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A influência das drogas no Perispírito



Ao analisarmos os espectros do nosso corpo somático - através de aparelhos como os do electro-cardiograma, podemos constatar que eles são representados por linhas de força, o que denota a existência de um campo bioerngético em cada pessoa.


Evidentemente, este campo, como qualquer outro, é modulado pela ação de energias estranhas a ele.


De importante, poderemos destacar as experiências suecas - A Pesagem da Alma - que mostram que tal campo bioenergético é constituído do acoplamento de dois outros, daí alguns o denominarem erroneamente de duplo etéreo.


Um desses campos é produzido pelas células orgânicas e o outro acompanha a psiquê humana depois do desencarne, fazendo-nos admitir que seja o aludido perispírito defendido por Kardec.


O campo biológico de energia celular atua diretamente nas mesmas, sendo destaque o caso do câncer, como influência malígna, por isso, sempre que ele é ativado por qualquer outra influência, faz com que as células do nosso organismo sofram suas conseqüências. Já o perispírito - ou campo que acompanha a alma no trespasse - seria um campo parapsíquico, criado pelo espírito encarnante e que irradia as influências espirituais, transferindo-as para o corpo durante o período encanatório.


Da mesma forma, como uma fita de gravador, que ele passa seu sinal para o corpo, recebe deles suas influências capazes de modulá-lo e fazer com que elas se transfiram para uma próxima encarnação. Tais considerações foram obtidas através das observações que os cientistas fizeram quando estudaram tais campos de energia.


As drogas em si - no caso dos alcalóides - são bio-radiativas, isto é, podem atuar diretamente nas linhas de força dos campos bio-energéticos.


No Brasil, Dr. Botafogo, por volta dos anos da decada de 1960, conseguiu obter um resultado muito curioso usando como cobaia um fumante. Ele era colocada sob ação de um electro-espectrógrafo - hoje em dia, esses aparelhos compõem das CTI e UTI, além das salas cirúrgicas com o fito de detectar os campos de vida do paciente - e sujeito a análise, inicialmente, livre de qualquer influência, tendo suas linhas do campo de força biológico registradas por um osciloscópio. A seguir, o mesmo paciente era analisado, de igual forma, durante uma série de tragadas de fumaça de cigarro. Na tela do osciloscópio aparece, como conseqüência, aquilo que se classifica de distúrbio das linhas de força, mostrando que a nicotina, no caso, atua diretamente sobre este campo, produzindo efeitos drásticos.


Esta experiência pode ser repetida por qualquer pesquisador. Provavelmente, as drogas mais fortes, como o pó, a cocaína e outras, causem um efeito muito mais intenso. De qualquer forma, o que se conclui é que as drogas atuam diretamente em nossos campos bio-energéticos e que, como tal, gravam no perispírito suas deformações que serão transmitidas para as próximas encarnações.


É muito comum sermos informados de que certos bebês nascem com problemas pulmonares, sem que seus pais sejam fumantes, porque ele o era na encarnação anterior e teria destruído as linhas de força correlatas com a estruturação pulmonar.


O estudo dentro deste campo ainda é incipiente, por isso, as conclusões, apesar de óbvias, ainda poderão ser reforçadas com novas descobetas.


Contudo, é sempre útil alertar a todos para o risco que correm aqueles que fazer uso de drogas viciantes.




