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Acerto de Contas



O Espiritismo ensina que as Leis Divinas encontram-se inscritas na Natureza e na consciência de cada Espírito.
Quem se dedica a observar o mundo que o cerca, consegue assimilar o teor de tais Leis.
Entretanto, o guia mais seguro é a consciência.
Durante um tempo, o egoísmo logra turvar a percepção do estatuto Divino.
O egoísmo origina-se da identificação com a matéria.
Quanto mais sintonizado com os prazeres materiais, mais dificuldade tem o homem em ser abnegado.
Nos círculos inferiores da vida, o egoísmo representa condição de sobrevivência.
Os seres irracionais ocupam-se apenas com sua manutenção.
Quando famintos, os animais carnívoros simplesmente caçam e matam.
Se não forem hábeis e insensíveis à dor da presa, eles e seus filhotes morrem.
Um egoísmo muito marcante constitui sinal de pouca evolução.
Quem só consegue pensar no próprio bem-estar assemelha-se às feras da Natureza.
O mundo gira em redor de seu umbigo e ele não se incomoda em causar dores e desgraças aos semelhantes.
Entretanto, os Espíritos são dotados de liberdade, consciência e vontade.
Conseqüentemente, respondem por seus atos.
Nenhum ser pode dar o que não tem.
Não se esperam ações éticas de animais, pois isso está além de sua capacidade.
Mas os homens têm condições de agir com base em parâmetros éticos.
Justamente por isso, seus atos não podem ser ditados exclusivamente pelo interesse pessoal.
Os eventos dolorosos da Natureza, como a dor, a doença e a morte, são universais.
Ninguém escapa de experimentá-los, em maior ou menor grau.
A inteligência humana possibilita assimilar a essencial igualdade de todos os homens.
Essa similaridade demonstra que ser solidário é um dever elementar em face da vida.
Com o passar dos séculos, gradualmente o Espírito se compenetra dessa realidade.
Tudo o que se refere à matéria é passageiro.
Entretanto, ele possui uma consciência que sempre o acompanha.
Cada dor deliberadamente causada ao próximo nela está registrada.
As leviandades, as humilhações infligidas, tudo isso gera dor e arrependimento.
Quanto mais vivido e experiente, mais responsável é o Espírito.
Chega um momento em que o ser espiritual se desgosta do mal.
Farto de erros e baixezas, ele decide trabalhar pelo próprio aperfeiçoamento.
Então, prepara para si encarnações nas quais possa se recompor com o passado.
Não mais se preocupa com facilidades materiais.
Riqueza, beleza e poder já não lhe interessam.
Quando assume elevadas posições é apenas no intuito de melhor trabalhar para o semelhante.
O que conta mesmo é a perspectiva de se recompor perante as Leis Divinas.
À medida que perde o gosto pelas coisas materiais, o egoísmo o abandona.
Desembaraçado de preocupações mesquinhas, caminha vigorosamente para a libertação e a transcendência.
Dificuldades não o assustam, pois sua meta é elevada e sua esperança no futuro é infinita.
* * *
Se você enfrenta graves problemas e dores, talvez tenha chegado o momento de seu acerto de contas.
Não complique a sua programada recuperação espiritual com preguiça e revolta.
Consciente da transitoriedade da vida na Terra, dedique-se a conquistar o que é permanente.
Combata seu egoísmo e esforce-se por agir no bem com desinteresse.
A melhor forma de ser feliz é cuidar da felicidade do próximo.
Pense nisso.
Equipe de Redação do Momento Espírita.

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Eusapia Paladino




Eusápia Paladino foi a primeira médium de efeitos físicos a ser submetida a experiências pelos cientistas da época, tais como César LombrosoAlexandre Aksakof,Charles Richet e muitos outros.

Nasceu em Nápoles, Itália, em 31 de janeiro de 1854, e desencarnou em 1918, com a idade de sessenta e quatro anos.

Sua mãe morrera quando ela nasceu e o pai quando ela alcançou a idade de doze anos.

As primeiras manifestações de sua mediunidade consistiram no movimento e levitação de objetos, quando ainda muito jovem, pois contava apenas 14 anos.

