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Roteirista Wagner de Assis fala sobre os bastidores do filme Nosso Lar


A única certeza que temos ao nascer é de que vamos morrer um dia. Quase sempre cercada por temores e curiosidades, essa convicção nos acompanha ao longo da vida. Como será o lado de lá? O que encontraremos? São muitas as perguntas e, justamente por tratar o assunto de forma instigante, o livro Nosso lar, ditado pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier, é destaque na preferência do público leitor, espírita ou não. Desde o lançamento de sua primeira edição (FEB editora), em 1944, já foram vendidos dois milhões de exemplares. A única certeza que temos ao nascer é de que vamos morrer um dia. Quase sempre cercada por temores e curiosidades, essa convicção nos acompanha ao longo da vida. Como será o lado de lá? O que encontraremos? São muitas as perguntas e, justamente por tratar o assunto de forma instigante, o livro Nosso lar, ditado pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier, é destaque na preferência do público leitor, espírita ou não. Desde o lançamento de sua primeira edição (FEB editora), em 1944, já foram vendidos dois milhões de exemplares. O romance que conta a trajetória espiritual do médico foi traduzido para os principais idiomas do mundo e mereceu um honroso primeiro lugar entre os dez melhores livros espíritas publicados no século 20.

Por ser um best-seller, pode-se imaginar o tamanho do desafio enfrentado pelo cineasta Wagner de Assis para colocar nas telas do cinema a obra com a dimensão doutrinária que possui.
A partir de 3 de setembro, esse trabalho – cujos números da produção cinematográfica parecem seguir a obra escrita – poderá ser conferido em todo o país. Mais de cinco mil pessoas participaram do projeto, com mais de mil figurantes. Os efeitos especiais passaram por 90 profissionais e foram feitos em Toronto, no Canadá, para que a colônia espiritual Nosso lar ganhasse as dimensões descritas no livro.
Espírita, o cineasta Wagner de Assis fala em entrevista exclusiva para o Correio Fraterno sobre os bastidores dessa superprodução que retrata a problemática profunda do destino do ser.
Por que a história de Nosso lar foi escolhida para ir às telas?
Não há quem não leia Nosso lar e não tenha uma experiência única – desde a temática, passando pela força da narrativa, até a visualização de tamanhas novidades. É uma história poderosa em inúmeros aspectos, mas que precisava da hora certa para ser feita no cinema, com a tecnologia correta e viável. Acredito que o cinema reflete muito o seu tempo – entre outras tantas qualidades. Os tempos de hoje são os "chegados", como já anunciado.
Quais os desafios de um filme que trata sobre uma questão de difícil assimilação para a maioria das pessoas, a imortalidade do espírito?
Antes de tudo, sabíamos da importância do livro e respeitamos em todos os momentos a obra. Nunca pensamos em dar voos diferentes do que já estava nas páginas. Mas cinema é uma história contada em menos de duas horas. Há dezenas de histórias diferentes em Nosso lar. Tínhamos que exercitar a síntese, fazer as escolhas certas, em função do protagonista, para a narrativa ser bem contada na tela. Espero que tenhamos acertado. O roteiro buscou a essência do livro – um homem acorda no mundo espiritual. Esse é o plot dramático – descobrir um novo mundo. Mas há inúmeras questões: que mundo é esse? O que acontece com ele? O que fazer a partir dali? Acho que roteirizar é ver o filme antes de todo mundo e colocar no papel. E, dentro dessa jornada de descobertas, vemos que ela se transforma numa jornada de superação e aprendizado. Há pessoas que cruzam o caminho deste homem, há novos paradigmas a serem vividos e questões ainda não respondidas no passado.
Como foi a pós-produção?
Os efeitos são um ponto vital para a história. Precisávamos criar uma cidade no computador e lidar com ela durante as filmagens. Filmamos sempre no limite do cenário construído e do cenário virtual que seria acrescido. Tivemos dias com mil figurantes, equipes de preparação enormes, virando 24 horas por dia para que tudo pudesse ser feito. E isso apenas no mundo encarnado!
Em quanto tempo se deu esse trabalho até a finalização?
Filmamos em oito semanas. Pré-produzimos em doze. E pós-produzimos em quase nove meses. Ao todo, desde que os direitos foram negociados, passaram-se quatro anos. Nem planejávamos estrear em 2010; não tínhamos consciência do grande momento em relação ao Chico Xavier. Mas estava tudo planejado na espiritualidade. Fomos apenas os mecanismos. Não houve um dia sequer durante este trabalho que não senti a magia presente em nossas vidas. Um aprendizado e tanto!or
