Pesquisar Assuntos Neste Blog

Tua Harmonia




Para que vivas em harmonia com os outros e estes contigo, necessitas manter um programa pessoal, mínimo que seja indispensável aos resultados felizes.
A pessoa que vive bem com as demais conseguiu desenvolver um espírito de cooperação, grande naturalidade em dar como em receber.
Pequenos e simples atos de consideração constituem a primeira regra para um bom relacionamento humano e social...
Se desejas realmente viver em harmonia, tenta:
Ser paciente
A pressa é inimiga da amizade, gerando pressão em relação aos outros e descontrole em quem cultiva.
Desse modo, organiza todos os teus momentos, de forma que não necessites viver em agitação ou ansiedade, levando insegurança aos demais.
Relaxa-te e confia que chegará o teu momento, no instante apropriado.
Ser caridoso.
Todos necessitam de ajuda.
Usa a tua palavra para levantar os ânimos debilitados, estimular as novas lutas.
Não critiques nem leves ao ridículo a ninguém, nem mesmo quando em tom de brincadeira.
Reparte gentilezas de acordo com as necessidades de cada criatura.
Um coração caridoso é uma ilha onde a felicidade reside.
Ser amoroso.
O teu amor deve alargar-se e não restringir-se, diminuindo o campo de ação.
Num mundo carente, toda baga de amor é como raio de luz dissipando a treva e apontando rumo.
Rompe os teus bloqueios, teus receios e limites e deixa que o amor te conduza, fluindo de ti para os demais.

Cooperando e confiando no bem, tens a diretriz para a tua harmonia em relação a ti próprio e a todos os demais..

Autoria
Livro Psicografado por Divaldo Pereira Franco
Espírito Joanna de Ângelis
Extraída do Livro Filho de Deus


Leia mais

As duas dores do amor





Existem duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de se tornar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar. É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita.
É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo. Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.
E só então a gente poderá amar, de novo!!!




Por Martha Medeiros


Leia mais

Demonstrações do Céu



“Disseram-lhe, pois: que sinal fazes tu para que o vejamos, e creiamos em ti?” – (João, 6:30.)


Em todos os tempos, quando alguém na Terra se refere às coisas do Céu, verdadeira multidão de indagadores se adianta pedindo demonstrações objetivas das verdades anunciadas.
Assim é que os médiuns modernos são constantemente assediados pelas exigências de quantos se colocam à procura da vida espiritual.
Esse é vidente e deve dar provas daquilo que identifica.
Aquele escreve em condições supranormais e é constrangido a fornecer testemunho das fontes de sua inspiração.
Aquele outro materializa os desencarnados e, por isso, é convocado ao teste público.
Todavia, muita gente se esquece de que todas as criaturas do Senhor exteriorizam os sinais que lhes dizem respeito.
O mineral é reconhecido pela utilidade.
A árvore é selecionada pelos frutos.
O firmamento espalha mensagens de luz.
A água dá notícias do seu trabalho incessante.
O ar esparge informações, sem palavras, do seu poder na manutenção da vida.
E entre os homens prevalecem os mesmos imperativos.
Cada irmão de luta é examinado pelas suas características.
O tolo dá-se a conhecer pelas puerilidades.
O entendido revela mostras de prudência.
O melhor demonstra as virtudes que lhe são peculiares.
Desse modo, o aprendiz do Evangelho, ao solicitar revelações do Céu para a jornada da Terra, não deve olvidar as necessidades de revelar-se firmemente disposto a caminhar para o Céu.
Houve dia em que a turba vulgar dirigiu-se ao próprio Salvador que a beneficiava, perguntando: – “que sinal fazes tu para que o vejamos, e creiamos em ti?”
Imagina, pois, que se ao Senhor da Vida foi dirigida semelhante interrogativa, que indagação não se fará do Alto a nós
outros, toda vez que rogarmos sinais do Céu, a fim de atendermos ao nosso simples dever?

Livro: Fonte Viva, Chico Xavier

Leia mais

O direito de viver



Por   Luiz Julião Ribeiro

  
É cediço que o ser humano recebe do supremo Dispensador do universo incontáveis recursos naturais que compõem a essência de sua vida.
Entre tais recursos destaca-se o direito de viver como o mais fundamental entre todos, por ser o pressuposto dos demais recursos passíveis de serem usufruídos pelo ser humano.
Antes, porém, de adentrar na análise do tema propriamente dito, para maior clareza desta relevante questão, convém perguntar o que seria mesmo o ser humano ou, por outra, quais são seus componentes.