Esses fenômenos eram espontâneos e se verificavam na casa de um amigo com quem ela morava.

Somente aos vinte e três anos é que, graças a um espírita convicto, Signor Damiani, ela conheceu o Espiritismo.

Por volta do ano 1888 é que Eusápia tornou-se conhecida no mundo científico em virtude de uma carta do Prof. Ércole Chiaia enviada ao criminalista César Lombroso, relatando detalhadamente as experiências já realizadas por ele com a médium, carta essa publicada no jornal "Il Fanfulla dela Domênica".

Entre outras coisas, dizia o missivista: "A doente é uma mulherzinha de modestíssima condição social, com cerca de trinta anos, robusta, iletrada e cujo passado, porque vulgaríssimo, não merece esquadrinhado; que nada apresenta de notável, a não ser as pupilas de fascinante brilho e essa potencialidade, que os criminalistas diriam irresistível."

Em outro trecho da carta, dizia:"Quando quiserdes, essa mulherzinha será capaz de, encerrada numa sala, divertir durante horas, por meio de surpreendentes fenômenos, todo um grupo de curiosos mais ou menos céticos, ou mais ou menos acomodatícios".

Através dessa carta, convidava, também, o célebre alienista, a investigar, diretamente, os fenômenos por ele constatados na médium.

Três anos mais tarde, em 1891, Lombroso aceitou o convite, realizando, com Eusápia, uma série de sessões.

Esses trabalhos foram seguidos pela Comissão de Milão, integrada pelos professores Schiaparelli, diretor do Observatório de Milão; Gerosa, Catedrático de física; Ermacora, Doutor em Filosofia, de Munique, e o prof. Charles Richet, da Universidade de Paris.

Além dessas sessões, muitas outras foram realizadas, com a presença de homens de ciência, não só da Europa, como também da América.

Lombroso, diante da evidência dos fatos, converteu-se ao Espiritismo, tendo declarado: "Estou cheio de confusão e lamento haver combatido, com tanta persistência, a possibilidade dos fatos chamados espíritas."

A conversão de Lombroso deveu-se também ao fato de o Espírito de sua mãe haver-se materializado em uma das sessões realizadas com Eusápia.

Antes de encerrarmos esta ligeira exposição sobre a preciosa mediunidade de Eusápia Paladino, convém citarmos um trecho do relatório apresentado pela Comissão de Milão que diz: "É impossível dizer o número de vezes que uma mão apareceu e foi tocada por um de nós.

Basta dizer que a dúvida já não era possível.

Realmente, era uma mão viva que víamos e tocávamos, enquanto, ao mesmo tempo, o busto e os braços da médium estavam visíveis e suas mãos eram seguras pelos que achavam a seu lado."

Como se vê, a Comissão que ofereceu este relatório era constituída por homens de ciência, o que não deixa dúvida quanto à veracidade dos fenômenos por eles constatados.

O prof. Charles Richet, em 1894, também realizou várias sessões experimentais em sua própria casa, obtendo levitações parciais e completas da mesa, além de outros fenômenos de efeitos físicos.

Sir Oliver Lodge, prof. de Filosofia Natural do Colégio de Bedford, Catedrático de Física da Universidade de Liverpool, Reitor da Universidade de Birmingham, e que foi, também, por longos anos, presidente da Associação Britânica de Cientistas, após as experiências realizadas com Eusápia, apresentou um relatório à Sociedade de Pesquisas da Inglaterra, dizendo, entre outras coisas, o seguinte: "qualquer pessoa, sem invencível preconceito, que tenha tido a mesma experiência, terá chegado à mesma larga conclusão, isto é, que atualmente acontecem coisas consideradas impossíveis... O resultado de minha experiência é convencer-me de que certos fenômenos geralmente considerados anormais, pertencem à ordem natural e, como um corolário disto, que esses fenômenos devem ser investigados e verificados por pessoas e sociedades interessadas no conhecimento da natureza".

Eis aí, em linhas gerais, o que foi a excepcional mediunidade de Eusápia Paladino, figura de destaque na história do Espiritismo, que veio à Terra para cumprir a sublime missão de demonstrar a sobrevivência do Espírito, após a desencarnação.

