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5 de jun de 2010

Qualidad e na Prática Mediunica (56 ao 69) - Projeto Manoel P. de Miranda


Dúvidas e Inibição- Deficiências Mediúnicas - Exercicio Mediunico







Dúvidas e Inibição


DÚVIDAS
56. - Observam-se médiuns com permanentes dúvidas quanto à autenticidade das comunicações, mesmo quando estas ocorrem por seu intermédio. Como superá-las?




Insistindo no exercício da educação mediúnica.
Sempre usamos uma imagem um tanto grotesca. Quando se vai ao dentista, a primeira frase que ele pronuncia é: - Abra a boca. - Se nós dissemos: - Não vou abrir, - nada poderá ser feito.
Na prática mediúnica a primeira atitude do sensitivo é abrir a boca (da alma) e ficar aguardando a idéia para exteriorizá-la.
A tarefa do doutrinador - que conhece a pessoa - é a de examinar o que o médium está falando. Daí, a necessidade do relacionamento antecipado para aquilatar a qualidade do comunicado.
Segundo Allan Kardec, no fenômeno mediúnico há nuances de natureza anímica, porque é da personalidade. Se o Espírito dá um recado, o médium transmite-o da forma como entendeu, por uma razão a considerar: o pensamento do comunicante possui uma linguagem universal, portanto, a interpretação é feita pelo intermediário.
O médium não é uma máquina gravadora. Se alguém, no final dos trabalhos nos perguntar como foi a prática mediúnica de hoje, vamos contar conforme a entendemos. Vai ser autêntico porque retrata o espírito do trabalho de intercâmbio espiritual e será também um fenômeno pessoal, porque as idéias são vestidas com as palavras do narrador.
Ninguém pode esperar, durante a prática mediúnica, que se comunique um Espírito falando grego ou turco imediatamente. Ele tem que usar o médium. Se o sensitivo não teve nenhuma encarnação na Grécia ou na Turquia não poderá falar o idioma desses países, simplesmente, porque não possui matrizes sedimentadas no seu períspirito para que se dê o fenômeno de xenoglossia.
Um exemplo: sou um indivíduo analfabeto e digo a duas pessoas: - Dê este recado a beltrano. - Uma de média cultura e outra lúcida. Pergunta-se: - Quem dará melhor o recado? - A que tiver melhor capacidade intelectual, é lógico. Assim é na questão da mediunidade: os médiuns mais bem dotados possuem uma capacidade maior de transmitir o pensamento das Entidades comunicantes.
É preciso também adicionar-se aí, o fator filtragem, que é fruto de um trabalho de educação mediúnica, a longo curso, no qual se incluem a sintonia e o exercício.



INIBIÇÃO
57. - Como alguém extremamente inibido, principalmente nas atividades mediúnicas, pode vencer esta deficiência?




Habituar-se, logo a pós a concentração, ao registrar a presença e as impressões do comunicante, a abrir a boca e falar. Toda vez que nos mantivermos em posição de expectativa para receber as idéias do Espírito comunicante e deixarmo-nos dominar pela inibição o fenômeno não se desenvolve, a não ser no caso de violência obsessiva.
Ao concentrar-se, o médium pode pensar - Estou lá no meu quarto conversando com fulano. Meu amigo quer falar e eu vou transmitir o seu recado. - E fale sem receios. As frases se formam com admirável fluência. O mesmo acontece num palestra. O palestrante vai expor o tema, e a idéia vem surgindo paulatinamente. Surge a primeira frase, e o expositor fica esperando a seguinte; de repente, as idéias fluem de tal forma que é difícil controlá-las.
Portanto, surgindo a idéia na mente do sensitivo, ele se deve empolgar, porque o empolgamento facilita sobremaneira a comunicação, enquanto a inibição coíbe-a.
Por sua vez, estando-se participando de um trabalho mediúnico, deve-se ter em mente a possibilidade de surgirem construções no campo mental que são de ordem pessoal. Porém, quando se trata de um Espírito, estás vêm acompanhadas de sensações outras, no tórax, em outra parte do corpo, chegando, às vezes, a ter-se a impressão de um elevador que vai descendo vertiginosamente. Em outros tipos de incorporação surge o pré-desmaio ou então a sensação de que as mãos estão frias, não querendo com isso dizer-se que elas fiquem frias, porém é como o médium as sente por causa da diminuição da circulação do sangue.
O primeiro sintoma da manifestação mediúnica é caracterizado pela aceleração ou diminuição da circulação sangüínea, acontecendo diminuição quando se comunicam Entidades superiores e aceleração no caso de Espíritos sofredores. Isto porque, os sofredores, quando atuam no sistema nervoso do médium, determinam a liberação de maior dose de adrenalina, daí a aceleração, enquanto os Mentores provocam um relax, produzindo a diminuição do fluxo circulatório para o transe. Nesse caso, o médium sente uma sensação de paz, e o timbre de voz vai diminuindo - embora não se queira dizer que todo Espírito superior tenha de falar devagar, pois, existem aqueles que falam rápido, a depender, portanto, da personalidade, cabendo ao médium fazer estas diferenciações no transcorrer do tempo.
O conselho final para os médiuns em desenvolvimento se resume em darem campo mental, a fim de que o fenômeno ocorra, normalmente.



