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Os Enigmas da Morte


Tornar-se um homem de bem é o primeiro passo para quem deseje alcançar a perfeição, porque “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.
O homem bom usa sempre de compreensão e de misericórdia para com o próximo.
Louváveis esforços indubitavelmente se empregam para fazer que a Humanidade progrida. Os bons sentimentos são animados, estimulados e honrados mais do q eu em qualquer outra época. Entretanto, o egoísmo, verme roedor, continua a ser a chaga social. É um mal real, que se alastra por todo o mundo e do qual cada homem é mais ou menos vitima. Cumpre, pois, combatê-lo, como se combate uma enfermidade epidêmica.
Além de combater os vícios que ainda lhe são característicos, deve o Espírito imperfeito lutar contra qualquer subjugação pelas paixões. Aliás, é conveniente fazer uma distinção entre vicio e paixão. Tudo o que é contrário à virtude é vicio, por exemplo, o egoísmo, o orgulho, a vaidade, o exibicionismo, a ira, a maledicência, a hipocrisia, a avareza, o ciúme, a inveja, a preguiça, etc., e os vícios que geram dependência física e psíquica.
Essencialmente a paixão não deveria ser um mal, já que, por definição, a paixão é o “excesso de que se acresceu a vontade, visto que o principio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal”.
As paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado e que se torna perigoso desde que passe a governar.
As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o auxiliam na execução dos desígnios da Providência. Mas, se, em vez de as dirigir, deixa que elas o dirijam, cai o homem nos excessos e a própria força que, manejada pelas suas mãos, poderia produzir o bem, contra ele se volta e o esmaga.
A paixão, propriamente dita, é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento.
Compreendemos, portanto, que combatendo os vícios e não se deixando dominar pelas paixões, o homem consegue caminhar em direção à perfeição. Evidentemente, que isto não é tarefa que se realizará de um momento para outro. Conhecidas as causas, o remédio se apresentará por si mesmo. Só restará então destruí-las, senão totalmente, de uma só vez, ao menos parcialmente. Poderá ser longa a cura, porque numerosas são as causas, mas não é impossível. Contudo, ela só se obterá se o mal for atacado em sua raiz, isto é, pela educação, não por essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas pela quem tende a fazer homens de bem. A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte der manejar os caracteres, como se conhece as de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação.  

Autor:FEB
Fonte:ESDE - Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

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O que faço comigo?




Desafios não são adversários. Transformo-os em
 continentes que devo desbravar e conquistar

