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Quando foi que esquecemos?




Eis um texto que precisa ser lido em horário nobre na TV. Transcrevo na íntegra porque é algo que merece ser lido, precisa ser divulgado e mesmo comentado em família:

“Em entrevista, uma jovem contou que tinha uns sete anos quando foi com sua mãe ao mercadinho perto de casa. Enquanto a mãe fazia as compras, ela, menina, escondeu um doce de leite no bolso.
Na saída, sentindo-se a garota mais esperta do mundo, mostrou o doce e disse: Olha, peguei sem pagar.
O que ela recebeu de retorno foi um olhar severo. E, logo, a mãe a tomou pela mão, retornou ao mercado, fê-la devolver o que pegara e pedir desculpas.
A garota chorou demais. Sentiu-se morrer de vergonha. Entretanto, arrematou, concluindo: Isso me ensinou o valor da honestidade.


– Orson Peter Carrara

*   *   *

É possível que vários de nós tenhamos tido experiência semelhante. Por isso, indagamos: Quando foi que deletamos a mensagem materna? O que nos fez esquecer o ensino da infância?
A infância é o período em que o Espírito, reencarnado em nova roupagem corpórea, se apresenta maleável à reconstrução do seu eu.
É o período em que as falas dos pais têm peso porque, afinal, eles sabem tudo.
Mirar-se no exemplo dos pais é comum, considerando que, no processo de educação, os exemplos falam muito mais alto do que as palavras.
Por que, então, deixamos para trás as lições nobres? Quantos de nós, ainda, tivemos professores que iam muito além do dever e que insistiam para que fôssemos responsáveis, corretos?
Criaturas que se devotavam, ensinando com o próprio exemplo, as lições da gentileza no trato, a hombridade, o valor da palavra empenhada.
Se todos nós viemos de um lar, o que nos fez desprezar a honra, a honestidade e tantos de nós nos transformarmos em políticos corruptos, em maus profissionais, em seres que somente pensam em si mesmos?
Hora de evocar lembranças, de retornar aos anos do lar paterno e permitir-nos a reprise das lições.
Não pegue nada que não lhe pertença.
Se achar um objeto, procure o dono porque ele deve estar sentindo falta dele.
Respeite o seu semelhante, o seu espaço, a sua propriedade.
Os bens públicos são do povo e todos devem ser com eles beneficiados. A ninguém cabe tomar para si o que deve ser bem geral.
Digno é o trabalhador do seu salário.
Respeite a servidora doméstica, o carteiro, o lixeiro. São valorosos contribuintes das nossas vidas.
Lembre de agradecer com palavras e delicados mimos extemporâneos o trabalho diligente dessas mãos.
Cumprimente as pessoas. Sorria. Ceda seu lugar, no coletivo, ao idoso, ao portador de necessidades especiais, à grávida, a quem carrega pequenos nos braços.
Ceda a vez no trânsito, aguarde um segundo a mais o pedestre concluir a travessia, antes de arrancar com velocidade, somente porque o sinal abriu.



*   *   *

As leis são criadas para que, obedecendo-as, vivamos melhor em sociedade.
Mas gentileza não está normatizada.
Honestidade é virtude de quem respeita a si mesmo, ao outro, ao mundo.
Pensemos nisso. Façamos um retorno à infância, pelos dias dos bancos escolares, lembremos dos nossos pais, dos mestres, das suas exortações.
E refaçamos o passo. O mundo do amanhã aguarda nossa correta ação, agora, ainda hoje.”

Extraído na íntegra do site www.momento.com.br , com com citação de narrativa do artigo Como nossos pais, de Jaqueline Li, Jéssica Martineli, Rafaela Carvalho  e Rita Loiola, da revista Sorria, de outubro/novembro/2012, ed. MOL.


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Como falar de morte com as crianças




Não é um Artigo Espirita, mas está bem elaborado e vale uma reflexão.


A morte é a certeza mais misteriosa da vida. Essa contradição a torna tão difícil de ser compreendida, que dirá explicada às crianças. Entender como funciona a mente infantil ajuda a ensinar nossos filhos como lidar e conviver com esse tema



Falar de morte com crianças não é mesmo nada fácil. Como a gente pode tentar explicar uma coisa que não entende e que é tão dolorida? Dá uma tentação louca de que nossos filhos não precisem passar por isso, muito menos quando tão novos. Sim, isso já passou pela cabeça de qualquer um que tenha filhos, mas o melhor mesmo é que seja só um desejo utópico. Uma das coisas que todos os especialistas são unânimes é que, independentemente da idade e da situação – se morreu um bicho de estimação, um parente próximo ou um conhecido distante –, não se deve mentir ou esconder o fato das crianças. “As crianças são só crianças, não bobas”, afirma Maria Helena Franco, psicóloga e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre o Luto da PUC-SP.

É difícil dizer o que seu filho entende em cada idade. Mas é certo que, mesmo tão cedo quanto aos dois anos, as crianças são capazes de perceber mudanças no clima e nas emoções da casa. “Se os pais escondem da criança que um cachorro ou peixe do aquário morreu, dizendo que ele fugiu ou sumiu, e depois ela vê o bicho morto, ou mesmo ouve uma conversa sem querer, ocorre a quebra da confiança que ela tem em seus próprios pais”, explica Rita Calegari, psicóloga do hospital São Camilo (SP).

A gente também se engana quando acha que nossos filhos nunca ouviram falar em morte. Ela está nos livros infantis, nos filmes – os pais de Simba morrem em O Rei Leão, os vilões são mortos pelos mocinhos no final –, nas notícias da TV, nas conversas das pessoas na rua. Também está naquele pernilongo que ela vê morto, nas flores que murcham no vaso.

A diferença é que, até por volta dos 6 anos, a criança não entende que a morte é irreversível. “Nessa fase ela não difere fantasia da realidade, acredita que, assim como nos desenhos animados, dá para se levantar depois que cai uma bigorna na sua cabeça”, ensina Julio Peres, psicólogo e autor do livro Trauma e Separação (Ed. Roca). Ele explica que é preciso deixar a criança “brincar de morto”, sem repreender. Isso, somado às pequenas mortes do dia a dia, dos insetos, plantas e pequenos animais, são um bom treino para entender a sequência da vida e facilita na hora de lidar com uma morte de alguém próximo.
Claro que o curso do mundo nem sempre permite essa sequência ideal e que, mesmo com esse “contato prévio”, a hora que a situação vira real, muda tudo. E receita pronta para fazer tudo certo não existe. Depende de quem morreu, de como foi a morte, da proximidade da família e da criança, das crenças de cada um, da personalidade do seu filho. Mas alguns pontos são importantes para se levar em conta:
Na hora de contar

