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O Impacto das Alterações Climáticas



As alterações climáticas observadas nos dias atuais indicam um significativo aumento da temperatura média global na superfície do Planeta. Estão relacionadas a duas causas que se somam: fenômenos naturais e atividades humanas, diretas ou indiretas. Estas últimas, iniciadas nos meados do século XVIII, com a Revolução Industrial – conjunto de mudanças tecnológicas com profundo reflexo no processo produtivo,- econômico e social –, representam o principal fator de poluição ambiental,do passado e do presente.

As causas naturais fazem parte dos ajustes impostos pela Lei de Conservação1 que, segundo o Espiritismo, conduz a “uma transformação que tem por fim a renovação e a melhoria dos seres vivos”.2 Assim, os flagelos destruidores da Natureza visam um objetivo maior, pois “muitas vezes esses transtornos são necessários para que mais depressa se chegue a uma ordem melhor das coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos”.3

As ações humanas são as causas que mais contribuem para as mudanças climáticas e, de acordo com a comunidade científica mundial, refletem uma situação crítica,muito grave, projetada para um futuro próximo, no qual a Humanidade estará inserida em um “cenário de clima mais extremo, com secas, inundações e ondas de calor frequentes. A elevação na temperatura aumenta a capacidade do ar em reter vapor d’água e, consequentemente, há maior demanda hídrica”.4

Em resposta a essas alterações, a Natureza planetária poderá sofrer abalos severos que, de imediato, gerarão os seguintes efeitos: impacto na biodiversidade, vegetal, animal e microbiana, seguida de extinção de espécies; elevação do nível de água dos oceanos; ocorrência de furacões, inundações, estiagens prolongadas, desertificações, derretimento de geleiras e calotas polares; oscilações na temperatura, resultando muito frio ou muito calor.

No momento, já se detecta uma variabilidade acentuada do clima natural, definida como muito acima da média, e que se estende por períodos de tempo cada vez mais prolongados. Trata-se de uma condição que produz alterações na atmosfera do Planeta, ampliando o chamado “efeito estufa” pelo uso indiscriminado dos combustíveis fósseis e pelas contínuas emissões tóxicas das indústrias.

O efeito estufa é um mecanismo de retenção do calor no Planeta. Ocorre quando uma parte da irradiação infravermelha emitida pela superfície terrestre é absorvida por certos gases presentes na atmosfera. Até certo ponto o efeito estufa é benéfico, porque mantém o globo terráqueo aquecido e favorece a manutenção da vida. Contudo, a atividade industrial do mundo moderno libera maciça concentração de gases prejudiciais à vida, como CO2 (dióxido de carbono), CH4 (metano) e N2O (óxido nitroso). Os combustíveis fósseis são recursos não renováveis da Natureza, oriundos da decomposição de matérias orgânicas ao longo de milhões de anos. Os mais conhecidos são: gasolina, óleo diesel, gás natural e carvão mineral. São combustíveis utilizados para gerar energia e movimentar motores de máquinas, veículos, mas que, infelizmente, produzem altos índices de poluição atmosférica.

Para os pesquisadores brasileiros Saulo Rodrigues Filho e Andréa Souza Santos, respectivamente especialistas em Ciências Ambientais e em Desenvolvimento
Sustentável, as mudanças climáticas caracterizam o grande desafio da nossa civilização. Entendem que “a velocidade e a intensidade com que essas mudanças estão ocorrendo desde o surgimento das indústrias é que têm preocupado os cientistas e líderes mundiais, principalmente nas duas últimas décadas”.5 Concluem, então:

Os problemas ambientais que nos afligem hoje são resultado do consumo excessivo dos recursos naturais, para atender o crescimento das populações, das cidades e das economias dos países ao redor do globo. Nesse consumo predomina o mito da natureza infinita [...]. Trata-se de uma ideia errônea, que nos faz achar que os recursos que a Natureza nos oferece são infinitos e inesgotáveis, levando-nos a usar esses recursos de maneira irresponsável e inconsequente.

