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Ilusões do Orgulho






Melindre é o orgulho na mágoa. Cultivemos a coragem de ser criticados.

Pretensão é o orgulho nas aspirações. Aprendamos a contentar com a alegria de trabalhar, sem expectativas pessoais.

Presunção é o orgulho no saber. Tomemos por divisa que toda opinião deve ser escutada com o desejo de aprender.

Preconceito é o orgulho nas concepções. Habituemos a manter análises imparciais e flexíveis.

Indiferença é o orgulho na sensibilidade. Adotemos a aceitação e respeito em todas ocasiões de êxitos e insucessos alheios.

Desprezo é o orgulho no entendimento. Acostumemos a pensar que para Deus tudo tem valor, mesmo que por agora não o compreendamos.

Personalismo é o orgulho centrado no eu. Eduquemos a abnegação nas atitudes.

Vaidade é o orgulho do que se imagina ser. Procuremos conhecer a nós mesmos e ter coragem para aceitarmo-nos tais quais somos, fazendo o melhor que pudermos na melhoria pessoal.

Inveja é o orgulho perante as vitórias alheias. Admitamos que temos esse sentimento e o enfrentemos com dignidade e humildade.

A falsa modéstia é orgulho da “humildade artificial”. Esforcemos pela simplicidade que vem da alma sem  querer impressionar.

A prepotência é o orgulho de poder. Aprendamos o poder interior conosco mesmos transformando a prepotência em autoridade.

Dissimulação é o orgulho nas aparências.  Esforcemos por ser quem somos, sem receios, amando-nos como somos.

A reeducação moral através das reencarnações nos levará a renovar esse quadro de penúria espiritual da Terra, sob a escravização das sombrias manifestações orgulhosas.

Estamos todos, encarnados e desencarnados, nessa busca de superação e enfrentamento com as nossas imperfeições milenares, e não será num salto que venceremos a grande e demorada luta. Apliquemo-nos nas preciosas e universais lições de Jesus, iluminadas pelos raios da lógica espírita, e esforcemo-nos sem desistir da longa caminhada na conquista da humildade...

Precisaremos de muita coragem para ser humildes, ser o que somos...

Ser humilde é tirar as capas que colocamos com o orgulho ao longo dessa caminhada...


Trecho do livro: Mereça Ser Feliz ( Superando as ilusões do orgulho)

Pelo espírito Ermance Dufraux,
Psicografia de Wanderley S. de Oliveira


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A História de Allan Kardec




















Naquela manhã, na pequena sala reservada para evangelização, estavam todos ansiosos aguardando a chegada da Tia Mara, a evangelizadora da turma. Aquele era um dia muito especial para todos, pois a Tia Mara ia contar a história de um homem iluminado, um grande missionário e sábio que há muito tempo, com a ajuda dos espíritos, trouxe para o mundo importantes revelações a respeito da vida, de Deus e do universo. Conhecendo essas revelações, os homens conhecem também a sua origem e o seu destino :

- O que somos ? de onde viemos ? para onde vamos ? – essas são questões que estão muito bem explicadas nos livros que ele escreveu sempre com muito estudo e auxiliado pelos amigos espirituais.

O Nome desse ilustre amigo é Allan Kardec.



Quando a Tia Mara chegou, deu um sonoro bom dia para todos:

- Bom dia turminha !!

- Bom dia Tia Mara !! – responderam todos animadamente.

- Como eu havia prometido, hoje vou contar para vocês a história de Allan Kardec – disse ela, tirando da sua prancheta uma grande foto em preto e branco e mostrando para todos. - Esse é o Allan Kardec.



















- Olha, que legal !!, é uma foto bem antiga, não é Tia Mara ?! – comentou Marquinhos.

- Sim Marquinhos, é uma foto muito antiga - respondeu Tia Mara. - Eram assim que eram feitas as fotos, naquela época.

– Conta logo Tia Mara !! estamos ansiosos ! - disse Amelinha.

