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Zíbia Gasparetto fala sobre mediunidade no Mais Você(Ana Maria Braga)













Mediunidade e espiritismo provocam curiosidade por grande parte da população brasileira. Para conversar sobre o assunto, Ana Maria Braga recebeu no Mais Você desta segunda-feira, 19 de setembro, a autora Zíbia Gasparetto, conhecida por suas obras e pelo dom de psicografar.

“Nós vamos conhecer um pouco sobre uma mulher que eu tenho uma profunda admiração, a Zíbia Gasparetto. Mas, você já se perguntou como a mediunidade dela começou e aconteceu? Vou deixar ela mesma contar”, disse Ana Maria Braga, ao anunciar a presença da famosa autora na casa.

Em depoimento, Zíbia falou que na adolescência colecionava muitas frases de filósofos, porém, aos 22 anos, ela se levantou e começou a falar em alemão, mesmo desconhecendo a língua. “A entidade que estava comigo aquela hora ficava muito brava, porque meu marido não entendia tudo”, relatou a escritora. Desde então, ela passou a desenvolver essa mediunidade.

Comunicação entre vivos e mortos
Na casa, a autora começou a conversa com Ana Maria falando sobre sua relação com o marido Aldo Luiz Gasparetto. “Ele partiu em 1980, ele desencarnou em menos de cinco minutos em um infarto fulminante. Então, eu tive que aprender a andar com as próprias pernas. Acho que ele se foi porque eu precisava desenvolver a minha capacidade, o meu trabalho, e eu fiquei mais livre para isso. Mas ele continua, a vida continua. Se eu estou preocupada com alguma coisa, eu tenho uma poltrona ao lado da minha cama, ele vem e senta, não fala nada, mas eu o vejo ali dizendo para eu ficar firme porque ele está me apoiando. O amor continua”, admitiu ela.

Aos 85 anos, Zíbia contou como é a sensação de receber a entidade Lucius. “É uma voz que eu escuto dentro da minha cabeça. Dá para saber o timbre, eu sei que é voz de homem. No início, ele me acompanhou durante uma temporada, e me ensinava uma série de coisas. Ele foi me mostrando casos sobre o comportamento das pessoas”, relatou. “Quando ele se aproxima acontece uma clareza mental, a mente se abre, fica tudo lúcido, é uma sensação muito boa”, disse ela.

Sensitivos
“A mediunidade abre a sensibilidade, se a pessoa tiver uma personalidade otimista, mais centrada, ela fica bem. Mas, se for dramática, emocionalmente perturbada, ela vai sofrer com enjoos, atordoamento, dor na nuca, começa a sentir arrepios, mal estar. A mediunidade ajuda a pessoa, pois, diante disso ela vai entender que enquanto ela não gerenciar o seu pensamento, não escolher melhor as coisas da sua vida, ela vai passar por isso”, explicou Zíbia.

A escritora também discorreu como foi a sua relação com seu dom logo após o momento da descoberta. “Nos primeiros dois anos, eu não acreditava que os espíritos pudessem mexer com o seu corpo, com a sua saúde. Parecia que eu iria enfartar, até o dia que eu decidi encarar e percebi que era isso mesmo. Eu não dormia, parecia um zumbi dentro de casa, foi, então, que eu percebi que eles atuam na matéria e mudei completamente”.

No final da conversa, Ana Maria cumprimentou a autora pelas 35 obras publicadas ao longo destes 60 anos de mediunidade.


Fonte: Mais Você/Rede Globo
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TV XUXA Aborda tema sobre Mediunidade de Psicopictografia











Finalmente após muito mexerem e remexerem no programa

TV XUXA, eis que criaram o quadro  DOM ESPECIAL e para


 a nossa satisfação pessoal iniciaram com uma matéria 
 excelente sobre mediunidade de psicopictografia. 


A apresentadora  Xuxa mostrou  a história de Lívio Barbosa, um médium espírita que afirma incorporar grandes artistas
da história da pintura para pintar sob a influência de cada 
um deles.  E o mais interessante é que, ou ela também entende do assunto ou prepara muito bem suas mateiras, pois estava totalmente inteirada do assunto. Parabéns para a Xuxa que com certeza foi inspirada para essa matéria de extréia


Psicopictografia ou Pintura Mediúnica é a faculdade de os médiuns, através dos espíritos, realizarem desenhos ou a pintura de quadros com a utilização de técnicas diversas. É a manifestação dos espíritos, provando mais uma vez que há vida após a morte, por meio da arte, com a finalidade, entre outras, de auxiliar o próximo, de curar males do corpo e da alma, de transmitir energias benéficas e positivas. Com a ponta de um pincel ou simplesmente com a ponta dos dedos manipulando as cores de todos os matizes e nuanças, freqüentemente são derramadas saúde e paz sobre todos os que estão ao redor.









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Livros pioneiros obtidos de gravações de psicofonias

Arnaldo Rocha, cofundador com Chico Xavier do Grupo Meimei (Pedro Leopoldo, MG) e organizador dos livros Instruções Psicofônicas e Vozes do Grande Além, comenta as obras pioneiramente obtidas por gravações de psicofonias. É dirigente de reuniões na União Espírita Mineira




Reformador: Como foram os episódios prévios ao Grupo Meimei?

