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Campanha do Quilo - Doe amor alimentando a Esperança








O Centro Espírita Chico Xavier(PICOS-PI) está recebendo 

doações de ALIMENTOS para a confecção de cestas 

básicas que serão distribuidas em bairros carentes nesse 

mês de Dezembro. 

Esse trabalho o CECX ja desevolve anualmente o qual 

denominamos a CAMPANHA DO QUILO E DO AGASALHO.


 Então Participe, DOE AMOR ALIMENTANDO A 

ESPERANÇA.


Faça a sua doação que eu irei buscar onde você estiver.



Que o Cristo Ilumine a todos!! 



89 9928 2928


Moura Fé
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ENTRE CHAMADOS E ESCOLHIDOS







Apreciando aquele ensinamento dos “chamados e escolhidos”, a destacar-se da palavra do Senhor, nas lições do Evangelho, mentalizemos o assunto, transferindo-o a uma oficina terrestre.
Em favor da produção de serviço, são aí admitidos colaboradores de variada procedência, escalonados em classes diversas.

Todos são chamados pela obra a fazer, a fim de conjugarem esforços dentro das finalidades da instituição a que se ajustam.
Entretanto, raros se portam à altura dos compromissos que assumem.
Muitos deles devoram o tempo, renovando indagações incessantes acerca dos problemas comezinhos da casa, a pretexto de recolherem esclarecimentos e diretrizes. 


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ESCUSAS








Apesar disso, vens fugindo à cooperação com os teus irmãos lutadores, tão cansados quanto tu mesmo, arrimando-te em escusas injustificáveis.

Sensível à crítica, olvidas-te de compreender que o mundo ainda não é o Paraíso, no qual os seres angélicos entoam hinos de louvor ao Pai Celestial. Permanece, porém, como escola de bênçãos, na qual a incompreensão e o desar dão-se as mãos, para a geração de dificuldades. Ademais, quando se está a serviço de Jesus, surgem empecilhos de todos os lados, tentando impedir o avanço autoiluminativo.
Em algumas situações, apóias-te em enfermidades reais ou imaginárias para permaneceres no lar, quando o hospital espírita é o lugar adequado para conseguires a recuperação da saúde.

Tem cuidado, amigo de Jesus!
Se todos os Seus cooperadores detiverem-se em escusas, o deserto tomará conta da seara, ora rica de dádivas e de promessas de frutos...
Tem cuidado e volve à luta, ao lado dos teus amigos e sofredores, não deixando o arado enferrujar-se, abandonado ao sabor das intempéries.

Mantém a lembrança de que Jesus jamais se escusava. Por mais difícil fosse à situação, Ele a enfrentava com amor e delicadeza.
Veio ensinar a cooperação fraternal, a vivência da solidariedade, caminhos únicos para tornar melhor o mundo.
Se aqueles que são dotados de bons sentimentos se evadem da ação do Bem, alegando as dificuldades, que se poderá esperar dos demais, aqueles que não dispõem do conhecimento superior, das resistências morais, dos sentimentos de compaixão?

Há muito cristão-espírita fascinado pelos conteúdos intelectuais do Espiritismo, permanecendo nos seus confortáveis gabinetes e bibliotecas, pesquisando e escrevendo para os outros, propondo diretrizes e seguros roteiros de trabalho, de caridade...
Suas mãos, porém, permanecem vazias de feitos.

As belas teorias necessitam de ser vivenciadas por aqueles que as formulam, a fim de merecerem consideração e apoio dos que lhes tomam conhecimento.
A vinha do mestre ainda se encontra na face desafiadora da erradicação das plantas inúteis e más, a fim de ser preparado o solo para a ensementação do amor através do esforço hercúleo dos desbravadores do terreno.

Tudo quanto Jesus falou, Ele o praticou.
A Sua não é uma mensagem apenas de palavras, pois que todas elas estão respaldadas pelo Seu exemplo de abnegação e de entrega total.
A Sabedoria Máxima que o mundo conhece jamais se escusou ante as tarefas humildes, até humilhantes, que Ele transformou em vivência dignificadora como jamais alguém o conseguiria...

Lavar os pés dos Seus discípulos representou a sublime demonstração do que se fez servo de todos, sendo, no entanto, o Excelso Senhor do planeta terrestre.
Se te sentes cansado ante o impacto dos acontecimentos perversos e afligentes, recorda que com Ele tudo se torna fardo leve, de fácil condução.

Se perdeste o encantamento em relação aos companheiros com os quais convives, retempera o ânimo na fraternidade e reestimula-te, doando-te um pouco mais.
Na escusa em que ocultas os motivos reais do paulatino abandono dos teus compromissos, aguardas o tempo para te eximires por completo de tudo, negando a tua cooperação.

As ilusões de hoje e os comportamentos estranhos também passam, surgindo o despertar da consciência, em seu lugar, quando a situação tornar-se perigosa, agravada pela tua distância dele.
O que fazes é bom e útil.

Defende o teu direito de prosseguir realizando-o da mesma forma que resguardas os valores para a existência cômoda.
Não te preocupes com os julgamentos que venham a fazer sobre ti, mantendo-te fiel ao Seu suave jugo.

Refaze o caminho e deixa-te de escusas, voltando ao trabalho enquanto é dia de luz.
O que faças, a conduta que te permitas, tornar-te-á amigo devotado ou distraído daquele que deu a própria existência por amor a ti.