Ser humano é o ente que resulta da união entre o Espírito e o corpo humano, sendo aquele o ser essencial para o qual a vida humana é o objeto, e este último, o corpo, o ser instrumental, destinado a proporcionar ao Espírito os meios de atingir seus elevados fins: a perfeição. À frente do direito de viver na matéria, pressupõe-se o acesso à vida física, como a mais rica experiência do Espírito numa determinada fase de sua trajetória evolutiva, à semelhança de enorme parcela de Espíritos reencarnados no planeta Terra.

No atual estágio evolutivo da humanidade terrestre, não se pode mais realizar a análise deste tema – o direito de viver –, com o mínimo de profundidade, se não se levar em conta o ser espiritual que anima o corpo humano e que é, sem contradita, o ser real, essencial e o verdadeiro destinatário da vida humana na Terra.

Assim, por meio da indução, somos racionalmente levados à mais elementar conclusão de que a vida terrena não se restringe à mera satisfação das necessidades inerentes ao corpo físico, sob pena de reduzirmos os mais elevados, fundamentais e altruísticos sentimentos e valores humanos a uma quimera a ser decomposta pelas reações químicas num túmulo fétido ou reduzida a cinzas num forno de cremação, em que as mais caras e puras afeições não passariam de momentos fugazes e não valeriam mais do que um apetitoso prato de iguarias, solapando pelas raízes qualquer fio de esperança; reduzindo o ser humano a uma vida de cálculo, sem a menor perspectiva; embrutecendo todas as relações, em que o certo e o errado, o bem e o mal, perderiam qualquer razão de ser.

Por isso, o que levaremos em conta na nossa reflexão será principalmente o Espírito e não o corpo físico, porque nossa singela abordagem será realizada pela ótica eminentemente espírita, apesar do nosso mais profundo respeito a todos os ramos do conhecimento humano, que também oferecem fundamentados argumentos sobre o assunto, principalmente se ventilado sob ótica diferente.

O Espiritismo tem em seu conteúdo, como fonte principal, as revelações feitas pelos Espíritos superiores, encarregados por Jesus Cristo de resgatar o real sentido, a pureza e a simplicidade de sua mensagem divina e confirmá-la, em consonância com os avanços intelectuais, alcançados pela humanidade do nosso tempo. Assim, na questão 880, de O livro dos espíritos, Kardec pergunta aos Espíritos encarregados das revelações:
Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
“O de viver. Por isso é que ninguém tem o direito de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.”

Os Espíritos deixam claro que, ao se tirar a vida de alguém, o mal maior não é o de simplesmente eliminar o fio da vida física, mas os incalculáveis prejuízos decorrentes desse ato, conforme se pode extrair da resposta dada à pergunta 746:

É crime aos olhos de Deus o assassínio?

“Grande crime, pois aquele que tira a vida ao seu semelhante corta o fio de uma existência de expiação ou de missão. Aí é que está o mal.”


Isso se explica porque é fato que todos morreremos um dia, sendo, porém, necessário que a morte ocorra, em qualquer circunstância, no tempo prescrito por Deus, para que o Espírito possa atingir seus objetivos predeterminados a realizar no corpo, usufruindo integralmente dos seus benefícios.

O grau de maturidade moral e intelectual que o homem mediano atingiu na Terra não mais permite conceber que a vida humana seja a manifestação de um fenômeno fortuito, sem objetivo e sem justa causa, por isso é imprescindível e urgente aprofundar a visão.

Na questão 132, pergunta-se aos Espíritos:
Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da Criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”


Importa destacar que os Espíritos responderam às perguntas de acordo com o grau de progresso atual da humanidade terrena, pois o planeta Terra encontra-se num grau evolutivo emque a reencarnação do Espírito tem objetivos delimitados e voltados para atender as suas necessidades atuais, razão por que, na questão 167, os Espíritos esclarecem sobre o fim que se objetiva com a reencarnação, nos seguintes termos:

Qual o fim objetivado com a reencarnação?
“Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isto, onde a justiça?”


Assim, quem tem um objetivo, um propósito, uma necessidade de viver na Terra não é o corpo físico, mas o Espírito que o anima e que necessita dar mais um passo na direção do seu aperfeiçoamento. Quando, portanto, se impede que um corpo nasça na Terra, frustram-se os objetivos do Espírito que necessita reencarnar. Para melhor compreensão, lembremos que a Terra, no atual estágio evolutivo, é uma escola, um hospital, uma oficina de trabalho, um campo de pesquisa, uma sagrada oportunidade de convivência social, psicológica e sentimental do mais alto valor para a evolução moral e intelectual do Espírito.

Diante do exposto, impedir um ser humano de nascer é fechar, para o Espírito que deseja e necessita ardentemente aprimorar-se, as portas de acesso ao conhecimento, à saúde, ao trabalho, à convivência social, ao exercício do amor que a vida num corpo físico pode proporcionar.
A propósito, respondendo à pergunta 357, os Espíritos elucidam nos seguintes e precisos termos:

Que consequências tem para o Espírito o aborto?
“É uma existência nulificada e que ele terá de recomeçar.” 


