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DE QUEM É A MEDIUNIDADE?






     Muitas pessoas portadoras de mediunidade se encontram em dúvida sobre a necessidade ou não de desenvolver essa aptidão.
     A mediunidade poderá ser comparada a um rio perdido na planície, como explica E.Armond. Se ele continuar solto, sem destino, poderá causar enchentes e provocar distúrbios ao meio ambiente.      Entretanto, se prudentemente alargamos suas margens, desviarmos seu trajeto fazendo-o tão somente correr no seu leito, ele ficará forte e poderá, agora, organizado, gerar energia, fazer irrigação, em fim, ser útil à coletividade. Assim é a mediunidade. Uma força que está dentro do médium que poderá ser desenvolvida ao “deus dará”, porém por prudência, seria melhor que organizássemos esse desenvolvimento, pois só assim poderias ter certeza que seria uma faculdade responsável. Muitas pessoas possuem essa aptidão já em fase adiantada de desenvolvimento e procuram se afastar dos locais onde devem usar essa aptidão exatamente porque temem que indo uma primeira vez, não podem deixar de ir jamais. Vale lembrar que a mediunidade não é um atributo das doutrinas, ou seja, nenhuma doutrina é dona da mediunidade. Ela é de propriedade do médium, das pessoas que a porta, pois foi a própria pessoa que antes de encarnar pediu essa faculdade a fim de lhe auxiliar no progresso nesta atual encarnação. Qualquer religião poderá fazer uso da mediunidade como um excelente acessório de desenvolvimento do ser humano.
     As pessoas mal informadas acham que a mediunidade pertence à doutrina Espírita. Na realidade o espiritismo aproveita as pessoas que tem essa aptidão a fim de elaborar um trabalho social de intercâmbio com o Plano Espiritual, com a finalidade de dar um consolo a quem estiver necessitado. A Igreja Católica vale lembrar, até o ano 325 d.C. praticava a mediunidade, pois essa era a orientação dos seguidores do Cristo. Depois do concílio de Nicea, no citado ano, a cúpula da igreja resolveu não se utilizar mais dessa excelente ferramenta de trabalho, e passou a nortear os passos dos seus fiéis sob outra ótica religiosa. É oportuno salientar que uma ambulância poderá ser útil se colocada a serviço do bem, nos hospitais no transporte a doentes, entretanto, se ela ficar jogada à margem da estrada, certamente ficará a mercê de ferrugem e de ladrões. Existem dois tipos de mediunidade:
     Mediunidade tarefa e mediunidade natural, esta conquistada.
     O homem do futuro, aquele que habitará a Terra quando esta for elevada da categoria de REGENERADA, será um médium por excelência. Todos serão médiuns no futuro. A conquista da mediunidade é algo demorada, pois demanda muito desenvolvimento psíquico e, principalmente moral.     Por isso a mediunidade natural é mais difícil e é rara por estes momentos. Já a mediunidade tarefa é mais comum, pois ela nos é ofertada pelo Plano Espiritual para que possamos, através do bom senso, mais rapidamente liquidarmos nossos débitos das vidas passadas e, quiçá os deslizes desta própria encarnação. Essa mediunidade, tarefa, por ser “emprestada” não só nos será tirada, como também nos será cobrado o seu bom uso enquanto esteve sob nosso domínio. Portanto, lembramos aos senhores médiuns que, antes de encarnar essa aptidão foi pelos senhores solicitada ao Plano Espiritual para que com maior rapidez e segurança pudessem estabelecer a tomada de seu próprio crescimento. As restrições que o nosso cérebro sofre enquanto estamos encarnados não nos permite lembrarmos daquilo que é tratado em outro plano de vida. Em vista de tal esquecimento, o jovem que chega a maturidade, ou seja, quando chega o momento de usar tal ferramenta, vê-se cercado pelos compromissos da vida material e coloca sua aptidão mediúnica de lado. O simples esquecimento não o liberta do compromisso, por isso sempre será prudente que as pessoas que possuem uma sensibilidade mais aguçada procurem saber se possuem ou não a faculdade mediúnica. A mediunidade é uma coisa muito simples, não exigindo maiores preocupações aos seus portadores, porém, assim como o rio é simples, há der se dar atenção para ela, pois se assim não for, através do sofrimento a cobrança certamente virá.      Para encerrar este comentário, enfatizam-se outras doutrinas praticam a mediunidade e que ela não é um atributo exclusivo da Doutrina Espírita.
     A mediunidade pertence a quem a porta e não a uma doutrina.