As questões transcendentais que sempre acompanharam a jornada humana se fazem agora mais presentes?
Acho que o cinema reflete seu tempo. Não sei se é um novo filão. Também não entendo o que são "filmes espíritas" – criando um gênero que não sei muito bem como é. Até agora, houve duas cinebiografias (Bezerra de Menezes e Chico Xavier) e teremos um drama, que é o Nosso lar. O tema espiritualidade certamente veio para ficar, sem medos, sem problemas em celebrar a espiritualidade. Já ouvi que é uma nova "invasão organizada" da realidade da vida espiritual, assim como houve no século XIX com Allan Kardec e as próprias Irmãs Fox na América do Norte.
Para você, qual o ponto alto ao fazer esse filme?
Acho que sair de uma vontade pessoal e encontrar tantas pessoas que tornem essa vontade real é um aprendizado para a vida toda. Aprender a acreditar cada vez mais, entender que somos apenas mecanismos e que cinema é a arte de todos juntos. Também perceber que a espiritualidade permitiu que esse trabalho fosse feito, porque deduzimos que se não fosse para ser feito, certamente não estaríamos aqui. Só isso já é um motivo de agradecimento eterno. Por isso, sempre haverá novas histórias e novos projetos. Afinal, André escreveu 16 livros. Que todos os espíritas sintam-se responsáveis por essa conquista, assistam ao filme e nos ajudem a divulgar. Precisamos que essa "maioria silenciosa" de espíritas e simpatizantes que, acredito, existe no país, se manifeste agora para ir ao cinema. E isso não é só pelo filme. É pela temática – vida espiritual – e pelos novos tempos.
Um estímulo à leitura e à reflexão
O telefone toca. Do outro lado dá para sentir o entusiasmo do ator Renato Prieto quando ouve a proposta de nossa entrevista: falar sobre seu personagem André Luiz, no filme Nosso lar. O capixaba que mora no Rio de Janeiro tem 25 anos de carreira em televisão e teatro. Espírita, foi buscar na obra de Chico Xavier a inspiração para o papel: “À medida que iam se aproximando as filmagens eu a reli diversas vezes. Compor o personagem foi uma grande e amorosa batalha, já que ele é diametralmente diferente de mim. Foi necessário vivenciar cada passo da sua jornada.” Renato emagreceu dezoito quilos em 45 dias para viver a condição de André Luiz em seu despertar. Clima de harmonia e emoção dominava os bastidores do filme e particularmente o ator nas cenas com a atriz Selma Egrei, que faz o papel da mãe do médico. Em reunião no início do ano com a Federação Espírita Brasileira, em Brasília, membros da equipe do filme Nosso lar narraram, segundo o secretário geral do Conselho Federativo Nacional da FEB, Antonio Cesar Perri de Carvalho, interessantes informações sobre a sensação de envolvimento espiritual que ocorreram durante as filmagens.” O risco de que o grande público veja a desencarnação de André Luiz como regra geral e experiência única é questionado. Afinal, dentre as cinco obras básicas que compõem a codificação espírita, está o livro O Céu e o inferno de Allan Kardec, que demonstra, além da imortalidade do espírito, a consequente condição do despertar de cada individualidade, em função do modo como viveu; a cada um segundo suas obras, como disse Jesus. Para Cesar Perri, Nosso lar abrirá portas. Segundo ele, “a desencarnação, atendimentos iniciais e adaptações do espírito André Luiz não foram nada fáceis. Os que tiverem dúvidas poderão buscar a leitura das obras correlatas. Todo o filme provoca estímulo à leitura do livro o que o gerou e de obras similares. Será um bom estímulo à leitura e à reflexão sobre as questões de vida e de morte. Caberá ao Movimento Espírita gerar uma onda de esclarecimentos e de analogias com obras sérias. Infelizmente, a obra O céu e o inferno é bem pouco estudada e divulgada entre os próprios espíritas e, sem dúvida, será um excelente momento de alavancar sua difusão.” O diretor Wagner de Assis concorda com Perri e revela que uma das preocupações foi justamente não deixar que as pessoas “rotulassem” o personagem. “Claro que sempre há riscos, quando se lida com meios de comunicação de massa. Para quem quiser se aprofundar, nada melhor que ler o Nosso lar e, quem sabe, os demais livros da série André Luiz”. Wagner recorre a uma afirmação do próprio André Luiz, que vai mais longe em sua análise: “O simples baixar do pano não resolve transcendentes questões do infinito. Uma existência é um ato. Um corpo, uma veste. Um século, um dia. Um serviço, uma experiência. Um triunfo, uma aquisição. Uma morte, um sopro renovador. Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?” O recado está dado.

