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TAXA DE SOMBRA


Em matéria de tribulações, será justo salientar a taxa de sombra que comumente adicionamos à carga de provas salvadoras e regenerativas que, para nosso próprio benefício, a vida nos deu a carregar.

A rebeldia é sempre condição negativa, e, em se manifestando conosco, na forma de inquietação desnecessária, é dos piores corrosivos da alma, frustrando-nos recursos de realização e oportunidade, serviço e tempo.

Referimo-nos, sobretudo, ao sofrimento criado por nossas próprias atitudes de não aceitação diante da vida.

Reflitamos nisso, podando as aflições que se nos amontoam em torno das dificuldades naturais.

Teremos renascido na Terra com determinado problema físico ou psicológico...

Se o admitimos por lição amiga ou controle edificante, para logo se transforma em bênção de auxílio, ao invés de persistir conosco por empeço a complicar.

Provavelmente no mundo teremos recebido parentes difíceis...

Se o abraçamos à conta de companheiros destinados a experimentar-nos a paciência e a ternura, para breve se transfiguram em tesouros de sentimento.

Sofremos doenças...

Se as acolhemos por ensinamentos justos da vida, elas se transfiguram em cursos de educação.

Estaremos faceando rude fracasso...

Se nos dispomos a vará-lo, com entendimento e coragem, ei-lo que se nos faz alavanca de apoio para os caminhos de êxito e segurança.

Achar-nos-emos nos obstáculos da madureza extrema do plano material...

Se aceitamos o desgaste orgânico, sem deixar o trabalho que se nos faça possível, na seara do bem, a mais avançada senectude ser-nos-á período precioso de meditação e ajuste espiritual.

Quando a provação nos visite – lição preciosa e natural na escola da Vida – aceitemos o que sejamos e sirvamos com tudo aquilo de que possamos dispor, a benefício do próximo, com serenidade e compreensão, e estaremos livres da taxa de desespero que, em qualquer sofrimento, é sofrimento muito maior.

Livro: Rumo Certo, lição 37 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.



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REFLEXÕES SOBRE A VIDA A DOIS








A vida a dois merece muitas reflexões, nas horas de nosso precioso tempo olhando o azul do céu e filosofando na vida. Na verdade, merecia um curso. Fazemos cursos de tantas coisas, mas não realizamos cursos para refletir e analisar a importância e as questões envolvidas em se viver com outra pessoa e dali constituir uma família. Sobre esse tema nos debruçaremos nesse texto em algumas reflexões, de forma encadeada. 

A primeira questão é a pessoa com quem dividiremos a nossa caminhada. Deve ser mais igual ou mais diferente do que nós? O diferente complementa e o igual une...  


Outro ponto interessante é o respeito à individualidade. Termos nosso espaço é necessário! Não podemos nos sentir sufocados... Mas essa visão de respeito à individualidade por vezes se confunde com culto ao individualismo. Loteamos horários e espaços, achamos que respeitar o outro é ter o dia do futebol e o dia do chá com as amigas. É mais do que isso! É entender os projetos do outro, as visões, e fazer com que o espaço coletivo tenha espaço para cada um, inclusive os filhos.
 


Remete-nos essa questão que a vida a dois nos faz protagonistas, deixamos de ser adolescentes e somos agora adultos responsáveis – respondemos pela nossa vida. Precisamos romper os liames com os nossos pais, seguir adiante, mantendo a boa relação sem dependência. Está aí mais um segredo da vida a dois! Ter uma vida a dois é ter o desejo de construir uma relação. É mais do que consumir em outro nível. É dar de si, abrir mão em torno de um novo instituto que receberá em breve novos Espíritos, dando prosseguimento ao ciclo da vida.
 

E às vezes é do ciclo da vida as relações terminarem. Esse processo nos demanda civilidade, respeito e, acima de tudo, uma postura cristã. Se separar é uma arte quase tão sublime quanto se unir. O respeito, o cuidado com as crianças, o atendimento aos compromissos materiais assumidos e o clima de paz devem ser situações observadas, onde a religião nos auxilia nesse processo. 