O Espiritismo é o teu salvo-conduto para uso correto na atual conjuntura reencarnacionista.
Tu que o conheces, que o ensinas, pratica-o até o sacrifício, recordando a recomendação de Jesus, a respeito da fidelidade ao Amor até o fim...

Amigo do Bem, não deixes que o vazio existencial que te atormenta seja preenchido pelo egoísmo e pelas ambições terrestres de breve curso. 

Pelo Espírito Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo Pereira Franco, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia, no dia 23 de abril de 2012. 

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CEI FAZ 20 ANOS




O Conselho Espírita Internacional (CEI) acaba de completar 20 anos. Nasceu em Madrid, no dia 28 de novembro de 1992, com o propósito de reunir as Associações Representativas do movimento espírita de 
todo o mundo. Atualmente, é integrado por 33 países: Alemanha, Angola, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, Guatemala, Holanda, Honduras, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça, Uruguai e Venezuela.
Além de congregar essas entidades, o CEI promove eventos para estudo e divulgação do Espiritismo em nível mundial e edita livros espíritas, sobretudo os de Allan Kardec e Chico Xavier, em diversos idiomas, participando, ainda, de feiras literárias internacionais.
Acompanhada em mais de cem paí-ses, a TVCEI (www.tvcei.com) é outro braço importante nessa missão de divulgação doutrinária. Primeira web TV espírita do mundo, possui canais em português, espanhol, francês e inglês, com produção de conteúdos e transmissões ao vivo dos principais eventos espíritas no mundo.
Para saber mais sobre o CEI, inclusive como colaborar com suas atividades, basta acessar www.intercei.com.


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A HORA FINAL




   Que se passa no momento da morte e como se desprende o Espírito da sua prisão material? Que impressões, que sensações o esperam nessa ocasião temerosa? É isso o que interessa a todos conhecer, porque todos cumprem essa jornada. A vida foge-nos a todo instante: nenhum de nós escapará à morte.      Ora, o que todas as religiões e filosofias nos deixaram ignorar, os Espíritos, em multidão, no-lo vêm ensinar. Dizem-nos que as sensações que precedem e se seguem à morte são infinitamente variadas e dependentes sobretudo do caráter, dos méritos, da elevação moral do Espírito que abandona a Terra. A separação é quase sempre lenta, e o desprendimento da alma opera-se gradualmente. Começa, algumas vezes, muito tempo antes da morte, e só se completa quando ficam rotos os últimos laços fluídicos que unem o períspirito ao corpo. A impressão sentida pela alma revela-se penosa e prolongada quando esses laços são mais fortes e numerosos. Causa permanente da sensação e da vida, a alma experimenta todas as comoções, todos os despedaçamentos do corpo material.      Dolorosa, cheia de angústias para uns, a morte não é, para outros, senão um sono agradável seguido de um despertar silencioso. O desprendimento é fácil para aquele que previamente se desligou das coisas deste mundo, para aquele que aspira aos bens espirituais e que cumpriu os seus deveres. Há, ao contrário, luta, agonia prolongada no Espírito preso à Terra, que só conheceu os gozos materiais e deixou de preparar-se para essa viagem.      Entretanto, em todos os casos, a separação da alma do corpo é seguida de um tempo de perturbação, fugitivo para o Espírito justo e bom, que desde cedo despertou ante todos os esplendores da vida celeste; muito longo, a ponto de abranger anos inteiros, para as almas culpadas, impregnadas de fluidos grosseiros. Grande número destas últimas crê permanecer na vida corpórea, muito tempo mesmo depois da morte. Para estas, o períspirito é um segundo corpo carnal, submetido aos mesmos hábitos e, algumas vezes, às mesmas sensações físicas como durante a vida terrena.         Outros Espíritos de ordem inferior se acham mergulhados em uma noite profunda, em um completo insulamento no seio das trevas. Sobre eles pesa a incerteza, o terror. Os criminosos são atormentados pela visão terrível e incessante das suas vítimas.      A hora da separação é cruel para o Espírito que só acredita no nada. Agarra-se como desesperado a esta vida que lhe foge; no supremo momento insinuasse-lhe a dúvida; vê um mundo temível abrir-se para abismá-lo, e quer, então, retardar a queda. Daí, uma luta terrível entre a matéria, que se esvai, e a alma, que teima em reter o corpo miserável. Algumas vezes, ela fica presa até à decomposição completa, sentindo mesmo, segundo a expressão de um Espírito, “os vermes lhe corroerem as carnes”.      Pacífica, resignada, alegre mesmo, é a morte do justo, a partida da alma que, tendo muito lutado e sofrido, deixa a Terra confiante no futuro.      Para esta, a morte é a libertação, o fim das provas. Os laços enfraquecidos que a ligam à matéria destacam-se docemente; sua perturbação não passa de leve entorpecimento, algo semelhante ao sono.      Deixando sua residência corpórea, o Espírito, purificado pela dor e pelo sofrimento, vê sua existência passada recuar, afastar-se pouco a pouco com seus amargores e ilusões; depois, dissipa-se como as brumas que a aurora encontra estendidas sobre o solo e que a claridade do dia faz desaparecer. O Espírito acha-se, então, como que suspenso entre duas sensações: a das coisas materiais que se apagam e a da vida nova que se lhe desenha à frente. Entrevê essa vida como através de um véu, cheia de encanto misterioso, temida e desejada ao mesmo tempo. Após, expande-se a luz, não mais a luz solar que nos é conhecida, porém uma luz espiritual, radiante, por toda parte disseminada. Pouco a pouco o inunda, penetra-o, e, com ela, um tanto de vigor, de remoça mento e de serenidade. O Espírito mergulha nesse banho reparador. Aí se despoja de suas incertezas e de seus temores. Depois, seu olhar destaca-se da Terra, dos seres lacrimosos que cercam seu leito mortuário, e dirige-se para as alturas. Divisa os céus imensos e outros seres amados, amigos de outrora, mais jovens, mais vivos, mais belos que vêm recebê-lo, guiá-lo no seio dos espaços. Com eles caminha e sobe às regiões etéreas que seu grau de depuração permite atingir. Cessa, então, sua perturbação, despertam faculdades novas, começa o seu destino feliz.      A entrada em uma vida nova traz impressões tão variadas quanto o permite a posição moral dos Espíritos. Aqueles - e o número é grande - cujas existências se desenrolam indecisas, sem faltas graves nem méritos assinalados, acham-se, a princípio, mergulhados em um estado de torpor, em um acabrunhamento profundo; depois, um choque vem sacudir-lhes o ser. O Espírito sai, lentamente, de seu invólucro: como uma espada da bainha; recobra a liberdade, porém, hesitante, tímido, não se atreve a  utilizá-la ainda, ficando cerceado pelo temor e pelo hábito aos laços em que viveu. Continua a sofrer e a chorar com os entes que o estimaram em vida. Assim corre o tempo, sem ele o medir; depois de muito, outros Espíritos auxiliam-no com seus conselhos, ajudando a dissipar sua perturbação, a libertá-lo das últimas cadeias terrestres e a elevá-lo para ambientes menos obscuros.        Em geral, o desprendimento da alma é menos penoso depois de uma longa moléstia, pois o efeito desta é desligar pouco a pouco os laços carnais. As mortes súbitas, violentas, sobrevindo quando a vida orgânica está em sua plenitude, produzem sobre a alma um despedaçamento doloroso e lançam-na em prolongada perturbação. Os suicidas são vítimas de sensações horríveis. Experimentam, durante anos, as angústias do último momento e reconhecem, com espanto, que não trocaram seus sofrimentos terrestres senão por outros ainda mais vivazes.      O conhecimento do futuro espiritual, o estudo das leis que presidem à desencarnação são de grande importância como preparativos à morte. Podem suavizar os nossos últimos momentos e proporcionar-nos fácil desprendimento, permitindo mais depressa nos reconhecermos no mundo novo que se nos desvenda.Descrição: hospedagem de sites windows