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Adolescentes antes da hora




Namorar, ficar, pedir para sair com a galera, tudo está programado para depois dos quatorze anos. Mas, pequenos a partir dos oito anos já estão assustando os adultos com atitudes que deveriam ser de adolescentes com mais de quinze anos.
Sempre há quem aplauda e ache bonito que as crianças cresçam rápido. Afinal, estamos no terceiro milênio, a era da informática e da aldeia global.
Contudo, tudo isso faz muito mal. Para os adultos e para as crianças. É que elas começam a atropelar seu compasso de amadurecimento, ao qual até já se deu um nome: síndrome da adolescência precoce.
É síndrome porque não é uma adolescência de fato. Até em torno dos 11 anos de idade, os pequenos não têm a devida estrutura psíquica para processar emoções que surgem em situações complexas vividas pelos maiores.
Um beijo sensual, uma tragada, um gole de bebida alcoólica ricocheteia no corpo e não encontra lugar para se encaixar. Não dá prazer. Só fazem com que eles se achem importantes.
Mas sem prazer no que fazem, sem dar conta do que estão sentindo, acabam desgastados e sobrecarregados. Abre-se o caminho para a depressão e a agressividade.
Tentando ser o que não podem, correm o risco de ficar sem nenhum lugar. É por isso que a atitude dos pais se faz muito importante.
Dos seis aos onze anos é a fase em que a criançada tem tudo para ser tranqüila, não rebelde.
É a hora de copiar os pais, de se pentear, se vestir, andar e falar como eles. É a fase em que os meninos grudam nos pais e as meninas são a sombra das mães.
Isto contribui para que se definam como masculino e feminino. Cabe aos pais auxiliar os seus filhos nessa fase.
Sua tarefa é assumir o lugar de importância máxima para seus imitadores e admiradores. Devem falar de si, das suas atividades, o que fazem, o que sentem. Ensinar a sentir. E, naturalmente, dar limites. Só pode ser referência para uma criança, quem cuida dela. E só quem coloca limites realmente cuida.
É assim que se mostra aos pequenos o valor real no mundo. O valor de quem merece ser cuidado e que tem um duro trabalho de amadurecimento para realizar, em seu tempo certo.
Sem esta posição, sem esta ajuda, as crianças ficam à mercê de comportamentos ilusórios e com a falsa impressão de que só serão bons se forem como os grandes, mesmo que estes apenas pareçam ser grandes.
Vão se sentir inferiores e fazer tudo para parecer crescidos, a fim de acompanhar os demais. Poderão ficar ousados ou poderão ficar com aquela impressão amarga de que estão perdendo todo seu tempo, que a juventude lhes está escorrendo através dos dedos, enquanto os outros estão, sim, gozando a vida. 
*** 
A tarefa da educação começa no berço, e não mais tarde. A criança e o adolescente, embora possam parecer ingênuos, puros, quase nunca o são.
Podem trazer experiências nem sempre positivas de existências anteriores. Em razão disso, é indispensável a educação no seu sentido mais amplo e profundo, a fim de que adquiram valores verdadeiros, reais, superando as dificuldades.
Para esse nobre objetivo são indispensáveis o amor, o conhecimento e a disciplina. Somente assim, serão gravadas nestas almas, que estão reescrevendo a própria história, as lições que as deverão acompanhar para sempre.

(Livro Adolescência e Vida, Ed. LEAL e Jornal Gazeta do Povo de 8.8.1999, artigo Adolescentes Antes da Hora de Ivan Capelatto e Sangela Minatti)