Por fim, na nossa reflexão de ideias encadeadas, podemos asseverar que uma vida a dois saudável não prescinde de uma religião. A religião é que nos permite trabalhar a espiritualidade, nos relacionar com outros planos da vida sem esquecer a vida no Planeta Terra. A religião nos brinda com a profundidade dos valores e os alicerces da fé nos sustentam nos momentos difíceis, naturais da vida a dois.

Refletir sobre a vida a dois, o que ela significa, é caminho de amadurecimento. Mais do que festas, cerimônias, imóveis e móveis, a decisão de trilhar caminhos conjuntos traz consequências para a nossa encarnação atual e para as futuras. Consequências felizes, mas por vezes desastrosas.




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DESENCARNA HERMÍNIO MIRANDA







Hermínio (05/01/1920 - 08/07/2013)

"O pássaro agora voa liberto. Nós, que não mais podemos vê-lo, já sentimos saudades do seu canto."



Jáder Sampaio


Na década de 80 a União Espírita Mineira, em associação com a Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte, trouxe três estudiosos do espiritismo para um seminário sobre mediunidade. Jorge Andréa dos Santos, Suely C. Schubert e Hermínio C. Miranda.

Hermínio estava incomodado com o púlpito. Não era expositor, dizia, apenas escritor. Assentado, com um maço de páginas nas mãos, começou a ler seu discurso. E que discurso! Superado o impacto inicial de ouvir uma leitura, as palavras dele criavam vida após sair do papel. Eram tantas informações e com tanta elegância, que eu me dividia entre as anotações furiosas que fazia e a atenção necessária para acompanhar cada nuance, cada expressão, cada frase. Se ele temia o público, arrisco minha opinião póstuma: ele fez bonito!

Hermínio era reservado, tinha uma personalidade anglo-saxônica. A esposa completava-lhe o que lhe faltava. Recordo-me dela expansiva, simpática, calorosa. Os dois formavam um belo casal, cada um admirado por suas qualidades díspares.

Hermínio já era nonagenário, com extensa contribuição ao espiritismo e ao movimento espírita. Durante anos manteve uma coluna no Reformador, chamada "Lendo e Comentando". Ela trouxe aos trópicos de forma sistemática o que se pesquisava sobre comunicação dos espíritos e reencarnação nas terras anglófonas. Creio que das páginas do Reformador saiu o material para a composição dos livros "Sobrevivência e Comunicabilidade dos Espíritos" e "Reencarnação e Imortalidade".

Um de seus trabalhos sistemáticos foi com o atendimento aos espíritos. Apesar da personalidade reservada, ele mostrava um senso de percepção incomum e uma capacidade de diálogo transformadora. Como gravasse seus atendimentos, pode nos oferecer uma quadrilogia de livros intitulada "Histórias que os espíritos contaram", hoje publicada pela editora Correio Fraterno. A teoria do seu trabalho diferenciado, no qual incluiu técnicas dos magnetizadores do século XIX, encontra-se em dois livros: Diálogo com as sombras (FEB) e Diversidade dos Carismas (Lachâtre).

As incursões pelo magnetismo não se restringiram ao mundo das sombras, e ele fez sessões de regressão de memória com algumas pessoas. Luciano dos Anjos foi um sujet pleno de recordações da França revolucionária, que ele registrou no livro "Eu sou Camille Desmoulins", publicado em 1989, no bicentenário da revolução francesa, com uma explicação do autor que assegurava não ter podido publicar antes, e não estar se aproveitando das comemorações. Para quem agora escreve, seria uma simetria histórica.

Simetria histórica é um dos conceitos que ele desenvolveu e que foi empregado em muitos dos seus livros. As Marcas do Cristo (FEB), é um exemplo deste tipo de trabalho, no qual Hermínio compara a personalidade e história de Paulo de Tarso com a de Martinho Lutero. Este conceito seria empregado pela Dra. Nadia Luz, em sua tese de doutoramento em história, publicada na coleção Espiritismo na Universidade.

As biografias foram também uma de suas paixões. Ele publicou diversas, recuperando para o movimento espírita personalidades que passariam despercebidas nos dias de hoje, apesar de sua relevância. Guerrilheiros da Intolerância (Lachâtre), Hahnnemann, apóstolo da medicina espiritual (CELD), O pequeno laboratório de Deus (Lachâtre) e Swedenborg, uma análise crítica, são alguns dos exemplos.