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Quando Chega a Hora - Lucius - Zíbia Gasparetto




Embora a felicidade seja nosso objetivo maior ainda não sabemos distinguir o falso do verdadeiro criamos ilusões, perseguimos objetivos falsos colhemos sofrimentos
Mas é por meio deles que aprendemos a conhecer a vida,
a melhorar atitudes é possivel que venha a nos enganar outra vez
Esse é o preço do progresso.
Apesar disso, meu coração está em paz por saber que, acima de todas as nossas falhas e até de nosso livre-arbítrio, está a vida nos protegendo
conduzindo nossos passos para o maior a ansiedade atrapalha
as pessoas estão tão voltadas ao mundo material, não têm paciência de esperar
querem fazer tudo sozinhas. não se ligam com a fonte de vida
nem sequer percebem que um objetivo não alcançado ao invés de ser um fracasso pode ser uma ajuda em tudo só os valores verdadeiros permanecem
assim, é preciso não esmorecer fazer sempre o melhor que souber
confiar na sabedoria divina e esperar quem decide é a sabedoria divina, e ela, só faz acontecerquando chega a hora.

Lucius por Zíbia Gasparetto


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Se alguém quiser o livro em PDF deixe comentário com email que eu enviarei.
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SOFRIMENTO E EUTANASIA