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Momentos de Decisão





A vida é feita de momentos, que surgem e passam. E, de conformidade com nossa decisão, darão origem aos estados de paz ou de aflição.
São os momentos de decisão feliz que nos garantem a harmonia íntima, assim como os momentos de decisão infeliz nos conduzem à amargura e à dor.
Saulo de Tarso, num momento de desequilíbrio, saiu a perseguir os homens do caminho e, num momento sublime defrontou Jesus, tomando, num momento de decisão firme, a mais notável e valiosa resolução da vida, que dele fez o perfeito Apóstolo das gentes...
Num momento de prece, Maria recebeu a anunciação da chegada do Messias...
Num momento de paz, na Terra, Jesus nasceu em singular estrebaria para mudar os rumos da História.
Num momento de confiança, Nicodemos rogou a entrevista que lhe abriu horizontes infinitos sobre a necessidade de nascer de novo...
Num momento feliz, a mulher samaritana travou o diálogo que lhe mudou o roteiro da existência...
Num momento de piedade, o samaritano tornou-se o símbolo da solidariedade por excelência...
Num momento de fé, a  mulher com hemorragia libertou-se do grave mal que a martirizava...
Num momento de irreflexão, o moço rico perdeu a oportunidade de ganhar a jornada...
Num momento de dor, a mulher adúltera encontrou a piedade do Mestre e renovou-se para avançar vida afora...
Num momento de inveja, alguns fariseus tentaram embaraçar o Senhor e se confundiram a si mesmos.
Num momento de amor, Jesus libertou o obsesso de Gadara, que padecia a cruel constrição de mentes perturbadoras...
Num momento de desequilíbrio, Judas traiu o Cristo...
Num momento de fraqueza moral, Pedro negou o Amigo...
Num momento de covardia, Pilatos lavou as mãos e perdeu a maior bênção da vida...
Num momento estóico, mulheres piedosas atestaram a grandeza do amor, acompanhando o Sublime condenado...
Num momento de loucura coletiva, os homens crucificaram Jesus...
Num momento de luz, o Mestre ressuscitou e até este momento é o Caminho, a Verdade e a Vida.
São momentos de decisão!
Há momentos na sua vida, que você não aproveita, e passa na inutilidade ou se comprometendo com os erros, que produzem aflições e dores sem conta para você mesmo.
Surgem, também, e ressurgem momentos que o convocam à liberdade, à legítima paz.
Indispensável saber utilizar as lições do Evangelho, em cada momento da existência física, a fim de poder fruir as bênçãos da vida eterna.
*   *   *
A vida lhe oferece, a cada instante, inúmeros momentos para que você tome decisões.
E cada decisão tomada, definirá seu próximo momento.
Se a decisão for feliz, seus momentos futuros lhe trarão felicidade. Se não, as horas seguintes lhe darão notícias desagradáveis.
Assim é a vida: feita de momentos... Momentos de decisão...
Que seja este, portanto, o seu momento de decisão feliz...
Redação do Momento Espírita, com base na Apresentação do livro 
Momentos de decisão, pelo Espírito Marco Prisco, psicografia 
de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. 
Em 22.12.2009


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FENÔMENOS RENOVADORES




A vida é um incessante mecanismo de transformações. Nada permanece inalterável. A mudança é fenômeno natural do processo renovador. Tudo quanto não se renova, morre, impondo um normal efeito de desenvolvimento. O repouso é interpretação equivocada em torno de ocorrências não detectadas.
Desse modo, emoções, organização fisiológica, comportamentos humanos, encontram-se sujeitos aos imperativos de alterações necessárias, variando de acordo com ocorrências, circunstâncias, ocasiões.
Essas alterações na criatura humana procedem de estados diferenciados de consciência, de padrões mentais diversos, de filosofias existenciais variadas.
Conforme se pensa, assim se procede.
A mente, exteriorizando os níveis psicológicos, é responsável pelas atitudes, por expressar a realidade espiritual de cada um.
O processo que precede à ação é de natureza mental. Portanto, tudo quanto se afirma, ou se nega mentalmente, passa a exercer preponderância que se materializa no campo da realidade objetiva.
O cultivo das idéias pessimistas, geradoras de enfermidades e dissabores, angústias e tragédias, deve ser substituído pelos pensamentos saudáveis, produtivos, responsáveis pelos bens da vida.
Ninguém há que se encontre fadado à desdita. Renovando-se, altera-se-lhe a paisagem para o futuro, mediante o que elabore na área dos desejos mentais.