A situação se revela complexa porque algumas lideranças mundiais não admitem a possibilidade de diminuir a produção industrial e o consumo de combustíveis poluidores, fundamentando-se nos falsos valores da ambição desenfreada,do apego ao lucro e aos prazeres da vida material, visualizando o aqui e o agora. Tal comportamento demonstra que a destruição abusiva assinala o estado de ignorância, intelectual e moral,do ser humano.

Não devemos, todavia, perder a esperança, aconselham os Espíritos orientadores, pois o progresso acontece, cedo ou tarde.
A Humanidade progride. Esses homens, em quem o instinto do mal predomina e que se acham deslocados entre pessoas de bem, desaparecerão gradualmente, como o mau grão se separa do bom, depois que este é penetrado, só que para renascer sob outro envoltório. Como então terão mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal. [...]

Neste sentido, detectamos a ocorrência de movimentos renovadores e sérios na maioria das nações. São organizações, governamentais e não governamentais, mantidas pela união de cientistas, técnicos, professores, jornalistas e muitas outras pessoas esclarecidas, até mesmo o cidadão comum, que procuram disseminar esclarecimentos sobre o ambiente, a ecologia, o uso adequado dos recursos naturais etc. Trata-se de uma louvável iniciativa que procura reverter ou amenizar as perspectivas desalentadoras sobre o assunto em foco.

Há tratados políticos e sociais de grande efeito, voltados para o bem do Planeta e da Humanidade, sendo desenvolvidos em diferentes países, inclusive no Brasil. Entre tantos, destacamos apenas o Protocolo de Quioto (ou Kiotto). Este documento é um acordo mundial que foi assinado na cidade de Quioto, no Japão, em 1997. Em 2004, foi ratificado por 55% dos países mais poluidores do Mundo, os quais assumiram o compromisso de reduzir a emissão dos gases que agravam o efeito estufa, seguindo uma agenda previamente estabelecida.

Conscientes da gravidade do assunto, não podemos esquecer que cada um de nós, na categoria de cidadão da Comunidade Terra, tem o dever moral de fazer algo de bom e de útil pela nossa moradia planetária. Daí a advertência de Emmanuel:

A Terra, porém, nos pede cooperação no levantamento do bem de todos e a ordem não é deserção e sim adaptação. Em suma, estamos chamados à vivência no mundo, a fim de compreendermos e melhorarmos a vida em nós e em torno de nós, servindo ao mundo, sem deixarmos de ser nós mesmos, e buscando a frente, mas sem perder o passo de nossos contemporâneos, para que não venhamos a correr o risco de seguir para frente demais.8

Em outra oportunidade, o querido Benfeitor espiritual recorda, igualmente, a importância da união humana em benefício da sociedade:
Não há medida para o homem, fora da sociedade em que ele vive. Se é indubitável que somente o nosso trabalho coletivo pode engrandecer ou destruir o organismo social, só o organismo social pode tornar-nos individualmente grandes ou miseráveis.

A comunidade julgar-nos-á sempre pela nossa atitude dentro dela, conduzindo-nos ao altar do reconhecimento, ao tribunal da justiça ou à sombra do esquecimento.9
E, de forma lúcida, aponta o caminho a ser seguido por todos nós:

O Espiritismo, sob a luz do Cristianismo, vem ao mundo para acordar-nos. A Terra é o nosso temporário domicílio.
A Humanidade é a nossa família real.
Todos estamos determinados por Deus à gloriosa destinação.
Em razão disso, Jesus, o divino Emissário do Amor para todos os séculos, proclamou com realidade irretorquível: “Das ovelhas que o Pai me confiou nenhuma se perderá”. 9


Marta Antunes Moura


Referências:
1KARDEC, Allan. O livro dos espíritos.Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed.1.
reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Livro 3,cap. 5, q. 702 a 727.
2______. ______. q. 728.
3______. ______. q. 737.
4ASSAD, Eduardo D.; PINTO, Hilton S.; JÚNIOR, Jurandir Z.; ÁVILA, Ana Maria H. Impacto das mudanças climáticas no zoneamento agroclimático do café no Brasil. In: Pesquisa agropecuária brasileira. Brasília. v. 39, n. 11, p. 1.057 a 1.064, nov. 2004. Disponível em: <
http://www.scielo.br/pdf/pab/v39n11/22575.pdf>. Acesso em: 19 dez. 2012.
5FILHO, Saulo R.; SANTOS, Andréa, S. Um futuro incerto: mudanças climáticas
e a vida no planeta. Rio de Janeiro: Garamond, 2011. cap. 1, p. 9.
6______. ______. p. 10. 7KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. q. 756. 8XAVIER, Francisco C. Rumo certo. Pelo Espírito Emmanuel. 11. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. cap. 40, p. 153. 9______. Roteiro. Pelo Espírito Emmanuel. 14. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2012. cap. 39, p. 163. Feverei