Um paciente considerado em estado vegetativo conseguiu se comunicar com uma equipe de pesquisa por meio de ressonância magnética. Scott
Routley, de 39 anos, ficou nesse estado após um acidente de carro, há 12 anos.
Questionado durante os exames, ele foi capaz de dizer aos pesquisadores que não sentia dor. É a primeira vez que um paciente com danos cerebrais graves e sem capacidade de comunicação conseguiu dar respostas consideradas clinicamente relevantes. O caso de Routley foi apresentado em 13 de novembro pelo programa “Panorama”, da BBC da Grã-Bretanha.“Scott foi capaz de mostrar que tem uma mente consciente e pensante. Nós o examinamos várias vezes e seu padrão de atividade cerebral mostra que ele está claramente escolhendo responder nossas questões. Acreditamos que ele saiba quem é e onde está” – diz o neurocientista britânico Adrian Owen, que coordenou a equipe de pesquisadores no Instituto de Cérebro e Mente da Universidade de Western Ontario, no Canadá.
“A descoberta significa que os manuais médicos precisam ser reescritos” – declararam os médicos de Routley. Steven Graham, outro paciente canadense acompanhado pelo programa britânico, foi capaz de demonstrar que havia acumulado novas memórias após os danos cerebrais que sofreu. Graham responde “sim”, quando perguntado se sua irmã tem uma filha. A sobrinha nasceu após o
acidente de carro que o deixou em estado vegetativo, há cinco anos.
Em 2005, a americana Terri Schiavo, de 41 anos, que há 14 vivia em estado vegetativo, teve o tubo que a alimentava
removido por ordem judicial, apesar do apelo desesperado e dos recursos apresentados por seus pais na justiça. Schiavo morreu 14 dias após a retirada do tubo.
******
A propósito do tema, vale recordar a página “Sofrimento e eutanásia”, parte do livro “Religião dos Espíritos”, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier e editado pela Federação Espírita Brasileira:
“Quando te encontres diante de alguém que a morte parece nimbar de sombra, recorda que a vida prossegue, além da
grande renovação...
Não te creias autorizado a desferir o golpe supremo naqueles que a agonia emudece, a pretexto de consolação e de amor, porque, muita vez, por trás dos olhos baços e das mãos desfalecentes que parecem deitar o último adeus, apenas repontam avisos e advertências para que o erro seja sustado ou para que a senda se reajuste amanhã.
Ante o catre da enfermidade mais insidiosa e mais dura, brilha o socorro da Infinita Bondade, facilitando, a quem deve, a conquista da quitação. Por isso mesmo, nas próprias moléstias reconhecidamente obscuras para a diagnose terrestre, fulgem lições cujo termo é preciso esperar, a fim de que o homem lhes não perca a essência divina.
E tal acontece, porque o corpo carnal, ainda mesmo o mais mutilado e disforme, em todas as circunstâncias, é o sublime instrumento em que a alma é chamada a acender a flama de evolução.
É por esse motivo que no mundo encontramos, a cada passo, trajes físicos em figurino moral diverso.
Corpos – santuários...
Corpos – oficinas...
Corpos – bênçãos...
Corpos – esconderijos...
Corpos – flagelos...
Corpos – ambulâncias...
Corpos – cárceres...
Corpos – expiações...
Em todos eles, contudo, palpita a concessão do Senhor, induzindo-nos ao pagamento de velhas dívidas que a Eterna Justiça ainda não apagou.
Não desrespeites, assim, quem se imobiliza na cruz horizontal da doença prolongada e difícil, administrando-lhe o veneno da morte suave, porquanto, provavelmente, conhecerás também mais tarde o proveitoso decúbito indispensável à grande meditação.
E usando bondade para os que atravessam semelhantes experiências, para que te não falte a bondade alheia no dia de tua experiência maior, lembra-te de que, valorizando a existência na Terra, o próprio Cristo arrancou Lázaro às trevas do sepulcro, para que o amigo dileto conseguisse dispor de mais tempo para completar o tempo necessário à própria sublimação.”

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FATALIDADE OU LIVRE-ARBÍTRIO: QUAL ESTÁ NO COMANDO?





