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Se eu Morrer antes de você





Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:

Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar, não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.

Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito,esqueça e acrescente sua versão.

Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.

Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam.

Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.

E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
"Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!"
Aí, então derrame uma lágrima.

Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus.

Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.

E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.

Você acredita nessas coisas?

Então ore para que nós vivamos como quem sabe que vai morrer um dia,
e que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente,
e se inaugura aqui mesmo o seu começo.

Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu...

Ser seu amigo... já é um pedaço dele.


Psicografia de Chico Xavier (Espírito Emmanuel)


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As Cartas Psicografadas por Chico Xavier - FILME







As cartas psicografadas por Chico Xavier é um filme de conversas e silêncio. Mães e pais que perderam filhos, procuraram Chico, receberam cartas. Sentimentos, lembranças, imagens da falta de alguém. A procura por alento para a dor sem nome. As palavras chegam em papel manuscrito. As cartas são lidas. Sobreviver a isso, viver ainda assim. As cartas são os elos entre mães e filhos, entre Chico e essas mães e seus filhos, entre o público e o filme.
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Fazendo Sol




"Amanheceste chorando pelos que te não compreendem.
Amigos diletos rixaram contigo.
Nos mais amados, viste o retrato da ingratidão.
Aspiravas a desentranhar o carinho nos corações queridos, com
a pureza e a simplicidade da abelha que extrai o néctar das flores
sem alterá-las, e, porque não conseguiste, queres morrer...
Não te encarceres, porém, nos laços do desespero.
Afirmas-te à procura do amor, mas não te recordas daqueles
para quem o teu simples olhar seria assim como o sorriso da estrela,
descerrado nas trevas.
Mostram a cabeça encanecida, à feição de nossos pais, são irmãos
semelhantes a nós ou são jovens e crianças que poderiam ser
nossos filhos... Contudo, estiram-se em leitos de pedra ou refugiam-
se em antros, fincados no solo, quais se fossem proscritos
atormentados.
Não te pedem mais que um pão, a fim de que lhes restaurem as
energias do corpo enfermo, ou uma palavra de esperança que lhes
console a alma dorida.
Não percas o tesouro das horas, na aflição sem proveito.
Podes ser, ainda hoje, o apoio dos que esmorecem, desalentados,
ou a luz dos que jazem nas sombras; podes estender o cobertor
agasalhante sobre aqueles a quem a noite pede perdão por ser longa
e fria, aliviar o suplício dos companheiros que a moléstia carcome
ou dizer a frase calmante para os que enlouqueceram de sofrimento...
Sai, pois, de ti mesmo para conhecer a glória de amar!...
Perceberás, então, que a existência na Terra é apenas um dia
na eternidade, aprendendo a iluminá-la de amor, como quem anda
fazendo sol, nos caminhos da vida, e encontrarás, mais tarde, em
cânticos de alegria, todos aqueles que te não amam agora, amando-te
muito mais, por te buscarem a luz no instante do entardecer."

Do Livro ALMA E CORAÇÃO - Cap. V – Item 18
("O Espírito da Verdade", Espíritos Diversos(Meimei)]/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira


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O ESPIRITISMO E OS CÔNJUGES




Sem entendimento e respeito, conciliação e afinidade espiritual torna-se difícil o êxito no casamento.

Todos os pretendentes à união conjugal carecem de estudar as circunstâncias do ajuste esponsalício antes do consórcio, para isso existindo o período natural do noivado. Aspecto deveras importante para ser analisado será sempre o da crença religiosa.

Efetivamente, se a religião idêntica no casal contribui bastante para a estabilidade do matrimônio, a diversidade dos pontos de vista não é um fator proibitivo da paz da família. Mas se aparecem rixas no lar, oriunda do choque de opiniões religiosas diferentes, a responsabilidade é claramente debitada aos esposos que se escolheram um ao outro.

A tendência comum de um cônjuge é a de levar o outro a pensar e agir como ele próprio, o que nem sempre é viável e nem pode ocorrer. Eis por que não lhes cabe violentar situações e sentimentos, manejando imposições recíprocas, mormente no sentido de se arrastarem a determinada crença religiosa.

Deve partir do cônjuge de fé sincera a iniciativa de patentear a qualidade das suas convicções, em casa, pelo convite silencioso a elas, através do exemplo.

Não será por meio de discussões, censuras ou pilhérias em torno de assuntos religiosos que se evidenciará algum dia a excelência de uma doutrina.

Ao invés de murmurações estéreis, urge dar provas de espiritualidade superior, repetidas no dia-a-dia. Em lugar de conceitos extremados nas prédicas fatigantes, vale mais a exposição da crença pela melhoria da conduta, positivando-se quão pior seria qualquer criatura sem o apoio da religião.