Carlos de Brito Imbassahy


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MÉDIUNS VIDENTES



5. MÉDIUNS VIDENTES

167. Os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Há os que gozam dessa faculdade em estado normal, perfeitamente acordados, guardando lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico ou aproximado do sonambulismo. É raro que esta faculdade seja permanente , sendo quase sempre o resultado de uma crise súbita e passageira. Podemos incluir na categoria de médiuns videntes todas as pessoas dotadas de segunda-vista. A possibilidade de ver os Espíritos em sonho é também uma espécie de mediunidade, mas não constitui propriamente a mediunidade de vidência. Explicaremos esse fenômeno no capítulo VI,Manifestações Visuais.
O médium vidente acredita ver pelos olhos, como os que tem a dupla-vista, mas na realidade é a alma que vê, e por essa razão eles tanto vêem com os olhos abertos ou fechados.(11) Dessa maneira, um cego pode ver os Espíritos como os que têm visão normal.
Seria interessante fazer um estudo sobre esta questão, verificando se essa faculdade é mais freqüente nos cegos. Espíritos que viveram na Terra como cegos nos disseram que tinham, pela alma, a percepção de alguns objetos e que não estavam mergulhados numa escuridão completa.
168. Devemos distinguir as aparições acidentais e espontâneas da faculdade propriamente dita de ver os Espíritos. As primeiras ocorrem com mais freqüência no momento da morte de pessoas amadas ou conhecidas, que vêm advertir-nos de sua passagem para o outro mundo. Há numerosos exemplos de casos dessa espécie, sem falar das ocorrências de visões durante o sono. De outras vezes são parentes ou amigos que, embora mortos há muito tempo, aparecem para nos avisar de um perigo, dar um conselho ou pedir ajuda. Essa ajuda é sempre a execução de um serviço que ele não pôde fazer em vida ou o socorro das preces.
Essas aparições constituem fatos isolados,tendo um caráter individual e pessoal. Não constituem, pois, uma faculdade propriamente dita. A faculdade consiste na possibilidade, senão permanente, pelo menos freqüente, de ver os Espíritos que se aproximam, mesmo que estranhos. É essa faculdade que define o médium vidente.(12)
Entre os médiuns videntes há os que vêem somente os espíritos evocados, podendo descrevê-los nos menores detalhes dos seus gestos, da expressão fisionômica, os traços característicos do rosto, as roupas e até mesmo os sentimentos que revelam. Há outros que possuem a faculdade em sentido mais geral, vendo toda a população espírita do ambiente ir e vir e, poderíamos dizer, entregue a seus afazeres.
169. Assistimos certa noite à representação da ópera Obéron ao lado de um excelente médium vidente. Havia no salão grande número de lugares vazios, mas muitos estavam ocupados por Espíritos que pareciam acompanhar o espetáculo. Alguns se aproximavam de certos espectadores e pareciam escutar as suas conversas. No palco se passava outra cena: por trás dos atores muitos Espíritos joviais se divertiam em contracená-los, imitando-lhes os gestos de maneira grotesca. Outros, mais sérios, pareciam inspirar os cantores, esforçando-se por lhes dar mais energia. Um desses mantinha-se junto a uma das principais cantoras. Julgamos as suas intenções um tanto levianas e o evocamos após o baixar da cortina. Atendeu-nos e reprovou com severidade o nosso julgamento temerário. “Não sou o que pensas, — disse, — sou o seu guia, o seu Espírito protetor, cabe-me dirigi-la”. Após alguns minutos de conversação bastante séria, deixou-nos dizendo: “Adeus. Ela está no seu camarim e preciso velar por ela”.