Vive-se no meio de variadas atribulações e com certa frequência surge um novo espinho trazendo o sofrimento. Nessa hora, o espírita pergunta:
“Essa situação já estaria pré-determinada?”
Para responder, precisa-se distinguir  o sofrimento físico do sofrimento moral.
O mundo físico é o corpo, a família, a pátria, as condições socioeconômicas básicas que acompanham o ser enquanto ainda não puder tomar as suas decisões. O mundo moral é aquele do livre-arbítrio, da decisão, do pensamento e das ações.
Então, a resposta será, sendo o sofrimento físico, pode, sim, ter sido pré-determinado. É o que se costuma chamar de fatalidade. Em se tratando de sofrimento de natureza moral, não existe nenhum destino previamente formatado.
Nem pensar em dizer que uma pessoa é mal humorada ou desonesta porque o destino assim quis. Ocorre que ela não faz o suficiente para mudar, sua vontade é pouca. Se quisesse, ela conseguiria se modificar. Nesse mundo de provas, as fraquezas da alma estão sempre em jogo, enfrentando muitos arrastamentos para os vícios, mas com algum esforço, e boas escolhas, toda má inclinação pode ser superada.
A mente toma diversas decisões, do tipo: faço ou não faço? Aceito ou não aceito? E até mesmo do tipo: sofro ou não sofro? O espírito sempre decide, para o seu bem ou para o seu mal.
Nas decisões, um bom espírito pode ajudar a fortalecer o desejo de superação, inspirando coragem, enquanto um espírito atrasado pode atuar exagerando a dificuldade, tornando o problema algo insuperável, fazendo aos olhos da vítima, tudo parecer muito pior do que realmente é.
Quando uma pessoa tem uma deficiência física este fato não depende mais da sua decisão, pois a causa vem do passado, o efeito é que está no presente.
As escolhas feitas pelo espírito criam um caminho, certo destino, que chamamos de fatalidade.
A pessoa que afetou seu próprio corpo espiritual no passado, por ter ofendido as leis naturais, gravadas na sua consciência, provoca, ao renascer na matéria, uma modificação involuntária do seu corpo físico. É bem verdade que ela também pode ter pedido para nascer com determinada deficiência, ou mesmo ter solicitado que algo lhe acontecesse no transcorrer da vida física com um fim útil qualquer. O propósito de uma deformação física mais severa é sempre o de resgatar compromissos do passado. De um modo ou de outro,
as anomalias físicas têm origem no livre arbítrio do próprio Espírito.Um exemplo de fatalidade: uma criança que nasça com algum problema. A sua deficiência é um efeito resultante de uma
causa passada, e essa causa veio das escolhas que esse espírito fez utilizando-se da sua liberdade de decisão. Essa criança não nasce com problemas físicos porque algo “deu errado” na gestação ou no parto. Não, esse espírito já viria a nascer com problemas físicos, resultado de uma causa pretérita e geradora do problema atual.
Mesmo quando acontece uma negligência de um profissional ou da organização do hospital, ainda assim não há surpresa para os mensageiros responsáveis pelo processo da reencarnação. Só nasce com problema o espírito que estava previsto assim nascer. Caso contrário, a falha humana ali ocorrida será compensada
pelo mundo espírita. Não nasce com problemas quem não deveria assim nascer.
Nada “sai errado” para o planejamento espiritual.
Outro exemplo: uma futura mãe, ao usar drogas, cria uma circunstância adversa ao processo reencarnatório. Um espírito que já deveria nascer com deficiência orgânica poderá ser conduzido àquela mãe.
Entretanto, se forem diferentes os objetivos espirituais, seu filho nascerá sadio. No comando não está uma mãe irresponsável, mas os responsáveis pelo desenvolvimento das criaturas na Terra.
É comum a fatalidade ser compreendida como algo ruim, mas não necessariamente o destino é algo ruim, é apenas um destino, algo que seria fatal que viesse a acontecer.
Por exemplo: para um futuro atleta, que tem no seu destino atuar, com êxito, no mundo do futebol, será fatal que seu corpo venha com os requisitos necessários que lhe possibilitarão tornar-se esse grande atleta. Próximo do objetivo a que seu destino lhe ajudou a chegar, vem o mundo moral, totalmente indefinido, e esse atleta
se entrega aos excessos, e aí as consequências começam a traçar um novo rumo. Observe que era fatal que o seu físico viesse apropriado ao que iria executar, mas suas decisões são soberanas, capazes de mudar o curso de sua vida, de alterar seu destino.
Por essa razão, os Espíritos da Codificação concluem na questão 853 de “O Livro dos Espíritos” que fatal mesmo só o instante da morte. Ensinam que o livre-arbítrio é tão poderoso que pode mudar acontecimentos pré-determinados, até diante da morte. Quando soa a sua chamada, é necessário curvar-se a essa força irresistível.
Sabe-se que a hora da morte pode ser antecipada por decisão da própria criatura. É o livre-arbítrio, com seu poder, atuando sobre a mais fatal das fatalidades.
Uma pessoa pode antecipar sua partida do invólucro físico, devido às suas decisões imprudentes, pelos seus vícios, pelo rumo que dá à vida, sem respeito à Lei de Conservação, patrimônio do seu inconsciente. O poder da liberdade de escolha é tão respeitado nesse Universo que mesmo a morte se curva diante daquele que decide morrer mais cedo. Pode também, no entanto, por algum motivo importante, receber uma moratória e estender seu período de vida na Terra.Concluímos, portanto, que o espírito participa ativamente do seu destino, seja por ter acertado ou ter errado no pretérito, seja pelas decisões que tomou na vida espírita, antes da reencarnação, seja pelas decisões que vem tomando no decorrer da atual existência.
O livre-arbítrio proporcionará ao espírito a construção da sua felicidade ou fatalmente lhe aprisionará nas consequências dos seus atos equivocados.
É escolher.

George Abreu de Sousa


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MEDNESP 2013




No feriado de Corpus Christi do próximo ano, ocorrerá em Maceió mais um congresso nacional da Associação Médico-Espírita (AME) do Brasil, o Mednesp, que desta vez terá como tema central “Desafios do paradigma médico-espírita no ensino, na pesquisa, na prática clínica”. Entre os 50 expositores convidados, estarão a presidente da AME-Brasil e Internacional, Marlene Nobre, Roberto Lúcio Vieira 
de Souza, Décio Iandoli Júnior, Irvênia Prada, Alberto Almeida e Haroldo Dutra Dias. O Mednesp será realizado nos dias 29, 30 e 31 de maio e 1o de junho, no Centro de Convenções de Maceió, Rua Celso 
Piatti, s/no, Jaraguá, na capital alagoana.
O Mednesp é promovido pela AME--Brasil e a AME-Alagoas. A programação estará disponível em breve na internet, mas inscrições já podem ser feitas em 
http://mednesp2013.amealagoas.com.br

 No endereço também é possível realizar, mas só até 28 de fevereiro, a inscrição de trabalhos científicos.


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Não foi no Centro Espírita!