Wilson Focassio (São José do Rio Preto/SP)
Um dos Fundadores da Aliança Espírita Evangélica, 30 anos como voluntário do C.V.V. Centro de Valorização da Vida. Fundador e Diretor do D.E.D.E.R.  Centro de Estudos e Difusão do Espiritismo Religioso - C.E.D.E.R.
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O magnetismo do Banho




O contato da água no corpo provoca um estímulo magnético que percorre todo o organismo, deixando-o calmo, e preparando-o para o sono reparador ou para as lutas de cada dia.
O banho diário, quando encontra na mente apoio, torna-se um passe.
Além das virtudes curativas da água, enxertar-se-ão fluidos magnéticos, de acordo com a irradiação da alma.
A disciplina dos pensamentos é uma fonte de bem-estar na hora da higiene do instrumento carnal.

No instante do banho é preciso que se entenda a necessidade da alegria, que nosso pensamento sustente o amor, até um sentimento de gratidão à água que nos serve de higiene.

Visualize, além da água que cai em profusão, como fluidos espirituais banhando todo o seu ser.

O impulso dessa energia destampa em nosso íntimo a lembrança da fé, da esperança, da solidariedade, do contentamento e do trabalho.

Por este motivo, banho e passe, conjugados, são uma magia divina ao alcance de nossas mãos.

O chuveiro seria como um médium da água e dele sai o fluido que vivifica o corpo.

Poder-se-á vincular o banho ao passe, e ele poderá ser uma transfusão de energias eletromagnéticas, dependendo do modo pelo qual nós pensamos enquanto nos banhamos.

Uma mente ordenada na alta disciplina e pela concentração, em segundos, selecionará, em seu derredor, grande quantidade de magnetismo espiritual e os adicionará, pela vontade, na água que lhe serve de veículo de limpeza física, passando a ser útil na higiene psíquica.

Observem que, ao tomar banho, sentimo-nos comovidos, a ponto de nos tornarmos cantores!

E a alegria advinda da esperança nos chega da água, que é portadora dos fluidos espirituais, que lhes são ajustados por bênção do amor.

O lar é o nosso ninho acolhedor, e nele existem espíritos de grande elevação, cuja dedicação e carinho com a família nos mostrará como Deus é bom.

Essa assistência atinge, igualmente, as coisas materiais, desde a harmonização até o preparo das águas que nos servem.

Quantas doenças surgem e desaparecem sem que a própria família se conscientize disso?

É a misericórdia do Senhor pelos emissários de Jesus, operando na dimensão oculta para os homens, e encarregados de assistir ao lar.

Eles colocam fluidos apropriados nas águas para o banho, e nas que bebemos.

E, quando eles encontram disposições mentais favoráveis, alegram-se pela grande eficiência do trabalho.

Na hora das refeições, é sagrado e conveniente que as conversas sejam agradáveis e positivas.

No momento do banho, é preciso que ajudemos, com pensamentos nobres e orações, para que tenhamos mãos mais eficientes operando em nosso favor.

Se quisermos quantidade maior de oxigênio nitrogenado, basta pensarmos firmemente que estamos recebendo esses elementos, e a natureza nos dará isto, com abundância.

É o "pedi e obtereis", do Cristo.

E, com o tempo, estaremos mestres nessa operação que pode ser considerada uma alquimia.

A alegria tem também bases físicas.

Um corpo sadio nos proporcionará facilidades para expressar o amor.

Quando tomar o seu café pela manhã, tome convicto(a) de que está absorvendo, juntamente com os ingredientes materiais, a porção de fluidos curativos, de modo a desembaraçar todo o miasma pesado que impede o fluxo da força vital em seu corpo.

E sairá da mesa disposto(a) para o trabalho, como também para a vida.

Despeça-se de sua família com carinho e atenção, e deixe que vejam o brilho otimista nos seus olhos, de maneira a alegrar a todos que o amam; assim, eles lhe transmitirão as emoções que você mesmo despertou neles e isso lhe fará muito bem.

