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5 de jun de 2010

Qualidade na Prática Mediunica(16 a 27) - Projeto Manoel P. de Miranda


Conduta, Educação, Evolução

Conduta

16. - Qual o verdadeiro sentido da realização mediúnica?

Se te candidatas à mediunidade, no serviço com Jesus, renuncia a quaisquer glórias ou aos enganosos florilégios da existência, porque jornadearás pela senda de espinhos, pés sangrando e mãos feridas, coração azorragado, sem ouvidos que atendam os teus apelos mudos.
Solidão e abandono muitas vezes para que o exercício do dever enfloresça o amor no teu coração em favor dos abandonados e solitários.
Apostolado de silêncio, culto do dever, autoconhecimento - eis o caminho da glória mediúnica...
(Espírito e Vida, Cap. Glórias e Mediunidade, Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco - LEAL)

17-E como entender o serviço mediúnico, criando-se predisposições íntimas favoráveis ao êxito na sua realização?

Mediunidade não é apenas campo experimental com laboratório de fórmulas mágicas. É solo de serviço edificante tendo por base de trabalho o sacrifício e a renúncia pessoal.
Médiuns prodígios sempre os houve na Humanidade.
Também passaram inúteis como aves de bela plumagem que o tempo destruiu e desconsiderou.
Como o Espiritismo, que fez renascer o Cristianismo puro, somos informados da mediunidade-serviço santificante e com essa bênção descobrimos a honra de ajudar.
Não te empolgues apenas com as notícias dos Mundos Felizes.
Há muita dor em volta de ti, e até atingires as Esferas Sublimes há muito o que fazer.
Almas doentes em ambos os planos enxameiam em volta da mediunidade.
Dedicando-te à seara mediúnica não esqueças de que todos os começos são difíceis e de que a visão colorida e bela somente surge em toda a sua grandeza aos olhos que se acostumaram às paisagens aflitivas onde o sofrimento fez morada...
Para que os Mentores Espirituais possam utilizar-te mais firmemente faz-se necessário conhecer tua capacidade de serviço em favor dos semelhantes.
Antes de pretenderes ser instrumento dos desencarnados, acostuma-te a ser portador da luz clara da esperança onde estejas e com quem estejas...

(Espírito e Vida, Cap. Na Seara Mediúnica, Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco - LEAL)


18. - Que procedimentos e atitudes adotará o médium para conquistar a segurança nas passividades?

Equilíbrio - Sem uma perfeita harmonia entre a mente e as emoções, dificilmente conseguem, os filtros psíquicos, coar a mensagem que provém do Mundo Maior;
Conduta - Não fundamentada a vida em uma conduta de austeridades morais, só mui raramente logra, o intermediário dos Espíritos, uma sintonia co os Mentores Elevados;
Concentração - Após aprender a técnica de isolar-se do mundo externo para ouvir interiormente, e sentir a mensagem que flui através das suas faculdades mediúnicas, poderá conseguir, o trabalhador, registrá-la com fidelidade;
Oração - Não exercitando o cultivo da prece como clima de serenidade interior, ser-lhe-á difícil abandonar o círculo vicioso das comunicações vulgares, para ascender e alcançar uma perfeita identificação com os instrutores da Vida Melhor;
 Disposição - Não se afeiçoando à valorização do serviço em plena sintonia com o ideal espírita, compreensivelmente, torna-se improvável a colheita de resultados satisfatórios no intercâmbio mediúnico;
Humildade - Escasseando o autoconhecimento, bem poucas possibilidades o médium disporá para uma completa assimilação da mensagem espiritual, porquanto, nos temperamentos rebeldes e irascíveis, a supremacia da vontade do próprio instrumento anula a interferência das mentes nobres desencarnadas;
Amor - Não estando o Espírito encarnado aclimatado à compreensão dos deveres fraternos em nome do amor que edifica, torna-se, invariavelmente, medianeiro de Entidades perniciosas com as quais se compraz.
(Intercâmbio Mediúnico, Cap. 12, João Cleófas/Divaldo P. Franco - LEAL)

