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"OS ANJOS DA GUARDA EM NOSSA VIDA"





                        "OS ESPÍRITOS PROTETORES NOS AJUDAM COM OS SEUS 
                                         CONSELHOS, ATRAVÉS DA VOZ DA CONSCIÊNCIA, QUE
                                              FAZEM FALAR EM NOSSO ÍNTIMO, MAS COMO NEM
                                                    SEMPRE  LHE   DAMOS  A  NECESSÁRIA
                                                           IMPORTÂNCIA, OFERECEM-NOS
                                                                  OUTROS MAIS DIRETOS,
                                                                       SERVINDO-SE DAS
                                                                           PESSOAS  QUE
                                                                                 CERCAM"
                                                                        ALLAN KARDEC.


Atualmente em busca pela espiritualidade, muito tem se falado sobre os anjos da guarda. Mas a crença nos seres angelicais vem desde os primórdios, é na idade média a presença dos espíritos de luz, ficaram retratadas nos afrescos remanescentistas. A  bíblia relata várias passagens sobre os anjos, mas em nenhum momento especifica a presença de um em especial o protetor, e este é um dos motivos de alguns credos cristãos desconfiarem da legitimidade da Anjo Guardião.
                         Mas os anjos também são aceitos em outras religiões e culturas. Desde a época dos faraós do Egito, antes de Cristo, podemos encontrar a imagem angelical nas tumbas e na mitologia grega essa figura também foi presente na visão Espírita, os anjos da guarda, mentores (as) ou guias espirituais, são espíritos superiores ou seja, mais evoluídos que os seus tutelados,que se unem aos indivíduos para cumprimento de sua missão divina  e ajudam na ascensão do Espírito.
                         O dicionário Aurélio nos diz, que o Anjo da Guarda, é um Espirito Celeste que se crê velar sobre cada pessoa, afastando-a do mal e inclinando-a para o bem. Segundo o Livro dos Espíritos, em resposta a questão de nº 491, a missão do Espírito Protetor é  ". A de um pai em relação aos seus filhos". Conduzir o seu protegido, pelo bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolá-los em suas aflições e manter sua coragem nas provações da vida.
                         Para o Espiritismo os anjos não foram concebidos puros, uma vez que Deus oferece oportunidades iguais aos seus rebentos. Sendo assim a única forma de purificação, é por meios da Reencarnação. O Livro dos Espíritos nos deixa claro em resposta a questão de nº 115, que Deus criou todos os Espíritos simples  e ignorantes isto é, sem conhecimento. A cada um deu uma missão, com a finalidade de iluminá-los de conduzi-los progressivamente a perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los a ele .
                        A proteção do guia poderá durar até a morte carnal da criatura, mas também acompanhá-lo no mundo espiritual. Muitas dúvidas surgem a respeito da simbólica figura do anjo, porém uma coisa é certa, eles estão presentes no nosso dia para nos proteger e nos aconselhar. E já é sabido que os Espíritos exercem grande influencia na nossa vida e que cada um atrai para si aqueles de acordo com as suas energias e afinidades. Só existem um equívoco que muitos dizem, acreditando que os Espíritos familiares e simpáticos que nos acompanham são nossos anjos guardiões.
                       Na verdade eles podem ser considerados nossos protetores secundários, que com a autorização do benfeitor espiritual, nos auxiliam e muitas vezes nos amparam nos ajudando nos momentos difíceis. Nem sempre percebemos a presença do ser de luz, porque ele age de forma sutil sem estardalhaços, e cabe a nós ouvirmos a sua voz, que muitas vezes parece a manifestação da nossa própria consciência e pode surgir como alertas premonitórios em sonhos ou visões. Algumas pessoas mediante problemas ou desvios de condutas, com resultados desastrosos, culpam a Deus e aos anjos, acreditando que eles se afastaram. Mas a verdade é que nenhum deles pode se responsabilizar pelos nossos atos, ( livre arbítrio)
                      Os seres de luz nunca se afastam, o que acontece é que o próprio ser humano, não tem sintonia para captar as idéias e conselhos dos bons gênios e da  espiritualidade em geral. E com a lei do Livre Arbítrio, somos responsáveis por nossas escolhas. Um outro caso que causa muita curiosidade e estranheza, é que algumas pessoas conseguem ver o anjo protetor ou mentor espiritual e outras não. Em geral quem os vê são os médiuns.  Mas vê-los ou saber seus nomes, não faz nenhuma diferença. E não devemos esperar uma criatura alada, com vestes brancas auréolas cintilantes e de asas esvoaçantes.
                      Estereótipos e crendices à parte, devemos focar as nossas atitudes cotidianas, agindo de forma leal e correta para que possamos ouvir e sentir a presença do nosso anjo. Nem um sentimento ou ação, pode ficar oculta aos olhos de Deus e também de nosso protetor. Sejamos humildes para pedir ajuda e agradecer sempre que necessário, aproveitando os seres de luz que nos ajudam, na nossa caminhada, rumo a nossa evolução espiritual. Acredite, confie no seu anjo protetor, anjo da guarda, mentor (a), guia espiritual. Vale a pena, lhe desejo que tenha então acompanhamento e proteção, mas você precisa buscar, querer sempre ir a luta que vai merecer tudo isso e mais. 

