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...E A VIDA CONTINUA - O FILME -> Estréia nos Cinemas em Agosto de 2012






Em Agosto de 2012, o público verá nos cinemas brasileiros uma história fascinante.
E a vida continua...

Filme adaptado do livro “E A VIDA CONTINUA”,
de André Luiz, psicografado por Chico Xavier.

Direção e Roteiro: Paulo Figueiredo
Produção:  Versátil Digital Filmes e VerOuvir Produções
Produtores: Oceano Vieira de Melo, Sonia Marsaiolli de Melo
e Paulo Figueiredo
Produtores Associados: FEB / VerOuvir / Versátil Digital Filmes
Distribuição Paris Filmes

Coordenação de Produção: Ricardo Parah
Gerência de Produção: Giselle Figueiredo
Produção de Elenco:Rosana Penna
Direção de Arte/Figurino: Liana Obata
Direção de fotografia: Tony Ciambra
Câmera:  Bruno Martins e Edson Audi
Som direto:  Gustavo Goulart e Geraldo Ribeiro

Sinopse:

A transposição deste romance para a tela põe em destaque o que a obra original tem de mais expressivo em seu conteúdo. Converte a essência de cada trecho literário em cenas vivas, instigantes, de interesse humano inquestionável.
Levado por uma dessas tantas "coincidências" da vida, um homem de cinqüenta anos conhece, em circunstâncias dramáticas, uma jovem de vinte e cinco. Fugitivo de si mesmo, sobrevivente de uma tragédia pessoal que o tempo ensinou a esconder num bem-humorado sorriso, no mesmo instante se encanta por essa moça, que além da frustrada paixão pelo marido infiel nenhuma razão mais possui para  continuar vivendo.

Como náufragos à deriva, Ernesto e Evelina juntam forças e esperanças. Mas não só amores e desamores passados os tornam semelhantes. A questão da saúde comprometida pela mesma enfermidade grave, outra "coincidência", lança expectativas sombrias no futuro dos dois. Como investir numa tão promissora amizade que pode acabar sem glória e sem despedida no centro cirúrgico de um hospital? Instala-se a dúvida. E nos poucos dias que os separam de seus destinos curiosamente parecidos, o homem e a mulher que o "acaso" trouxe para um encontro preparam suas almas apostando na Vida mas com um olho na Morte.

No último minuto de proximidade na estância de repouso preparatório para as cirurgias, dizer o quê? Adeus? Até breve?

Na falta de resposta o silêncio foi melhor. Um sorriso e uma mão acenando disseram mais.

Como no Teatro, fechava-se a cortina ao final do Primeiro Ato. O Segundo seria num outro palco, numa nova dimensão, para uma outra platéia. Entenderiam os protagonistas, agora, que a Vida é uma peça de muitos Atos, porém sem fim.

E a Vida Continua...
Filme adaptado do livro “E A VIDA CONTINUA”,
de André Luiz, psicografado por Chico Xavier.

Atores principais do filme

AMANDA ACOSTA - Evelina Serpa
LUIZ BACCELLI - Ernesto Fantini
LIMA DUARTE - Instrutor Ribas
ANA ROSA – Lucinda 
LUIZ CARLOS DE MORAES - Instrutor Cláudio
RUI REZENDE – Desidério dos Santos 
LUIZ CARLOS FELIX – Caio Serpa 
ANA LÚCIA TORRE - Brígida 
CLAUDIA MELLO – Alzira 
ARLETE MONTENEGRO - Sra. Tamburini 
ROSANA PENNA – Elisa 
RONALDO OLIVA -  Túlio Mancini
SAMANTHA CARACANTE – Vera Celina 
CESAR PEZZUOLLI – Amâncio 
CARLA FIORONI – Enfermeira Isa 
PERSONAGENS DO UMBRAL - Guilherme Santana, Lucienne Cunha, Marco Antonelli e Débora Muniz, mais um grande elenco.