Um de seus interesses era com a psicologia, na sua interseção com os fenômenos espirituais. Um de seus livros neste campo tornou-se best seller: Nossos filhos são espíritos (Lachâtre). Autismo, uma leitura espiritual (Lachâtre) e Condomínio Espiritual (Lachâtre) são alguns dos trabalhos com este perfil.

Creio que um dos temas que mais o intrigava era a transformação do cristianismo. Ele contribuiu com Os cátaros e a heresia católica (Lachâtre), Cristianismo, a mensagem esquecida (Lachâtre), Candeias da noite escura (FEB) e O evangelho gnóstico de Tomé (Lachâtre).

Das traduções, sua obra prima, é A história triste, de Patience Worth, que desenterrou do esquecimento juntamente com Memória Cósmica, cuja tradução está perdida em seu hard-disk.

Os livros do egito, que povoa suas recordações de além cérebro, o Edwin Drood, o livro de Dickens completado pela mediunidade e igualmente desenterrado por Hermínio, O processo dos espíritas, que reconta a injusta perseguição da sociedade francesa a um dos continuadores de Kardec, Leymarie, e muitos e muitos livros que não vou ficar citando, trazem seu nome e são frutos das suas horas de trabalho sério.


Voa, meu amigo, voa. Vai conhecer novos mundos, recordar mais vivências, reviver os tempos do Cristo. Voa bem alto, para que um dia possa retornar falando das luzes e do futuro.


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As Reuniões Mediúnicas e os Vários Tipos de Mediunidade




 



Este livro é o segundo de uma trilogia em que desenvolvemos o tema mediunidade terapêutica com Jesus, com o objetivo de refletir sobre a prática da mediunidade como um caminho para a autoiluminação.
Para ser um caminho de autoiluminação, como lhe cabe, a mediunidade deve ser trabalhada à luz do Evangelho de Jesus e da obra Kardequiana. Por isso, neste livro refletimos sobre o funcionamento da reuniões mediúnicas e dos fenômenos mediúnicos mais comuns nos Centros Espíritas nos dias de hoje, à luz do profundo manancial, extremamente atual, formado pelas obras de Allan Kardec, especialmente O Livro dos Médiuns.
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ANETE GUIMARÃES EM UBERLÂNDIA/MG - AGENDE-SE





Com cobertura da Web Rádio Fraternidade.

12/07/13 - Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade, às 20h. 

O tema que ela irá abordar será “Uma visão de Justiça".

13/07/13 - Seminário - sobre Sexualidade -  Grupo Paulo de 

Tarso .