Evocamos depois o Espírito de Weber, autor da ópera, e lhe perguntamos o que achava da representação. “Não foi muito má, — respondeu, — mas fraca. Os atores cantam, eis tudo. Faltou inspiração. Espera, — acrescentou, — vou tentar insuflar-lhes um pouco do fogo sagrado”! Vimo-lo então sobre o palco, pairando acima dos atores. Um eflúvio parecia se derramar dele para os intérpretes, espalhando-se sobre eles. Nesse momento verificou-se entre eles uma visível recrudescência da energia.
170. Eis outro fato que prova a influência dos espíritos sobre os homens, sem que estes o percebam. Assistimos a uma representação teatral com outro médium. Conversando com um Espírito espectador, disse-nos ele: Estás vendo aquelas duas senhoras sozinhas num camarote de primeira? Pois bem, vou me esforçar para tirá-las do salão. Dito isso, foi se colocar no camarote das senhoras e começou a falar-lhes. Súbito as duas, que estavam muito atentas ao espetáculo, se entreolharam, parecendo consultar-se e a seguir se foram, não voltando mais. O Espírito nos fez então um gesto gaiato, significando que cumprira a palavra. Mas não o pudemos rever para pedir-lhe maiores explicações.
Muitas vezes fomos assim testemunhas do papel que os Espíritos exercem entre os vivos. Observamo-los em diversos lugares de reunião: em bailes, concertos, sermões, funerais, núpcias, etc., e em toda parte os encontramos atiçando as más paixões, insuflando a discórdia, excitando as rixas e regozijando-se com suas proezas. Outros, pelo contrário, combatem essa influência perniciosa, mas só raramente são ouvidos.
171. A faculdade de ver os espíritos pode sem dúvida se desenvolver, mas é uma dessas faculdades cujo desenvolvimento deve processar-se naturalmente, sem que o provoque, se não se quiser expor-se às ilusões da imaginação. Quando temos o germe de uma faculdade, ela se manifesta por si mesma. Devemos, por princípio, contentar-nos com aquelas que Deus nos concedeu, sem procurar o impossível. Porque então, querendo ter demais, arrisca-se a perder o que se tem.(13)
Quando dissemos que os casos de aparições espontâneas são freqüentes (nº 107), não quisemos dizer que sejam comuns. Quanto aos médiuns videntes, propriamente ditos, são ainda mais raros e temos muitas razões para desconfiar dos que pretendem ter essa faculdade. É prudente não lhes dar fé senão mediante provas positivas. Não nos referimos aos que alimentam a ridícula ilusão dos Espíritos-glóbulos, de que tratamos no nº 108, mas aos que pretendem ver os Espíritos de maneira racional.
Algumas pessoas podem sem dúvida enganar-se de boa fé, mas outras podem simular essa faculdade por amor-próprio ou por interesse. Nesse caso, deve-se particularmente levar em conta o caráter, a moralidade e a sinceridade habituais da pessoa. Mas é sobretudo nas questões circunstanciais que se pode encontrar o mais seguro meio de controle. Porque há circunstâncias que não podem deixar dúvidas, como nos casos de exata descrição de Espíritos que o médium jamais teve ocasião de conhecer quando encarnados.(14)
O caso seguinte pertence a essa categoria.
Uma senhora viúva, cujo marido se comunica freqüentemente com ela, encontrou-se um dia com um médium vidente que não a conhecia, nem à sua família, e o médium lhe disse: “Vejo um Espírito ao vosso lado”. – “Ah, disse a senhora, é sem dúvida o meu marido, que quase nunca me deixa”. – “Não, respondeu o médium, é uma senhora de certa idade, que está penteada de maneira estranha, com uma fita branca na testa”.
Por esta particularidade e outros detalhes descritos, a viúva reconheceu sua avó, sem perigo de erro, e na qual nem sequer pensava nesse momento. Se o médium quisesse simular a faculdade, seria mais fácil aproveitar o pensamento da senhora. Mas ao invés do marido que a preocupava ele viu uma mulher, com um penteado especial de que nada lhe poderia dar idéia. Este caso prova ainda que a visão do médium não era o reflexo de qualquer pensamento alheio. (Ver nº 102).