19. - Os médiuns principiantes, que providências adotarão para disciplinar as suas forças medianímicas?
O aprendiz da mediunidade deve ser dócil à voz e ao comando dos Espíritos superiores, através de cuja docilidade consegue vencer-se, corrigindo os desvios da vontade viciada, adaptando os seus desejos e aspirações aos interesses relevantes que promovem a criatura humana, domiciliada ou não no plano físico, meta precípua do compromisso socorrista a que candidata a mediunidade.
O estudo renova os clichês mentais ensejando visão feliz dos quadros da existência que se assinala de esperança e otimismo.
A boa leitura propõe a empatia; ao mesmo tempo colore e ilumina as torpes situações com lúculas de amanheceres felizes. Faculta a reflexão, donde se recolhem proficientes resultados e estímulos radiosos para o tentame feliz da consciência.
O exercício do bem promove o Espírito, dilatando-lhe a compreensão em torno da divina justiça a revelar-se nas soberanas leis que alcançam todos aqueles que as ludibriaram, convocando cada um ao justo refazimento em ocasião própria.
Se sois candidato ao labor enobrecido da mediunidade e desejais servir com abnegação, fazei da prece uma ação constante e do trabalho edificante a vossa oração libertadora.
Cultivai a brandura, por cujo cometimento conseguireis gerar simpatias em torno dos vossos passos.
Evitai tanto o desalento quanto a presunção, que são inimigos lúridos, a corroerem o metal da alma, desarticulando as engrenagens psíquicas imprescindíveis ao labor a que desejais ser fiel.
Aproveitai sempre de qualquer circunstância ou comentário o lado melhor, a parte boa, de modo a aprenderdes a filtrar os valores bons, mesmo quando ocultos ou mesclados na ganga das paixões dissolventes.
Aprendei o comedimento, selecionando o que podeis e devereis dizer, porquanto o bom médium não é apenas aquele que recebe os comunicados com perfeita sintonia, e sim, o que se abstrai, por seleção automática e natural, às questões deprimentes e perniciosas como médium que se faz bom para o bem geral.

(Intercâmbio Mediúnico, Cap. 4, João Cleófas/Divaldo P. Franco - LEAL)

20- Que outros atributos caracterizam o bom médium?
Bom médium é aquele que tem consciência das suas responsabilidades e dos seus limites, tudo fazendo por burilar-se à luz do pensamento cristão, agindo na ação da caridade incessante, com que bem se arma para vencer as próprias imperfeições.
A humanidade sempre exibiu pessoas superdotadas em todos os campos, as quais, por presunçosas e precipitadas, sem disciplina nem respeito aos próprios e aos alheios valores, quantas vezes não se atiraram a fundos abismos, donde não conseguiram erguer-se?
Por isso que a mediunidade, para o desempenho da relevante tarefa espírita, requer homens que se desejem educar no bem, disciplinar-se e oferecer-se, no anonimato, se possível, ou discretamente, quando as oportunidades assim o exigirem, ao trabalho do amor e da iluminação da Terra. Pra tanto, o estudo consciente e sistemático, o trabalho metódico - na vida social cumprindo com os seus deveres, sem transformar-se em parasitas e pretexto da missão que devem desempenhar, como nos serviços espirituais com pontualidade e assiduidade -, o cultivo da oração e da vigilância, a par da prática da caridade no seu sentido elevado, constituem os antídotos à obsessão, ao desequilíbrio, em prol da própria paz e da felicidade entre todos.
Nunca será demais que os médiuns se voltem para a reflexão, o silêncio interior e o mergulho mental nas lições do Evangelho em que haurirão inspiração e resistência para as continuas lutas contra o mal que, afinal, reina dentro de todos nós.
Nem é miserabilidade espiritual, nem instrumento de jactância e orgulho a mediunidade.
Conhecer-lhe os recursos, cada dia descobrindo novas sutilezas e novas possibilidades, e fazer-se médium do bem em todo lugar são medidas providenciais para o bom uso da faculdade, com excelentes resultados para si próprio e para a sociedade.