Se for alguém próximo e você estiver sofrendo muito, procure se acalmar primeiro. Use uma linguagem simples que seu filho entenda. Rita aconselha usar o verbo morrer mesmo. Se a pessoa estava muito doente ou tinha muita idade, isso vai responder à famosa pergunta “por quê?”. Já as metáforas que os adultos usam para falar de morte podem não funcionar tão bem, principalmente para as crianças menores de 6 anos. Dizer que o vovô foi viajar, que a tia foi morar com o papai do céu, ou que o primo vai dormir para sempre são conceitos difíceis para os mais novos. Eles ficam imaginando por que o papai do céu não deixa vir visitar, podem ficar com medo de dormir e não acordar mais, ou do pai ir viajar e nunca voltar. Seja simples e espere pelas dúvidas de seu filho. “Temos o hábito de antecipar a angústia da criança pela nossa própria e por vezes damos informações além das que ela precisa e pediu. Dê tempo para ela compreender tudo”, comenta Julio.
Os rituais

A participação infantil nos rituais de velório, enterro, cremação e até mesmo a visita a um parente doente é uma questão muito particular. Há quem pense que nenhuma dessas situações é adequada para crianças, que é melhor guardar apenas memórias dos entes queridos saudáveis e vivos, e há quem acredite que elas podem e devem estar junto, uma maneira de demonstrar que a família se reúne nos momentos felizes e tristes. A decisão vai variar de acordo com os valores de cada família. De novo, o que é importante é avaliar e respeitar os limites e capacidades de seu filho. Se o ambiente estiver carregado de muita emoção, pessoas chorando e demonstrando desespero, como ocorre no caso de mortes violentas ou inesperadas, evite envolver mesmo os mais velhos, até 12 anos. Outro ponto é analisar os seus próprios sentimentos. Você está sob controle? Tem como dar suporte ao seu filho ou algum parente próximo que possa cuidar dele também? Caso a sua decisão for levar as crianças, explique como vai ser antes. Que vai haver uma caixa, a pessoa vai estar deitada lá dentro, mas que não pode ouvir, falar ou se mexer, diga que as pessoas vão estar tristes, chorando, que é um momento de dizer adeus àquela pessoa. Conte até mesmo se terá flores, incensos, música ou velas. Se possível, depois de explicar, deixe a criança decidir se quer ir ou não. Se ela for, esteja pronto para trazê-la de volta para casa se ela não quiser ficar, não espere que ela consiga acompanhar quieta ou séria o tempo todo e entenda se ela falar algo que, no mundo dos adultos, não seria apropriado.
O depois

“O que a criança quer saber é para onde foi a pessoa”, aponta Ceres de Araújo, psicóloga especializada no atendimento infantil (SP). E isso muitas vezes não será resolvido com uma única resposta. Seu filho possivelmente vai perguntar outras vezes sobre onde está a vovó, se ela pode vê-lo, se ela come e toma banho onde está. Para responder, você vai usar as crenças da sua família. Quando não souber o que dizer, seja sincero: diga que não tem a resposta, mas que vai pensar. Se ele perguntar algo diferente do que você acredita, dizendo que viu na TV ou ouviu um amigo falar, diga que o que ocorre depois da morte é mesmo uma coisa misteriosa, que ninguém sabe direito, mas que você acredita desse jeito e outras pessoas, de outro. É uma ótima maneira de exercitar a boa convivência com a diversidade. Nas primeiras semanas, a criança também viverá o luto. Ela pode ficar um pouco mais agressiva, dispersa, com dificuldades para dormir e, no caso dos mais novos, regredir em algo que já havia aprendido, como voltar a fazer xixi na cama. É tudo normal. Não dê bronca nem se preocupe. Em geral, passa logo e você só deve agir se o comportamento ficar muito intenso ou não passar em mais de dois meses.
E o meu luto?

 A morte de uma pessoa querida é difícil sempre e quem tem filhos se pega no dilema de como viver a sua própria perda, a sua dor sem que isso seja ruim para as crianças. Não esconda o que está sentindo. Se precisar chorar na frente de seu filho, chore. Isso mostra a ele que não tem problema ele se sentir triste também. E que tudo bem mostrar as emoções. Pois é exatamente isso que prova que estamos vivos.

Por Cíntia Marcucci 

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Nossos filhos, nossas jóias mais preciosas







Quando o assunto é “drogas”, percebemos que há um número bastante significativo de pessoas que, instantaneamente, associam essa palavra aos produtos cujo consumo não nos é lícito, quais sejam: a maconha, a cocaína, o crack, etc. No entanto, esquecem-se de que, tanto do ponto de vista físico quanto espiritual, outros produtos tóxicos, e de livre comércio, são tão prejudiciais ou mais perniciosos, até, do que aqueles, como, por exemplo: a bebida alcoólica, o cigarro, as drágeas confeccionadas em laboratórios, etc.. Quantos lares são desfeitos e quantos crimes são cometidos, cuja causa provém de estados de embriaguez? Quantas doenças incuráveis são diagnosticadas em pessoas que se lançaram à auto crueldade, pela dependência da nicotina? Portanto, o fato de a substância ser legal ou ilegal não tem uma relação direta com o perigo que oferece.
Quantas famílias desejariam que reinasse, nas pessoas a quem muito amam, a serenidade frente às crises que enfrentam na vida, e quantas gostariam que inexistissem hábitos autodestrutivos que, equivocadamente, adotam como suposta solução de seus problemas, causando dor e sofrimento a si mesmas e ao grupo familiar a que pertencem?
Aqueles que já se iniciaram nos maus vícios, mas ainda não estabeleceram um nível de intimidade maior com as drogas, os pais podem e devem ampará-los com serenidade, ajudando-os, fundamentalmente, a não se tornarem dependentes dessas substâncias tóxicas, além de lhes ensinar a manterem acesa a chama da esperança, incutindo neles a ideia de que estão, apenas, vivendo momentos difíceis de ajuste da alma em desalinho. Em razão disso, não devemos abandoná-los à própria sorte, pois ninguém se lança ao vício para ser infeliz, uma vez que todos almejam a felicidade.
Para todo dependente químico existe um tratamento específico. Quando a dependência é única e exclusivamente física, esta é anunciada nas crises de abstinência com reações de menor expressão, e a cura é relativamente fácil. Porém, quando a dependência é psicológica, as reações são bem mais agressivas, e a cura requer muito mais tempo. Daí a necessidade da compaixão, da renúncia e do irrestrito afeto familiar.