Os teus pensamentos seguem a linha direcional das tuas aspirações. O que anelas na emoção, elaboras na construção mental. Sucederá, portanto, conforme o queiras.
Certamente experimentarás, no transcurso da existência física, provas e expiações, que decorrem de pensamentos e atitudes passadas, ora retornando ao proscênio do ser como mecanismos de reparação, resgate, reeducação.
Houvesses agido de forma diferente e enfrentarias outras situações cármicas.
Não obstante tais efeitos, a lei de renovação propele-te à modificação da estrutura do dias porvindouros, mediante a tua conduta presente.
Revisa, quanto antes, os teus planos de ação. Submete-os a uma análise tranqüila e considera as tuas possibilidades atuais, refazendo programas e estabelecendo metas novas.
Se te parecem corretos, amplia-os. Se te manifestam insuficientes ou perturbadores, corrige-os. Renova-te, porém, alterando sempre para melhor as tuas disposições de crescimento, seja como for que te encontres.
Não exijas que as pessoas sejam-te iguais, sempre as mesmas, com repetitivos hábitos, expressando-te idênticos sentimentos.
Diante dos afetos que diminuíram de intensidade; dos comportamentos que se alteraram; das situações que sofreram mudanças; dos amigos que fizeram novas opções; do entusiasmo que arrefeceu ou passou para outra área; dos desafios novos, não te insurjas pela depressão ou violência. São fenômenos, estes, de mudança que a vida impõe. Aceita-os com calma e em paz, continuando com os ideais nobres e evoluindo sempre, sem retentivas com a retaguarda nem ansiedades em relação ao futuro.


                                                                           Momentos de Saúde


Divaldo Pereira Franco
Pelo espírito Joanna de Ângelis
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Aborrecimentos




Nada mais comum, nas atividades terrenas, do que o hábito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chateações.
Nada mais corriqueiro entre os indivíduos humanos.
Como um campo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada menção se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, também na sociedade dos adultos o mesmo fenômeno ocorre.
Mais do que compreensível é que você, semelhante a um menino de pavio curto, libere adrenalina nos episódios cotidianos que desafiem a sua estabilidade emocional.
Compreensível que se agite, que se irrite, que alteie a voz, que afivele ao rosto expressões feias de diversos matizes.
Em virtude do nível do seu mundo íntimo, tudo isso é possível de acontecer.
Contudo, você não veio à Terra para fixar deficiências, mas para tratá-las, cultivando a saúde.
Você não se acha no mundo para submeter-se aos impulsos irracionais, mas para fazê-los amadurecer para os campos da razão lúcida.
Você não nasceu para se deixar levar pelo destempero, pela irritação que desarticula o equilíbrio, mas tem o dever de educar-se, porque tem na pauta da sua vida o compromisso de cooperar com Deus, à medida que cresça, que amadureça, que se enobreça.
Desse modo, os seus aborrecimentos diários, embora sejam admissíveis em almas infantis e destemperadas, já começam a provocar ruídos infelizes, desconcertantes e indesejáveis, nas almas que se encontram no mundo para dar conta de compromissos abençoados com Jesus Cristo e com Seus prepostos.
Assim, observe-se. Conheça-se no aprendizado do bem, um pouco mais. Esforce-se por melhorar-se.
Resista um pouco mais aos impulsos da fera que ainda ronda as suas experiências íntimas.
Aproxime-se um pouco mais dos Benfeitores Espirituais que o amparam.
Perante as perturbações alheias, aprenda a analisar e não repetir.
Diante da rebeldia de alguém, analise e retire a lição para que não faça o mesmo.
Notando a explosão violenta de alguém, reflita nas consequências danosas, a fim de não fazer o mesmo.
Cada esforço que você fizer por melhorar-se, por educar-se, será secundado pela ajuda de luminosos Imortais que estão, em todo tempo, investindo no seu progresso, para que, pouco a pouco, mas sempre, você cresça e se ilumine, fazendo-se vitorioso cooperador com Deus, tendo superado a si mesmo, transformando suas noites morais em radiosas manhãs de perene formosura.
*   *   *
Quando você for visitado por uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponha-se a ela.
E, quando houver conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, diga, de si para consigo, cheio de justa satisfação: Fui o mais forte.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 13 do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.Em 06.12.2010.
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Nicodemos (O entrevistador noturno)


 Matéria publicada no Jornal Mundo Espírita - junho/2005

Ele era um dos homens mais ricos da sua terra. Talvez a quinta fortuna dos seus dias. Era um vencedor. Pertencia à seita dos fariseus, portanto, à elite judaica.