Observamos que o mal decorrente desta ação não se resume em simplesmente impedir a manifestação da vida, por matar um corpo, mas arruinar, comprometer toda uma existência de alvissareiras perspectivas para o Espírito, o que torna a ação muitíssimo mais grave.

Assim, inúmeras consequências poderão advir para os responsáveis pela prática do aborto. Porque é necessário indagar, também, qual será a atitude que adotará o Espírito que é rejeitado, impedido covarde e egoisticamente de exercer o legítimo direito que Deus lhe outorgou. Não se trata de ameaças, mas de convite à responsável reflexão, porque não somos mais uma sociedade de Espíritos primitivos. Temos o dever de assegurar ao outro o direito que nos foi garantido.

Imaginemos uma sociedade que impedisse suas crianças de ter acesso à escola, seus doentes de receber o auxílio hospitalar, seus cidadãos da oportunidade do trabalho dignificante? Por mais passivas que sejam essas criaturas, nada impedirá que gravíssimas e naturais consequências destas atitudes recaiam sobre seus responsáveis, bem como sobre toda a sociedade, não significando de modo algum castigo de Deus, mas reação pura e simples da lei natural de causa e efeito.

Estamos num estágio de evolução, repetimos, em que não mais podemos sequer cogitar de corrigir um mal praticando outro igualmente hediondo e muito mais irracional, cruel e monstruoso, num verdadeiro atestado de incapacidade ou mesmo de má vontade de buscar as soluções pela aplicação do amor ao bem, sob as luzes infinitas da sabedoria, filha direta da inteligência...
Somente conhecendo a natureza, os fins, as causas e os efeitos que regem a vida, seremos capazes de preservá-la, agindo de conformidade com os superiores objetivos do Criador, baseados no amor, na sabedoria e no bem.


Referência:

KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 1. imp. (Edição Histórica). Brasília: FEB, 2013. q. 132, 167, 357, 746 e 880

Leia mais

Vida familiar e profissional de Bezerra de Menezes


 

Luciano Klein relata alguns dados da pesquisa que desenvolve sobre Bezerra de Menezes há 15 anos. O entrevistado é presidente da Federação Espírita do Estado do Ceará, autor de livros espíritas, pós-graduado e docente na área da História.

Reformador: Há alguma nova informação sobre a família de Bezerra?


Klein: À medida que aprofundamos nossas pesquisas sobre a vida do Dr. Bezerra de Menezes, conseguimos descobrir novas informações, por exemplo, a relação de um número cada vez maior de filhos. Do primeiro casamento com Maria Cândida de Lacerda Prego, o casal teve apenas dois garotinhos,Adolfo e Antônio, pois Maria desencarnou, prematuramente, vitimada por uma febre tifoide, em 1863, aos 19 anos. 
Ao consorciar-se com Cândida Augusta, em 1865, irmã materna da primeira esposa, o casal veio a ter mais treze filhos, nove mulheres e quatro homens. Portanto, foi pai de quinze filhos, uma prole considerável como todo nordestino de seu tempo. Como pai de família, era de uma dedicação plena para com os filhos, dando-lhes, em seu tempo, a melhor educação, matriculando-os nos melhores educandários da Corte. Esse zelo e amor pelos seus era, de igual forma, extensivo a outros agregados que passaram a viver sob sua tutela. Exemplo disso foi João Batista de Maia Lacerda, diretor da Federação Espírita Brasileira no início do século passado.Maia Lacerda, natural de Minas Gerais, era sobrinho de Bezerra e, com o consentimento de sua genitora, foi, ainda criança, adotado pelo tio, seguindo-lhe os passos nas atividades espíritas, convertendo-se no seu braço direito.

Reformador: Há alguma curiosidade sobre o dia-a-dia da família?


Klein: Um fato curioso que podemos compartilhar é que o casal Bezerra e Cândida Augusta, na década de 1880, costumava levar os filhos aos estúdios da época, a fim de tirar fotografias. Alguns retratos eram reproduzidos em quantidade e enviados aos seus familiares residentes na Bahia, Rio Grande do Norte, Pará e Ceará. Através de contatos com descendentes de Bezerra no Rio de Janeiro e em Fortaleza, obtivemos algumas preciosas imagens. Conseguimos, entre outras, fotografias de quatro de suas filhas. O interessante é que as meninas posavam para o fotógrafo, individualmente, porém, mesmo aparentando tamanhos diferentes, utilizavam o mesmo vestido.
Reformador: Bezerra passou poralguma prova difícil no ambiente familiar?