Arnaldo: Após a desencarnação de Meimei, em 1946, conheci Chico Xavier e o Grupo Dalva de Assis (em Belo Horizonte), dirigido pelo meu irmão Geraldo Rocha, onde até 1948 atuei como médium psicofônico. Certo dia,  ofre Lelis (colega militar e colaborador de Juscelino Kubitschek) dirigia a reunião e manifestou-se um Espírito muito prepotente. Tentaram “doutriná-lo” – o que não é aceitável –, porque se deve dialogar com os Espíritos sem  qualquer ideia de doutrinação. Passei a dialogar com o Espírito e relatei a modificação de minha vida e a aprendizagem com Meimei, a quem o comunicante passa a ver. Em seguida, a médium Eni Fasanelodesigna-me como responsável pelos diálogos. Ao visitar Chico Xavier, este confirmou minha nova incumbência e transmitiu-me as orientações iniciais de Emmanuel: nunca discutir com a entidade comunicante e nem falar que ela já “morreu”. Chico começou a comparecer a essas reuniões das quartas-feiras, em Belo Horizonte, entre 1949 e 1951, quando não ocorria a reunião no lar de Dr. Rômulo Joviano, em função de viagens deste. Passei a verificar que Chico era assediado por Espíritos necessitados e que era imprescindível uma reunião mediúnica para atendê-los. Chico Xavier sempre comentava sobre a dificuldade, desde a desencarnação de seu irmão José, de participar de reu reunião mediúnica. Chico ainda prosseguiu com um grupo de confiança, organizado por José, mas certo dia ocorreu a conhecida “surra do Evangelho” e então o médium suspendeu a reunião.

Reformador: E como surgiu o Grupo Meimei?

Arnaldo: Semanalmente participava das reuniões citadas e também do Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo. Em 1952, passamos então a funcionar nesta cidade, dando início ao Grupo Meimei, com médiuns experientes da localidade, como Lucília, irmã de Chico, e amigos de Belo Horizonte, completando até oito médiuns. O Grupo Meimei foi fundado em 31 de julho de 1952, mas somente veio a ter sede própria no ano de 1954. Na sede do “Luiz Gonzaga” não ocorriam transes psicofônicos de Chico Xavier, apenas as psicografias.
Aprendi muito com o Chico, durante seus transes mediúnicos. Após o término das reuniões, sempre conversávamos sobre as mesmas, estendendo o encontro para a casa de seus irmãos André ou Cidália, casadacom Chiquinho Carvalho. Chico sempre recomendava para não se estimular a vaidade e o orgulho dos médiuns.

Reformador: Quando e como surgiram as gravações das reuniões?

Arnaldo: No início de 1954, Carlos Torres Pastorino visitou Pedro Leopoldo e se interessou em conhecer o Grupo Meimei. Ao constatar a riqueza das reuniões – pois todos conheciam Chico Xavier como médium de “Espíritos de luz”, mas desconheciam que ele atuava como qualquer outro médium –, doou um gravador, à época um equipamento ainda raro. Pastorino ensinou-me como utilizar o aparelho e passamos a gravar as reuniões a partir do dia 11 de março de 1954. Transcrevemos as psicofonias e as mostramos a Pastorino numa outra visita sua. Como precisei ir ao Rio, em função de trabalho, levei algumas fitas gravadas e transcrições para mostrá-las ao presidente da FEB, Dr. Wantuil de Freitas. Ele atendeu-me com muita atenção e recomendou que passasse tudo para o papel, porque  àquela época, duplicar e comercializar gravações seria muito oneroso e com pouquíssimo número de pessoas com disponibilidade para ouvi-las. Sugeriu que preparássemos um livro. Elaborei o primeiro: Instruções Psicofônicas. A transcrição inicialmente foi feita por mim e depois o marido de Lucília, o Pacheco (apelido de Waldemar Batista da Silva), passou a colaborar.
Emmanuel fez as revisões dos textos. Organizamos o livro e Chico recomendou que aparecêssemos como coautores, mas não concordamos, definindo que escreveríamos apenas a apresentação (“Explicação necessária”). Fizemos os registros, a doação dos direitos à FEB, e levamos o texto ao seu presidente. Dr. Wantuil de Freitas considerou-o uma preciosidade e o livro foi publicado pela FEB, em 1956. Ocorreram até críticas de alguns, pois adotei o termo psicofonia e não incorporação. Chico recomendou que nos calássemos.

Reformador
: Surgiram outros livros?





Arnaldo: Organizamos depois Vozes do Grande Além, lançado em 1957. Houve até um diálogo interessante entre mim e o médium para chegarmos a um ponto comum com relação ao título. Logo depois que Chico se mudou para Uberaba entreguei a ele parte dos originais para um eventual novo livro, obtido das gravações das psicofonias. A cada visita, lembrávamos a Chico e este sempre respondia: “É mesmo, precisamos publicá-lo...”. Depois mudei-me para Brasília, passei a visitá-lo esporadicamente, o tempo passou, e o terceiro livro não foi publicado.