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        Iniciaremos este estudo com a citação do evangelista Mateus, 5:24: “Reconcilia-te depressa com o teu adversário”. Então perguntamos: quem são nossos adversários? O patrão, o vizinho, o lanterneiro, a cozinheira, o dirigente... E assim vai, por uma infinidade de pessoas e circunstâncias que dia a dia ombreiam conosco o caminho e que podem nos perturbar a paz. Sabemos que não temos o direito e nem a possibilidade de mudarmos quem quer que seja. Estamos todos, como diz Fritjof Capra, “... na teia da vida, interagindo mutuamente, interdependentes e individuais ao mesmo tempo”. Neste bailar de acontecimentos não nos cabe imputar a ninguém os espinhos que porventura nos atingem. Os espinhos são, antes de qualquer coisa, companheiros adequados aos nossos momentos. Sabemos que nesta “Teia da Vida” estamos construindo e destituindo simultaneamente. Destituindo complexos emocionais perniciosos que assomando do nosso inconsciente perturbam o consciente obrigando-o, em muitos casos, a situações e comportamentos indesejados. Ao mesmo tempo estamos construindo o nosso futuro, a partir de posturas outras, ligando-nos a avanços intelecto-morais, de conformidade com o que nos aconselha Kardec quando diz: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pelo muito que faz para domar suas más inclinações”.
            Ora, se não posso imputar no outro minhas agruras e se devo domar minhas más inclinações, devo, pois, reconciliar-me comigo mesmo, quem sabe meu maior adversário. Para tal necessito conhecer-me melhor, a partir da minha constituição mental e dos arquivos que trago que cultuo ou que incomodam. Estamos vindo de um passado gigantesco onde paulatinamente avançamos, num caminhar lento, progressivo e espetacular. Dormimos no mineral, como disse Léon Denis. A questão 540 de “O Livro dos Espíritos” cita que: “... É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo”. Virtuosamente viemos evoluindo passando depois pelo reino vegetal sonhando com algo que nos tornasse coesos e prontos a vivermos com consciência. Movimentamos, a seguir, pelo reino animal, desde os primeiros instantes nos oceanos até a grandiosa marcha pelas montanhas, vales e reinos outros que nos capacitaram ao despertamento quando chegamos ao homem. Imaginamos aí a gama de arquivos que construímos ao longo desse período a partir de um arquétipo primordial. André Luiz no livro: Evolução em Dois Mundos, encerrando o terceiro capítulo nos diz, após uma análise do tempo de viagem da mônada divina pelos reinos atrás que: “Contudo, para alcançar a idade da razão, com o título de homem, dotado de raciocínio e discernimento o ser, automatizado em seus impulsos, na romagem para o reino angélico, despendeu para chegar aos primórdios da época quartenária, em que a civilização elementar do sílex denuncia algum primor de técnica, nada menos de um bilhão e meio de anos”. Agora, no homem, estamos nos construindo para chegarmos à santidade - caminho natural. Assim sendo e com os apontamentos espíritas que nos remetem ao Evangelho de Jesus necessitamos parar as correrias para fazermos uma análise de nós próprios no tocante ao que já conseguimos de bom e ao que necessitamos realizar para que nossas vivências sejam proveitosas em termos de aprimoramentos ético-morais de consequências religiosas. Ideal religião professada no íntimo de cada um de nós numa relação direta com o Pai.
            Não raro encontramos nessas pesquisas pessoais os complexos das culpas e dos medos. Segundo Joanna de Ângelis, ínsito em seu livro “Conflitos Existenciais” no capítulo seis: “A culpa é o resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro, em forma de sensação de algo que foi feito erradamente”. Ainda a própria mentora e no mesmo livro, capítulo três diz: “A raiva é um sentimento que se exterioriza toda vez que o ego sente-se ferido, liberando esse abominável adversário que destrói a paz no indivíduo”. Aproveitando o ensejo, citamos André Luiz que no livro: Entre a Terra e o Céu – cap. 23 anotou: “O sentimento de culpa é sempre um colapso da consciência e, através dele, sombrias forças se insinuam”. Raiva culpa e ego. Sabemos que o ego representa um conjunto de idéias, vontades e pensamentos que movem a pessoa e desenvolvem a sua perspectiva diante da sua própria vida. O ego provoca aceitação e admiração própria. Isto, dentro das informações correntes em vários compêndios principalmente da psicologia analítica. Joanna de Angelis informa que o ego é o “Responsável pela diferenciação que o indivíduo é capaz de realizar entre seus próprios processos internos e a realidade”.Então a culpa por algum comportamento infeliz vai gerar raiva e que afetará sobremodo o ego, gerando reações no campo individual de relações consigo mesmo ou com outrem. Em contra partida e, por excelência, existe a perspectiva de despertar o Self; ou seja: o Deus em si, o Eu interno.
            Continuando nossas análises não fica difícil concluir que os medos gerados pela culpa e pela raiva pode nos tornar seres violentos e agressivos, tanto físico quanto verbal, motivados por inseguranças. Inseguranças geram desproteções próprias e naqueles que estão à nossa volta. Passamos assim a viver de forma incompleta, sempre observando as reações dos outros a nosso respeito e nos defendendo, acuados, de adversários visíveis e invisíveis, pessoas ou circunstâncias. Daí assomam as personas (máscaras) nas quais nos escondemos temerosos de enfrentar os adversários criados e nem sempre reais que vão surgindo à medida que não os combatemos. É sabido que nos é cobrado segundo nossas possibilidades. Errar é do homem, persistir no erro é atitude infantil.
            Enquanto estamos aprendendo, experimentando, aprimorando, o espírito vai se ajustando para viver dentro das Leis Naturais instituídas por Deus. Quando passamos a repetir os erros dentro das lições já aprendidas e consolidadas em nosso cognitivo, passamos a nos culpar por aquelas ações. Exemplos disto são os destemperos da sexualidade, dos vícios da ingestão de drogas alucinógenas, do álcool, tabaco, alimentos em demasia, falácias infelizes, julgamentos a outrem e uma infinidade de atitudes incoerentes com o homem espiritual que precisa despertar em si o Self. Não raro passamos a ser manipulados por pessoas e situações que nos constrangem e constrangem a quem nos quer bem. Chegados a este ponto, necessitamos repensar os efeitos danosos de todo esse envolvimento psicológico infeliz que nos trazem aborrecimentos, dificultando-nos uma marcha saudável e eficaz. Daí surge a questão dos enfrentamentos.