Klein: Não obstante as alegrias que desfrutou na companhia dos filhos e da numerosa família, ele passou por provas acerbas. Dos quinze filhos, acompanhou a desencarnação de oito deles. Seu sofrimento foi mais intenso talvez porque, sendo médico, viu-se impotente diante das enfermidades que os vitimaram. Quase todos desencarnaram em decorrência de tuberculose e febre tifoide, doenças fatais naquela época. A década de 1880 foi, provavelmente, a de maior sofrimento para ele. Mesmo tendo abraçado as ideias espíritas e ter, em agosto de 1886, feito seu célebre discurso de adesão ao Espiritismo no salão da Guarda Velha, viu partir muitos dos seus mais caros afetos.
  
Em 1880, sua sobrinha Ursulina, que muito amava. Em 1881, o sogro e amigo, Mariano José Machado. No ano seguinte, D. Fabiana,a mãe querida, falece em Fortaleza. Em 1887 - dois terríveis golpes –, o filho Antônio, o estudante de Medicina sobre quem Bezerra entretece comentários no seu livro A loucura sob novo prisma, com apenas 25 anos, e Maria, de 22 anos, a primogênita do segundo casamento. Em 1888, seu irmão mais velho, Manoel Soares, esteio moral dos Bezerra de Menezes no Ceará. E, ainda em 1889, uma filhinha, Cristiana, de apenas nove aninhos. Apesar dessas duras provas, ele as enfrentou com resignação e serenidade, robustecendo cada vez mais a sua fé...


Reformador:
 Como ele desenvolveu a atividade médica?

Klein: Ao conhecermos um pouco mais de seus trabalhos na área da saúde, surpreendemo-nos com sua grande projeção e fama, não somente em relação aos pobres que assistiria desprendidamente e por amor, ao longo da vida, mas, sobretudo, pela popularidade que seu nome passou a ter mercê do seu talento como esculápio e de sua competência como cirurgião. Logo após concluir a Faculdade de Medicina, seu nome já se evidenciava como discípulo do Dr.Manoel Feliciano Pereira de Carvalho, considerado a figura exponencial da cirurgia no Brasil. Manoel Feliciano fora seu professor, admirador e testemunha de seu casamento com Maria Cândida, em 1858. Ainda nessa década, Bezerra de Menezes, além de trabalhar como médico militar, já era membro da Academia Imperial de Medicina e redator de sua revista. Bezerra teve, também, atuação importante como sócio e presidente da Sociedade Físico-
Química, mais tarde Instituto Médico Brasileiro.
A Sociedade Físico-Química, fundada em 1853 por jovens estudantes de Medicina e instalada em 1854, tinha por finalidade promover o estudo da Física e da Química, ciências importantes, à época, para uma boa formação médica. Desde outubro de 1857, seus trabalhos passaram a ser publicados na Revista da Sociedade Físico-Química. Bezerra foi presidente da Sociedade no biênio 1857-1858 e também um dos membros da comissão de redação de sua revista.
A Sociedade Físico-Química realizou regularmente seus trabalhos até maio de 1858. Durante a gestão de Bezerra, os seus associados, pretendendo aumentar o campo das indagações, resolveram ampliar as finalidades desta Sociedade para abranger o estudo de todas as ciências que faziam parte do conhecimento médico. Dessa forma, em sessão do dia 6 de maio de 1858, a Sociedade foi reorganizada, mudando a denominação para “Instituto Médico Brasileiro”. Bezerra foi escolhido para seu presidente, permanecendo à frente do Instituto Médico Brasileiro até meados da década seguinte, quando a Associaçãodeixou de existir.

Reformador: E sobre a atuação em hospitais?


Klein: No final da década de 1850 e no decênio seguinte, Bezerra de Menezes trabalhou nos principais hospitais e casas de saúde do Rio de Janeiro. De fato, fundou com um colega a Casa de Saúde Godinho & Bezerra, situada no Morro da Saúde e instalada em 1861. Bezerra havia deixado seu emprego no Hospital Militar a fim de seguir a carreira política sem, no entanto, descurar se de suas atividades médicas.
Foi, então, convidado pelo jovem e abastado médico Pedro Ferreira de Almeida Godinho, proprietário desse estabelecimento, para constituir uma sociedade. Godinho fora companheiro de Bezerra na faculdade, tendo concluído seu curso em 1859, três anos após o colega cearense. Bezerra não possuía recursos financeiros que lhe possibilitassem participar dessa sociedade. Foram, decerto, a amizade e a admiração pela sua proficiência médica que motivaram o Dr. Godinho a convidá-lo para seu parceiro nessa empreitada. A sociedade duraria até meados desse mesmo decênio em face da intensificação das atividades de Bezerra na política. A amizade desses dois grandes amigos permaneceria, na Terra, até a desencarnação de Bezerra, em 1900.

Reformador: Fale-nos um pouco mais sobre essa casa de saúde, pois nos parece ser algo inédito nos fatos da vida de Bezerra. 