O ator Lima Duarte, que também esteve gravando no município, tem uma participação especial no longa.
E a Vida Continua, foi o último romance da série de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Uma história marcada por traições, ódio, desejo de vingança, mas também um testemunho de renúncia e de amor. Evelina e Ernesto lutam para se desvencilhar do rodamoinho de enganos e paixões torturadas em busca do próprio equilíbrio na vida pós-morte. E esse caminho passa pelo reencontro com suas famílias na vida terrena e a necessidade de enfrentar as verdades escondidas. Nessa reaproximação com seus lares, a dor da decepção e dos desencontros só pode ser superada com muita dedicação e amor. E juntos vão batalhar para que seus familiares e seus desafetos possam encontrar o caminho da luz e da harmonia e todos possam trilhar em busca da perfeição.

FONTE:http://radioalo.com.br/radio/?p=1213



O ator Lima Duarte, que também esteve gravando no município, tem uma participação especial no longa.
E a Vida Continua, foi o último romance da série de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Uma história marcada por traições, ódio, desejo de vingança, mas também um testemunho de renúncia e de amor. Evelina e Ernesto lutam para se desvencilhar do rodamoinho de enganos e paixões torturadas em busca do próprio equilíbrio na vida pós-morte. E esse caminho passa pelo reencontro com suas famílias na vida terrena e a necessidade de enfrentar as verdades escondidas. Nessa reaproximação com seus lares, a dor da decepção e dos desencontros só pode ser superada com muita dedicação e amor. E juntos vão batalhar para que seus familiares e seus desafetos possam encontrar o caminho da luz e da harmonia e todos possam trilhar em busca da perfeição.

Filme adaptado do livro “E A VIDA CONTINUA”,de André Luiz, psicografado por Chico Xavier.
Direção e Roteiro: Paulo Figueiredo
Produção: Versátil Digital Filmes e VerOuvir Produções
Produtores: Oceano Vieira de Melo, Sonia Marsaiolli de Melo e Paulo Figueiredo
Produtores Associados: FEB / VerOuvir / Versátil Digital Filmes
Distribuição: Paris Filmes
Coordenação de Produção: Ricardo Parah
Gerência de Produção: Giselle Figueiredo
Produção de Elenco: Rosana Penna
Direção de Arte/Figurino: Liana Obata
Direção de fotografia: Tony Ciambra
Câmera: Bruno Martins e Edson Audi
Som direto: Gustavo Goulart e Geraldo Ribeiro
Atores principais do filme.
AMANDA ACOSTA – Evelina Serpa
LUIZ BACCELLI – Ernesto Fantini
LIMA DUARTE – Instrutor Ribas
ANA ROSA – Lucinda
LUIZ CARLOS DE MORAES – Instrutor Cláudio
RUI REZENDE – Desidério dos Santos
LUIZ CARLOS FELIX – Caio Serpa
ANA LÚCIA TORRE - Brígida
CLAUDIA MELLO – Alzira
ARLETE MONTENEGRO – Sra. Tamburini
ROSANA PENNA – Elisa
RONALDO OLIVA – Túlio Mancini
SAMANTHA CARACANTE – Vera Celina
CESAR PEZZUOLLI – Amâncio
CARLA FIORONI – Enfermeira Isa
PERSONAGENS DO UMBRAL – Guilherme Santana, Lucienne Cunha, Marco Antonelli e Débora Muniz, mais um grande elenco.
FONTE:http://radioalo.com.br/radio/?p=1213
Os figurantes tiveram contato com grandes atores do meio artístico, dentre eles o próprio Paulo Figueiredo, a protagonista Amanda Acosta, Luiz Baccelli, Luiz Carlos Moraes, Cláudia Mello, Ruy Rezende, Ana Rosa entre outros. O ator Lima Duarte, que também esteve gravando no município, tem uma participação especial no longa. As gravações em Itapira iniciaram em 18 de janeiro, finalizando o projeto no último domingo, dia 31. Foi a primeira experiência para todos os participantes, exceto para o ex-ator e locutor José Palandi, onde em meados dos anos 70, juntamente com o saudoso Paulino Santiago e grande elenco gravaram uma propaganda televisiva, dentro das dependências da Igreja São Benedito, para o extinto Banco Comind. A produtora e também atriz Rosana Penna é quem fazia o contato direto com a atriz e diretora Juliana Avancini, onde foi a responsável por recrutar os atores locais, acompanhando-os nas gravações, que levavam cerca de 9 horas diárias.