Forte abraço de luz em seu coração do irmão...

 Jesus Carlos.



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PAZ POR DENTRO





Aceita a fatalidade do progresso.
Trabalha e segue adiante.
Medita na necessidade dos outros.
Procura colocar-te no lugar do próximo, 
exercitando compreensão.
Não guarde ressentimentos.
Auxilia para o bem geral quanto se te faça possível.
Atende às próprias obrigações.
Não tentes felicidade fora da consciência tranqüila.
Observa que não estás sem motivo em teu grupo familiar.
Honra os encargos que abraçaste.
Ama sem o cativeiro das afeições possessivas.
Agradece o carinho que recebes sem exigi-lo.
Estuda e melhora-te para ser mais útil.
Não intentes transformar a ninguém pela força.
Ampara sem reclamar retribuição
Atravessa as dificuldades com paciência.
Não zombes dos sentimentos alheios.
Não peças para que outrem caminhe com teus passos.
Habitua-te à simplicidade e à disciplina.
Suporta com calma aquilo que não possas modificar.
Usa o descanso apenas como pausa para mais trabalho.
Não te queixes.
Não percas tempo com atividades inúteis.
Conserva, quanto possível, os contatos 
com a natureza.
Abençoa todos os companheiros, sem lamentar 
os que se afastem de ti.
Não te voltes para trás.
Evita o pessimismo.
Recorda sempre que a esperança é uma luz eterna.
Não te envaideças com vantagens que são 
empréstimos de Deus.
Considera por vitória o desempenho dos 
próprios compromissos.
Cultiva equilíbrio e serenidade.
Foge a qualquer forma de violência.
Aceita a realidade de que possuis unicamente 
aquilo que constróis por amor.
Entrega-te a Deus, na oração, cada dia. 
Desse modo, terás contigo a paz por 
dentro e assim pacificarás.

EMMANUEL/CHICO XAVIER

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O OUTRO LADO DA VIDA






Um discípulo procurou seu mestre e perguntou:
- Mestre, como posso saber se existe mesmo vida após a morte?
O Mestre olhou para ele e respondeu:
- Encontre-me novamente após o sol se pôr.
O discípulo, meio contrariado, esperou algumas horas, ansioso pela resposta.
Logo que o sol se pôs, o discípulo voltou à presença do mestre. Assim que o discípulo apareceu, o mestre afirmou:
- Você percebeu o que houve? O sol morreu…
O discípulo ficou sem entender nada. Julgou que se tratava de uma brincadeira do mestre.
- Como assim mestre? Perguntou o discípulo. O sol não morreu, ele apenas se pôs no horizonte.
O mestre disse:
- Exatamente. O mesmo ocorre com todos nós após a morte. Se confiássemos apenas em nossa visão física, nos pareceria que o sol deixou de existir atrás da montanha. Mas no instante em que ele “morreu” no horizonte para nós, ele nasceu do outro lado do mundo, e se tornou visível para outras pessoas. O mesmo princípio rege a nossa alma. Após a morte do corpo, ela parece desaparecer aos nossos olhos, mas nasce no plano espiritual. A chama do espírito não se apaga, ela apenas passa a brilhar no outro lado da vida.



Hugo Lapa


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Cura Espiritual


"Quantas enfermidades pomposamente batizadas pela ciência médica não
passam de estados vibracionais da mente em desequilíbrio?"