Lembre-se de que um copo de água que tome, onde quer que seja, pode ser tomado e sentido como um banho e passe internos.

Não se esqueça de bebê-lo com alegria e amor, lembrando com gratidão de Quem lhe deu essa água tão necessária, pois se ela vem rica de dons espirituais, aumentará a sua conexão com o divino poder interno.

É muito bom estar consciente a cada coisa que nos acontece e estar agradecido, se sentindo abençoado(a) e cheio(a) de amor.

A consciência, a gratidão e o amor são dois caminhos paralelos, que a felicidade percorre com alegria.

André Luiz - Chico Xavier


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Divaldo comenta o Movimento Você e a Paz



Divaldo Pereira Franco comenta, em entrevista, a origem e a evolução do Movimento Você e a Paz e destaca que a proposta tem como objetivo estimular a melhoria moral do homem


Reformador: Como surgiu o Movimento Você e a Paz?


Divaldo: Quando eu completei 70 anos, fazendo uma revisão da atual existência, verifiquei quão pouco havia realizado e pensei nas lições preciosas que o Senhor me concedera até aquele momento. Recordei-me das inúmeras visitas realizadas a casas de detenção, presídios,penitenciárias, no Brasil e no Exterior.
Conversando com reeducandos,constatava que se tornavam bem piores do que quando ali chegaram, em razão das circunstâncias e condições em que viviam.Eu sabia que a grande maioria era o resultado dantesco da ausência de lares, de escolas, de amor, maltratados na infância e atirados ao abismo da miséria moral, além daquela de natureza econômica. Então,ouvi a benfeitora Joanna de Ângelis sugerir-me criar um movimento em favor da paz. Um movimento, porém, que proporcionasse paz interior a cada indivíduo, a fim de que um dia a paz se expressasse no mundo. 
O Movimento iniciou-se em 19 de dezembro de 1998, mas somente foi institucionalizado no ano 2000, com a promulgação da Lei do Município de Salvador de n. 5.819/2000, que instituiu a data no calendário das manifestações cívicas do Município, como dia do Movimento Você e a Paz.

Reformador: Há quantos anos você o promove e em quais cidades?

Divaldo: Inicialmente, visitamos educandários, realizando palestras nas quadras de esportes. Notei,porém, que as pessoas mais atormentadas e mais violentas não compareciam. Resolvi, então, solicitar permissão à Prefeitura para armar palanques nas praças públicas dos bairros mais agitados,anunciando à população a razão do evento, pronunciando conferências e convocando as pessoas a participarem, no dia 19 de dezembro, na Praça da Independência,do evento maior.No começo, era somente em Salvador e seu entorno.
Logo depois,passamos a visitar uma cidade do Interior do Estado (ou de outro Estado)uma vez por mês e, durante o mês de dezembro, os bairros violentos da nossa cidade. Já realizamos o Movimento nas cidades de outros países: Baltimore e Boston (U.S.A.);Coimbra e Lagos (Portugal); Londres (Inglaterra); Paris (França); Viena (Áustria) e Zurique (Suíça).No Brasil: Araguari (MG), Balneário de Camboriú e Concórdia (SC), Duque de Caxias, Miguel Pereira, Nilópolis, Nova Friburgo, Rio de Janeiro, São Gonçalo e Volta Redonda (RJ), Cruz Alta e Santa Cruz do Sul (RS), Cuiabá (MT), Cascavel e Maringá (PA). No Estado da Bahia: Alagoinhas, Amélia Rodrigues, Bom Jesus da Lapa, Cachoeira, Camaçari,Candeias, Catu, Cruz das Almas,Esplanada, Ilha de Itaparica (Mar Grande), Lauro de Freitas, Madre de Deus,Nazaré, Pojuca, Salvador,Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, São Gonçalo dos Campos,São Sebastião do Passé, Simões Dias e Valente. No momento, acabamos de lançar o nosso Movimento Você e a Paz na ONU, em Nova Iorque, no dia 5 de abril e, em seguida, em Miami, no dia 7 do mesmo mês.

Reformador: No que consiste o programa deste Movimento?