A finalidade essencial do Espiritismo é a melhoria das criaturas

Se você indagar de qualquer pessoa que exerça a função de caixa num supermercado, farmácia, padaria etc. sobre onde aprendeu o procedimento de registrar a compra do cliente e sua quitação com dinheiro vivo, cartão de crédito ou cheque, cada modalidade com suas características próprias de encaminhamento e processamento, ela não dirá que foi na escola, mas sim na própria rotina de trabalho, através de alguém que lhe repassou o conhecimento.
O mesmo exemplo pode ser ampliado para outras práticas profissionais, onde o aprendizado ocorre na própria prática da atividade.
E o mesmo raciocínio também ocorre na prática espírita das instituições. Sempre houve alguém que repassou o conhecimento, orientou e encaminhou, com sua experiência, alguém que inicia e começa a trabalhar na seara espírita.
Essa transmissão de conhecimento, todavia, está sujeita aos condicionamentos, vícios e pontos de vista alcançados na compreensão dos postulados do Espiritismo.
Assim como a Escola deveria possuir estrutura para transmitir a experiência da preparação profissional, ao invés de se deterem apenas na transmissão do conhecimento (nem sempre devidamente assimilado), as instituições espíritas possuem objetivos definidos e claros de serem os construtores e geradores do conhecimento, mas nem sempre esta é a realidade que se apresenta.
Muitas vezes, limita-se à transmissão de informações com base em pontos de vista pessoais, sempre sujeitos aos equívocos de entendimento, vícios e condicionamentos a que todos, alunos em aprendizado que somos, estamos sujeitos.
Por esta razão surgem as deturpações e práticas incoerentes, frutos diretos da inexata compreensão do Espiritismo, de seus fundamentos e objetivos, misturando-se misticismos, hábitos estranhos à Doutrina, disputas, vaidades e seus consequentes desdobramentos.
Embora pareça paradoxal, referidas crises existentes nas instituições são naturais e benéficas, porque elas proporcionam crescimento e aprendizado, levando à busca dos verdadeiros parâmetros. Mas é fato real que muitas afirmações e práticas não foram transmitidas no centro espírita, embora sua tribuna e estrutura, possivelmente, tenham sido utilizadas. Foram transmitidas na ausência do conhecimento, através de nossos equívocos de entendimento.
A construção do conhecimento solicita debates, questionamentos, troca de informações, análise ponderada de conceitos, dispensa de preconceitos, entendimento correto de palavras, parágrafos, gramática e, mesmo, é óbvio, a exata compreensão do Espiritismo e seus fundamentos. Referidos conhecimentos, para serem adquiridos e assimilados, e, portanto, construídos interiormente, requerem firmeza e perseverança dos grupos e seus integrantes, pois a mera transmissão de informações assemelha-se a alguém que abrisse o próprio cérebro e colocasse sua massa cerebral para distribuir...
Vejamos, todavia, com bons olhos, esse conflito e aparente disparate na diversidade de entendimento e práticas. Isso é salutar.
Faz-nos pensar, convida à reflexão e oferece a multiplicidade das experiências para que, igualmente, elas sejam analisadas.
Mas há que se ater ao momento aflitivo com que se depara a Humanidade. O instante presente solicita “menos competição e mais cooperação. Esta deve ser a preocupação de todos os espíritas sinceros, a fim de transferir a Doutrina para as futuras gerações, conforme a receberam do Codificador e dos seus iluminados trabalhadores das primeiras horas”, como acentua o Espírito Vianna de Carvalho e outros Espíritos-espíritas, na oportuna mensagem “Campeonato da Insensatez”, publicada pela revista “Reformador”, páginas 8 a 10 da edição de Outubro de 2006, na psicografia de Divaldo Franco.
É que, acentua o Espírito: “Estais comprometidos, desde antes da reencarnação, com o Espiritismo que agora conheceis e vos fascina a mente e o coração. Tende cuidado! Evitai conspurcá-la com atitudes antagônicas aos seus ensinamentos e imposições não compatíveis com o seu corpo doutrinário. Retornar às bases e vivê-las qual o fizeram Allan Kardec e todos aqueles que o seguiram desde o primeiro momento é dever de todo espírita que travou contato com a Terceira Revelação judaico-cristã, porque o tempo urge e a hora é esta, sem lugar para o campeonato da insensatez”.
“Pois (e vale muito transcrever mais este parágrafo) – continua o Espírito –,não se dispõe de tempo (...) para a assistência aos sofredores e necessitados que aportam às casas espíritas, relegados a segundo plano, nem para a convivência com os pobres e desconhecedores da Doutrina, que são encaminhados a cursos, quando necessitam de uma palavra de conforto moral urgente... Os corações enregelam-se e a fraternidade desaparece”.
Não é, pois, no Centro que surgem tais dificuldades. É dentro de nós mesmos, Espíritos-espíritas, encarnados mesmo (embora integrantes das instituições), necessitados todos da autêntica compreensão dos autênticos objetivos do Espiritismo, que não são outros senão os indicados no item 292 de O Livro dos Médiuns“Não esqueçais que o fim essencial, exclusivo, do Espiritismo é a vossa melhora...”.
Tratemos, pois, com a máxima urgência, de nos adequarmos ao Espiritismo e não tentarmos adequar o Espiritismo ao nosso estreito, limitado e imperfeito ponto de vista pessoal, nem sempre coerente com o autêntico conhecimento à nossa disposição.
          