Diazepan
Os filhos, quando crianças, registram em seu psiquismo todas as atitudes dos pais, tanto as boas quanto as más, manifestadas na intimidade do lar. Crescem, observando os adultos utilizando tranquilizantes ao menor sinal de tensão ou nervosismo e, quase que imediatamente, presenciam os primeiros sinais de serenidade e equilíbrio exercidos pela ação do medicamento. Quando ouvem os pais se referirem a uma xícara de café para se sentirem estimulados ou a um cigarro para se sentirem mais calmos, essas cenas passam a existir, por muito tempo, em seus escaninhos mentais e, quando se defrontam com as primeiras dificuldades, inerentes a todo ser em evolução, buscam nas drogas a pretensa harmonia existencial.
São atentos, igualmente, às atitudes dos pais dos amigos com os quais se relacionam e a contradição, então, transparece, posto que muitos deles têm maneiras diversas de lidar com um filho. Alguns são totalmente contra o uso de quaisquer drogas, legalizadas ou não, mas a maioria considera socialmente aceitável o consumo de bebidas alcoólicas, o vício do cigarro, o uso de “energéticos”, etc.. Isso tudo, sem falar no grave problema dos benzodiazepínicos, barbitúricos e metadona, cuja ingestão permanente pode causar dependência como qualquer outra droga alucinógena ou não. Na verdade, as drogas não deveriam ser avaliadas, tendo por base a ilegalidade ou legalidade, mas pelos malefícios que elas acarretam à saúde. Os adultos têm sempre “desculpas de ocasião” e formas de justificar esses comportamentos paradoxais. Contudo, trata-se de um modelo de comportamento que não serve de referencial a alguém, muito menos àqueles que são adeptos aos moldes que Jesus nos veio ensinar.
Foi na década de 60 que surgiram os tranquilizantes chamados, cientificamente, de “ansiolíticos”, destinados a combater estados de ansiedade, ou melhor, combater estados de desordens psíquicas e questões emocionais da vida cotidiana. O problema ganha proporções imensuráveis, quando pesquisas atuais apontam que uma das tais drogas, o diazepan, tornou-se um dos “remedinhos” mais vendidos da atualidade. A propósito, cabe aqui ressaltar que profissionais competentes e respeitados, ligados à saúde mental, que diariamente lidam com as emoções humanas, já consideram que prescrevê-los equivale à clara admissão de um fracasso terapêutico da psiquiatria.
Há aqueles que, ao menor sinal de angústia, de desconforto, lançam mão de um “remedinho”, de uma “cervejinha”, de um “cafezinho”, de um “cigarrinho”, para aplacar a ansiedade de forma quase que instantânea. Esse é o princípio básico de paradigma de comportamento dependente, que observamos em um imenso número de adultos e pais, no qual, sem “desconfiômetros”, estão mergulhados. Destarte, introjetam no inconsciente dos filhos, alunos, e jovens em geral, a ideia de que os problemas podem ser resolvidos, como que por um passe de mágica, com a “ajudazinha” de uma “substanciazinha”, originária da cana-de-açúcar, denominada álcool; de uma “plantinha” inocente, do gênero nicotina (solanaceae), conhecida por tabaco, de um “alcaloidezinho”, também inofensivo, conhecido por cafeína, e assim por diante. Porém, todos atuam sobre o sistema nervoso central e alteram todo o metabolismo do indivíduo, igualmente.
Para muitos psicólogos, se a questão “drogas” fosse abordada de forma adequada ao nível de compreensão da criança ou do adolescente, deixando de ser algo secreto e misterioso, perderia muito de seus atrativos. Para outros especialistas, o fato de um jovem experimentar drogas não faz dele um dependente. Sim, porém, como ninguém tem como monitorar o que se passa nas ideias das pessoas, e muito menos pela cabecinha de um adolescente, mesmo porque, em se tratando de “drogas”, a atitude dos jovens é extremamente silenciosa, principalmente porque todos eles sabem o quanto a sociedade discrimina quem com elas se afiniza, experimentar não constitui problema algum àqueles que têm suas emoções bem ajustadas no momento da curiosidade, mas, para outros, não tão bem estruturados psicologicamente, experimentar é sinônimo de “continuar experimentando” sempre e a qualquer hora.

Coincidentemente, ou não, os jovens que dependem exageradamente dos tóxicos, são pouco amados pelos pais, sentem-se deslocados no grupo familiar ou se consideram pouco atraentes, etc.. Por estas e muitas outras razões, os pais devem transmitir segurança aos filhos através do afeto e do carinho constantes. Afinal, todo ser humano necessita ser amado, gostado, mesmo tendo consciência de seus defeitos, dificuldades e de suas reais diferenças.
Filhos mal amados

Por esta razão, os pais devem estar sempre atentos e, incansavelmente, buscando um diálogo franco com os filhos, sobretudo, amando-os, independentemente, de como se situam na escala evolutiva. Os pais não se devem desesperar, mormente no mundo de hoje. A melhor maneira de tentar neutralizar a atração que as drogas exercem será estimular os jovens a experimentar formas não-químicas de obtenção de prazer. Os “baratos” podem ser obtidos através de atividades intelectuais, artísticas, esportivas, etc.. Cabe aos adultos tentar conhecer melhor os jovens para estimulá-los a experimentar formas mais criativas de obter prazer e sensações intensas, mas dando-lhes exemplos de sobriedade. (1)
A crença de que a felicidade pode ser comprada num “Shopping Center” e que decepções, angústias, tristezas e solidão têm que ser evitadas a qualquer custo, consubstanciam o modelito de relação que os dependentes químicos (consumidores) estabelecem com as drogas (produtos). Urge que lhes desmistifiquemos a fórmula imposta pela sociedade aos indivíduos, de que a melhor maneira de se viver se constitui na síndrome do consumismo extravagante e exagerado.
Importa que os pais se lembrem de que conflitos e atos de rebeldia fazem parte da instabilidade emocional, natural na adolescência e estes não são indicadores precisos de que os filhos estejam envolvidos com as drogas. Desse modo, convém que deem um voto de confiança aos filhos e constituam com eles uma inexpugnável parceria, alicerçada na credibilidade mútua e no respeito à vida. A autoridade dos pais (2) não somente é aceita pela maioria das crianças e adolescentes, sobretudo quando presenciam, no ambiente familiar, a confiança e o afeto, mas, também, é extremamente necessária, para que não se sintam inseguros na vida ou que os papéis que competem a cada um, não se invertam.
Outro posicionamento a ser observado é nunca partir para atitudes extremas, como, por exemplo: violência verbal, violência física ou, ainda, movidos por extrema impaciência, expulsar um filho de casa. Qualquer ato precipitado dos pais poderá reverter contra eles mesmos, futuramente, e lançá-los à dor do arrependimento tardio. É óbvio que cada caso é um caso, mas jamais partir para qualquer solução mais severa, sem antes esgotar todas as possibilidades fraternas de ajuste, de bondade, de solidariedade humana, de renúncia, disponíveis no âmago dos corações dos que se dizem fiéis aos ensinamentos do Cristo Jesus. Convém que não se esqueçam, principalmente, de que a oração fervorosa é a mais poderosa ferramenta de que o homem dispõe como solução contra quaisquer sugestões do mal.
As joias mais raras e preciosas