Divaldo: Tudo é muito simples e prático. Às 19h, aproximadamente,chegamos à praça, onde se encontra instalado o palanque preparado com serviço de som e eletricidade,já tendo sido feita a divulgação, graças à cooperação dos espíritas do bairro (ou da cidade). São apresentados alguns números de arte: canto ou música. Convidamos as autoridades locais a que nos honrem com a presença no palco, o nosso mestre de cerimônias elucida sobre o tema, passa a palavra a algum convidado, e eu profiro uma palestra, evitando vinculação religiosa ou política, a fim de que o assunto seja específico sobre a paz, naturalmente utilizando a sublime figura de Jesus,como o Príncipe da Paz.
Ao término, todos cantamos a música de Nando Cordel, Paz pela paz. Ele sempre tem participado conosco nos encontros de 19 de dezembro.No referido ano de 2000, criamos o troféu Você e a Paz, que é oferecido em homenagem à instituição social que promove, a empresa que viabiliza e a personalidade que se doa. Entre os muitos homenageados, destacamos a dra. Zilda Arns, que o recebeu de nossas mãos, em praça pública, dona Canô Veloso (a genitora de Caetano e Maria Betânia), ambas desencarnadas, algumas emissoras de televisão e diversas notáveis instituições que trabalham pela paz. A Federação Espírita do Estado da Bahia coopera conosco através dos vários setores espalhados na cidade e no Interior.

Reformador: Você convida representantes das comunidades civil e religiosa?

Divaldo: Sim. Convidamos, com antecipação, as lideranças civis e religiosas, as classes operárias e laboriosas, os clubes sociais, e quando se fazem presentes, são levados ao palco, incluindo os presidentes dos centros espíritas, que trabalharam no bairro ou na cidade pela divulgação.

Reformador: Tem alguma conotação espírita evidente?

Divaldo: Não tem conotação espírita nem política, evitando fragmentações.

Reformador: Qual fato pitoresco ou histórico gostaria de ressaltar?

Divaldo: O mais extraordinário que tem ocorrido é o apelo das populações visitadas pedindo-nos para voltar ao bairro, porque elas somente convivem com a polícia e os traficantes. Temos recebido apoio de pessoas violentas e traficantes que se modificaram após participarem dos nossos eventos. Em alguns bairros considerados muito perigosos, fomos recebidos com imenso carinho, sem nunca haver ocorrido qualquer incidente lamentável. 

Reformador: Em síntese, qual sua proposta para uma Humanidade mais pacífica?

Divaldo: A nossa proposta para uma Humanidade mais pacífica centraliza-se na transformação moral do indivíduo para melhor, utilizando-nos do conceito de Allan Kardec a respeito do verdadeiro espírita,aquele que opera a modificação interior, sendo sempre mais nobre e lutando sem cessar pela superação das más inclinações.



http://www.sistemas.febnet.org.br/reformadoronline/

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Aborto Espotâneo: desejo de saber quem era o espírito - Perguntas dos Amigos



Olá! Sou espírita e tenho consciência dos fatores que causam o aborto espontâneo. Perdi meu bebe com 20 semanas e tive uma gestação muito difícil. Tive que lutar até o final com muita dor e sofrimento entre casa e hospital. Hoje sinto necessidade de saber quem era de fato esse espírito.Pensei em procurar ajuda com cartomancia, numerologia, médiuns que possam me dar alguma resposta. O que devo fazer? Obrigada





Prezada _________, bom dia.

De acordo com suas próprias palavras "tem consciência dos fatores que causam o aborto espontâneo", então também deve ter conhecimento e compreensão que tais fatores estão ligados ao nosso processo de amadurecimento espiritual, bem como ao de todos os envolvidos.

Acredito, dentro de meu entender, que a identificação "nominal" do espírito ao qual estivemos ligados durante a gestação que foi interrompida não tem um objetivo prático ou de relevância. Pois, como nos é esclarecido pela espiritualidade maior, mais importantes são os atos, fatos e motivos que a identificação dos espíritos.

Em algumas vezes não teremos ligação do passado com ele, apenas serviremos de instrumento para sua libertação e ele de instrumento para nossa redenção; outras vezes teremos ligações que poderão ativar em nós lembranças menos felizes e prejudiciais, caso busquemos ativar esta parte de nossa memória.

perceba, minha irmã, que a Misericórdia Divina quis que nós não mantivéssemos a lembrança de nosso passado, para não traumatizarmos o presente e não prejudicarmos o futuro.