14/07/13 - a definir





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SOLIDÃO




Espectro cruel que se origina nas paisagens do medo, a solidao é , na atualidade, um dos mais graves problemas que desafiam a cultura e o homem.
A necessidade de relacionamento humano, como mecanismo de afirmação pessoal, tem gerado vários distúrbios de comportamento, nas pessoas timidas, nos indivíduos sensíveis e em todos quantos enfrentam problemas para um intercâmbio de ideias, uma abertura emocional, uma convivência saudável.
Enxameiam, por isso mesmo, na sociedade, os solitários por livre opção e aqueloutros que se consideram marginalizados ou sao deixados à distancia pelas conveniências dos grupos.
A sociedade competitiva dispõe de pouco tempo para a cordialidade desinteressada, para deter-se em labores a benefcio de outrem.
O atropelamento pela oportunidade do triunfo impede que o indivíduo, como unidade essencial do grupo, receba consideracao e respeito ou conceda ao próximo este apoio, que gostaria de fruir.
A mídia exalta os triunfadores de agora, fazendo o panegírico dos grupos vitoriosos e esquecendo com facilidade os heróis de ontem, ao mesmo tempo que sepultam os valores do idealismo, sob a retumbante cobertura da insensatez e do oportunismo.
O homem, no entanto, sem ideal, mumifica-se. O ideal é-lhe de vital importancia, como o ar que respira.
O sucesso social nao exige, necessariamente, os valores intelecto-morais, nem o vitalismo das ideias superiores, antes cobra os louros das circunstâncias favoráveis e se apoia na bem urdida promocão de mercado, para vender imagens e ilusões breves, continuamente substituidas, graças á rapidez com que devora as suas estrelas.
Quem, portanto, nao se ve projetado no caleidoscópio mágico do mundo fantástico, considera-se fracassado e recua para a solidão, em atitude de fuga de uma realidade mentirosa, trabalhada em estudios artificiais.
Parece muito importante, no comportamento social, receber e ser recebido, como forma de triunfo, e o medo de nao ser lembrado nas rodas bem sucedidas, leva o homem a estados de amarga solidão, de desprezo por si mesmo.
O homem faz questao de ser visto, de estar cercado de bulha, de sorrisos embora sem profundidade afetiva, sem o calor sincero das amizades, nessas areas, sempre superficiais e interesseiras. O medo de ser deixado em plano secundário, de não ter para onde ir, com quem conversar, significaria ser desconsiderado. atirado`a solidão.
Há uma terrível preocupacão para ser visto, fotografado, comentado, vendendo saúde, felicidade, mesmo que fictícia.
A conquista desse triunfo e a falta dele produzem solidão.
O irreal, que esconde o caráter legítimo e as lidimas aspiracões do ser, conduz à psiconeurose de auto-destruicao.
A ausência do aplauso amargura, face ao conceito falso em torno do que se considera, habitualmente como triunfo. Há terrível ânsia para ser-se amado, nao para conquistar o amor e amar, porém para ser objeto de prazer, mascarado de afetividade. Dessa forma, no entanto, a pessoa se desama, nao se torna amável nem amada realmente.
Campeia, assim, o "medo da solidao", numa demonstração caótica de instabilidade emocional do homem, que parece haver perdido o rumo, o equilibrio.
O silêncio, o isolamento espontâneo, são muito saudaveis para o indivíduo, podendo permitir-lhe reflexão, estudo, auto- aprimoramento, revisão de conceitos perante a vida e a paz interior.
O sucesso, decantado como forma de felicidade, é, talvez, um dos maiores responsáveis pela solidão profunda.
Os campeões de bilheteira, nos shows, nas rádios, televisões e cinemas, os astros invejados, os reis dos esportes, dos negócios, cercam-se de fanáticos e apaixonados, sem que se vejam livres da solidão.
Suicídios espetaculares, quedas escabrosas nos porões dos vícios e dos tóxicos comprovam quanto eles são tristes e solitários. Eles sabem que o amor, com que os cercam, traz, apenas, apelos de promoção pessoal dos mesmos que os envolvem, e receiam os novos competidores que lhes ameaçam os tronos, impondo-lhes terríveis ansiedades e insegurancas, que procuram esconder no álcool, nos estimulantes e nos derivativos que os mantem sorridentes, quando gostariam de chorar, quão inatingidos, quanto se sentem fracos e humanos.
neurose da solidão é doença contemporânea, que ameaca o homem distraído pela conquista dos valores de pequena monta, porque transitórios.
Resolvendo-se por afeiçoar-se aos ideais de engrandecimento humano, por contribuir com a hora vazia em favor dos enfermos e idosos, das criancas em abandono e dos animais, sua vida adquiriria cor e utilidade, enriquecendo-se de um companheirismo digno, em cujo interesse alargar-se-ia a esfera dos objetivos que motivam as experiências vivenciais e inoculam coragem para enfrentar-se, aceitando os desafios naturais.
O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos patológicos, é alguem que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.
A velha conceituacao de que todo aquele que tem amigos nao passa necessidades, constitui uma forma desonesta de estimar, ocultando o utilitarismo sub-reptício, quando o prazer da afeição em si mesma deve ser a meta a alcancar-se no inter-relacionamento humano, com vista à satisfação de amar.
O medo da solidão, portanto, deve ceder lugar,à confianca nos próprios valores, mesmo que de pequenos conteúdos, porém significativos para quem os possui.
Jesus, o Psicoterapeuta Excelente, ao sugerir o "amor ao proximo como a si mesmo" após o "amor a Deus" como a mais importante conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizar-se, a conhecer-se, de modo a plenificar-se com o que é e tem, multiplicando esses recursos em implementos de vida eterna, em saudável companheirismo, sem a preocupação de receber resposta equivalente.
O homem solidário, jamais se encontra solitário.
O egoísta, em contrapartida, nunca está solícito, por isto, sempre atormentado.
Possivelmente, o homem que caminha a sós se encontre mais sem solidão, do que outros que, no tumulto, inseguros, estao cercados, mimados, padecendo disputas, todavia sem paz nem fé interior.
A fé no futuro, a luta por conseguir a paz intima - eis os recursos mais valiosos para vencer-se a solidão, saindo do arcabouço egoísta e ambicioso para a realização edificante onde quer que se esteja.
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Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco




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A limpeza geral de nossas ações se reflete em nossa salvação.