            Muito interessante quando lemos no livro: “Triunfo Pessoal” da citada mentora, capítulo cinco: “A maturidade psicológica induz o ser humano aos enfrentamentos sucessivos do seu processo de individuação”.  Segundo Jung “A individuação, é um processo através do qual o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implica uma ampliação da consciência”.  Importante quando nos colocamos como observadores do nosso processo de libertação das ideias e posturas antigas, transformando-as em hélices em movimento, auto aspirando-se para melhor nos conduzir no processo da evolução. Antes, renascíamos, crescíamos, trabalhávamos e desencarnávamos em sucessivas ocasiões, sem o conhecimento exato do que aqueles eventos nos proporcionavam. Desta forma andávamos, ríamos, trabalhávamos em algo e exaltávamos nossas personas e nos comprazíamos com suas empedradas formações e consolidações. A individuação, contudo, ficava fora do contexto ou, quando muito, era realizada de maneira lenta nem sempre consciente. Agora, com as aberturas que “O Livro dos Espíritos” nos oferece, vamos observar que a dinâmica da vida nos exige participação consciente. Na questão 23 do referido livro somos informados que “O espírito é o princípio inteligente do universo”. Quando pensamos em universo, algo superior aflora em nossas mentes e logo vem a reflexão: o que é o universo, para que serve em nossas vidas? Por que os monges orientais se ligam tanto a ele? E um fluxo imenso de pesquisas se apresenta a nós dentro do nosso processo de crescimento pela individuação.
            Para entermos tudo isto que se nos oferece por novos desafios é bom que enfrentemos todas as nossas imperfeições morais. É bom  que aprimoremos o caráter, sublimando os sentimentos. “Os enfrentamentos são campos de luta, nos quais o ser cresce e desenvolve os inestimáveis recursos adormecidos no Self, que se encontram à sua espera para oferecerem a contribuição da paz do Nirvana”. Apontamentos de Joanna de Ângelis no livro “Triunfo Pessoal”. Vemos, às vezes, pessoas estáticas perante suas culpas. O medo de enfrentá-las faz com que o tempo passe e elas nunca saiam dos estados infelizes nos quais estão projetadas. Vivem iludindo-se. Vivem perambulando em torno de si mesmas, buscando ali e acolá o próximo momento satisfatório que as farão rir e se divertir das suas rizadas, para logo em seguida retornarem ao estado quase, se não completo, de depressão pela imersão dos sentidos no vale escuro de cavernas mentais. Ei-las, pois, amedrontadas. Segundo Victor Hugo, no livro Párias em Redenção: “O medo é verdugo impiedoso dos que lhes caem nas mãos. Produz vibrações especiais que geram sintonia com outras faixas na mesma dimensão de onda, produzindo o intercâmbio infeliz de forças deprimentes, congestionantes”. Daí, muitas vezes a pessoa agride para se defender ou foge para não lutar. Sabemos que o espírito não tem fim, conforme consta na questão 83 do “Livro dos Espíritos”. Viveremos infinitamente neste cômputo de inseguranças? Seria um destronar do Projeto Divino que nos criou para vivermos com Deus, na glória eterna da Luz.
            Se ainda não fez, é hora de enfrentar seus adversários, que não estão lá fora e sim dentro de cada um. É hora de reconcliar-se com eles, como nos aconselha Jesus. O temor não é boa companhia de jornada. Os cuidados sim. Estes o são. Desta forma devemos nos preparar para enfrentarmos com galhardia e bom senso nossas culpas, medos e inseguranças.  De acordo com Joanna de Ângelis: “Faz-se necessária uma vinculação profunda com o Self, que adquirirá maior conscientização dos relacionamentos indispensáveis com o seu núcleo na psique”. Bom pesquisarmos nossas companhias, aquelas para as quais abrimos sorridentes as portas das nossas casas ou as visitamos contentes, trocando presentes e informações, brindando em festas convulsas isto ou aquilo. A elas estamos também abrindo as portas dos nossos corações e mentes, arquivando fatos que irão gerar reações. Que bom preservamos nossos lares! Lembro-me que conheci uma pessoa que dizia existir em sua cidade natal um menino que falava com Deus, na intimidade do seu quarto. Todos riam de tal afirmativa. Um dia parei para pensar na validade daquela história. Ora, se Deus está dentro de nós, se Seu Reino é semente plantada, necessitando rega, como nos disse Jesus na Parábola do Semeador, então podemos, dentro das nossas particularidades espirituais, conversar sim com o Pai. Ele nos responderá de acordo com nossos entendimentos e, desta forma, estaremos nos vinculando ao Self que nos dirá a melhor forma de proceder para sairmos vencedores em nossas lutas, vencendo os vícios e entronizando as virtudes. Fazendo silêncios para que eles possam nos aconselhar.
            “O conteúdo religioso é de vital importância na psicoterapia do enfrentamento. Conhecer a Verdade para, através dela, libertar-se. Lutar contra as paixões primitivas, transformando impulsos inferiores em emoções de harmonia. Não fugir, ocultar-se dos demais ampliando a mágoa contra a sociedade e contra si próprio”. Além destas sábias orientações, Joanna de Ângelis ainda nos informa que: “À medida que o ego se faz consciente dos valores ínsitos no Self torna-se factível uma programação saudável para o comportamento, trabalhando cada dificuldade, todo desafio, mediante a reconciliação com sua realidade eterna”.
            Agora podemos nos perguntar: O que faço comigo? Vergasto-me ante adversários ou os transformo em continentes que devo desbravar e conquistar? É bom que nos amemos, nos respeitemos. Que nos tornemos unos com a Criação, pois somos partes integrantes de um todo de luz, portanto somos luzes. É bom que enfrentemos com sensatez nossos limites, extendendo-os com prazer sendo vitoriosos e por isso virtuosos. Nada de carregar o mundo nas costas e sim caminharmos nele de olhos fixos nos céus das nossas consciências superiores.