Assim sendo, acredito, que o melhor caminho para você seja o da oração em intenção deste espírito e do envio de fluidos carinhosos e salutares para o mesmo, que não deixa de ter ligação com você e que, quem sabe, em um futuro próximo ou distante poderá retornar para concluir o que foi interrompido agora pela necessidade de resgate e libertação.

Buscas como esta que está desejando muitas vezes abrem as portas para a mistificação, o engano e até a obsessão.

Respeitemos as leis divinas e busquemos agir de acordo com os ensinamentos de Jesus  que nos orienta existir "a cada dia o seu mal" e que não devemos nos preocupar além destes momentos, sob o risco de cairmos em erro ou tentação.

Ame-o, minha irmã, e ore constantemente por ele. Mas não busque seguir contra o fluxo da vontade do criador pois isto nunca é saudável para nós que tentamos.

Espero ter sido de alguma ajuda.

PAz contigo.


http://www.bomespirito.com 
 


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Festival de Música Espírita



No dia 24 de agosto o Anfiteatro do Centro Administrativo da 

Prefeitura Municipal de Uberaba (MG) receberá o XII Festival 

de Música Espírita (FEMEU). As inscrições podem ser feitas 

no período de 1º a 23 de junho, no site 

www.jornalespiritadeuberaba.com.br/femeu


Para mais informações acesse o site ou ligue para (34) 

9969-7191.





































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Reflexão sobre a doação de órgãos e transplantes






O transplante de tecidos, órgãos e partes do corpo humano é um procedimento terapêutico destinado a pacientes em situação de risco. Não se desconhece, por isso, a importância da doação desses elementos vitais. Segundo pesquisas mais ou menos recentes, a maioria da população é favorável à doação de órgãos com tais propósitos,1 entretanto, muitos têm receio de doar por uma série de razões, dentre elas: em caso de doação de órgãos, após a morte, pode o Espírito doador sentir incômodo ou dor, no momento da retirada desses órgãos?

O Espírito recém-desencarnado pode se sentir lesado, se lhe retirarem, sem a sua anuência, os órgãos do corpo físico que habitou?

Não existe o risco de erro médico, que poderia determinar a remoção dos órgãos antes da morte física?

Ou mesmo a provocação da morte, com fins ilícitos?

De fato, doar órgãos é um gesto de amor e caridade no seu mais profundo sentido, desde que seja consciente, espontâneo. Ninguém deve sentir-se constrangido a doar seus órgãos, se a ideia não lhe agrada, se não está seguro de tal decisão. Por isso, foi oportuna a Lei n. 10.211, de 23/3/2001, que alterou dispositivos da Lei n. 9.434/97, a qual dispensava a autorização da família, nos casos de doador-cadáver, uma vez que se tornava “doador presumido” ou “compulsório” quem deixasse de registrar expressamente, nos documentos pessoais, a sua condição de não doador.

O Espiritismo, tendo anunciado a lei do progresso, obviamente é a favor de todo avanço, seja de que área for, pugnando, entretanto, pela observação da ética. Logo, jamais poderia ser contra a doação de órgãos:

As descobertas que a Ciência realiza, longe de o rebaixarem, glorificam a Deus; unicamente destroem o que os homens edificaram sobre as falsas ideias que formaram de Deus.2

Se não houver disposição de última vontade da pessoa viva, a esse respeito, tal direito transmite-se, automaticamente, aos parentes do desencarnado. Todavia, se a família desconhecer a vontade do extinto, torna-se muito mais difícil tomar uma decisão desse porte. Por tudo isso, é de suma importância que comuniquemos aos familiares, desde já, nosso desejo quanto ao destino a ser dado aos órgãos, para que não haja, no futuro, perplexidade nem dúvidas quanto à nossa real pretensão.

Há muito se estuda a questão ética sobre se a criatura humana é ou não proprietária de seu organismo. No sentido ético-religioso, o homem não é dono absoluto de seu corpo, mas usufrutuário dele, como o é de todos os bens materiais existentes, motivo pelo qual pode, de acordo com o seu livre-arbítrio e sua consciência, colocá-lo a serviço do próximo e da Medicina, se as condições o permitirem.