Livro dos Médiuns - Cap. 14(Os Médiuns)
Allan Kardec
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O SERVO INCONSTANTE




À frente do todos os presentes, o Mestre narrou com simplicidade: — Certo homem encontrou a luz da Revelação Divina e desejou ardentemente habilitarse para viver entre os Anjos do Céu.
Tanto suplicou essa bênção ao Pai que, através da inspiração, o Senhor o enviou ao aprimoramento necessário com vistas ao fim a que se propunha.
Por intermédio de vários amigos, orientados pelo Poder Divino, o candidato, que demonstrava acentuada tendência pela escultura, foi conduzido a colaborar com antigo mestre, em mármore valioso.
No entanto, a breve tempo, demitiu-se, alegando a impossibilidade de submeter-se a um homem ríspido e intratável; transferiu-se, desse modo, para uma oficina consagrada à confecção de utilidades de madeira, sob as diretrizes de velho escultor.
Abandonou-o também, sem delongas, asseverando que lhe não era possível suportá-lo.
Em seguida, empregou- se sob as determinações de conhecido operário especializado em construção de colunas em estilo grego.
Não tardou, entretanto, a deixá-lo, declarando não lhe tolerar as exigências.
Logo após, entregou-se ao trabalho, sob as ordens de experimentado escultor de ornamentações em arcos festivos, mas, finda uma semana, fugiu aos compromissos assumidos, afirmando haver encontrado um chefe por demais violento e irritadiço.
Depois, colocou-se sob a orientação de um fabricante de arcas preciosas, de quem se afastou, em poucos dias, a pretexto de se tratar de criatura desalmada e cruel.
E, assim, de tarefa em tarefa, de oficina em oficina, o aspirante ao Céu dizia, invariavelmente, que lhe não era possível incorporar as próprias energias à experiência terrestre, por encontrar, em toda parte, o erro, a maldade e a perseguição nos que o dirigiam, até que a morte veio buscá-lo à presença dos Anjos do Senhor.
Com surpresa, porém, não os encontrou tão sorridentes quanto aguardava.
Um deles avançou, triste, e indagou: — Amigo, por que não te preparaste ante os imperativos do Céu? O interpelado que identificava a própria inferioridade, nas sombras em que se envolvia, clamou em pranto que só havia encontrado exigência e dureza nos condutores da luta humana.
O Mensageiro, no entanto, observou, com amargura: — O Pai chamou-te a servir em teu próprio proveito e, não, a julgar.
Cada homem dará conta de si mesmo a Deus.
Ninguém escapará à Justiça Divina que se pronuncia no momento preciso.
Como pudeste esquecer tão simples verdade, dentro da vida? O malho bate a bigorna, o ferreiro conduz o malho, o comerciante examina a obra do ferreiro, o povo dá opinião sobre o negociante, e o Senhor, no Conjunto, analisa e julga a todos.
Se fugiste a pequenos serviços do mundo, sob a alegação de que os outros eram incapazes e indignos da direção, como poderás entender o ministério celestial? E o trabalhador inconstante passou às conseqüências de sua queda impensada.
Jesus fez uma pausa e concluiu: — Quem estiver sob o domínio de pessoas enérgicas e endurecidas na disciplina, excelentes resultados conseguirá recolher se souber e puder aproveitar-lhes a aspereza, inspirandose na madeira bruta ao contacto da plaina benfeitora.
Abençoada seja a mão que educa e corrige, mas bem-aventurado seja aquele que se deixa aperfeiçoar ao seu toque de renovação e aprimoramento, porque os mestres do mundo sempre reclamam a lição de outros mestres, mas a obra do bem, quando realizada para todos, permanece  eternamente.

Do Livro Jesus no Lar  - Francisco C. Xavier
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Seguindo à frente







Assim que se alguém está em Cristo nova criatura é...”
-Paulo. (II Coríntios, 5:17.)



"Dificuldades, fracassos, conflitos e frustações... Possivelmente, faceaste tudo isso restandote
unicamente largo rescaldo de pessimismo.
Apesar de tudo, a vida te busca a novas empresas de trabalho e renovação.
O sol brilha, o mar de oxigênio te refaz energias, o progresso trabalha, o chão produz e
parece que a noite se te abriga no ser.
Ergue-te em espírito e empreende a jornada nova.
Uma estrada se continua em outra estrada, uma fonte associa-se à outra.
Tens contigo a riqueza do tempo a esperar-te na aplicação dela própria, a fim de que a
felicidade te favoreça.
Varre os escaninhos da alma, expurgando-te lembranças amargas e deixa que a luz do
presente consiga alcançar-te por dentro das próprias forças.
Renova-te e segue adiante, trabalhando e servindo. E à medida que avances, caminho
afora, entre a bênção de compreender e o contentamento de ser útil, perceberás que todos
os obstáculos e sombras de ontem se fizerem lições e experiências, enriquecendo-te o
coração de segurança e de alegria para que sigas em paz, no rumo de conquistas
imperecíveis, ante o novo amanhecer."
("Ceifa de Luz", Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)



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Tranquilidade



1. Comece o dia na luz da Oração.
O amor de Deus nunca falha.


2. Aceite qualquer dificuldade sem discutir.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.


3. Trabalhe com alegria.
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço, é um cadáver que pensa.


4. Faça o bem o quanto possa.
Cada criatura transita entre as próprias criações.


5. Valorize os minutos.
Tudo volta, com exceção da hora perdida.


6. Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.