Por falar em solução, existem várias maneiras paralelas de ajuda aos que dependem da droga: tratamento médico; terapias cognitivas e comportamentais; psicoterapias; grupos de autoajuda, a considerar: Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos, etc.. Na opinião dos experts, especialistas da área, o tratamento do dependente de drogas não requer internação, na grande maioria dos casos, pois as respostas não têm sido favoráveis a que eles apresentem melhora nessas condições de isolamento, distantes do convívio familiar. Muito pelo contrário, constatam a ineficiência do tratamento nessas condições, com um significativo aumento do consumo, a que os dependentes se lançam, após saírem da clínica.
A questão é de educação na família cristalizada, na escola enobrecida, na comunidade honrada, e não nas políticas de repressão policial, estabelecendo mais violência do que solução. Todos nós sabemos que violência gera violência. As famílias que se deparam com um drama desses no lar, em primeiro lugar devem procurar forças em Deus, Pai misericordioso e justo, e em Jesus, porque Ele não veio somente para os sãos, mas, fundamentalmente, para os enfermos; em segundo lugar, não devem se acovardar diante do fato em si, pois, por trás de toda queda moral existe um grito recôndito de “socorro!”. Conversemos, esclareçamos, orientemos e assistamos os que se hajam tornado vítimas das drogas, procurando os recursos competentes da Medicina como da Doutrina Espírita, a fim de conseguirmos a reeducação e a felicidade daqueles que a Lei Divina nos confiou para a nossa e a ventura deles. (3)
É importante que os pais ensinem seus filhinhos queridos a manterem permanente vigilância pela oração embasada numa fé raciocinada e o Espiritismo propõe, dentre outras bênçãos, o fortalecimento e o equilíbrio mental. Uma coisa é certa: o Espiritismo não propõe soluções específicas, reprimindo ou regulamentando cada atitude, nem dita fórmulas mágicas de bom comportamento aos jovens. Prefere acatar, em toda sua amplitude, os dispositivos da lei divina, que asseguram a todos o direito de escolha (o livre-arbítrio) e a responsabilidade consequente de seus atos.
Sob o enfoque espírita, sabemos que irmãozinhos nossos do mundo espiritual que usaram drogas enquanto encarnados, muitos ainda continuam escravos do vício. Unem-se aos seus afins, os viciados encarnados, imantando-se nos seus perispíritos, para sorverem as emanações perniciosas provenientes do uso das drogas.
As energias deletérias dos viciados do além podem, em longo prazo, causar, nos viciados de “cá”, distúrbios orgânicos graves, como: câncer de pulmão, problemas no fígado, no aparelho circulatório, no sangue, no sistema respiratório, no cérebro e nas células, principalmente as neuronais (4), devido ao enfraquecimento dos centros vitais do viciado, ainda encarnado. Os efeitos destruidores da obsessão e das drogas são tão intensos que extrapolam os limites do organismo físico do viciado, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria funcionalidade do seu perispírito. Se a morte os surpreender, antes mesmo de se regenerarem, conservam, na espiritualidade, os estigmas da prática nociva que os levou à degeneração dos seus respectivos centros vitais, visíveis no perispírito.
Por todas essas razões, precisamos aprender a servir e perdoar; socorrer e ajudar os jovens entre as paredes do lar, sustentando o equilíbrio dos corações que se nos associam à existência e, se nos entregarmos realmente no combate à deserção do bem, reconheceremos os prodígios que se obtêm dos pequenos sacrifícios em casa por bases da terapêutica do amor. (5)
Confiemos em Deus, primeiramente, e optemos, pois, pela drágea do afeto, o comprimido do carinho, a gota de renúncia, o chá do amor em família, por serem os mais eficazes remédios na cura das patologias de quaisquer procedências. Esses medicamentos consubstanciam-se pela maior atenção dos pais para com os filhos, demonstrados pela sadia preocupação que têm com a formação moral deles e o suprimento de suas necessidades afetivas.
Fiquemos alerta! Nossos filhos são a joia mais rara e preciosa que possuímos, não os abandonemos!
Jorge Hessen
Referências bibliográficas:
(1) Disponível no site www.senado.gov.br/publicações acessado em 08/09/2007
(2) Autoridade não deve ser confundida com autoritarismo, arbitrariedade ou rigidez
(3) Franco, Divaldo Pereira. “Após a Tempestade”, ditado pelo espírito Joanna de Angelis. Bahia: Editora LEAL, 2ª Edição
(4) Os neurônios guardam relação íntima com o perispírito, segundo André Luiz em “Mecanismos da Mediunidade”
(5) Xavier, Francisco Cândido. “Caminhos de Volta” – Espíritos Diversos