O corpo físico é o primeiro empréstimo que Deus concede ao Espírito para o seu aprimoramento moral e intelectual.Por que não permitir que esse bem precioso, que não mais será utilizado por alguém que acaba de desencarnar, favoreça, por meio da doação de seus órgãos, a prorrogação da vida orgânica de outro Espírito encarnado, para que esse possa, em permanecendo mais tempo na esfera terrestre, aproveitar as oportunidades de crescimento e de progresso, numa espécie de moratória espiritual?

A tecnologia dos transplantes vem aperfeiçoando cada vez mais esse processo terapêutico, vencendo o tradicional inimigo (a rejeição dos órgãos) e inclusive aprimorando o diagnóstico da morte física, sem prejuízo nenhum para o cosmo celular, para o perispírito ou para o Espírito desencarnante, que sempre recebe a proteção do Alto, por sua intenção benemérita.

Se houver algum erro médico, malversação ou má utilização dos órgãos doados, bem assim rebeldia do Espírito doador involuntário, tais acontecimentos estarão situados na órbita da lei de causa e efeito.

O diagnóstico da morte encefálica, que não se confunde com o estado comatoso,3 é o critério científico válido, atualmente, para detectar a cessação da vida que, inclusive, é reconhecido pela benfeitora Joanna de Ângelis.4

A morte é um processo complexo, lento e gradual. A vida não pode ser entendida pela simples presença de sinais vitais isolados em órgãos e tecidos, mas sim de elementos vitais estruturados que, em conjunto, formam a concepção da pessoa. Uma vez morto o encéfalo, não há qualquer possibilidade de reanimar o indivíduo; os demais órgãos, como pulmão e coração, continuam a funcionar por certo tempo, para logo mais, assim como todos os demais órgãos, interromper-se o seu funcionamento.

Por isso, é fundamental que os órgãos sejam aproveitados para doação antes que cessem os batimentos cardíacos e a respiração, que podem ser mantidos temporariamente por meios artificiais, logo após a morte encefálica, aumentando o fator tempo para a preservação das células dos órgãos a serem transplantados, o que também facilita a tomada de providências, inclusive médicas, jurídicas e logísticas indispensáveis aos preparativos e ao êxito da cirurgia de remoção e transplante.

A possibilidade de erro de diagnóstico é remota, pois, no caso dos transplantes, a legislação exige a realização de vários exames clínicos especializados e diversos complementares, e inclusive repetitivos, sendo possível até o acompanhamento do médico da família, para checar se estão sendo tomados os procedimentos corretos.

O estudo do perispírito facilita a compreensão do fenômeno morte, sob o ponto de vista espiritual e mesmo sob o ponto de vista biológico.

A desencarnação assemelha-se ao processo invertido da encarnação, em que as moléculas do perispírito vão se desprendendo uma a uma dos componentes celulares.

Portanto, a ligação do Espírito com a matéria pode persistir, ainda que não exista vitalidade. Entretanto, na ausência de vida orgânica, o Espírito perde o veículo de transmissão e recepção de sensações e percepções, que persistem apenas na forma de lembranças na memória. Após a morte,mormente nos seres humanos de evolução mediana, o Espírito não tem consciência de si mesmo imediatamente depois de deixar o corpo, uma vez que passa algum tempo em estado de torpor, de perturbação, que “nada tem de penosa para o homem de bem”, que se conserva calmo, semelhante em tudo a quem acompanha as fases de um tranquilo despertar.5  Os sofrimentos de que padecem os Espíritos, conforme eles mesmos revelam, são as angústias morais, que os “torturam mais dolorosamente do que os sofrimentos físicos”.6

Portanto, se alguém tiver que sofrer por algum motivo, após a morte física, quer haja cremação ou retirada de órgãos para transplante, a dor será moral e não física e acontecerá independentemente de ser ou não cremado, de ser ou não doador, visto que ninguém sofre desnecessariamente perante as leis divinas.7 Pelo contrário, a intenção caridosa do doador de órgãos atrairá a atenção dos Espíritos bondosos, que lhe darão ampla assistência, conforme atestam diversas mensagens recebidas do plano espiritual, 8 inclusive no caso de aproveitamento de órgãos de suicidas9 e em outros casos.10 É lícito concluir, portanto, que o desligamento dos aparelhos, após o transplante ou se este vier a ser frustrado por algum motivo excepcional, não implica a prática da eutanásia, uma vez que já havia ocorrido a morte encefálica independentemente do conceito espírita da desencarnação, cujo momento é diferenciado para cada Espírito, dependendo do estágio de evolução.