Para os espíritas jamais será construtivo constranger alguém a ler certas obras, freqüentar determinadas reuniões ou aceitar critérios especiais em matéria doutrinária.

Quem deseje modificar a crença do companheiro ou companheira, comece a modificar a si mesmo, na vivência da abnegação pura, do serviço, da compreensão, do bom-senso prático, salientando aos olhos do outro ou da outra a capacidade de renovação dos princípios que abraça.

O cônjuge é a pessoa mais indicada para revelar as virtudes de uma crença ao outro cônjuge.

Um simples ato de bondade, no recinto do lar, tem mais força persuasiva que uma dezena de pregações num templo onde a criatura comparece contrariada.

Uma única prova de sacrifício entre duas pessoas que se defrontam, no convívio diário, surge mais eficaz como agente de ensino que uma vintena de livros impostos para leituras forçadas.

Em resumo, depende do cônjuge fazer a sua religião atrativa e estimulante para o outro, ao contrário de mostrá-la fastidiosa ou incômoda.

Nos testemunhos de cada instante, no culto vivo do Evangelho em casa e na lealdade à própria fé, persista de cada qual nas boas obras, porque, ante demonstrações vivas de amor, cessam quaisquer azedumes da discórdia e todas as resistências da incompreensão.
 


pelo Espírito André Luiz - Do livro: Estude e Viva, Médium: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.


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Mesa Branca?

    Ela pode ser de madeira, de plástico ou até mesmo de concreto. Pode ser azul, marrom, branca ou a cor que o leitor imaginar, grande ou pequena, leve ou pesada, mas o fato é que nenhuma influência exerce sobre a prática espírita. A mesa é móvel doméstico ou empresarial, de muita comodidade, que facilita as mais variadas tarefas, das simples às complexas, de uso particular ou coletivo, mas nada tem a ver com a Doutrina Espírita. A cor, tamanho, peso ou material de que é feita, pouco importa para a prática espírita. Inclusive a própria mesa pode ser dispensada, sem qualquer prejuízo para as atividades, exceto para a questão de comodidade humana. É claro que a usamos em nossos grupos, por mera questão de comodidade. Agora, a expressão que intitula o presente artigo é fruto da ignorância popular, ou se quisermos amenizar a frase, ela advêm da falta de conhecimento do que seja o Espiritismo. O Espiritismo dispensa quaisquer objetos materiais, gestos ou rituais. Móveis, roupas especiais, velas, sinais, posturas e mesmo quaisquer expressões de cores – inclusive a cor de suposta mesa que esteja sendo usada ou cores de lâmpadas, cortinas e paredes – são absolutamente desnecessários, inúteis mesmo diremos. Tudo porque a prática espírita está exclusivamente baseada na questão da sintonia mental e dos sentimentos que norteiam os que dela participam. E isto determina a qualidade de tais práticas. Óbvio que nos referimos aqui à prática das reuniões mediúnicas, classificadas por quem desconhece o Espiritismo, como de mesa branca. Mas a prática espírita está também nos estudos, na caridade material e espiritual prestada aos necessitados, nas atividades de divulgação – em suas diversas modalidades –, mas também no intercâmbio com os espíritos (que nada mais são que criaturas humanas que já deixaram o corpo de carne pelo fenômeno biológico da morte), onde o uso ou não de uma mesa é questão secundária. Portanto, ao ouvirmos a expressão mesa branca, já estamos cientes: quem a usa está totalmente desconectado da realidade da prática espírita. Se for algum grupo que a usa para auto-classificar-se, encontra-se equivocado. Se a qualificação surgir por terceiros, quem a emite é que desconhece o que está dizendo. E como reconhecer, então, um grupo sério e identificado com a Doutrina Espírita? É fácil: basta observar três critérios: bom senso, lógica e fraternidade entre seus membros.

    Orson Carrara

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O AMOR IMPOSSÍVEL





Se o amor é uma conquista, alguns ainda não a alcançaram.

Se a pessoa que você ama já tem compromisso, evite viver uma relação paralela que poderá machucar seu coração. Nossos sentimentos comandam nossa Vida; deixá-los à deriva é perigo para a própria sobrevivência.

Ninguém que se aventura numa relação paralela consegue dela sair sem marcas. Os motivos que levam alguém a tal aventura geralmente se enraízam em vidas passadas.

Quem ama nem sempre consegue correspondência com o ser amado. Às vezes nos deparamos com os amores platônicos ou não recíprocos. Respeitar os limites do outro é fundamental para nosso equilíbrio psíquico.