- Vamos lá então ! Eu quero que todos prestem bastante atenção, pois depois da historia vamos fazer uma atividade, está combinado ?

- Combinado !! – respondeu a turminha.

Tia Mara então, começou a contar a história de Allan Kardec:

- Há muito tempo atrás, no dia 3 de outubro de 1804, num país distante, chamado França, na cidade de Lion, nasceu um menino chamado Hippolyte Léon Denizard, que mais tarde, ficou conhecido com o nome de Allan Kardec.














Desde criança, o menino Hippolyte se mostrou muito inteligente e aprendia tudo com muita facilidade. Aos 11 anos, na escola, substituía o seu professor, Doutor Pestalozzi e ensinava as lições aos seus colegas.

Casou-se aos 27 anos com uma professora primária, chamada Gabrielle Boudet, jovem gentil e graciosa, que o ajudava em suas tarefas educativas.

Foi então, no ano de 1854, que começaram a acontecer fatos muito estranhos... e em 1855, o professor Hippolyte foi convidado pelo seu amigo Senhor Carlotti, a participar de uma reunião bem diferente: as mesas se moviam sozinhas e respondiam as perguntas que lhes faziam, através de sons de batidas.














Ele ficou muito curioso e intrigado. Sendo um grande estudioso, começou a investigar os fatos e descobriu que aqueles fenômenos eram provocados por espíritos.

– Isso mesmo turminha !, eram os espíritos que se manifestavam utilizando aquela linguagem de sinais. E foi assim que o professor Hippolyte começou a conversar com eles, nas reuniões e a aprender coisas novas.

Os espíritos lhe pediram para anotar e estudar todos aqueles ensinamentos e com eles o professor Hippolyte escreveu e publicou vários livros. O conjunto dessas obras deu origem ao que se chamou de Espiritismo, ou seja, Doutrina dos Espíritos.

O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Céu e o Inferno, A Gênese, O Evangelho Segundo o Espiritismo, são os nomes de alguns desses livros que o professor Hippolyte publicou assinando com o seu novo nome: Allan Kardec.

- E aí turminha ?, o que vocês acharam da história ?

- Legal !! – responderam todos.


Tia Mara encerrou a aula de evangelização distribuindo gravuras sobre a vida de Allan Kardec, para a turminha colorir.


Carlos Pereira





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Nelson Xavier volta ao cinema espírita: “Eu tenho que retribuir ao Chico”




Ator que viveu o médium Chico Xavier duas vezes no cinema interpreta psiquiatra em produção que chega às telonas nesta semana

Adriana Caitano
Nelson Xavier interpreta o psiquiatra Levy em O Filme dos Espíritos
  Nelson Xavier interpreta o psiquiatra Levy em O Filme dos Espíritos (Luciano Piva / Divulgação)
Nelson Xavier já trabalhou em mais de 50 filmes e 20 novelas, mas nos últimos anos teve a sua imagem atrelada à do médium mineiro Chico Xavier, ao interpretá-lo duas vezes no cinema – na produção de mesmo nome, de 2010, e em As Mães de Chico Xavier, lançado em abril passado. Neste fim de semana, ele volta às telonas em mais um longa-metragem espírita, O Filme dos Espíritos.
O ator, no entanto, não encarna o papel do médium novamente. Nelson Xavier vive o psiquiatra Levy, que trabalha em um hospital de deficientes mentais e é espírita. Logo no início do filme, seu personagem descobre que tem um câncer, mas a morte não lhe assusta. Xavier viveu a cena na vida real, em 2004, quando foi diagnosticado com câncer de próstata. O medo da morte, no entanto, já não lhe tira a tranquilidade. “Não posso dizer que estou preparado para a morte, mas admito que fiquei mais maduro e sereno em relação a ela depois dos filmes”, diz.
Em entrevista ao site de VEJA, Nelson Xavier fala sobre as mudanças que sofreu após o contato com o espiritismo e se diz na obrigação de retribuir o bem que, acredita, Chico Xavier fez em sua vida. “Hoje, acredito numa porção de coisas em que antes não acreditava e recebo isso como um presente, um prêmio que deve ser retribuído”, declara. Confira abaixo a entrevista.