Fonte: http://www.correiofraterno.com.br/
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Um Encontro Real Entre Nós Dois

Hérminio C. Miranda

De repente você se dá conta, como eu, de que acaba de ingressar no clube dos macróbios. No meu caso, 90 anos. E aí começa a perceber que o mundo não é mais aquele que você conheceu, especialmente não mais estão ali as pessoas que conheceu e amou. Quase todas desapareceram na invisibilidade. Bem sei que é uma ausência temporária, pois lá estão na dimensão espiritual à nossa espera para as emoções do reencontro. Mas que umas tantas delas deixam aberto em nós um espaço maior, isso também é verdade.
Para mim a ausência mais doída é a da querida dona Helena, minha mãe.
Talvez você se lembre que eu abri para ela um capítulo especial no livro Nossos filhos são espíritos.
Ela partiu para o outro lado da vida em 1960, aos 66 anos. Eu tinha 40.
Portanto, já se passaram cinquenta anos. Ao longo desse tempo, muita coisa aconteceu, claro. Cerca de trinta deles, participando de trabalhos mediúnicos. Duas vezes ela me enviou mensagens psicografadas e uma vez falei com ela através de médium de minha confiança. Ela me proporcionou evidências indiscutíveis, citando fatos dos quais só ela e eu sabíamos.
Recentemente – cerca de um ano ou dois – tive com ela um sonho do qual só me ficou na memória de vigília um episódio marcante. No sonho, ela veio ao meu encontro e ajoelhou-se a meus pés. Recuperado da impactante perplexidade que a cena me suscitou, ajoelhei-me também diante dela e o trocamos um beijo saudoso, aqueles que somente ocorrem entre mãe e filho.
Bem, a historinha ainda não ficou aí concluída. Uma semana depois, recebi um e-mail de outra amiga, médium com a qual trabalhei num grupinho doméstico, do qual, entre outros queridos amigos e amigas, Deolindo Amorim sentava-se à minha esquerda e ela, à direita.
A amiga frequentava uma instituição espírita no Rio.
Dizia-me naquela carta inesperada que ao encerrarem-se os trabalhos mediúnicos da casa, aproximara-se dela uma entidade – que ela descreveu sumariamente, mas não da qual não guardara o nome. “Diga ao Herminio – pediu ela – que não foi somente um sonho. Houve um encontro real entre nós dois.”
A amiga médium, em conversa posterior comigo, ao telefone, acrescentou um detalhe que não mencionara no e-mail: o gesto dela se reportava à remota existência minha, aí pela Idade Média, quando eu lhe proporcionara a grande alegria, tornando-me sacerdote católico, sonho dela não realizado nesta vida.
Pois é, leitor/leitora.
Acho que não preciso falar de minha emoção ante esse recado.
Falo agora, porém, para encerrar esta narrativa, repetindo uma frase que usei certa vez e que assim diz:
“Se você perceber neste papel que está lendo, a marca de uma lágrima, não se preocupe. É minha.”