58. - Sinto a inspiração mas em seguida vem a inibição - descreve o médium - e logo depois vêm o conflito e a frustração. A minha intenção é colaborar, estar disponível, no entanto, não consigo vencer a inibição. O que devo fazer?



Deve-se partir da seguinte premissa: primeiro vem a inspiração, depois é que chega o conflito. Neste ínterim, diga para si mesmo: - Eu posso dizer palavras de paz e edificação.
Quando o doutrinador, para que a mente dos componentes da prática mediúnica não permaneça vazia, sugere - Oremos - e o médium, neste momento, sentir o impulso de falar, estando dentro do tempo estabelecido para comunicações de Entidades felizes, deve abrir a boca e deixar fluir o que vem na mente. Se não for um Espírito desencarnado, é o Espírito do médium dizendo palavras salutares e benéficas que todos irão ouvir. Se não vier nenhum nome para rotular no final, não diga.
O grande fator inibidor é a preocupação que sentimos a respeito da opinião das outras pessoas. O melindre, quanto à opinião alheia a respeito da nossa integridade moral, funciona como elemento de alta carga inibidora. O conselho que damos, é lembrarmo-nos sempre de uma realidade da qual não podemos fugir nunca: existe um hábito enraizado na personalidade humana levando os indivíduos a duvidarem de todo mundo e não seremos nós a exceção.





Deficiências Mediúnicas




59. - Por que, em determinadas práticas mediúnicas, a quantidade e a qualidade das comunicações não atingem valores ideais? Faltam Espíritos para se comunicarem ou se trata de deficiência dos médiuns?



Deficiências dos médiuns e do grupo. Segundo informação do Mundo Espiritual existem na psicosfera terrestre cerca de 21 milhões de desencarnados. Se não existem comunicações em número relativo à quantidade de médiuns, é porque inexiste sintonia dos intermediários com o Mundo Espiritual. A questão da qualidade das comunicações está diretamente relacionada com o desenvolvimento da mediunidade, educação e filtragem mediúnica. No caso da sintonia, o dirigente encarnado pode fazer uma conclamação aos médiuns para maiores cuidados na preparação que antecede a prática mediúnica. No outro caso, é um trabalho pessoal de auto-aperfeiçoamento de cada sensitivo com reflexos no desempenho da faculdade.
Para corrigir, de alguma forma, a deficiência da sintonia, toda prática mediúnica séria tem na sua pauta uma preparação antecipada, feita através de leitura edificante, para fixar a mente dos componentes da equipe dentro da temática do assunto que foi lido. Fazendo-se uma meditação antecipada, fica mais fácil concentrar-se convenientemente, porque promove-se um dinamismo mental que impede a presença do entorpecimento e do sono.
Os Mentores Espirituais dão mensagens válidas, sugerindo, por exemplo: - Coloque-se no lugar do desencarnado; imagine-se num vale de sofrimento por dezenas de anos, sem um conforto, sem amigos. Como você ficaria grato a esta porta que lhe deu acesso à liberdade!
O Espírito Adolpho Bezerra de Menezes, indagado por mim sobre a maior alegria que ele sentiu ao chegar no Plano Espiritual após a sua desencarnação, respondeu-me: - Depois de encontrar o Espírito Celina, a família, os amigos, dentre os quais o Espírito Bittencourt Sampaio, que é uma Entidade veneranda, a minha maior alegria foi quando um coro chamando pelo meu nome insistentemente, fez-me perguntar ao Espírito Celina: - O que significa isto, filha? - E ela me respondeu: - Vem ver, - Levou-me a uma sacada, que tinha adiante do pátio onde havia mais de um milhar de Espíritos, todos ali numa atitude de unção e de ternura. - Quem são? - perguntei. Ela respondeu: - São aqueles a quem o senhor doutrinou sem nunca perguntar o nome; foram aqueles cujos familiares receberam os benefícios da sua bondade e o senhor nunca se deu conta. Quando souberam da sua chegada, vieram todos aqui prestar-lhe esta homenagem, - Então, o Espírito Bezerra de Menezes completou: - Naquele instante lamentei o quão pouco fiz, pelo muito que estava recebendo.
Exemplo digno de nota é também o de Francisco Cândido Xavier que, no dia em que completou sessenta anos de mediunidade, foi à reunião mediúnica para atender às Entidades sofredoras e perturbadoras da Erraticidade inferior. Comemorou os sessenta anos de exercício da faculdade trabalhando na caridade anônima.
Quando Emmanuel pediu ao Espírito São Luiz Gonzaga, que é o protetor da juventude, para que ele emprestasse o seu nome para o Centro Espírita onde desejava servir, a Entidade luminar lhe teria dito: - Concordo; darei a minha colaboração desde que a instituição dedique setenta por cento das suas atividades aos doentes sofredores. - Embora a tarefa do nosso Chico fosse o livro espírita, durante mais de cinqüenta e cinco anos ele atendeu ao receituário, trabalhou na aplicação dos passes e na desobsessão...
Quando o Espírito Joanna de Ângelis pediu ao Espírito Francisco de Assis para dar o protetorado dele para a nossa Casa, ele disse: - Daremos o nosso apoio desde que a obra se dedique à iluminação de consciências e ao socorro à pobreza. - Daí o nosso Centro ter começado pela Caravana Auta de Souza, dando comida aos pobres. Depois vieram os lares, a evangelização, os livros e a iluminação de consciências.
Quanto é bom, quando se pode entregar ao trabalho de consolação e socorro a estes Espíritos necessitados! Quanto bem-estar isso nos propicia!