Quando você se deparar com um amor proibido atravessando seu percurso de vida, olhe para si mesmo e conscientize-se de que você não merece pagar preço tão alto por uma ligação que não possa ser postergada.

Se o seu amor não é correspondido ou é platônico e o outro não sabe nem lhe dá atenção, não espere que um milagre resolva a situação. Lance-se ao seu próprio destino buscando realizações superiores.

Não lamente a saída de alguém de sua vida.

Reenquadre a posição que você deve ocupar na vida, perante o futuro, sem aquela pessoa. O outro que saiu, apenas desocupou o espaço por você constituído. Permita que algo nobre ocupe devidamente aquele lugar.
Se você se encontra em solidão, observe à sua volta e verá que, mesmo acompanhada, muita gente está só. A companhia do amor é a paz da consciência e o pensamento voltado para o futuro.

Por contingências reencarnatórias, o amor entre duas pessoas poderá estar separado pelos laços de parentesco, pelo compromisso do outro, por expiações ou pela preferência sexual. Nesses casos, aja com cautela e equilíbrio, considerando que a separação imposta pela vida representa processo educativo em curso.


Muitas vezes tentamos colocar num ponto máximo de nossa vida o amor a uma pessoa em lugar do amor a Deus, à vida ou, até mesmo, a si próprio. Esse amor exagerado tende a anular quem a ele se entrega.


Em determinada fase de nossa vida nos encontramos com um outro que inunda nossa consciência alojando-se sem pedir licença, parecendo ser a única razão de
existirmos. 

Muitas vezes se trata de fascinação movida por carências não atendidas. Valorização de si mesmo e autoestima, são fundamentais para o reequilíbrio psíquico.

As barreiras da posição social, do nível intelectual e outras erigidas pelo preconceito, são contingências que nos ensinam a grandeza da vida verdadeira, da qual somos originários e para a qual voltaremos como espíritos.

Se o amor possível está difícil, o impossível merece a nossa cautela para não se tornar uma armadilha cármica a nos aprisionar na teia das reencarnações expiatórias.
O amor não-amado, Jesus, soube entender os homens, face à ignorância espiritual da humanidade. O seu amor é o amor possível e libertador.

O amor não correspondido é aquele que devemos esquecer a fim de buscarmos outro amor, que preencherá nossa vida de felicidade e paz. A fixação nele é porta aberta à obsessão e à anulação de si mesmo.
O amor impossível nos aprisiona e nos faz estacionar diante da vida. Sua presença em nossa consciência e em nosso coração impede-nos de crescer e evoluir.

Se não conseguimos realizar o amor que nos parece o máximo de nossa vida, lembremo-nos que um outro amor pode estar a nos esperar do outro lado da vida, confiante em nosso amadurecimento antes da partida. O amor dos entes queridos, que nos antecederam na viagem pertenceram ao nosso passado reencarnatório, estará sempre presente em nossas vidas na medida em que permaneçamos trabalhando em favor do amor e para que o amor alcance os que dele carecem.

Amanhã poderemos estar diante de algo muito mais importante do que aquele amor que nos impede o
crescimento. Na manhã seguinte, certamente o dia poderá ser mais acolhedor. Acredite no amor possível; é ele que nos faz crescer.

Jesus nos ensinou que o amor é sempre possível àquele que pensa no Bem.

(Do livro "Amor Sempre", de Adnauer Novaes).