Emmanuel

No trato com as nossas doenças, além dos cuidados médicos indispensáveis à nossa cura, não nos esqueçamos também de que, quase sempre, a origem de toda enfermidade principia nos recessos do espírito.
A doença, quando se manifesta no corpo físico, já está em sua fase conclusiva, em seu ciclo derradeiro.
Ela teve início há muito tempo, provavelmente, naqueles períodos em que nos descontrolamos emocionalmente, contagiados que fomos por diversos vírus potentes e conhecidos como raiva, medo, tristeza, inveja, mágoa, ódio e culpa.
Como a doença vem de dentro para fora, isto é, do espírito para a matéria,
o encontro da cura também dependerá da renovação interior do enfermo.
Não basta uma simples pintura quando a parede apresenta trincas.
Renovar-se é o processo de consertar nossas rachaduras internas, é
escolher novas respostas para velhas questões até hoje não resolvidas.
O momento da doença é o momento do enfrentamento de nós próprios,
é o momento de tirarmos o lixo que jogamos debaixo do tapete, é o ensejo de encararmos nossas paredes rachadas.
O Evangelho nos propõe tapar as trincas com a argamassa do amor e do perdão.
Nada de martírios e culpas pelo tempo em que deixamos a casa descuidada.
O momento pede responsabilidade de não mais se viver de forma tão
desequilibrada.
Quem ama e perdoa vive em paz, vive sem conflitos, vive sem culpa.
Quando atingimos esse patamar de harmonia interior, nossa
mente vibra nas melhores frequências do equililíbrio e da felicidade, fazendo com que a saúde do espírito se derrame por todo o corpo.

Vamos começar agora mesmo o nosso tratamento?

ChicoXavier/Emmanuel



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Mágoa (Joanna de Ângelis)





Síndrome alarmante, de desequilibro, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.

A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.

Normalmente se instala nos redutos do amor-próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vitimar o hospedeiro.

De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engedrando cânceres morais irreversíveis. Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimulam o ódio, etapa grave do processo destrutivo.

A mágoa, não obstante desgovernar aquele que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento.

Borra sórdia, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.

Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento. Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que, gerando altas cargas tóxicas sobre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis consequências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...

O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Sua idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre.

Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.

Caça implacavelmente esses agentes inferiores, que conspiram contra a tua paz. O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.

Aquele que te persegue sofre desequilibros que ignoras e não é justo que te afundes, com ele, no fosso da sua animosidade.

Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.

Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.

Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.

Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas. Instado às paisagens inferiores, ascende na direção do bem. Malsinado pela incompreensão, desculpa. Ferido nos melhores brios, perdoa.

Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela: amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.

"Quando estiveres orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas". - Marcos: 11-25.

"Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". - ESE Cap.V - Item 20.



Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Florações Evangélicas




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ASSUNTO DE TODOS




Efetivamente não dispões do poder de improvisar a paz do mundo; entretanto, Deus já te concedeu a faculdade de renunciar à execução dos próprios desejos, em favor da tranquilidade desse ou daquele ente querido, que depende de tua abnegação para ser mais feliz.
Não consegues estabelecer o entendimento fraternal entre todas as comunidades a que te vinculas; no entanto, a Divina Providência já te honrou com a bênção das palavras, no uso das quais podes entretecer a concórdia, no agrupamento de criaturas em que a vida te situou.

Não reténs o dom de te fazeres ouvir indefinidamente por todos, em todos os recantos do orbe, no levantamento do bem; todavia, a Sabedoria infinita já te confiou o benefício das letras, com as quais podes gravar os teus pensamentos nobres, inspirando bondade e segurança em tuas áreas de ação.

Não tens contigo os elementos precisos para sustentar a harmonia, nos lugares onde a Humanidade surge ameaçada de caos e perturbação, mas o Amor Supremo já te entregou a possibilidade de manter a ordem, quando não seja dentro da própria casa, pelo menos no espaço diminuto em que te dedicas ao trato pessoal.

Não extinguirás a fome que ainda atormenta vastos setores da Terra, mas podes ceder um prato em auxílio de alguém.

Não curarás todas as enfermidades que flagelam largas regiões em todo o Planeta. No entanto, podes ofertar, de quando em quando, uma hora de serviço no socorro aos doentes.

Não logras trazer o Sol para clarear os caminhos entenebrecidos durante a noite, mas podes acender uma vela e rechaçar a escuridão.

Realmente, por enquanto, nenhum de nós, os Espíritos em evolução na Terra pode jactar-se de ser uma enciclopédia de talentos para realizar todas as operações do Bem Universal, ante as leis de Deus, mas, ajustados às Leis de Deus, todos já possuímos recursos para evolver na direção do Bem-Maior, fazendo o bem que podemos fazer.