Guaraci de Lima Silveira


Guaraci de Lima Silveira  é membro da Rede Amigo Espírita,  natural de Oliveira Fortes, estado de Minas Gerais e radicado em Juiz de Fora, também Minas,  desde 1966. É escritor, poeta, autor de peças teatrais espíritas, infantis e empresariais.
Fundador de um grupo de teatro educativo - Art-Vida, é autor de dos livros:



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Proteção da Vida Superior.


- Qual é a missão do Espírito protetor?
- A de um pai sobre seus filhos: guiar seu protegido no bom caminho; ajudá-lo com seus conselhos, consolar suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida.
O Livro dos Espíritos – Questão 491.

Proteção da Vida Superior

Há mais de um século, conforme se depreende da Questão quatrocentos e noventa e um de “O Livro dos Espíritos”, inquiriu Allan Kardec dos mentores desencarnados que lhe presidiam a obra: “Qual a missão do Espírito protetor?” e o esclarecimento veio claro: “a de um pai com relação aos filhos; a de guiar o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-los nas suas aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas de vida”.
Tracemos reduzidas anotações aos cinco pontos enunciados:
Um pai consagra-se aos filhos, durante a existência terrestre, pavimentando-lhes o caminho com todas as facilidades que o amor lhe possibilite, entretanto, não consegue exonerá-los das tribulações, referentes às dívidas contraídas por eles, em passadas reencarnações.
*
Determinado educador abraçará generosamente o compromisso de orientar alguém, nas trilhas da virtude, contudo, o aprendiz traz a consciência livre para aceitar ou não as indicações que se lhe sugere.
O amigo ampara a outro amigo, administrando-lhe avisos oportunos, todavia, é provável que o beneficiário não os admita resolvendo tomar experiências difíceis, à própria conta.
*
Devotado companheiro dispensar-nos-á reconforto nas aflições, mas se está consciente do respeito à justiça, não intentará suprimi-las, na certeza de que as recebemos da vida por inevitável necessidade.
*
Compassivo irmão dar-nos-á coragem para vencer nos transes de rudes provas, no entanto, se realmente nos deseja felicidade, procederá conosco, à maneira do professor que instrui o discípulo, nas dificuldades do ensino, sem furtar-lhe os méritos da lição.
*
Longe de nos classificarmos por espíritos protetores, de vez que somos simples e imperfeitos servidores de todos aqueles que ainda sofrem o esmeril das lutas humanas, compreendemos as dores e os constrangimentos de quantos imploram socorro e exceção, em nossas casas de fé, mas a clareza da doutrina recomenda se proclame que o Evangelho não promete gratificações do mundo e que o Espiritismo não anuncia vantagens materiais, no que concerne à ilusão.
Nós todos, espíritos vinculados ainda à Terra, estamos evoluindo e resgatando, aprendendo e edificando, no burilamento da alma.
Estendamos mãos fraternas, amparando-nos mutuamente.
Reconheçamos, porém, que progresso reclama esforço, quitação pede reajuste, estudo exige atenção e trabalho roga suor.

Autor:Chico Xavier (médium)
Emmanuel (espírito)
Fonte:Livro: Opinião Espírita


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AMAR EM SILENCIO


A arte de dar é semelhante à arte de receber amor.
Muitas vezes, nosso julgamento sobre a felicidade alheia termina sendo responsável por nossa própria infelicidade.

Um casal de velhos tomava café no dia de suas bodas de ouro.

A mulher passou a manteiga na parte crocante do pão e estendeu para o marido, ficando com o miolo.

“Sempre quis comer a melhor parte” pensou consigo mesma, mas amo meu marido e sempre lhe dei o miolo.

Hoje gostaria de satisfazer meu desejo.

Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso:"Obrigado por este presente", disse ele: sempre quis comer a casca, mas como você gostava tanto, eu nunca ousei pedir.

Autor desconhecido. Fonte do texto e imagem: Internet Google.
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APARIÇÃO OU MATERIALIZAÇÃO?








Cometi um erro em Sapucaia do Sul que peço aos amigos que corrijam, se possível. Ao falar do conceito de aparição em Kardec, fiz uma distinção entre aparição e materialização. Estava equivocado.

Kardec só utiliza a palavra materialização nos seus escritos como um estado dos fluidos, como oposição ao estado de eterização. É posterior a Allan Kardec o uso de materialização como sinônimo de aparição tangível.

Encontrei no vocabulário da primeira edição de “O Livro dos Médiuns”, posteriormente traduzido como “Definições Espíritas”, pela Lachâtre, um verbete de quase uma página sobre aparições, escrito pelo próprio fundador do espiritismo. Está tão claro, que peço a licença dos leitores para transcrevê-lo:

“Aparição: Fenômeno pelo qual os seres do mundo incorpóreo se manifestam visíveis.