 
Klein:
 Pesquisando sobre essa clínica, encontramos algumas informações como as que o leitor pode observar em propaganda divulgada, naquele tempo, e que ilustra esta entrevista. Na relação de médicos, constavam os nomes dos mais conceituados da época, inclusive o de seu velho mestre Manoel Feliciano. A Casa de Saúde Godinho & Bezerra localizava-se na Rua da Saúde, em bela chácara onde existia vistoso palacete que pertencera ao rico proprietário de um trapiche do bairro, o fidalgo do Paço, Cândido Rodrigues Ferreira.
Esse prédio fora construído nas fraldas do Morro da Saúde, em terreno elevado e plano, protegido por sólidas muralhas de pedra. Na época, o proprietário da mansão já havia desencarnado e o arrendamento da chácara, localizada na Rua da Saúde, 161, à firma “Godinho & Bezerra” foi feito pela viúva Ferreira com autorização de obras no prédio necessárias à sua utilização como casa de saúde. Curiosamente, pesquisando no Almanak Laemmert os endereços onde Bezerra de Menezes atendia, verificamos em sua edição de 1864, que Bezerra residia na Rua da Saúde, 158. Ele morava numa casa contígua pertencente à própria instituição.Naquele tempo, era bastante comum alguns médicos optarem por morar no hospital onde exerciam suas funções, em razão da excessiva carga de trabalho.

Reformador: Bezerra deixou de clinicar quando exerceu seus mandatos políticos?

Klein: Em hipótese alguma, seu acendrado amor pela Medicina não o permitiu. Bezerra teve sempre uma capacidade extraordinária para realizar múltiplas atividades. Serviu a ilustríssima Câmara Municipal do Rio de Janeiro durante duas décadas, quase ininterruptamente, em mandatos algumas vezes concomitantes aos de deputado geral, que, naquele contexto, eram permitidos pela Constituição vigente. Portanto, conseguiu conciliar suas atividades na vereança, na Câmara dos Deputados e na Medicina. Em 1864, por exemplo, além de suas atividades como vereador e na Casa de Saúde, ele ainda atendia num consultório localizado no primeiro andar da Rua São Bento, 48, onde trabalhava das 9 às 14 horas.

Reformador: 
Sobre os trabalhos na célebre Farmácia Cordeiro, encontrou algo de novo em suas buscas?

Klein: Na Farmácia Cordeiro, originalmente conhecida como Farmácia e Laboratório “A. Cordeiro & Companhia”, Bezerra de Menezes pôde exercer o seu ofício de médico nos últimos quatro anos de sua vida física. Ali, dedicou-se, totalmente, às inumeráveis criaturas sofridas que o procuravam no afã de obterem o lenitivo e o bálsamo reconfortante às suas dores. Naquele lugar, ele foi, em plenitude, um verdadeiro Apóstolo e Médico de Almas. A farmácia era propriedade de Antônio Guilherme Cordeiro e de seu pai José Guilherme Cordeiro, grandes amigos de Bezerra. Integrava, também, a Sociedade da firma o Dr. Fernando Ferreira da Costa que clinicava ao lado do colega cearense.

Porém, a novidade é que descobrimos, nessas buscas, algo que nos surpreendeu sobremaneira: o prédio no qual durante muito tempo, ao longo do século passado e início deste, funcionou a Farmácia Cordeiro, na Rua da Constituição, não era o exato local onde Bezerra, pelo menos fisicamente, realizou o atendimento de sua numerosa clientela. Pesquisando em diversos periódicos, confirmamos ter a farmácia se estabelecido, inicialmente, na Rua Vinte e Quatro de Maio, 116, na Estação Sampaio. Posteriormente, transferiu-se para a Praça Tiradentes, onde permaneceu pouco tempo, passando depois, em 1908, para a sua sede definitiva na Rua da Constituição, 35, depois 45. Com esses novos dados, confirmamos, portanto, que o Dr. Bezerra atendeu seus pacientes no prédio situado na Rua Vinte e Quatro de Maio, pois desencarnou no final do século XIX. Ademais, a drogaria situava-se a poucos metros de sua residência. Nesse período, Bezerra de Menezes, envelhecido prematuramente em decorrência de suas provas acerbas e das noites perdidas em vigílias fecundas, morava na Rua Vinte e Quatro de Maio, 93.
A proximidade da farmácia de sua casa pode explicar, ainda, o fato de ter ele, por vezes, conforme asseveram algumas biografias, clinicado em horários que adentravam pela noite. Em 1900, quando Bezerra desencarnou, a farmácia atendia seus fregueses em dois endereços, um na Rua Vinte e Quatro de Maio e o outro, no primeiro andar da Rua Primeiro de Março, 32, numa área mais comercial. Para fundamentar essas informações, ilustra esta entrevista uma excelente propaganda do Laboratório e Farmácia Homeopáticade A. Cordeiro & Cia, pinçada do Almanak Laemmert de 1900.