7. Estime a simplicidade.
O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.


8. Perdoe sem condições.
Irritar-se é o melhor processo de perder.


9. Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa.
Experimente atender os familiares como você trata as visitas.


10. Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.
Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo, solitário e vencido, era a causa de Deus.






Espírito: André Luiz/Médium: Francisco Cândido Xavier


Livro: "O Espírito da Verdade" - EDIÇÃO FEB
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I Congresso Espírita Paraense - Forum Espirita


1º Congresso Espírita Paraense


Acontecerá em Belém do Pará, o primeiro Congresso Espírita Paraense, nos dias 14, 15 e 16 de 2011, no moderno centro de convenções Hangar, da cidade.

A União Espírita Paraense, que é a Federativa daquele estado, está convidado os amigos de todo o Brasil, que gostam de viajar e participar de grandes eventos espíritas, a visitarem a capital, entrada da Amazônia, para participar daquele histórico evento. Pacotes de viagens estão sendo elaborados, com passagens e hospedagens a preços bastante razoáveis.

Expositores
Divaldo Pereira Franco, José Raul Teixeira, Alberto Almeida e Marlene Nobre

Maiores Informações
Pelo site da UEP: www.paraespirita.com.br
Ou pelos telefones: (91) 3223-4082 e 3241-3944



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MOMENTOS DE CRISE



          Ninguém os deseja e todos procuramos evitá-los: os momentos de crise.
          Configuram-se eles, mais particularmente, nas ocorrências externas, das quais nem sempre somos partícipes.
          Hoje, será determinada atitude, considerada infeliz, assumida por pessoa que se nos liga ao coração pelos laços íntimos; amanhã, pode surgir em grandes conflitos dentro do grupo familiar; depois, é possível apareçam no afastamento de companheiros dos mais estimáveis; e, mais adiante, no tempo, os instantes difíceis serão aqueles em que a desencarnação de um ente amado, quando nos achamos na Terra, nos envolva em nuvens de sofrimento e lagrimas.
          Decerto, nessas horas amargas, é indispensável sejamos a segurança daqueles irmãos enfraquecidos, diante da prova, ou a escora daqueles que estão esmorecendo no cotidiano, prestes a cair.
          Em todos os lances constrangedores da experiência humana, é razoável nos façamos a palavra de bom-ânimo e o gesto de apoio espontâneo para todos aqueles que nos cercam.
          Entretanto, amparando aos outros, é imperioso não nos esquecermos.
          Instalemos a luz da compreensão, por dentro de nós e sustentemo-nos no clima da confiança para que os embates da escola humana nos encontrem firmes na fé em Deus e em nós próprios, reconhecendo que as crises são fases de mudança, as vezes, marcadas por enormes tribulações, das quais a Divina Providencia, utilizando recursos que desconhecemos nos trará a renovação necessária e o Amanha Melhor.




Livro- “Pronto Socorro” – Autor – Emmanuel – Psicografia – Francisco Candido Xavier.
Digitado por Doris Day.

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LIBERDADE DAS ESCOLHAS



[...] Essa questão da escolha é de fato fundamental, porque nós escolhemos tudo: a roupa que vamos pôr, os calçados, a estrada por onde vamos, onde queremos ir almoçar naquele dia, ou jantar, nós escolhemos tudo.

Mas, é importantíssima esta percepção de que a nossa escolha não deve ser uma escolha de qualquer jeito. Precisa ser uma escolha responsável.Enquanto  não soubermos fazer escolhas responsáveis, a nossa vida com toda liberdade, será quase sempre um caos.

O notável filósofo francês Jean-Paul Sartre chegou asseverar que  estamos escravizados a nossa liberdade. É graças a essa liberdade que definimos as coisas de nossa vida. E por causa dessa liberdade é que vemos pessoas como Adolf Hitler, que se decidiu por fazer o que fez, usando da sua liberdade.