Livro: Rumo Certo, lição 7 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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ELE ATENDERÁ



Quando atravesses um instante considerado terrível, na jornada redentora da Terra, recorda que o desespero é capaz de suprimir-te a visão ou barrar-te o caminho.
Para muitos, esse minuto estranho aparece na figura da enfermidade; para outros, na forma da cinza com que a morte lhes subtrai temporariamente o sorriso de um ente amado.

Em muitos lugares, guarda a feição de crise espiritual, aniquilando a esperança; e, em outros ainda, ei-lo que surge por avalanche de provas encadeadas, baldando a energia.

Ninguém escapa aos testes de luta, que diferem para cada um de nós, segundo os objetivos que procuramos nas conquistas do Espírito.

Esse jaz atormentado de tentações, aquele padece abandono, aquele outro chora oportunidades perdidas e mais outro lamenta os desenganos da própria queda.

Se chegaste a instante assim, obscurecido por nuvens de lágrimas, arrima-te à paciência, ouve a fé, aconselha-te com a reflexão e medita com a serenidade, mas não procures a opinião de esmorecimento.

Desânimo é fruto envenenado da ilusão que alimentamos a nosso respeito. Ele nos faz sentir pretensamente superiores a milhares de irmãos que, retendo qualidades não menos dignas que as nossas, carregam por amor fardos de sacrifício, dos quais diminutas parcelas nos esmagariam os ombros.

Venha o desânimo como vier, certifica-te de que a forma ideal para arredar-lhe a sombra será compreender, auxiliar e servir sempre.

Guardes o coração conturbado ou ferido, magoado ou desfalecente, serve em favor dos que te amparem ou desajudem, entendam ou caluniem.

Ainda que todos os apoios humanos te falhem de improviso, nada precisas temer.

Tens contigo, à frente e à retaguarda, à esquerda e à direita, a força do companheiro invisível que te resolve os problemas sem perguntar e que te provê com todos os recursos indispensáveis à paz e à sustentação de teus dias.

Ele que ama, trabalha e serve sem descanso, espera que ames, trabalhes e sirvas quanto possas.

Sem que o saibas, ele te acompanha os pequeninos progressos e se regozija com os teus mais íntimos triunfos, assegurando-te tranquilidade e vitória.

Ele que te salvou ontem, salvará também hoje.

Em qualquer tempo, lugar, dia ou circunstância, em que te sintas à beira da queda na tentação ou na angustia, chama por Ele.

Ele te atenderá pelo nome de Deus.



Livro: Rumo Certo, lição 1 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
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DOENÇAS MENTAIS E OBSESSÃO