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FILME SOBRE LIVRO ESPIRITA GANHA DOIS KIKITOS EM GRAMADO


Foto 2: Geraldo Sarno (diretor) ganha Kikito. (Edson Vara - Proibida a reprodução comercial)
O Filme "O Último Romance de Balzac" ganhou dois kikitos de ouro no 38º Festival de Cinema de Gramado.
Ele levou os prêmios: "Melhor direção de arte" e o "Prêmio Especial do Júri".
O filme foi construído com consulta aos livros "Cristo Espera por Ti", de Balzac, psicografado por Waldo Vieira e "O Avesso de um Balzac Contemporâneo" de Osmar Ramos Filho, das Publicações Lachâtre.
Depois do cinema de massas é hora do cinema de arte brasileiro explorar a riqueza da literatura e pesquisa espíritas na construção de seus roteiros e filmes.
O filme é a reação de um intelectual de formação marxista, o cineasta Geraldo Sarno, ao tomar contato com uma das obras mais instigantes que o movimento espírita já produziu e que tenta reconhecer a autoria espiritual em uma obra literária de um dos maiores romancistas de todos os tempos. É um filme autoral, é um filme de arte, que, seguindo a proposta do autor do livro, não busca dar respostas, mas instigar o público a partir da seguinte constatação: como explicar a origem de uma obra com tantos indícios de sua autoria, sendo seu autor já falecido?
Na onda dos filmes espíritas produzidos nos últimos meses, "O último romance de Balzac" se destaca pela genialidade da direção. A obra está muito longe de ser uma reprodução de "O avesso de um Balzac contemporâneo" para a divulgação de seu conteúdo ao grande público. É uma clara tentativa de alguém com ortodoxa formação materialista que precisa reajustar seus pensamentos diante de um fenômeno que dá indícios claros da sobrevivência da alma e da possibilidade de sua comunicação com os chamados 'vivos'.
"Foi apresentado no último dia 08 de agosto, no Festival de Cinema de Gramado, o mais importante festival de cinema de nosso país, o filme "O último romance de Balzac", longa-metragem que tem a direção do premiado Geraldo Sarno. O filme foi um dos 7 longas brasileiros selecionados para participação no festival e é baseado na obra "Um avesso de um Balzac contemporâneo", de Osmar Ramos Filho, publicada pela Lachâtre.
Ele deve ir para as telas em 2011. Não perca.




Fonte:     http://espiritismocomentado.blogspot.com/
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Memórias de um Suícida - Filme


Em uma sociedade cada vez mais materialista e consumista, a perda de condição econômica e status social é vista como um problema insuperável por muitas pessoas. Este assunto é o foco do curta-metragem que está sendo viabilizado por Cristiane Bahia, jovem cineasta mineira.
O suicídio tem aumentado no Brasil, afirma a cineasta, que se baseia em dados comparativos do Ministério da Saúde, que propõe que o tema seja tratado como problema de saúde pública e que se realizem ações de prevenção.
Cristiane escreveu o roteiro do filme "O Décimo Segundo", que foi aprovado pela comissão pública que avalia pedidos de apoio à cultura ligados à Lei Rouanet.
Em sintonia com a Campanha em Defesa da Vida, da Federação Espírita Brasileira, que mobiliza esforços de todo o movimento espírita brasileiro, e inspirada pela leitura de Memórias de um Suicida, obra-prima da mediunidade de Yvonne Pereira, o curta promete promover a discussão em torno do tema e dos valores que dão sentido à vida.
Uma forma de apoio é participar do Cine Música Festival, que acontece no teatro do Clube dos Oficiais, à rua Diabase 200 - Prado, e que terá o apoio do Grupo Nossa Ópera e de outros artistas. O valor do ingresso é de 10 reais. Mais informações no Eventos Espíritas (http://eventoespirita.blogspot.com/