(Enfoques Espíritas, Cap. 21, Vianna de Carvalho/Divaldo P. Franco - LEAL)

Educação

21. - O médium educa a mediunidade ou educa-se para exercê-la?
Educar-se incessantemente é dever a que o médium se deve comprometer intimamente a fim de não estacionar, e, aprimorando-se, lograr as relevantes finalidades que a Doutrina Espírita propõe para a mediunidade com Jesus.

(No limiar do infinito, Cap. 10, Joanna de Ângelis/Divaldo P.Franco - LEAL)

22. - Diante desse conceito de educar-se para a mediunidade, que investimentos o médium deve fazer para exercer sua faculdade com a proficiência?
O exercício da mediunidade impõe equilíbrio, perseverança e sintonia.
A disciplina, moral e mental, criará hábitos salutares que atrairão os Espíritos Superiores interessados no intercâmbio entre as duas esferas da Vida, facilitando o ministério.
O equilíbrio, no cometimento de atitudes, durante a absorção dos fluídos e posterior comunhão psíquica com os desencarnados, auxiliará de forma eficaz na filtragem do pensamento e na exteriorização dele.
A perseverança, no labor produzirá um clima de harmonia no próprio médium, que se credenciará ao serviço do bem junto aos Obreiros da Vida Mais Alta, objetivando os resultados felizes.
A sintonia, decorrerá dos elementos referidos, porque se constitui do perfeito entrosamento entre o agente e o percipiente na tarefa relevante.
Transitória e fugaz, a mediunidade, para ser exercida, necessita da interferência dos Espíritos, sem o que a faculdade, em si mesma, se deteriora e desaparece. Quanto mais trabalhada, mais fáceis se fazem os registros, cujas informações procedem do Além-Túmulo.
As disposições morais do médium são de vital importância para os cometimentos a que ele se vincula pelo impositivo da reencarnação.
Não apenas o anelar pelo bem, mas o executar das ações de enobrecimento.
Não apenas nos instantes ao mister dedicado, mas num comportamento natural de instrumento da Vida.
Sendo o recurso valioso de quem se encontra no meio, na condição de instrumental imprescindível à conscientização do intermediário em favor dos resultados felizes.
A educação do médium, coordenando atitudes, corrigindo falhas de qualquer natureza, evitando estertores e distúrbios, equilibrando o pensamento e dirigindo-o, é técnica que resultará eficaz para uma sintonia correta.
Nesse sentido, a evangelização espírita se impõe em caráter de urgência, evitando-se a vinculação com práticas e superstições perfeitamente dispensáveis.
São os requisitos morais que respondem pelos resultados ou não, na tarefa mediúnica.
(Oferenda, Cap. Educação Mediúnica, Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco - LEAL)


23. - Poderíamos encontrar nas recomendações de Jesus uma diretriz segura para o exercício mediúnico na Terra?
Jesus recomendou com sabedoria aos Seus discípulos, portadores de mediunidade: - "Curai os enfermos, expulsai os demônios, dai de graça o que de graça recebestes" -, numa diretriz que não dá margem à evasão do dever nem tampouco à acomodação com o erro, à indolência ou à coleta de lucros materiais ou morais, como decorrência da prática mediúnica. O galardão de quem serve é a alegria de servir.
Doa as tuas horas, disponíveis ao exercício da mediunidade nobre: fala, escreve, ensina, aplica passes, magnetiza a água pura, ora em favor do teu próximo, intervém com bondade e otimismo nas paisagens enfermas de quem te busca; ajuda, evangeliza os Espíritos em perturbação, sobretudo, vive a lição do bem, arrimado à caridade, pois médium sem caridade pode ser comparado a cadáver de boa aparência, no entanto, a caminho da degeneração.

