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4 de abr de 2011

MÉDIUNS PNEUMATÓGRAFOS






177. Essa designação corresponde aos médiuns que tem aptidão para obter a escrita direta, o que não é dado a todos os médiuns escreventes. Essa faculdade é por enquanto muito rara. Provavelmente se desenvolve por exercício. Mas, como dissemos, sua utilidade prática se limita à comprovação evidente da intervenção de uma potência oculta nas manifestações. Só a experiência pode revelar se a gente a possui. Pode-se, pois, experimentar, como se pode interrogar um Espírito protetor através de outras formas de comunicação.
Segundo a maior ou menor potência do médium, obtém-se apenas traços, sinais, letras, palavras, frases ou até mesmo páginas inteiras. Basta geralmente se colocar uma folha de papel dobrado em algum lugar, ou em lugar designado pelo Espírito, durante dez minutos, um quarto de hora ou um pouco mais. A prece e o recolhimento são condições essenciais. Eis porque podemos considerar impossíveis obtê-la em reuniões pouco sérias ou de pessoas que não estejam animadas de sentimentos de simpatia e benevolência. (Ver a teoria da escrita direta, cap. VIII, Laboratório do Mundo Invisível, nº 127 e seguintes, e cap. XII, Pneumatografia).
Trataremos especialmente dos médiuns escreventes nos capítulos seguintes.





(1) As classificações mediúnicas são naturalmente variáveis, sofrendo a influência dos costumes e condições de épocas e países. Kardec oferece uma classificação em linhas gerais. Alguns nomes se modificaram entre nós. Os médiuns auditivos são geralmente chamados audientes, os falantes receberam a designação de médiuns de incorporação e atualmente de psicofônicos, os sonâmbulos são geralmente chamados anímicos, os pneumatógrafos são chamados de voz direta. (N. do T.)
(2) Os Espíritos não dão aos fenômenos físicos a mesma importância que lhes atribuímos. Interessam-se mais pelas manifestações inteligentes, destinadas à transmissão de mensagens ou à conversação esclarecedora. Veja-se o caso de Francisco Cândido Xavier, dotado de excelente faculdades de efeitos físicos mas aplicando-se, por instrução de seus guias especialmente à psicografia. Os fenômenos impressionam e servem muitas vezes para despertar o interesse pela Doutrina, mas o que realmente interessa é esta, com suas conseqüências morais e espirituais. Os Espíritos superiores chegam a proibir manifestações físicas em grupos que pode produzir mais no sentido da orientação e do alevantamento moral. Assim fizeram na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. (N. do T.)
(3) Esta observação de Kardec está perfeitamente de acordo com o seu ensino na Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita (O Livro dos Espíritos), de que a Ciência Espírita tem outro objetivo e exige outros métodos de investigação. As exigências científicas dos pesquisadores materialistas, enviadas de suspeitas que ferem por si sós a sensibilidade moral dos médiuns autênticos, têm produzido sofrimentos inenarráveis. A maioria das grosseiras acusações de fraudes, feitas no passado e ainda sustentadas no presente, são inteiramente falsas e decorrem de um erro básico: a confusão do objeto material das Ciências positivas com o objeto espiritual da pesquisa psíquica. A prevenção desses investigadores aliados à vaidade e ao orgulho intelectual, transforma-o nesse terreno em verdadeiros macacos em loja de louças – grifo de todo esse período é nosso. (N. do T.)

(4) Um dos fatos mais extraordinários, dessa natureza, pela variedade e a estranheza dos fenômenos é sem dúvida o ocorrido em 1852 no Palatinado (Baviera Renana), em Bergzabern, próximo a Wissemburg. É tanto mais notável quanto reúne, no mesmo sujeito, quase todos os gêneros de manifestações espontâneas: estrondos de abalar a casa, móveis revirados, objetos atirados longe por mão invisível, visões e aparições, sonambulismo, êxtase, catalepsia, atração elétrica, gritos e sons no espaço, instrumentos musicais tocando sem contato, comunicações inteligentes, etc. Além disso, o que não é menos importante, a constatação dos fatos, durante cerca de dois anos, por numerosas testemunhas oculares dignas de fé por seu saber e sua posição social. O relato autêntico das ocorrências foi publicado, na época, por numerosos jornais alemães, e particularmente numa brochura atualmente esgotada e cujos exemplares são bastante raros. Pode-se encontrar,porém, a tradução completa dessa brochura na Revista Espírita de 1858, com os comentários e as explicações necessárias.Pelo que sabemos, foi a única publicação francesa que se fez a respeito. Além do interesse fascinante que provocam, esses fenômenos são eminentemente instrutivos no tocante ao estudo prático do Espiritismo. (N. do T.)

(5) Como se vê, o médium não é nem pode ser, como o pretendem certas escolas espiritualistas, religiões e correntes científicas sempre dispostas a criticar as práticas espíritas, um indivíduo passivo, destinado a tornar-se joguete dos Espíritos ou de outras influências. Condição indispensável da mediunidade é o controle pessoal do médium sobre as suas faculdades, que deve bem orientar. (N. do T.)