Aparição vaporosa ou etérea: aquela que é impalpável, que não pode ser agarrada e não oferece qualquer resistência ao toque.

Aparição tangível ou estereotita:  aquela que é palpável e apresenta a consistência de um corpo sólido.

A aparição difere da visão pelo fato de que ela tem lugar no estado de vigília pelos órgãos visuais, quando o homem tem plena consciência de suas relações com o mundo exterior. A visão acontece no estado de sono ou êxtase, e também no estado de vigília pelo efeito da segunda vista. A aparição nos chega pelos olhos do corpo, produzida no próprio lugar onde nos encontramos; a visão tem por objeto coisas ausentes ou afastadas, percebidas pela alma em seu estado de emancipação e enquanto as faculdades sensitivas estão mais ou menos suspensas.” (Allan Kardec, Definições Espíritas. Niterói, Lachâtre, 1997)

Em outras palavras, aparição em Kardec é o que chamamos hoje de materialização, podendo ser esta vaporosa ou tangível.


http://espiritismocomentado.blogspot.com.br/
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Sofrimento e perdas familiares - Perguntas dos Amigos


  Olá! Meu pai faleceu quando eu estava para fazer ___ anos de idade e minha irmã tinha apenas ___ ano. Daí em diante nunca tive uma relação boa com a minha mãe. Eu a amo muito mas ela sempre me tratou muito mal. Sempre fez muita questão de responsabilizar meu pai (depois de falecido), a mim e à minha irmã por todos seus problemas. Ela descontou maior parcela de sua raiva em mim.Apanhei muito sem motivos, era xingada e humilhada constantemente. Depois casei, engravidei e minha filha faleceu com ___ dias de vida. Tenho a sensação que perco as pessoas tão cedo. 
Como interpreta essa minha missão? Abraços




Prezada Irmã, bom dia.

existe um texto em "o evangelho segundo o espiritismo" chamado A paciência, que se encontra no capítulo 9 ponto 7, e o qual transcrevo um trecho abaixo:

"A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos, não vos aflijais portanto quando sofrerdes, mas pelo contrário bendizei a Deus todo poderoso, que vos marcou com a dor, neste mundo, para a glória no Céu.

Sede pacientes. Pois a paciencia é também caridade e deveis praticar a lei da caridade ensinada pelo Cristo. A caridade que consiste em dar esmola aos pobres é mais fácil, porém existe uma mais penosa e, consequentemente, mais meritória: a de perdoar aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência."

Perceba, minha irmã, que nesta Terra de provas e expiações cada um tem o seu quinhão de sofrimento e a sua parcela de dor; os quais não  nos são designados ao acaso ou por má sorte; mas são consequências diretas e proporcionais aos equívocos e sofrimentos de plantamos em nossas existências anteriores.

A Justiça Divina nos coloca - no momento certo - no local e com os espíritos que melhor atenderão as nossas necessidades cármicas; mesmo que estas necessidades representem momentos de dor e sofrimento, são o remédio amargo que curará o nosso espírito ainda adoecido, quando suportados com resignação e fé.

Por isso, querida irmã, a despeito de todo sofrimento que exista em tua vida, abraça o mesmo como a ferramenta que irá libertar o cativo da prisão e que irá lavar o passado delinquente que todos temos.

É certo que nenhum de nós gosta de sofrer e se sente muitas vezes abandonado e injustiçado; mas tenhamos sempre a certeza e a confiança que o amor de Deus não nos abandona nunca e que o Pai sabe o que necessitamos mais que nós mesmos.

Se aos olhos do hoje nos encontramos em lágrimas e em trevas, aos olhos do espírito imortal, amanhã estaremos limpos, brilhantes e em paz com a vida e conosco mesmo.

Somente assim poderemos retomar nosso caminho de amadurecimento espiritual e seguir nossa escalada rumo ao Pai, que nos espera - filhos pródigos que somos - de braços abertos para nos confortar e dar amor a carinho.

Por isso, querida irmã, abraça tua vida e segue teu caminho buscando sempre erguer teus olhos aos céus e agradecer ao Pai pela oportunidade de amor e trabalho que hoje te é dada, sem nunca deixar de crescer, melhorar e vencer as dificuldades - pois esta é também parte da lei de progresso de cada um de nós.

Espero ter sido de alguma ajuda.

PAz contigo.


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Ligar-se a Deus.


  “... A forma não é nada, o pensamento é tudo. Orai, cada um, segundo as vossas convicções e o modo que mais vos toca; um bom pensamento vale mais que numerosas palavras estranhas ao coração...”