Jesus, estendendo a mão, tocou-o e disse: “Eu quero, fica limpo”. No mesmo instante ficou limpo da lepra. Mateus. 8,3


            Lidamos diariamente no planeta com diversos detritos da vida material, é tamanha a imundice as chagas do pecado que impregna a vida dos filhos do criador, isto faz com que nossas ações e atenções se redobrem frente a este grande acumulo que tanto perde nossa salvação em nossa caminhada.

            Nas páginas do novo testamento em diversas passagens, seus apóstolos e testemunhas nos apresenta o quanto o Cristo lutou pela cura e ainda o faz em nossas vidas para que sejamos livres de todo o pecado. Quando limpou aquele homem com o corpo todo em ruinas pela doença, limpou não simplesmente o corpo físico, lavou a alma de todos os pecados, pela vontade de Mestre e também pela ação e vontade na fé daquele homem foi possível sua limpeza.

            Irmãos, a limpeza nossa de cada dia deve ser praticada a cada momento da nossa caminhada terrena e existencial, a limpeza de todo lamaçal do pecado, como a limpeza movida pelo amor, o perdão, a tolerância, a paciência, a hombridade dos pensamentos e a compaixão para com os irmãos em evolução. Compreenda irmãos que, as lepras da alma são movidas pela própria ação, as mazelas do corpo exteriorizadas, é fruto do mal que reina no existir, é o egoísmo, a inveja, o orgulho, a vaidade, a intolerância, a raiva, a cólera, o adultério em todas as formas, as zombarias, as maledicências, as emboscadas e as ciladas, enfim, o lixo do maligno que faz com que os filhos do criador se percam nestas doenças, quase sempre ditas normais para quem vive nesta situação.

            A importância de lavar e limpar todas essas manchas e reformar por completo o nosso intimo, parte pela vontade e pelo discernimento por entender o que ofertamos aos nossos semelhantes, de certo, poderemos oferecer somente aquilo que vivemos, não há como querer ofertar os perfumes das flores no coração das pessoas se nossa semente se faz perdida entre as pedras sem vida e sem esperança, não há como brotar flores na morte, mas sim na esperança, não há como ter glorias impregnados pelo pecado, sucesso sem o reconhecimento a quem lhe faz esta condição, enfim irmãos, a falsa sensação de bem estar não traduz com propriedade a verdadeira salvação e condição, para quem se acostuma na imundice da vida, acostuma com as migalhas que são jogadas aos porcos, e como tal, faz das ações de seus semelhantes algo de supérfluo da verdade em Cristo. Lembrando novamente que, riqueza material não representa evolução e muito menos salvação dos seres, o que realmente importa para Deus, nosso Criador, são as riquezas diárias das nossas ações e nosso segmento as leis postas a todos, pois o que é da matéria, permanece na matéria, e o que é de Deus permanece na eternidade.

