dia 22-02-2015 no Fantástico .

O maior médium em atividade no Brasil abre a sala dos espíritos para o Fantástico. Pela primeira vez, Divaldo Franco autoriza uma equipe de televisão a gravar uma sessão mediúnica completa e psicografa diante da câmera.
Considerado por muitos o sucessor de Chico Xavier, o médium diz que está terminando sua missão.
A venda dos livros psicografados ajuda a manter uma obra social que atende 3,5 mil crianças por dia.

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