Leia mais

A juventude em nossos dias





O mundo atual oferece novos cenários e perspectivas para a juventude: o amplo e precoce acesso às várias formas de mídia, maior acessibilidade ao meio universitário, bem como as preocupações com o preparo profissional e o ambiente de competitividade, ambiências de diversos contextos familiares, manifestações mais espontâneas e abertas, reflexos da chamada globalização, e maior exposição a riscos e viciações.O século XXI se inicia com quadros e perspectivas muito diferentes dos vividos há poucas décadas. É com base nesta nova realidade, que precisamos analisar o tema juventude no seio da Seara Espírita e da sociedade em geral.
Reflexões, análises e reestudos de situações são necessários para se viabilizar a inserção do jovem no Movimento Espírita. Isto significa a integração do jovem nas instituições espíritas aproveitando seu potencial, superando os prejulgamentos com base em experiências, geralmente alimentados por antigos preconceitos relativos à faixa etária.
A base educacional familiar, reforçada pelo favorecimento de orientações e de disponibilização de atividades concretas no Movimento Espírita, constitui forte e marcante preparo do jovem para sua vivência na sociedade.
Em face dos debates da atualidade sobre o equivocado projeto de antecipação da maioridade penal, devemos compreender que o meio mais eficaz para a redução da criminalidade será sempre o da profilaxia de eventuais enganos e erros, com base na proposta educacional, que enfatize a ética, a moral e a religiosidade.
Allan Kardec deixa claro: “Se a ordem social colocou outros homens sob a sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa da sua autoridade para lhes levantar o moral, e não para os esmagar como seu orgulho”.1
A propósito, Emmanuel comenta: “O moço poderá e fará muito se o espírito envelhecido na experiência não o desamparar no trabalho”. E, com base na II Epístola a Timóteo (2:22), conclui: “A mocidade poderá fazer muito, mas que siga, em tudo, a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor”.2
1 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013. Comentário de Allan Kardec à q. 918.
2 XAVIER, Francisco C. Caminho, verdade e vida. Pelo Espírito Emmanuel. 5. imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 151.

Leia mais

Gandhi e o viajante




Conta-se que Gandhi, sempre que viajava de trem pela Índia, comprava passagem de terceira classe. Ali os passageiros, não cultivavam hábitos de higiene, nem de boas maneiras.


Certa ocasião, quando empreendia uma das suas viagens, ele chamou a atenção de um rapaz que viajava junto a ele no mesmo vagão, porque de quando em quando cuspia no chão. Diante da advertência recebia, o moço respondeu indelicadamente e repetiu várias outras vezes o gesto. Gandhi calou-se.


Depois de um bom tempo de viagem, o rapaz pegou no seu violão, e começou a tocar e cantar músicas que exaltavam o grande líder e herói GANDHI.


Quando, finalmente, o trem parou na estação desejada, Gandhi levantou-se preparando-se para descer. O jovem, que também ficaria ali, juntou suas coisas para sair. Na estação, ele percebeu que alguém de certa importância e grande respeito estaria chegando, porque havia uma enorme recepção organizada com músicas instrumentais, fogos de artifício e discurso. Parou para ver . . . Era Gandhi quem chegava . . .


Só quando o viu recebido com tamanha honra e distinção, foi que o rapaz se deu conta que o passageiro a quem havia respondido de maneira tão descortês e insolente, era exatamente aquele que havia enaltecido com tanta veemência através das suas canções. Ele não conhecia Gandhi, mas certamente entendeu que para ele, de nada significaram suas músicas e cântico.


Essa experiência pode muito bem ser aplicada em relação a Deus.



Pois, muitos procuram apresentar-Lhe honra e louvor superficiais, “honram-Lhe com os lábios; e o  coração, porém, está longe Dele.”


Deus tem preferência pelos que o adoram desta ou daquela maneira?
      
— Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, aos que pensam honrá-lo através de cerimônias que não os tornam melhores para os seus semelhantes.
      Todos os homens são irmãos e filhos do mesmo Deus, que chama para ele todos os que seguem as suas leis, qualquer que seja a forma pela qual se exprimam.
      Aquele que só tem a aparência da piedade é um hipócrita; aquele para  quem a adoração é apenas um fingimento e está em contradição com apropria conduta dá um mau exemplo.
      Aquele que se vangloria de adorara Cristo mas que é orgulhoso, invejoso e ciumento, que é duro e implacável com os outros ou ambicioso dos bens mundanos, eu vos declaro que só tem a religião nos lábios e não no coração. Deus, que tudo vê, dirá: aquele que conhece a verdade é cem vezes mais culpável do mal que faz do que o selvagem ignorante e será tratado de maneira conseqüente, no dia do juízo. Se um cego vos derruba ao passar, vós o desculpais, mas se é um homem que enxerga bem, vós o censurais e com razão.
      Não pergunteis, pois, se há uma forma de adoração mais conveniente, porque isso seria perguntar se é mais agradável a Deus ser adorado numa língua do que em outra. Digo-vos ainda uma vez: os cânticos não chegam a ele senão pela porta do coração.