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Edição histórica de O Evangelho segundo o Espiritismo



Pela primeira vez na história do Movimento Espírita mundial é promovida uma edição especial de O evangelho segundo o espiritismo, contando com a participação simultânea da Federação Espírita Brasileira e de todas as federativas estaduais do País.

Serão produzidos 200 mil exemplares da obra espírita mais conhecida do público, na exuberante tradução de Guillon Ribeiro, que agora é apresentada em formato grande, medindo 16 cm x 23 cm, em projeto gráfico de admirável beleza, o que valoriza o terceiro volume do Pentateuco Kardequiano e facilita, sobremaneira, a legibilidade textual.

Uma obra com 416 páginas de luz, contendo detalhado Índice Geral, para esclarecer mentes sedentas de orientação no Bem, e de consolação para apaziguar sentimentos e emoções daqueles que mourejam na luta cotidiana da existência corporal e dos que estagiam nas zonas da Espiritualidade à procura do autoencontro e iluminação interior.

A decisão histórica ocorreu durante a Reunião do Conselho Federativo Nacional, em novembro de 2012, oportunidade na qual os representantes das federativas assinaram termo de cooperação editorial, que hoje se materializa para o amplo acesso do leitor interessado em conhecer os ensinos morais contidos no Evangelho de Jesus, explicados pelo entendimento da Doutrina Espírita.

Você, prezado leitor, será beneficiado com o conteúdo maravilhoso da obra oriunda dos Espíritos superiores, associados à sapiência do Codificador Allan Kardec.

A leitura de O evangelho segundo o espiritismo é ensejo bendito de encontro com a paz íntima, de intercâmbio com o bem e de disposição para a prática da caridade.

A FEB Editora e as federativas estaduais estão de parabéns pela iniciativa que redundará em consideráveis impactos na difusão doutrinária, espargindo a mensagem de que Evangelho no coração é caridade em ação.



Geraldo Campetti Sobrinho

http://www.sistemas.febnet.org.br/reformadoronline/
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Planejar para aperfeiçoar






Encontra-se em fase de divulgação o “Plano de Trabalho para o Movimento Espírita Brasileiro (2013-2017)”, aprovado em Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, após etapas de elaboração coletiva envolvendo as 26 Entidades Federativas Estaduais e a do Distrito Federal.
Trata-se da segunda experiência, depois da implantação do Plano de Trabalho relativo ao quinquênio anterior.
Atualmente, no cenário de nosso mundo, planejamento é palavra de ordem, norteando as atividades públicas e privadas. O Movimento Espírita não é exceção. A ideia do planejamento de ações surge com o Codificador e se espraia em vários detalhamentos nas obras assinadas por orientadores espirituais e companheiros de trabalho com atividades vinculadas ao tema.
O Plano de Trabalho vigente, e ora divulgado, define as prioridades institucionais de caráter geral e abrangente para as diretrizes: difusão da Doutrina Espírita, preservação da unidade de princípios da Doutrina Espírita, comunicação social espírita, adequação dos centros espíritas para o atendimento de suas finalidades, multiplicação dos centros espíritas, união dos espíritas e unificação do Movimento Espírita, capacitação do trabalhador espírita e participação na sociedade.
As recomendações para se planejar e avaliar, com o objetivo de se aperfeiçoar as ações, são claras e coerentes. Com atividades ordenadas e fundamentadas em Plano de Trabalho, torna-se mais fácil seu acompanhamento. Sobre isto, o Mestre nos adverte:“Dá conta de tua administração”.1 Emmanuel disserta sobre este tema:Na essência, cada homem é servidor pelo trabalho que realiza na obra do Supremo Pai,e, simultaneamente, é administrador, porquanto cada criatura humana detém possibilidades enormes no plano em que moureja.
[...]
Que fazes, portanto, dos talentos preciosos que repousam em teu coração, em tuas mãos e no teu caminho? [...]2


_________________________
1LUCAS, 16:2.
2XAVIER, Francisco C. Fonte viva. Pelo Espírito Emmanuel. 3. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. cap. 75.