60. - A que se deve a carência de comunicações de Espíritos Benévolos nas Reuniões Mediúnicas?
Essa é outra particularidade que desejamos explicar; são três os fatores a considerar: inibição, constrangimento dos médiuns e falta de confiança entre os componentes do grupo. Fica-se sempre pensando que alguém vai duvidar e achar que não é uma comunicação autêntica. Esta atitude é um erro crasso. Por isso, Allan Kardec recomenda práticas mediúnicas com pessoas afins, para que não haja suspeitas. (Observe-se a sabedoria do Codificador).



61. - Alguns médiuns sentem com muita intensidade as dores "físicas" e morais dos Espíritos que se manifestam por seu intermédio. A que atribuir este fato?
A melhor maneira de educar a mediunidade de alguém é através da presença de Entidades que lhe transmitem sensações desagradáveis para que o médium iniciante supere os conflitos de ordem pessoal. Os Mentores espirituais trazem os Espíritos doentes para a proximidade do médium que, ao se concentrar, registra no seu psiquismo as sensações deprimentes que provocam dores físicas. Este fato é perfeitamente compreensível, porque a morte destrói o corpo mas não a estrutura energética do ser pensante.
Quando essa estrutura sintoniza com o perispírito do sensitivo, transmite-lhe as sensações que o Espírito registra e o médium passa a ter a mesma sintomatologia da morte daquele que está dando a comunicação: crise de tosse, se teve uma tuberculose pulmonar; angústia, proveniente de uma úlcera gástrica ou duodenal; as dores do infarto do miocárdio ou de um câncer, podendo-se identificar o gênero de morte pela sensação que o médium experimenta e exterioriza.
Com freqüência as pessoas interrogam: - Qual a finalidade da vinda desses sofredores? - Simplesmente, porque eles, com a sua energia deprimente, produzem impacto no médium, que não esta sentindo nada e passa a registrar sensações desagradáveis, que somente desaparecem depois do término da prática mediúnica. Então, o monólogo acontece espontaneamente: - Curioso, eu entro bem e fico doente, saio e fico ótimo. Isto não é uma coisa que estava em mim. É algo que chega até mim durante algum período. - Diante de tal raciocínio os conflitos íntimos acerca da autenticidade do fenômeno começam a bater em retirada e o médium torna-se um instrumento seguro.



62. - Por que existem médiuns que sentem tanto mal-estar nos dias que se antecedem à prática mediúnica e outros nada sentem?
Prova para o médium. Allan Kardec fala dos médiuns naturais e dos médiuns de provas. Os de provas são aqueles que captam as comunicações antes e sofrem com elas. É uma forma de autodepuração. Isto vai creditado para diminuir-lhe o débito de certas doenças e problemas morais que viriam. Enquanto o Espírito fica acoplado ao médium, ele está com sua carga de sofrimento diminuída e o sensitivo com a sua aumentada. A dor fica dividida; o médium sofre e resgata. o Espírito sofre menos, recebendo os benefícios da caridade anônima, complementada através do momento de esclarecimento e do choque anímico.