Questão grave que requisita acurados estudos e contínuo exame, a fim de haurir-se necessário conhecimento, a que diz respeito à problemática das distonias e afecções psíquicas, sejam decorrentes dos transtornos orgânicos e mentais, sejam de ,causa obsessiva.
Em cada processo de alienação mental há uma causa preponderante com complexidades que escapam ao observador menos vigilante e pouco adestrado, em relação às questões do Espírito.
Sendo o homem um Espírito encarnado em processo evolutivo, somente através do seu conhecimento, espiritual serão possíveis os esforços exitosos no solucionamento dos distúrbios .que o surpreendem no trânsito carnal...
Cada enfermidade mental tem sua etiopatogenia específica sediada nas intricadas tecelagens do perispírito do paciente, como resultado do comportamento que se permitiu de maneira equivocada. Isto porque as soberanas Leis da Justiça Divina sempre alcançam os infratores dos seus estatutos, onde quer que se encontrem.
O homem, através das realizações, construções mentais e atitudes, instala nos centros da vida pensante os germens .dos distúrbios que produzem alienações as mais diversas, impondo os impostergáveis ressarcimentos pela autopunição, ,através das psicoses, psicopatias, psiconeuroses, traumas, obsessões que se apresentam em múltiplos aspectos...
Da neurose simples às complexas manifestações da hidro, da micro e da macrocefalia, do mongolismo, da oligofrenia, passando pelas faixas do retardamento, ida demência, da idiotia, da esquizofrenia, as causas atuais possuem suas matrizes na anterioridade do caminho percorrido, no passado, pelo Espírito ora em alienação.
As agressões à caixa craniana .e ao cérebro, pela desarvoração que conduz ao suicídio, , engendram as anomalias da constituição morfológica e de funcionamento das engrenagens mentais desarranjadas pelos petardos e atentados perpetrados na suprema rebeldia a que o homem se entrega...
Ninguém foge à vida sem se surpreender com ela mais adiante... Pessoa alguma se evade à responsabilidade sem que se veja defrontada pelos problemas criados à frente. Criminosos não justiçados reencarnam com psicoses maníaco-depressivas, como a tentarem fazer justiça ante o delito, não ressarcido, fixado na memória. Homens que enganaram, não obstante as homenagens que desfrutaram, refugiam-se em várias formas de loucura, como a fugirem dos compromissos que anão têm coragem para enfrentar...
Na gama multiface das alienações mentais, a obsessão igualmente ocupa lugar expressivo. ódios demoradamente .cultivados e decorrentes de erros graves vinculam os que se demoram no além-trémulo aos que se reencarnaram na Terra, produzindo lamentáveis consórcios mentais de conseqüências imprevisíveis. Hediondos conciliábulos que transcorreram em sombras, produzindo gravames, convertem-se em heranças de interdependência psíquica, que degeneram em obsessões cruéis... Amores violentos, saciados em sangue, asfixiados em traição, silenciados em infâmias, mantidos em tramas urdidas para se libertarem dos empecilhos, reagrupam algozes e vítimas no intercâmbio espiritual que se transforma em subjugações truanescas de curso demorado e pungente...
A morte não apaga a memória, antes a aguça, facultando a uns lucidez exagerada, enquanto outros jazem em longo torpor, automaticamente atraídos e imantados aos compares dos crimes e descalabros, produzindo interdependência, em comunhão danosa, de vampirização fluídica, em que se exaurem as forças constitutivas da cápsula carnal, por onde deambulam os encarnados. A morte é sempre a grande, fatal desveladora de mistérios, de enigmas, de causas ocultas... E a vida física se organiza mediante as conseqüências dos atos pretéritos, transformados em presídios de dor ou paisagem de liberdade. Simultaneamente, a experiência carnal enseja tesouros de incomparável valor para a elaboração ide causas propiciatórias à paz .e à felicidade que um dia todos lograrão, após depurados e esclarecidos.
Do conhecimento da vida espiritual defluirão preciosos benefícios para a sanidade mental idas criaturas humanas.
O Espiritismo ou Cristianismo moderno possui as mais valiosas terapêuticas para a problemática mental, da atualidade, por ensinar a indestrutibilidade e comunicabilidade do princípio espiritual do homem, asseverando quanto à necessidade das sucessivas reencarnações, anulando o pavor da morte, dos sofrimentos e sendo o mais perfeito método contra os fatores que produzem traumas, desvarios, desequilíbrios...
Favorecendo o otimismo, este produz a vitalização dos centros do equilíbrio psicofísico, reabastecendo de energias compatíveis as engrenagens eletromagnéticas do campo mental, vitalizando os fulcros debilitados da fomentação de forças mantenedoras da vida.
A diminuição das defesas morais encarregadas de criarem um campo de força defensiva no homem faculta a invasão microbiana no organismo, permitindo que seqüelas desta ou daquela ordem afetem os núcleos do discernimento e ela razão, arrojando-o no desconserto da loucura.
O cultivo da prece, a conversação edificante, o exercício da meditação e da reflexão, as ações nobibilitantes, o labor pelo próximo conseguem fortalecer o homem com energias específicas, forrando-o das agressões físicas como espirituais, propiciatórias das distonias múltiplas, promotoras das doenças mentais e obsessivas que tanto infelicitam.
No sentido oposto, a ociosidade física e mental, o pessimismo, a irritabilidade, o desânimo a malícia, a ira e o ódio, o ciúme e os vícios, facultam não apenas a proliferação dos fatores que geram loucuras como o surgimento de matrizes para fixações obsessivas de conseqüências graves.
Em razão proporcional aos distúrbios morais crescem os desvarios mentais supliciando os Espíritos levianos e cultuados, em terapêutica depuradora, de que se poderiam forrar, não sei demorassem vinculados aos círculos da insensatez, da leviandade, do imediatismo...
Face ao conhecimento do Mundo Espiritual presente em todos os cometimentos humanos, poderão a Psiquiatria, a Psicologia, a Psicanálise, a Psicossomática enriquecer-se de luzes - rara se transformarem, realmente, em ciências da alma e da mente a benefício do homem, após vencido o preconceito que, não obstante o respeito que finos merecem, lhes põem antolhos impeditivos para a clara e ampla visão das realidades da vida, na grandeza que lhe é própria.