Reformador: Como era Chico como médium psicofônico?

Arnaldo: Chico, como médium psicofônico,mudava totalmente o tom de voz, distinguindo-se perfeitamente os tons masculino e feminino. Situações de transfiguração eu constatei muitas vezes em manifestações através dele, principalmente quando os comunicantes eram Espíritos femininos. Numa das reuniões do Grupo Meimei, o Espírito José Cândido Xavier manifestou-se informando que nos mantivéssemos em preces, porque naquela noite contaríamos com a participação de Teresa d’Ávila, não numa presença direta: ela nos dirigiria a mensagem emitida de altas esferas espirituais e utilizando intermediações (Instruções psicofônicas, cap. 32). Em seguida, sentimos o aroma de perfume de rosa efeito raro no Grupo Meime
, e recebemos suas orientações. Durante a manifestação, percebemos a transfiguração do médium Chico Xavier. Há muitos outros fatos impressionantes, como diversas manifestações de Pedro de Alcântara, considerado santo pela Igreja (Op. cit., cap. 11, nota de rodapé), e que, segundo Chico, foi um dos personagens do romance Ave Cristo!. Aliás, verifiquei transfiguração também com a médium Eni Fasanelo, em 1946, quando, pela primeira vez, manifestou-se Meimei, e se dirigiu a mim. Ouvi aquela voz meiga e calma, utilizando maneirismos e pronunciando palavras que apenas eu conhecia como seu marido. Quando olhei para a médium verifiquei que seu rosto estava diferente, rejuvenescido, pois Meimei desencarnou jovem.

Reformador: Chico participava de muitas reuniões semanais?

Arnaldo: Em Pedro Leopoldo, Chico já participava de reuniões no “Luiz Gonzaga” às segundas e sextas-feiras, às quartas-feiras comparecia nas reuniões no lar do Dr. Rômulo Joviano, na Fazenda Modelo, e às quintas-feiras no Grupo Meimei. Emmanuel recomendou que Chico iniciasse uma outra reunião no Grupo Meimei. Surgiu assim a reunião mediúnica dos sábados. Foi no Luiz Gonzaga que se realizaram as reuniões de materialização, quando Peixotinho visitou o Chico.

Reformador: Há alguma orientação espiritual que gostaria de destacar?

Arnaldo: Certa feita, divergi de meu irmão Geraldo Rocha, no atendimento de uma médium no Grupo Meimei, porque eu entendia que embora estivéssemos identificando uma manifestação anímica, o atendimento com um diálogo calmo e fraterno deveria ocorrer da mesma forma. Nas semanas seguintes, o orientador Emmanuel discorreu de forma muito esclarecedora, na mensagem que foi intitulada “Trio Essencial” (Instruções Psicofônicas, cap. 59). Vale a pena refletir sempre sobre este texto. De outra feita, um Espírito prepotente e autoritário se manifestou e afirmou que não queria que sua voz fosse registrada no aparelho.Ao final da reunião, para surpresa minha, verifiquei que houve algum problema e realmente a mensagem não foi gravada. Dialoguei com a mesma entidade espiritual, várias vezes, durante uns nove meses, ocorrendo muitas informações interessantes e ela acabou se transformando num grande amigo nosso  o Cerinto (identificado como C.T. em Instruções Psicofônicas, cap. 37) – e que conduziu muitos Espíritos para o atendimento em nossa reunião. Em Vozes do Grande Além, está incluída a “Prece de Cerinto”.

Reformador: O que teria a dizer ao leitor sobre os dois livros citados e sobre os 150 anos de O Livro dos Médiuns?

Arnaldo: Os dois livros focalizados devem ser estudados no Movimento Espírita, e até para valorizar as reuniões mediúnicas, pois a maioria das pessoas
conhecem Chico apenas como médium psicógrafo. Tive contatos com muitas pessoas que me reconhecem pelo fato de tê-los organizado e me relatam
sobre a utilização em palestras dos casos registrados nos livros. No ano da comemoração dos 150 anos de O Livro dos Médiuns, aconselho a leitura e o estudo deste livro e também de O Céu e o Inferno, que contém relatos de manifestações espirituais, pois entendo que ambos ainda são grandes desconhecidos dos espíritas.








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Atividade Noturna do Espírito (Desdobramento)







Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).
Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.
O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.
O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.
Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade.
Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.
Verifiquemos três questões do Livro dos Espíritos, no capítulo VIII, perguntas: 400, 401 e 403.
P-400 “O Espírito encarnado permanece de bom prazer no seu corpo material? - É como se perguntasse a um presidiário, se gostaria de sair do presídio. O espírito aspira sempre à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.
P-401 “Durante o sono a alma repousa como o corpo? - Não, o espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços entre corpo e espírito e, ele se lança pelo espaço e entra em relação com os outros espíritos sintonizados por ele.
P-403 “Como podemos julgar a liberdade do espírito, durante o sono? - Pelos sonhos.
O sono liberta parcialmente a alma do corpo, quando adormecido o espírito se acha no estado em que fica logo a morte do seu corpo.
O sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono. Podemos notar, que nem sempre sonhamos. Mas, o que isso quer dizer? Que nem sempre nos lembramos do que vimos, ou de tudo o que havemos visto, enquanto dormimos. É que não temos ainda a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes somente nos fica a lembrança da perturbação que o nosso Espírito experimentou.
Graças ao sono os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos. As manifestações, que se traduzem muitas vezes por visões e até mesmo, “assombrações” mais comuns se dão durante o sono, por meio dos sonhos. Elas podem ser: uma visão atual das coisas, futuras, presentes ou ausentes; uma visão do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro. Também muitas vezes são quadros alegóricos que os Espíritos nos põem sob as vistas, para dar-nos úteis avisos e salutares conselhos, se se trata de Espíritos bons, e para induzir-nos ao erro, à maledicência, às paixões, se são Espíritos imperfeitos.
O sonho é uma expressão da vida real da personalidade. O espírito procura atender a desejos e intenções inconscientes e conscientes durante esse tempo de liberdade temporária. Conforme o grau, tipo de sintonia e harmonia gerada pela afinidade moral com outros Espíritos, direciona-se automaticamente para a parte do mundo espiritual que melhor satisfaça essa sintonia e suas metas e objetivos, ainda que não lícitos; e aí conta com amigos, sócios, inimigos, desafetos, parentes, “mestres” etc.
Contamos ainda com mais dois tipos de sonhos. O primeiro é o premonitório, quando se toma algumas informações ou conselhos sobre algum acontecimento futuro. O segundo é o pesadelo, ou seja, o sonho ansioso, em que entra o terror. É também uma experiência real, porém, penosa; o sonhador vê-se pressionado por inimigos ou por animais monstruosos, tem de atravessar zonas tenebrosas, sofrer castigos, que de fato são vivências provocadas por agentes do mal ou por desafetos desta ou de outras vidas.

Preparação para o Sono


Verificando o lado físico da questão, vamos ver a importância do sono, pelo fato de passarmos 1/3 de nosso dia dormindo, nesta atividade o corpo físico repousa e liberta toxinas. Para o lado espiritual, o espírito liga-se com os seus amigos e intercambia informações, e experiências.
Façamos um preparo para o nosso repouso diário:
Orgânico – refeições leves, higiene, respiração moderada, trabalho moderado, condução de nosso corpo quanto a postura sem extravagâncias.
Mental Espiritual - leituras edificantes, conversas salutares, meditação, oração, serenidade, perdão, bons pensamentos.
Todavia não nos esqueçamos que toda prece se fortifica com atos voltados ao bem, pois então, atividades altruístas possibilitam uma melhor afinidade com os bons espíritos.

Perispírito e Desdobramento

Embora, durante a vida, o Espírito seja fixado ao corpo pelo perispírito, não é tão escravo, que não possa alongar sua corrente e se transportar ao longe, seja sobre a terra, seja sobre qualquer outro ponto do espaço. (Allan Kardec , A Gênese, Cap. XIV, It 23).
Gabriel Delanne, em “O Espiritismo perante a Ciência”, conclui: A melhor prova de existência do perispírito é mostrar que o homem pode desdobrar-se em certas circunstâncias.

Desdobramento

É o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito.
O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos. Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados).
Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer. O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.
Os desdobramentos podem ser:
a) conscientes : Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento.
b) inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias.
Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente.
Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.
c) voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação.
Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas.
d) provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos, agentes desencarnados ou até mesmo encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.
e) emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se.
Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.
e) emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais.




Aluney Elferr Albuquerque Silva


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Emancipação da Alma

(Sonhos, Desdobramentos, etc.)


Organizadores da Palestra:

Moderador: "Dejavu" (nick: |Moderador|) "Médium digitador": "jaja" (nick: Altivo_Pamphiro)

Oração Inicial:

 Senhor Jesus, novamente reunidos em teu nome, solici-tamos ao Teu coração generoso e amigo, que nos sustente, am-pare e nos fortaleça no cumprimento das tarefas que abraçamos em Tua seara. Envolve a todos nós neste momento, principal-mente ao companheiro que conduzirá nossos raciocínios através da palavra amiga. Que seja em Teu nome, Senhor, em nome dos amigos espirituais, mas sobretudo em nome de Deus que solici-tamos a abertura da nossa reunião de estudos desta noite. Que assim seja!

Considerações Iniciais do Palestrante:

 A emancipação da alma é um estado particu-lar do espírito, obtido durante o sono físico ou, no caso, dos médiuns, um estado em que estes se libertam parcialmente do corpo físico permitindo, por esse modo, um contato com o mundo invisível. Obtém-se essa emancipação através dos passes magnéticos ou pelo próprio movimento da alma, isto é, ela mesma se desprende e se coloca junto aos espíritos. (t)

Perguntas/Respostas:

<|Moderador|> [1] Altivo, por que algumas pessoas raramente lembram de seus sonhos (meu caso)? É por que não sonham?