Você começou a filmar Chico Xavier dizendo-se ateu, mas já está no terceiro filme espírita. Depois deste último longa, você se considera religioso? Não gosto de resumir nada a religião, porque isso diminui as coisas. Mas antes eu me nomeava ateu, hoje não posso mais dizer que sou. Sempre acreditei que a frase dita por Jesus, “Amai-vos uns aos outros”, era a coisa mais revolucionária já dita por alguém, ainda mais por ter sido proferida há 2.000 anos. E vi que o Chico viveu assim, guiado por esse pensamento. Percebi também que acreditava nele, mas não o colocava em prática, ficava só reclamando do que os outros não faziam. Hoje, acredito numa porção de coisas em que antes não acreditava. A vivência com o universo do Chico me mudou muito. Tê-lo vivido me tornou próximo das coisas que ele disse, me emocionando a tal ponto que recebi tudo como um presente, um prêmio. Tenho que retribuir. 
Então, fazer esses dois últimos filmes depois de Chico Xavier, com produções mais simples e de menor orçamento, foi uma forma de retribuição? Pois é. E este eu fiz porque o trabalho daquela gente nas Casas André Luiz é uma coisa tão fantástica que ninguém pode ficar indiferente. O trabalho que eles fizeram de ajudar oito jovens a realizar curtas-metragens, apoiando a vocação deles, foi muito interessante. Acho até que o filme superou as expectativas, já que foi o primeiro longa deles.
Luciano Piva / Divulgação
Nelson Xavier interpreta o psiquiatra Levy em O Filme dos Espíritos
Nelson Xavier interpreta o psiquiatra Levy em O Filme dos Espíritos

Em O Filme dos Espíritos, seu personagem, Levy, é psiquiatra no hospital das Casas André Luiz, que atende deficientes mentais na vida real. Como foi para você a gravação das cenas com os pacientes? 
Não há como passar incólume àquele pátio que aparece no filme. Eu conheci o local na hora de filmar, ao cruzar um corredor entre os pavilhões do hospital. Não vi nada, só ouvi o som das pessoas nas camas, os gemidos. Do outro lado, eu já estava chorando muito. E fiquei muito inspirado para fazer o Levy. Aprendi uma dimensão da caridade que não conhecia. Aqueles deficientes são tratados por aquelas pessoas como se fossem irmãos diletos, com uma alegria e uma generosidade extraordinárias. 
O filme trata de temas bem marcantes para a doutrina espírita, como aborto, reencarnação, mediunidade, obsessão e vida após a morte. Seu pensamento sobre algum desses assuntos mudou? Sobre aborto, sempre pensei que a mulher tem que decidir o que fazer. Cada um escolhe seu destino, e isso continuo pensando. Sobre os outros temas, eu tinha uma posição meio neutra, mas agora estou achando que é verdade, que é possível que a comunicação entre os dois mundos exista. 
Nos três filmes espíritas de que você participou, os seus personagens lidam diretamente com a morte. E você, como encara essa questão hoje? Não posso dizer que estou preparado, mas admito que fiquei mais maduro e sereno em relação à morte. O câncer que descobri em mim há oito anos, antes do filme do Chico, também foi parte desse processo todo. Caí num abismo e quem me ajudou a levantar foi minha mulher, Via Negromonte. Uma experiência dessas coloca a gente frente a questões que não se enfrentam normalmente. Quando o filme do Chico apareceu, de certo modo foi bom ter tido câncer, eu estava mais sensível a essas questões. Foi como uma preparação. 
Há previsão de um novo longa espírita? Não apareceu outro convite. Se aparecer algo interessante, posso analisar. Mas também não quero começar a fazer filme espírita sem parar. Faço bandido, também, a vida continua, é meu ofício.
E quais são seus próximos projetos? Nos próximos dois meses, devo estrear uma espécie de monólogo com um texto composto, entre outras coisas, por falas do Chico Xavier em várias ocasiões. Ele disse tanta coisa incrível sobre o amor e a caridade que acho importante reproduzir. Em um certo momento, eu o interpreto. Em outros, falo frases dele. A seleção foi feita pelo meu amigo escritor Ivan Jaf. A direção é da minha mulher, Via Negromonte.