(Oferenda, Cap. Educação Mediúnica, Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco - LEAL)


24. - No processo de educação mediúnica qual a importância  daconcentração mental?
Quando solicitamos concentração dos cooperadores, pedimos que as mentes sincronizem no dínamo gerador de forças, que é a Divindade, a fim de podermos catalisar as energias mantenedoras do ministério mediúnico.
A média que resulta das fixações mentais dos membros, que constituem o esforço da sessão mediúnica, oferece os recursos para as realizações programadas.
A concentração individual, portanto, é de alta relevância, porque a mente que sintoniza com as idéias superiores vibra em freqüências elevadas.
Quem não é capaz de manter-se no mesmo clima de vibração produzdescargas oscilantes sobre a corrente geral, que a desarmoniza, à semelhança da estática que perturba a transmissão da onda sonora nos aparelhos de rádio.
Indispensável criar-se um clima geral de otimismo, confiança e oração, o que conduz à produção de energias benéficas, de que se utilizam os instrutores Desencarnados para as realizações edificantes no socorro espiritual.
A concentração é, pois, fixação da mente numa idéia positiva, idealista, ou na repetição meditada da oração que edifica, e que, elevando o pensamento às fontes geradoras da vida, dá e recebe, em reciprocidade, descargas positivas de alto teor de energias santificadoras.
Concentrar é deter o pensamento em alguma coisa; fenômeno, a princípio de natureza intelectual, que em breve se torna automático pelo hábito, consoante ocorre nas pessoas pessimistas, enfermiças ou idealistas, e que por um processo de repetição inconsciente mantêm sempre o mesmo clima psíquico, demorando-se nas províncias do pensamento que lhes atrai.
Com o esforço inicial, com o exercício em continuação e com a disposição de acertar, criar-se-ão as condições positivas para o êxito de uma concentração feliz, facilitando, dessa forma,. as comunicações espirituais que se sustentam nessas faixas de vibrações.
(Intercâmbio Mediúnico, Cap. 16, João Cleófas/Divaldo P. Franco - LEAL)

25. - Qual o modo de concentração a ser praticado pelos participantes de reunião mediúnica?
Algumas correntes espiritualista recomendam a necessidade da concentração como sendo um veículo para o auto-aniquilamento da personalidade, por meio de cujo mister o Espírito logra atingir o êxtase. Asseveram que esta busca interior concede a plenitude, que liberta a individualidade eterna das amarras tirânicas das múltiplas personalidades decorrentes das reencarnações passadas.
Aprendemos, no entanto, com Jesus, que o trabalho executado, com vistas exclusivamente para o êxito do trabalhador, pode significar-lhe a morte temporária da possibilidade redentora.
Não obstante respeitáveis os conceitos que preconizam a evolução individual, somos chamados pelo Sublime Galileu a proceder de maneira que os nossos irmãos da retaguarda avancem conosco, custando-nos embora, sacrifícios que, sem embargo, o são também daqueles instrutores que segue à nossa frente, e estagiam esperando por nós.
Em nosso ministério de intercâmbio com os sofredores desencarnados, nas salutares reuniões de esclarecimento espiritual, a nossa concentração não deve objetivar uma realização estática, inoperante, da qual se pudesse fruir o entorpecimento da consciência, sem o resultado ativo do socorro generalizado aos que respiram conosco a psicosfera ambiente.
Concentração dinâmica - eis o ministério a que nos devemos afervorar - ensejando pelo pensamento edificado aos irmãos que são comensais do nosso mundo mental, momentaneamente, a oportunidade de experimentarem lenitivo e esperança.
Concedamos aos perturbadores e perturbados o plasma - alimento mediante o qual se libertam das teias infelizes que os fixam aos propósitos inferiores em que se comprazem por ignorância ou desequilíbrio.
O intercâmbio mediúnico é sublime concessão da Divindade aos que ainda se aferram às ideoplastias desditosas e ao magnetismo da carne, de que não se conseguem libertar, produzindo-lhes choques de várias procedências no instante da psicofonia atormentada ou do intercâmbio refrigerador.
Assim elevemo-nos em pensamento, fixando-nos no Cristo de Deus, simultaneamente abrindo os nossos braços aos sofredores do caminho, sofredores que somos quase todos nós, em considerando a transcendência da Misericórdia Divina, de modo a ajudá-los na recuperação da paz de que todos necessitamos...

(Intercâmbio Mediúnico, Cap. 19, João Cleófas/Divaldo P. Franco - LEAL)


Evolução

26. - Constitui-se indício de evolução espiritual a presença da mediunidade ostensiva?