No passado buscávamos Deus entre os holocaustos, oferendas, incensos, cultos e cantos.
Era necessária uma repre­sentação semimaterial, apropriada ao nosso estado de adiantamento e à nossa capacidade de entendimento espiritual. Desde os velhos tempos do monoteísmo do grande Amenhotep 4º ou Akhnaton e o do iluminado Moisés até as numerosas e antigas religiões politeístas, como a dos hindus, egípcios, babilônios, germanos, gregos e romanos, a criatura humana atravessou uma longa fase de ama­durecimento espiritual.
Atualmente, as nossas relações com a Divindade têm caráter introspectivo. Se antes a nossa busca se concretizava na exterio­ridade das coisas, hoje, porém, a fazemos em “espírito e em verda­de”, (1) ou seja, na essência - imo de nós mesmos.
A introspecção - processo pelo qual prestamos atenção a nos­sos próprios estados e atividades internas - conduz as criaturas a se identificar com a maior de todas as fontes de poder do Universo:
Deus - manifestação onipresente em todas as suas criações.
Voltar-se para dentro de si mesmo talvez não seja uma atitu­de constante, espontânea e natural na maioria dos seres humanos, por possuírem o hábito de ocupar mais seus sentidos com as impres­sões externas do que com as realidades interiores das coisas.
Muitos indivíduos vivem dentro de um círculo vicioso, na ân­sia desmedida de estímulos aparentes, mantendo-se constantemente ocupados com as impressões de fora e nutrindo-se energeticamente só desses estímulos físicos. Contudo, não podemos ignorar ou des­valorizar as fases evolutivas do homem, pois viver para fora é ainda uma necessidade existencial de muitos na atualidade; e é dessa for­ma que farão pontes ou conexões entre o mundo interno e o exter­no, entendendo gradativamente que a vida exterior é um reflexo da vida interior.
A busca às fontes de crescimento e renovação espiritual ini­cia-se vivendo para fora, e aos poucos tomando consciência da vida em si mesmo; portanto, tudo está perfeito na criação universal
- viver exteriormente não exclui viver interiormente. São etapas in­terligadas de um longo processo de aprendizagem evolucional.
Perceber, no entanto, a verdadeira realidade do mundo que nos rodeia é fator imprescindível para vivermos bem na intimidade de nós mesmos.
Nossa vida mais lúcida, mais Íntegra, mais prazerosa, mais criativa e indissolúvel se desenvolve dentro de nós mesmos, nas atividades recônditas dos pensamentos, dos sentimentos, da imagi­nação produtiva e da consciência profunda.
Interiorizar-nos na oração, vivendo cada vez mais a pleni­tude da vida por dentro, faculta-nos observar o que somos, quem somos e o que realmente está acontecendo em nossas vidas. Faci­lita também nossa percepção entre o “real” e o “imaginário”, dimi­nuindo as possibilidades de iludir-nos ou fantasiarmos fatos e ocorrências.
“Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (2)
Tomar contato com “Deus em nós” possibilita trazer à nossa visão atual uma translúcida consciência, que nos permite reavaliá-la convenientemente. Faculta igualmente localizar os enganos e reformular percepçÕes, para que possamos identificar a realidade tal qual é, pois viver ignorando o significado de nossos atos e im­pulsos é desvalorizar o nosso processo evolutivo, passando pela vida na inconsciência.
Cultivar o reino espiritual em nós facilita-nos escutar a ver­dade que Deus reservou para cada uma de suas criaturas. Também no cultivo desse reino aprendemos que a felicidade não é determi­nada por eventos ou forças externas, mas no silêncio da alma, onde a inspiração divina vibra intensamente.
Paulo de Tarso escreve aos Efésios: “... Que Ele ilumine os olhos dos vossos corações, para saberdes qual é a esperança que o Seu chamado encerra...” (3)
Buscar a Deus com os “olhos do coração”- na expressão paulina - é reconhecer que somente olhando para dentro de nós mesmos, descobrindo o que Deus escreveu em todos os cora­ções, é que conseguiremos alcançar a plenitude da vida abundan­te. E entregarmo-nos a partir daí a Sua Orientação e Sabedoria, sem restringir-nos a “resultados esperados”. Essa a forma mais consciente de orar.
O mais alto sistema de intercâmbio com a Vida em nós e fora de nós é a oração - escutar a Deus no âmago da própria alma.

(1) João 4:23.
(2) 1º Coríntios 3:16.
(3) Efésios 1:18.

RENOVANDO ATITUDES
FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO
DITADO PELO ESPÍRITO HAMMED



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A Vida Além da Vida


“Em tempo algum, não digas que não podes ser útil. Faça de cada dia um poema de fé. Podes ser a esperança, dos que jazem na angústia. Uma frase de luz ergue os irmãos caídos. Terás, quando quiseres, a prece que abençoa. Para espalhar o bem, basta o apoio de Deus”. Emmanuel.

A morte tem sido um tabu para muita gente. Muitos estudiosos através da ciência, procuram através de inúmeros acontecimentos, quase fatais, principalmente acidentes ou certos tipos de enfermidades, em que leva o ser humano a um estado de coma prolongado, descobrir o que acontece com esses seres humanos quando se encontram nessa fase transitória, entre a vida e a morte.