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RELACIONAMENTO





Se dificuldades e provações te visitam, no relacionamento com o próximo, não te permitas requentar mágoas no coração.

Deixa que a confiança na Sabedoria Divina te dissipe qualquer sombra do pensamento, lembrando o Sol a desfazer nuvens diariamente para vitalizar e revitalizar os processos da vida.
...
Para isso, é imperioso que a compreensão te presida os impulsos. E a compreensão te fará saber que os outros são criaturas autônomas, gravitando sempre na direção de objetivos diferentes dos
teus.

A certeza disso te livrará da solidão negativa, capaz de induzir-te a desânimo e desespero.

A verdade nos ensina que ninguém realiza o bem e nem caminha para o bem, sem os outros, mas porque isso aconteça, ninguém pode exigir que os outros lhe carreguem a existência, nas sendas a
percorrer.

Os outros serão nossos cooperadores, intérpretes, associados e companheiros, enquanto isso se lhes faça possível, ocorrendo o mesmo conosco, em relação a eles.

À vista disso, ama aos amigos sem prendê-los.

Esse terá sido o sustentáculo de tuas esperanças, por muito tempo; entretanto, é possível surja um dia em que não consiga permanecer inteiramente ao teu lado, em face de novas tarefas que lhe
despontam na senda.

Outro te entendia os propósitos, até ontem; no entanto, experiências, que se lhe fizeram necessárias, alteraram-lhe provisoriamente os raciocínios.

Aceita-os quais se mostram, continuando a agir no exercício do bem e seguindo adiante na construção da vida melhor em ti mesmo.

Ninguém aprende algo de bom e nem melhora a si mesmo, sem os outros, mas ninguém pode depender totalmente dos outros nas realizações que demande.

Nos momentos de mudanças e renovação para aqueles a quem mais amas, afasta de ti a ideia de separação e não te lastimes.

Prossegue trabalhando, porque, pelos Desígnios da Vida Superior, outros virão ao teu encontro para a execução das tarefas que o mundo te conferiu e os que se afastam de ti voltarão depois, com mais força de amor, a fim de te auxiliarem ou serem auxiliados.

A verdade não se deteriora.

Somente perde os seres queridos aquele que possessivamente os procura, quando se fazem distantes, porquanto quem ama, ama sempre, e de tal modo que, ainda mesmo quando os corações
amados se distanciam, o coração que ama prossegue amando-os e abençoando-os, sabendo conscientemente que, pelas forças do espírito, jamais deles se afastará.

Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier
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INVEJA E CIÚME




Esses dois sentimentos são destruidores da paz que se deve buscar para a harmonia da convivência. Apegos, medos e especialmente a insegurança pessoal, aliados ao egoísmo são seus geradores. Além da presença nos lares, nos relacionamentos, eles também comparecem com toda força nas instituições inspiradas pelo Espiritismo, pois que provenientes da imperfeição do caráter humano, ainda necessitado de correções morais. 
(...) A inveja e o ciúme são severos inimigos da boa convivência. Filhos do orgulho, comparecem na seara doutrinária do Espiritismo com os sintomas da animosidade crônica. Diríamos que como uma estranha rivalidade com alguém ou um fechamento intencional do afeto, que coagula as emoções na frieza disfarçada. Tais sentimentos não aceitam a felicidade, o êxito alheio ou perfis psicológicos diferentes dos quesitos pessoais do próprio invejoso ou ciumento. E formam os sutis detetives da conduta alheia. Na verdade significam apego e apropriação de espaços de trabalho, em cargos ou atividades, e mesmo ainda em autênticas disputas mentais que o invejoso trava entre si e aquele que julga como oponente, em razão muitas vezes, da desenvoltura do imaginário adversário.
(...) E já que a finalidade da presença do Espiritismo no planeta é a melhora moral dos seres humanos, iniciemos desde já uma análise interior para avaliar a presença desses indesejáveis sentimentos e seu expurgo, mesmo que a longo prazo, para que possamos desfrutar da incomparável experiência de viver buscando o progresso que a vida destina a todos nós.