http://www.itapiranet.com.br/?page=noticias¬icia=19604


E a Vida Continua, foi o último romance da série de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Uma história marcada por traições, ódio, desejo de vingança, mas também um testemunho de renúncia e de amor. Evelina e Ernesto lutam para se desvencilhar do rodamoinho de enganos e paixões torturadas em busca do próprio equilíbrio na vida pós-morte. E esse caminho passa pelo reencontro com suas famílias na vida terrena e a necessidade de enfrentar as verdades escondidas. Nessa reaproximação com seus lares, a dor da decepção e dos desencontros só pode ser superada com muita dedicação e amor. E juntos vão batalhar para que seus familiares e seus desafetos possam encontrar o caminho da luz e da harmonia e todos possam trilhar em busca da perfeição.
A temporada de filmes no chamado "meio transcendental" terá grandes produções e elenco de renome. "Chico Xavier", dirigido por Daniel Filho, com Nelson Xavier como Chico entra em cartaz em 2 de abril, data em que o médium faria 100 anos.Estão previstos ainda "Nosso Lar", dirigido por Wagner Assis; "As Mães de Chico", por Glauber Filho; "E a Vida Continua", de Paulo Figueiredo;e o documentário "As Cartas", de Cristiana Grumbach.
Participaram da figuração Juliana Avancini, Elton Pereira, Estella Bosso, Zulmira Bosso, Rosa Rottuli, Roberto Rottuli Pereira, João Pedro Monezi, Lucas Marcati, Luciano Oliveira, Lázara Souza Avancini, Toninho Avancini, Lourdes De Matteu, José Luiz Palandi, Davi Borges, Ismael Pereira Junior, Alexandre Cezaretto, Zuleica Silva, Cleuza Monezi, Jair Galli, Paulo Pretto, Maria Faraco Borges, Maria Elena Plumari, Rafael Rossi, Luiz Pedroso, Ana Flávia Laurindo, Marli Santa Luzia, João Bozzi, José Jânio, Eliana de Lima, Mirelie Lopes e o cantor Hugo Alves.


fonte:http://www.cidadedeitapira.com.br/portal/DUnews/newsDetail.asp?id=358
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GALERIA DE FOTOS DA PRODUÇÃO DO FILME
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26/02/2010 - 08h13
Entusiastas do espiritismo preparam filmes para 2010
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FERNANDA EZABELLA
da Folha de S.Paulo

"Gosto tanto do Chico quanto do Bergman e do Truffaut", diz Oceano Vieira, dono da Versátil, respeitada distribuidora de DVD de filmes de arte, que tem um selo dedicado a produções espíritas --a Vídeo Spirite (eu vejo espíritos, em latim).

Vieira é historiador da área e produtor de um dos diversos filmes que estão sendo realizados na esteira do centenário de Chico Xavier, "E a Vida Continua" (confira outros no quadro), baseado em livro psicografado pelo médium mineiro.

Viera ainda negocia o lançamento do filme em cinema, mas garante em DVD. No elenco, Lima Duarte faz uma ponta. "Ele é espírita desde o berço, começou no teatro espírita", diz Vieira, diretor do documentário "A Grande Síntese de Pietro Ubaldi", exibido na Mostra de São Paulo de 2009.

"E a Vida Continua", assim como os principais livros de Chico, pertence a Federação Espírita Brasileira (FEB), que tem na venda dos títulos a maior parte da renda anual.

A instituição investe e colabora com esse filme e com outro, chamado "Nosso Lar", que será o grande lançamento espírita do segundo semestre.

"A diretoria aprovou a proposta [de "Nosso Lar']. Foi feito um contrato, tivemos acesso ao script [roteiro], acompanhamos várias tomadas", disse Antonio Cesar Perri, diretor da FEB. "A preocupação não é essa [aumentar rebanho], e sim divulgar valores como paz, respeito a ética e ao bem."

Outro entusiasta do tema, que investe em três filmes de temática espírita, é Luis Eduardo Girão, empresário de turismo em Fortaleza e diretor da Estação Luz Filmes, responsável por "Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito" (2008).