63. - O médium sofre algum dano físico, emocional ou espiritual quando a doutrinação não é adequada?
Sim. Nestes casos surge uma perturbação no seu sistema nervoso.
Vamos exemplificar: um Espírito está dando uma comunicação; trata-se de uma ligação - digamos - eletrônica, no sentido mais transcendental. Como a aparelhagem do sensitivo é muito delicada, se a doutrinação não vai bem canalizada e o Espírito se irrita, ele consegue perturbar a harmonia nervosa do intermediário. Esta é uma das razões porque os Mentores espirituais, para manterem o equilíbrio da economia psíquica do médium, recomendam a aplicação de passes coletivos ao terminar a reunião, pois que, tenha havido dano, ou não, todos os presentes serão beneficiados.
No caso do médium adestrado, não existe o problema porque, ao final da reunião, incorpora-se o seu Mentor provocando o reajustamento das peças íntimas do tutelado. Mas, quando este não está adestrado e somente incorpora as Entidades sofredoras, ficam danos.
Outra ocorrência que deve ser desestimulada é a questão dos doutrinadores tocarem no médium, no transcorrer da comunicação. Isto não só é inconveniente do ponto de vista estético como ético. Em sendo o sensitivo uma espécie de feixe nervoso excitado, o ato de pegá-lo promove nele uma irritação extremamente desagradável, terminando por danificar as suas aparelhagens mediúnicas e nervosa.
Em casos específicos, tocar no médium pode causar-lhe uma terrível dor de cabeça. Nunca se deve segurá-lo, pois não é a força física e sim a força vibratória do doutrinador que atua efetivamente para controlar os impulsos do Espírito, refletidos no comportamento individual. Sempre o silêncio, a meditação, a quietude, a emissão mental conseguem mais êxito do que a luta física. Deve-se tomar os cuidados necessários para se evitar a todo custo o pugilato, caracterizado pelo arrojar-se do médium ao chão e sobre este os doutrinadores. Tudo isto está fora da ética recomendada pelos Mentores Espirituais. São lutas nervosas e não propriamente comportamentos mediúnicos.
No livro O Céu e o Inferno encontram-se comunicações de Espíritos, que Allan Kardec anotou, os piores possíveis, em clima de calma. A grande maioria dessas comunicações foi feita por psicografia. Eram Entidades desencarnadas através de processos violentos como o assassínio e o suicídio, trazendo vibração de baixo teor, que nem sempre conseguiriam escrever o que queriam, findando-se o fenômeno com os seguintes termos: - Não posso mais. Não consigo escrever, Não consigo... - No entanto, os médiuns não demonstravam gestos estertorados, nem tampouco atiravam-se ao chão esperneando. Tal não acontecia porque eram disciplinados mentalmente e, por conseguinte, educados mediunicamente.
Desta forma, quando presenciamos certos espetáculos, com raras exceções, concluímos tratar-se , em grande parcela, de conivência do médium.
Certa vez, Chico Xavier recebeu uma comunicação de determinada Entidade na minha presença e o Espírito, muito meu conhecido pela sua perversidade, tomou de um lápis e colocou na boca do médium mineiro e começou a fumar, saindo fumaça como se fosse um cigarro. Começou a conversar comigo, agressivamente. Era, no entanto, uma agressividade sem gritaria. Modificou radicalmente a personalidade do médium, que passou a revelar-se uma pessoa agressiva e má, conversando com uma terrível carga de ódio, porém o sensitivo não apresentava nenhum estertor durante a comunicação.
Para efeito de esclarecimento, esses estertores quando existem são provenientes do aparelho nervoso do médium deseducado.





Exercicio Mediunico
64. - Qual o requisito para ser um bom doutrinador e como se conduzir no exercício dessa função?




Para alguém ser um bom doutrinador não basta ter boa vontade. Recordo-me que, quando esta muito em voga o termo boa vontade, um Espírito escreveu pela psicografia o seguinte: - A boa vontade não basta. Já afirmava Goethe que "não pode haver nada pior de que um indivíduo com grande dose de boa vontade mas sem discernimento de ação". - Acontece que a pessoa de boa vontade, não sabendo desempenhar a função a contento, termina fazendo uma confusão terrível. Não é suficiente ter apenas boa vontade, mas saber desempenhar a função. É melhor uma pessoa com má vontade que saiba fazer corretamente a tarefa do que outra de boa vontade que não sabe agir. Aliando-se as duas qualidades o resultado será mais positivo.
O médium doutrinador, que é também um indivíduo susceptível à influência dos Espíritos, pode desajustar-se no momento da doutrinação, passando a sintonizar com a Entidade comunicante e não com o seu Mentor e, ao perturbar-se, perde a boa direção mental ficando a dizer palavras a esmo.
Observa-se, às vezes, mesmo em reuniões sérias, que muitos companheiros excelentes, ao invés de serem objetivos, fazem verdadeiros discursos no atendimento aos Espíritos sofredores, referindo-se a detalhes que não têm nada com o problema do comunicante.
Não é necessário ser um técnico, um especialista para desempenhar a função de doutrinador. Porém, é preciso não abdicar do bom senso.
Deste modo, quando o Espírito incorporar, cabe ao doutrinador acercar-se do médium e escutá-lo para avaliar o de que ele necessita. Não é recomendável falar-se antes do comunicante procurando adivinhar aquilo que o aflige. A técnica ideal, portanto, é ouvir-se o que o Espírito tem a dizer, para depois orientá-lo, de acordo com o que ele diga, sempre num posicionamento de conselheiro e nunca de um discutidor. Procurar ser conciso, porque alguém em perturbação não entende muito do assunto que seu interlocutor está falando.
Torna-se imprescindível que o doutrinador ausculte a problemática da Entidade. Por exemplo: o médium está em estertor e não consegue dizer nada. O doutrinador aproxima-se e pergunta com delicadeza: - Qual é o seu problema ou dificuldade? Estamos aqui para lhe ser úteis. Você já percebeu porque foi trazido a este local? Qual a razão de encontrar-se tão inquieto^- A Entidade retruca: - Eu estou com raiva. - E o doutrinador: - Você já imaginou o quanto a raiva é prejudicial para a pessoa que está a sentindo?