Fonte:

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2º SEMP-SEMINÁRIO DA MANSÃO DA PAZ

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NOSSO LAR - O FILME - Estréia 03 de Setembro


A maior produção cinematográfica do Brasil
Uma verdadeira superprodução com cenários virtuais magníficos que elevarão os filmes brasileiros ao topo junto com outros filmes de Hollywood. Estréia 3 de setembro sexta-feira. O filme vem para ajudar o cinema brasileiro, bem como o Espiritismo, que esta para o avanço moral-social da humanidade.
O filme é uma obra real e não de ficção. Basta de violência nas telas. É uma história de superação de valores espirituais. Nosso Lar pode ser o inicio de uma nova era no cinema brasileiro, vamos conferir.
O filme revela a escalada de um espírito, o próprio André Luiz, desde as regiões umbralinas em que foi lançado, logo após o desencarne, até o socorro e a gradativa recuperação em magnífica e muito bem organizada cidade espiritual, denominada "Nosso Lar". A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões. Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser."


É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira. Em "Nosso Lar", mais tarde, trabalhando humildemente como enfermeiro auxiliar nas Câmeras de Retificação, o antigo e orgulhoso médico terreno aprende sobre si e os outros de forma totalmente inovadora, sepultando aos poucos, verdadeiramente, o "homem velho" que ainda trazia em si e abrindo caminho, assim, para o futuro médico de almas em que se transformaria.
Ciente das próprias deficiências, André Luiz observa, estuda, pergunta, luta, e supera-se, no sincero propósito de renovação íntima.



Como desfecho surpreendente, consegue, afinal, licença de seus superiores para voltar à casa terrena, no intuito de rever os filhos e a esposa muito amada. Ao chegar, percebe profundas mudanças no antigo lar. A pior delas: a esposa havia contraído novas núpcias. Desespera-se fundamente. Não quer acreditar no que vê e ouve. Grita seu amor e sua saudade, porém ninguém o escuta. Está morto. Para o mundo e para a querida companheira de outrora. Mas o novo marido de Zélia está muito doente. A desencarnação está próxima. É então que André Luiz, mesmo em profundo desencanto, dá testemunho renovação a que se propôs enquanto em "Nosso Lar"...













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A dor da Mãe que perde um filho

Minha história de mãe da Terra se entrelaçou com a história de uma pequena luz que veio nos fazer uma visita breve, partindo alguns dias após nascer. Minha menina tão linda, gerada com tanto amor dentro de meu ventre não resistiu às singularidades deste mundo e passou feito passarinho pelos céus de nossos olhos lacrimejados de tristeza.

É impossível descrever a dor que rugiu de minha alma e entendo que a mesma devia ser sentida e chorada com veemência a cada semana posterior de sua partida. Meu conforto foi atirar-me nos braços da fé, buscando consolo em algo maior e no amor da família. Arranquei forças de dentro de mim que não imaginava existir, para verter lágrimas em sorrisos de querer bem e gratidão a Deus.

Sim, Ele havia me presenteado! Um dia, num passado não tão distante fiz alguns combinados, sabia das escolhas que havia feito com cada uma das pessoas que passaram por mim e que estão comigo, por certo não me lembrava, até que minha pequenina veio para me ensinar e mostrar o caminho. Com a “perda” também se ganha...

Aos poucos a dor foi se dissipando, as emoções foram dando lugar a paz e as orações passaram a confortar nossos corações humanamente egoístas e cansados da matéria que nos é útil nesse plano, mas que por vezes nos pesa tanto. Sabemos que cada minuto de nossa jornada é precioso demais e deve ser vivido com entusiasmo, por isso, sejamos felizes! Minha pequena luz foi uma das melhores educadoras que já tive nessa vida, mostrou-me que a evolução da alma está na disposição de aprender e ensinar com a humildade de uma criança, com a troca de gerar e deixar ir, resignar, voar.