Girão é produtor de "As Mães de Chico Xavier", filme de ficção baseado em livro do jornalista Marcel Souto Maior, autor da biografia adaptada por Daniel Filho. A direção é tripla, incluindo Glauber Filho, de "Bezerra de Menezes". Girão também investiu na cinebiografia de Filho e em "Área Q", rodado em setembro no Brasil, com o americano Isaiah Washington.

"O filme com o Isaiah fala de ufologia e espiritualidade, fala em reencarnação de uma forma muito inteligente", diz o produtor, um dos organizadores da primeira edição do Festival Cinema Transcendental, em novembro, em Brasília. O evento é baseado numa mostra de teatro do gênero que acontece há oito anos em Fortaleza e reuniu 35 mil pessoas em 2009.

Zíbia Gasparetto, escritora best-seller de livros espíritas, também deve chegar às telas, em 2011. O produtor Tomislav Blazic prepara o filme "Ninguém é de Ninguém", a ser rodado no segundo semestre no Rio e SP, com uma versão falada em inglês. É baseado em livro psicografado por Gasparetto do espírito Lucius, cujo nome inspirou a produtora de Blazic, Lucius Motion, criada para adaptar obras da autora.

LEIA MAIS NO LINK: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u699321.shtml

sexta-feira, 25 de junho de 2010
* ...E A VIDA CONTINUA - O FILME
O Longa metragem E a vida continua, um romance editado em 1968, e, psicografado pelo médium Chico Xavier, agora vai ganhar as telas de cinema, com a direção do ator Paulo Figueiredo. Durante duas semanas, atores e figurantes itapirenses estiveram envolvidos no projeto cinematográfico, onde a locação foi o Instituto Bairral. A estréia do filme está prevista para o mês de junho.

Os figurantes tiveram contato com grandes atores do meio artístico, dentre eles o próprio Paulo Figueiredo, a protagonista Amanda Acosta, Luiz Baccelli, Luiz Carlos Moraes, Cláudia Mello, Ruy Rezende, Ana Rosa entre outros. O ator Lima Duarte, que também esteve gravando no município, tem uma participação especial no longa. As gravações em Itapira iniciaram em 18 de janeiro, finalizando o projeto no último domingo, dia 31. Foi a primeira experiência para todos os participantes, exceto para o ex-ator e locutor José Palandi, onde em meados dos anos 70, juntamente com o saudoso Paulino Santiago e grande elenco gravaram uma propaganda televisiva, dentro das dependências da Igreja São Benedito, para o extinto Banco Comind. A produtora e também atriz Rosana Penna é quem fazia o contato direto com a atriz e diretora Juliana Avancini, onde foi a responsável por recrutar os atores locais, acompanhando-os nas gravações, que levavam cerca de 9 horas diárias.

E a Vida Continua, foi o último romance da série de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Uma história marcada por traições, ódio, desejo de vingança, mas também um testemunho de renúncia e de amor. Evelina e Ernesto lutam para se desvencilhar do rodamoinho de enganos e paixões torturadas em busca do próprio equilíbrio na vida pós-morte. E esse caminho passa pelo reencontro com suas famílias na vida terrena e a necessidade de enfrentar as verdades escondidas. Nessa reaproximação com seus lares, a dor da decepção e dos desencontros só pode ser superada com muita dedicação e amor. E juntos vão batalhar para que seus familiares e seus desafetos possam encontrar o caminho da luz e da harmonia e todos possam trilhar em busca da perfeição.


A temporada de filmes no chamado "meio transcendental" terá grandes produções e elenco de renome. "Chico Xavier", dirigido por Daniel Filho, com Nelson Xavier como Chico entra em cartaz em 2 de abril, data em que o médium faria 100 anos.Estão previstos ainda "Nosso Lar", dirigido por Wagner Assis; "As Mães de Chico", por Glauber Filho; "E a Vida Continua", de Paulo Figueiredo;e o documentário "As Cartas", de Cristiana Grumbach.