- Pois eu odeio.
- Mas, tudo nos ensina a amar. Procure superar esse sentimento destruidor.
O comunicante deve ser encaminhado ao autodescobrimento. Não adianta falar-lhe sobre pontos doutrinários, porque ele não se interessa. Vamos ilustrar: Chega uma pessoa com dor de cabeça e aconselha-se: - Tome um analgésico, descanse, depois vamos conversar. - Isto significa dar o remédio específico para o problema do paciente.
No atendimento mediúnico o doutrinador deve ser breve, porque nas discussões infindáveis e nas doutrinações que não acabam nunca o medianeiro se desgasta excessivamente, e o que se deve fazer é preservá-lo ao máximo.



65. - Durante a doutrinação deve-se fornecer muitas informações doutrinárias à Entidades sofredoras que se manifesta?



Não. Essa é uma particularidade que devemos ter em mente.
Coloquemo-nos na posição do comunicante. Quando alguém está com uma forte enxaqueca, por exemplo, não adianta nenhum médico se deter em explicações sobre a origem da doença. A enxaqueca está causando tanto mal-estar que o indivíduo não assimila nada do que é dito. Ele deseja apenas um medicamento para curar o mal.
Quanto menos informações forem dadas melhor. Os espíritas, com exceções, é claro, têm um hábito que não se coaduna com esta atividade: o de usarem vocabulário específico da Doutrina, esquecendo-se que nem todo Espírito que se comunica é um adepto do Espiritismo, capaz de conhecer os seus postulados.
Comunica-se um Espírito e diz-se-lhe: - Você está desencarnado. - Ele não tem a menor idéia do que a pessoa está falando. Ou, então: - Você precisa afastar-se do médium, desligar-se. - Tampouco ele entende desta vez. Devemos, nos lembrar, sempre, que este é um vocabulário específico da Doutrina Espírita que somente pode ser entendido por espíritas praticantes. É o mesmo que um engenheiro eletrônico chegar-se para outra pessoa e começar a explicar Eletrônica na linguagem científica. O ouvinte, não entendendo do assunto, demonstra total desinteresse a explanação, continua no mesmo estado mental.
A função das comunicações dos Espíritos sofredores tem por finalidade primordial o seu contato com o fluido animalizado do médium para que ocorra o chamado choque anímico. Allan Kardec usou a expressão fluido animalizado ou animal, porque, quando o Espírito se acopla ao sensitivo para o fenômeno da psicofonia ou psicografia, recebe uma alta carga de energia animalizada que lhe produz um choque.
Como pode depreender, às vezes, quando advém a desencarnação, o psiquismo do Espírito leva com ele todas as impressões físicas, não se dando a menor conta do que ocorreu. Ele continua no local do desenlace, estanhando tudo em sua vida, sem a mínima idéia da cirurgia da morte que aconteceu há muito tempo.
Quando se dá a incorporação, o Espírito recebe um choque vibratório que o aturde. Se nessa hora forem dadas muitas informações, este estado se complica ainda mais e a Entidade não assimila, como seria de desejar, o socorro de emergência a ser ministrado.
O doutrinador deve ser breve, simples e, sobretudo, gentil, para que o desencarnado receba mais pelas suas vibrações do que pelas palavras.
Imaginemos alguém que teve uma parada cardíaca e subitamente desperta num Hospital de Pronto Socorro com uma sensação de desmaio. A situação é comparável ao despertar pela manhã depois de uma noite de sono. Qual a nossa reação psicológica se alguém, aproximando-se da nossa cama, nessa hora nos diz: - Você já morreu. - Damos uma risada e respondemos: - Qual nada! Estou aqui, no quarto, acordado. - E continuamos, no entanto, a manter as impressões do sono. No caso de um Espírito desencarnado que se comunica, nesse momento é a vibração do interlocutor que vai torná-lo mais seguro, embora as palavras ditas suscitem nele alguns conflitos. Somente são necessários alguns esclarecimentos preparatórios para que os Mentores façam-no recordar-se da desencarnação em outra ocasião.
Em casos especiais é viável, quando o Espírito permite, dizer-se que a sua desencarnação foi consumada, pois toda regra é adaptável às circunstâncias. Chega, por exemplo, um Espírito dizendo: - Estou sofrendo há muito tempo, não consigo livrar-me desta dor desconfortável. - Redargue o doutrinador: - Você já notou o que lhe acontece^? Há muito tempo você está sentindo esta dor? - E o diálogo prossegue:
- Ah! Eu não me lembro. Não tenho a menor idéia.
- Meu amigo, isso é preocupante. Veja bem, examine-se, observe onde você se encontra. Você sabe que lugar é este?
- Não sei.
- Você se encontra entre amigos. Note a forma como está falando. Você já percebeu que se está expressando através de outra pessoa?
O Espírito vai ficar surpreso porque está convencido de que está falando com os seus próprios recursos. Terminada a pausa o diálogo continua:
- Você já notou que até agora esteve falando e ninguém lhe respondia, enquanto neste momento estou lhe respondendo? Sabe o porque? Note que até agora tem pedido ajuda e ninguém lhe apareceu, qual a razão disto?
Enfim, o doutrinador deve fazê-lo perceber, gentilmente, que algo lhe aconteceu e ele não se deu conta:
- Você já não está mais na Terra. Deu-se a ocorrência da sua morte.
E o Espírito, impactado, dirá:
- Ah! Mas eu não morri!
E o doutrinador concluirá: - Morreu, só que morte não é o que você pensa. Você se libertou do corpo, mas continua a viver.
Pode-se também usar de outro artifício:
- Qual é a sua religião? Você crê que a morte destrói a vida? O que você espera? Você está doente, já imaginou que vai morrer um dia?
É exatamente assim que os Mentores espirituais fazem no além-túmulo: - Quando chegam os recém-desencarnados, perguntando: - Onde estou? - Os Numes Tutelares não dizem nada de revelador. Porém, falam, logo mais: - Mantenha-se tranqüilo e aguarde, pois daqui a pouco o médico vai chegar, - até o momento em que um Espírito familiar aproxima-se da Entidade recém-chegada que afirma:
- Fulano, mas você está morto!
- E você também. Somente que a morte não existe.
Isto provoca no Espírito sofredor um tal bem-estar, que se encontrar junto a um amigo ou familiar sobrevivente à morte, imediatamente o tranqüiliza.