ORSON PETER CARRARA 
orsonpeter@yahoo.com.br 

Matão, São Paulo (Brasil) 
  



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AS PROVAS DA REENCARNAÇÃO






A reencarnação não é uma invenção do Espiritismo, porque, como toda lei natural a qual estão submetidos os espíritos criados por Deus, ela foi percebida pelo homem desde suas mais antigas civilizações. 
No Ocidente, pode ser novidade a idéia da pluralidade das existências, mas no Oriente não. A prova disso está no texto encontrado pelo pesquisador da história do Egito, Picone-Chiodo, escrito cerca de três mil anos antes de Cristo, que dizia: “Antes de nascer à criança viveu, e a morte não é o fim. A vida é um evento que passa como o dia solar que renasce”. 
Entre os hindus, o princípio da reencarnação era ensinado 1.300 anos a.C. pela filosofia dos Vedas, com o nome de metempsicose. Na Grécia antiga, a tese reencarnacionista 
(palingenesia) teve largo curso, relatando-se inclusive que Pitágoras se recordou de várias de suas existências anteriores, inclusive reconhecendo um escudo que dizia ter usado na guerra de Tróia, quando seu nome era Euforbus.

PERFEIÇÃO ESPIRITUAL 
A reencarnação, segundo a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, é a volta do espírito a um novo corpo de carne que nada tem a ver com o anterior. Isto é, a alma que não se 
depurou em uma vida corpórea recebe a prova de uma nova existência, durante a qual dá mais um passo na senda do progresso. É por essa razão que passamos por muitas existências. 
Se somos seres imortais, tendentes à perfeição, certamente os poucos anos de uma vida física são insuficientes para a aquisição das experiências necessárias ao nosso aperfeiçoamento. 
Senão, ficaria sem sentido a afirmativa de Jesus: “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celestial”. 
Não é somente na Terra que reencarnamos; podemos viver em mundos diferentes. As reencarnações que passamos aqui não são as primeiras nem as últimas; são, porém, as mais materiais e bastante distantes da perfeição. A alma pode viver muitas vezes no mesmo globo e só pode passar a reencarnar em mundos superiores quando haja alcançado condição suficiente para 
tal. 
PROVAS CIENTÍFICAS DA REENCARNAÇÃO 
Todavia, a reencarnação, antes de ser mera questão doutrinária, assenta, pois, seu fundamento na palavra de Jesus e na própria Bíblia, sem falar na comprovação do fenômeno reencarnatório pela pesquisa científica, hoje de amplo domínio público. 
O parapsicólogo indiano Hamendra Banerjee pesquisou mais de 1.200 casos de pessoas que tinham nítidas lembranças do que foram em vidas anteriores, ou seja, desde o local onde tinham vivido no passado até nomes de parentes, passando por seus próprios nomes, apelidos e 
fatos acontecidos com elas. Esses dados foram devidamente checados por Banerjee comprovando a reencarnação, embora tenha ele admitido que é possível alguém recordar-se de outras vidas através de uma memória extracerebral. No entanto, para nós, espíritas, essa 
memória, que sobrevive à morte do corpo físico e volta a existir em outra roupagem carnal, chama-se espírito reencarnado. 
Um fato observado pelo professor Banerjee, na época diretor de pesquisas do Instituto Indiano de Parapsicologia, trata da reencarnação em sexos opostos. Gnana, com três anos de 
idade, afirmava ter sido o menino Tiillekeratne, que morrera aos 11 anos. Quando levada a casa em que morara na outra vida, a menina ficou muito contente ao reconhecer a irmã e manifestou aversão ao irmão com quem brigara pouco antes de morrer. Outro caso pesquisado foi o de Nejati, que dizia ser Nagib Budak. O morto e o reencarnado moravam à distância de 75 
quilômetros. Najib fora assassinado com uma punhalada. O menino Nejati nasceu com a marca 
do ferimento da punhalada recebida na outra encarnação. Ele também reconheceu casas e parentes da vida anterior. 