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ACEITAR A DOR ASSIM COMO ELA É




Primeiro tente entender o que significa a expressão “aceitação daquilo que é”.
Buda depende muito dessa expressão.
Na linguagem dele, a palavra é tathata, aceitação daquilo que é. Toda a orientação budista consiste em viver essa palavra, em viver com essa palavra com tamanha profundidade que a palavra desaparece e você se torna a aceitação daquilo que é.
Por exemplo, você fica doente. A atitude de aceitação daquilo que é consiste em aceitar a doença e dizer a si mesmo, “Tal é o caminho do corpo” ou “É assim que as coisas são”. Não lute, não comece a travar uma batalha.
Depois que aceitar, depois que deixar de reclamar e parar de brigar, a energia passa a ser uma só por dentro. A ruptura se desfaz e muita energia passa a ser liberada, pois deixa de haver conflito e a própria liberação da energia passa a ser uma força de cura.
Algo está errado no corpo: relaxe, aceite isso e simplesmente diga para si mesmo, não só com palavras, mas sentindo profundamente: "Tal é a natureza das coisas".
O corpo é um conjunto, muitas coisas se combinam nele. O corpo nasce e está propenso a morrer. Trata-se de um mecanismo complexo e há toda a possibilidade de uma coisa ou outra sair errada.
Aceite isso e não se identifique. 
Quando aceita, você fica acima, você transcende.
Quando luta, você desce para o mesmo nível.
Aceitação é transcendência.
Quando aceita, você fica sobre uma colina e o corpo é deixado para trás.
Você diz, "Sim, tal é a sua natureza. O que nasce tem de morrer e, se tem de morrer, às vezes fica doente. Não é preciso se preocupar tanto" — fale como se isso não estivesse acontecendo com você, só acontecendo no mundo das coisas.
Esta é a beleza: quando não está lutando, você transcende e deixa de ficar no mesmo nível.
Essa transcendência torna-se uma força de cura.
De repente o corpo começa a mudar.
O mundo das coisas é um fluxo; nada é permanente ali. Não espere permanência!
Se esperar permanência neste mundo onde tudo é impermanente, você provocará inquietação. 
Nada pode ser para sempre neste mundo; tudo o que pertence a este mundo é momentâneo.
Essa é a natureza das coisas, a aceitação daquilo que é.
Se você relutar em aceitar um fato, viverá o tempo todo na dor e no sofrimento.
Se aceitá-lo sem nenhuma queixa, não num estado de impotência, mas de compreensão, trata-se de aceitação daquilo que é. Dali em diante você deixa de ficar preocupado e não existe mais problema. 
O problema surgiu não por causa do fato, mas porque você não o aceitava da maneira como estava acontecendo. Você queria que ele seguisse os seus pensamentos.
Lembre-se, a vida não vai seguir você, você é que tem de segui-la.
Com má vontade ou com alegria, a escolha é sua.
Se você seguir com má vontade, sofrerá.
Se segui-la com alegria, você se tornará um buda e a sua vida se tornará um êxtase.

Osho, em "O Livro do Viver e do Morrer: Celebre a Vida e Também a Morte"
Fonte: Palavras de Osho.