Participaram da figuração Juliana Avancini, Elton Pereira, Estella Bosso, Zulmira Bosso, Rosa Rottuli, Roberto Rottuli Pereira, João Pedro Monezi, Lucas Marcati, Luciano Oliveira, Lázara Souza Avancini, Toninho Avancini, Lourdes De Matteu, José Luiz Palandi, Davi Borges, Ismael Pereira Junior, Alexandre Cezaretto, Zuleica Silva, Cleuza Monezi, Jair Galli, Paulo Pretto, Maria Faraco Borges, Maria Elena Plumari, Rafael Rossi, Luiz Pedroso, Ana Flávia Laurindo, Marli Santa Luzia, João Bozzi, José Jânio, Eliana de Lima, Mirelie Lopes e o cantor Hugo Alves.
Postado por Programa Muitas Vidas às 6/25/2010 08:53:00 AM

http://programamuitasvidas.blogspot.com/2010/06/e-vida-continua-o-filme.html
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Superando a Dor



No dia 28 de julho de 1976, a cidade industrial de Tangshan foi completamente arrasada por um terremoto apavorante. Trezentos mil mortos.
O fato ficou famoso como símbolo do colapso total das comunicações da China naquela época.
A preocupação das autoridades era com a crise pela morte de Mao Tsé-Tung e duas outras importantes personalidades.
A notícia do terremoto acabou chegando ao governo através da imprensa estrangeira.
Muitas mulheres ficaram sem marido e viram seus filhos desaparecer em abismos profundos.
Chen foi uma delas. Naquela manhã de julho, antes de clarear, ela foi despertada por um som estranho.
Era uma espécie de ronco surdo e um assobio, como se um trem estivesse se espatifando contra as paredes da casa.
Quando ia gritar, metade do quarto cedeu e a cama onde estava deitado o marido, foi tragada por um buraco enorme.
O quarto das crianças, que ficava do outro lado da casa, como um cenário de um palco apareceu à sua frente.
O filho mais velho estava de olhos arregalados e boca aberta. A menina chorava e gritava, estendendo os braços para a mãe.
O filhinho pequeno continuava dormindo calmamente.
A cena à sua frente sumiu de repente como se uma cortina tivesse caído.
Chen acreditou que estava tendo um pesadelo e se beliscou. Não acordou. Então, espetou a perna com uma tesoura.
Sentindo a dor e vendo o sangue, entendeu que não era um sonho.
Gritou como louca. Ninguém ouviu. De todos os lados vinham sons de paredes desmoronando e de móveis quebrando.
Ela ficou ali, com a perna ensanguentada, olhando para o buraco enorme que tinha sido a outra metade da sua casa.
Seu marido e suas lindas crianças tinham desaparecido diante dos seus olhos.
Sentiu vontade de chorar, mas não tinha lágrimas. Simplesmente não queria continuar vivendo.
Vinte anos depois, contando esta história a uma jornalista, Chen confessa que quase todo dia, ao amanhecer, ouve um trem roncando e apitando, junto com os gritos dos seus filhos.
Os pesadelos a machucam, mas ela diz que os suporta porque neles estão também as vozes dos seus filhos.
E quem pensa que Chen vive somente a lamentar e a chorar a perda dos seus amores, engana-se.
Ela, junto a outras mães que perderam seus filhos no terremoto de 1976, fundaram um orfanato, com o dinheiro da indenização que receberam.
É um orfanato sem funcionários. Alguns o chamam de uma família sem homens.
Vivem ali algumas mães e dezenas de crianças. Cada mãe ocupa um aposento grande com cinco ou seis crianças.
Os aposentos do orfanato foram decorados com uma infinidade de cores, de acordo com o gosto das crianças. Cada quarto com seu estilo de decoração.
Bem diferente dos orfanatos tradicionais da China.
Ao ser questionada como se sente hoje, naquele voluntariado, confessa Chen:
Muito melhor. Especialmente à noite. Fico olhando enquanto as crianças dormem. Sento ao lado delas, seguro suas mãos contra o meu rosto. Beijo-as e agradeço a elas por me manterem viva.
É um ciclo de amor. Dos velhos para os jovens e de volta para os velhos.
*   *   *
Por vezes, quando a dor nos visita, nos enclausuramos nela, acreditando que a nossa é a dor maior do mundo.
O exemplo de Chen nos dá a dimensão da dor e nos ensina como lidar com ela: atender o próximo que também sofre.
Afinal, sempre que olharmos para trás encontraremos criaturas mais intensamente feridas do que nós mesmos. E no atendimento às suas feridas, encontraremos o alívio que buscamos.
Tudo porque o toque delicado do amor é o curativo perfeito para as próprias chagas abertas no coração.