O Jornalista Joe Fisher e o psiquiatra canadense Joel L. Whitton, especialista em terapia de vidas passadas, retomou concepções antigas e modernas, esboçando um panorama geral desse estágio de existência.

O que acontece com a alma no período entre a morte e o renascimento? A partir do relato de 30 de seus pacientes e com a ajuda de seu amigo citado anteriormente explicam com riquezas de detalhes o processo pós-morte.

Quando em transe sinto uma completa mudança física depois de passar por uma morte anterior. Meu corpo se expande e enche todo o ambiente. Então, me inundo com os sentimentos mais eufóricos que conheci.

Este é um depoimento fantástico de um de seus pacientes. Relata que: acompanham esses sentimentos a total consciência e o entendimento de quem realmente sou, de minha razão de existir, e do lugar que ocupo no universo.

Tudo faz sentido; tudo é perfeitamente justo.
Além dessas, muitas outras referências sobre a vida entre as encarnações podem ser encontradas tanto no mundo antigo como no contemporâneo, vale ressaltar que a própria Bíblia está recheada desses processos.

Hoje com a regressão de memória fornecendo detalhes sobre o estado bardo, a projeciologia, a transcomunicação instrumental, o homem através da inteligência que Deus lhes deu, este enigma já foi esclarecido. Existe sim vida após a morte.

Rudolf Steiner, o fundador da antroposofia, cujo conhecimento da existência desencarnada foi obtido pela clarividência; do médium norte-americano Edgard Cayce, famoso por seus poderes extra-sensoriais e suas leituras físicas e de vidas passadas; e do médium desencarnado recentemente Francisco de Paula Cândido Xavier, que, psicografando André Luiz, fez descrições completas e pormenorizadas sobre a vida pós-morte.

O espírito ao deixar o corpo leva consigo, além de sua consciência, todas as suas experiências (evolução espiritual e moral, talento e instinto), as quais se manifestarão em sua vida ou vidas futuras.

Uma parte desta bagagem recebe de alguns autores o nome de psiquismo (O psiquismo é sem duvida, ciência vasta, profunda, eclética, constrói a síntese da vida humana e a evolução do Espírito), principalmente aquela inerente ao que comumente se chama de instinto (O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles).

É uma espécie de inteligência. É uma inteligência sem raciocínio. Por ele é que todos os seres provêem às suas necessidades.

O instinto, é uma inteligência rudimentar que difere da inteligência propriamente dita. Em que suas manifestações são quase sempre espontâneas, ao passo que as da inteligência resultam de uma combinação e de um ato deliberado.

O instinto varia, em suas manifestações, conforme as espécies e às suas necessidades. Nos seres que têm a consciência e a percepção das coisas exteriores, ele se ali a inteligência, isto é, à vontade e à liberdade.
Os instintos são automatismos estereotipados e inatos que têm em geral um fim útil para o individuo e a espécie.

Reencarnação e a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.

A vida além da vida faz parte de uma associação de poderes especais.
O mundo, em todo tempo, é uma casa em reforma, com a lei de mudança a lhe presidir todos os movimentos, através de metamorfoses e dificuldades educativas.

Os mundos felizes, na realidade, são mundos, onde regenerado, depurado de todos maus pendores, o Espírito só tem que progredir no bem, sem mais ter que lutar contra o mal. Esses mundos, como os espíritos que o habitam, se acham no principio de semifluidez. Aí começa a desmaterialização do corpo.

Já o mundo fluídico é destinado à habitação de espíritos que, desde o estado de infância e de instrução, nunca faliram e que, conservando-se sempre puros na senda do progresso, progridem no estado fluídico.

Seguindo também marcha progressiva e hierarquicamente ascensional, há, em todos os graus da escala, mundos dessa categoria, apropriados e correspondendo aos estados de desenvolvimento e de progresso dos Espíritos que o habitam, estados que vão desde o de infância e instrução até o de puro espírito. Eles se tornam moradas de puros espíritos, quando hão chegado, de maneira progressiva, ao estado fluídico puro.
Artigo: 
A Vida Além da Vida
Por: Antonio Paiva Rodrigues (É Oficial  Superior da Polícia Militar, Gestor de Empresas, Estudante de Jornalismo da FGF e Bacharel em Segurança Pública).


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DEPRESSÃO




A depressão tem a sua gênese no Espírito, que reencarna com alta dose de culpa, quando renteando no processo da evolução sob fatores negativos que lhe assinalam a marcha e de que não se resolveu por liberar-se em definitivo.

Com a consciência culpada, sofrendo os gravames que lhe dilaceram a alegria íntima, imprime nas células os elementos que as desconectam, propiciando, em largo prazo, o desencadeamento dessa psicose que domina uma centena de milhões de criaturas na atualidade.