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Mediunidade como Ferramenta



Muito comum foi ouvir frases como :
Seu problema é mediunidade precisa desenvolver...
Seus guias espirituais estão te dando uma surra por não querer trabalhar...  
Respeitamos imensamente quem pensa assim , mas nos permitimos a ver diferente e convida-lo  a examinar a mediunidade como ferramenta na construção de nosso aprendizado com destino a evolução.
Numa comparação pálida podemos pensar esta sublime e abençoada faculdade como por exemplo um computador, que precisas saber usar para não encher de vírus...
Hoje o computador representa uma antena de ligação com o mundo em que vivemos, ao postar esta mensagem poderei ser lido do outro lado do planeta, transpondo até as barreiras linguísticas, pois embora ainda carente de se aperfeiçoar temos os tradutores de textos.
Emito a ideia e entro no mundo, inclusive no mundo das pessoas que lêem-me neste momento você que me esta lendo esta viajando pelo universo que conduzo com minhas palavras.
Quem são os nossos leitores pessoas que se interessam em conhecer a doutrina dos Espíritos, mas ao mesmo tempo que emito estes pensamentos abro campo para dialogar no mundo de possíveis detratores do espiritismo , ou de pessoas de ma fé que poderá utilizar-se de minhas informações.
O que fara com que eu mantenha esta convivência de modo saudável ?
O conhecimento que adquiri ao longo do estudo, o conhecimento que adquiri para mim através do exercicico de racionalizar, e o amor pois sera o norteador de todos os meus diálogos sejam com os que aprenderam gostar do que lêem, seja com os opositores da ideias espiritas por conveniência ou por ignorância, o amor sempre nos norteara.
Assim representada a  ferramenta de contato com os mundos chamado de mediunidade.
Sendo assim para que aproveite os recursos que a ferramenta de trabalho me oferece preciso conhece-la e sabe-la usar.
Como conheço a Mediunidade ?
Estudando-a, a primeira e melhor e mais segura opção chama-se livro dos médiuns , que tem como subtitulo a informação a quem se destina e o que representa " guia dos médiuns e dos evocadores".
Antes de usa-la, consultar o manual para saber como e entender seus riscos e seu modo seguro...
Quando eu vou estudando eu vou eu tomo o conhecimento para mim, e passo a dominar a ferramenta através do conhecimento e passo a controla-la e dando-a um fim útil e benéfico, por que através do conjunto de conhecimentos crio hábitos salutares e naturalmente educo a mediunidade.
Mediunidade então não precisa de desenvolvimento precisa de educação como Allan Kardec em o Livro dos Espíritos, define como educação "conjunto de hábitos adquiridos" e Trabalho "toda ocupação útil".
Mediunidade ferramenta de trabalho e educação.






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INDIFERENÇA NÃO LEVA A PERFEIÇÃO.




Não se aborreçam pelas palavras dos outros.
Existem muitas pessoas que não conseguem ouvir nada, e já começam a interpretar muitas vezes até involuntariamente, fazendo com que uma frase mude seu sentido, e ai que se da origem as desavenças.
Muitas pessoas te passam conselhos, exemplos, e o gesto mais singelo possível, porém você não a entende e simplesmente acha que é uma critica.
Lembre-se que para que você corrija um erro, a primeira coisa que se deve fazer é identificá-lo.
Essas criticas devem ser sempre ponderadas, analisadas, porque se alguma pessoa está falando alguma coisa do seu modo de agir, de suas atitudes, é porque talvez você não esteja conseguindo realmente ter uma comunicação eficaz com seus companheiros.
Pense sempre positivo, quando alguém te fizer uma critica, ouça e veja se realmente você não está fazendo aquilo que ela está falando.
Para que você possa evoluir, é somente identificando suas falhas que você conseguirá.
Nunca seja arrogante, prepotente achando que você já sabe de tudo e que faz tudo certo.
Sempre falta mais um degrau para chegar à perfeição. 

(Gotas de Paz)