Não há, pois, justificativa para a preocupação de dar-se muitos informes. É como dizer-se para uma criança o que ela não tem condições de assimilar. Não adianta falar muito. Tem-se que ser prático e objetivo: cuidar-se de falar num tom de voz que seja natural e coloquial, principalmente, quando há mais de uma comunicação.. Não se deve pronunciar discursos, pois estes não têm qualquer valor para os Espíritos sofredores.
Ao doutrinar-se uma Entidade usa-se sempre um tom fraternal porque o assunto em questão somente interessa ao doutrinador, ao comunicante e aos demais que estão próximos para efeito de instrução pessoal.
As vezes, o doutrinador fala em demasia, e não deixa o Espírito expor o seu problema. Observa-se com freqüência um hábito que deve ser eliminado: o médium apresenta os primeiros estertores - e isso depende da organização nervosa ou da constituição psicológica do sensitivo - e logo o doutrinador, aproximando-se, e sem ouvir o problema da Entidade, propõe: - Tenha calma, tenha calma...
O Espírito, nem sequer disse uma palavra, e já foi tolhido de falar.
Necessário deixar-se que a comunicação se dê, para o doutrinador sentir o problema do comunicante, a fim de encontrar a forma mais sensata de atendê-lo.
Se o Espírito está gemendo, ouve-se dizer: - Venha com Deus ou venha na paz de Deus.
Existe uma outra fórmula muito corriqueira, que se costuma usar: - Ore, pense em Deus.
São chavões que não levam a lugar nenhum. O doutrinador tem primeiro que ouvir as alegações da Entidade, para depois iniciar a argumentação especifica, como se faz no relacionamento humano. Se alguém está chorando não se diz: - Calma, calma, não chore, não chore... - Deixa-se a pessoa chorar um pouco, e depois pergunta-se: - Qual é o problema? Por que está chorando tanto?
Damos um outro exemplo:
Aproxima-se de nós uma pessoa muito nervosa, e se quisermos atendê-la, dizemos: - Pois não... - E mantemo-nos em silêncio até a outra extravasar os sentimentos. Depois é que a interrogamos. Interrogar na hora do desespero cria confusão e a irritação acontece, prejudicando o êxito do atendimento.
Portanto, poucas informações são um sinal de bom senso.
Quando estamos com um problema, e se aproximam aquelas pessoas conselheirescas, que falam muito, deixamo-las à parte e ficamos pensando no assunto que nos aflige. Assim acontece quando estamos lidando com os desencarnados.
Em decorrência disso, o doutrinador deve fazer tudo para criar um diálogo, abstendo-se de qualquer discussão.
Na hipótese da Entidade recalcitrar na teimosia, deve-se-lhe dizer:
- Você veio aqui em busca de ajuda, deixe-me ajudá-lo.
Tratando-s de Espíritos perturbadores que, por princípio, se deduz que sabem o estado em que se encontram, agindo, portanto, com intenção maléfica, o doutrinador usa outra técnica. Aliás, é bom alertar: a tática do obsessor é discutir para ganhar tempo e perturbar o ambiente. Enquanto está discutindo, irradia vibração desagradável que a todos irrita e provoca mal-estar; enfraquece-se o círculo vibratório e ele se torna senhor das mentes que emitem animosidade na sua direção.
Ao apresentar-se um Espírito obsessor, dizendo m,ais ou menos assim:
- Eu vou matar, destruir, etc...- a resposta é a seguinte:
- Só que você se equivocou na base. A sua vinda aqui não foi espontânea. Você veio trazido...
E o diálogo prossegue.
- Não. Eu vim porque quis.
- Você sabe que não é assim. A evidência vai-lhe comprovar. Experimente retirar-se, para ver se vai conseguir o intento.
- Eu vou no momento em que quiser.
- Mas esse momento só acontecerá quando os Mentores Espirituais o permitirem.
O doutrinador deve falar com a Entidade, não com o objetivo de fazê-la abandonar os seus propósitos, mas porque ele sabe que, enquanto o Espírito estiver acoplado no médium está perdendo força psíquica negativa. Cada vez que um obsessor incorpora em um médium perde alta porcentagem de energia, que antes descarregava na sua vítima.
Na tentativa de sensibilizá-lo, porque a vítima de hoje é sempre o grande algoz de ontem, pode-se-lhe dizer: - Muito bem: você tem ódio de alguém, e por que está maltratando o médium que não tem nada com o seu problema? Você veio aqui, porque sente ódio de nós, e daí? Vá então contra o nosso Chefe que nos colocou neste trabalho. Se você está a serviço de um ideal pessoal, nós estamos a serviço de uma causa comum que é a do Cristo. Então, se volte contra Ele. Você está imerso no mar da Misericórdia Divina...
Isto para demonstrar-lhe que não nos assusta, nem tampouco nos intimida com as suas ameaças.
Porém, não devemos esquecer que, logo mais, ele será uma companhia constante, a fim de verificar se agimos conforme doutrinamos.
Nota-se que o número de obsidiados que se curam hoje, é bem menor do que nos primórdios. A razão disso, é porque o Espiritismo em muitos corações tem tido o efeito de uma reunião social, de um clube em que a pessoa vai participar com certa unção mas, saindo dali acabou-se, não mais se interessa, tem a vida profana normal, é um homem social, comum, e por isso, os Espíritos que nos observam não acreditam em nossas palavras. Os vingativos não abandonam as vítimas que não demonstrem propósitos de melhorar-se intimamente, nem também levam em consideração as palavras destituídas do respaldo dos bons atos. Desta forma, quando convivermos com os obsessores, a melhor técnica é não discutir eles, porque são faladores e têm o objetivo de confundir; principalmente os inimigos do ideal superior, as Entidades "religiosas", frias, cínicas, sofistas.
A atitude do doutrinador deve ser sempre pacífica e gentil. Caso percebamos a intenção do Espírito em demorar-se além do necessário, digamos-lhe: - Agora, você pode ir-se. Já lhe atendemos conforme podíamos. Vamos aplicar-lhe uma medicação, - e utiliza-se da indução hipnótica.
As vezes o Espírito reage, mas a medicação faz efeito, porque, quando tomamos esta postura, os Mentores Espirituais aplicam-lhes sedativos indispensável para o tratamento específico - hipnose ou certos produtos de origem espiritual que os anestesiam - e retiram-no.
Esta é a técnica ideal!