            Façamos nossas limpezas diárias, entre nesse momento para dentro de si, num ambiente exclusivo e faça esta reflexão, o que é preciso mudar para começar a limpeza? As pessoas ao meu lado se afastam ou se preocupam comigo? As pessoas se sentem bem ao meu lado ou se afastam quando chego? Como lido com as situações embaraçosas da vida? Quando sou colocado sob pressão, como lido? Envergonho-me de falar sobre as obras e a vida de Cristo? Como sou no meu trabalho e na minha escola, procuro ajudar ou a prejudicar quem esta e tem dificuldades? Alegro-me com o sofrimento alheio, espanto os animaizinhos quando se aproximam de mim? Escarneço dos mais idosos em dificuldade? Procuro todas as formas licitas ou não, para ter bens materiais? Engano meu semelhante? Uso os meus semelhantes para me promover? Faço zombarias de quem é cortes comigo ou com pessoas próximas? Como sou com minha família, faço mais credito a quem esta de fora ou amo-os e defendo-os de tudo ou os descarto para fazer bonito ao seu semelhante?  E as pessoas mais humildes como sou, desdenho ou sou toda atenção nas suas necessidades? Aos meus detritos materiais, procuro ajudar aqueles que o recolhem ou simplesmente com toda arrogância descarto para que outros façam às vezes das minhas obrigações? Ao sangue do meu sangue, ensino para a vida ou deixo para a vida ensinar-lhes? E as singelas obras de Deus, como as plantas, os rios, a vida de todos, como lido com eles, piso sobre as flores, arranco as folhas das arvores pelo simples prazer de destruir? Sujo os rios que alimenta meu corpo e de outros mais? Para com os que erram comigo, dou mais uma oportunidade ou simplesmente encerro todas as suas condições daquele e seus interesses de consertar? Como lido com os irmãos que caminham rumo à salvação, mas por segmentos religiosos contrários aos meus, respeito ou os descarto da minha convivência por ser intolerante a suas crenças? Costumo mentir para livrar de serviços ou prestação de ajuda? Falho com quem me confia e não procurou mudar? Tenho vergonha de pedir desculpas quando erro?

            Faça esta limpeza irmãos, reflita todas essas condições aqui apresentadas e outras mais que se fizerem necessárias, limpe todas as lepras do existir irmãos, lepras são as chagas que destroem o corpo físico, mas também são aquelas que corroem a alma e aniquilam todas as esperanças da salvação e habitar ao Reino de Deus em toda sua gloria e amor. Pegue o esfregão da limpeza, a reforma intima nos ensinamentos de Cristo e comece desde já a limpar toda sujeira do mal.

           
 Dr. Bezerra de Menezes





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FEPI IRÁ PROMOVER CURSO DE PASSE




A Federação Espírita Piauiense, através do Departamento 
de Atendimento Espiritual (DATE), irá promover um curso de 
passes no dia 13 de julho de 2013, no Centro Espírita Joca 
Vieira, a partir das 14:30h.
O curso será ministrado pela diretora do DATE, Vânia Reis 
e será destinado aos trabalhadores espíritas que se 
mostrarem dispostos a contribuir nesta atividade conhecida 
como "transfusão de amor".
Dirigentes e trabalhadores de outras casas espíritas também 
poderão participar. Para isso, basta fazer sua inscrição, 
gratuitamente, no dia do evento.
O C.E. Joca Vieira fica localizado no Conjunto Parque Piauí, 
Quadra 09 A, Zona Sul de Teresina. Maiores informações 
pelos seguintes telefones: 9981-2822 (Tim) e 8165-2822 
(Vivo).




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Vencendo o medo da Morte




Embora todos saibam que a finitude do ciclo da vida material seja inevitável e um acontecimento certo para todos, o temor da morte é um sentimento que acompanha o ser humano.
Mas o conhecimento a respeito do que existe além da matéria, pode nos oferecer  sem dúvida, maior compreensão e serenidade diante desse momento de passagem pelo qual teremos que vivenciar cedo ou tarde.
Vejamos o que diz Allan Kardec no livro O Céu e o Inferno- Cap. II – item 4: Temor da Morte.
4. Para se livrar do medo da morte, é preciso conseguir encará-la como é realmente, isto é, pelo pensamento, penetrar no mundo espiritual e assim compreendê-lo o mais exatamente possível. Isso dará ao Espírito encarnado certo desenvolvimento e certa aptidão para se separar da matéria.
Para aqueles que não estão suficientemente adiantados, a vida material tem mais importância que a espiritual. O homem que se apega às aparências só vê a vida do corpo, enquanto a vida real está na alma. Por esse ponto de vista, se o corpo morre, tudo está perdido e ele se desespera.
Se, em vez de se concentrar na aparência, ele se colocar diante da real fonte de vida, a alma, que a tudo sobrevive, se preocupará menos com corpo, fonte de tantas misérias e dor. Mas, para essa postura, é preciso uma força que o Espírito só adquire com o amadurecimento.
O medo da morte vem, então, da falta de conhecimento sobre a vida futura, mas é um sinal da necessidade de viver e do receio de que a destruição do corpo seja o fim de tudo. Esse medo é provocado pelo secreto desejo da sobrevivência da alma, ainda que velado pela incerteza.
O medo diminui, à medida que a certeza se forma, e desaparece, quando a certeza se completa.
Eis o lado providencial da questão: não deslumbrar o homem, cuja  razão não esteja suficientemente preparada para uma perspectiva muito positiva e muito sedutora no futuro, a ponto de fazê-lo negligenciar o  presente, necessário a seu progresso material e intelectual.