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CALAMIDADES



Com freqüência regular a Terra se faz visitada por catástrofes diversas que deixam rastros de sangue, luto e dor, em veemente convite à meditação dos homens.
Conseqüência natural da lei de destruição que enseja a renovação das formas e faculta a evolução dos seres, sempre conseguem produzir impactos, graças à força devastadora de que se revestem.
Cataclismos sísmicos e revoluções geológicas que irrompem voluptuosos em forma de terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, obedecem ao impositivo das adaptações, acomodações e estruturação das diversas camadas da Terra; no seu trânsito de "mundo expiatório" para "regenerador" .
Tais desesperadores eventos impõem ao homem invigilante a necessidade da meditação e da submissão à vontade divina, do que resultam transformações morais que o incitam à elevação.
Olhados sob o ponto de vista espiritual esses flagelos destruidores têm objetivos saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem elimina e aspira, em contínua intoxicação.
Indubitavelmente trazem muitas aflições pelos danos que se demoram após a extinção de vidas, arrebatadas coletivamente, deixando marcas de difícil remoção, que se insculpem no caráter, na mente e nos corpos das criaturas.
Algumas outras calamidades como as pestes, os incêndios, os desastres de alto porte são resultantes do atraso moral e intelectual dos habitantes do planeta, que, no entanto, lhes constituem desafios, que de futuro podem remover ou deles precatar-se. (À véspera havia irrompido, em São Paulo, o incêndio do Edificio Joelma, que arrebatou mais de 170 vidas e revelou alguns heróis. Descrito e analisado no livro Éramos seis)
As endemias e epidemias que varriam o planeta no passado, continuamente, com danos incalculáveis, em grande parte são, hoje, capítulo superado, graças às admiráveis conquistas decorrentes da "revolução tecnológica" e da abnegação de inúmeros cientistas que se sacrificaram para a salvação das coletividades. Muitas outras que ainda constituem verdadeiras catástofres, caminham para oportunas vitórias do engenho e da perseverança humana.
Há, também, aquelas resultantes da imprevidência, da invigilância, por meio das quais o homem irresponsável se autopune, mediante os rigores dos sofrimentos decorrentes das desencarnações precipitadas, através de violentos sinistros e funestas ocorrências ...
Pareceriam desnecessárias as aflições coletivas que arrebatam justos e injustos, bons e maus, se olhados os saldos precipitadamente. Conveniente, todavia, refletir quanto à justeza das leis divinas que recorrem a métodos purificadores e liberativos, de que os infratores e defraudadores das Leis e da Ordem não se podem furtar ou evitar.
Comparsas de hediondas chacinas;
grupos de vândalos que se aliciam na desordem e usurpação;
maltas de inveterados agressores que se indentificam em matanças e destruições;
corsários e marinhagens desvairados em acumpliciamentos para pilhagens criminosas;
soldadesca mercenária, impiedosa e avassaladora, que se refestela, brutal, na inocência imolada selvagemente;
incendiários contumazes de lares e celeiros, em hordas nefastas e contínuas;
bandos bárbaros de exterminadores, que tudo assolam por onde passam;
cúmplices e seviciadores de vítimas inermes que lhes padecem as constrições danosas;
pesquisadores e cientistas impenitentes, empedernidos pelas incessantes experiências macabras de que se nutrem em agrupamentos frios;
legisladores sádicos e injustos que se desforçam nas gerações débeis que esmagam;
conquistadores arbitrários, carniceiros, que subjugam cidades nobres, tornando suas vítimas cadáveres insepultos, enquanto se banqueteiam em sangue e estupor; mentes vinculadas entre si por estranhas amarras de ódio, ciúme e inveja que incendeiam paixões,
são reunidos novamente em vidas futuras,
atravessando os portais da Imortalidade, através de resgates coletivos, como coletivamente espoliaram, destruíram, escarneceram, aniquilaram, venceram os que encontravam à frente e consideravam impedimentos à sua ferocidade e barbaria, vandalismo e estroinice, a fim de que se reajustem, no concerto Cósmico da Vida, servindo também de escarmento para os demais, que, não obstante se comovem ante as desgraças que os surpreendem, cobrando-lhes as graves dívidas, prosseguem, atônitos e desregrados, em atitudes infelizes sem que lhes hajam constituído lições valiosas, capazes de converter-se em motivo de transformação interior.
Construtores gananciosos que se fazem instrumento para cobranças negativas, maquinistas e condutores de veículos displicentes, que favorecem tragédias volumosas, homens que vendem a honradez e sabem que determinadas calamidades têm origem nas suas mentes e mãos, embora ignorados pela Justiça humana não se furtarão à Consciência Divina neles mesmos insculpida, que lhes exigirá retorno ao proscênio em que se fizeram criminosos ignorados para tornarem-se heróis, salvando outros e perecendo, como necessidade purificadora de que se alçarão, depois, à paz.
Não constituem castigos as catástrofes que chocam uns e arrebatam outros, antes significam justiça integral que se realiza.
Enquanto o egoísmo governe os grupos humanos e espalhe suas torpes sementes, em forma de presunção, de ódio, de orgulho, de indiferença à aflição do próximo, a Humanidade provará a ardência dos desesperos coletivos e das coletivas lágrimas, em chamamentos severos à identificação com o bem e o amor, à caridade e ao sacrifício.
Como há podido pela técnica superar e remover vários fatores de calamidades, pelas conquistas morais conseguirá, a pouco e pouco, suplantar as exigências transitórias de tais injunções redentoras.
Não bastassem as legítimas concessões do ajustamento espiritual, as calamidades fazem que os homens recordem o poder indômito de forças superiores que os levam a ajustar-se à sua pequenez e emular-se para o crescimento que lhes acena.
Tocados pelas dores gerais, partícipes das angústias que se abatem sobre os lares vitimados pela fúria da catástrofe, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade santificante e, desde logo, estaremos construindo a coletividade harmônica que atravessará o túmulo em paz e esperança, com os júbilos do viajor retomando ditoso à Pátria da ventura.
Joanna de Angelis
Divaldo Franco