Ao tempo de Jesus, deveriam existir uns 6.000 fariseus e ele era um dos principais entre os judeus e considerado mestre em Israel.

Seu nome significa aquele que vence as pessoas: Nicodemos. Existem três registros à sua pessoa, todos no quarto Evangelho.

O primeiro se encontra nos apontamentos de João 3,1-21 e narra o seu encontro noturno com Jesus. 

Os tempos eram difíceis e a Judéia respirava intranqüilidade. Nicodemos pede uma entrevista a Jesus e vai ao Seu encontro, altas horas da noite.

Esgueira-se pelas colunas, anda pelas ruas olhando para trás, com medo de estar sendo seguido.

Enquanto, normalmente, os que andam à noite, pela cidade de Jerusalém, portem archotes com resina para iluminar o caminho, ele teme ser identificado, reconhecido e anda às escuras.

Desde que ouvira referências ao Homem de Nazaré começara se inquietar. Algo lhe dizia que deveria ouvi-Lo, conhecê-Lo. No entanto, como poderia, sem se expor?

Jesus se hospeda em casa de amigos, fora dos muros da cidade. Na varanda, na noite de primavera, aguarda. Três pancadas se ouvem. João, que O acompanha, se ergue e recebe o que chega.

Na véspera, ocorrera o episódio de Jesus exortar aos mercadores do Templo, dizendo-lhes de que haviam transformado a Casa do Pai em uma casa de vendas.

O fato andava de boca em boca, naturalmente, por muitos acrescido de detalhes nem ocorridos. De toda forma, a política na Judéia era complicada e os ouvidos da espionagem se multiplicavam por todos os recantos de Jerusalém.

Por conhecer o que havia na alma do homem que lhe solicitara a secreta entrevista, Jesus concordara em recebê-lo. Um encontro em casa de alguém que não levantaria suspeitas. Uma ida altas horas da noite.

A Luz do Mundo fala ao intelecto e ao inquieto coração de Nicodemos. O "nascer de novo" mais lhe suscita inquirições. Não que desconhecesse a lei judaica dos renascimentos, deseja antes entender o verdadeiro processo.

"O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de ter eu dito: necessário é nascer de novo. O espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é tudo aquilo que é nascido do Espírito."

Jesus vai além das indagações do doutor da Lei e lhe confia algo acerca do futuro próximo. Nicodemos não é um discípulo, nem parente. Mas é a ele que Jesus revela Seu destino sobre a Terra, pela primeira vez.

Era o início do Seu ministério, Sua primeira viagem a Jerusalém: "Ninguém subiu ao céu a não ser o Filho do homem, ele, que desceu do céu. Do mesmo modo que Moisés elevou a serpente no deserto, assim deve ser elevado também o Filho do homem, para que todo o homem que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."

Quando a madrugada se tingia de escarlate, o Mestre e o amigo se despediram.

O segundo momento em que Nicodemos é citado é em João 7, 37ss. Jesus fora assistir às cerimônias litúrgicas, no meio do povo.

No último dia da festa dos Tabernáculos, Ele viu o sacerdote, por entre o som das trombetas, colher água, em um vaso de ouro, na fonte de Siloé, tornar a subir a montanha e derramá-la sobre o altar dos holocaustos.

Finda a cerimônia, o povo ainda no átrio do Templo, Jesus, do alto da escada semicircular de 15 degraus, bradou:

"Quem tiver sede venha a mim e beba! Quem crer em mim, brotar-lhe-ão do interior torrentes de águas vivas."

A explanação que o Mestre deu a seguir impressionou o povo e inquietou os sacerdotes. Emissários foram despachados para O prender, mas ninguém O ousou tocar.

Retornaram de mãos vazias. O Sinédrio reunido discute. Não é somente a plebe ignorante que aplaude Jesus. Muitos personagens ilustres O seguem.

Nicodemos recorda seu colóquio noturno com Ele e O defende com desassombro:

"Acaso a nossa lei condena um homem sem primeiro o ouvir e inquirir o que fez?"