As pessoas que não lembram dos sonhos não têm uma facilidade para registrá-los no cérebro físico. Fica apenas registrado no cérebro do perispírito. Digo cérebro do perispírito para um melhor entendimento. Agora, quando você recorda dos detalhes dos sonhos é porque você tem uma parti-cular predisposição cerebral para registros. O fato de não lembrarmos dos sonhos não significa que não tenhamos sonhado, ou seja, vivemos uma vida no plano espiritual e não recorda-mos. (t)


<|Moderador|> [2] Pessoas que sonham com freqüência vêem pessoas na casa, levantam e conversam. Como isso se explica?


É justamente o fato de você, como espírito, ir aos lugares de sua preferência. Você vai numa casa, em es-pírito, e ali vê as pessoas que moram naquela casa. Você pode também ir a lugares públicos, como praças, ruas, etc. Neste caso, você não terá um sinal particular, isto é, verá as coi-sas como se vêem na rua de um modo bem geral. (t)


<|Moderador|> [3] Irmão Altivo, como você explica a interação relativa a aplicação dos passes magnéticos em torno de nossas estruturas espirituais, possibilitando que o nosso corpo perispiritual possa se afastar do corpo físico através do processo emancipatório?


Quando você aplica o passe magnético, você provoca um desligamento parcial do corpo e do espírito. Isto faz com que, por um processo ainda não devidamente explicado, ou entendido, haja este afastamento do corpo espiritual do corpo físico. Essas descobertas foram analisadas por um in-glês chamado Braid. Ele aplicava passes e verificou que, em certas pessoas, os passes provocavam o sono magnético e de-pois um estado particular de hipnose. O que se sabe através de Mesmer é que o sono magnético é provocado pelo passe dado por espíritos ou por encarnados, provocando este estado de emancipação. (t)


<|Moderador|> [4] Gostaríamos de saber até que ponto o sonho pode atingir o físico? Ou seja, o real?


Não existe, a rigor, uma medida. O que se sabe é que, em alguns casos de liberdade do espírito, este passa por situações que ficam profundamente gravadas no cére-bro. Vou contar um caso pessoal: há muitos anos, participei de um socorro espiritual dado a uma pessoa obsedada, louca mesmo. Isto que vou relatar foi durante o sono físico. No processo de socorro, esta pessoa batia-me nos olhos com suas mãos que eram muito grandes. Eu a conhecia encarnada. Ao acordar, passei um ou dois dias com profunda dor nos olhos, como se eles estivessem, realmente, edemaciados. Posso dizer, então, que foi uma situação bem particular, mas tenho passado por outras situações menos agressivas que também influencia-ram meu corpo. Situações de socorro médico, de participação em locais que visitei, espiritualmente, etc. E que me recor-dei. (t)


<|Moderador|> [5] Todos os sonhos são o desprendimento do espírito do corpo físico ou alguns sonhos podem simplesmente ser projeções do inconsciente?


A maior parte dos sonhos se passam entre espíritos. O que sei por parte do plano espiritual é que mes-mo quando você projeta seu inconsciente, você vai em busca de uma situação de um parceiro, ou de uma circunstância que ca-racteriza o seu desejo íntimo. Assim, a projeção do seu in-consciente leva você para o lugar que deseja. (t)


<|Moderador|> [6] Boa Noite. Minha pergunta diz respeito aos sonhos com pessoas já desencarnadas. Por que eu não consigo sonhar com parentes e amigos que já partiram pou-co tempo depois do desencarne? Às vezes, acontece o sonho so-mente um ano depois. Qual o motivo que me bloqueia minha ca-pacidade de sonhar com eles e me lembrar disso?


Muitas vezes, você esteve com a pessoa, mas não recorda. Eu mesmo tenho a mãe falecida há 9 anos e tive poucos sonhos com ela, embora tenha percebido sua presença inúmeras vezes ao meu lado. Agora, você recorde que só os so-nhos que atinjam profundamente nosso cérebro físico é que re-cordamos. (t)


<|Moderador|> [7] Porque, às vezes, quando sonhamos, parece que entramos num estado entre o sono e a realidade?


O desprendimento do espírito do corpo vai ocorrendo aos poucos e por isso ficamos entre dois mundos: um mundo real, material, e o mundo que vamos visitar. (t)


<|Moderador|> [8] O desdobramento é perigoso? Pode algum desencarnado nos "molestar", e até nos "matar", durante este estado? O cordão fluídico que nos prende ao corpo físico pode ser rompido durante a emancipação? É verdade que quando saímos do corpo há o perigo de não voltarmos mais?


O desdobramento não é perigoso a partir do momento em que oramos e contamos com a proteção dos benfeito-res espirituais. Quando você sai do corpo e em sua casa não há uma proteção fluídica, você pode ter o corpo molestado por um espírito que entrou na sua casa. Mas o comum é você voltar logo para o corpo, uma vez que você se sente prejudicado. Neste caso, o espírito apenas incomodará. Mas há casos em que o espírito tem um grande ascendente sobre aquele que dorme e então este se aproveitará deste ascendente para fazer o que bem entender. É o caso dos grandes pesadelos. Não há na lite-ratura específica casos registrados de pessoas morrerem por conta desta influenciação durante o sono, embora, muitas ve-zes, as pessoas tenham se sentido muitíssimo mal quando per-seguidas por um espírito. No livro "Entre a Terra e o Céu" de André Luiz, temos um exemplo muito interessante de um grupo de pessoas que viviam uma realidade no corpo físico e outra no corpo espiritual. (t)


<|Moderador|> [9] Existe algum momento em que pode se passar do sonho para desdobramento, ou vice-versa?