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Apelo aos Pais





Quando esse Espírito de Verdade vier, ensinar-vos-á toda a verdade [...].” – Jesus (João, 16:13.)
O Espiritismo destruirá o materialismo, uma das chagas da sociedade, permitindo aos homens compreenderem os seus reais interesses, bem como as verdadeiras e nobres razões que os fazem permanecer encarnados para cumprimento dos desígnios que Deus lhes confia.
A transformação legítima dos indivíduos na senda evolutiva será gradativa e persistente, efeito da liberdade que o Criador lhes outorgou, como apanágio do seu livre-arbítrio, da sua razão, da sua consciência, e da qual saberá servir-se, praticando a tolerância e a fraternidade. Se assim não fora, não estaríamos em condições de envidar esforços para a melhoria intelectual, moral e espiritual do mundo, sabedores de que a obra não nos pertence, mas se constrói sob as bênçãos do poder divino, jamais consentindo que o orgulho domine os nossos corações, por mais eficazes sejam as nossas realizações.
Engrandecemos a Jesus, como enviado do Senhor, e enaltecemos a sua missão de regenerar a humanidade por meio da lei de amor, de justiça e de caridade, compreendendo que:
O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos para ouvir”.1 (Destaque nosso.)
Não é possível, pois, nos iludirmos a respeito de nossas responsabilidades na presente encarnação. Somos chamados a cultivar a luz cristã no mundo das consciências, dissipando as trevas dos excessivos apegos materiais, transmitindo a Doutrina Espírita, que nos foi ensinada, a expressar-se em serviço de solidariedade, entendimento e educação. Em consequência, uma verdade muito simples deve estar presente na certeza dos pais espíritas:
Assumir compromissos na paternidade e na maternidade constitui engrandecimento do espírito, sempre que o homem e a mulher lhes compreendam o caráter divino. [...]
[...] Os filhos são as obras preciosas que o Senhor lhes confia às mãos, solicitando-lhes cooperação amorosa e eficiente. Receber encargos desse teor é alcançar nobres títulos de confiança. [...]2
A educação dos filhos, diante dessa realidade, torna-se um fato de suma importância para aqueles que se sustentam em bases espíritas sólidas, procurando exemplificar dignamente qualidades que permitam, à criança e ao jovem, um crescimento saudável e equilibrado. Se os pais negligenciarem no cumprimento desse dever, não conseguirão que os filhos obtenham uma educação integral que consiste no “desenvolvimento simultâneo das faculdades morais, físicas e intelectuais”3 do ser.
A questão 892, de O livro dos espíritos, contribui para que avaliemos as dificuldades geradas pelo descuido dos pais e o pesar sentido por eles ao observarem as condições de transviamento moral dos filhos. Respondem os Espíritos superiores:
[...] isso representa um encargo que lhes é confiado e a missão deles consiste em se esforçarem por encaminhar os filhos para o bem. Ademais, esses desgostos são, amiúde, a consequência do mau feitio que os pais deixaram que seus filhos tomassem desde o berço. Colhem o que semearam.4
O professor Hippolyte Léon Denizard Rivail – em estudos anteriores à elaboração das Obras Básicas, como Allan Kardec –, destacou duas questões primordiais sobre a educação dos filhos: “Quais são os obstáculos que se opõem a isso?” e “Quais são os meios de remediá-los?”.3 Em resposta a essas indagações, é imprescindível não perder de vista que os obstáculos podem ser vários, principalmente no tocante às condições dos Espíritos que reencarnam, nem sempre de sentimentos e comportamentos elevados. Alguns carregam consigo defeitos, vícios e paixões, forçando-nos a intensificar as experiências que os façam corrigir as tendências nocivas que ainda possuem, trazidas de existências passadas ou estimuladas pelos efeitos perniciosos de uma má educação, não conseguindo libertá-los dos maus hábitos e das falhas graves de caráter, que exercem sobre eles influências prejudiciais no ânimo, no moral, no humor.
Os pais devem considerar a dimensão espiritual da vida, acerca de sua obrigação de colaboradores de Deus na aceleração do processo evolutivo dos Espíritos que regressam à escola do mundo pelas portas do berço, os quais, para se tornarem cidadãos conscientes e responsáveis, dependem da ação educativa de seus genitores como fator decisivo para a renovação da sociedade e a melhoria da qualidade de vida na Terra. Esse esforço dos pais de perseverarem na luta pelo seu aprimoramento – mormente para que possam encontrar, no conhecimento do Espiritismo, respostas às suas inquietações e novos motivos para que obtenham maior capacitação no exercício da maternidade e da paternidade responsáveis – seria meio indispensável de remediar os problemas que atualmente encontramos na orientação dos filhos.
Enquanto ignorarmos o alcance de nossos atos e a sua repercussão em nossos destinos, não contribuiremos para a melhoria da humanidade, pois os obstáculos sociais e familiares que encontramos se originam, muitas vezes, da precariedade de nossas aquisições morais. Retornando à Espiritualidade, somos alertados sobre os erros cometidos, fruto da falta de cuidados que tivemos com os filhos, e convidados a recomeçar novas experiências, do mesmo teor, a cada reencarnação. O Espírito André Luiz alerta-nos para o fato de que, em determinadas dependências do Ministério do Esclarecimento, na Colônia Nosso Lar, localizam-se enormes pavilhões das escolas maternais, reunindo milhares de irmãs que “comentam, por lá, as desventuras da maternidade fracassada, buscando reconstituir energias e caminhos”. 5 Da mesma forma, junto às mesmas dependências, existem os “Centros de Preparação à Paternidade”,5 onde “grandes massas de irmãos examinam o quadro de tarefas perdidas e recordam, com lágrimas, o passado de indiferença ao dever”.5
Descuidos que se convertem em gravíssimos problemas existenciais para nós:
[...] A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos.6
A desordem e a imprevidência, que se observam nesse momento de transição do planeta, são situações que refletem a urgência de buscarmos novos rumos para a reconstrução da sociedade, e a família está no alicerce desse processo de renovação social, porque é nela que se deve exercer em plenitude a missão de educar.
Amigos espirituais advertem sobre a imperiosa e urgente necessidade de os pais buscarem o justo apoio à educação da prole, principalmente no que diz respeito ao encaminhamento das crianças e jovens às Escolas de Evangelização dos centros espíritas:
Pode alguém outorgar a outrem prova maior de confiança do que entregar-lhe seus próprios filhos, para que esse outrem os eduque e proteja? Não são de Deus os filhos que Ele confia aos pais terrenos, para que estes os defendam e os guiem? E se esses pais terrenos, mormente quando já não possam alegar ignorância a respeito das verdades básicas da vida espiritual, preferirem abandonar voluntariamente os filhos à própria sorte, sonegando-lhes, de seu próprio cabedal, as provisões suficientes de conhecimento e amor, não estarão traindo a confiança divina e cometendo verdadeiro crime contra a vida? Que legítimo direito terão esses pais, para eximir- -se da sagrada obrigação de preparar espiritualmente os seus filhos, a fim de que eles possam melhor enfrentar as provas e expiações que irão surpreendê-los no porvir? A intensificação de lembretes dessa ordem, nos círculos dos confrades que nos comungam os ideais, poderá ser um bom serviço de alerta para esses pais invigilantes.7
Não há lugar para dúvidas na exemplificação dos postulados cristãos, que o Espiritismo veio restaurar em toda a sua verdade. Eduquemo-nos para educar nossos filhos, ou não conseguiremos chegar a bom termo nas nossas tentativas de poder ajudá-los verdadeiramente!
Em face dessas considerações, apelamos para o coração dos pais e mães no sentido de que reflitam, com maior profundidade, sobre o contexto familiar num enfoque espírita. Essa providência, de máxima relevância para um programa regenerador sobre importantes questões domésticas, a título de sugestão, poderia se constituir de encontros semanais de grupos, de círculos, de conjuntos, ou no aumento da periodicidade das reuniões de agrupamentos de pais, atualmente existentes nas instituições espíritas, sobretudo para discussões salutares na identificação, análise e avaliação de dúvidas existentes no relacionamento entre eles e os filhos.
Ao ampliar a visão e a compreensão dos pais acerca da missão de que estão investidos, os encontros ofereceriam subsídios temáticos para ponderar sobre assuntos referentes aos vários aspectos da educação e da evangelização espírita, além de examinar notícias da atualidade com vista à formação do espírito crítico, fundamentado nos valores e nos princípios que regem a vida moral.
Tendo como referência essas ponderações, é imprescindível valorizar, de forma contínua, as vivências do cotidiano da família, podendo a iniciativa desse ajuntamento responder às indagações decorrentes do mundo moderno, assim exigindo dos genitores maior abertura e melhor conhecimento dos problemas do nosso tempo, sempre salientados à luz do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita, na conquista da melhoria geral da vida familiar.