Tal defesa lhe valeu a acusação de galileu, o que era sinônimo de discípulo do Nazareno.Sofismando, as vozes exaltadas afirmam que da Galiléia não pode vir profeta algum. O Nazareno é um impostor. Estavam tão enceguecidos pela paixão, que esqueciam que eram filhos da Galiléia os profetas Jonas e Nahum.

A assembléia discutiu muito e acabou por se dissolver, sem nada resolver, afirma o historiador evangélico.

Quantas outras vezes terá Nicodemos defendido Jesus, sem que houvesse registros, porque ele, pela sua humildade, não o revelou a ninguém?

Mas João não o esqueceria. Ser-lhe-ia eternamente grato por sua atitude corajosa, ao se concretizar a morte de Jesus.

E o menciona como aquele que auxiliou José de Arimatéia a conceder sepultamento digno ao corpo do Mestre. Diligenciou a retirada do corpo da cruz, auxiliou a embalsamar o corpo, rapidamente, face ao sábado judaico que logo se iniciaria.

Sua derradeira homenagem foi comprar 100 libras de essências odoríferas e um grande lençol de linho precioso para envolver o corpo.

As anotações evangélicas não vão além. Esteve Nicodemos no Sinédrio, na tenebrosa noite do julgamento do Senhor das estrelas? Se presente, terá sido sua voz a única a se erguer em favor do acusado?

De toda forma, Nicodemos se mostrou amigo Daquele de quem recebeu não somente esclarecimentos, mas confiança na célebre entrevista noturna.

E justiça lhe seja feita, se num primeiro momento foi ouvi-Lo às ocultas, teve a ousadia de defendê-Lo perante os demais membros do Sinédrio. E muita coragem para se expor, providenciando-Lhe a sepultura.

É de nos perguntarmos se não terá ele sofrido represálias do Sinédrio, perseguições, demissão do seu cargo, como conseqüência do seu gesto. 

Era sim, um amigo fiel do Mestre de Nazaré.


Bibliografia:


01. FRANCO, Divaldo Pereira. Nicodemos, o amigo. In:___. As primícias do reino. Pelo espírito Amélia Rodrigues. Rio [de Janeiro]: SABEDORIA, 1967.
02. ROHDEN, Huberto. A sepultura de Jesus. In:___. Jesus nazareno. 6. ed. São Paulo: UNIÃO CULTURAL. v. II, nº 190.
03.________. Último dia da festa dos tabernáculos. Op. cit. v. II, nº 91.
04.SALGADO, Plínio. O amigo. In:___. Vida de Jesus. 21. ed. São Paulo: Voz do Oeste, 1978. cap. 21.
05.VAN DER OSTEN, A . Nicodemos. In:___. Dicionário enciclopédico da bíblia. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1985.

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A Dor do Abandono





Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. 
De quem se trata? Quase ninguém sabe.
Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas.
Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve.
Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações.
Eram anotações sobre a dor...
Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos...
Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases:
Onde andarão meus filhos?
Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão?
Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe?
Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão...
Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão.
Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho...
Os dias passam... e com eles a esperança se vai...
No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei...
Mas, agora... como esquecer que fui esquecida?
Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia?
Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo.
Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima...
Queria saber dos meus filhos... dos meus netos...
Será que ao menos se lembram de mim?
A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim.
Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim...
É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria...
Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto...
Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado...
E essa é a única esperança que me resta...
Sinto que a minha hora está chegando...
Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse.
E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam...
Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado...
*** 
A data assinalada ao final da última anotação, foi a data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade.
Talvez tenha seguido para aquele jardim dos seus sonhos, onde jovens afetuosos e gentis a conduzem pelos caminhos floridos, como filhos dedicados, diferentes daqueles que um dia ela embalou nos braços, enquanto estava na terra.

Equipe de Redação do Momento Espírita.
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Que papel você desempenha nos relacionamentos?




É importante que você saiba como as relações funcionam para que não repita esses padrões vida afora.

Para que um relacionamento vingue, é importantíssimo que as pessoas envolvidas tenham a humildade de abrir o coração, assumir seu jeito de se relacionar e discutir, juntas, as opções que têm para evitar sofrimentos desnecessários. O ideal é que cada um fale de si, mostre ao outro quanto ele é importante e, principalmente, perceba que ninguém tem o direito de querer mudar ninguém a não ser a si mesmo.