66. - Existem fronteiras delimitadoras entre animismo e fenômeno mediúnico que possam ser identificadas pelo terapeuta encarnado?



Existem algumas características: No fenômeno anímico é a alma do encarnado que fala. São seus hábitos, seus registros, seus condicionamentos...
A palavra animismo foi cunhada pelo sábio russo Alexander Aksakof, para definir os fenômenos do nosso inconsciente. No fenômeno mediúnico aquilo que está em nosso arquivo é eliminado, bem se vê, e quando o fenômeno se dá, o doutrinador é capaz de identificá-lo através do caráter do médium, que é por ele conhecido.
Todos nós temos vícios de linguagem, como também bengalas psicológicas. No estado de transe, se essas bengalas psicológicas aparecem, o fenômeno é mediúnico porém com o arquipélago de condicionamento do médium, pois que determinados hábitos corriqueiros no estado de transe podem comparecer.
Se, por exemplo, as comunicações têm sempre a mesma linha de raciocínio. estamos diante de um fenômeno anímico.
O Espírito comunicante possui uma característica própria, assim como cada um de nós. Se várias pessoas forem ao telefone para dar a mesma mensagem, saberemos que se trata de pessoas diferentes pela maneira de dizer, pela entonação de voz, pela maneira de compor as frases, pelo ritmo e também pelos hábitos. Por exemplo: Há pessoas que falam entrecortadamente. Se na comunicação a mensagem vem entrecortada é um fenômeno anímico, o registro da personalidade é maior do que o da Entidade comunicando-se. Determinados gestos que são muito típicos de nós, por um condicionamento, no fenômeno mediúnico repetimos.
Então, qualquer doutrinador atento pode saber quando o fenômeno é eminentemente mediúnico, digamos a 70%, e quando ele é um fenômeno anímico, ou seja: a 70% de animismo e apenas 30% de mediúnico.
Por isso as reuniões mediúnicas devem ser feitas com pessoas que se conheçam entre si, que tenham um bom relacionamento, pessoas moralizadas, que não venham fazer espetáculos, que tenham conhecimento doutrinário, porque são equipamentos para nos policiarmos contra os fenômenos automatistas da nossa personalidade.