Redação do Momento Espírita com base no cap. As mães que sofreram um terremoto, do livro As boas mulheres da China, de autoria de Xinran, ed. Companhia das letras.
Em 11.10.2011.
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O ADOLESCENTE E A SUA SEXUALIDADE




No passado, falar sobre sexo era tabu, que a ignorância e a hipocrisia preferiam esconder, numa acomodação na qual a aparência deveria ser preservada, embora a conduta moral muitas vezes se encontrasse distante do que era apresentado.

Estabelecera-se, sub-repticiamente, que o imoral era a sociedade tomar conhecimento do fato servil e não o praticá-lo às ocultas.
À medida que os conceitos se atualizaram, libertando-se dos preconceitos perniciosos, ocorreu o desastre da libertinagem, sem que houvesse mediado um período de amadurecimento emocional entre o proibido e o liberado, o que era considerado vergonhoso e sujo e o que é biológico e normal.
Evidentemente, após um largo período de proibição, imposta pela hegemonia do pensamento religioso arbitrário, ao ser ultrapassado pelo imperativo do progresso, surgiriam a busca pelo desenfreado gozo a qualquer preço e a entrega aos apetites sexuais, como se a existência terrena se resumisse unicamente nos jogos e nas conquistas da sensualidade,
terminando pelo tombo nas excentricidades, nos comportamentos patológicos e promíscuos do abuso.
A sociedade contemporânea encontra-se em grave momento de conduta em relação ao sexo, particularmente na adolescência. Superada a ignorância do passado, contempla, assustada, os desastres morais do presente, sofrendo terríveis incertezas acerca do futuro.
A orientação sexual sadia é a única alternativa para o equilíbrio na adolescência, como base de segurança para toda a reencarnação. A questão, faça-se justiça, tem sido muito debatida, porém as soluções ainda não se fizeram satisfatórias.
Sem dúvida, o sexo faz parte da vida física, entretanto, tem implicações profundas nos refolhos da alma, já que o ser humano é mais do que o amontoado de células que lhe constituem o corpo. Por essa razão, os conflitos se estabelecem tendo-se em vista a sua realidade espiritual, com anterioridade à forma atual, e complexas experiências vividas antes, que não foram felizes.
Talvez, em razão de ignorarem ou negarem a origem do ser, como Espírito imortal que é, inúmeros psicólogos, sexólogos e educadores limitam-se, com honestidade, a preparar a criança de forma que apenas conheça o corpo, identifique suas funções, entre em contato com a sua realidade física. A proposta é saudável, inegavelmente; todavia, o corpo reflete os hábitos ancestrais, que provêm das experiências anteriores, vivenciadas em outras existências corporais, que imprimiram necessidades, anseios, conflitos ou harmonias que ora se apresentam com predominância no comportamento.
O conhecimento do corpo, a fim de assumir-lhe os impulsos, propele o adolescente para a promiscuidade, a perversão, os choques que decorrem das frustrações, caso não esteja necessariamente orientado para entender o complexo mecanismo da função sexual, particularmente nas suas expressões psicológicas.
Inseguranças e medos, muito comuns na adolescência, procedem das atividades mal vividas nas jornadas anteriores, que imprimiram matrizes emocionais ou limitações orgânicas, deficiências ou exaltação da libido, preferências perturbadoras que exigem correta orientação, assim como terapia especializada.
Aos pais cabe a tarefa educativa inicial. Todavia, mal equipados de conhecimentos sobre conduta sexual, castram os filhos pelo silêncio constrangedor a respeito do tema, deixando-os desinformados, a fim de que aprendam com os colegas pervertidos e viciados, ou os liberam, ainda sem estrutura psicológica, para que atendam aos impulsos orgânicos, sem qualquer ética ou lucidez a respeito da ocorrência e das suas conseqüências inevitáveis.
Reunindo-se em grupos para intercâmbio de opiniões e experiências de curiosidade, os adolescentes ficam a mercê de profissionais do vício, que os aliciam mediante as imagens da mídia perversa e doentia ou da prostituição, hoje disfarçada de intercâmbio descompromissado, para atender àqueles impulsos orgânicos ou de viciação mental, em relacionamentos rápidos quão insatisfatórios.
Quando se pretende transferir para a escola a responsabilidade da educação sexual, corre-se o risco, que deverá ser calculado, de o assunto ser apresentado com leveza, irresponsabilidade e perturbação do próprio educador, que vive conflitivamente o desafio, sem que o haja solucionado nele próprio de maneira correta.
Anedotário chulo, palavreado impróprio, exibição de aberrações, normalmente são utilizados como temas para as aulas de sexo, a desserviço da orientação salutar, mais aturdindo os adolescentes tímidos e inseguros e tornando cínicos aqueles mais audaciosos.
A questão da sexualidade merece tratamento especializado, conforme o exige a própria vida.
O ser humano não é somente um animal sexual, mas também racional, que desperta para o comando dos instintos sob o amparo da consciência. Todos os seus atos merecem consideração, face aos efeitos que os sucedem.
No que diz respeito ao sexo, este requer o mesmo tratamento e dignificação que são dispensados aos demais órgãos, com o agravante de ser o aparelho reprodutor, que possui uma alta e expressiva carga emocional, desse modo requisitando maior soma de responsabilidade, assim como de higiene e respeito moral.
O controle mental, a disciplina moral, os hábitos saudáveis no preenchimento das horas, o trabalho normal, a oração ungida de amor e de entrega a Deus, constituem metodologia correta para a travessia da adolescência e o despertar da idade da razão com maturidade e equilíbrio.
O sexo orientado repousa e se estimula na aura do amor, que lhe deve constituir o guia seguro para equacionar todos os problemas que surgem e preservá-lo dos abusos que alucinam.
Sexo sem amor é agressão brutal na busca do prazer de efêmera duração e de resultado desastroso, por não satisfazer nem acalmar.