A vida é algo inexplicável! Foi voltando de mansinho a pulsar em nossas veias dia após dia, nossos filhos sabiamente voltaram a sorrir e correr pela casa e nosso sofrimento se estancou através do labor e do carinho de sermos todos unidos pela esperança de um dia desses nos reencontrarmos no caminho de luz que já está sendo trilhado por muitos. As lembranças de uma pequenina que cruzou nossos singelos mundos de mãe, pai, irmãos, avós, tios(as) ficarão para sempre registrados em nossas memórias. Não há de sentir culpa, raiva, mágoa por causa da morte.

Nada que nos faça estagnar no caos de sentimentos irracionais que não nos permite crescer e evoluir através do lado positivo das situações que a vida e por consequência a morte da matéria nos apresenta. A vida é construída através de nossas falas, gestos e pensamentos de amor para conosco e para com nosso próximo e a passagem de cada um de nós é a única garantia que realmente temos.

O que vai ser do futuro? Pergunta tola a minha!

Passei nove meses esperando o futuro e deixei de aproveitar mais e melhor o que era meu presente...


Por isso, aproveitem seus filhos do jeito que eles são, ame-os mesmo que distantes de ti, ame-os mesmo que não sejam como você idealizou, instrua-os para serem pessoas felizes e de bem, aproveitem cada momento com cada um de seus filhos, compartilhem com eles as experiências da vida, criem seus filhos com carinho e entusiasmo, estreitem os laços fraternais, respeitem seu desenvolvimento, suas dificuldades e elogiem seus acertos, não os protejam em demasia, mostrem os limites com clareza e tranquilidade, acompanhem cada fase, cada passo, cada letra, cada amigo, cada livro, cada amor... Não importa se viverão 9 meses e 3 dias ou 93 anos. Vivenciem seus filhos e os deixem partir quando tiverem de ir... E ao partirem, que as lágrimas caídas sejam de puro e verdadeiro amor.


Muita paz à todas as mães que deram a luz para luzes que hoje brilham aqui na Terra ou em algum lugar especial.


Pirituba (SP), 5 de Maio de 2009

Essa carta escrevi alguns meses após a passagem de minha filha Julia. Que ela esteja em paz, junto aos nossos irmãos de luz.

Helayne Peres Cardoso


http://www.partidaechegada.com/
 
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" As Mães de Chico Xavier" - O Filme


As gravações do filme "As Mães de Chico Xavier", de Glauber Filho e Halder Gomes, chegam na reta final. O longa tem estreia prevista para o mês de dezembro

A Casa de José de Alencar, em Messejana, serviu de locação, na última quarta-feira, para as gravações do elenco principal de "As Mães de Chico Xavier". A cena do dia: retratava o médium atendendo várias pessoas ao ar livre. Fato costumeiro durante as visitas, pois a quantidade de gente que o procurava era tão grande que não cabia dentro de sua casa.

Em meio a parafernália de equipamentos, o ritmo acelerado das gravações, sons, silêncios, sol, estresses, sorrisos, concentração e pausa para o descanso, atores, produtores e diretores davam o melhor de si.

"As filmagens tem sido muito boas. Toda a equipe é bastante dedicada e a história é muito linda. É muito gostoso fazer esse tipo de filme que fala de uma dimensão humana, fugindo daquela estética da violência tão potencializada na cultura ocidental", explica Glauber Filho.

De acordo com o diretor, o cinema que segue essa linha mais transcendental, como foi o caso de outras películas antecessoras a produção em andamento, "Bezerra de Menezes" (de sua autoria) e o longa-metragem "Chico Xavier", de Daniel Filho; vem resgatando um público adulto diferenciado, em busca de temáticas mais espiritualizadas e maduras.

Narrativa

"As Mães de Chico Xavier" foi inspirado no livro "Por Trás do Véu de Isis", do jornalista e escritor Marcel Souto Maior (também autor de "As Vidas de Chico Xavier", biografia que deu origem à trama, atualmente em cartaz, de Daniel Filho).