67. - Qual a conduta correta do doutrinador no fenômeno anímico?



A postura correta do doutrinador é a de esclarecer, tanto o Espírito encarnado como o desencarnado. Mas, cumpre-lhe deixar o médium perceber que a doutrinação está sendo direcionada ao seu inconsciente, a fim de que se mantenha mais vigilante, passando a bloquear a irrupção do fenômeno automatista.
Não há graduação de períodos para o fenômeno anímico. Pessoas há, que têm muitos registros e os mesmos criam personificações parasitárias em variado número, que se encarregam de assomar à memória atual, dando a impressão de se tratarem de Entidades desencarnadas. Outras tantas, quando se concentram, assumem esses conflitos e arquivos do inconsciente, que devem ser orientados pelo psicoterapeuta espiritual, a fim de diluir nos depósitos da mente.
Como a tarefa do orientador é auxiliar sempre aos Espíritos, no caso de animismo, é válido socorrer o encarnado, que também é Espírito, de forma a auxiliá-lo na catarse das impressões perturbadoras que, anuladas, facultarão a ocorrência do fenômeno mediúnico claro e correto.



68. - Qual é a abordagem correta do doutrinados, quando identifica a presença de um Espírito mistificador?



Detectada a farsa da Entidade perturbadora, o dever do orientador é desmascará-lo. Deve dizer que está em uma atividade muito séria, e que ele vindo burlar, perturba o trabalho, que tem finalidade superior.
Abrimos um parêntese para dizer que os Benfeitores Espirituais permitem que venham Espíritos mistificadores para tornar o médium humilde, não alimentando a presunção de que é perfeito, invulnerável a quaisquer situações dolorosas. Depois, para treinar os doutrinadores a separarem o joio do trigo e, por fim, porque, quando o Espírito burlão, mistificador, se comunica, também é credor de misericórdia, de caridade, pois está em sofrimento. Essa máscara aparente, com que se apresenta, é o mecanismo de auto-negação da sua realidade e merece ser necessariamente esclarecido, com bondade e compaixão, para que se dê conta de que a farsa não encontrou receptividade e, despertado, a partir daí, os instrutores Espirituais prossigam no atendimento, demonstrando-lhe os sofrimentos porque vai passar, derivados da larga mentira que haja proposto a si mesmo e aos outros.
Todavia, a tarefa do doutrinador é a de esclarecer, identificando a mistificação, sem que o médium se sinta melindrado com isso. O fenômeno da mistificação nenhuma relação tem com a mediunidade, aliás, a sua existência é própria da qualidade mediúnica. Allan Kardec fala, textualmente, que o médium, excelente não é aquele que tem a capacidade de dar comunicações superiores, e sim aquele que tem facilidade de se comunicar com diferentes Entidades. Quando se trata de uma única, estamos diante de uma fascinação. A mediunidade é polimorfa, sendo um telefone por onde falam todos aqueles que se lhe acerquem, cabendo ao medianeiro a postura dignificante para não sintonizar com os Espíritos perversos, senão com objetivos caritativo.



69. - Como deve proceder o doutrinador diante de uma comunicação que se prolonga por tempos demasiado? A quem cabe pôr termo a essa comunicação, ao doutrinador ou ao médium?
O médium, como passivo que é, não tem vontade; deve liberar o fenômeno.
Ao doutrinador cabe discipliná-lo, pois ele é o terapeuta. Não tem, ali , a tarefa de libertar o Espírito de todos os seus traumas. A função primordial da comunicação mediúnica de um ser desencarnado sofredor é aliviá-lo através do choque anímico ou fluídico: o Espírito absorve a energia animalizada do médium para dar-se conta da ocorrência da sua desencarnação. O doutrinador desperta-o, um pouco, para os Benfeitores Espirituais continuarem o trabalho depois de realizada essa primeira etapa.
Toda vez que o diálogo se prolonga, se for o caso de um Espírito perturbador, é prejudicial ao médium, que assimila um excesso de energias deletérias.
Ao doutrinador cabe, depois de cinco ou dez minutos, no Maximo, dizer: - Muito bem, agora permaneça no recinto para continuar ouvindo, pois que, bons Espíritos vão assisti-lo e quanto ao médium, colabore encerrando a comunicação.
É tarefa, portanto do orientador. Neste ensejo sua responsabilidade é muito delicada, porque terá de possuir tato psicológico para poder orientar o paciente.









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