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MÉDIUNS SONÂMBULOS



6. MÉDIUNS SONÂMBULOS

172. O sonambulismo pode ser considerado como uma variedade da faculdade mediúnica, ou melhor, trata-se de duas ordens de fenômenos que se encontram freqüentemente reunidos. O sonâmbulo age por influência do seu próprio Espírito. É a sua alma que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites dos sentidos. O que ele diz procede dele mesmo. Em geral, suas idéias são mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos são mais amplos porque sua alma está livre. Numa palavra, ele vive por antecipação a vida dos Espíritos.(15)
O médium, pelo contrário, serve de instrumento a outra inteligência. É passivo e o que diz não é dele.(16) Em resumo: o sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento e o médium exprime o pensamento de outro. Mas o Espírito que se comunica através de um médium comum pode também fazê-lo por um sonâmbulo. Freqüentemente mesmo o estado de emancipação da alma, no estado sonambúlico, torna fácil essa comunicação. Muitos sonâmbulos vêem perfeitamente os Espíritos e os descrevem com a mesma precisão dos médiuns videntes. Podem conversar com eles e transmitir-nos o seu pensamento. Assim, o que eles dizem além do círculo de seus conhecimentos pessoais lhe é quase sempre sugerido por outros Espíritos.
Eis, a seguir, um exemplo notável da ação simultânea do Espírito do sonâmbulo e do outro Espírito, que se revelam de maneira inequívoca.
173. Um dos nossos amigos usava como sonâmbulo um rapazinho de 14 para 15 anos, de inteligência bastante curta e de instrução extremamente limitada. Em estado sonambúlico, porém, dava provas de extraordinária lucidez e grande perspicácia. Isso principalmente no tratamento de doenças, tendo feito numerosas curas consideradas impossíveis.
Certo dia, atendendo a um doente, descreveu a sua moléstia com absoluta exatidão – Isso não basta, lhe disseram, agora é necessário indicar o remédio. – Não posso, respondeu ele, meu anjo doutor não está aqui – A quem chama você de anjo doutor? – Aquele que dita os remédios – Então não é você mesmo que vê os remédios? – Oh! Não, pois não estou dizendo que é o meu anjo doutor quem os indica?
Assim, nesse sonâmbulo, quem via a doença era o seu próprio Espírito, que para isso não precisava de assistência. Mas a indicação dos remédios era feita por um outro Espírito. Se esse não estivesse presente, ele nada podia dizer. Sozinho, ele era apenas sonâmbulo; assistido pelo que ele chamava de seu anjo doutor, era médium sonâmbulo.
174. A faculdade sonambúlica é uma faculdade que depende do organismo e nada tem que ver com a elevação, o adiantamento e a condição moral do sujeito. Um sonâmbulo pode, pois, ser muito lúcido e incapaz de resolver certas questões, se o seu Espírito for pouco adiantado. O sonâmbulo que fala por si mesmo pode dizer, portanto, coisas boas e más, certas ou falsas, usar de maior ou menor delicadeza e escrúpulo no seu procedimento, segundo o grau de elevação ou de inferioridade do seu próprio Espírito. É nesse caso que a assistência de outro Espírito pode suprir as suas deficiências.
Mas um sonâmbulo pode ser assistido por um Espírito mentiroso, leviano, ou até mesmo mau, como acontece com os médiuns. Nisto, sobretudo, é que as qualidades morais têm grande influência, por atraírem os Espíritos bons. (Ver O livro dos Espíritos, tópico Sonambulismo, nº 125; e neste livro o capítulo sobre Influência Moral de Médium).




Fonte: Livros Dos Médiuns
Cap. 14 – OS MÉDIUNS
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Gracias a la Vida - Graças à Vida



Tem certos dias que já levantamos de mau humor, reclamando da vida e de todos a nossa volta sem nem ao mesmo sabermos o motivo por esse  desequilibro repentino. De forma ingrata e egoísta não valorizamos o dom mais precioso que temos que é a VIDA, e isso ocorre na maioria dos casos devido aos nossos caprichos de desejos não realizados. Foi ouvindo essa música tão magnifica GRACIAS A LA VIDA da Mercedes Sosa, Composição-Violeta Parra; que me conscientizei mais ainda do grande presente de Deus que é o dom da vida, e que dificilmente agradecemos esse presente. 

Leia a letra e ouçam a música pois vale apenas refletir.


Graças À Vida

Graças à vida que me deu tanto
Me deu dois olhos que quando os abro
Distinguo perfeitamente o preto do branco
E no alto céu seu fundo estrelado
E nas multidões o homem que eu amo


Graças à vida que me deu tanto
Me deu o ouvido que em todo seu comprimento
Grava noite e dia grilos e canários
Martírios, turbinas, latidos, aguaceiros
E a voz tão terna de meu bem amado


Graças à vida que me deu tanto
Me deu o som e o abecedário
Com ele, as palavras que penso e declaro
Mãe, amigo, irmão
E luz iluminando a rota da alma do que estou amando


Graças à vida que me deu tanto
Me deu a marcha de meus pés cansados
Com eles andei cidades e charcos
Praias e desertos, montanhas e planícies
E a casa sua, sua rua e seu pátio


Graças à vida que me deu tanto
Me deu o coração que agita seu marco
Quando olho o fruto do cérebro humano
Quando olho o bom tão longe do mal
Quando olho o fundo de seus olhos claros


Graças à vida que me deu tanto
Me deu o riso e me deu o pranto
Assim eu distinguo fortuna de quebranto
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto


Graças à vida, graças à vida





Gracias A La Vida

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo


Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado


Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él, las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando


Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio


Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros


Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto


Gracias a la vida, gracias a la vida
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