CRIANÇAS SUPERDOTADAS
Como explicar, sem a reencarnação, o caso do pequeno Sho Yano, de nove anos? Apesar 
da pouca idade, ele já sabe o que pretende ser quando crescer: médico. A diferença é que, ao 
contrário das outras crianças, ele não terá de esperar muito por isso. O garoto franzino, de 1,31 
metro, acaba de entrar na Universidade de Loyola, em Chicago, Estados Unidos, onde estudará 
Medicina. Daqui a quatro anos será doutor. Descendente de japoneses e coreanos, Yano é um 
gênio, e daqueles brilhantes. Tanto que seu coeficiente intelectual (QI) supera o índice máximo de 
200 pontos. Graças à sua genialidade, ele se tornou o mais jovem universitário dos Estados 
Unidos. 
Matthew Marcus, de doze anos de idade, residente em White Piains, subúrbio de Nova 
Iorque, é o mais jovem estudante deste século do college norte-americano. Autodidata em 
Matemática, Química e Física, em dois anos completou os seis anos da high school. 
Por conselho dos professores, os pais de Matthew decidiram matriculá-lo numa escola 
superior. Hoje, seus colegas de classe são rapazes e moças de mais de 18 anos. Comporta-se 
normalmente como um menino da sua idade, diferenciando-se apenas quando penetra na 
intimidade dos livros de Cálculos Avançados, Mecânica, Física, Química, etc.
Em virtude do crescente número de crianças com grau de inteligência superior à média 
comum, tem-se desenvolvido muito a pesquisa em torno das prováveis origens desse fenômeno. 
Sobre o assunto, existem duas teses mediante as quais a ciência acadêmica tem procurado 
explicar a existência de superdotados. 
A primeira delas é a da  hereditariedade genética, isto é: pais superinteligentes gerariam 
filhos superinteligentes. A segunda tese atribui o fenômeno ao que chama de hipoxemia cerebral: 
crianças nascidas de partos difíceis teriam, em decorrência disso, as células cerebrais 
estimuladas, e disso decorreria um quociente de inteligência superior. 
Ambas têm cunho materialista e nenhuma vai a fundo na questão. Nenhuma tem a coragem de examinar o problema à luz de uma  filosofia que considere o homem como algo 
transcendente à matéria. Só a teoria reencarnacionista pode abrir à Ciência caminhos mais seguros para uma investigação eficiente acerca desse e de outros fenômenos da mesma natureza. Em sua milenar sabedoria, Sócrates afirmava que “aprender é recordar”. 
Léon Denis, abonando a tese espírita de que a inteligência é atributo do espírito e não da matéria, lembra gênios que foram pais de néscios, como Marco Aurélio que gerou Cômodo. Todos nós conhecemos filhos de excepcional inteligência, tendo por pais pessoas absolutamente 
comuns, ou vice-versa. E nem todos os casos decorrem de partos difíceis. 
A REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA 
Entre os judeus, a crença da reencarnação era geral. Textos do Velho Testamento e do Evangelho de Jesus aludem à reencarnação com o nome de ressurreição. 
A primeira passagem em que Jesus admitiu  o renascimento em outro corpo ocorreu quando revelou, a dois enviados de João Batista, que este era “o Elias que havia de vir”, ou seja, 
a reencarnação de Elias. Com isso, Jesus confirmou explicitamente o retorno do espírito a um novo corpo de carne, que nada tem a ver com o anterior, confirmando assim as profecias registradas no Velho Testamento acerca do retorno de Elias, como seu precursor. É importante 
esclarecer que a última profecia a esse respeito encontra-se no versículo 5, capitulo 4, do Livro de Malaquias. 
A segunda vez em que Jesus nos fala de reencarnação foi no Monte Tabor, após a sua 
transfiguração, estando presentes Pedro, João e Tiago. Nessa oportunidade, segundo o relato de Marcos, Ele conversou com os espíritos de Elias e Moisés materializados. 
Isso se deu quando os apóstolos, ao descerem do  Monte Tabor, procuraram obter de Jesus um esclarecimento para a seguinte dúvida: se os fariseus e os escribas, intérpretes das escrituras, declaravam que Elias ao voltar desempenharia a missão de precursor do Messias, isto 
é, desempenharia sua missão antes de Jesus e que Elias estava no mundo espiritual, logo Jesus não seria o Messias esperado. Diante desse questionamento, o Mestre respondeu sem rodeios: 
“Mas digo-vos que Elias já veio, e fizeram dele quanto quiseram, como está escrito dele”. 
Ao receberem essa resposta, eles deduziram que o espírito Elias havia reencarnado como João Batista, que, em virtude de ter sido degolado, a mando de Herodes, já havia retornado à espiritualidade. Tudo isso se confirma com o registro de Mateus sobre a conclusão a que os apóstolos chegaram: “Então os discípulos compreenderam que Jesus tinha falado de João Batista”. 
JESUS E NICODEMUS 
A terceira passagem na qual Jesus também se refere à reencarnação foi no diálogo estabelecido com Nicodemus. Ao ser questionado pelo Doutor da Lei sobre o que seria necessário para alcançar o “reino dos céus”, em outras palavras  a perfeição espiritual, Jesus sentenciou: 
“Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”. 
Diante desta resposta, diz Nicodemus: “Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer pela segunda vez?”. 
E Jesus redargüiu entre outros esclarecimentos, afirmando: “... Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo”. 
PAULO DE TARSO E A REENCARNAÇÃO
Quanto ao fato de o apóstolo Paulo ter dito que “os homens devem morrer uma só vez, depois do que vem o julgamento”, entendemos que ele, ao expressar-se dessa forma, não pretendeu de maneira alguma negar a reencarnação, pois é evidente que estava se referindo à 
morte do corpo físico e não à da alma, pois ela, de fato, não morre nem uma vez; é claro que ele não poderia ter dito tal absurdo, levando-se em consideração que o Apóstolo dos Gentios tinha plena convicção da imortalidade. 
JUSTIÇA DIVINA 
Sob o aspecto moral, como explicar os mecanismos da Justiça Divina sem a reencarnação, ante tão gritantes diferenças sociais, físicas e intelectuais facilmente perceptíveis entre as criaturas, filhas do mesmo Pai Celestial? Eis porque aqueles que hoje levam a miséria a 
muitos dos seus irmãos em humanidade, voltarão à Terra em condições de extrema pobreza. 
Aqueles que tiraram a vida de seus semelhantes reencarnarão amanhã, exibindo as chagas da lepra ou experimentando as dores do câncer. É o funcionamento da lei de causa e efeito, ou melhor, é a aplicação do “a cada um será dado segundo as suas próprias obras”. 
Enfim, com a reencarnação temos a certeza de que depois da morte continuaremos a viver, e retornaremos a um novo corpo físico tantas vezes sejam necessárias, até que, pelos degraus abençoados da evolução, atinjamos a perfeição espiritual. 
Diante de todas essas evidências é que o Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, enunciou a máxima: “nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, esta é a lei”. 

Gerson Simões Monteiro 
é Presidente da Fundação Cristã-Espírita 
Cultural Paulo de Tarso 
e-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br
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