Ao mesmo tempo descobrimos homens como Gandhi, que podia ter se tornado um advogado bem sucedido na Inglaterra onde se formou, na África do Sul onde foi trabalhar. Mas, ao ver a condição dos negros do seu povo, o domínio da Inglaterra sobre a Índia e tudo mais, ele optou por abrir mão daquele estilo de vida que levava na África do Sul, para ir lutar junto aos seus irmãos.

Naturalmente nós pensamos que foi uma escolha sua. Ele optou. Ao invés de ganhar só para si, ele foi trabalhar junto aos seus irmãos, ao seu povo, à sua etnia.[...]

Encontramos pessoas que podem ser honestas, mas escolhem o caminho da desonestidade. Têm liberdade para isso. Achamos outras que podem ser dignas, mas optam pelo labirinto da indignidade. Têm liberdade para isso.

Outras se tornam homicidas, suicidas, exatamente porque optaram por isso. E porque optaram por isso, são responsáveis pelas consequências dessa opção que fizeram.

Liberdade com Jesus é a opção que deveremos fazer. Não estamos proibidos da distração, do esporte, de namorar, de casar, formar família, de optar pela nossa profissão, de ter o nosso emprego, ganhar nosso dinheiro, ganhar muito dinheiro, mas que tudo isso, fruto de nossa escolha, fruto de nossa opção, esteja clareado pela luz do Cristo.

Somente a partir desse clareamento que a inspiração de Jesus proporciona sobre nossas vidas é que conseguiremos fazer escolhas positivas, escolhas para sempre, escolhas para o bem.

Cabe a você, meu irmão, minha irmã, cabe a cada um de nós, fazer opções inteligentes, escolhas nobres, como Jesus Cristo fez quando podia ter ficado no domínio das estrelas, entre os beijos dos astros. Optou por descer à Terra e atender aos carentes de médico.

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 107, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. 
Imagem: Corbis




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Alguém muito especial...




Pode ser que um dia deixemos de nos falar... 
Mas, enquanto houver amor, 
Faremos as pazes de novo. 

Pode ser que um dia o tempo passe... 
Mas, se o amor permanecer, 
Um de outro se há-de lembrar. 

Pode ser que um dia nos afastemos... 
Mas, se formos amados de verdade, 
O amor nos reaproximará. 

Pode ser que um dia não mais existamos... 
Mas, se ainda sobrar amor; 
Nasceremos de novo, um para o outro. 

Pode ser que um dia tudo acabe... 
Mas, com o amor construiremos tudo novamente, 
Cada vez de forma diferente. 
Sendo único e inesquecível cada momento 
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre. 

Há duas formas para viver a sua vida: 
Uma é acreditar que não existe milagre. 
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein
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O Que Mais Sofremos



O que mais sofremos no mundo 


Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a tentação. É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflições que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.


Espírito: Albino Teixeira/Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Passos da Vida" - Edição IDE
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AÇÃO E REAÇÃO