O filme, que está sendo gravado em película 35 mm, conta a história de três mulheres. Ruth (Via Negromonte), mãe de um adolescente que enfrenta problemas com drogas. Elisa (Vanessa Gerbelli) que tenta suprir a ausência do marido, dedicando-se inteiramente ao filho, o pequeno Theo (Gabriel Pontes). Lara (Tainá Muller), uma professora que enfrenta o dilema de uma gravidez não planejada. Todas, acima de tudo mães, com suas vidas modificadas quando buscam conforto nas palavras do médium Chico Xavier (interpretado mais uma vez pelo ator Nelson Xavier).

O elenco também é composto por Herson Capri, que interpreta Mário, marido de Ruth, Caio Blat, vivendo um jornalista que busca emplacar uma matéria sobre o médium, e Neuza Borges, a dedicada governanta de Elisa e Guilherme (Joelson Medeiros). "Faço um jornalista cético que investiga a mediunidade de Chico. Ele quer a todo custo fazer uma matéria sensacionalista, mas a medida em que passa a conhecê-lo, o personagem se sente tocado e procura entender mais da doutrina espírita. Inspirei-me na própria experiência do jornalista Marcel Souto Maior", diz o ator Caio Blat. No elenco principal, destaca-se também a presença da única atriz cearense, Christiane Góis. Ela interpreta a babá Lica, que vive uma situação dramática, sendo acusada de algo que não é culpada. "Estou muito feliz de participar do filme, é o meu primeiro longa", ressalta a atriz.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=784809
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Por quê choras minha ausência

“Mamãe querida, quanta saudade de você, do meu pai, do meu cachorrinho ‘Luck’ e da vovó. Sinto falta também da Carminha, que sempre cuidou de nós.

Olha! Eu quero que saiba que estou bem.

Estava triste, sem saber o que tinha acontecido, mas algumas pessoas bondosas vieram e me explicaram que fui atropelada quando ia pra escola. Achei que estava perdida, mas estou ‘viva’ do lado de cá.

Aqui tudo é lindo. Me levaram pra um lugar onde tem outras crianças, bebês até. Me senti muito bem lá, mas quero que você aquiete seu coração e nunca, nunca mesmo culpe alguém pela minha morte. Mesmo porque eu não morri.

Se puder ( eles disseram que poderei), sempre estarei perto de você. Quero que você sinta minha presença... Vou tocar os teus cabelos e você saberá.

Que você ore por mim, mas não se lamente. A vida é assim e sei que vamos nos encontrar novamente. O tempo aqui passa rápido e vejo que logo estaremos juntas. Fica com Deus . Cuide das minhas coisinhas. Cuida do ‘Luck’... ele me vê e isto me faz feliz,.

Beijos pra você e pra todos lá de casa. Estou bem e em paz. Deus vai me colocar num bom lugar. Agora estou bem pois sei da minha condição. Vou rezar para você todos os dias. Te amo.”


Assinado : Michelle
Data : Maio de 2007.
Local : Sorocaba (SP)
Médium : S.A.O.G.
Notas da Psicografa:
Michele, 13 anos 
Mãe : Lucinda 
Fato : Ia para a escola quando se perdeu. Não sabe voltar para casa. Foi atendida, esclarecida do que aconteceu e quer mandar um recado para a mãe. 

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Serie Global "A CURA" vai misturar vidas passadas e dons paranormais