Se desejarmos examinar as causas psicológicas, genéticas e orgânicas, bem estudadas pelas ciências que se encarregam de penetrar o problema, temos que levar em conta o Espírito imortal, gerador dos quadros emocionais e físicos de que necessita, para crescer na direção de Deus.

Permanecendo as ocorrências psicossociais, sócio-econômicas, psico-afetivas, que produzem a ansiedade, certamente se repetirão os distúrbios no comportamento do indivíduo conduzindo a novos estados depressivos.

Abre-te ao amor e combaterás as ocorrências depressivas, movimentando-te, em paz, na área da afetividade, com o pensamento em Deus.


Toda vez que uma ideia prejudicial intentar espraiar-se nas telas do pensamento obnubilando-te a razão, recorre à prece e à polivalência de conceitos, impedindo-lhe a fixação.
Agradecendo a Deus a bênção do renascimento na carne, conscientiza-te da sua utilidade e significação superior, combatendo os receios do passado espiritual, os mecanismos inconscientes de culpa, e produzes com alegria.

Recebendo ou não tratamento especializado sob a orientação de algum facultativo, aprofunda a terapia espiritual e reage, compreendendo que todos os males que infelicitam o homem procedem do Espírito que ele é, no qual se encontram estruturadas as conquistas e as quedas, no largo mecanismo
 da evolução inevitável.

 DIVALDO PEREIRA 
FRANCO
 RECEITAS DE PAZ.
DITADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS. 


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A Casa Mental





Nossa mente é como uma casa. Pode ser grandiosa ou pequenina, suja ou cuidadosamente limpa. Depende de nós.
Você já observou como agimos com relação aos pensamentos que cultivamos?
Em geral, não temos com a mente o cuidado que costumamos dispensar aos ambientes em que vivemos ou trabalhamos.
Quem pensaria em deixar sua casa ou escritório cheio de sujeira, acumulando lixo ou tomado por ratos e insetos?
Certamente ninguém.
No entanto, com a casa mental somos menos atenciosos. É que permitimos que pensamentos infelizes e maus sentimentos encontrem morada em nosso coração.
E como fazemos isso?
Agimos assim quando permitimos que tenham livre acesso às nossas mentes os pensamentos de revolta, inveja, ciúme, ódio.
Ou quando cultivamos desejo de vingança, rancor e infelicidade.
Nesses momentos, é como se enchêssemos de sujeira a mente. Uma pesada camada de pó cobre a alegria e impede que estejamos em paz.
Além da angústia que traz, a mente atormentada influencia diretamente o corpo, acarretando doenças e sofrimentos desnecessários.
E pior: contribui para o isolamento.
Sim, porque as pessoas percebem quando não estamos bem espiritualmente.
O azedume de nossas palavras, o rosto contraído, tudo faz com que os outros desejem se afastar de nós, agravando nossa infelicidade.
E o que fazer para impedir que isso aconteça?
A resposta foi dada por Jesus: Orar e vigiar.
A vigilância é essencial para quem deseja a mente saudável.
Nossa tarefa é observar cada pensamento que se infiltra, analisar a natureza dos sentimentos que surgem.
E, principalmente, estar alerta para arrancar como erva daninha tudo o que possa nos prejudicar.
Dado esse primeiro passo que é a vigilância, é importantíssimo estar atento para a segunda recomendação de Jesus: a oração.
Quando identificamos dentro de nós os feios sentimentos, as más palavras e os pensamentos desequilibrados, sempre podemos recorrer à oração.
A prece é um pedido de socorro que dirigimos ao Divino Pai. Quando nos sentimos frágeis para combater os pensamentos infelizes, é hora de pedir auxílio a Deus.
É tempo de falar a Ele sobre a fraqueza que carregamos ou a tristeza que nos abate. É o momento de pedir força moral.
E o Pai dos Céus nos enviará o auxílio necessário.
Mas... de nossa parte, é importante não haver acomodação. É preciso trabalhar para ser merecedor da ajuda que Deus nos manda.
Como fazer isso? Contrapondo a cada mau pensamento os vários antídotos que temos à nossa disposição: as boas atitudes, o sorriso, a alegria, as boas leituras.
Em vez da maledicência, a boa palavra, as conversas saudáveis.
No lugar da crítica ácida, optar pelo elogio ou pela observação construtiva.
Se surgir um pensamento infeliz, combatê-lo com firmeza.
* * *
Não se deixe escravizar.
Se alguém o ofender ou fizer mal, procure perdoar, esquecer. E peça a Deus a oportunidade de ser útil a essa pessoa.
Não esqueça: todo dia é excelente oportunidade para iniciar a limpeza da casa mental. Comece agora mesmo.


Redação do Momento Espírita.



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CRIANÇA EXPLICA PORQUE NAO DEVEMOS COMER OS ANIMAIS


Vi esse video e achei muito interessante postá-lo.




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