Fonte: Revista Veja



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IRMÃS FOX - história



Em 1848, a aldeia de Hydesville, localizada no condado de Wayne, Estado de New York, distante 30 km da cidade de Rochester, era um pequeno aglomerado de casas de madeiras com uma típica população de agricultores.
 

Nesta aldeia, a família Fox, uma família de fazendeiros composta pelo Pai (John Fox), a Mãe (Magaret Fox), e de suas filhas: Margareth Fox, de 10 anos e Kate Fox, de 7 anos.
Havia, nesta aldeia, uma cabana onde ocorreu o assassinato de um vendedor (alguns o chamam de mascate). O espírito do vendedor se comunicava com o plano material (Terra) através de sons, barulhos, ruídos.
 

 
Após vários moradores passarem pela casa que fazia ruídos, nela foi morar a família Fox. 
No princípio, a família não foi incomodada por esses sons que pareciam naturais à casa, mas depois de algum tempo, eis que tais barulhos, ruídos, batidas e até arrastamento de móveis começaram a aparecer com muita força. E estas coisas incomodavam tanto, mas tanto que as meninas viviam em sobressalto, a ponto de se negarem a dormir sozinhas no quarto.


Em 31 março de 1848, deu-se o primeiro lance do fantástico episódio. A menina de 7 anos de idade - Kate Fox - na sua espontaneidade - teve a audácia de desafiar a "força invisível" a repetir, com os golpes, as palmas que ela batia com as mãos:

-Aqui! Sr. Pé Rachado, faça o que eu faço! - Disse, corajosamente, Kate, batendo palmas.

A resposta foi imediata, e a cada estalo, um golpe era ouvido logo a seguir!

Chegaram a conclusão que aquela força podia ver e ouvir, pois até quando se dobrava o dedo, a força respondia. Vários vizinhos foram chamados, e por sua vez, eles chamaram outras pessoas e formou-se então uma reunião, onde as pessoas perguntavam muito.

Eles criaram um código tipo: uma batida seria a letra A, duas batidas seria a letra B e assim por diante...
Ele (o dono dos ruídos) informou, por este código, ser um espírito e que tinha sido assassinado naquela casa. Ele disse, também, o nome do antigo inquilino que o matara e depois o enterrara na adega a 10 pés de profundidade. Seu nome era Charles B. Rosma.

Os mais interessados em esclarecer o caso resolveram escavar a adega visando encontrar o esqueleto do suposto assassinado. E encontraram mesmo. E um jornal de Boston, cidade dos Estados Unidos, até noticiou o fato.

Vários outros fenômenos deste tipo passaram a ocorrer em outras cidades, em outros países, em outras famílias.
 
 As irmãs Fox cresceram, mas por inexperiência e imaturidade acabaram se envolvendo com o vício do alcoolismo e acabaram sofrendo muitas perseguições e difamações injustas.

A Kate Fox, foi à Europa onde pôde ser estudada por sábios de renome. Porque lá havia desenvolvimento científico pelo qual os fenômenos poderiam ser estudados com rigor e profundidade. 
As irmãs Fox cresceram, mas por inexperiência e imaturidade acabaram se envolvendo com o vício do alcoolismo e acabaram sofrendo muitas perseguições e difamações injustas.

Texto baseado no artigo "A História do Espiritismo" de Sidney de Paula 
Imagens   - Fonte - Portal do Espírito - www.espirito.org.br 

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