Joanna de Ângelis

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ASPECTOS DA VIDA DOS RECÉM-DESENCARNADOS








"À proporção que se liberta, a alma encontra-se numa situação
comparável àquele que desperta de profundo sono. Bem diverso é,
contudo, esse despertar".
 Allan Kardec




Através das instruções de pesquisadores, dos conhecimentos auridos em diálogos com Espíritos desencarnados, que já alcançaram certo grau de independência e evolução, e da vivência frequente com Espíritos enfermos nas sessões mediúnicas de tratamento, podemos afirmar a existência de um princípio geral, que orienta a situação do Espírito, após seu retorno ao plano extrafísico: ao deixar a vida material, gravita automaticamente para a posição que lhe seja peculiar.

Evidentemente, o tempo em que isto ocorre é extremamente variável, dependendo dos fatores que influenciaram a desencarnação, do móvel moral/intelectual conquistado durante a experiência terrena que acabou de deixar, e do acervo remanescente das existências anteriores, referentes ao comprometimento com o automatismo da lei de causa e efeito.

A situação em que a alma se encontrará não lhe acrescentará poder, conhecimento ou liberdade, além do que já possua. Apenas uma certa agudez de percepção lhe fará sentir-se diferente da condição anterior de encarnada.

A invisibilidade e a intangibilidade serão as características comuns a todos os desencarnados, com relação aos que deixaram na retaguarda, passando a perceber, com nitidez, os também desencarnados que estejam na sua situação evolutiva, ou abaixo dela.
Quanto aos Espíritos de grau superior, somente são vistos ou percebidos, se assim o desejarem. O abalo da desencarnação, em muitos casos, não deixa o Espírito perceber a realidade da própria situação, isto é, não acredita que morreu, tal a identidade entre a aparência do corpo físico e a do espiritual, que é semelhante.

Como no mundo espiritual "o pensamento é tudo", o Espírito reforça a realidade físico-espiritual em que se encontra, consolidando a forma ideoplástica do próprio aspecto com que se sente exteriorizar na nova situação.

A vontade, que é a força modeladora do pensamento, dependendo de sua intensidade, promoverá a consecução dos objetivos que o Espírito pretenda alcançar. O retorno ao reduto doméstico, por exemplo, algumas vezes é conseguido pelo anseio forte que o desencarnado demonstre, embora ele não perceba como o conseguiu.

O pensamento, sendo a força por excelência na vida extrafísica, aqueles que se mantenham preocupados com os assuntos e bens da vida material recém-abandonada conservam-se presos a eles, o que lhes dificulta sobremaneira a ascensão a patamares espirituais mais elevados.

Uma expressiva quantidade de recém-libertos do corpo se compraz em manter-se ligada às sensações da vida física, na ilusão de que assim prolongariam a condição de "vivos". Para conseguir tais sensações, alimentam-se das energias sugadas dos encarnados, que se lhes assemelham, moral e intelectualmente.

 Esses encarnados funcionam como "pontes vivas". Os que se viciaram no álcool, nas drogas ou nos desvios da sensualidade conseguem justapor-se aos seus "hospedeiros", sugando-lhes as energias encharcadas daquele estado vibratório que os satisfaz.

Ao desencarnar, os órgãos permanecem existindo no corpo espiritual, arrastando consigo as necessidades próprias de cada um. Com a natural evolução da alma, a satisfação das necessidades exigidas por eles vai desaparecendo, com tempo muito variável, de um Espírito para outro, até extinguir-se, já que o Espírito se mantém com outros recursos de alimentação energética, como a respiração e a absorção pranaiama.

Os desencarnados que fazem a passagem em elevado estado de debilidade são recolhidos a hospitais espirituais existentes nas regiões próximas à Crosta, onde são tratados quase como se encarnados fossem, e alimentados normalmente com caldos, sucos, etc. Na verdade, a necessidade desses recursos existe mais por causa do estado mental dos pacientes do que por exigência do corpo espiritual.

Não é imediatamente que o Espírito se liberta da escravidão dos sentidos. Somente à proporção que o domínio mental se vai ampliando e intensificando é que ele vai se inteirando da nova realidade, e eles, os sentidos, irão deixando de atuar como necessidade imperiosa. 

por Mauro Paiva Fonseca
Revista Reformador, dezembro/2006

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