Clara Lila Gonzalez de Araújo
claralilaez@gmail.com


REFERÊNCIAS:
1 KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. 131. ed. 3. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2013. cap. 6, it. 4, p. 106.
2 XAVIER, Francisco C. Vinha de luz. Pelo Espírito Emmanuel. 6. imp. Brasília: FEB, 2014. cap. 135, p. 283-284.
3 INCONTRI, Dora. (Tradução, apresentação, organização e notas.) Kardec educador – textos pedagógicos de Hyppolyte Léon Denizard Rivail. Bragança Paulista (SP): Editora Comenius, 1998. Estudos Pedagógicos, texto 1.
4 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. 93. ed. 1. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2013. Q. 892.
5 XAVIER, Francisco C. Os mensageiros. Pelo Espírito André Luiz. 47. Ed. 3. Imp. Brasília: FEB, 2014. cap. 13, p. 84.
6 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. 93. ed. 1. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2013. Comentário de Kardec à q. 685.
7 DUSI, Miriam M. (Coordenadora.) Sublime sementeira: Evangelização espírita infanto juvenil. 2. imp. Brasília: FEB, 2012. Entrevista com Áureo (Espírito). Médium: Hernani T. Sant’Anna. Resposta à q. 5, p. 29.


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FAMILIARES PROBLEMAS



Desposaste alguém que não mais te parece a criatura ideal que conheceste. A convivência te arrancou aos olhos as cores diferentes com que o noivado te resguardava o futuro que hoje se fez presente.

Em torno, provações, encargos renascentes, familiares que te pedem apoio, obstáculos por vencer. E sofres.

Entretanto, recorda que antes da união falavas de amor e te mostravas na firme disposição em que assumiste os deveres que te assinalam agora os dias, e não recues da frente de trabalho a que o mundo te conduziu.
Se a criatura que te compartilha transitoriamente o destino não é aquela que imaginaste e sim alguém que te impõe difícil tarefa a realizar, observa que a união de ambos não se efetuaria sem fins justos e dá de ti quanto possível para que essa mesma criatura venha a ser como desejas.
Diante de filhos ou parentes outros que se valem de títulos domésticos para menosprezar-te ou ferir-te, nem por isso deixes de amá-los. São eles, presentemente na Terra, quais os fizemos em outras épocas, e os defeitos que mostrem não passam de resultados das lesões espirituais causadas por nos mesmos, em tempos outros, quando lhes orientávamos a existência nas trilhas
da evolução.
É provável tenhamos dado um passo a frente. Talvez o contato deles agora nos desagrade pela tisna de sombra que já deixamos de ter ou de ser. Isso, porém, é motivação para auxilio, não para fuga.
Atentos ao principio de livre arbítrio que nos rege a vida espiritual, é claro que ninguém te impede de cortar laços, sustar realizações, agravar dividas ou delongar compromissos.
O divórcio é medida perfeitamente compreensível e humana, toda vez que os cônjuges se confessam a beira da delinquência, conquanto se erija em moratória de débito para resgate em novo nível. E o afastamento de certas ligações é recurso necessário em determinadas circunstâncias, a fim de que possamos voltar a elas, algum dia, com o proveito preciso.
Reflete, porém, que a existência na Terra e um estágio educativo ou reeducativo e tão só pelo amor com que amamos, mas não pelo amor com que esperamos ser amados, ser-nos-á possível trabalhar para redimir e, por vezes, saber perder para realmente vencer.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires

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Emergência e cruzada pela infância



Poucas décadas antes e depois da instalação da evangelização da infância na Federação Espírita Brasileira, ocorreram marcos significativos na Seara Espírita com esforços louváveis, voltados à educação da criança e inspirados na Doutrina Espírita.
Entre estes, destaca-se a atuação de Anália Franco, Eurípedes Barsanulfo, Vianna de Carvalho, Jerônimo Ribeiro, Leopoldo Machado, Clóvis Tavares e Ilka Mass, a primeira evangelizadora da FEB. Os espíritas conquistaram o respeito das comunidades em função do bem que concretizaram em múltiplas ações pelo território brasileiro.
Desde tenra idade recebemos informações sobre o notável trabalho efetivado em nossa cidade natal pela pioneira Benedita Fernandes (1883-1947). Sempre vencendo com esforço denodado as inúmeras dificuldades, a senhora, que cognominamos “dama da caridade”, direcionou seu foco para a dedicação ao próximo, com atendimento a crianças desamparadas e aos chamados doentes mentais.
A tarefa implantada por Benedita tornou-se um símbolo de dedicação ao próximo na Região Noroeste do Estado de São Paulo, desde a passagem dos anos 1920-1930, sensibilizando a muitos, inclusive a nossos ascendentes familiares.
No mundo espiritual houve esse reconhecimento em mensagem psicografada por Chico Xavier, no ano de 1963, intitulada Num domingo de calor, assinada pelo Espírito Hilário Silva e referente a Benedita Fernandes, sobre uma “reunião de damas consagradas à caridade”, na qual ela é chamada de “abnegada fundadora” e “mulher admirável”.1,2
A priorização dos objetivos de trabalho da abnegada benfeitora prosseguiu e transparece claramente em mensagens escritas mediunicamente por Divaldo Pereira Franco. Algumas destas, de autoria da própria Benedita Fernandes, foram psicografadas no lar de nossos genitores e no nosso próprio lar, durante os anos 1970, em Araçatuba. Posteriormente, foram incluídas em livros, dos quais destacamos trechos
de duas mensagens:1,3
Esse problema de emergência  o menor abandonado deve ser atendido por todas as pessoas criteriosas, visando-se a solucioná-lo com urgência.
Enquanto não empreenda uma campanha clarificada pelas luzes do Evangelho, com os altos objetivos de erradicar-se a indiferença da Sociedade em relação à orfandade infantil, aqui incluídos os que são de “pais vivos”, a bem pouco ficam reduzidas as expressões de ventura que a maioria pretende usufruir. [...] Todo investimento  e ninguém se pode eximir do dever de ajudar  aplicado no rumo do menor em abandono é de alta valorização, porquanto os seus juros demandam a eternidade.
Quando se atende a um órfão, assegura-se um lugar para um homem no futuro. Mas quando se permite que ele rasteje nos lôbregos sítios em que sobrevive, por culpa de todos, arma-se um bandido para a intranquilidade geral. Negativos os métodos policiais coercitivos, infelizes os ajuntamentos em reformatórios e as punições exorbitantes pela pancadaria desenfreada e o sadismo contumaz. Tais produzem esquizoides violentos, alienados em degeneração apressada, animais em fúria contida, aguardando ensejo…
O amor, porém, aliado aos recursos educativos por todos os meios hábeis, cuidará desses sêmens da humanidade e fará que se enfloresçam, na Terra, os jardins de paz com abençoados frutos de felicidade a que todos almejamos.1 (Destaque nosso.)
Os altos índices de atual delinquência infantojuvenil, cada dia mais afligentes, atestam o malogro da cultura, diante do problema-desafio, que se converte em látego, vigorosamente aplicado na criatura humana.
O menor carente, que assume um comportamento antissocial, é a pungente vítima dos desequilíbrios que sacodem as estruturas da comunidade terrestre.
[...] Todos têm direito, na comunidade humana, ao mínimo que seja, para viver com decência e liberdade. Negar tal concessão é conspirar contra a felicidade do próximo e a própria paz, agora ou depois.
Façamos a nossa parte, por menor que pareça, iniciando esta cruzada de amor, que vem sendo postergada e que, não realizada, levar-nos-á aos roteiros do sofrimento e da soledade, por incúria e insensatez.
Hoje brilha a luz da famosa oportunidade que se transformará em abençoado sol do amanhã, a fim de que as trevas do mal se afastem, em definitivo, da Terra, havendo claridade de paz, nas mentes e nos corações. 3 (Destaque nosso.)
Os dois textos da autora espiritual têm muito valor porque estão calcados na experiência de sua mais recente encarnação.
Cem anos após a implantação da evangelização da criança, na então Sede da FEB e no contexto da atualidade, parece-nos extremamente oportuna a reflexão do compromisso dos dirigentes espíritas com as novas gerações.
Num mundo conturbado por contrastes incríveis, surge a esperança de um mundo melhor. Porém, as ações do presente e quanto mais precoces, mais oportunas, são imperiosas para o processo de acolhimento, apoio e orientação das crianças. O Espírito imortal, ao reencarnar, tem na infância a grande oportunidade de receber o enlaçamento da educação como se apresenta na questão 383 de O livro dos espíritos.
A obra assistencial e educacional, voltada à infância, e o apoio familiar, à luz das premissas do Evangelho, clareadas pelo Espiritismo, oferecem um potencial de incrível impacto para se fazer a profilaxia de eventuais futuros problemas, constituindo-se, desde já, em valioso recurso para o apoio espiritual ao ambiente da família dos recém-reencarnados.
Os alertas de Benedita Fernandes, quando nos chama a atenção para “emergência” com a criança e propõe uma “cruzada de amor”, são oportunos e cabíveis para os dias de hoje.
Os milhares de centros espíritas do país podem prestar grande contribuição à sociedade brasileira e à preparação de uma Nova Era para a Civilização.
É chegado o momento de se ampliar as atenções para a infância, atendendo-se à diversidade das faixas sociais e das necessidades dos centros espíritas, os quais são as células básicas do Movimento Espírita:
[...] é uma escola onde podemos aprender a ensinar, plantar o bem e recolher-lhe as graças, aprimorar-nos e aperfeiçoar os outros, na senda eterna.4
REFERÊNCIAS:

1 PERRI DE CARVALHO, Antonio Cesar. Dama da caridade. 2. ed. São Paulo: Ed. Radhu, 1987. p. 94.
2 XAVIER, Francisco C. Pelo Espírito Hilário Silva. Num domingo de calor. In: Anuário espírita 1964. Araras: Ed. IDE, 1964. p. 49.
3 FRANCO, Divaldo P. Sementes de vida eterna. Por diversos Espíritos. Salvador: Leal, 1978. cap. 20 e 21, p. 85 a 92.
4 XAVIER, Francisco C. O centro espírita, pelo Espírito Emmanuel. Reformador, ano 69, n. 1, p. 5(9), jan. 1951.



- Antonio Cesar Perri de Carvalho -

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ANTE A ORFANDADE




"Não te comovas tão somente perante o sofrimento que sufoca milhares de pequeninos...  Faça algo."

- Cultivarás a semente nobre que te supre de pão.
- Protegerás a árvore respeitável que te assegura a benção do reconforto.
E plantarás na infância o porvir que te espera...

Recolhe, sim, a criança que chora a ausência do braço paterno ou que se lastima ante a falta do regaço materno que a morte lhe suprimiu.
A dor dos que vagueiam sem rumo é grito de aflição que clama no seio augusto da Eterna Bondade.
Não abandones à orfandade moral os corações pequeninos que o Céu te confia ao apoio à vizinhança.
Não te julgues exonerado do dever de assistir a todos aqueles que, em plena aurora da vida humana, te defrontam a marcha.
Todos eles aguardam-te a palavra de instrução e carinho e a tua demonstração de solidariedade e de amor.
Orientam-se por teus passos, guiam-se por teu verbo e atendem por teu chamado.
Agora assimilam-te os gestos e ouvem-te as assertivas e, mais tarde, reconduzir-te-ão a mensagem do exemplo às existências de que se rodeiam.
O mundo de hoje é o retrato fiel dos homens de ontem que no-lo transmitiram com as qualidades e os defeitos de que se nutriam no campo das próprias almas.
A Terra de amanhã será, inelutavelmente, o reflexo de nós mesmos.
Não te comovas tão somente perante o sofrimento que sufoca milhares de pequeninos.
Faze algo.
Começa diante daqueles que o Senhor te localiza junto aos próprios sonhos, no instituto doméstico, para que as tuas esperanças no bem não se resumam à fantasia.
Recorda que os meninos da atualidade estão endereçados à posição de senhores do lar que te acolherá no grande futuro e neles encontrarás a colheita do que houvermos semeado, de vez que a lei é sempre a lei multiplicando os bens e os males da vida, conforme a plantação que fizemos, no descaso ou na vigilância, no trabalho ou na preguiça, nos princípios da sombra ou nas eminências da luz.

Emmanuel

(Do livro "Família", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)


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OS PAIS SÃO RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DOS VALORES MORAIS DOS FILHOS