Quanto mais seja usado em mecanismo de desesperação ou fuga, menos tranqüilidade proporciona.

Tendo-se em vista a permuta de hormônios e o fenômeno biológico procriativo, o sexo deve receber orientação digna e natural, sem exagero de qualquer natureza ou limitação absurda, igualmente desastrosa.
A força, não canalizada, deixada em desequilíbrio, danifica e destrói, seja ela qual for. A de natureza sexual tem conduzido a história da humanidade, e, porque, nem sempre foi orientada corretamente, os desastres bélicos que sucederam as hecatombes morais, sociais, espirituais, têm sido a colheita dos grandes conquistadores e líderes doentios, reis e ditadores ignóbeis, que dominaram os povos, arrastando-os em cativeiros hediondos, porque não conseguiram dominar-se, controlar essa energia em desvario que os alucinava.

Examine-se qualquer déspota, e nele se encontrarão registros de distúrbios na área do comportamento sexual.
Desse modo, na fase da irrupção da adolescência e dos órgãos secundários, impõe-se o dever de completar-se a orientação do sexo que deve ser iniciada na infância, de forma que o jovem se dê conta que o mesmo existe em função da vida e não esta como instrumento dele.






ADOLESCÊNCIA E VIDA       
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS

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A BUSCA DO PRAZER




O conceito de prazer está restrito às sensações e 



divertimentos, o que o torna voraz, sem sentido.

Como efeito dos interesses egoísticos, não preenche os 



espaços da emoção superior.

A alegria de um momento sempre vai substituída por 



preocupações noutros instantes; a saúde férrea passa e 


vem a enfermidade; a segurança econômica cede lugar a 


incertezas...

Por mais se busque o prazer nas expressões físicas e 



criativas da imaginação, mais ele foge.

Quem só crê nas expressões dos sentidos físicos, quanto 



mais as busca mais se atormenta.


Confundido com a felicidade, o prazer leva a desatinos e 



gera distúrbios íntimos e danos a outras pessoas e grupos 


sociais.

O prazer real não se altera, embora se modifique a situação 



e passem os momentos de júbilo.

Ele procede da consciência em paz com o labor executado, 



os ideais vividos e a ética observada.

A agradável emoção de bem-estar, que vitaliza e estimula, é 



a sua mais bela manifestação.

Independe do que se tem, das conquistas externas, da 



projeção pessoal.



Joanna de Ângelis / Médium D
ivaldo Franco
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