 
Código penal da vida futura, apresentado por Allan Kardec na obra O Céu e o Inferno* (capítulo VII da primeira parte), é fonte de interessantes reflexões em torno da lei de ação e reação que rege os caminhos humanos.
Como pondera o próprio Codificador, no mesmo capítulo e com o subtítulo Princípios da Doutrina Espírita sobre as penas futuras, “(...) no que respeita às penas futuras, não se baseia num teoria preconcebida; não é um sistema substituindo outro sistema: em tudo ele se apóia nas observações, e são estas que lhe dão plena autoridade. Ninguém jamais imaginou que as almas, depois da morte, se encontrariam em tais ou quais condições; são elas, essas mesmas almas, partidas da Terra, que nos vêm hoje iniciar nos mistérios da vida futura, descrever-nos sua situação feliz ou desgraçada, as impressões, a transformação pela morte do corpo, completando, assim, em uma palavra, os ensinamentos do Cristo sobre este ponto. Preciso é afirmar que se não trata neste caso das revelações de um só Espírito, o qual poderia ver as coisas do seu ponto de vista, sob um só aspecto, ainda dominado por terrenos prejuízos, Tampouco se trata de uma revelação feita exclusivamente a um indivíduo que pudesse deixar-se levar pelas aparências, ou de uma visão extática suscetível de ilusões, e não passando muitas vezes de reflexo de uma imaginação exaltada. Trata-se, sim, de inúmeros exemplos fornecidos por Espíritos de todas as categorias, desde os mais elevados aos mais inferiores da escala, por intermédio de outros tantos auxiliares (médiuns) disseminados pelo mundo, de sorte que a revelação deixa de ser privilégio de alguém, pois todos podem prová-la, observando-a, sem obrigar-se à crença pela crença de outrem.”.
Esta transcrição inicial é importante para nos situarmos no universo de observações que se colocou o Codificador para elaboração da teoria espírita, advinda toda das revelações que os próprios espíritos fizeram.
O próprio O Livro dos Espíritos, obra lançada em 18 de abril de 1857 com os fundamentos doutrinários do Espiritismo e organizado em forma de perguntas e respostas, teve sua parte Quarta, com dois capítulos e exatas cem perguntas com suas respectivas respostas, totalmente dedicado ao tema das penas e gozos, terrenos e futuros.
No citado Código, que citamos no primeiro parágrafo acima, utilizaremos o 3º dos 33 itens, para orientar o desenvolvimento do tema. O texto original apresenta-se nos seguintes termos: Não há uma única imperfeição da alma que não importe funestas e inevitáveis conseqüências, como não há uma só qualidade que não seja fonte de um gozo.
Ora, são as imperfeições ou as qualidades da alma humana que geram suas ações felizes ou equivocadas. E essas ações estão caracterizadas com o selo moral do estágio em que se situa o ser. Portanto, os pensamentos, os sentimentos, e as próprias ações executadas no transcorrer de uma existência geram reflexos na própria existência, na vida espiritual ou até mesmo na próxima ou futuras existências, a depender é claro da extensão ou gravidade da ação promovida.
A lei de ação e reação, ou o a cada um segundo suas próprias obras, baseia-se num perfeito mecanismo de justiça e igualdade absoluta para todos. Não há qualquer favoritismo para quem quer que seja. Agindo bem, teremos o mérito do bem. Agindo mal, teremos as consequencias. Não se trata de castigo, em absoluto, mas de consequencias.
Qualquer prejuízo que causarmos a nós mesmos ou a terceiros, ocasionarão consequencias inevitáveis em nossa própria vida. Isto é da Lei Divina. E qualquer benefício que distribuamos gerará méritos e benefícios correspondentes em nosso próprio caminho, ainda que haja ingratidão dos beneficiados.
Passamos a entender, portanto, que fazer o mal a quem quer que seja nunca será compensador, pois sempre responderemos pelo mal que causemos, inclusive a nós próprios. E, do mesmo modo, toda felicidade ou tranqüilidade que proporcionarmos ao próximo redundará, inevitavelmente, em bem para nós mesmos.
Não é por outra razão que Jesus ensinou a perdoar. O ódio alimentado, a vingança executada ou a perseguição contumaz a qualquer pessoa redundarão em estágios de sofrimento e dor a seu próprio autor. Perdoando, libertamo-nos.
Também é pela mesma razão que a recomendação sempre constante é para que promovamos o bem, ainda que este não nos seja espontâneo (estamos aprendendo a incorporá-lo em nós mesmos), pois todo bem gera o bem. O mal sempre gerará consequencias desagradáveis.