O livro “To Train Up a Child” (Treinando uma Criança), de autoria do pastor Michael Pearl e sua esposa Debbie , é uma espécie “manual de punição” que defende “sovas” para correção dos filhos malcomportados. Os conteúdos versam sobre “surras” com a utilização de cintos, varas e outros apetrechos correlatos, descrevendo em detalhes os castigos considerados ideais em cada caso.(1) O casal Pearl e Debbie propõe o método da “coça” a fim de condicionar a mente da criança antes que surja uma crise; é uma preparação para obediência futura, instantânea e sem questionamentos". (2) Todavia, em face da morte de três crianças, filhas de pais supostamente influenciados pelo livro, tem havido fortes reações de represália contra os autores através de campanhas populares, visando banir tal livro das livrarias americanas.
Recentemente uma brasileira foi condenada a nove meses de prisão, na Espanha, por expulsar de casa, por um dia, o seu filho de 15 anos. A sentença recebeu destaque nos principais jornais e TVs espanholas. Nossa conterrânea alegou que agiu assim, porque pretendia dar uma lição mais "forte" no filho, que é problemático, desobediente e muito agressivo. Sua intenção era ensinar-lhe regras sociais e respeito pela mãe. Para a juíza, do Tribunal Penal de Málaga, a atitude da brasileira representa uma negligência e um delito de abandono temporário, motivo pelo qual a condenou, explicando que, embora o menor se encontre em plena adolescência, com os conflitos comuns da idade, isso não é razão para colocá-lo fora de casa, deixando-o à intempérie na rua, por uma noite, porque essa decisão cria uma situação de risco para o menor.
Toda e qualquer violência doméstica é trágica sob qualquer análise. As relações entre filhos e pais deveriam ser, acima de tudo, de ordem ética. Mas, observa-se nessa relação uma deterioração emocional profunda e uma complexa malha de desestabilidades morais, que merece comentários. Os pais devem estar sempre atentos e, incansavelmente, buscando um diálogo franco com os filhos, sobretudo, amando-os, independentemente, de como se situam na escala evolutiva.
Sabe-se que os jovens hostis e violentos são pouco amados pelos pais, sentem-se deslocados no grupo familiar ou se consideram pouco atraentes, etc. Por estas e muitas outras razões, os pais devem transmitir segurança aos filhos através do afeto e do carinho constantes. Afinal, todo ser humano necessita ser amado, gostado, mesmo tendo consciência de seus defeitos, dificuldades e de suas reais diferenças
Os pais são responsáveis pelo desenvolvimento dos valores dos filhos e não devem apostar na escola para exercer essa tarefa. Um pai legítimo é aquele que cultiva em casa a cidadania familiar. Ou seja, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se pode fazer na sociedade. É preciso impor a obrigação de que o filho faça isso, assim, cria-se a noção de que ele tem que participar da vida comunitária. Não há dúvida, que ante as balizas do bom senso e moderação os pais precisam estabelecer limites. Porém essa exigência é muito mais acompanhar os limites, daquilo que o filho é capaz de fazer.
A fase infantil, em sua primeira etapa, é a mais importante para a educação, e não podemos relaxar na orientação dos filhos, nas grandes revelações da vida. Sob nenhuma hipótese, essa primeira etapa reencarnatória deve ser enfrentada com insensibilidade. Até aproximadamente os sete anos de idade é o período infantil mais acessível às impressões que recebe dos pais, razão pela qual não podemos esquecer nosso dever de orientar os filhos quanto aos conteúdos morais. “O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos (...)pois o menino livre é a semente do celerado.” (3)
Se não observarmos essas regras, permitimos acender para o faltoso de ontem a mesma chama dos excessos de todos os matizes, que acarretam o extermínio e o delito. “Os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas sim para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.”.(4)
Principalmente a mãe deve ser o padrão de todos as renúncias pela serenidade familiar. Deve compreender, que seus filhos, primeiramente, são filhos de Deus. “ Desde os primeiros anos, deve ensinar a criança a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e concentrando-lhe as posições mentais, pois essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida. Ensinará a tolerância mais pura, mas não desdenhará a energia quando seja necessária no processo da educação, reconhecida a heterogeneidade das tendências e a diversidade dos temperamentos.”.(5)
A mãe “não deve dar razão a qualquer queixa dos filhos, sem exame desapaixonado e meticuloso das questões, levantando-lhes os sentimentos para Deus, sem permitir que estacionem na futilidade ou nos prejuízos morais das situações transitórias do mundo. Na hipótese de fracassarem todas as suas dedicações e renúncias, compete às mães incompreendidas entregar o fruto de seus labores a Deus, prescindindo de qualquer julgamento do mundo, pois que o Pai de Misericórdia saberá apreciar os seus sacrifícios e abençoará as suas penas, no instituto sagrado da vida familiar.”.(6)
Os filhos difíceis são reflexos de nossas próprias ações, no passado, cuja Benevolência de Deus, hoje, outorga a possibilidade de se unir a nós pelos laços da consanguinidade, dando-nos a estupenda chance de resgate, reparação e os serviços árduos da educação. “Dessa forma, diante dos filhos insurgentes e indisciplináveis, impenetráveis a todos os processos educativos, “os pais depois de movimentar todos os processos de amor e de energia no trabalho de orientação deles, é justo que esperem a manifestação da Providência Divina para o esclarecimento dos filhos incorrigíveis, compreendendo que essa manifestação deve chegar através de dores e de provas acerbas, de modo a semear-lhes, com êxito, o campo da compreensão e do sentimento.”.(7)
Esgotados todos os recursos a bem dos filhos e depois da prática sincera de todos os processos amorosos e enérgicos pela sua formação espiritual, sem êxito algum, os pais “devem entregá-los a Deus, de modo que sejam naturalmente trabalhados pelos processos tristes e violentos da educação do mundo. A dor tem possibilidades desconhecidas para penetrar os espíritos, onde a linfa do amor não conseguiu brotar, não obstante o serviço inestimável do afeto paternal, humano. Eis a razão pela qual, em certas circunstâncias da vida, faz-se mister que os pais estejam revestidos de suprema resignação, reconhecendo no sofrimento que persegue os filhos a manifestação de uma bondade superior, cujo buril oculto, constituído por sofrimentos, remodela e aperfeiçoa com vistas ao futuro espiritual.”.(8)
Como se observa o Espiritismo adentra com muita profundidade, ao encarar a educação do ponto de vista moral. Até porque o período infantil é propício para deixar o espírito mais acessível aos bons conselhos e exemplos dos pais e educadores, pois o espírito é mais flexível em face da debilidade física, daí a tarefa de reformar o caráter e corrigir suas más tendências. Quando os Espíritos Superiores falam em reformar o caráter está implícito o reforço às boas tendências conquistadas pelo espírito reencarnante em vidas passadas.
Na questão 629 de O Livro dos Espíritos, ao definirem o que é moral, os espíritos indicam duas regras básicas de procedimento para o ser humano. Primeiro fazer tudo tendo em vista o bem, segundo fazer tudo tendo em vista o bem de todos. Isso porque o bem não pode ser unilateral, ou seja, a ação não pode gerar benefícios somente para um indivíduo, e sim para todos. Só é bom aquilo que faz bem para todos. É por isso que vários discursos clamam pelas ações solidárias humanas, tão necessárias e que devem ser desenvolvidas desde a infância, para que a criança faça disso um hábito. (9)
Ainda nessa temática da educação do ponto de vista moral, Allan Kardec adverte em comentário à questão 685-A de O Livro dos Espíritos: "Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar os caracteres, aquela que cria os hábitos adquiridos.”(10)
Não propomos soluções particulares, reprimindo ou regulamentando cada atitude, nem especificamos fórmulas mágicas de bom comportamento aos filhos. Elegemos por acatar, em toda sua amplitude, os dispositivos da Lei de Deus, que asseguram a todos o direito de escolha (o livre-arbítrio) e a responsabilidade consequente dos atos de cada um.
Referências bibliográficas:
(1) Para crianças com menos de um ano, o livro sugere o uso de uma régua de 30cm ou um galho pequeno de chorão. Para crianças maiores, galhos maiores ou cintos.
(2) Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/12/131211_livro_surra... acesso em 12/02/2014
(3) XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995, perg. 113
(4) Idem , idem
(5) Idem, perg.189
(6) Idem, idem
(7) Idem, perg.190
(8) Idem, perg.191
(9) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. São Paulo: questão número 629, Ed. Feesp, 1972.

(10) Idem questão número 685-A.

Jorge Hessen



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