Sim. Você pode começar a ver um espírito no estado de sonho e depois seguir com ele para mais longe, dan-do início a um processo de desdobramento. Será um momento em que seu espírito precisará ficar bem longe do corpo. Este mo-mento é o do desdobramento. (t)


<|Moderador|> [10] Como se processa o desdobramento no mundo espiritual, existe sonho em relação aos espíritos desencarnados?


Sim. O mesmo sentido dado quando falei no sonambulismo e hipnotismo. O espírito, a partir de um momen-to, ele aprofunda o seu desligamento e começa a colocar o seu corpo espiritual que, juntamente com suas recordações men-tais, forma o que se chama de um estado entre o sono, o des-dobramento e a vida dos espíritos. Nesse caso, você, como es-pírito, projeta seus sentimentos e vai em busca dos seus par-ceiros ou amigos. Também você pode entender desse modo: O es-pírito deixa seu corpo perispiritual descansando e sai com sua projeção mental. (t)


<|Moderador|> [11] As pessoas que têm problemas de insônia. Isto pode significar que elas são por demais ligadas às coisas materiais? Mesmo existindo problemas neurológicos, esse problema pode retardar o desligamento do espírito após o seu desencarne?


Entendo que a insônia pode ter suas causas físicas. No caso da dificuldade espiritual, o espírito está realmente muito preocupado com alguma coisa, impedindo o des-canso físico, como, por exemplo, nas nossas grandes preocupa-ções. No caso das pessoas com problemas neurológicos, temos que distinguir se o problema é provacional ou apenas um pro-blema do próprio espírito. Quando é provacional, o corpo é que é o doente. O espírito, tão logo se veja liberto das amarras físicas, esquece e nada mais sente. O corpo doente fica de lado e o espírito liberto voa para onde quiser. Mas quando é o espírito o doente, este carrega consigo todas as suas marcas dolorosas e, assim, ele tem dificuldades para se desprender, para dormir e não consegue ter nem um sono, nem um desprendimento tranqüilo, uma vez que ele é um grande do-ente da alma. (t)


<|Moderador|> [12] Quando entramos numa espécie de transe, como fazemos pra ter o controle e conseguir voltar?


Somente a vontade pode fazê-lo. Mas é pre-ciso uma vontade forte e esperar algum tempo para podermos voltar. Este tempo nos parece, às vezes, muito longo, mas na verdade é um tempo bem pequeno nos padrões terrenos Yvonne Pereira, no livro "Recordações da Mediunidade" fala de uma experiência que ela passou durante um desdobramento em que ela mesma provocou e que depois não sabia como voltar e so-mente após muitas preces a Dr. Bezerra de Menezes é que ela o viu aproximar-se e num simples passe magnético colocou-a no-vamente no corpo. (t)


<|Moderador|> [13] Amigo Altivo, por que é im-portante a emancipação da alma? Pra que serve?


A emancipação da alma é uma oportunidade que o espírito tem para "descansar" das opressões próprias da matéria. Somente desse modo o espírito enfrenta as suas múl-tiplas obrigações e se sente amparado nos seus momentos de sofrimento, dores, etc. (t)


<|Moderador|> [14] Não entendi direito a diferença entre sonho e desdobramento.


No desdobramento, o corpo espiritual se li-berta inteiramente do corpo físico e vive a vida de espírito. No sono físico, o espírito não se afasta muito do corpo e, assim, ele é capaz de passar para o cérebro físico as recor-dações do que vê. A rigor, há horas que, realmente, fica di-fícil fazer a distinção entre os dois estados. (t)


<|Moderador|> [15] Quando se tem pesadelos, terríveis, com pessoas negativas, tem a ver com sintonia com um plano inferior no dia a dia acordado?


Sim, quando você se liga àquela pessoa ou àquelas situações. Mas você pode também estar em processo de auxílio a ela ou mesmo estar vendo como simples participante como ela vive em espírito. (t)


<|Moderador|> [16] Quando entro em transe, tenho dificuldades de voltar não consigo movimentar meu corpo, e fico desesperada! Posso evitar isso? Por que quando começo a entrar nesse tipo de transe, pareço estar muito dopada?


Seu espírito realmente sai do ambiente fí-sico. É como se fosse um desejo muito grande de desligar-se de alguma coisa. Deve você recordar que certamente seus inte-resses maiores estão no mundo dos espíritos. Daí, suas difi-culdades. Mas você recorde o exemplo dado por Yvonne Pereira. Ore muito para o seu guia ou a um bom espírito. (t)


<|Moderador|> [17] Poderia conceituar animismo e a influência deste nos desdobramentos, se há?