 QUESTÃO 654 DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS


Leia mais

Problemas Humanos



 

Os problemas humanos ou desafios existenciais fazem parte do organograma da evolução.
A criatura pensante é um ser incompleto ainda, em constante processo de aprimoramento, de trans­formações, em prolongado esforço para desenvolver os potenciais psicofísicos, parapsicológicos e mediú­nicos nela em latência.
Aferrada às impressões mais grosseiras do ego, face ao que considera como fatores indispensáveis à sobrevivência — valores materiais que propiciam ali­mentação, vestuário, repouso, prazer e tranqüilidade ante a doença e a velhice — desenvolve o apego e ex­terioriza o sentimento centralizador da posse, manten­do-se em alerta para a preservação desses bens, que lhe parecem de significado único, portanto, essenciais.
Qualquer ameaça, real ou imaginária, que possa produzir a perda, torna-se problema, que logo se in­corpora à conduta, gerando perturbação, desar.
Além desses, outros (problemas) há de natureza psicológica, como heranças reencarnacionistas, que ressumam em forma de fenômenos patológicos, in­quietadores.
Somem-se-lhes os que se derivam do inseguro in­ter-relacionamento pessoal, como decorrencia do que se consigna em condição de imperfeições da alma.
Os problemas enraízam-se, não raro, nos tecidos da malha delicada do psiquismo, avultando-se ou per­dendo o sentido, de acordo com as resistências fortes ou frágeis da personalidade individual.
O que a uns constitui gravame, aborrecimento, a outros não passa de insignificante acidente de percurso que estimula a marcha.
Quanto mais se valoriza o problema, mais vitali­dade se lhe oferece, aumentando-lhe a força de ação com os seus correspondentes efeitos.
Nas personalidades instáveis, normalmente os complexos psicológicos assumem as responsabilida­des pelas ocorrências problematizantes.
Quando algo em que se confia, ou do qual se es­pera resultado positivo, transforma-se em desastre, insucesso, o ego foge, escamoteia-o, por falta de cons­ciência lúcida, afirmando: Eu sou culpado.
A inferioridade psicológica desenvolve o comple­xo em que se refugia, e, mesmo quando em aparente conflito, nele se realiza, justifica-se, deixa de lutar.
Certamente, cada problema merece um tipo de atenção, de cuidado especial para a sua solução. Esse esforço deve ser natural, destituído dos estímulos ne­gativos do medo ou da ansiedade, de modo a analisar a situação conforme se apresente, e não consoante os fantasmas da insegurança desenhem na imagina­ção criativa — refúgio para a irresponsabilidade que não assume o papel que lhe diz respeito.
Em outros temperamentos, quando o problema se converte em dificuldade e ocorrência prejudicial, o ego estabelece: A culpa é do outro; ou da saúde; ou da fa­mília; ou do grupo social; ou da sociedade em geral, ou do destino...
Resolve-se a questão utilizando-se do complexo de superioridade, e mediante esta conduta coloca-se acima de qualquer suspeita de fragilidade, esconden­do-se nas justificativas de incompreendido, persegui­do, infeliz...
Evitando considerar o problema na sua real signi­ficação, passado o momento, compõe a consciência de culpa e esse mesmo ego recorre à condicional dos ver­bos, afligindo-se: Eu deveria ter feito de tal forma; eu poderia ter enfrentado; eu tentaria evitar...
Mecanismos perversos de imaturidade compõem a tecedura protetora do escapismo, para fugir das conseqüências dos problemas, cuja finalidade é tes­tar as possibilidades e valores de cada uma em par­ticular e de todas as criaturas em geral.
O problema humano, portanto, maior e mais ur­gente para ser eqüacionado, é a própria criatura.
Para consegui-lo, mister se torna o amadurecimen­to psicológico, decorrente do esforço sério e bem dire­cionado, do estudo do eu profundo e da sua busca in­cessante, que são as metas existenciais mais urgentes.
Na transitoriedade da condição humana, o eu pro­fundo deve emergir, desatando os inestimáveis recur­sos que lhe são inatos, graças aos quais o psiquismo comanda conscientemente a vida, abrindo o leque imenso das percepções paranormais.
Nesse elenco de registros parapsíquicos desabro­cham os recursos mediúnicos que propiciam o livre trânsito entre as duas esferas da vida: a física e a es­piritual.
Essa dilatação da capacidade parafísica propicia o mergulho do eu profundo — o Espírito — na causalida­de dos fenômenos humanos, assim interpretando, na origem, os problemas que sempre procedem das ex­periências anteriores.
Mesmo quando são atuais e começaram recente­mente, o ser que os enfrenta necessita deles, recupe­rando-se moralmente, trabalhando o amadurecimen­to, porquanto, o estado de infância psicológica de­corre da ausência de realizações evolutivas.
Ninguém permanece vivo sem o enfrentamento com os problemas, que existem para ser resolvidos, oferecendo o saldo positivo de evolução.