Emmanuel


Emmanuel

Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?








(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23-2-1972, em Uberaba, Minas).

RESPOSTA:

Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

***

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de
sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidade na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

***

Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança.

É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

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Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.

Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.

(Transcrito do livro: XAVIER, Francisco C. Autores diversos. Chico Xavier pede licença. S.Bernardo do Campo: Ed. GEEM. Cap. 19).

http://compreendereevoluir.blogspot.com.br/
 
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DÉJÀ VU: O INCÊNDIO EM SANTA MARIA-RS.

Foto de Santa Maria - RS


Uma casa de eventos cheia, na noite, com um espetáculo. A banda solta fogos no espaço fechado, para criar um visual inesquecível. Os fogos incendiaram o isolamento acústico e se espalharam rapidamente. Correria. Uma única saída. Os funcionários do estabelecimento não permitem a saída dos jovens, que se amontoavam, temendo a falta de pagamento. Fumaça, pânico, pessoas caídas e pisoteadas pela multidão. Sete mortos e trezentos feridos. Sete mortos?

Sim, não estou falando do incêndio na casa de shows em Santa Maria-RS, mas em um acidente semelhante acontecido em novembro de 2001, na capital mineira. O estabelecimento se chamava Canecão Mineiro, estava sem alvará de funcionamento, permitiu o uso de fogos inapropriados para o uso indoor, e passados onze anos, o STF estabeleceu responsabilidade da Prefeitura, há responsáveis pelo evento, mas o mais importante não aconteceu. Apesar da dor e do sofrimento dos envolvidos, o Estado não deu a devida atenção ao evento funesto, e ele se repetiu de forma quase igual, no sul do país.

Recordei-me imediatamente de uma matéria antiga que publicamos no EC, sobre o terremoto no Haiti, comparado ao do Chile. (http://espiritismocomentado.blogspot.com.br/) Os espíritos, na metade do século XVIII, disseram:


"...Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os pode afastar, isto é, preveni-los, se souber pesquisar suas causas" (questão 741)

Bem, então, mais importante que encontrar os culpados e puni-los, é aprender com o ocorrido e tomar medidas concretas para que ele não aconteça mais. As investigações não estão concluídas, mas parece evidente que nossas normas e ações ainda não foram suficientes para evitar um incêndio tão funesto. Infelizmente, fomos todos incompetentes em nosso país para aprender com o Canecão Mineiro. Por isso paira na alma mineira essa trágica sensação de déjà-vu.

Obs: Déjà-vu, expressão francesa que pode ser traduzida como o "já visto". O Dicionário Houaiss o define como "forma de ilusão da memória que leva o indivíduo a crer já ter visto (e, por ext., já ter vivido) alguma coisa ou situação de fato desconhecida ou nova para si".
 
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DESENCARNAÇÕES COLETIVAS - EMMANUEL



Emmanuel



Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?


(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23-2-1972, em Uberaba, Minas).

RESPOSTA:

Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

***

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de
sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidade na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

***
Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança.

É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

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Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.

Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.

(Transcrito do livro: XAVIER, Francisco C. Autores diversos. Chico Xavier pede licença. S.Bernardo do Campo: Ed. GEEM. Cap. 19).

FONTE: Boletim Eletrônico da FEB
 
 
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