O animismo significa a comunicação do pró-prio espírito e não como muitas pessoas pensam um estado de mistificação. No animismo, o espírito realmente se liberta do corpo e pode se comunicar, ele mesmo, como espírito imortal que é. Na mistificação fica claro que a pessoa só está fazen-do alguma coisa para enganar o próximo. Pode-se então enten-der que o espírito quer sair do corpo, determina-se a isso e o consegue com alguma experiência. Na mistificação ele não tem real interesse em sair do corpo. (t)


<|Moderador|> [18] Irmão, até que ponto podemos ter certeza de estarmos realmente nos encontrando com entes queridos desencarnados em determinados sonhos? Como pode-se diferenciar um simples sonho de um encontro? Como pode-mos saber ao acordar se tivemos um sonho ou se foi um desdobramento?


Realmente não há outra medida senão a cer-teza íntima que temos, ao acordarmos, que estivemos com al-guém. Por outro lado, temos alguns outros referenciais, como vermos pessoas que não conhecemos, situações diferentes das nossas habituais e ainda devemos entender que há muitos mo-mentos de apoio espiritual. É quando os desdobramentos trazem características de suavidade, de beleza que não são habituais no nosso cotidiano. (t)


<|Moderador|> [19] Boa noite! podem os mentores fixar a recordação de uma conversa mantida durante o "sonho" no cérebro do espirito fazendo com que nos lembremos ao acordar?


Sim, desde que isto tenha importância para o encarnado André Luiz é pródigo em informações neste senti-do. E nós mesmos temos muitas vezes o apoio, o ensino dos guias quando num sonho ou num desdobramento nos recordamos de uma única situação parecendo que aquela situação tem a ver com a nossa necessidade de informação. (t)

Perguntas respondidas posteriormente pelo palestrante:

[1] Qual a influência do sonho no dia a dia de cada um?


Dizem os bons espíritos que o sono repre-senta a possibilidade de nos reencontrarmos com os nossos guias espirituais. Ao mesmo tempo que ouvimos seus conselhos e admoestações, temos a oportunidade de nos recuperarmos das fadigas próprias da reencarnação. O sono repousa o corpo e permite ao espírito recuperar-se da vida terrena. O sonho é o resultado desta convivência que nos lembramos.(t)


[2] Por que às vezes vemos pessoas das quais não conhecemos e que nos tratam de maneira diferente?


São espíritos que nos visitam e cuja convi-vência se dá toda no plano espiritual, isto é, não temos con-vívio na vida material. Assim, estes conhecidos nos visitam, até porque têm liberdade para isso, o que não ocorre conos-co(encarnados).(t)


[3] Durante o sono, onde está o anjo da guarda de cada um?


Poderá estar ao nosso lado, velando por nós ou nos acompanhando no curso das nossas existências.(t)


[4] Como diferenciar o que é sonho do que é encontro em outro plano que não o físico?


Os encontros dos espíritos nem sempre são recordados por nós. Quando ocorre a recordação e quando vi-venciamos algo de interesse próprio da matéria, dizemos então que é sonho. (t)


[5] Seria coincidência você ter um sonho com sequência, e no final de dois anos após, o sonho acontecer, em parte?


Não é coincidência, é um aviso que tivemos com antecedência. (t)


[6] O que se pode interpretar quando uma pessoa em sonho pede, insistentemente, que a outra ligue para ela? O que seria isso?


É o convite, ou aviso, que um espírito faz a outro. Como a pessoa não teve oportunidade de fazer este convite, ou aviso, durante o estágio na carne, fê-lo como es-pírito. (t)


[7] Irmão Altivo, gostaria que o senhor explicasse como se processa o sono relativo aos animais. Isso existe?


Os animais têm o sono físico, por isso, de um modo geral, intermitente e de pequena duração. Já no homem terreno, o sono tem a caracterísitica de recuperação da alma; de convívio com outros seres. Há como que uma diferenciação entre o sono dos animais, profundamente físico, com o dos ho-mens, com caracterísiticas de repouso e convivência com ami-gos do Além. (t)

Considerações finais do Palestrante:

 Espero que as noções de desdobramento e de sonhos tragam para todos a noção exata de que temos uma vida espiritual vivenciada quando dormimos e que esta vida não pode ser esquecida por nós quando estamos em vigília. Assim, tenhamos um bom dia para termos uma boa noite. Deus nos abençoe!! (t)

Oração Final:

 Senhor Jesus, agradecidos estamos por mais esta opor-tunidade de aprendizado, através deste meio de comunicação. Que possamos sempre estarmos sintonizados com Teu coração amigo, que nos sustenta, ampara e fortalece no dia a dia de nossas jornadas. Que possamos nos despedir em paz, rogando mais uma vez que a Tua bondade nos envolva hoje e sempre. Que seja em Teu nome, mas acima de tudo em nome de Deus, que en-cerramos nossa reunião de estudos desta noite. Que assim seja!