O SER CONSCIENTE - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


Leia mais

VOTE AQUI

Postagens Populares

Isto não é Espiritismo - Frases, Fotos e Luzes

Minha lista de blogs

POST POR ASSUNTOS

a (1) ABORTO (9) ADULTÉRIO (1) ALCOOLISMO (1) Allan Kardec (11) ALMA (2) ANENCEFALIA (5) ANIMAIS (4) ANIMISMO (5) ANJOS (2) ANOREXIA (1) ANSIEDADE (1) APARIÇÕES (4) Artigo (524) AS DORES DA ALMA (12) AS DORES DA ALMA;ORGULHO (1) ÁUDIO E VIDEO (2) BIOGRAFIA (12) BULLYING (2) CALUNIA (4) CÂNCER (1) CARÊNCIA (1) CARIDADE (14) CARNAVAL (4) CASAMENTO (6) CASOS (5) CATARINA DE SIENA (1) CENTRO ESPIRITA (3) CHACRA (1) CHICO XAVIER (243) CIRURGIAS ESPIRITUAIS (6) CIUMES (2) CLONAGEM (1) CONVIVER E MELHORAR (7) CREMAÇÃO (1) CRIANÇA INDIGOS (8) CRIANÇAS (8) CULPA (1) DEPRESSÃO (16) DIALOGO COM AS SOMBRAS (28) DIVALDO FRANCO (145) DIVORCIO (2) DOAÇÃO DE ORGÃOS (1) DOENÇAS (8) DORA INCONTRI (12) DOWNLOAD (5) DUENDES (1) EMMANUEL (67) ENTREVISTA (25) EQM (4) ESPIRITISMO (5) ESPIRITO (26) EUTANÁSIA (4) EVENTO (121) EXILADOS DE CAPELA (2) FAMILIA (26) FANATISMO (3) FÉ (2) FEIRA DO LIVRO ESPIRITA (11) FELICIDADE (5) FILHO ADOTIVO (6) FILHOS (22) FILME (36) FINADOS (4) FLUIDO (2) FOTOS (17) GUERRA (2) HOMOSSEXUALIDADE (20) HUMOR (4) INVEJA (2) Joana de Ângelis (100) JORGE HESSEN (24) JORGE HESSEN art (3) LIVRE ARBITRIO (4) LIVRO (56) LIVRO DOS ESPIRITOS (2) LUTO (2) MÃE (3) MÁGOA (5) MALEDICÊNCIA (2) MARILYN MONROE (1) MEDIUM (67) MEDIUNIDADE (83) MELANCOLIA (1) MELINDRE (4) MENSAGEM (375) MESA GIRANTE (2) MÔNICA DE CASTRO (8) MORTE (60) MOURA FÉ (62) MUSICA (6) NILZA AZEVEDO (10) NOTICIAS (236) OBSESSÂO (20) ORGULHO (3) PASCOA (2) PÁSCOA (3) PASSE (9) PEDOFILIA (2) PERDÃO (15) PERISPIRITO (6) PERSONAGEM DA BOA NOVA (6) PINTURA MEDIUNICA (4) POESIA (10) PRECONCEITO (22) PROVAS (13) PSICOGRAFIA (4) QUALIDADE NA PRATICA MEDIUNICA (10) RECOMEÇAR (2) REENCARNAÇÃO (37) REFLEXÃO (104) RELACIONAMENTO (35) RELIGIÃO (1) RENOVANDO ATITUDES (31) S (1) SEMESPI (17) SEXO (14) Síndrome de Down (1) Síndrome do Pânico (1) SOLIDÃO (2) SONAMBULISMO (4) SUICIDIO (11) TATUAGEM (1) TOLERANCIA (3) TÓXICOS (5) TRAGÉDIA (5) TRANSTORNO BIPOLAR (1) TRISTEZA (1) VAIDADE (2) VAMPIRISMO (5) VIAGEM ASTRAL / DESDOBRAMENTO (1) VIDEO (28) VINHA DE LUZ (3) VIOLENCIA (2) ZIBIA GASPARETTO (6)