Não é sintomática de evolução, às vezes constituindo-se carreiro de aflições purgadoras, que se apresentam com a finalidade especifica de convidar a criatura ao reajuste moral perante os Códigos das Soberanas Leis de Deus.
Quando a consciência lhe identifica a finalidade superior e resolve-se por incorporá-la ao seu cotidiano, esplendem-se possibilidades imensas de realização e crescimento insuspeitados.

(Momentos de Consciência, Cap. 20, Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco - LEAL)

27. - Como entender as possibilidades evolutivas que a mediunidade encerra em sendo a faculdade vista como um crisol depurador?
A mediunidade que enfloresce em tua alma é concessão da Vida para a regularização dos velhos débitos para com a Vida.
Compulsando o Evangelho de Jesus-Cristo, nele encontrarás os médiuns vencidos pelos tormentos, buscando o Mestre. No entanto, a grande maioria por Ele beneficiada, recuperou a paz íntima, calçando as sandálias do serviço edificante, permanecendo, porém, em vigília até o termo da jornada...
Pelo bem que faças, lentamente sairás do pantanal do desequilíbrio onde o passado te precipitou...
Os tormentos de ontem te seguem hoje os passos pela senda da renovação. Tormentos de agora que surgem examinando a robustez da tua fé, são convites sóbrios para que te libertes e encontres paz. Para resistires, elege a oração do trabalho como companheira inseparável da tua instrumentalidade mediúnica, para que os tormentos naturais não encontrem acesso à tua mente, nem guarida no teu coração.
Mediunidade é filtro espiritual de registros especiais. Opera no bem infatigável em nome do Infatigável Bem e procura, médium que és, caminhando pelas mesmas vicissitudes por onde os outros jornadeiam, compreender todos, mesmo aqueles que parecem felizes e distantes dos teus recursos de auxílio...
Herodíades, a infeliz concubina do Tetrarca, dominada por obsessão cruel, fascinou-se pelo Batista e, repudiada, voltou-se contra ele, tornando-se peça principal no seu infamante assassínio...
Enquanto o Senhor pregava na Sinagoga, um Espírito infeliz tomou a boca de um médium atormentado e insultou o Mestre, interrogando... "- que temos nós contigo?"...
Antes do memorável encontro com o Rabi afável, a jovem de Magdala portava obsessores lastimáveis que a vincularam a compromissos cruéis com o sexo.
Angustiado pai busca o Celeste Mensageiro para atender o filho perseguido por um "Espírito que o toma, e de repente clama, e o despedaça até espumar"...
Judas, embora a convivência constante com Jesus, guardando investidura medianímica, deixa-se enredar pelas seduções de mentes perturbadoras do Além.
Considera a mediunidade como meio de sublimação.
Raros, somente raros médiuns trazem o superior mandato consigo. A quase totalidade, no entanto...
O médium falante, cuja boca se enriquece de expressões sublimes, muitas vezes é um coração sensível ligado a compromissos e erros dos quais não se pode libertar; o médium escrevente, por cujas mãos escorrem os pensamentos divinos, compondo páginas consoladoras, quase sempre caminha sob sombras de angustias interiores, sem forças para colocar a luz viva do Mestre na mente turbilhonada; o médium curador que distende os recursos magnéticos da paz e da saúde e que parece feliz na sua posição socorrista, é invariavelmente, alma em perigo, entre as injunções de adversários impiedosos do mundo espiritual, que lhe sitiam a casa íntima, apedrejando-o com sofrimentos de todo jaez; o médium que enxerga, através de percepção especial e que surge como abençoado donatário da mediunidade superior, na maioria das vezes tem os olhos perturbados por visões cruéis, que retratam os seus dramas íntimos, fugindo de si mesmo, sem forças para continuar; o médium que reflete o pensamento social, em acórdãos, nos tribunais da justiça terrena, ignorando a sua posição de medianeiro entre as forças do bem e o mundo dos homens , pode ser um pobre obsidiado pelas mentes vigorosas e vingadoras da Erraticidade inferior...

(Dimensões da Verdade, Cap. Médiuns em Tormento, Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco - LEAL)


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