Os atores Juca de Oliveira e Selton Mello

O filão dos roteiros baseados em experiências espirituais tem dado lucro e rendido altos números de audiência. Além do recém-lançado longa Chico Xavier - O Filme, cinebiografia do médium mais famoso do Brasil e que obteve recordes de bilheteria, da novela Escrito nas Estrelas, que se estabiliza no horário das seis com um ibope satisfatório, e do filme Nosso Lar, também baseado na obra de Chico Xavier, está prestes a estrear a série A Cura, que vem inflar as crescentes estatísticas de produções sobre o tema. A primeira série de João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein - roteirista do filme sobre Chico Xavier -, é dirigida por Ricardo Waddington e estreia na Globo no dia 10 de agosto, no lugar do seriado Na Forma da Lei. Com um formato de thriller psicológico, a produção de nove episódios conta a história de Dimas, um cirurgião nascido em Diamantina, no interior de Minas Gerais, onde se passa a trama. O personagem vai embora da cidade ainda criança, acusado de matar um amigo de infância. No entanto, 20 anos depois, ele decide voltar para sua terra natal e descobre que tem o dom de curar doentes graves. Mas, misteriosamente, esses pacientes morrem em seguida. "Sempre tive vontade de contar a história de um curandeiro, essa figura bem brasileira, e Minas foi escolhida por ser uma terra de mistérios e segredos", justificou João Emanuel.
A história, que não é baseada em fatos reais, se passa em tomadas dos dias atuais e do Século XVIII, onde se destaca o personagem Silvério, um antepassado de Dimas, vivido por Carmo Dalla Vecchia. Para o personagem, o ator chegou a emagrecer 15 kg. Como um cruel minerador de ouro, ele protagoniza cenas de extrema violência. No desenrolar da história, o encontro dos dois personagens mostra um ajuste de contas ao longo dos séculos. "Estou fazendo esta série de poros abertos, descobrindo tudo no calor do trabalho e impregnado com essa atmosfera de mistério", filosofou Selton Mello.
Para contar essa saga na pacata cidade histórica, a Globo deslocou 150 profissionais, que participaram de 25 dias de gravações na região. Uma das principais locações é o hospital de Dr. Turíbio, vivido por Ary Fontoura. Ele é pai da correta Rosângela, uma médica amiga de infância de Dimas, vivida pela mineira Andréia Horta, que é noiva há sete anos de Camillo, interpretado por Caco Ciocler. "Tive de retomar meu sotaque mineiro e construir uma médica justa e muito honesta. O mais importante foi ter começado a gravar essa série em Diamantina para que a gente vivesse plenamente o tom dos personagens", avaliou a atriz.
Dimas acaba se envolvendo com a personagem de Andréia e sua vida se entrelaça com a do enigmático médico Otto, papel de Juca de Oliveira. Seu personagem é considerado um criminoso para alguns e santo para outros. "Dimas destrói o mundo perfeito em que Camillo vivia. Ele atrapalha sua vida pessoal e profissiona", adiantou Caco.
Sem efeitos especiais, realismo fantástico, conotações religiosas, mas com alusões ao catolicismo e ao espiritismo ao falar de vidas passadas, a produção mostra, com suspense, a dubiedade do caráter do protagonista. Com um elenco com nomes como Nívea Maria, Ary Fontoura, Ana Rosa e Luiza Mariani, entre outros, a cada episódio, a trama destaca a saga de um médico curandeiro que se surpreende com sua capacidade paranormal de curar com as mãos. "Vamos mostrar o imaginário brasileiro, o misticismo que faz parte das nossas vidas, principalmente no interior do Brasil", adiantou Ricardo Waddington.

 Fonte:
http://diversao.terra.com.br/tv/noticias/0,,OI4582616-EI12993,00-A+Cura+vai+misturar+vidas+passadas+e+dons+paranormais.html





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Semana Espírita em Valença-Piaui

O Movimento Espírita de Valença do Piaui estão realizando atividades comemorativas em alusão aos 18 anos de fundação do Centro Espírita Caminho e Vida, que fica situado na rua Antonio Luiz, 215 - Próximo ao Quartel de Polícias.
As  atividade  iniciarão dia 15/08 com palestras e implantações de trabalhos, e terminarão no dia 21/08
com a participação de colaboradores do Centro Espírita Chico Xavier e Centro Espírita Francisco de Assis, ambos de Picos-PI, que irão proferir as paletras da noite.
Participe desse evento e divulgue para seus amigos.
O Movimento Espírita agradece.


Moura Fé
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