Altivo Pamphiro

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Pequena nota sobre o direito a viver





Inventei uma história para celebrar a Vida. Ana, filha de família muito rica, apaixona-se por um homem sem bens materiais, Antonio. Casa-se com separação de bens. Ana engravida de um anencéfalo e o casal decide tê-lo. Ana morre de parto, o filho sobrevive alguns minutos, herda a fortuna de Ana. Antonio herda todos os bens do filho que sobreviveu alguns minutos além do tempo de vida de Ana. Nenhuma palavra será suficiente para negar a existência jurídica do filho que só foi por alguns instantes além de Ana.

A história que inventei é válida no contexto do meu discurso jurídico. Não sou pároco, não tenho afirmação de espiritualidade a nestas linhas postular. Aqui anoto apenas o que me cabe como artesão da compreensão das leis. Palavras bem arranjadas não bastam para ocultar, em quantos fazem praça do aborto de anencéfalos, inexorável desprezo pela vida de quem poderia escapar com resquícios de existência e produzindo consequências jurídicas marcantes do ventre que o abrigou.

Matar ou deixar morrer o pequeno ser que foi parido não é diferente da interrupção da sua gestação.Mata-se durante a gestação, atualmente, com recursos tecnológicos aprimorados, bisturis eletrônicos dos quais os fetos procuram desesperadamente escapar no interior de úteros que os recusam.Mais “digna” seria a crueldade da sua execução imediatamente após o parto,mesmo porque deixaria de existir risco para as mães. Um breve homicídio e tudo acabado.

Vou contudo diretamente ao direito, nosso direito positivo. No Brasil o nascituro não apenas é protegido pela ordem jurídica, sua dignidade humana preexistindo ao fato do nascimento, mas é também titular de direitos adquiridos. Transcrevo a lei, artigo 2o do Código Civil:


A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

No intervalo entre a concepção e o nascimento dizia Pontes de Miranda “os direitos, que se constituíram, têm sujeito, apenas não se sabe qual seja”. Não há, pois, espaço para distinções, como assinalou o ministro aposentado do STF, José Néri da Silveira, em parecer sobre o tema:

Em nosso ordenamento jurídico, não se concebe distinção também entre seres humanos em desenvolvimento na fase intrauterina, ainda que se comprovem anomalias ou malformações do feto; todos enquanto se desenvolvem no útero materno são protegidos, em sua vida e dignidade humana, pela Constituição e leis.

Trata-se de seres humanos que podem receber doações [art. 542 do Código Civil], figurar em disposições testamentárias [art.1.799 do Código Civil] e mesmo ser adotados [art. 1.621 do Código Civil]. É inconcebível, como afirmou Teixeira de Freitas ainda no século XIX, um de nossos mais renomados civilistas, que haja ente com suscetibilidade de adquirir direitos sem que haja pessoa. E, digo eu mesmo agora, nele inspirado, que se a doação feita ao nascituro valerá desde que aceita pelo seu representante legal tal como afirma o artigo 542 do Código Civil – é forçoso concluir que os nascituros já existem e são pessoas, pois “o nada não se representa”.

Queiram ou não os que fazem praça do aborto de anencéfalos, o fato é que a frustração da sua existência fora do útero materno, por ato do homem, é inadmissível [mais do que inadmissível, criminosa] no quadro do direito positivo brasileiro. É certo que, salvo os casos em que há, comprovadamente, morte intrauterina, o feto é um ser vivo.

Tanto é assim que nenhum, entre a hierarquia dos juízes de nossa terra, nenhum deles em tese negaria aplicação do disposto no artigo 123 do Código Penal,1 que tipifica o crime de infanticídio, à mulher que matasse, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho anencéfalo, durante o parto ou logo após, sujeitando a a pena de detenção, de dois a seis anos. Note-se bem que ao texto do tipo penal acrescentei unicamente o vocábulo anencéfalo!


Ora, se o filho anencéfalo morto pela mãe sob a influência do estado puerperal é ser vivo, por que não o seria o feto anencéfalo que repito pode receber doações, figurar em disposições testamentárias e mesmo ser adotado?

Que lógica é esta que toma como ser, que considera ser alguém – e não res – o anencéfalo vítima de infanticídio, mas atribuiao feto que lhe corresponde o caráter de coisa ou algo assim?

De mais a mais, a certeza do diagnóstico médico da anencefalia não é absoluta, de modo que a prevenção do erro, mesmo culposo, não será sempre possível. O que dizer, então, do erro doloso?

A quantas não chegaria, então, em seu dinamismo – se admitido o
 aborto – 
o “moinho satânico” de que falava Karl Polanyi?2 A mim causa espanto a ideia de que se esteja a postular abortos, e com tanto de ênfase, sem interesse econômico determinado. O que me permite cogitar da eventualidade de, embora se aludindo à defesa de apregoados direitos da mulher, estar-se a pretender a migração, da prática do aborto, do universo da ilicitude penal, para o campo da exploração da atividade econômica. Em termos diretos e incisivos, para o mercado. Escrevi esta pequena nota para gritar, tão alto quanto possa, o direito de viver.
Eros Roberto Grau


1“Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena – detenção de dois a seis anos.”
2A grande transformação: as origens da nossa época. Tradução portuguesa de Fanny Wrobel. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

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