Fácil perceber, portanto, que muitos sofrimentos existentes hoje na vida individual, social e coletiva, inclusive a nível de planeta, poderiam ser evitados se houvesse o conhecimento dessa realidade das consequencias geradas por nossos atos. Quantos equívocos pelo desconhecimento dessa lei que simplesmente usa a justiça e a igualdade como parâmetros...
Não temos o direito de ferir, de denegrir, de caluniar, de espoliar... Não temos igualmente o direito de matar, de roubar (bens, dignidade, oportunidades, paz, etc), de interferir na vida alheia, de impor idéias ou padrões que julgamos corretos. Entendamos que as criaturas são livres, desejam ser respeitadas, assim como queremos ser...
Este é o detalhe: as tentativas de dominação, imposição, de cerceamento da liberdade individual, sempre ocasionarão sofrimentos, pois todos somos seres pensantes, com vontade própria, responsáveis pelo próprio caminho. Poderemos, é claro, sugerir, aconselhar (se formos solicitados), auxiliar no que for possível, mas jamais violentar as consciências. Todas merecem respeito.
O tema suscita muitos debates, abre perspectivas imensas de estudo. Observa-se que as próprias leis humanas, refletindo as imperfeições do estágio evolutivo do planeta, muitas vezes são equivocadas, gerando também consequencias para o futuro. O que se observa atualmente é fruto de toda essa inconsciência coletiva dos mecanismos que nos dirigem a vida.
Há que se pensar no que estamos fazendo. Já não somos mais seres tão ingênuos que desconhecem as Leis Morais. Estamos todos num caminho evolutivo, onde os direitos são iguais. Tais direitos, abrangentes, devem ser respeitados pela igualdade e pela justiça.
E é justamente pelo desrespeito a tais princípios de igualdade e justiça que se observam os efeitos na vida material e na vida espiritual, com os depoimentos que os próprios espíritos trazem do estado em que se encontram, em virtude do padrão moral que adotaram no relacionamento uns com os outros ou consigo mesmos.
O próprio O Céu e o Inferno traz depoimentos, em sua segunda parte, de diferentes espíritos que descrevem a situação em que se encontraram após a morte. Mas a questão não é apenas para depois da morte. Há que se considerar a própria existência física, atual ou futura (s), onde os mesmos reflexos se fazem sentir.
Será de muita utilidade que possamos estudar e debater os itens do Código Penal da Vida Futura, constante do livro em referência, para espalhar tais esclarecimentos. Mesmo os depoimentos constantes da mesma obra, são de grande utilidade para estudos e reflexões.
São princípios desconhecidos da maioria dos espíritos encarnados no planeta, embora a consciênciaonde está escrita a Lei de Deus (1), os avise de seus equívocos. Sufocados pelas imperfeições morais do orgulho, do egoísmo, da vaidade, ainda nos permitimos sufocar a própria consciência e agimos em detrimento uns dos outros. Daí as conseqüências inevitáveis e os sofrimentos...
Em tudo, porém, é preciso sempre considerar a misericórdia de Deus, que nunca abandona seus filhos e lhes abre sem cessar novas oportunidades de progresso. O tema é extenso, pois poderemos adentrar os domínios do arrependimento, expiação e reparação, mas desejamos mesmo é sugerir ao leitor a leitura atenta do Código constante em O Céu e o Inferno. Os itens enumerados, todos eles, abrem perspectivas imensas de entendimento e esclarecimento, o que seria impossível num artigo de poucas linhas. Melhor mesmo é buscar na fonte original a lucidez e clareza da própria Doutrina.
Para concluir, gostaríamos de oferecer à reflexão do leitor a frase de Joanna de Ângelis, na psicografia de Divaldo Pereira Franco, constante do capítulo 38 – A glória do trabalho –, do livro Lampadário Espírita (2): No lugar em que te encontras, sempre poderás semear a luz da esperança e do amor. Eis um programação de ação para modificar os panoramas da vida humana. Basta nos situarmos no esforço do bem, para gerar efeitos salutares de felicidade e saúde.
Se usarmos este roteiro nas atitudes de cada dia, pronto! Estaremos sintonizados com o bem, gerando efeitos de amor e alegria. Simples conseqüência da lei de ação e reação.
*Utilizamo-nos da 32ª edição da FEB, de 09/84, com tradução de Manuel Quintão.
(1) questão 621 de O Livro dos Espíritos, edição FEB.
(2) 3ª edição da Federação Espírita Brasileira, maio de 1978.
Matéria publicada originariamente na revista REFORMADOR, edição de novembro/04.

Orson Peter Carrara








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