(6) A expressão pessoa influente, neste caso, não se refere à disposição social ou coisa semelhante, mas à superioridade moral que confere, à criatura mais humilde e simples, o poder de exercer influência sobre os Espíritos perturbadores e obsessores. (N. do T.)

(7) Como se vê, e como Charles Richet o reconheceu em seu Tratado de Metapsíquica, Allan Kardec nada afirmava sem a confirmação da experiência. Esse caso das pessoas elétricas é excelente prova da conduta inegavelmente científica do codificador do Espiritismo, que nem mesmo aceitava afirmações dos Espíritos superiores sem submetê-las ao exame racional e à prova da experiência. (N. do T.)
(8) O problema da voz dos Espíritos, com timbre característico, a ponto de se reconhecer à voz de pessoa falecida há tempos, têm provocado críticas dos antiespíritas religiosos e científicos, que alegam o desaparecimento dos órgãos vocais No túmulo. Explica-se o caso pelas propriedades do perispírito. Mas é bom lembrar que nas experiências parapsicológicas de telepatia à distância o fenômeno se confirma, sem que as objeções acima tenham sido levantadas. A realidade, portanto, da voz dos Espíritos está hoje cientificamente confirmada. (N. do T.)

(9) Além dessas provas da independência do espírito comunicante, assinaladas por Kardec, devemos lembrar que numerosos casos da bibliografia mediúnica e das experiências cotidianas com a mediunidade nos mostram que o Espírito pode tratar, através do médium, de assuntos a que este se furta e muitas vezes acusando-o e chamando-lhe a atenção. (N. do T.)

(10) Os médiuns falantes, chamados entre nós médiuns de incorporação, dividem-se assim nas duas classes bem conhecidas: médiuns conscientes e médiuns inconscientes. Aos conscientes é que Kardec dava, acertadamente,a designação de intuitivos. Aliás, essa divisão existe em todas as modalidades mediúnicas. (N. do T.)

(11) Note-se a razão da expressão segunda-vista ou dupla-vista, que ressalta claramente dessa explicação de Kardec.A evidência propriamente dita independe dos olhos materiais, porque é uma visão anímica a alma vê fora do corpo. É o que a Parapsicologia chama hoje de percepção extra-sensorial. A dupla-vista se manifesta sempre como um desdobramento da visão normal. Um cego não tem dupla-vista, mas apenas vidência. (N. do T.)

(12) Ernesto Bozzano publicou especial sobre o problema das manifestações espíritas no momento da morte, relacionando numerosos casos bastante significativos. Na moderna Parapsicologia esses fatos foram também considerados em vários livros. Veja-se o trabalho recente da profª. Louisa Rhine Os Canais Ocultos da Mente, no capítulo Efeitos físicos enigmáticos,que também relata curiosas ocorrências. Há uma tradução de Jacy Monteiro, lançada pela Editora Bestseller, São Paulo, 1966 (N. do T.)

(13) Esta é uma característica do Espiritismo, para a qual devemos sempre chamar atenção de adeptos e adversários. A Doutrina é contrária a todos os meios artificiais de desenvolvimento psíquico, mantendo o mais rigoroso às leis naturais que presidem a esses processos, como a todos os demais na condição humana.Os que acusam o Espiritismo de excessos psíquicos ou místicos simplesmente ignoram os seus princípios, não sabem o que dizem. (N. do T.)
(14) O rigor da observação espírita nos meios materiais de controle, sempre ingênuos e até mesmo infantis, quando se trata de questões espirituais. Este é um dos muitos casos que fogem a todas as explicações telepáticas, a menos que aceitemos o absurdo, jamais experimentalmente provado, das interferências mais fantásticas, como a das lembranças inconscientes da viúva remontando aos tempos da avó. Isso é o que Kardec considerava, muito justamente, querer substituir o suposto fantástico da presença do Espírito por uma explicação engenhosa e ainda muito mais fantástica. O estudo e a pesquisa espírita mostram, por mil detalhes valiosos, o ridículo dessas hipóteses apresentadas e sempre geradas pela prevenção e a ignorância do assunto. (N. do T.)

(15) A hipótese de projeção do eu, hoje sustentada por alguns psicólogos e parapsicólogos, é uma evidente aproximação deste princípio espírita. A independência da alma vai aos poucos se confirmando. (N.do T.)

(16) Não confundir as passividades voluntárias do médium, que presta ao Espírito comunicante, com a passividade hipnótica, por sujeição, de que alguns adversários do Espiritismo acusam a mediunidade. (N. do T.)
(17) A ação dos Espíritos é que realmente dá eficácia curadora ao magnetismo humano. Preste-se atenção à dinâmica do auxilio espiritual, revelada nessa esclarecedora resposta. (N.do T.)

(18) Os Espíritos colocam aqui um problema comum de psicologia. Há magnetizadores e médiuns, hipnotizadores e sujeitos paranormais que só acreditam em suas faculdades e as desenvolvem sob a ação de outras pessoas. Trata-se de falta de confiança em si mesmas e não de poder das outras pessoas, que muitas vezes se julgam poderosas. Ilusão muito freqüente dos que se dizem capazes de desenvolver a mediunidade dos outros. (N. do T.)



FONTE: LIVRO DOS MÉDIUNS

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