Não há nenhuma contradição dessa afirmativa com o ensino dos Espíritos superiores, pois eles mesmos esclareceram que a alma independe do corpo,11 tanto que esse pode subsistir, ainda que temporariamente, sem aquela. Entretanto, desde que cessa a vida do corpo, a alma o abandona, ou seja, “a vida
orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo privado de vida orgânica”,12 caso em que “a separação definitiva da alma e do corpo pode ocorrer antes da cessação completa da vida orgânica”.13

A vida é um dos bens mais preciosos que existem, mas todos, sem exceção, estamos fadados à morte física. Não há outro meio de aprender a conviver com ela, senão compreendendo a finalidade da própria vida e pautando o viver de acordo com as leis divinas.
No momento de uma decisão importante como essa, coloquemo-nos no lugar dos potenciais receptores de órgãos. Pensemos na mãe aflita que vê seu filho perecer por falta de doador compatível. Meditemos naqueles enfermos que, angustiados e sofridos, submetem-se, por exemplo, às máquinas de hemodiálise, à espera de um órgão.
Não nos esqueçamos de que o não doador, hoje, pode ser um receptor, amanhã.


Christiano Torchi


1FONTENELLE, André. Colaboração de Bianca Piragibe. Guia.Doação de órgãos: a vida de presente.Revista Veja, São Paulo, Editora Abril, ed. 1.924,p. 114 a 116, 28 set. 2005.
2KARDEC, Allan. A gênese. Trad. Guillon Ribeiro. 52. ed. 5. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2012. cap. 1, it. 55.
3TORCHI, Christiano. Espiritismo passo a passo com Kardec. 3. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. it. 7.4.7. Doação de órgãos e transplantes, p. 439.
4FRANCO, Divaldo P. Dias gloriosos. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 4. ed. Salvador: Leal, 1999. p. 97 e 98.
5KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad.Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. q. 163, 165 e comentário de Allan Kardec à q. 165.
6Idem, ibidem. q. 253 e 255.
7SANTOS, José Roberto Pereira (então presidente da Associação Médico-Espírita do Espírito Santo). Chico e a doação de órgãos – Uma réplica. Folha Espírita, São Paulo, p. 4, fev. 1999.
8FRANCO, Divaldo P. Elucidações espíritas. Fernando Hungria (Org.). 2. ed. Niterói (RJ): Seja, 1993. p. 109 e 110.
9XAVIER, Francisco C. Amor e saudade. Diversos Espíritos.Rubens Sílvio Germinhasi (Org.). Apud SIMONETTI, Richard. Quem tem medo da morte? 7. ed. Bauru (SP): Gráfica São João, 1988. p. 122 e 123; LISSO, Wlademir. Doação de órgãos e transplantes. São Paulo: Feesp, 1998. p. 101.
10SIGNATES, Luiz.Doação de órgãos.Você já fez sua opção? Revista espírita Allan Kardec, Goiânia, Gráfica e Editora Espírita Paulo de Tarso, ano 10, n. 38, p. 5 a 11, fev. 1998


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Izaias Claro ministrará palestra em Floriano





O Grupo Fraternidade Espírita Ângelo Francisco, de Floriano, será reinaugurado no dia 09 de junho. A programação terá início às 18h e terá como palestrante o orador espírita nacionalmente conhecido, Izaías Claro, de São Paulo, que abordará o tema “Um condomínio chamado família”.

  

Izaias Claro é autor de diversos livros, incluindo o best seller “Depressão: causas, consequências e tratamento” e de vários CD’s e DVD’s. Para saber mais sobre o seu trabalho, é só acessar o site http://www.izaiasclaro.com.br/
O G.F.E. Ângelo Francisco fica na Rua Antonio Neto, 1224, Bairro Catumbi, em Floriano/PI.



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Adoção de crianças por parte de homossexuais (visão espírita)




 Como é vista a adoção de crianças, para a construção de uma família, por parte de homossexuais masculinos ou femininos?