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A Dor em Nossas Vidas






Você já parou para pensar na razão da existência da dor, do sofrimento, em nossas vidas?
Talvez num daqueles momentos de extrema angústia, em que o coração parece apertar forte, você tenha pensado em Deus, na vida, e gritado intimamente: por quê?!
Os benfeitores espirituais vem nos esclarecer que a dor é uma lei de equilíbrio e educação.
Léon Denis, reconhecido escritor francês, em sua obra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, esclarece que o gênio não é somente o resultado de trabalhos seculares; é também a apoteose, a coroação de sofrimento.
De Homero a Dante, a Camões, a Tasso, a Milton, todos os grandes homens, como eles, têm sofrido.
A dor fez-lhes vibrar a alma, inspirou-lhes a nobreza dos sentimentos, a intensidade da emoção que souberam traduzir com os acentos do gênio, e que os imortalizou.
É na dor que mais sobressaem os cânticos da alma.
Quando ela atinge as profundezas do ser, faz de lá saírem os gritos sinceros, os poderosos apelos que comovem e arrastam as multidões.
Dá-se o mesmo com todos os heróis, com todas as pessoas de grande caráter, com os corações generosos, com os espíritos mais eminentes. Sua elevação mede-se pela soma dos sofrimentos que passaram.
Ante a dor e a morte, a alma do herói e do mártir revela-se em sua beleza comovedora, em sua grandeza trágica que toca, às vezes, o sublime, e o inunda de uma luz inapagável.
A história do mundo não é outra coisa mais que a sagração do espírito pela dor. Sem ela, não pode haver virtude completa, nem glória imperecível.
Se, nas horas da provação, soubéssemos observar o trabalho interno, a ação misteriosa da dor em nós, em nosso “eu”, em nossa consciência, compreenderíamos melhor sua obra sublime de educação e aperfeiçoamento.
A dor é um dos meios de que Deus se utiliza para nos chamar a Si e, ao mesmo tempo, nos tornar mais rapidamente acessíveis à felicidade espiritual, única duradoura.
É, pois, realmente pelo amor que nos tem que Deus envia o sofrimento.
Fere-nos, corrige-nos como a mãe corrige o filho para educá-lo e melhorá-lo; trabalha incessantemente para tornar dóceis, para purificar e embelezar nossas almas, porque elas não podem ser completamente felizes, senão na medida correspondente às suas perfeições.
A todos aqueles que perguntam: para que serve a dor? A sabedoria divina responde: para polir a pedra, esculpir o mármore, fundir o vidro, martelar o ferro. 
*** 
A dor física é, em geral, um aviso da natureza, que procura preservar-nos dos excessos. Sem ela, abusaríamos de nossos órgãos até o ponto de os destruirmos antes do tempo.
Quando um mal perigoso se vai insinuando em nós, que aconteceria se não lhes sentíssemos logo os efeitos desagradáveis? Ele nos invadiria cada vez mais, terminando por secar em nós as fontes de vida.
É assim que, em nosso mundo, para o nosso crescimento, a dor ainda se faz necessária.
Redação Momento Espírita


"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel




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Espiritismo será tema central de novela da Rede Globo

Ator - Jayme Matarazzo



A Rede Globo já bateu o martelo e decidiu apostar em uma novela inédita na faixa das onze, hoje ocupada por “Saramandaia”. A nova produção tem assinatura de Lícia Manzo, autora de “A Vida da Gente”, exibida na faixa das 18h, no ano passado.
A produção ganhou o título provisório de “Sete Vidas” e deve ter Jayme Matarazzo como protagonista principal. Já se sabe ainda que o folhetim terá o espiritismo como tema central e que sua sinopse está sendo guardada á “sete chaves” na emissora.
Quanto à estréia, a Globo trabalha com o mês de Janeiro,onde lançará sua nova programação.

Fonte: Boainformacao.com.br


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