Digo isso porque, numa mesma família, as pessoas tendem a desenvolver papéis diferentes, e para que todos vivam bem é necessário que cada um descubra o que precisa ser mudado.

No casamento, há duas tendências: a primeira é de que o casal seja muito semelhante, para que um busque no outro o apoio num trabalho comum. Dois protectores do universo, por exemplo, podem ter uma forte tendência para o trabalho social. Vão cuidar de todas as pessoas que aparecerem em sua vida. Em geral, a força desse tipo de casamento está muito mais centrada na amizade que na paixão e no romantismo.

A segunda tendência é de que os parceiros sejam complementares. Nesse caso, uma vítima da vida provavelmente se casará com um protetor do universo. Um deles será o eterno carente, e o outro, o eterno cuidador. Quando isso acontece, o casal frequentemente tem muitos conflitos, mas também muita paixão. O problema é que, depois de uma sucessão de brigas e apaixonadas reconciliações, um dos dois se cansa e acaba caindo fora.

Já os amigos tendem a ter o mesmo jeito de viver, o que, em geral, amplia a cumplicidade entre eles. Se os dois forem vítimas da vida, por exemplo, poderão conversar bastante, e assim justificar um para o outro o fato de não fazer nada para assumir o controle da própria vida. Se os dois forem supercríticos, terão prazer em esmiuçar os defeitos de todo mundo enquanto tomam uma cerveja no bar da esquina.

Entre pais e filhos, as relações também tendem a ser complementares. O pai protetor do universo certamente criará o filho para ser a eterna vítima, pois dessa maneira poderá exercer seu papel de cuidador, tentando assumir o controle da vida do filho. O filho vítima, por sua vez, colocará a culpa de seus fracassos nas costas dos pais e, ao mesmo tempo, se aproveitará da necessidade deles de ter alguém para cuidar.

É importante que você saiba como as relações funcionam para que não repita esses padrões vida afora. Tenha consciência de que, ao decidir mudar, inevitavelmente provocará alterações significativas em seu grupo social. Se você sempre viveu como a eterna vítima e agora decide assumir suas responsabilidades, começa a trabalhar, toma a atitude de sair de casa ou qualquer coisa do tipo, muito provavelmente causará uma confusão imensa na família.

Por isso é importante que você e as pessoas de seus relacionamentos façam uma reflexão honesta e reconheçam a responsabilidade de cada um na criação dos problemas. Assumam, juntos, o compromisso de crescer, de ser melhores e mais felizes. No fim desse processo evolutivo há muito mais amor e plenitude do que vocês jamais experimentaram.

Roberto Shinyashiki

*Texto extraído do site Luz Maior.

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Medicação Preventiva




Pense muito, antes da discussão. O discutidor, por vezes, 


não passa de estouvado.


Use a coragem, sem abuso. O corajoso, em muitas 

ocasiões, é simples imprudente.


Observe os seus métodos de cultivar a verdade. Muitas 

pessoas que se presumem verdadeiras, são veiculos de 


pertubação e desânimo.


Proceda com inteligência em todas as situações. Não se 

esqueça, porém, de que muitos homens inteligentes são 


meros velhacos.


Seja forte na luta de cada dia. Não olvide, contudo, que 


muitos companheiros valentes são suicidas inconscientes.


Estime a eficiência. No entanto, a pretexto de rapidez, não 


adote a precipitação.


Não enfrente perigos, sem recursos para anulá-los. O que 


consignamos por dessasombro, muita vezes é loucura.


Guarde valor em suas atitudes. Recorde, entretanto, que o 

valor não consiste em vencer, de qualquer modo, mas em 


conquistar o adversário no trabalho pacífico.


Tenha bom ânimo, mas seja comedido em seus 

empreendimentos. Da audácia ao crime, a distância é de 


poucos passos.


Atenda a afabilidade e a douçura em seu caminho. Não 

perca, porém, o seu tempo em conversas inúteis.


André Luiz/Chico Xavier
( Agenda Cristã ) 
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