O Pai-Criador vê sempre as intenções que inspiram as ações. Assim, vale refletir que o amor que se dedica a uma criança, tornando-a filha sentimental, independe da inclinação sexual adotada pelos pais ou pelas mães postiços.
Acompanhamos inúmeras situações em que os cuidados desenvolvidos para atender a criança fizeram com que os indivíduos ou pares homossexuais alterassem a rota dos próprios passos, enobrecendo o sentimento paternal ou maternal, ausentando-se da promiscuidade ou do desassossego íntimo, passando a sintonizar com frequências luminosas, acalmando o coração e os pensamentos - quando antes experimentavam tormentos – conquistando, então valores espirituais de grande significação, superando imensas no cerne d' alma.
A adoção, desse modo, corresponde a um gesto sublime que Deus sempre abençoará.

Uma criança que seja criada por homossexuais de quaisquer dos gêneros não poderá assimilar os mesmos hábitos e tendências e complicar-se na vida? Não haveria isso uma distorção nos propósitos educacionais dessa criança no mundo?

Restará saber onde uma criança correria mais riscos, se nas ruas da amargura, vivenciando de tudo o que a sombra do abandono costuma propiciar, ou se no aconchego de um lar, mesmo que postiço, liderado por irmãos ou irmãs situados na faixa da homossexualidade.
O bom senso aplicado ao conhecimento espírita leva-nos a pensar na ação de vários fatores sobre a vida do ser reencarnado, tais como as experiências do seu pretérito; a bagagem intelectual e moral trazida pelo espírito; as influências espirituais às quais está sujeito; a educação que receba desde o berço; a nutrição afetivo-emocional que tenha recebido. Tudo isso somado ao livre-arbítrio de sua inteira responsabilidade, tão logo comece a ajuizar a respeito de si mesmo e da própria vida, na fase psicológica devida.
Não deveremos apelar para a fatalidade e supor que alguém agasalhado afetivamente por homossexuais tenha que copiar-lhes as posturas todas. Não, não pode ser assim.
Caso enveredemos pela proposta fatalista, sem as considerações que apresentamos, teremos muita dificuldade em entender e explicar como é que filhos e filhas de pais heterossexuais, amados, bem instruídos e educados, se apresentam homossexuais em alguma fase da vida, muitas vezes desde a infância.
Quantos são os casos em que os pais, heterossexuais convictos, ao descobrir as inclinações filiais para algum nível de homossexualidade, aplicam-lhes corretivos físicos ou psicológicos agressivos - correspondendo à maturidade dos seus entendimentos -, conduzem-nos a terapias específicas com profissionais respeitáveis, levam-nos a práticas sexuais que julgam compatíveis com a sua morfologia, principalmente em se tratando de meninos, e acabam vencidos, frustrados, perante o vigor com que esses filhos e filhas mostram suas inclinações inversivas.
Sem que exploremos outros filões reflexivos, importante é saber que o amor em família. nuclear ou não-nuclear, será sempre a melhor chave para alcançarmos o íntimo dos nossos seres queridos, fazendo-nos seus amigos e confidentes, evitando-se, então, que se prostituam, que enlouqueçam, que se suicidem, instigados por ódios ou por complexos de culpa motivados pela forma preconceituosa, zombeteira ou cruel com que são discriminados.
O lar deve ser o porto seguro para todo o viajor da evolução, visto ser muito raro achar alguém que, ostensivamente ou à surdina do mundo íntimo, não tenha experimentado ou ainda experimente os conflitos da sexualidade, conseqüências previsíveis do direcionamento das bagagens emocionais dos dois gêneros sexuais, já que são os mesmos os espíritos que ora renascem homens, ora mulheres. 1
Os casos de aberrações em que menores são explorados sexualmente, mal direcionados, chantageados, são incontáveis mundo afora, seviciados muitas vezes por pais, mães ou por outros membros da consangüinidade, o que é matéria permanente nas páginas da mídia jornalística.
Onde vibram, pois, o amor, a maturidade e a vontade de servir, tudo segue para abençoados fins.(do livro Desafios da Vida Familiar, pelo Espírito Camilo, psicografia de J. Raul Teixeira)

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